Queridos Pesadelos.

2 História de Mistérios.


"Dia 28 de Março.


O garoto novo. Ele não me pareceu tão assustado como os outros, mais sei que logo vai ficar... Sempre ficam e acima disso... Precisam. Ele está ficando cada vez mais curioso, e parece que já começaram a contar um pouco mais sobre mim do que deveriam... Ontem ele puxou assunto comigo sobre passado... Sobre o "meu passado" se é que me entende diário... Ficou fazendo um questionário e eu resolvi que contarei tudo o que ele me perguntar, nenhuma informação a mais e nenhuma a menos, será melhor para ambos. E é Hiran Martin mesmo, AlgumaCoisa não é sobrenome. Diário... Sei que desde o início do ano escrevo aqui... Mais não sei se devia... Sei que o psicólogo mandou e estou pagando para receber ordens dele, mais e se alguém te achar? E se daqui a décadas, quando eu me for, te acharem? Vão ter medo de minha futura família? Se, eu conseguir construir uma família... Vão questionar os que conviviam comigo? Vão prender e vasculhar minhas coisas igual fizeram no passado? Acho que é exatamente para isso que você serve, além de deixar minha cabeça no lugar, na falta de uma amigo, você é claramente a primeira peça de minha herança para esse mundo... Um pedaço de mim [...]"





_Ei, Malese... Onde você nasceu? Digo porque sempre tenho essa curiosidade para as pessoas que conheço... É estranho... — perguntou Hiran, tentando naturalidade, mais parecia um investigador.


_Em casa. — Malese diz rapidamente, começando a andar.

_Em casa? — Hiran para a alguns metros a frente.

_Surpreso? — alcança e começam a andar juntos, sem perceber, na mesma sequencia de passos.

_Sim, nunca ouvi ninguém falar que nasceu em casa que não fosse na TV, não é comum para mim, perdão. Mais você teve algum problema? — Hiran fitava Malese atentamente, observava cada expressão da mesma e ouvia tudo curiosamente enquanto esta olhava apenas para frente, mal piscava, se movia a cabeça, era para olhar para os pés, respondia rápida e fria, como se fosse a coisa mais normal do mundo, como se não tivesse gosto a falar do assunto mais tivesse disposta a falar tudo o que precisasse.

_Sim. Nasci prematura e de parto complicado. Tive pequenos problemas em uma certa área do meu cérebro desde a gestação de minha mãe, por isso nasci antes do tempo.

_É por isso que te acham perigosa? Porque você teve pequenos problemas na cabeça? — Hiran arqueia uma das sobrancelhas, sombras de dúvidas.

_Não. Não é por causa disso... Talvez seja por isso.

_Eu não entendi direito... Quando isso começou?

_Desde que eu era pequena, meu pai tinha o mesmo problema. Por isso foi mais fácil para mim. — "Que cara de confuso a sua" — depois desse pensamento Malese tem a primeira vontade de rir em algum tempo, mais segura, não conseguiria rir falando desse assunto.

_O que seu pai tinha?

_Nasceu do mesmo jeito e teve o mesmo problema que eu.

_Porque as pessoas tem medo de você?

_Porque eu sou diferente... — abaixou um pouco o tom da voz — Digo... Sonho diferente... — praticamente sussurrou.

_É? Os alunos estão começando a se dirigir a mim apenas para me fazer afastar de você.

_E porque não se afasta?

_Porque eu me sinto melhor com você do que com eles. E porque quero saber que tipo de sonho diferente é esse...

_Não... Você não quer saber. — "Ah, ele escutou...".

_E porque não? — para, sem querer, mais bruscamente.

_Porque depois que eu sonhar com você... Não vai ter mais volta. Mais eu já cansei de me esconder. — Malese sente um forte aperto no coração ao dizer isso e não entende, apenas desvia o olhar para o lado, Hiran estava começando a pressiona-la mais do que o normal.

_Se esconder do que?

_Da minha história.

_Malese! — chama.

_Hãn? — levanta a cabeça rápida.

_Estava te chamando, não ouviu? — perguntava Hiran.

_Não. Desculpe — responde fria.

_Mundo chamando Malese Evan — falava com voz propositalmente aguçada, imitando um microfone levantando a gola da blusa, como se estivesse preso lá e ri.

_Fiquei distraída com o meu diário... — dizia normalmente.

_Você não é de falar muito não é? Sei que é estranho e se não quiser me contar tudo bem... Mais o que tanto escreve ai? — aponta.

_Tudo bem... Eu escrevo minha história aqui, comecei esse ano...

_Sua... História?

_Oi... Jorge não é? — chegava perto de um garoto de uniforme da escola com um blusão azul por cima e calças jeans escuras, all star, cabelo cacheado castanho claro até abaixo das orelhas e olhos mel claros.

_O que foi? — vendo que Hiran se aproximava o garoto parecia querer fujir, mais vendo que estava perto demais resolveu ver o que era, ainda hesitante.

_O que tem a Malese? Porque ouvi uma garota chama-la de menina dos pesadelos? — se apoia cruzando os braços na parede branca coberta por poucas samambaias que cresceram ali, do lado de dentro do muro da escola.

_Tem a ver com a história dela, reze para ela não ter pesadelos... Se não... Desculpe mais é proibido falar disso, só tente saber da história dela. — responde ao garoto novo que conheceu no intervalo anterior.

_Como assim? Porque está sussurrando? Porque é proibido?

_Porque ninguém pode saber que eu estou falando dela. Se quiser se arriscar vai sozinho! Mais tente ser uma pessoa normal e se afaste dela assim como todos fizeram... — sai andando, poucos metros a frente olha discretamente para trás sobre os ombros mais consegue ver que Hiran continua imóvel, pensativo e confuso.

_Malese... O que tem seus pesadelos? — Hiran resolve ir direto ao ponto.

_O que? — Malese fica surpresa, sabia que já estava ficando cada vez mais a par do assunto, mais não era lá um assunto que conversavam com ela, não sabia o que fazer.

_Apenas... Me diga... — Começa a sentir um arrepio... Está começando a pensar se pressioná-la não foi má ideia.

_Eu disse. Não tenho culpa... — voz tremula — "O que está acontecendo? Porque estou assim? Será que é porque o único amigo que eu consegui na vida vai começar a sentir medo de mim?" — Ninguém tem culpa — voz mais tremula, seus olhos se enxiam.

_Porque está assim? Apenas me responda — diz sério — O que é tão sério a ponto de você e todas essas pessoas agirem desse modo? Porque falam assim de você? — tenta falar com mais calma, mais Malese empurra o próprio corpo alguns centímetros mais para trás no chão em que estava encolhida, a ponto de bater suas costas contra a parede.

_Eu sempre fui assim, eu não queria tudo isso! Nunca quis! — levantou em lágrimas e rapidamente jogou o diário dentro da bolsa, de mal jeito, saiu correndo.

_Ei! Volte aqui! Malese! — grita Hiran, mais ao dar um passo a frente pisa em algo... Um caderno? Não... Uma agenda? Não... Um diário? Sim... Intitulado "Malese Evan" — O diário... Não posso ler, é da Malese... Mais aqui está toda a história dela... E agora? — resmungava Hiran, consigo mesmo.

~ Hiran ~

Chegar em casa é desafiante... Calado, mesmo ao saber que uma das provas que tanto mexiam com minha cabeça estava lá, ao alcance das mãos. Apenas pensativo... Que grande tentação não seria descobrir sobre a vida da Malese... Parece ser um mistério.

Cheguei no meu quarto e joguei o diário sobre a escrivaninha, me jogando na cama, sentia como se meu corpo fosse a coisa mais pesada do mundo... Minha cabeça e meu peito latejam sobre ter pressionado a Malese daquele jeito, conseguia ouvir meus próprios batimentos... Ela parecia se sentir culpada, sentir dor e tristeza, sentir medo até de si mesma e esconder tudo isso com sua timidez, com suas poucas palavras e com sua seriedade... Eu pensei que seria melhor para ela se abrir, mais ao ver aqueles olhinhos negros soltando lágrimas por minha causa... Foi demais para mim. Eu tinha que terminar logo com isso, mais ai ela saiu correndo. Vai ver foi demais para ela também...

Sweet Sacrifice — Evanescence

É verdade, todos somos um pouco insanos.

Mas isso está tão claro.

Agora que estou desacorrentada.

O medo está apenas em nossas mentes.

Mas ele está nos controlando o tempo todo.

Seque seus olhos e testemunhe.

Um dia eu vou esquecer seu nome.

E um doce dia.

Você vai se afogar na minha dor perdida.

Notas finais
Gente, não sei se devo falar disso aqui, mais nunca façam algo contra alguém se não tiverem motivos... Another e essa história, eles tem motivos de vida ou morte para fazer BULLYING com os colegas... Mais na vida real isso NÃO EXISTE! Então não tratem uma pessoa assim nunca! Nunca mesmo! Vocês estarão levando essa pessoa a uma tremenda depressão, um caminho que muitas vezes não tem volta... Eu já sofri um tipo de bullying e para minha felicidade eu tinha amigos para me apoiarem e para me defenderem, por isso não foi tão grave, apenas chamados "Gorda" por exemplo. Isso parou já faz 4 anos. Mais muitas pessoas não tem amigos e se apenas ser chamado de gorda já machuca, imagina xingamentos mais graves ou então até mesmo a agressão física... Porque existem muitos que passam além da agressão verbal, agressão mental e partem para a agressão física... Já mataram muitos por tipo de sexualidade, por escolha de estilo, religião, cor, naturalidade, jeito de falar, por erros que a pessoa nem cometeu e até por motivos escrotos como cair em uma pegadinha ou pagar um mico.

Se você pratica... PARE!

Se você vê... AJUDE QUEM SOFREU!

Se você sofre... SAIBA QUE MUITAS PESSOAS LINDAS, MARAVILHOSAS, TALENTOSAS E MUITAS OUTRAS ÓTIMAS COISAS, SOFRERAM COMO VOCÊ! ENTÃO DÊ A VOLTA POR CIMA! VOCÊ CONSEGUE SER MAIOR QUE SEUS DESAFIOS! VOCÊ CONSEGUE SER MAIOR QUE SEUS SONHOS, QUE SEUS DESEJOS, QUE AS PALAVRAS E ATOS QUE TE MACHUCARAM! VOCÊ CONSEGUE SER VOCÊ DE VERDADE E SEM MEDO DE ERRAR!

Assistam e entendam -

Nesse vídeo a menina tira as palavras da minha cabeça e põe na boca dela... Cara, é tudo o que eu tinha vontade de falar... Essa menina explica melhor impossível, então veja!

http://www.youtube.com/watch?v=OoOc0QpKULY

Nesse vídeo para quem não sabe, uma garota chamada Amanda Todd, como explicado no vídeo acima, explica como vem sendo a vida dela, ao final do vídeo ela avisa que pretende se suicidar. Ela avisa em outro vídeo (que não encontrei) e avisa em redes sociais, e todos devem ter pensado "A que menina melancólica" ou então "Louca!" coisas assim e nem pararam para impedi-la, ela se matou. Ou seja... Se você não tiver quem te levante, vai ter que se levantar por conta própria mesmo! É dos erros que a gente tira a força, é da dor que a gente tira a alegria. Não adianta de nada você cometer um erro e se matar no final... Não teve ninguém para lutar ao lado da Todd, e ela não conseguiu suportar a guerra sozinha. Ninguém com a experiência dela conseguiria... Ou se transformava em uma pessoa má ou terminava com a própria vida... E a Amanda foi mulher o suficiente para escolher partir a se vingar. Você se tornou um exemplo, mesmo partindo tão cedo.

http://www.youtube.com/watch?v=vOHXGNx-E7E

Assistam ;)