Caminhei pelas ruas mortas

Chutei uma torta pedra

Pisei na areia sólida

E caí na ladeira deserta.

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Escutei o cantar dos pássaros

E outros sons dos animais

Pude ouvir a água silabando

"Olhe! A chuva voraz"

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Chuva que chora sobre a história

Chora sobre o passado tecido

Naquele pedaço de chão morto

A qual nenhum carro se faz alerta.

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Água plana a superfície

Arrasta consigo todos os detritos

Trabalha com o vento e sopros infinitos

Permanentemente mudando o abrigo.

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Mas um dia parei de ouvir

Um dia parei de enxergar

E a chuva se acumulou em meu rosto

Ao sentir no chão sólido pisar.