Sinto a brisa por minha pele

E o doce frescor entre minhas entranhas

Ao olhar para o vácuo e perceber o destino

De todas as águas castanhas

–

Perene é o lago que se esconde

Por detrás do gêmeo vazio

Como quem grita feito um conde

Desejando o escondido assobio

–

Por destras de todo pranto

Ele se esgueira entre as canções

Como qualquer um a estar desejando

Abrir espaço à mais comoções

–

E o irmão escorre por meu rosto

Atravessando a dor de minha mente

Ao ecoar com o menor esforço

A palavra saudade dormente

–

(Essa criação veio num momento em que eu estava me sentindo de uma forma que poderia descrever como ruim, mas gostei muito do resultado dela)