Quem Tem Medo do Lobo Mau?
1 Vem comigo que eu te mostro o caminho
“Pela estrada a fora, eu vou bem sozinha, levar estes doces para a vovozinha!
Ela é teimosa e desobediente, sobe, sobe, sobe e nunca esta contente!”
Ops! Acho que misturei a música original com a música da “pequena aranha”. Ou era “aranha pequenucha”?
VIU? É ISSO QUE DÁ QUANDO ACORDAM VOCÊ ÀS 14h45min DA TARDE, DEPOIS DE UMA NOITE DE MUITA FARRA. E TE OBRIGAM A LEVAR DOCES PARA SUA VOVÓZINHA! PQP VIU! EM PLENO DOMINGO!
Tipo! 14h45min DA TARDE! Era MUITO cedo. Eu não havia dormido nada. E eles fazem isso comigo. Por quê? Porque eles me amam muito. E porque querem me ver felizes, cantando a musica da chapeuzinho aranha.
Eu sou uma adolescente, com os hormônios fervendo. Eu tinha voltado às 7 horas da manhã para casa, depois de uma MEGA festa na cidade. E minha mãe havia me acordado para levar doces para minha querida vovó. Eu acho que já repeti isso umas quatro vezes. Mas só estou reforçando o absurdo que é. Há 17 anos eu levo doces para meus avós, mais precisamente para minha querida vovozinha; pois meu amado vovô é médico na cidade e sua esposa é dona de casa. Mais precisamente dona de um chalé mansão.
Depois que eu nasci, eles resolveram construir um “chalé mansão” no bosque, para que eu pudesse ter liberdade suficiente para brincar, e ir e vir quando quisesse. Porém, meu pai sempre implicava dizendo que a floresta era muito perigosa,por isso eu só levava os doces e logo voltava. E como já era de se esperar, Alice se empolgava e sempre me vestia de vermelho, e me davam um cestinha que haviam pegado na área dos índios; enchendo-a de doces e blábláblá. Eu só não entendia porque levar todo santo mês, todo santo ano uma bendita cestinha que pinicava a mão, para Esme, quando ela era “bornada” de dinheiro, e podia muito bem comprar doces das melhores marcas.
- Renesmee, você sabe que faz isso desde pequena. Virou uma rotina. – minha mãe me explicava o porquê daquilo tudo aquilo, depois de eu ter milhares de vezes questionado.
- Muito mais que uma rotina, isso virou um ritual. Sua avó adora recebe-la no chalé, para conversarem e respirarem um pouco de ar puro. Você passar o dia inteiro na cidade, em contato direto com a tecnologia. Isso não é bom, pode viciar a pessoa.
- Do mesmo jeito que maconha pode viciar! – resmunguei para mim mesma, enquanto me olhava no espelho e ajeitava meu cinto.
O que? Eu só fumei unzinho. Quase nem fiquei tonta.
- O que você disse Renesmee? – meu pai alterou a voz após meu mumuxo.
- EU? Eu falei que caminhar pode viciar! – coloquei um sorriso amarelo no rosto, e demonstrei a tamanha felicidade que aquilo estava se tornando para mim.
- Pensei ter ouvido outra coisa! – ele cruzou os braços e ficou a me fitar.
- Pensou errado então. – bufei quando não consegui arrumar aquela roupa – MÃE! Você pode pedir para Alice me deixar ir de calça jeans e uma camiseta?
- Pergunte você mesma para ela. – minha mãe estava sentada na ponta da cama, arrumando a minha “cestinha caingangue” com os doces e blábláblá dentro.
- Ela nem está aqui, e eu não vou perder meu tempo gritando. Vou trocar de roupa.
- Eu rodo a baiana se você fizer isso dona Renesmee! – minha arteira tia Alice entrou que nem um jato no quarto, trazendo consigo algo vermelho e comprido. Devia ser a capa do super-homem.
- Tia, às vezes eu tenho medo de você. Parece que você adivinha quando vamos fazer algo contra seu modelito. Mas é só quando é algo contra. É por isso que me assusta.
- Chega de conversa afiada, venha aqui que você colocou a roupa toda errada. – ela puxou minha mão parando-me frente ao grande espelho. Tirou meu cinto, meu vestido; e me fazendo calçar uma meia branca – Dessa vez, você ira me agradecer. Sua roupa ficou linda, charmosa e confortável.
- Tem certeza? Eu to parecendo outra coisa vestida assim! E para que a capa? Eu nem sei voar!
- A capa é para se chover, para lhe proteger do sol e para dar um Q a mais na floresta. Ela só tem verde e marrom. Vermelho da um ótimo contraste.
- Que absurdo! Se quer dar um Q a mais, me mande de limusine, vestida de Madonna!
- Renesmee, não fale assim com sua tia! – meu pai chamou minha atenção.
- Desculpe Alice, é que hoje acordei no vermelho!
- Ness, você não me disse que havia acordado no vermelho. Eu não preparei a roupa para isto!
- Não tia, eu acordei nervosa mesmo. Não no vermelho sangue. Entendeu?
- Que bom. Porque se você estivesse no vermelho sangue, teria que ficar em casa.
- Ai ai ai ai! Acho que o “vermelho sangue jatão” esta chegando! – resmunguei alto para que todos ali escutassem. Era claro que eu estava fingindo, minha menstruação havia terminado há dias, mas não custava nada tentar uma ultima vez.
- Não adianta mocinha, nós sabemos que você esta mentindo. – olhei para minha mãe que fazia caretas na hora de escolher qual laço colocar no cabo da cesta. Fitei a cesta, e a coitada estava quase transbordando.
- MÃE! Eu vou na vovó Esme. Não alimentar as crianças do Haiti.
- É para se você sentir fome e quiser parar. Só não durma na floresta querida. É perigoso.
- Pois é Nessie. Imagine se um lobo mau resolve te comer no meio da floresta! – meu tio Emmett comentou entrando todo sorridente no quarto, segurando um livro. Emmett segurando um livro? Devia ser do patinho feio.
- Pelo menos não seria tão intediante! E eu sairia no lucro! – resmunguei comigo mesma outra vez, mas dessa vez apenas Alice escutou. Rindo de mim e apertando o espartilho preto na minha cintura – Você quer que eu morra sem ar?
- Quero que você fique bonita! – pegou a capa vermelha e grudou atrás das minhas costas – Muito bem, irei explicar! Sapato preto, de salto médio e bico redondo na frente. Confortável. Meia branca, até metade da coxa, com uma pequena cinta liga na calcinha.
- Pra que isso?
- Pra você não sentir frio. E quando quiser fazer uma parada obrigatória, é só desgrudar a liga da calcinha. – ela demonstrou – Vestido vermelho de tecido francês, ele é arejado, confortável e muito bonito. – realmente era lindo, decote reto, com duas alças fininhas, e a saia era rodada. O espartilho preto demarcava perfeitamente minha cintura, apertando meus seios, fazendo-os parecer maiores. A capa vermelha, era presa por dois botos na parte de trás do meu vestido, e continha um considerável capuz. Eu teria que concordar com ela, eu estava bonita, charmosa e estava me sentindo confortável.
- Obrigada tia. Está evoluindo com os anos! – a abracei, afinal ela fazia tudo para mim.
- Sabia que iria gostar. Agora pegue sua cesta, e apresse o passo. Sua avó a espera esta noite. Pela manhã volte.
- Sim senhora! – bati continência. Rimos.
Meus pais me levaram até a porta, e eu me virei esperando as mesmas regras que todos os meses e anos eles falavam.
- Não fale com estranhos.
- Ande sempre perto do sol.
- Tenha cuidado onde pisa.
- Não corra, pode cair e se machucar.
- Não pare.
- Não coma nenhuma fruta.
- Não beba água do riacho.
- Tenha muito cuidado querida. – Bella segurou meus ombros, agora começava a história do lobo mau – A floresta é perigosa. Pode não parecer, mas é. Siga sempre seus instintos, não fale, não ouça, não faça nada com quem você não conhece. Sabemos que o celular não pega naquela área do bosque, por isso tome muito, mas muito cuidado. E NUNCA DESVIE DO CAMINHO.
- Eu não entendo se é tão perigoso assim. Porque não vamos de carro e ponto final?- indaguei após ouvir mil e uma advertências dos dois. Eles se olharam e deram de ombros – Eu estou ocupado com o hospital – meu pai responder, beijando minha testa e entrando em casa – Eu acho que você precisa viver um pouco sozinha. É bom mudar de ares. – minha queria conselheira me abraçou forte, colocou o capuz na minha cabeça e ficou me olhando, enquanto eu caminhava floresta adentro.
30 MINUTOS DEPOIS...
“Pela estrada a fora, eu vou bem sozinha, levar estes doces para a Esmezinha!
Ela mora longe, e o caminho é deserto, e não tem nenhum homem aqui por perto.
Mais à tardinha, ao sol poente, na minha caminha dormirei novamente.”
Quando você esta entediada, e não sabe a música décor, o que lhe resta fazer? Inventar.
Pelo menos eu não estava misturando as musicas.
O mais legal de tudo, era que nem meu ipod meu pai havia me deixado trazer. E celular pra que? Se ali não pegava. Ou seja, eu estava completa e totalmente fora da civilização. Que legal né? Eu estou até saltitando. (eu fui irônica).
Devia estar ali pelos 22 graus. Nada muito quente, pois a floresta era de certa forma fechada e com bastante sombra. Outra coisa que eu não podia negar era que aquele lugar era realmente encantador. Muito verde; altas árvores, algumas já desbotadas e sem folhas por causa da época. O sol infiltrava pelas frestas deixadas pelos galhos das árvores, iluminando o caminho. Os passarinhos cantavam todos juntos, alguns até poderiam achar que aquilo era enlouquecedor, ouvir todos eles ao mesmo tempo. Mas quando se está sozinha numa floresta enorme, é até reconfortante demais. Sues cantos se tornam uma bela melodia. Arrisquei alguns assobios que meu pai havia me ensinado, mas eu estava enferrujada. Por isso minha melodia ficou só na minha mente.
Já fazia uns 45 minutos que eu estava andando, eu estava cansada, minhas pernas começavam a ficar dormentes e o sono novamente começou a bater. Eu sempre ia pela manhã, e à tardinha voltava para casa. Mas esse ano, ao invés de esperar o outro dia chegar, me fizeram ir pela tarde (tudo porque eu voltei as 7 da manhã para casa de uma festa, quando o horário era as 4:30). Ou seja, eu chegaria quase pela noite na casa da minha avó, dormiria lá. E logo pela manhã voltaria.
Pensando por um lado foi até melhor assim, eu dormiria uma noite lá, com todos os mimos que meus avós me davam e depois já totalmente disposta, eu voltaria para minha vida normal. Com direito a celular, ipod e muitos beijos do meu então ficante Nahuel. É eu sei, o menino tinha nome esquisito, parecia um índio (mas aqueles índio feio), era filho do delegado da cidade, e tinha 23 anos. Ou seja, estava seguindo a profissão do pai. E foi tudo por causa dessa sua profissão que meu amado pai me atirou para cima dele, pois segundo ele, Nahuel seria o melhor para mim. Ele poderia me proteger.
Mas no todo, ele era uma ótima pessoa, era querido, sempre disposto a me ajudar, e não vou mentir, ele era até que atraente. Mas não havia conseguido conquistar meu coração.
Alguns esquilos corriam e pulavam de galhos em galhos. Vi um coelho branquinho sair de sua toca, e atrás dele uma penca de coelhinhos, todos de amarronzados com pintas brancas. Como minha cesta estava muito pesada, e eu não ia alimentar o haiti, me agachei depositando num canto algumas guloseimas. Aliviando o peso da cesta. Sem contar que algum animal comeria aquilo. Nossa eu estava me sentindo a madre Tereza de Calcutá.
Pelas minhas contas deveria ser três e pouco da tarde. E pelas minhas contas finais, não teria problema nenhum eu dar uma cochilada. Era apenas uma pequena cochilada, algo inofensivo e que não atrapalharia em nada minha ida até a casa de minha avó. Afinal, eu acordaria cedo e logo estaria em sua casa.
Olhei ao redor, para pelo menos verificar se não havia ninguém por perto, que pudesse roubar os meus doces. Mas aí, percebi que a última coisa que alguém iria pegar eram os doces. Ri internamente do meu pensamento pecaminoso e ajeitei os doces embaixo de um arbusto, que não batia sol. Peguei algumas folhas que estavam no caminho e forrei um pequeno lugarzinho para me aconchegar. Em instantes eu estava em sono profundo.
Quem tem medo do lobo mau, lobo mau, lobo mau?
Quem tem medo do lobo mau, lobo mau, lobo mau?
Uma garotinha de cabelos extremamente cacheados, puxados para um tom de dourado, andava alegremente por uma estrada de chão, coberta de flores coloridas e folhas secas. Seu capuz era vermelho vivo, que realçava sua pele branca e seus olhos chocolates. A cestinha pequena na mão estava toda cheia de guloseimas. E assim como os pássaros que cantavam naquele lugar, a garotinha preenchia o espaço com sua doce voz de criança.
Quem tem medo do lobo mau, lobo mau, lobo mau?
Quem tem medo do lobo mau, lobo mau, lobo mau?
- Olá garotinha!– uma voz rouca e de tom duvidoso pairou sobre o bosque. Fazendo os passarinhos pararem de cantar, e a pequena engolir seco. O grande lobo saiu de trás de uma árvore, sua pelagem preta brilhava com o sol. O focinho alongado, e grandes dentes pontudos marcavam seu rosto. Ele andava em duas patas, aparentando ser maior ainda. A garotinha queria correr, gritar, voltar para casa; porém não conseguia se mexer. E involuntariamente ela começou a cantar.
Quem tem medo do lobo mau, lobo mau, lobo mau?
Quem tem medo do lobo mau, lobo mau, lobo mau?
- Você! – e sem poder se defender de maneira alguma, o grande lobo preto saltou para cima da menina.
OMG! Que pesadelo foi esse? Passei a mão na minha testa, tirando todo o suor que escorria por ela. Eu nunca havia sonhado com algo assim, eu não sentia medo desse tal lobo mau. Nem mesmo quando Emmett me contava a história, eu sabia que isso não existia. Mas este sonho havia feito meu coração disparar a 200/h. Levantei rapidamente, limpei a sujeira que havia se depositado no meu vestido e algumas folhas que grudaram nos meus cachos. Peguei a cesta, conferindo se nada havia sumido ou se alguma coisa havia estragado. Mas estava tudo perfeitamente no lugar.
Gelei completamente, quando um ventinho frio passou pelo meu corpo. Foi só nesse instante que eu notei o QUANTO eu havia dormido. Estava escuro; e a única luz que iluminava pouco a pouco local, era da lua e das estrelas. Eu estava tremendo de medo. Não por algo acontecer comigo, mas por me perder, e não chegar a tempo na casa de minha avó. Conseguindo um MEGA castigo no outro dia dos meus pais.
Olhei ao redor, percebendo que o silencio se instava na floresta, os passarinhos estavam quietos. E apenas o murmúrio das corujas se escutava. Nenhum animal transitava pelo local, e os grilos faziam aquele sonzinho irritante. Comecei a caminhar, olhando apenas para o chão; pois era a única coisa que eu conseguia enxergar nitidamente. Mais a minha frente, avistei uma pequena placa. O que era muito estranho, pois eu nunca havia visto aquela placa lá, em todos os outros anos. Aproximei-me dela, e me espantei quando li o que estava escrito.
<--- Estrada do Riacho ---- Estrada do Esquilo --->
Desde quando havia dois caminhos? Eu sempre segui reto, sempre fui pelo mesmo. E agora o que faria? Qual caminho pegaria? Bati os pés umas quinhentas vezes no chão de tanta raiva por ter cochilado. Nunca mais cochilo em toda minha vida. Mentira, quando eu chegar à minha casa vou cochilar de novo. Pensei, pensei,pensei e pensei até dizer chega pra mim mesma e ir pela sorte mesmo. Fui pela direita, pelo caminho do Esquilo, algo me dizia que aquele era o certo.
- Eu não iria por ai se fosse você.
Uma voz doce e um pouco rouca ecoou entre as árvores. Parei no mesmo instante ao me lembrar do pesadelo que pouco tempo tive. Mas tive que rir, lobo mau não existe. E se existisse não falaria.
- Quem está ai? – perguntei um pouco tremula por causa do frio e do medo que se instalava em mim.
Silencio total. Nada, nem ninguém se manifestaram. Creio eu que esta voz foi apenas um fruto da minha imaginação, por isso abaixei a cabeça, deixando o capuz cair e cobri um pouco meus olhos e dei mais dois passos.
- Como eu disse, se eu fosse você não iria por este caminho.
Virei bruscamente, buscando o dono daquela voz assustadora e ao mesmo tempo sedutora. Varri o lugar com meus olhos, e atrás de uma árvore consegui ver um homem grande sair. A luz da lua bateu no seu rosto e eu tive que segurar um suspiro. Congelei no lugar novamente, enquanto ele se aproximava de mim.
Não era exatamente um homem, estava mais para um garoto nos seus 19 anos. Ele era maravilhoso, tinha por volta de 1,83 de altura, ombros largos, e rosto simétrico. Pele morena e de longe parecia ser acetinada. Os cabelos pretos e ralos contrastavam com os olhos chocolates escuros, a boca cheia e as bochechas levemente vermelhas. Mas tive realmente que prender a respiração quando fitei seu corpo escultural. O garoto parecia ter saído de um conto de fadas. Se ele não era um príncipe encantado, eu não sabia mais como classifica-lo. Os braços e o tórax fortes eram marcados pela camiseta preta, que deixava a mostra sua tatuagem no braço direito. Vestia uma bermuda quase justa, que cobria suas coxas, mas não pude deixar de pensar que estas também eram tonificadas.
Ele aproximou-se mais um pouco, ficando a apenas alguns passos de distancia de mim. Sorriu de canto, e cruzou os braços. Definitivamente se ele quisesse me levar para o mal caminho, nem precisava perguntar.
- Que... Quem é você? – apertei forte a cestinha contra meu corpo.
- Não adiantaria nada eu lhe dizer como me chamo, pois você não me conhece. Agora, quem é você?
- Não adiantaria nada eu lhe dizer como me chamo, pois você não me conhece. – entrei no seu joguinho, e resolvi não falar nada. Se algo de ruim acontecesse comigo, ele nunca saberia meu nome e nem meu sobrenome. Mas ao invés de me xingar ou algo parecido, ele apenas riu, e largou aquela posição de Bad Boy, esticando a mão para mim.
- Prazer, meu nome é Jacob, mas todo mundo me conhece como Jake.
- Prazer meu nome é Renesmee, mas todo mundo me conhece como Nessie.
Apertei sua mão quente. Ela era confortante demais comparado ao pequeno frio que eu estava passando. Imaginei seus braços fortes e quentes ao meu redor, mas logo tratei de tirar essa idéia maluca da cabeça.
- Então Nessie, o que faz por aqui? – ele olhou para a floresta – Nesta noite fria e de lua cheia?
- Eu estava indo para casa da minha avó, quando resolvi cochilar. Porém cochilei demais.
- Huum, e não temes que algo lhe aconteça?
- Na verdade, só um pouco. Eu faço isso todos os meses da minha vida; e nada nunca me aconteceu. Só hoje que perdi a hora. – bufou, querendo me socar por ter dormido.
- Desculpe me intrometer, mas já me intrometendo. Eu a observava de longe, e a notei indecisa por qual caminho seguir. Precisa de ajuda?
- Pois é, eu nunca vi essa placa antes, sempre segui o mesmo caminho. Mas já descobri qual é o certo. – dei alguns passos para trás – Muito obrigada por se oferecer para me ajudar, mas eu já vou indo.
Dei um rápido tchauzinho com um pequeno sorriso no rosto e segui o caminho.
- VOCÊ ESTÁ INDO PELO CAMINHO ERRADO! – ele gritou de onde estava, e mesmo que uma pequena voz interior me dissesse para continuar, eu parei e me virei, fitando-o. Ele estava parado com as mãos nos bolsos. Se eu o conhecesse, iria com ele para qualquer lugar. Mas mamãe me deu ordens duras de não falar, ouvir e olhar para alguém estranho. E NUNCA sair do caminho. Porém, eu já havia saído e não sabia se o que eu estava era o certo.
- COMO VOCÊ SABE? – gritei de volta, recebendo como reposta um levantar de ombros.
- Sabendo, eu vivo aqui desde que nasci. Conheço este lugar como a palma da minha mão.
Dessa vez a voz gritava para eu ir embora, que aquilo era uma cilada. E mesmo recebendo todos esses avisos eu andei em sua direção.
- Porque este caminho esta errado? – apontei para onde eu estava seguindo.
- Por que... Porque tinha um bandido solto por aí. E os policiais locais falaram que ele está escondido nesta floresta. Por isso não creio que seja seguro para uma moça andar por ai sozinha.
- Bom, mesmo ele estando solto, eu seguirei mesmo assim. – agradeci com a cabeça, e antes que eu pudesse caminhar novamente ele segurou meu braço.
- Espere! – olhei para onde sua mão apertava, e percebendo o meu pequeno espanto ele soltou-me – Desculpe, mas eu quero lhe ajudar.
- Eu agradeço novamente Jacob, mas eu estou bem, eu FICAREI bem.
- Por favor, deixe-me ajuda — lá! – sua voz continha uma suplica que quase parecia desespero. Agora a voz dentro de mim, gritava ALERTA VERMELHO, e mesmo recebendo todos esses sinais, eu sentia que podia confiar nele. Afinal ele não era nenhum lobo mau.
- OK! Então só me diga por onde devo ir? – esta realmente foi à pergunta mais idiota que eu havia feito. Se um caminho estava errado, era óbvio que o outro estava certo. Mas tinha algo de estranho nele, até mesmo instigador. Além de ser meramente perfeito, ele me passava confiança, e algo mais que eu não estava conseguindo pensar. Jake estendeu sua mão para mim, e sem pensar duas vezes a peguei.
- Vem comigo que eu te mostro o caminho.
Notas finais
N/A: OLÁAAA PESSOAS! Então novamente estou aqui, com mais um divertimento para vcs Tenho que primeiro de tudo agradecer a minha querida amiga Danny a autora de O despertar de uma paixão, ela me ajudou a concretizar a idéia inicial dessa fic!
Entãaaaao, será um short-fic, de no máximo 5 caps, e como vcs puderam ver, foi inspirada no conto da nossa chapeuzinho vermelho. Espero que estejam gostandoo, e que COMENTEM MUITO!
Um enorme beijo para todos! e obrigada por lerem
Isa Sartor
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