Questão de Tempo
19 Capítulo 19
Cap 19
O homem que dormia tão pouco agora conseguia relaxar um pouco mais, mesmo naquele sofá desconfortável parecia o melhor lugar no mundo só porque Stella estava ali no seu peito. Ele sentia a respiração calma dela depois de um dia conturbado, depois de tudo ela estava se refazendo como aprendeu a fazer com os anos e agradeceu por dessa vez está ao lado dela. Onde naquele momento pareceu ser o seu lugar, o seu e o de Sophi, Mac se sentiu bem com aquele pensamento então aprofundou o carinho nos cabelos dela e adormeceram.
Horas depois o dia amanhecia e pela primeira vez ele não queria pular da cama, aliás, do sofá. Stella se remexia, esqueceu-se da onde estava e quase caía do sofá quando sentiu os braços dele a segurando.
Mac – Cuidado, ainda não está bem para levar um tombo desses. – ele falava mesmo sem abrir os olhos. Ela nada fala apenas o encarava.
Mac – Bom dia. – finalmente abrindo os olhos e a encarando diante do silêncio em resposta. Stella sorri e isso foi o suficiente para fazer Mac sorrir de volta.
Stella – Bom dia. – eles tinham os olhos presos um no outro quando ouvem gritinhos vindo do quarto. – Acho que mais alguém acordou.
Mac – Acho que ela puxou a mim e gosta de acordar cedo.
Stella – Você mesmo disse: ela é sua filha. – a piadinha mais uma vez os fizeram sorrir. Mac beija-lhe a testa e mais um gritinho é ouvido por eles. – Você pega ela e eu vou fazer nosso café da manhã, ok?!
Ela levanta-se e arrumava o robe quando Mac passa os braços envolta da cintura dela, com calma deposita um beijo em seu ombro, Stella não esperava por aquela atitude e o olha surpresa.
Mac – O que foi? – vendo no olhar dela um misto de surpresa e alegria. – Só queria dá bom dia mais uma vez. – beijando-lhe o rosto mais demoradamente o que fez Stella apreciar aquele gesto fechando os olhos e curtindo o momento. Ele sorriu com um certo cinismo ao soltá-la e caminha para o quarto. Stella fica paralisada o olhando se afastar pelo corredor, ela ria para si mesma ainda incrédula com a atitude dele e vai para a cozinha. Nesse pequeno espaço de tempo ela esqueceu tudo o que sofreu em todos esses anos, respirou realmente aliviada como se tivesse saído do limbo que se encontrava, apoiou-se na pia olhando pela janela sonhando com o futuro, coisa que não fazia desde que tudo aconteceu.
Mac tomou um susto quando viu Sophie de pé no bercinho, ela aumentou os gritinhos quando o viu e dava pulinhos animada.
Mac – Pra onde você quer ir a essa hora? Vem cá! – pegando Sophi no colo. – Vamos mostrar isso para sua mãe, vamos? – a menina ria gostoso. Ele volta para a sala e coloca a criança de pé no chão e tentava caminhar segurando pelas mãozinhas de Sophi. Stella apenas escutava as risadas e balbuceios da menina e vira-se para ver o que acontecia quando se depara com a criança de pé sendo amparada por Mac.
Stella – Não acredito! – animada vendo a menina de pé. – Seus primeiros passinhos neném! – ela não resiste ao sorriso banguela e agarra a criança, beija-lhe a bochecha várias vezes, fazendo voz engraçada. – Vamos tomar café? – se dando conta que Mac estava ali parado a observando. – Você não é muito de tomar café em casa, não é Mac?
Mac – Não, mas hoje com certeza eu abro uma exceção só para apreciar essa cena. – Mac estava encantado com o que via. Stella continuava sorrindo com Sophie em seus braços dando gargalhadas pela forma carinhosa que Stella a tratava. Essa cena mais uma vez iria povoar a mente dele por um bom tempo.
***
Mac estava no quarto terminando de se trocar e ao arrumar a gravata diante do espelho, o brilho da aliança chamou sua atenção, ele olhou diretamente as mãos, girou a aliança, lembrou-se que Stella fez esse mesmo gesto noite passada e do quê aquilo significou. Ele caminhou e sentou perto da cabeceira da cama, olhou mais uma vez para sua aliança, a girou uma última vez vagarosamente e a tirou do dedo. Mac encarou aquela aliança como quem encara alguém, sorriu e se despediu; abriu a gaveta da mesinha de cabeceira do lado da cama, retirou uma caixa de madeira, passou as mãos na borda e revelou seu conteúdo, algumas fotos de casamento com Clarie, um colar e um teste de gravidez que ela tinha feito no dia de sua morte. Mac colocou a aliança junto com os outros pertences e fechou a caixa, mais uma vez escorregou os dedos em despedida dos muitos anos que abriu a caixa e reviveu todo o seu luto.
Mac – Adeus Clarie. – voltou à caixa para a gaveta e novamente se pôs na frente do espelho para terminar de colocar a gravata, mas sua mente foi invadida por lembranças da atitude de Stella retirando sua gravata em uma noite que tomaram vinho juntos.
“ Stella – Vem cá, vira aqui pra mim. – ele gira na banqueta ficando de frente para Stella. – Sem gravata. – tirando a gravata dele e abrindo os primeiros botões da camisa.”
Ele sorriu com a recordação, retirou a gravata, abriu os primeiros botões da camisa assim como ela fez e saiu do quarto levando o paletó na mão.
Na sala mais uma cena junto com tantas outras que iria povoar sua mente, Mac sentia que de agora em diante todos os centímetros daquele pequeno apartamento teria algo de uma das duas, um brinquedo esquecido no sofá, uma voz vindo de algum cômodo ... lembranças que iria acompanha-lo pelo resto da vida.
Stella estava deitada no chão e Sophi sentada em sua barriga enquanto na tv passava algum vídeo de música infantil, a criança quando o ver bate palminhas e sai do colo de Stella, engatinha na direção de Mac.
Stella – Sua traidora! Só ver seu pai você corre para ele mesmo sem saber correr. – ela senta se recostando no sofá vendo Soso engatinhar rapidamente para Mac que prontamente a pega no colo.
Mac – Ela passa o dia inteiro com você em algum momento... – Stella fica de pé e Mac silencia o que iria dizer.
Stella – Tá dizendo que ela enjoa de mim? – se aproximando dele e cruzando os braços.
Mac – Jamais. – o sorriso dele era divertido com a situação.
Stella – Você não está atrasado? – Sophi se remexe no colo de Mac e ele a coloca no chão.
Mac – Eles conseguem começar sem mim. – ele ainda conservava o sorriso presunçoso adorando o tom de voz meio contrariado dela. Stella da uma leve revirada de olhos querendo tirar aquele sorrisinho dele.
Stella – E a Jessica? – desviando os olhos dele pois aquele sorriso a estava incomodando. – Está esperando a Jessica, não é?! Aconteceu alguma coisa? – sua voz saiu um pouco preocupada.
Mac – Não, ela só vai passar na delegacia antes de vir. Nada escapa de você, não é?
Stella – Pra você nunca mentir para mim. – arcando uma das sobrancelhas. Mac não se conteve e a puxa pela cintura colando os corpos, mais uma vez Stella se surpreende com a atitude.
Mac – Eu não ouso fazer isso. – aquela voz grave e em um tom mais baixo que o habitual, os olhos azuis mirando penetrantemente os dela, fez as pernas de Stella fraquejar, contudo estava agarrada nele sentindo aquela leve fragrância que parecia embriagar lhe os sentidos.
As palavras de Mac eram para que ela não duvidasse do que havia dito-lhe na noite anterior, e Stella entendeu isso muito bem. Sophie se apoiou no sofá e ficou de pé, deu gritinhos entusiasmada. Eles têm a atenção na criança e riem. Passado o susto da atitude que não esperava Stella devolve o abraço passando os braços em torno do pescoço de Mac que já esperava aquele toque na nuca, o que de fato ela o faz. Os risos banharam aquela manhã de leveza.
Mac – Acho que alguém está animada com o que está vendo. – voltando seus olhos para ela. Mac beija-lhe a boca delicadamente, mas ter os lábios dela nos seus o fez tencionar a aprofundar o beijo mas a campanhia toca quebrando aquele momento. Stella fica nervosa e tentava se soltar mas ele continuava a segurando só para implicar.
Stella – Me larga Mac! – ele apenas ri ao soltá-la. Mac pega seu blazer que estava numa cadeira enquanto Stella abria a porta.
Jess – Bom dia, Stell. – ela dava um abraço na outra quando abria a porta que nem percebeu o nervosismo dela. – Sophi minha linda você está de pé, vem cá com a titia. – a tomando no colo e a enchendo de beijos. – O que faz aqui? – falando com Mac.
Mac – Eu moro aqui. – arrumando os punhos da camisa para se alinhar ao blazer.
Jess – Espera. – olhando o irmão da cabeça aos pés.
Mac – O quê?
Jess – Você ... a gravata ... cadê a gravata?
Mac – Resolvi mudar um pouco. – Stella nem havia percebido a falta dela, só depois que Jessica chama atenção que ela percebe. – Tchau. – dando um beijo em Soso no colo da irmã.
Jess – Você está diferente.
Mac – Tchau Jessica. – dando um beijo na irmã e passando logo por ela. – Até mais tarde, Stella. – ele sabia que Jess o observava, Mac olha para trás para encarar a irmã, olha para Stella ao seu lado e beija-lhe o rosto, deixando uma incrédula Jessica sem palavras e uma Stella vermelha, ele apenas ri e sai do apartamento.
Jess – O que foi isso?
Stella – Ah ... eu ... não. Não pergunte. – passando por Jessica e indo para o quarto para fugir do olhar curioso dela.
Stella – O que foi isso? O que ele pensa... – falando sozinha enquanto tentava se acalmar.
Jess – Stella. – batendo na porta do quarto.
Stella – Não Jessica.
Jess – Calma! Deixa eu entrar. – abrindo a porta do quarto. – Vem cá, você e meu irmão ... ?
Stella – Não! – ela nervosamente responde. Jessica coloca Sophi no berço e volta à atenção para Stella.
Stella – Olha Jess ...
Jess – Espera. Por que não você e meu irmão?
Stella – O quê? Não! – ela andava de um lado para o outro no quarto.
Jess – Vem cá. – segurando as mãos dela para se acalmar. – Senta aqui. – as duas sentam na cama. – Porque não? Meu irmão é um partidão! Tá sem brincadeira. – vendo o olhar nada amistoso da grega. – Olha meu irmão viveu o luto por muito tempo, ele amava a esposa, eles viveram sim um grande amor mas chegou o fim. Ele se manteve na dele, alguns casos, algumas mulheres, afinal ele é um partidão mas nunca foi tão sério como eu estou vendo com você.
Stella – Comigo? Ele namorou lá a médica do hospital. – um certo ciúmes foi sentido nas palavras dela.
Jess – Ele te contou isso?
Stella – É. – dando uma leve revirada de olhos.
Jess – Ele não é muito de falar essas coisas se não confia. Mas mesmo assim com ela, com quem tentou, chegou a viajar para Londres por causa dela mas nunca tirou a aliança.
Stella – A aliança?
Jess – É ele nunca tira e essa manhã ele estava sem, ele tentou esconder mas além de policial, eu sou irmã dele, o conheço um pouquinho mais que os outros.
***
Danny – Mac. – batendo no vidro quando o chefe passava no corredor na frente da sala que estava com Adam. – Que bom que chegou. – ele olhava o chefe de cima a baixo. – Sophi dormiu bem Mac? – Danny até tenta segurar a língua mas é difícil, ele aponta para o próprio colarinho.
Mac – Você vai falar alguma coisa referente ao caso? Se não eu tenho mais o que fazer. – às vezes até para Mac era difícil manter o profissionalismo diante das piadas de Danny, mas era o chefe e tinha que manter a compostura com certo mau humor habitual.
Danny – Desculpa, veja isso. Solta Adam. – na tela aparecia à cena do carro de Jô parado e logo um homem encapuzado aparece, olha de um lado para outro e abre o carro sem levantar suspeitas, sai de cabeça baixa mas uma leve olhada de lado deu para pegar um perfil do rosto. – Olha isso. – dando um zoom na imagem e aproximando do rosto. – Adam melhora ai essa imagem. Acho que isso no rosto seja algo para dificultar a identificação.
Adam – Prontinho.
Mac – Pelo contrário isso vai facilitar a identificação.
Danny – Conhece Mac?
Mac – Sei de alguém que possui uma cicatriz no rosto.
Danny – Diakos?
Mac – Peça um mandado.
Danny – Ok.
Mac sai em direção a sua sala quando é interpelado por Sheldon.
Sheldon – Mac fiz umas pesquisas, o nome da vítima que você falou não aparecia nas minhas pesquisas pela forma que aconteceu, ela consta nos desaparecidos mas não que tenha saído da cidade mas realmente parece que há alguma ligação eu vou agora mesmo no endereço do relatório ver se ainda moram no mesmo lugar.
Mac – Assim que tiver algo me avise.
Sheldon – Ok. – cada um segue para um caminho.
***
Drew – Taylor porque todo esse circo? Poderíamos utilizar um acordo de cavalheiros e essa entrevista acontecer em uma sala da embaixada sem chamar a atenção. – assim que Mac e Don entram na sala de interrogatório ele dispara.
Mac não diz nada, vagarosamente senta-se na cadeira em frente à mesa, abre a pasta parda e finalmente fita os homens a sua frente. Don apenas apreciava a cena tomando um café.
Mac – Isso não é uma entrevista. São acusações muito sérias que pesam sobre seu cliente, aliás, seus clientes. – se referindo ao outro preso no dia anterior.
Drew – Do que meu cliente está sendo acusado? – Mac retira a foto que estava presa na pasta e coloca a foto do medalhão sobre a mesa. Os olhos de Diakos reagem com desdém.
Diakos – Eu já falei que perdi.
Mac – Aqui? – outra foto sendo jogada sobre a mesa do medalhão perto do corpo de uma mulher. Dessa vez os olhos de Diakos reagem incertos enquanto seu advogado trabalhava numa resposta.
Drew – Taylor ele perdeu. – repetindo a desculpa do cliente não poderia cair em contradição.
Mac – E o seu rosto? Onde machucou? – Diakos encara Badford e nada diz. – Por acaso foi aqui? – outra foto retirada da pasta e colocada sobre a mesa.
Drew – Isso é um lugar abandonado pelo amor de Deus.
Mac – Mas isso aqui foi uma ameaça muito grave a uma agente federal. – outra foto dele abrindo o carro de Jô sendo jogada praticamente nas mãos de Andrew. – Nesse carro estava Stella Bonasera, por acaso queria coagi-la porque ela deixou de trabalhar na embaixada? – Drew foi pego de surpresa com aquela inquisição, fato este que o incomodou, principalmente por não saber daquela situação. Diakos não olhava para o advogado que continuava olhando a foto. Mac percebeu que havia algo errado ali.
Drew – Meu cliente vai permanecer calado. – devolvendo à foto a mesa, seu tom de voz saiu frio. Mac observou a mandíbula dele se mexer controlando sua postura. – Terminamos aqui.
Mac – Você está preso senhor Sebastian Diakos. Flack. – o policial joga o seu copo de café na lixeira e pega as algemas já citando os direitos do preso com uma certa satisfação.
***
Mac ainda assinava uma papelada referente à prisão de Diakos quando Andrew se aproxima.
Mac – O que você quer? – ele nem ao menos dava atenção ao advogado. Don assistia a cena recebendo os papeis da custódia assinados por Mac.
Drew – Stella. – Mac não gostou nada da resposta. Dessa vez o policial ficou em alerta, não era somente um mero espectador como a cena que tinha presenciado no interrogatório, ele viu o olhar ameaçador que Mac lançara para Andrew Badford.
Drew – Como ela está? Onde ela está? – um tom de exaltação banhou aquelas perguntas.
Mac – O que te faz pensar que vou passar essa informação? – já aquelas palavras saíram indignadas. Mas Andrew nem mesmo se deu conta, tinha sua atenção em saber o estado de Stella depois da informação que ela fora perseguida por Diakos e sabia do que ele era capaz.
Drew – O bebê. – Mac da mais uma passo em direção a ele com o punho cerrado.
Don – Mac? – a voz de Don foi como um lembrete a cautela.
Drew – Quando a visitei ela estava cuidando de uma criança, sobrinha sei lá, só quero saber onde ela está. Está com a irmã?
Mac – Por que não pergunta ao cara que invadiu a casa dela que você defende? Você não pareceu preocupado quando ele invadiu e colocou fogo na casa. – seu tom de voz saiu mais alto do que esperava.
Don – Vamos, Mac. – a voz do policial mais uma vez soou como um alerta, um sinal de razão que fez Mac parar e não socar Andrew Badford como estava prestes a fazer. – Vem vamos ainda temos muito trabalho. – enquanto os dois deixam a delegacia o advogado volta para conversar com o seu cliente.
Drew – Que história é essa de seguir Stella sem me falar? – eles estavam na carceragem da delegacia.
Diakos – Já veio me tirar? – se aproximando do advogado que estava do outro lado das grades.
Drew – Você viu as provas que eles têm, não vou conseguir tirar você daqui facialmente, aliás, nem sob fiança você sai daqui.
Diakos – Pois acho bom você da um jeito nisso, não é pra isso que você é pago? – Drew revira os olhos não gostando do que ouviu.
Drew – Eu não sou pago para isso.
Diakos – Não me importo. – ele olha para os lados antes de continuar a falar. – O senhor Kolovos já sabe que eu estou aqui?
Drew – Vou conversar com ele agora.
Diakos – Avisa que dê um jeito de me tirar daqui ou eu arrasto todos comigo.
Drew – O que é isso uma ameaça?
Diakos – Olha só você apareceu agora, eu estou com eles a muito mais tempo que você, sei de muita mais coisa que não imagina. Vocês têm muitos contatos acho bom usar todos para me tirar daqui. Não tem aquele negócio de imunidade diplomática.
Drew – Calma Diakos, não é assim. – ele precisava manter seu cliente mais calmo antes que dissesse alguma bobagem.
Diakos – Eu não quero saber como, pode ser uma facilitada numa fuga, saindo daqui está ótimo, eu me viro para desaparecer.
Drew – Eu vou ter com ele. Mas onde você estava com a cabeça quando arrombou um carro de uma agente federal, tá louco?!!
Diakos – Eu não sabia que ela era federal. O senhor Kolovos só pediu para da um susto na Stella mas se ela anda com uma agente federal é porque ela é uma pessoa muito importante ou ela sabe de muita coisa, você levava ela a tira colo talvez ela tenha visto algo sobre você.
Drew – Impossível. E por que esse susto?
Diakos – Por sua casa, você está obcecado por ela igualzinho você ficou com aquela outra garota, você sabe que estragou tudo com ela a fez perder vários clientes e ainda... – ele para de repente.
Drew – Do que você está falando? Foram vocês que deram um sumiço na Any?
Diakos – Não se preocupe que mesmo depois ela se pagou deixando um outro produto.
Drew – Espera, espera...ela estava grávida? O filho era meu e vocês venderam? – seu tom de voz saiu mais alterado o que fez Diakos puxá-lo pelo colarinho e colar o rosto dele nas grades.
Diakos – Você quer calar a boca. Agora vai falar com o Kolovos pra me tirar daqui. – soltando-o.
Os pensamentos de Drew agora estavam zonzo, ele tinha um filho e não sabia onde estava, precisava de calma para agir. Outra informação ficou pulsando em sua mente, Stella andar com uma policial federal, existia algo mais ai, talvez se descobrisse pudesse usá-la contra Mac.
Drew – Eu preciso descobrir esse contato na polícia de Kolovos.
***
Jô – Mac. – batendo de leve na porta de vidro da sala.
Mac – Jô. Informações? – ela já nem espera o pedido dele e senta-se na frente de sua mesa.
Jô – Exatamente. Badford ele não trabalha exatamente para a embaixada, na verdade não há nenhum vínculo, ele faz negócios principalmente com George Kolovos, o secretário geral. O auxilia em negócios ou representa Kolovos. Mas o que deu para descobrir é que ele cresceu na carreira sendo um advogado medíocre, nada de casos extraordinário que o faça ser notado, escritório fechado desde que começou a se associar a Kolovos.
Mac – Sempre o encontrei defendendo escroques mas agora além de se associar a embaixada grega, ele também representa o homem que invadiu a casa da Stella e Sebastian Diakos que é acusado de mortes de duas mulheres e o rapto de Sophie. Temos provas que o colocam dentro de um escritório abandonado na redondeza da casa de Stella, conseguimos DNA dele, de Lana, uma das vítimas, e Sophie.
Jô – Ele trabalha para a embaixada?
Mac – Para a segurança de George Kolovos.
Jô – O que você está pensando?
Mac – Que Kolovos e Diakos possam ser as parcerias de Dimitrius Papakota em Nova York.
Jô – Seria ótimo encobrir suas atividades através da embaixada. Papakota é um colecionador de artes onde provavelmente lava o dinheiro.
Mac – Eu vou visitar Kolovos. Perguntar sobre as moedas, elas são raras, vão querer de volta ainda mais se estiver mesmo ligadas ao acervo de Papakota.
Jô – Isso é uma isca?
Mac – Precisamos assustá-los um pouco, tudo isso está ligado a alguém da embaixada.
***
A notícia do mandado para Diakos caiu como uma bomba na embaixada grega, Kolovos estava espumando de raiva mas precisava manter aquela informação bem longe do senhor Papakota que estava na cidade, pelo menos por enquanto, e já tinha marcado uma reunião com ele.
Kolovos – E então?
Drew – O caso é grave. As acusações contra Diakos são muito contundentes.
Kolovos – Use a imunidade diplomática.
Drew – Eu vou dá entrada mas não vai ser nada fácil, ele está sendo acusado de assassinato, de rapto. São coisas muito graves o governo americano não vai deixar passar. Acho que você deveria ligar para o seu contato na polícia para saber mais informações.
Kolovos – Você que deveria ter todas as informações.
Drew – Me passa o seu contato que eu mesmo vou verificar.
Kolovos – Tá...eu preciso saber de informações para poder acalmar o senhor Papakota.
Drew – Ele está na cidade?
Kolovos – Sim. Procure o diretor do laboratório de criminalística, fale meu nome se preciso for mas ainda hoje me dê notícias sobre Diakos.
Drew – Ok. Eu vou agora mesmo ver isso. – o telefone da mesa do secretário toca.
Kolovos >— O que foi agora? Eu disse que não queria ser incomodado. << ... >— Tudo bem pode mandar subir, eu vou atender. <<
Kolovos – Era só o que me faltava.
Drew – O que aconteceu?
Kolovos – Taylor está aqui.
Drew – Quer que eu fique?
Kolovos – Não, é melhor ele não ver você. Anda sai daqui. – Drew apressa-se em sair das vistas de todos.
A secretária recebe Mac quando este sai dos elevadores e o conduz até a sala de George Kolovos.
Secretaria – Com licença senhor Kolovos, Mac Taylor está aqui.
Kolovos – Obrigado. – saindo detrás de sua mesa e indo cumprimenta-lo. – Taylor, como vai? Diana traga um café. – eles se cumprimentam com um aperto de mão frio.
Mac – Senhor Kolovos.
Kolovos – Sente-se. O que o traz até a embaixada? Mais problemas com Diakos? – os dois homens sentam-se em outras poltronas existentes na sala para que a conversa soe mais informal.
Mac – Não é exatamente sobre Diakos o quê me trouxe até aqui. – a secretária volta à sala trazendo os cafés e depois retira-se em silêncio.
Kolovos – Então. – ouvindo a porta fechar significando que na sala só estavam os dois homens.
Mac – Isso. – ele retira uma foto do bolso interno no paletó e passa ao homem a sua frente. – Reconhece?
Kolovos – Claro. É uma foto de uma moeda grega muito antiga.
Mac – Sim, fizemos um estudo e ela é bem rara.
Kolovos – Exatamente. Como ela foi parar em suas mãos? – ele pergunta um pouco receoso.
Mac – Foram encontradas em cenas de crimes.
Kolovos – Encontradas? Então tem mais?
Mac – Sim.
Kolovos – Quantas?
Mac – Eu pensei que o senhor ficaria mais preocupado por elas terem sido encontradas em cenas de crimes.
Kolovos – Claro que me preocupo mas não sei se posso ajudar nisso. Só posso atestar que esses artefatos são verdadeiros se os tiver mas em relação aos crimes não tenho como ajudar.
Mac – Uma dessas moedas estava dentro do colar que pertence ao seu funcionário Diakos. – Kolovos engole seco aquela informação. – Você tem alguma coisa a dizer sobre isso?
Kolovos – Não sei o que posso dizer. Ele trabalha para mim mas fora do trabalho não sei de suas atividades.
Mac – Você tem razão. Então não tem nada mais que eu possa fazer aqui. – ele levanta-se para sair da sala. – Tenha uma ótima tarde. – estendendo a mão para o cumprimento. Kolovos o cumprimenta em silêncio, Mac já tencionava sair quando Kolovos o interpela.
Kolovos – Precisamos reaver essas moedas elas pertencem ao meu país.
Mac – Elas fazem parte de investigações de homicídios, são provas então ficam sob nossa custódia quando terminarmos elas serão entregues ao seu país.
Kolovos – São provas de valores inestimáveis.
Mac – Exatamente e foram encontradas junto com corpos, é isso que me interessa. Passar bem. – ele da às costas e sai da sala deixando Kolovos silenciosamente espumando de raiva.
Mac esperava o elevador quando as portas se abrem e um senhor de cabelos brancos e usando uma bengala sai de um deles. Eles se entreolham, Mac passa e entra no elevador enquanto o senhor continuava andando, mas antes que as portas fechassem o senhor olha para trás, ainda á tempo de vê-lo. Mais uma vez os dois homens se encararem, os olhos se estudam. As portas fecham de vez e os olhos se fixam no metal.
O senhor da uma leve batida com a bengala no chão não gostando da presença de Mac ali. Ele volta a caminhar e entra na sala de Kolovos.
Papakota – O que Mac Taylor fazia aqui? – mal entrara e já disparava a pergunta.
Kolovos – Problemas.
Papakota – Que tipo de problemas? – Kolovos hesita. – Fala.
Kolovos – Diakos. Ele está sob custódia.
Papakota – Não conseguiu manter seu cachorro na coleira?
Kolovos – Ele resolvia um problema para nós.
Papakota – Isso é sobre aquele caso dos produtos perdidos?
Kolovos – Sim.
Papakota – Eu falei para vocês resolverem e chego aqui e tudo vai de mal a pior. Ele é funcionário da embaixada tem imunidade o tire de lá.
Kolovos – As acusações sobre ele são muito graves o governo americano vai dificultar muito.
Ppakota – Você vai ter que intervir pessoalmente, ele sabe de muita coisa não pode se sentir encurralado ou ele não vai manter sua boca fechado por muito tempo. A lealdade de pessoas como Diakos tem limite.
Kolovos – O mais viável é o calarmos na cadeia mesmo.
Papakota – Agora você está sendo inteligente se desfazendo de peças que podem nos comprometer.
***
Uma chuva fina ainda teimava em banhar a noite que se aproxima fazendo com que Sinclair ande de um lado para outro nervoso, aquela espera já estava angustiante. Quando uma voz surge ao seu lado.
Drew – Trouxe o que eu mandei?
Sinclair – Está aqui. – passando um envelope para o outro. – Não me peça mais favores.
Drew – Isso não acaba quando você quer. – Sinclair se afasta nervoso em direção seu carro estacionado. Andrew olha para os lados e depois segue, quando entra no carro abre o envelope e se assusta com o que lê. – Isso aqui será minha ascensão nesse negócio. Esperava uma coisa e veio algo ainda melhor. Agora dentro de vez do negócio posso achar onde está meu filho.
***
Mac ficou mais um tempo no laboratório, por mais que quisesse correr para casa tinha tido muito trabalho e de uma certa forma isso era bom, quanto mais descobrisse sobre aquelas investigações mais cedo poderia tirar Stella de toda aquela trama. Já era madrugada quando ele entra em casa e tudo estava quieto, no escuro, ele ascende apenas aquela luz baixa da sala. Devagarinho abre a porta do quarto mesmo com a luz delicada perto do berço de Sophie, ele consegue vê-la deitada tranquila e na cama Stella adormecia, não ousou chegar mais perto por mais que quisesse deitar ao lado dela mas sabia que com Stella as coisas não funcionavam tão rapidamente, nada de pular etapas. Fechou a porta silenciosamente e se manteve do lado de fora, tirou o blazer e foi até seu escritório, ainda queria analisar alguns documentos que trouxe do laboratório. Jogou a roupa em um canto, desabotoou os botões do pulso da camisa, tirou os sapatos, em sua mente, como estava se acostumando, algo de Stella surgia. Lembrou-se que ela tem esse hábito de ficar descalça, sorriu com isso e finalmente sentou na frente do seu computador, ligou o laptop e abriu as pastas que trazia. Leu algumas linhas, fez outras anotações, nem sabia quanto tempo estava nisso mas um certo cheiro de ervas o faz sair da sua concentração. Mac estava de costas para a porta e sabia quem estava ali, ele para o que fazia, sorri para si mesmo e vira-se na cadeira. Se depara com Stella na porta vestida com aquele robe branco que ele adorava segurando uma xícara que fumegava nas mãos. Mais uma vez ela estava com o cabelo solto um pouco bagunçado.
Mac – Oi. – um leve sorriso se fez presente.
Stella – Oi. Vi a luz acesa, achei que estava trabalhando e fiz isso pra você. – ele fica de pé e recebe a xícara dela.
Mac – Obrigado. – ele primeiro sente o perfume do chá antes de dá o primeiro gole.
Stella – Chegou tarde hoje. – ela fala um pouco ressabiada.
Mac – Surgiram novas pistas nas investigações. Precisei ficar para analisar.
Stella – Algo relacionado a Sophi?
Mac – Stella deixa que eu me preocupe com isso.
Stella – Se não é com ela diretamente é com a investigação que a envolve. – mais uma vez a perspicácia dela o surpreendeu.
Mac – Não quero que se preocupe com isso. – mais vez dando um gole da sua bebida quente.
Stella – Impossível. Você sabe disso. – ele se recostou na mesa. Stella se aproximou mais dele afim de tirar mais informações. E Mac sabia disso então precisou agir.
Mac – E como foi seu dia? Jess encheu muito? – ele sabia que esse assunto distrairia Stella. Ela esqueceu a pergunta que faria percebendo suas bochechas corarem ao lembrar da conversa que teve com Jessica.
Stella – Sim foi sim. – desviando dos olhos dele. Mac acariciou o rosto dela a fazendo olhá-lo. Stella segura a mão dele que estava em seu rosto, ela via a marca da aliança e depois o encara.
Stella – Por que tirou a aliança? – ainda mantendo a mão dele junto a sua.
Mac – Porque já era hora. – olhando as mãos unidas que ele aproveitava para acariciar a mão dela.
Stella – Por que agora? – dessa vez Mac procura os olhos dela.
Mac – Cada um vive o luto a sua maneira e pelo tempo que achar necessário. – Mac continuava calmo, sereno aquele assunto não tinha mais o mesmo efeito de antes.
Mac – Você quer perguntar alguma coisa? – tinha um silêncio que incomodava Stella e ele queria deixar tudo muito claro entre eles.
Stella – Eu não ouso perguntar. – se afastando e cruzando os braços no peito em sinal de defesa.
Mac – Você quer saber se essa minha atitude tem a ver com você? – Stella desvia dos olhos dele pela forma direta que ele falava. Mac da mais um gole no chá e coloca a xícara na mesa que estava recostado. Então começa um assunto que estava fervilhando na sua cabeça, já tinha admitido pra si, pra Quinn agora era hora de falar para a pessoa certa.
Mac – Em parte é claro que tem mas essa minha decisão tem muito mais a ver comigo. Isso foi só a parte final de algo que já vinha acontecendo, não se preocupe o meu luto não acabou de ontem para hoje, de repente. Isso foi um processo ao longo de muitos anos. Quando você voltar ao quarto se quiser pode abrir a mesinha do lado da cama, na gaveta tem uma caixa de madeira, lá você vai ver o que restou do meu casamento, algumas fotos, um colar, foi meu primeiro presente para Claire. A minha aliança e o que mais dói, o teste de gravidez que eu só achei dias depois do atentado. – ele uniu as próprias mãos aquela era uma parte muito dolorosa. – Com o tempo eu fui me desfazendo das coisas da Claire, do apartamento que morávamos, quis deixar as memórias na memória. O que mais me consumiu nesses anos todos foi o fato de não me despedir, de não ver seu corpo...
Stella – Mas pelo menos assim você ficou apenas com a recordação boa, feliz, de ver seu último sorriso enquanto eu fui obrigada a presenciar o fogo consumindo os corpos do meus pais. Desculpa! – as lágrimas invadem seu rosto. – Desculpa são circunstâncias completamente diferentes, não quero diminuir a sua dor.
Mac – Eu sei que não. – ele volta para a xícara, queria da mais um tempo no seu relato. – Todos pensam que eu não tirava minha aliança porque não tinha superado mas na verdade eu não tirei por causa disso.
Stella – Disso? Disso o quê? – ele volta a xícara para a mesa e puxa Stella para que se aproxime ficando os dois frente a frente.
Mac – Você sabe que há uma conexão entre nós. – acariciando o rosto dela com as duas mãos. Stella abriu a boca para contestar mas Mac foi mais rápido. – Não ouse negar isso. Da mesma forma que você sabe quando eu não falo tudo, você sabe que eu também posso ler isso em você. – ela bufou desacreditada sabendo que era verdade. Ele apenas sorriu.
Stella – Mas você teve outras mulheres, você tentou outros relacionamentos. – ele para os carinhos e volta a se recostar na mesa.
Mac – Sim é verdade. – dando de ombros.
Stella – Você falou da médica.
Mac – Payton? Sim nos relacionamos, assim como Christine que me mandou mensagem ontem mas com nenhuma delas eu tenho isso que tenho com você.
Stella – Eu? Logo eu Mac?! – ela sorri nervosa voltando a cruzar os braços.
Mac – Você não entendeu, não é?
Stella – Não.
Mac – Eu me apaixonei por você. Eu vou repetir...eu me apaixonei por você. – falando bem devagar.
O silêncio de Stella era de surpresa e de felicidade, ao mesmo tempo que queria pular no pescoço dele e enchê-lo de beijos sabia que não poderia ter um relacionamento.
Stella – Mac que tipo de relacionamento poderíamos ter? Eu vivo uma mentira. Daqui a pouco o FBI me tira daqui e assumo uma nova identidade.
Mac – Isso significa que você já pensou nisso. – ela é surpreendida pela forma divertida que ele fala.
Stella – E você está brincando.
Mac – Não. Eu vou te dizer agora com todas as palavras, tá bom?! – se aproximando dela. – Quero que fique uma coisa bem clara. Eu estou dizendo que estou trabalhando o máximo para que consiga ter sua vida de volta e se você me quiser ao seu lado eu vou está lá. Eu não estou fazendo isso para que você tenha essa obrigação de ficar comigo mas se você quiser eu quero. Não importa o tempo que demore, se é aqui em Nova York ou na Grécia desde que eu esteja com você. Eu conheci essa Stella e eu me apaixonei por essa Stella e se quiser me apresentar a você do passado eu vou adorar conhecer. Por mais que você tenha cicatrizes, elas não puderam mudar a sua essência. Eu sei disso. – ela se emociona com as palavras dele.
Stella – Eu ...
Mac – Shiii. – repousando um dedo nos lábios dela. Eles se beijam calmamente. Stella o envolve num abraço apertado passando uma das mãos pela nuca, enfiando entre seus cabelos.
Stella – Porque você foi aparecer na minha vida, hein?! – deslizando as mãos pelos braços dele como forma de carinho. Enquanto Mac continuava com os braços em volta de sua cintura.
Mac – Eu? Que eu lembre foi você que apareceu onde eu toco fazendo um escândalo, abanando aquela carta no meu rosto dizendo que eu era pai. – eles riem divertidos ao lembrar a cena. – E mudou completamente os rumos da minha vida.
Stella – Vamos dormir se eu não estiver no seu braço você não descansa.
Mac – Usando meus argumentos contra mim?
Stella – Contra? Você acha que estou agindo contra você? – o sorriso dela o hipnotizou e ele apenas a segue de mãos dadas. – Estou a nosso favor. – parando na frente da porta do quarto.
Mac – Você tem certeza? – quando ela abria a porta.
Stella – Não mas isso não me incomoda. Vem, vamos dormir um pouco.
Stella já estava deitada quando sente o peso do lado da cama, Mac havia tomado uma ducha e se recostou na cama, ela sorri ao sentir o carinho dele em seu braço, sua pele mais uma vez arrepiou com o toque dele, ela apenas vira-se e se aconchega no peito dele.
Mac – Nem acredito que vou ter ainda algumas horas de sono. – beijando-lhe o topo da cabeça.
Stella – Boa noite. – erguendo um pouco a cabeça para olhá-lo.
Mac – Boa noite. – acariciando o rosto dela. Stella se aproxima e encosta os lábios no dele e volta a deitar naquele peito carinhoso que estava disposto a tudo para fazê-la feliz.
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