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Notas iniciais
-Espero que a Kagura-chan já esteja acordada. Não é saudável para uma garota da idade dela dormir até essa hora. – Gintoki e Shinpachi caminhavam de volta para o Yorozuya, depois do ocorrido com Katsura.
-É melhor ela acordar tarde enquanto ainda não é uma adulta cheia de responsabilidades.
Os dois entram na casa e logo percebem o cheiro de queimado que o local exalava. Gintoki corre para a fonte do cheiro, a cozinha, enquanto Shinpachi pegava um extintor de incêndios e o seguia.
-O que você está fazendo?! – O samurai se espantava ao ver Kagura perto de um fogaréu que acontecia em cima da mesa da cozinha.
-Gin-chan! Essa sanduicheira não está funcionando...
-Kagura-chan!! – Shinpachi adentrava a cozinha rapidamente, extinguindo o fogo com a espuma de seu extintor. Após as chamas serem apagadas, sobraram apenas alguns destroços.
-Isso aí não é... – Gintoki reparava um objeto todo chamuscado e até quase em cinzas. – Você botou fogo no computador da velha!!!
-O que?! – Shinpachi entrava em desespero junto com seu “chefe”. Os dois sabiam o que lhes esperava agora. – Nós vamos ter que trabalhar por décadas naquele bar imundo para pagar isso!
-Você já aprendeu a mexer na sanduicheira, Gin-chan?
-Cala a boca! Você vai assumir a responsabilidade! Vai até o bar, devolve o computador da velha Orochimaru e diz que você queimou ele, agora!
-Você é um chato, Gin-chan.
Kagura partia e tudo se acalmava de um certo modo. Gintoki passava a deliciar um parfait que estava guardando para situações de estresse, e Shinpachi sentava ao seu lado, assistindo televisão.
Derepente eles ouvem um barulho de algo se chocando contra a porta. alguns segundos depois começaram a ouvir alguém batendo na porta.
-Quem será que está atrapalhando esse momento meu, tão íntimo com meu sorvete?
-Pode ser um trabalho, Gin-san...
Gintoki abria a porta e, ao ver o príncipe Haka, fechava-a imediatamente, não dando nem tempo da realeza dizer uma palavra.
-Quem era, Gin-san?
-Só um cara vendendo jornal.
As batidas na porta voltavam a acontecer, porém dessa vez, eram várias pessoas.
-Nós somos a guarda pessoal do príncipe. Abra a porta ou explodiremos ela!
-Calma, calma! Por que vocês não falaram que tinham um assunto tão urgente antes! – Sakata abria a porta, tentando acalmar a situação. Expremidos no lado de fora da porta, estavam o príncipe e vários homens Amanto de terno.
— O príncipe Baka quer falar com você. – dizia um dos guardas.
-Ei, você acabou de me chamar de baka, não foi?!
-Vamos logo, príncipe Baka, eu não tenho o dia todo... – Gintoki cutucava seu nariz, aguardando pelo assunto tão urgente do príncipe.
-Você também! É Haka!
-Oh, Principe Baka, o que faz por aqui? – Shinpachi se aproximava.
-Certo! Eu irei dizer. Eu estava com a minha pequena mascoste em minha mão, passeando por aqui, quando derepente ela pulou da minha mão e subiu até aqui, enquanto eu perseguia ela, ela passou por debaixo dessa porta e ai esbarrei contra ela sem querer. Eu quero que vocês achem ele para mim, como está dentro de sua casa, não será difícil.
-Não.
-Eu pagarei com isso. – Baka-Ouji mostrava um gordo bolo de dinheiro.
-Ohh!
-Certo! Eu e Shinpachi aceitamos o trabalho! Não é, Pattsuan?
-S...Sim!
-Então, que tipo de mascote é esse?
-Hn... Aqui, vocês terráqueos chama de barata.
— O QUE?! Você soltou uma barata na minha casa, seu príncipe idiota?!
-E..Ei, calma, Gin-san! Teremos que procurer o bicho de qualquer jeito, então é melhor aceitar o trabalho. — O quatro-olhos segurava Sakata, que já estava pronto para dar um soco no príncipe Baka... Príncipe Haka!
-Certo, aceitamos o trabalho...
-Obrigado. Eu voltarei amanhã para pegar minha mascotinha.
Todos os guardas se retiravam, assim como o príncipe idiota. Gintoki e Shinpachi retornavam para dentro da casa. Caminhavam de volta até a sala com um semblante nulo. Sem dizer uma palavra. Gintoki para entre o sofá e a mesa da sala, ficando de frente para a mesa e Shinpachi para logo atráz dele.
Ainda não foi dita uma palavra.
Gintoki encara com desconfiança o sorvete que havia deixado descançando na mesa.
-...
-Gin-san...
-AAAAAHH!! – O samurai descabelado chutava o parfait com todas suas forças.
-AAH!! GIN-SAAAAN!
-Arf... Arf... Arf...
-GIN-SAN! O que que deu em você para chutar sorvete assim?!
-Pattsuan! Você não percebe? Aquele bicho asqueroso pode ter passado por cima do Parfait! – Gintoki se agachava, convidando Shinpachi a fazer o mesmo. Como que em segredo, eles discutiam.
-Shinpachi. Desde que tenha um inseto dos infernos escondido nessa casa, tudo se tornou uma área de risco. Não coma nada. Não beba nada. Como você saberá se aquelas peludas e imundas patinhas já andaram pelo macarrão do seu lamen?
— Ha ha ha ha... Já que você está com tanto medo, vamos nos livrar do inseto antes de mais nada. – O samurai de óculos ria forçadamente. Óbviamente estava se sentindo incomodado com a presença de uma barata.
— N... Não... Vamos nos livrar dela para que você não fique com medo, Pattsuan. – O mesmo se aplicava a ele. Como desculpa para sua aflição, eles estavam jogando o medo um para o outro.
-E...E...Eu nã.. Não tenho medo de baratas, Gin-san... Afinal e..eu sou um ho...homem.
-Você não está conseguindo nem... Nem falar... Você é péssimo me...mentindo. Como eu poderia estar assustado com algo tão insignificante? Eu sou o Shi... Shiroyasha.
Obviamente, os dois estavam morrendo de medo.
-P... Prove isso então.
-AAAAH! – Gintoki jogava a mesa para cima, fazendo-a rolar no ar. – Eu vou provar que você é uma garotinha, capturando a besta selvagem com minhas próprias mãos!
— Não! Eu vou capturá-la primeiro! – Shinpachi acompanhava o movimento enfurecido de Shiroyasha.
Gintoki checava em baixo do aparelho de televisão, em baixo do sofá, checava a àrea aonde Kagura dormia e logo seguida a busca em seu quarto. Shinpachi checava entre as almofadas do sofá, nas frestas da parede, entrava em cada banheiro para checar. Eles moviam todos objetos que viam pela frente, em busca do tão temido inseto. Aquilo havia se tornado uma histeria.
No fim de um tempo de busca, a casa estava completamente destruída. Não havia um objeto em seu devido lugar, sem falar que eram poucos aqueles que não haviam sido quebrados durante a confusão.
-Arf... Arf... Achou algo, Pattsuan?
-Arf... Nada... E você... Gin-san?
-Heh... Também não... Arf.
-...
-O que foi, Shinpachi?
-G...Gin-san?
-O que?
Um comichão atrás da orelha de Gintoki, responde à sua própria pergunta. A barata caminhava com todas suas patinhas pelo rosto de Gin, saindo de trás de sua orelha, passando pelo meio dos olhos se encaminhando para dentro de seu emaranhado cabelo. A boca de Gintoki estava trêmula, queria mesmo era soltar um grito de pavor. Seus olhos estavam apavorados.
-GIN-SAN! EU ACHEI! – O garoto de óculos gritava com todas as forças e automaticamente começava a pisotear a cabeça de Gintoki.
-E...Ei.. Shinpachi! Pare! Pare! Ela já fugiu! Já fugiu!
-Eu vou matá-la Gin-san! Você vai ver!
-Para! Para! – Shinpachi não estava ouvindo uma palavra do que Gintoki, que estava estirado ao chão, dizia, continuava apenas pisoteando ele. Quando a porta do Yorozuya se abria.
-Kagura-chan! Me ajude a matar a barata no cabelo do Gin-san!
-Ao serviço!
-Não! Kagura!! Não ajude!!
TOC TOC!
-Olá?! Tem alguém ai?! Eu vim buscar minha mascote. – No dia seguinte, príncipe Haka batia à porta do Yorozuya.
Quem abria a porta era um Gintoki todo machucado, cheio de curativos pelo seu corpo, principalmente na cara. Carregava consigo um semblante cansado.
-Você encontrou minha mascotinha, senhor yorozuya?
-Sim. – Gintoki movia-se vagarosamente e até conversava do mesmo jeito. Seu olhar de peixe morto estava fixo.
-Traga-o, por favor. – O príncipe mostra ao samurai uma caixinha com furos para que o inseto possa ficar preso e respirar ao mesmo tempo.
Gintoki observa um pouco à caixa e então, decide mover-se. Abaixa sua cabeça, deixando-a perto da caixa e, com suas mãos e o balançar da cabeça, bagunçava seus cachos prateados. Esse movimento fez com que a barata caísse diretamente na caixinha.
-Sua mascote passou a noite inteira eninhada no meu cabelo... — ele reclamava. — Se você vai criar uma coisa dessas, pelo menos de disciplina para que ela não fique no cabelo dos outros, causando uma noite sem sono para o dito cujo.
O príncipe nem ouvia o que o samurai tinha para lhe dizer, apenas observava a pequena barata na caixa, e comentava consigo mesmo o quanto ela era fofa.
-Obrigado, Yorozuya-san.
Shinpachi e Kagura se aproximavam. Não apresentavam olheiras nem cansaço como Gintoki apresentava. Tinham dormido bem e estavam felizes por terem completado um bom trabalho.
-Mais uma coisa Yorozuya-san. Algo que o tal do Katsura me contou.
-O Zura, é?
-Sim.
— O que é?
-Gintoki, eu estou sentindo algo em relação a você que eu não posso mais guardar apenas para mim...
-CAI FORA! – Gintoki chutava o príncipe com toda sua força, fazendo-o desaparecer de lá.
-Gin-saaan! Você não esperou pelo pagamento!
-Parece que essa história é composta por chutes e mais chutes-aru. – Concluia, Kagura.
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“Me ensine, Ginpachi-sensei”
-Oy, Oy. Até agora todos os capítulos dessa história tiveram poucas palavras, e derepente isso me aparece. Aonde que está a uniformidade? – o professor apontava para direção em frente dele, se referindo ao próprio autor. – Ei, você ai, para escrever, tenha mais cuidado!
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