Notas iniciais
Aqui estoy otra vez

“Mas nós não precisamos de roupas novas, Anne.” Lizzy disse próximo da amiga para que a costureira não as ouvisse. “Os que eu temos aqui estão em bom estado, podemos usar eles amanhã.”

“Lizzy eu não posso te deixar usar aqueles vestidos! Eles não são adequados para a vida na cidade.”

Nunca depois de ter conhecido Anne Elizabeth havia pensando que ela podia ser tão arrogante. Suas roupas a deixavam com vergonha!? Era óbvio que os Bennets não podiam ter todos os recurso dos Stevens, mas mesmo sem belas roupas eram pessoas tão dignas quanto os familiares de um conde. De todas as forma ela evitou demonstrar qualquer sentimento negativo em relação a amiga. Mesmo sabendo disso ainda era difícil liberar todos esses sentimentos.

“Realmente eu não vejo a necessidade de novas roupas.”

“Qual é o problema? São um presente para você para usarem enquanto estão na cidade, se está preocupada que possa ser um incomodo te dar essas roupas não precisa, a madame Angelique faz produtos de boa qualidade e com preços justos.”

E a distância social das duas cresceu, aquelas roupas não eram caras para Anne. Em outras parte da sala Kitty e Georgina tiravam suas medidas sem saber do que estava acontecendo.

“Anne eu simplesmente não posso aceitar, vou usar as roupas que tenho. Sei que não tem toda a classe que a cidade pede mas não há nada que posso fazer a esse respeito.”

“Se você entende por que não está aceitando as roupas?” Depois de tal expressão era impossível manter o pensamento inicial que tinha no começo da conversa. Eu já combinei as coisas com Fitz.

“Anne me fere que tenham vergonha de mim por causa do modo que me visto, meu orgulho não poderia suportar.

“Quem tem vergonha de você ou de sua irmã? Por mais que goste de belas roupas não iriamos forçar qualquer pessoa a nossos gostos pessoais,” ela soltou um pequeno suspiro, “Se não fosse necessário. Nós não temos intenção de ferir o orgulho de ninguém, mas a sociedade que nós frequentamos é impiedosa se você não se vestir de acordo não terão nenhum receio de atacar vocês, mas se usarem as roupas da madame podem se manter um pouco hostis, no entanto serão discreto, é na verdade uma armadura.”

“Ainda assim eu não posso fazer isso meu orgulho não permitiria. E meu pai nos deu dinheiro para novos acessórios não temos o suficiente para esses vestidos mas podemos reformar os que temos”

“Fitz já falou com o seu pai e tudo foi combinado, não se preocupe ele está ciente disto.”

“Se as pessoas de Londres vão julgar eu não me importo, não pretendo ceder aos meus princípios.”

Anne se considerava uma pessoa racional, raramente explodia de raiva ou frustração. Talvez por ser alguém tão tolerante pessoas que a conhecia a pouco tempo a viam como um poço sem fundo de paciência. Alguns meses de amizade podiam conter esse equívoco. Durante toda aquela conversa Anne tentou se pôr no lugar de Elizabeth e manter a calma, porém para não se habilitar a ver algo apenas por causa de orgulho ferido era um absurdo. Ela também era orgulhosa, admitia, tendo uma posição como a dela na sociedade era impossível não ser alguém orgulhoso, só que mesmo ela veria a necessidade de ceder em casos como esse!

Essa era a mulher que seu primo amava.

“Bom, srta. Elizabeth, se está tão disposta a recusar o favor que a minha família te oferece é sua total responsabilidade. Eu apenas gostaria de pedir que não pense apenas em você, mas também em sua irmã mais nova. Madame Angelique já veio aqui todo o caminho até aqui deixando clientes esperando, não quero que ela tenha vindo em vão então peça que ela faça ao menos um xale ou lenço. Se precisar de mim estarei no escritório do sr. Darcy. Quando tudo estiver acabado por favor me chame para que eu me despeça da Madame.” E abrindo um sorriso para as meninas mais novas se despediu dizendo que tinha cartas e convites para responder.

Elizabeth ficou para trás atordoada. Ela havia tomado um banho de água fria de uma das pessoas que considerava mais quentes no mundo. Ela, nunca nem quando se sentia atacada, havia olhado para as pessoas com olhos tão frios capazes de derreter a alma.

~/~

Anne soltou um suspiro, se sentia mal por fazer isso a Elizabeth e ainda saiu de cena como uma criança emburrada. Na verdade não era essa sua intenção apenas sentia que a sua presença lá no momento não faria bem para a amiga.

“Lady Anne, a que devo a honra da sua presença no meu humilde escritório? Achei que havia se esquecido que tinha um primo.”

“É apenas que sua futura esposa precisa de tempo para pensar, logo eu vou voltar a te negligenciar, não se preocupe, meu caro primo.”

“Sua preocupação comigo e comove.”

“Quais são as correspondências dessa vez?”

“Apenas resolvendo problemas em Pemberley e na sua casa, você realmente quer que tudo esteja limpo por dentro até o verão? Esses são os convites enviados em seu e no meu nome, pode escolher os eventos que achar mais adequados.” Ele entregou uma pilha com incontáveis convites para sua prima.”

“Obrigada.” Anne tomou tudo nas mão de maneira desajeitada e foi se sentar na outra escrivaninha que o quarto tinha. “Sim, eu acho que vou usar a casa no verão finalmente.”

“Achei que gostaria de ir ao mar sentir a brisa, afinal é um tempo bem quente.”

“Derbyshire é norte o suficiente para ser tolerável. E você sabe ir ao mar é apenas mais uma desculpa para encontros sociais.”

“Você é uma pessoa sociável.”

“Mas tudo tem seus limites, sendo sociável ou não ainda sou uma pessoa do campo. Olha o Tio Harry vai fazer um baile! Deve ser com a ajuda de Lady Fitzwilliam. Estou curiosa para saber como ela vai gerir os criados dele.”

“Vai ser interessante.” Ele falou com os olhos na sua correspondência.

Então a governanta entrou.

“Srta. O cardápio de amanhã já está pronto para ser provado, a senhora gostaria de vir provar?”

“Claro, pode ir na frente só vou terminar essa carta e estou a caminho.”

“Sim, senhora.” A mulher se curvou e saiu da sala.

Anne terminou de escrever guardou a pena e todo o material de escrita .

“Se alguém me procurar diga que eu estou na cozinha.”

“Certo, farei isso.” E Fitzwilliam foi deixado novamente só com seus pensamentos e uma pitada de angustia pensando no dia seguinte. Ele confiava que Sua prima faria um bom trabalho, ele apenas não podia esquecer que logo mais um ano se passava e mais próximo ele estava dos trinta anos, logo sua tia começaria a cobrar por seu casamento, como ela vinha fazendo com Richard recentemente. Ao menos o filho da condessa já tinha alguém que provavelmente casaria com ele, o caso da Darcy era diferente, a única mulher para quem ele olhou em tanto tempo o rejeitou e por mais que tentasse a esquecer dessa vez estava impossível. Como ele podia se casar com alguém quando seu coração pertencia a outra? Mesmo que ela não aceitasse ele ainda a amava.

Seus pensamentos foram interrompidos por uma batida na porta, automaticamente e convidou a pessoa a entrar, tirou os olhos da carta nas suas mãos e olhou para cima apenas para olhar naqueles olhos. Os seus pensamentos a chamaram para cá?

“Oh sr. Darcy, perdão não imaginei que estivesse sozinho. Anne me disse que estaria aqui.”

A atmosfera estava carregada do constrangimento da dupla. Como ele podia pensar em outra mulher quando ela estava bem na sua frente!?

Notas finais
Na minha opinião o orgulho e o preconceito não é só dele ou dela então foi isso ai. Veleu por vir. Bye