Notas iniciais
Mesmo que não tenha sido rápido ainda não foi um hiatos como estive antes. A partir de agora o ritmo só vai melhorar.

“Então Fitz, como se sente depois de rever a linda srta. Elizabeth?” Anne disse com um grande sorriso. O quanto seu primo estava envergonhado ela podia dizer: realmente muito, mesmo.

“Qual é a sua intenção ao perguntar isso?”

“Nada, Fitz. Não se esqueça que amanhã teremos o seu jantar de aniversário.” E se preparou para sair.

“Anne…”

“E nem tente cancelar, você não sabe quem eu convidei.”

“Anne!” E a garota saiu rindo como se tivesse seis anos de idade.

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“Lizzy, será que está tudo bem ficarmos aqui?”

“Como Kitty você ficou preocupada assim? Estava tão animada antes para vir!”

“Mas Lizzy a casa é tão grande! E o senhor Darcy é tão…” Lizzy sorriu segurou o riso um pouco.

“Bom Kitty você vai ter que se acostumar a com isso agora afinal vamos ficar ao menos um mês. Venha me ajuda com essas roupas.”

“Claro.”

Não haviam nem começado quando uma jovem que aparentava ter a idade de Kitty entrou.

“Oh senhoritas, me desculpem. Eu demorei muito.” E imediatamente começou a tirar as roupas da bagagem. “Onde Eu devo pôr esse vestido?

“Ah… eu pretendo usar ele hoje então pode colocar ele separado…” Disse uma confusa Elizabeth. Ela sabia que em casas grandes os criados ajudavam a desfazer as malas, mesmo em Longbourn elas sempre tinha ajuda de uma criada, mas neste momento essa garota estava fazendo tudo, apenas perguntava onde por as peças de roupas e outros objetos.

Depois de alguns minutos neste frenesi de organização ouviram um leve batida na porta. Anne. Ela carregava um envelope.

“Como estão indo as coisas meninas? Já conseguiram se organizar bem?”

“Estamos indo bem Anne, com ajuda da…” Hanna foi a resposta, “estamos quase acabando.

“Que bom, porque eu gostaria que vocês viessem comigo um pouco. Será que podemos deixar a Hanna terminar de arrumar seus pertences?”

“Acredito que sim, a forma como ela organiza as coisas me agrada muito.” Os quartos das duas irmãs compartilhava uma mesma sala de estar, bem como um espaçoso armário, que mesmo com todas as roupas que haviam trazido ainda restava um espaço considerável.

“Perfeito então vamos poder conversar então.” Os olhos de Anne tinham um brilho suspeito para Lizzy, mas ela não faria nada de mal então qual era o problema em confiar? “Onde vocês querem ir? Posso lhes mostrar a casa.”

“Bom eu sinceramente não sei para onde ir, o que você quer Kitty?”

“Podemos ir para sala de música. Quero mostrar para você o quanto melhorei na harpa, Anne.”

“Então iremos para a sala de música. Provavelmente Georgiana vai estar lá, vocês podem tocar algo juntas!”

Embora a garota não se sentia confiante para tocar junto com alguém que diziam ser uma pessoa muito talentosa, afinal começara a aprender a apenas alguns meses. Mas seria indelicado rejeiitar agora.

Antes de chegar a sala de música passaram por um corredor com vários retratos. Elizabeth reconheceu um com o sr. Darcy e sua irmã quando ainda a menina ainda era criança havia também um retrato de família em que o pai e a mãe se parecia com os atuais Darcy, e o filho era a versão adolescente do atual sr. Darcy e menina pequena a srta. Darcy. Então era assim a família deles, ficavam bem juntos. Gostaria de ver algum retrato da família de Anne, será que encontro algum nesta casa?

Como previsto a Georgiana estava na sala de música. Ensaiava uma música que parecia ser de ninar, as meninas lembravam dela estava entre as que Anne levara para loungbourn.

“Gigi podemos interromper sua solidão?”

“Ah claro, Anne. Pode entrar.” Disse a menina num semi sussurro.

“Obrigada. Vamos, Kitty temos um harpa atrá do piano. Como não usamos muito ela está um pouco escondida. Vou pedir para a colocar mais visível.” E antes que alguém pudesse rejeitar ela já estava chamando um criado para ajudar. Logo depois que as arrumações estavam feitas Anne incentivou as meninas mais novas a tocarem em dueto, o que não foi tão difícil quanto as meninas pensavam pois o repertório de ambas era semelhante, então uma rápida amizade se formou de maneira inesperada para as duas.

Enquanto lindas músicas de fundo tocavam Anne e Lizzy tinham sua esperada conversa a sós.

“Amanhã é um dia muito especial. É um alívio que tenham conseguido vir hoje, com o tempo tão escuro achei que não chegariam.”

“Foi sorte que o tempo não estava tão ruim.”

“Sim, com certeza.” Anne então entregou o envelope para a amiga. “O Aniversário do Fitz é amanhã e eu vou fazer um jantar especial para ele, todos os nossos amigos vão vir e claro, você é uma das convidadas mais importantes.”

O rosto de Elizabeth estava tão vermelho quanto a tapeçaria da sala. E um sorriso muito divertido estava no rosto de Anne a deixando com uma aparência mesclada entre uma jovem adolescente e a idade que realmente tinha.

“Na verdade eu gostaria que você desse algum presente para ele, sei que pode ser indelicado da minha parte.”

“Eu… não acho que deveria fazer isso Anne… ele e eu… nós… ah…”

“Não precisa ficar nervosa Lizzy, todos vão estar trazendo presentes, não há com o que se preocupar, então Lizzy, seria o melhor presente que ele recebeu em anos..”

“O sr. Darcy, muito provavelmente, não deve estar interessado em um presente que eu possa dar.”

“Você não diria isso se o visse com mais frequência.”

“Anne, você está tentando a profissão de casamenteira? Porque se estiver lembre -se quem é minha mãe.”

“Jamais,” Anne lançou um olhar inocente, “eu apenas estou tentando colar duas peças que deveriam estar juntas. Não vou forçar nada, não se preocupe.” Mais um sorriso.

“Anne você parece um criança de doze com um doce na boca.”

“Talvez eu esteja Lizzy, talvez.”

Antes que uma resposta fosse dada Stewart entrou na sala.

“Lady Stevens, a visita que a srta, estava esperando chegou.”

“Obrigada Stewart, estarei lá em um instante. Esperem aqui por um momento, logo Peter vai levar vocês aonde eu vou estar, tudo bem?”

“Acredito que sim.”

“Obrigada.”

Então ela viu o pequeno corpo de Anne atravessar a grande porta de madeira. Depois de ouvir mais algumas músicas da nova dupla, como prometido Peter as chamou e as guiou nos intermináveis corredores da mansão.

“Georgiana,” as meninas já haviam começado a se tratar pelo primeiro nome, “Você sabe aonde estamos indo?”

“Bom eu não tenho certeza, mas ela comentou no semana passada sobre chamar madame Angelique para vir.”

“Madame Angelique?”

“É uma senhora simpática, que conhece a família Stevens a muito tempo, acho que desde quando a condessa era viva.”

“Então ela já deve ter muitos anos de vida.”

“Não sei, não parece também, ela fala bem alto, mas é confortável falar com ela.”

Aparentemente estavam chegando pois era possível ouvir sussurros no corredor e o som só se tornava mais alto. Desde a primeira vez que ouviram as vozes até quando finalmente entraram no quarto demorou mais do que o esperado, essa mulher devia mesmo falar alto.

“LADY ANNE VOCÊ REALMENTE ESPERA QUE EU FAÇA ISSO? QUERIDA MESMO QUE EU SEJA A MELHOR PARA O TRABALHO NÃO SEI SE É POSSÍVEL TÃO CEDO.”

“Eu sei madame Angelique, mas seria um grande favor que você me faz.”

“SUA COISINHA PEQUENA, É COMO A SUA AVÓ, ATÉ MESMO SUA TIA AVÓ. MENOR QUE UM MINDINHO MAS COM A FORÇA DE UMA TIGRESA .” A senhora sorriu. “MAS AINDA ASSIM MEU AMOR VOCÊ NÃO DEVE ME PEDIR AS COISAS EM CIMA DA HORA.’

“Eu havia avisado a senhor que iria precisar. A data foi um contratempo que não pude prever, não tem como fazer apenas um?”

“Bom…” ela falou em um tom mais baixo, que ainda não era o tom de um conversa comum, no entanto era quase um sussurro para a mulher idosa. “Se eu deixar de lado alguns dos trabalhos que estou fazendo. Afinal não são pessoas tão importantes que não podem esperar.” E seu tom voltou ao normal de novo. “MAS ME PROMETA JAMAIS FAZER ISSO NOVAMENTE.”

“A senhora tem minha palavra.”

O que Georgiana disse era verdade.

Madame Angelique havia sim conhecido a antiga condessa sua cunhada quando vivas, mas ambas as mulheres já tinham muitos anos de experiência a frente da jovem Angelique que tinha apenas dezesseis anos e não passava de uma ajudante e poucos anos depois quando a velha costureira para quem trabalhava já não podia mais fazer nada a moça assumiu seu lugar. Mesmo tendo clientes regulares a maioria não queria ter suas roupas feitas por alguém que consideravam tão inexperiente e começaram a abandonar o ateliê, mas a condessa e a sra. Stevens se mantiveram fiéis e nunca a abandonaram, pois viam muito talento e um grande potencial na garota. Tendo pessoas tão importantes que ainda frequentavam seu ateliê ela pode sobreviver mesmo depois da morte da professora a quem considerava como uma mãe e com o passar dos anos ela foi capaz de se tornar uma das mais famosas estilistas e costureira da Inglaterra.

As meninas entraram na sala depois de ouvir os divertidos gritos da mulher, o lugar estava uma confusão de tecidos réguas e materiais de costura Anne descia de um banquinho onde tinham subido para tirar medidas como não era alta ao contrário de madame angelique, que por sinal não estava ficando mais nova e começava a sentir um desconforto nas costas.

“Anne…” O sussurro de Georgiana foi ouvido em meio a todos os gritos, por algum milagre.

“GEORGIANA, COMO VOCÊ CRESCEU! CERTAMENTE VAI FICAR TÃO ALTA COMO SEUS PAIS. NÃO VEJO A HORA DE PODER FAZER VESTIDOS LINDOS DE BAILE PARA VOCÊ, COM A SUA FIGURA TÃO FEMININA MEUS VESTIDO VÃO LHE SERVIR BEM. MAS AGORA É UMA PENA QUE EU NÃO POSSO AINDA.” Ela parou para tomar um pouco de fôlego, uma vez que tinha dito tudo aquilo a plenos pulmões sem respirar uma única vez. “VOCÊS DEVEM SER AS AMIGAS DE LADY ANNE QUE PRECISAM DE ROUPAS PARA O REUNIÃO DE AMANHÃ. VOU LHES DIZER MENINAS ME DERAM UM VERDADEIRO SUSTO. IMAGINA QUE SURPRESA QUANDO VIM AQUI PARA TIRAR AS MEDIDAS DE VOCÊS E ANNE ME DIZ QUE VOCÊS NÃO TINHAM ROUPA PARA AMANHÃ. VOCÊS TEM SORTE QUE EU NÃO VISITEI NINGUÉM HOJE ALÉM DE VOCÊS, ENTÃO MEU DIA ESTÁ BASICAMENTE LIVRE. “Outra pausa para respirar. “EU ESTAVA PREOCUPADA SOBRE COMO FICARIAM MEUS LINDOS VESTIDOS NAS DUAS, MAS AGORA QUE AS ESTOU VENDO ATÉ SINTO VONTADE DE CHORAR DE TANTA FELICIDADE, FAZ MUITO TEMPO QUE NOVOS CLIENTES NÃO TÊM UM CORPO TÃO LINDO E AINDA SÃO AS DUAS! DEVE SER MEU DIA DE SORTE!”

“A sra. disse que vai fazer vestidos para nós!?” Disse Elizabeth muito surpresa. Já Kitty estava muito animada, as costureira de Lady Anne Stevens não seria qualquer uma das mais econômicas como ela estava acostumada, teria classe lindos designs para os vestidos e belos tecidos.

“SIM, O QUE MAIS UMA COSTUREIRA FARIA SE NÃO COSTURAR?”

Todo corpo de Elizabeth tremeu, elas não tinham dinheiro para uma costureira tão cara o que só significava uma coisa e essa resposta não soava bem aos seus ouvido, ANNE.

Notas finais
Como sempre obrigada por ler