Notas iniciais
VOLTEI MEUS AMOREEEES Esse ficou bem curtinho :( eu poderia ter feito ele maior e com mais história, mas eu estava preparando o roteiro dos últimos capítulos e percebi que, se dividisse, acabaria com 50 capítulos certinho!!! então coloquei só algumas pistas, preenchi umas colunas e dei aquela encaminhada Estão ansiosos? Estamos na reta final e eu já quero chorar. Novamente, obrigada a todo o apoio, todos os elogios, comentários e favoritos. Essa autora que vos fala é uma preguiçosa que não se planeja, mas acreditem, ela ama vocês! ♥ p.s. EU ESTAVA CHECANDO OS DADOS DA FIC E TEM TIPO UMAS VINTE MIL VISUALIZAÇÕES??????????? EU TO SURTANDO

— É nos momentos de verdadeira escuridão que podemos ver a luz.

Hyuuga Hinata parou de frequentar a Academia Canadense, na pequena ilha residencial Rokko.

Muitas foram as especulações feitas sobre isso, ainda que as fofocas no corredor fossem discretas. De qualquer maneira, nada mais importava para Naruto. Nada havia restado.

Depois que Hinata saiu da biblioteca, Naruto respeitou seu desejo de ficar sozinha — era muito para absorver, e ele queria conversar com ela quando estivesse mais calma. Mesmo assim, foi particularmente desesperador esperar, em seu dormitório, enquanto milhares de pensamentos cruzavam sua cabeça, um menos animador que o outro.

Recusou-se a sair do quarto, tampouco voltou para o refeitório. Não sabia o que tinha acontecido depois que foi atrás da garota; também não se importava. Não viu Sasuke ou Sakura, nem mesmo Gaara e Shikamaru, que estavam próximos a ele quando a gravação começou. Pela noite, incapaz de aguardar mais um minuto que fosse, ele saiu, cruzando o corredor em direção ao dormitório feminino. Bateu, e, sem paciência, abriu a porta, dando de cara com Sakura. Ela lhe disse que Hinata não tinha voltado, e que também estava preocupada.

Naruto mal dormiu naquela noite. Teve inúmeros pesadelos, e, ainda de madrugada, despertou, concentrando-se em ler qualquer coisa para distrair-se das hipóteses. Quando o dia amanheceu, foi o primeiro no refeitório, e não conseguiu tocar no seu café da manhã. Encontrou-se com a Haruno, e ela lhe disse que Hinata tinha voltado para casa. De certa forma, foi tranquilizador – ela estava em casa, com a mãe, normal.

Foi melhor, mas também foi pior.

Os dias se passavam, e Hinata não voltava. Àquela altura, Naruto já não conseguia se concentrar em mais nada. Ela não respondia suas mensagens, nem retornava suas ligações. Sakura insistia que sabia tanto quanto ele, mesmo que ele achasse que Hinata tinha pedido para ela não contar nada. Os dias eram muito longos, as noites simplesmente não passavam. Naruto ficava a esperar por notícias, esperar que ela voltasse. A angústia em seu peito era abrasadora.

Depois da primeira semana, as pessoas começaram a falar. Naruto percebia os cochichos pelos corredores, que subitamente paravam quando ele aparecia. Apontavam para ele, comentavam nas salas, perguntavam-se onde ela estaria. Tudo que ele menos queria naquele momento era a maldita popularidade; todavia, aparentemente, a gravação teve o efeito oposto. Ele estava mais famoso do que nunca.

Estavam no meio do ano letivo, os estudos para os vestibulares a toda; alunos procurando aumentar suas médias, participar de algum clube para enriquecer os currículos, se dedicar para passar em boas universidades. Ocupavam-se durante o dia todo, mas Naruto não. Ele não queria saber de aula, estudos ou provas. Ele viveu para esperar.

E Hinata não voltou.

Perceber que ela não voltaria tão cedo foi a pior parte. Ele estava mais maduro, em muitos aspectos, e sabia que não podia ser como da última vez que ele cometeu uma burrada – havia pessoas dependendo dele, das suas instruções, dos seus treinamentos; não podia simplesmente parar de viver, entocar-se no quarto e pensar em como ele era idiota. Tinha que continuar, mesmo que não quisesse. E aquilo era pior.

Não conseguia se concentrar, e sua mente estava longe – queria conversar com Hinata, implorar uma nova chance. Mas quantas chances ela já tinha lhe dado? Ele continuava errado, continuava pisando na bola.

— Naruto, vai atrás dela! – Sakura esbravejou enquanto se sentava na mesa. Naruto se limitou a suspirar, brincando com um pedaço borrachudo de pão – Eu não aguento te ver deprimido desse jeito. – sua voz parecia realmente aflita, mas o Namikaze não reagiu.

— Já tem notícias dela? – Gaara perguntou. Uma espécie de camaradagem respeitável tinha surgido entre eles e Hinata.

— Ainda não. – foi Ino quem respondeu, sentando-se logo em seguida, arrumando o uniforme das líderes de torcida.

Naruto sequer tinha conseguido comemorar a expulsão de Shion. Tsunade cuidara pessoalmente das denúncias contra a loira depois do escândalo público – uso indevido dos equipamentos da instituição, ameaça, extorsão, calúnia, e alguém, muito convenientemente, deixara escapar sobre o estoque clandestino de bebidas que ela mantinha no dormitório. Sem a presença tóxica da garota, a Academia parecia muito mais leve e tranquila.

— Eu tenho certeza que se você explicar a situação-

— Não tem nada para explicar. – o garoto interrompeu a Haruno, dando um basta na discussão. Cansado, levantou-se da mesa, deixando sua bandeja intacta e caminhando para o ginásio.

Não tinha o que explicar. Ele mentira para Hinata, e ela já tinha deixado claro o que pensava sobre isso. A história de Menma não se espalhou – apenas Sakura e Sasuke sabiam sobre o verdadeiro motivo da briga; o consenso comum ainda acreditava que a Hyuuga tinha terminado o relacionamento depois da exposição pública, e, até o presente momento, acreditavam que Naruto era, de fato, um babaca aproveitador sem sentimentos. Ele não se importou em corrigi-los.

Fazia apenas alguns dias, mas a separação já estava sendo uma tortura. Ficou muito mal acostumado, afinal – tê-la consigo todas as horas do dia, beijá-la quando quisesse, confidenciar coisas sem se importar em ser julgado. Hinata era uma em uma milhão; ela tinha trazido à luz o melhor dele. Agora, apenas não sabia como voltar a fingir.

Não queria ser o Naruto que as pessoas achavam que ele era – talvez tenha sido esse o motivo de ter começado toda aquela história, afinal. Tinha pensado muito sobre isso, desde que Hinata fora embora. Aquele primeiro dia, quando a viu nadando, foi naquele dia em que se apaixonou. Imediatamente. Tentou negar, e dizer a si mesmo que foi um processo gradual, mas quem ele queria enganar? Tinha amado aquela garota desde o momento em que pôs seus olhos neles. E, então, aquele sentimento estranho e intenso trouxe de volta preconceitos que ele guardava, intrínsecos a ele. Mas, quando ela o chamou, ele soube que queria ser diferente – ao menos fingir ser diferente.

Até onde aquela mentira tinha sido bem intencionada? Foram inúmeras situações em que teve a oportunidade de falar, e se acovardou. Enquanto Hinata odiava Naruto, ela se aproximava mais e mais de Menma. Se não fosse por Sakura – e sua insistência quase irritante – jamais teria feito o que era certo. Quando percebeu que tinha chances como Namikaze Naruto, ele descartou Menma, achando que poderia manter essa história em segredo até o dia em que ambos pudessem rir da sua insegurança.

O que mais o irritava era ter perdido Hinata para aquela mentira. Não foi por sua personalidade execrável, seu caráter duvidoso, suas atitudes infantis. Não foi por seus defeitos, seus erros, seu passado. Hinata tinha – surpreendentemente – amado tudo aquilo. De alguma forma, Naruto tinha sido sincero em seus desacertos. Ela sempre tinha lhe cobrado honestidade, e como poderia culpá-la? Viver com a deficiência deveria ter posto a prova, inúmeras vezes, sua confiança nas pessoas. Ele errou, e estava pagando por aquilo.

Chegou no ginásio, ainda vazio e silencioso. Abriu as janelas e preparou os equipamentos de treino, algumas horas adiantado. Em seguida, colocou o uniforme e começou a treinar, distribuindo chutes altos à medida que a raiva se esvaia de seu corpo. Foi uma das maneiras saudáveis – e que não fariam Sakura ter uma síncope e um ataque – que encontrou de distrair sua cabeça. O cansaço fazia ele esquecer a dor e o arrependimento.

O restante do time chegou no começo da tarde, depois do almoço. Naruto fingia não ver os olhares cuidadosos e os sussurros dos primeiranistas; não se daria ao trabalho. Os terceiranistas – colegas com quem lutava há algum tempo, amigos de equipe – nada falavam, permanecendo em um respeitoso silêncio. Naruto orientou o aquecimento e foi se sentar, já pingando de suor.

— E aí, capitão. – olhou para cima, para ver Gaara sentando-se ao seu lado – Todo mundo está bastante animado com os treinos. Acho que ganhar o campeonato nacional deu uma moral para o time. – Naruto soltou uma risada anasalada. Ficaram em silêncio por alguns segundos – Como você está? – o ruivo parecia preocupado. De certa maneira, Naruto o considerava como um de seus melhores amigos. Assim como em si mesmo, ele também tinha visto a melhora no outro. Hinata tinha mudado várias pessoas.

— Estou bem. – sua voz falhou, indicando o contrário.

— Logo vai ter que escolher um novo capitão. – comentou, e ambos olharam para os garotos que treinavam. Naruto fez algo como um grunhido, concordando – Quer vir treinar com a gente a tarde? Os veteranos vão se reunir para preencher as fichas de inscrição para bolsa de esportes. Podemos discutir sobre isso também.

Naruto tinha se esquecido da inscrição.

— Eu bem que queria, mas vou ter que ir para casa hoje. – fez uma careta – Jantar em família.

Kushina tinha ligado pela manhã, em seu celular – ela nunca fazia isso, então foi aí que Naruto percebeu que alguma coisa não estava certa. Disse que teriam um jantar em família, com seus avós e Nagato, e que ele tinha que voltar naquela tarde. Ela já tinha conversado com Tsunade – como se precisasse – e não haveria problema. Naruto ainda não tinha dito nada à mãe sobre Hinata, e tinha quase certeza que a ideia da reunião familiar não tinha sido da matriarca.

Sem escolhas, o Namikaze voltou para o dormitório antes do fim do treino, e arrumou suas coisas, preparando-se mentalmente para aquele circo. Pegou seu carro, e dirigiu pela rodovia até o porto, sem conseguir aproveitar, de fato, a paixão pela velocidade. A vida simplesmente não tinha graça sem ela.

Evitou pensar em coisas como faculdade – não sabia até quando iam os prazos das inscrições para bolsas de esporte. Sabia que, como capitão, ter um campeonato colegial em nível nacional no currículo certamente pesaria na hora da avaliação, e a Academia Canadense era prestigiada em todo o país. Se ele quisesse, conseguiria uma boa colocação. A questão era justamente essa, querer.

Ele e Hinata tinha conversado sobre seus planos pós-ensino médio. O garoto estava disposto a mandar suas fichas para as mesmas faculdades que ela, mas, agora, não sabia o que fazer. Estava desnorteado, sem perspectiva.

Ah, Hinata.

Não demorou até avistar as propriedade se erguer, gloriosamente, sobre a parte alta da cidade. Suspirou, fazendo a volta e estacionando na frente do portão, que estava aberto. Quando viu as câmeras e os fios estendidos casa adentro, começou a entender do que se tratava.

Kushina apareceu para recebê-lo na porta. Por um instante, Naruto se esqueceu de toda a raiva e apatia, e conseguiu sorrir – ver a mãe sempre o deixava bem. A mulher vinha, usando um belo conjunto cor de ostra, com ornamentos dourados e jóias discretas. O cabelo flamejante estava bem ajeitado em um penteado baixo, e seu sorriso era gigante, rejuvenescendo-a.

— Meu filho! – o puxou para baixo para abraçar seu pescoço – Veio mais cedo do que eu esperava! – sua voz tinha uma centelha de desconfiança, e Naruto riu.

— Pois é, acabaram os treinos mais cedo.

— A Hinata não pôde vir? – ela o soltou e olhou sobre seus ombros. A sombra de sorriso que passou pelo rosto de Naruto desapareceu.

— É, não deu para ela vir. – murmurou.

— Que pena. – Kushina se virou, arrastando-o para dentro – Entra, toma um banho e coloca a roupa que eu deixei separada para você. – o loiro revirou os olhos, imaginando que aquilo era algo que a mulher faria.

— Qual a ocasião? – perguntou, com a voz um pouco mais dura.

— O canal seis está fazendo uma reportagem especial sobre os senadores que vão concorrer à reeleição, eles vão pegar algumas imagens. – esclareceu, o fitando um tanto culpada.

Ali estava – é claro que só podia ser mais um dos teatros do senador. Naruto suspirou, sabendo que não adiantaria discutir; só magoaria a mãe. A única solução era fingir ser parte da família perfeita, responder as perguntas que fizerem à ele e se comportar como o herdeiro ideal.

Passou na cozinha antes de subir as escadas. O cheiro estava bom. Na copa, Nagato conversava com Chiyo, e a velha senhora ria de alguma coisa que ele dissera. O loiro cumprimentou o irmão, realmente feliz em revê-lo.

— Okaa-san já te falou? – o mais velho parecia tão animado quanto o irmão.

— Já. – bufou. Deu a volta na bancada e inclinou-se para abraçar a governanta – Só vim dizer oi e já estou indo me arrumar. – revirou os olhos.

— Sejam bonzinhos com o pai de vocês. – Chiyo recriminou. Por cima dela, Naruto fez uma careta, e Nagato riu.

O loiro subiu para o quarto, deixando sua bolsa sobre a cama, impecavelmente feita, com um traje formal sobre ela. Se deu ao luxo de tomar um demorado banho de banheira, relaxando os músculos tensos e deixando o pensamento fluir para Hinata – ela certamente o acalmaria, e tornaria a noite divertida. Seu peito doía de saudade.

Resistiu ao impulso de colocar pijama e se enfiar nas cobertas. Em vez disso, colocou a roupa indicada, dobrando a manga da camisa até os cotovelo e prendendo o cinto na calça social. Despenteou o cabelo e puxou o blazer para o braço. Respirou fundo três vezes, garantindo que o pai não implicaria com sua aparência, e desceu para o hall. Tripés já estavam posicionados no corredor, e homens de colete gritavam uns com os outros. Kushina andava para lá e para cá, gesticulando, e Naruto avistou Minato na sala de jantar.

Por um momento, seus punhos se fecharam de raiva. Ele parecia simplesmente exultante de felicidade, sorrindo para os repórteres e respondendo, solícito, a tudo que perguntavam. Naruto sentiu-se enojado, e foi, silencioso, para o lado do irmão, que mexia no celular, tão interessado quanto. O senador não parou para cumprimentar o filho. Em vez disso, guiou todos para a sala principal, pouco usada pela família.

Kushina, um pouco desesperada – mas sem aparentar isso – organizou os filhos na mesa de jantar. Minato ficou na cabeceira, e Naruto, à sua direita. Ele percebeu que não tinha sido apenas uma feliz coincidência. Kushina ficou à sua frente, e Nagato, ao lado dela. Um microfone estava acoplado na gola impecável do terno importado do político, e ele sorria como se não se importasse com as câmeras.

Poucos minutos depois, Jiraya e Tsunade chegaram, acomodando-se na mesa. A diretora deu um olhar solidário para o neto mais novo, e ele deu de ombros sutilmente, resignado. O jantar começou oficialmente, e pequenos burburinhos surgiram, de conversas localizadas. Naruto preferiu comer sua salada em silêncio.

— Bom, é claro que eu estava com altas expectativas, mas ter assinado os papéis é realmente fantástico. – ele parecia discursar para ninguém, a voz curiosamente satisfeita – Me deixa muito feliz que os negócios com os Hyuuga tenham dado cedo. – Naruto parou de mastigar – Estávamos em processo de transição há algumas semanas, e admito que fiquei receoso. – Minato limpou a boca elegantemente – Com o capital que será investido, conseguiremos dar início a diversos projetos sociais, e Hiashi também está ansioso para começar. Isso ainda é um segredo, mas teremos novidades dele em breve. – sorriu aquele sorriso encantador que o tinha levado há uma brilhante carreira de sucesso.

Naruto baixou os talheres, enjoado. O que significava aquilo? Quais seriam as novidades que Hiashi estava escondendo? Ele já teria entrado em contato com Hinata? A mera possibilidade embrulhou seu estômago – mas era possível. Eles já não estavam mais juntos, e Naruto não duvidava das capacidades de adquirir informações do Hyuuga. A essa altura, Minato, seu novo sócio e principal interessado, também estaria sabendo; isso explicaria o bom humor.

O loiro não sabia o que pensar. Sentia raiva e desamparo. Queria gritar com Minato, gritar com todas aquelas pessoas que insistiam em transformar sua vida em um reality show. Queria que as coisas fossem simples, e ele não precisasse mentir. Queria que fosse corajoso o suficiente para lutar pela garota que ele amava. Queria que Hinata estivesse com ele.

— Meu filho? Ah, sim, ele está acompanhando todo o processo. – Minato chamou sua atenção novamente, e Naruto piscou, duro – Como meu herdeiro, ele está totalmente a par das transações. Eu contei que, recentemente, ele ganhou o campeonato nacional de judô? – a luz da câmera focou em seu rosto, cegando-o. A mão de Minato sobre a sua era áspera e pesada. Seu sorriso era ofuscante.

Naruto queria sair correndo. Queria livrar-se daquilo, livrar-se daquela falsidade. Mas como poderia? Seu sobrenome era sua sina – era quem ele era, quem sempre seria. Estava em seu sangue. Como renegar algo que nasceu com você? Como se libertar de um destino que já tinha sido traçado?

Foi então que surgiu – clara como cristal. Uma ideia simples, transparente.

Uma saída.

Naruto não tinha mais Hinata. Ele a tinha perdido por seus próprios deméritos, e não havia nada mais que pudesse fazer para mudar aquilo. Não podia alterar o passado. No entanto, quando pensara que não tinha restado nada, percebeu como estava enganado.

Hinata o tinha transformado. Aquele tipo de renovação não desaparecia. Estava soldada em seu âmago para sempre. Ele era uma nova pessoa, uma pessoa da qual se orgulhava, e sempre teria aquilo, e as lembranças boas. Ela o tinha ensinado que sempre há uma saída, e as coisas com as quais nasciam não podiam ser suas limitações.

Naruto conseguiria sair; no entanto, antes, ele faria uma coisa boa. Devia isso a ela, e a si mesmo. Primeiro usaria suas amarras a seu favor, para, finalmente, livrar-se delas.

Abriu seu melhor sorriso, relaxando os ombros.

— Com toda a certeza eu mal posso esperar para aprender tudo.