Quem Tem Medo do Lobo Mau?

3 Minha presença é muito marcante para você esquecer


Notas iniciais
FINALMENTE O CAP *.* ( pessoal eu tenho que pedir desculpas, pois eu confesso que "perdi a mão"nesse cap, ele não esta mto bom )

Eu já estava meio acordada fazia algum tempo, mas não queria levantar, para perceber novamente que estávamos perdidos. Porém, despertei completamente quando senti um vento leve e frio entrar por debaixo da minha saia. Preocupada se Jacob visse algo que não devia, sentei de imediato, e esfreguei os olhos, tentando enxergar melhor. Feito isso, tive que tapar com a mão acima dos meus olhos devido ao grande número de raios de sol que infiltravam aquele projeto de cabana. Espremi meus olhos e forcei minha visão para fora dali, e vendo que nada daquilo estava adiantando, criei coragem e sai de lá. A apenas uns 250 metros de onde estávamos, tinha um riacho, que descia na direção contraria da que estávamos indo. A água era extremamente límpida e de cor inexistente, e aproximando-me um pouco eu conseguia ver os peixes que nadavam junto com a correnteza.

Procurei por Jacob, e não achei nada. Apenas vestígios da fogueira recém apagada. Cheguei mais perto dela, sentei-me no tronco, mexendo com um graveto as cinzas que iam se apagando. Onde será que estava Jacob? Será que ele resolveu me deixar sozinha na floresta? Ou alguém o tinha seqüestrado? Por mais que eu estivesse com ódio dele, eu não queria que nada de ruim lhe tivesse acontecido, pois isso implicaria em possivelmente algo ruim ME acontecer, agora que eu não fazia a mínima idéia de onde estávamos. Eu precisava chegar logo à casa de minha avó. Algo me dizia que meus pais haviam colocado o FBI atrás de mim. E bem, pensar em Jacob sendo preso era uma visão que estranhamente não estava me agradando.

Vendo que nada adiantaria ficar ali plantada, fui até a cabana improvisada e peguei minhas coisas. Colocando a capa com o capuz e checando se a cesta ainda estava intacta. Droga. Ela estava. Será que eu ficaria com muito remorso depois, se eu a atirasse no rio? Acho que não. Mas preferi não arriscar, sabendo que minha mãe faria um escândalo quando soubesse. E esse escândalo seria maior do que o fato de eu já estar a quase um dia inteiro sumida.

Curvei-me para pegar o pano que cobria a cesta, pois ele estava no chão. E para meu infeliz desagrado, outro vento surgiu, levantando de vez minha saia. Rapidamente corrigi a postura, passando a mão na bunda para abaixar a saia desordenada. E para meu infeliz desagrado novamente, uma risada rouca e divertida soou a uns passos de mim.

- Se sua intenção era com que eu não enxergasse nada, sinto-lhe desapontar querida. Eu vi mais do que devia.

Olhei para o dono daquela voz que me estremecera dos pés a cabeça, e senti minhas veias esquentarem, deixando as maças do meu rosto quentes ao extremo, eu estava apenas torcendo para que aquela “ruborização” passasse despercebida por ele.

- Ninguém mandou você ficar olhando para minha bunda! Assim você não teria visto mais do que queria. – cruzei os braços, tentando parecer indiferente. Mas era impossível quando dois pares negros de olhos sedutores e misteriosos cravavam na sua pele. E do mesmo modo que havia feito poucos minutos antes, ele apenas riu.

- Ninguém mandou você ter uma bunda gostosa. E fique sabendo que eu vi menos do que queria.

Olhei espantada para Jake. Como ele tinha a ousadia de falar aquilo na minha frente, e ainda dizer que queria ter visto mais. Tentei falar algo, mas da minha boca não saia nada. Apenas algumas letras travadas, letras que iniciariam frases com muitos palavrões e ofensas, mas que no momento eram inofensivas, e que não lhe fariam nem cócegas, como as que ele havia profanado estavam fazendo. Senti meu estômago dar uma cambalhota e cair tonto no lugar, meu coração acelerou e novamente minhas bochechas vinham a corar bem na sua frente.

- Acho... Acho melhor irmos andando. Preciso chegar urgente na casa da minha avó.

Passei por ele sentindo aquele cheiro amadeirado que havia embalado meus sonhos durante a noite toda. E desejei secretamente estar mais uma vez em seus braços. Malditos pensamentos incoerentes, era óbvio que aquilo nunca aconteceria, pois eu não permitiria,ele não tocaria em mim novamente. Nem mesmo para dormir. Apressei o passo e me embrenhei na mata, dessa vez indo para qualquer lugar que meus pés me levassem, mesmo sendo o caminho errado. Eu só queria estar a uma distância considerável dele, para fazer aquele calor passar.

Mas eu devia saber que seria impossível. Estávamos juntos naquilo, tanto ele como eu estávamos perdidos. Um precisava do outro, até que nossos caminhos fossem separados novamente. E assim, eu nunca mais o veria. Eu tinha quase certeza que papai me proibiria de fazer essas entregas de doce outra vez. Por isso a idéia de encontrar-se com Jacob na mata outras vezes, evaporaram da minha mente em segundos.

A terra macia pela qual eu pisava, tremeu levemente conforme as passadas pesadas e rápidas de Jacob aproximavam-se de mim. Em instantes ele estava do meu lado, um pouco ofegante e caminhando normalmente.

- Parabéns dessa vez você acertou o caminho.

- Finalmente alguma coisa boa!

- A visão da sua bunda, com aquela cinta liga branca e a calcinha branca foi uma ótima visão!

- Jacob, cala a boca! – idiota, ele havia feito as borboletas do meu estômago acordarem, e o vermelhidão possuir meu rosto.

- Desculpe princesa! – ele falou fazendo uma reverência – A bela adormecida dormiu bem essa noite?

- Eu estou mais para “chapeuzinho vermelho perdida” do que bela adormecida. Pelo menos ela dormiu numa cama!

- E existe cama melhor que meus braços! – ele ironizou e esticou os braços para frente, fazendo involuntariamente alguns músculos saltar. Cretino, além de palhaço era gostoso. Quanto tempo será que eu ainda teria que ficar com ele daquela maneira? Caminhando sem rumo, para ver se achamos pelo menos um rastro da estrada original.

- Quer mesmo que eu lhe responda? – perguntei colocando muito cinismo na voz, e ele notou.

- Não.

- Curto e grosso. Amável e sociável. Mil e uma facetas de um rapaz moreno, alto bonito e sensual.

- Muito obrigado! – ele respondeu divertido ao meu pensamento. Ou não?

- Eu falei isso alto? – pra que perguntar se eu já sabia a resposta. Definitivamente eu havia acordado com o pé esquerdo hoje.

- Falou. Mas se enganou com uma coisa!

- Ah é mesmo?Que coisa? – olhei para seus grandes olhos escuros – Aposto que me enganei na hora que acrescentei amável e sociável.

- Você falou “curto e grosso” – Jacob estava com a cara fechada, mas algo me dizia, como o pequeno repuxe nos cantos de seus olhos que ele estava rindo por dentro. Se divertindo da minha cara de confusa. Dei de ombros e esperei a resposta.

- E...?

- E que eu posso lhe assegurar que ele é longo e grosso!

Acho que pela vigésima vez aquela manhã, minhas bochechas esboçaram um tom avermelhado. As borboletas dentro de mim já dançavam livremente, e eu senti um nó na garganta fechar. E estranhamente, minha calcinha começou a ficar levemente úmida. O que não era estranho isso acontecer, pois algumas vezes Nahuel conseguia me deixar assim. O que era estranho era saber que eu havia ficado daquela maneira por apenas algumas palavras que um cara, completamente estranho havia me dito. Reprimi um abafo de quase prazer, ao imaginar aquela maravilha que ele falou ser longo e grosso.

Céus, eu só podia estar muito necessitada. Renesmee, controle-se. Nahuel vai lhe ajudar com isso.

- Meu Deus! Você acordou com a macaca hoje não é?

- Não, eu acordei com você mesmo!

- Idiota. Eu ainda não sei como eu consigo andar ao seu lado!

- Minha presença é muito marcante para você esquecer. E, bem, admita você esta gostando de se aventurar pela floresta!

- Gostando? Minha família deve ter colocado minha foto numa caixinha de leite. Você prometeu me levar até minha avó, e até agora o máximo que conseguiu, foi fazer nos perder.

- Você quer ir para a casa da sua vozinha então? Entregar essa cesta idiota de doces, abraçar seus pais e cair nos braços do namorado? – eu quase comentei, que a ultima parte não era assim tão necessária.

- Eu quero!

- Seu desejo é uma ordem princesa!

- Pare de me chamar de princesa. Se eu fosse uma, um príncipe montado num cavalo branco estaria me resgatando agora!

- Um lobo mau, montado numa moto turbinada não serve?

- Oh! Um lobo mau! Só falta você me seqüestrar, comer minha avó e depois me devorar!

- Ela é boa?

- Quem é boa?

- Sua avó, é gostosa?

Olhei abismada para Jake que me fitava com aquele olhar repuxadinho nos cantos dos olhos, o deixando com cara de arteiro. Ele havia pirado? Comer minha avó? Só podia ser coisa de louco. E outra coisa de mais louco ainda, era o fato de eu não me agüentar e me pegar rindo da sua piada maldosa. Percebendo meu divertimento, Jacob começou a rir também. E assim, a meio de piadas, risadas, carrancas de um lado, ofensas de outro, andamos mais algum tempo até que nossos estômagos anunciaram que era a hora do almoço.

- Jake, nós não vamos parar para comer algo? – perguntei pondo a mão na minha barriga que roncava incansavelmente.

- Não acho que seja uma boa idéia – ele continuou andando – Se pararmos vamos demorar mais ainda. É isso que você quer?

- Eu não quero demorar mais, mas também não quero morrer de fome!

- Deixa de ser criança Renesmee, você não vai morrer de fome.

- Não estou sendo criança, seu grosso! Mas faz muito tempo que não como e nem bebo nada. Estamos perdidos lembra? Sem comida e sem água potável.

- Eu não estou com fome e nem sede, acho que você pode agüentar mais um pouquinho.

- Mas e se eu desmaiar? O que faremos?

- Você não vai querer desmaiar!

- Porque não? Seria algo inesperado de minha pessoa, aconteceria apenas.

- Porque eu posso fazer coisas horríveis com seu corpo, e te deixar largada na mata depois que terminasse o serviço.

- Meu Deus, como você tem coragem de falar isto para uma pessoa? Você é doente, ou o que?- eu gritei incrédula — Isso não importa, quando eu acordasse, eu ia te denunciar para a policia.

- Me denunciar? Para quem? Para aquele seu namoradinho metido a policial?

- Nahuel é um homem sério, decente, ele esta estudando para se tornar alguém de posto no seu trabalho. Ao contrario de você, que não quer nada com a vida.

- Eu que não quero nada com a vida? Estou num serviço importante agora, e muito arriscado. Estou com você do meu lado há muito tempo, isso não é querer nada com a vida, é suportar a vida.

- Seu estúpido ignorante. – parei na sua frente e lhe soquei o peito. Bem, pelo menos eu tentei, pois ele era a muralha da china em escala menor – Nunca mais fale comigo, não se aproxime mais de mim seu lunático, eu não quero mais saber de você nunca mais!

Dei-lhe as costas e sai andando, sentindo meus olhos ficarem marejados. O que era uma droga, pois eu odiava chorar na frente dos outros. E eu nem sabia por que eu estava chorando mesmo, ele era um estúpido, uma pessoa idiota. Não merecia uma única lágrima minha. Sendo dessa vez consumida pela raiva, engoli o nó que se formou na minha garganta e vociferei internamente para as lagrimas voltarem para onde vierem. Eu seguiria o caminho sozinha.

- Você não sabe o caminho garota teimosa! – ele gritou de onde havia ficado parado.

- E nem você, garoto burro! – gritei de volta, afundando mais ainda meus sapatos na macia terra.

______x______

Eu não parei para comer, nem para beber nada. A minha fome e sede, haviam se esvaziado quando me irritei por completo com aquele energúmeno. O nó na minha garganta às vezes voltava, outras vezes não. Apenas as lágrimas eu conseguia controlar.

E eu havia descoberto porque eu estava daquela maneira, toda sentimental. Porque eu queria chegar logo em casa, eu nunca havia me perdido, e nem brigado com ninguém daquela maneira. Mas bem que ele merecia uns belos socos e pontapés. Não meus, mas de Nahuel claro.

Bufei ao me lembrar do escândalo que minha família toda faria quando eu chegasse em casa. Na verdade “se” eu chegasse em casa, pois já estava anoitecendo novamente e eu não fazia mínima idéia de onde estava. Lembrei-me também do possível sermão que meu namorado me passaria por ficar por ai perambulando com um estranho gostoso.

Arrrrrrg, ele não é gostoso Renesmee, é apenas uma incógnita na sua vida, que logo será apagada.

Pensando por esse lado, e sabendo tudo o que estava por vir, os sermões, as brigas, os castigos, e mimos demasiados pelo lado de minha mãe, eu preferiria ficar perdida durante cem anos naquela mata. Sozinha. Sem Jacob Black por perto.

Mentira, Jacob Black poderia estar por perto às vezes, mas só às vezes.

Olhei para o céu, e vi que aos poucos pontos pequenos de luz apareciam. Logo o céu estaria completamente enegrecido, e apenas a lua iluminaria o caminho. Se eu não me apressasse e saísse daquela mata rapidamente, teria que passar mais uma noite numa cabana improvisada; correndo risco de me machucar, ser assaltada, seqüestrada ou até mesmo estuprada. Temendo muito, esfreguei minhas mãos nos meus braços tentando dizimar o frio que começava a percorrer a floresta.

- Renesmee. Espere ai!

Por toda a tarde e início da noite, eu tentei esquecer, fingir que aquele energúmeno chamado Jacob Black estava me seguindo. Oras fazendo alguns comentários que não receberam retruco nenhum meu, ora cantando, e ora apenas permanecendo ali com seu corpo grande e seu cheiro amadeirado. É realmente a presença dele era impossível de passar despercebida.

Não respondi, não olhei para trás, nem mesmo fiz menção de parar. Irritantemente fiquei apenas caminhando, pensando que era um fantasma que me seguia, e não ele. E novamente sua voz voltou a ecoar na minha mente.

- Nessie eu pedi para você esperar!

Eu estava me segurando ao máximo para não parar e deixar aquele nó na minha garganta se transformar num choro. Eu estava me segurando para na me virar e esmurrar sua casa. E acima de tudo eu estava me segurando, o caminho todo para não parar, virar e pedir para seu corpo aquecer o meu.

As solas dos meus pés emitiram vibrações fortes para meu corpo, como se dissessem que tinha alguém correndo e chegando cada vez mais perto.

- Renesmee Carlie Cullen eu mandei você parar! – nervosa por estar sendo “seguida” e irritada por receber ordens de alguém que não era meus pais, freei bruscamente e me virei, dando de cara com seu tórax grande que tapava toda minha visão. Ele subia e descia, conforme sua respiração acalmava. Traguei duas vezes a saliva, depois de imaginar como ele devia ser sem aquela camiseta que grudava nos seus braços e peito, e afrouxava um pouco na cintura. Despertei do subconsciente quando suas duas mãos quentes e firmes agarraram meus braços.

- O que é? – eu perguntei curta e grossa, franzindo o cenho. Olhei para seu rosto, e percebi que ele não olhava para mim, mas sim acima do meu rosto, e as vezes para os lados. Sua testa estava toda franzida, entregando sua preocupação com algo, além de seus lábios estarem em uma linha resta, e os músculos do seu pescoço ressaltados. Nossa, ele não era bonito, era extremamente bonito. Ainda mais quando fazia uma cara dessas. Chacoalhei a cabeça tentando tirar outra vez aqueles pensamentos de dentro de mim.

- O que foi Jacob? – perguntei outra vez, porém mais amena a situação.

- Shiu! Eu acho que vi alguém!

- Eu já disse pra fazer Shiu pra avó! – me afastei um pouco de seu corpo, mas suas mãos continuaram a me segurar – Jake, me solta!

- Renesmee, será que é tão difícil você acatar uma ordem minha?

- Eu não sou cachorra para acatar uma ordem sua!

- Mas eu aposto que adora fingir que é uma. – pela primeira vez ele me olhou nos olhos, e assim eu pude ver naquela imensidão negra, muita confusão, raiva e luxuria.

- Eu te odeio, você é desprezível. – comecei a me chacoalhar para me livrar de seus braços e vendo minha recusa, ele soltou-me.

- Eu já mandei você ficar quieta!

- Eu não irei ficar quieta, depois de tudo que você me falou. E nem tem nada aqui para fazer silencio. A floresta esta completamente vazia. A não ser eu e você!

- E aquele marginal que estava solto? Você já esqueceu?

- Aposto que é uma invenção sua!

- Porque eu inventaria algo assim?

- Eu não sei! Para ficar a sós comigo?

- HAHA! Nem se eu fosse obrigado, eu inventaria isso para ficar a sós contigo.

Eu já levantava minha mão para lhe dar um belo tapa na cara, quando um rosnado seguido de um uivo, percorreu a floresta e chegou até nós. Soltei um gritinho, e senti a mão de Jake segurar minha cintura, virando-me de costas e me grudando em seu corpo. Sua outra mão voou até minha boca a tapando. Novamente sua respiração estava descompassada, pois eu sentia seu corpo subir e descer contra o meu. A mão que estava na minha cintura, escorregou e parou no centro da minha barriga, aquecendo o lugar. Senti sua respiração no meu pescoço.

- Eu vou soltar minha mão levemente, e você ficará bem quietinha. OK?

Assenti com a cabeça. Eu não estava em condições de fazer acordos naquele momento, eu queria apenas sair dali o mais rápido possível. Aos poucos Jake foi tirando a mão da minha boca, me deixando respirar mais calmamente. Mas seu hálito quente ainda escorria pelo meu pescoço, e novamente ele voltou a falar.

- Boa garota. Eu não sei o que é isso, mas se precisarmos correr, nós correremos, OK?

- O...OK!

- Viu, não é tão difícil ficar quieta. – ele riu na minha orelha, fazendo todos os pelos da minha nuca se arrepiar.

Concentrei-me na floresta profunda e escura que se encontrava a nossa frente. O céu escurecendo cada vez mais rápido, as poucas estrelas que antes havia, agora sumiam completamente, e apenas a luz brilhante e fosca da lua iluminava a estrada tortuosa da floresta. Agarrei o braço de Jacob enquanto tentava me acalma e dizer mentalmente para mim mesma que aquilo era só um animal inofensivo, e que não seria necessário corrermos.

- Jacob, acho que não era nada. – porém minha voz entregou meu medo.

- Não sei não Renesmee, não estou muito confiante.

Dessa vez um rosnado mais rouco estourou pela floresta, meu coração deu um solavanco e Jake apertou mais ainda as mãos ao meu redor. Cerrei bem meus olhos para o ponto mais escuro da mata, e reprimi um grito, ao ver grandes arbustos de mexerem.

- Lembra quando eu disse que se precisassem, nós correríamos? – ele sussurrou no meu ouvido.

- Aham...- eu mal conseguia pronunciar palavras inteiras, quem diria me preparar para correr. E mesmo assim eu flexionei levemente meus joelhos sabendo o que estava por vir. Mas para onde correríamos? Olhei para os lados, e apenas via arvores gigantescas, com arbustos negros e folhas secas no chão. Nenhum caminho novo, nada que pudesse nos levar para um lugar seguro, ou nenhuma trilha que nos guiasse até o caminho certo. Então...para onde iríamos?

Em uma fração de segundos, a pele da minha barriga gelou quando a mão de Jacob escorregou rapidamente por ela e entrelaçou minha mão, meu braço foi puxado fortemente e meu corpo lançado para a direção que ele corria. Minhas pernas antes quase adormecidas, agora corriam por si só. A cesta de doces, balançava, chacoalhava e deixava rastros das guloseimas que dela caiam e rolavam pelo chão. Meus pés afundavam cada vez mais na terra úmida; e mesmo consumida pelo medo olhei de relance para trás, conseguindo apenas ver três sombras humanas paradas entre as árvores, e em suas mãos, pequenas tochas que exibiam chamas quase apagadas.

Homens? Mas não eram animais? E todos aqueles uivos, rosnados e arbustos se mexendo? Arregalei os olhos perante a idéia de aquelas três pessoas serem ajuda. Policiais, ou até mesmo algum conhecido procurando por mim. Apertei forte a mão de Jacob tentando-o fazer parar, porém sua força era tão grande que ele por si só me puxava mais e mais.

- RENESMEE!

Ouvi meu nome ser chamado. Mas Jacob não havia dito nada, então quem estava me chamando?

- Jake, alguém me chamou! Acho que era Nahuel! – puxei sua mão, e ele me olhou com o rosto do retorcido. Praticamente transbordando de raiva e nervosismo.

- Ninguém te chamou Renesmee, é coisa da sua cabeça. Você esta apenas com medo!

E novamente meu nome foi clamado.

- JACOB! ESTOU FALANDO SÉRIO! CHAMARAM MEU NOME OUTRA VEZ!

- Garota, você não ouviu aqueles barulhos? Você acha realmente que alguém estaria chamando seu nome? E se foi aquele bandido que está solto por ai?

- Você acha mesmo que aquele bandido saberia meu nome? E porque não poderia ser Nahuel?

- Porque ele não sabe que estamos aqui! – tentei pela ultima vez puxar minha mão, para fazê-lo parar, mas novamente nada adiantou. Eu não queria fazer aquilo, mas pelo visto era minha ultima opção.

- NAHUEL! EU ESTOU AQUI! – gritei o mais alto que eu podia, mas infelizmente estávamos correndo tão rápido que meu ar aos poucos faltava, me impedindo de gritar com toda força.

- Não me diga que começará a birra de criança! – ele diminuiu o passo.

- Vou fazer birra sim senhor, se você não me soltar e me deixar encontrar ele. – ele me olhou com os lábios em forma de linha – NAHUEL! SOCORRO! NAHUEL!

Escutei Jake bufar fortemente e apertar minha mão puxando-me de encontro a seu corpo. Suas duas mãos fecharam-se no meu rosto, e antes que eu pudesse protestar seus lábios grudavam nos meus.

Tentei separar nossos rostos, mas minha força contra a sua, era como uma formiga lutar contra uma gota de água. Inútil. Sua língua tentava toda hora abrir meus lábios, porém eu os mantinha mais selados do que nunca. Por fim, antes de pensar em me entregar para aquele beijo, pisei firme no seu pé, mandando-o para longe de mim, com um uivo de dor.

- Quem lhe deu permissão para fazer isso? – perguntei com o coração quase saindo da boca.

- Eu falei para não me desobedecer! – ele deu um passo para frente, deixando-me ver como seu rosto estava contorcido de raiva.

- Eu...- dei alguns passos e lhe soquei o peito -...já disse...- continuei socando seu tórax -...que não sou...- dessa vez ele tentava se defender dos tapas e socos que eu dava nele — ...cachorra...- eu ardia de ódio, e ele percebeu isso, andando de costas -...para lhe obedecer!

Eu estava tão brava e irritada, que não percebi o pequeno tronco atrás dele. E no outro segundo, estávamos os dois rolando um pequeno barranco abaixo. Giramos umas quatro vezes, e por fim “aterrissamos” — mais precisamente EU parei de costas – numa grama macia e úmida, e Jacob parou encima de mim.

Olhei assustada para o lado e encontrei a cesta de doce a alguns metros de onde estávamos, praguejei milhares de vezes aquela cesta por ainda estar intacta, e só então fui me dar conta de que Jacob estava deitado encima de mim.

A grama que a pouco umedecia minha roupa, era deixada de lado pelo calor abrasador que o corpo quente daquele moreno misterioso transmitia pelo meu. Olhei para seu rosto e me perdi naquele par de olhos grandes e brilhantes. Seu cabelo ralo e preto contrastava com seu sorriso branco, de dentes perfeitamente alinhados.

- Seu idiota! – fiz menção de lhe socar a cara, mas fui impedida quando sua mão prendeu meu pulso ao lado da minha cabeça. E fui ainda mais idiota, quando pensei que poderia lhe tapear com a outra mão, que logo foi presa pelo pulso por sua outra mão enorme ao lado da minha cabeça. Cristo, eu estava perdida.

- Sabe Renesmee, você fica muito sensual quando está nervosa. – seu sorriso aumentou de tamanho, e aquele cheiro de sua pele impregnou nas minhas narinas, e, Cristo, eu estava realmente perdida.

Sem mais delongas, aquela boca macia e de lábios carnudos tocou suavemente a minha. Tentei expulsar a vontade de me entregar para aquele beijo, mas foi outra coisa idiota de se fazer. Jake riu e tocou com a ponta da língua meu lábio inferior. Deus me livre de todo esse mal...todo esse mal caminho chamado Jacob Black. Após perceber que não tinha mais escapatória, respirei fundo e soltei o ar, antes de receber quase que violentamente sua língua dentro da minha boca. Nossas línguas estavam numa dança frenética, que nem mesmo o melhor dançarino de “ballet” do mundo conseguiria acompanhar. A pele dos meus braços começou a queimar, conforme aqueles dedos quentes tracejavam linhas curvilíneas até chegarem à minha cintura. Com as mãos livres, agarrei de imediato seus cabelos, com o intuito de juntar mais aquele contato gostoso de nossos corpos e bocas.

Sua boca deixou a minha, que já reclamava por mais, e apossou-se de meu pescoço. Jake beijava, chupava e lambia meu pescoço gostosamente, e novamente eu vinha a sentir minha calcinha úmida. Espalmei minhas mãos nas suas costas, e passeei pela aquela área grande e musculosa. Infiltrei uma mão dentro de sua camiseta, e era como eu havia adivinhado, varias quadradinhos habitavam seu abdômen, duro, perfeito e todo encima de mim. Uma de suas mãos desceu da minha cintura, e levantou calmamente minha saia, alisando minha coxa que agora enroscava na sua cintura. Sua boca voltou para a minha, selando aquela ânsia por mais, porém ele me deixou completamente desnorteada quando apertou minha bunda.

Um pingo frio caiu na minha testa, e em seguida mais e mais pingos vieram a molhar meu rosto. Só então que eu fui despertar de tudo aquilo, empurrando Jake para longe de mim.

Cristo, o que eu estava fazendo?

Notas finais
N/A: Entãaaaao meeus amores, o que acharam? HÃ? HÃ? Pois ée pessoinhas lindas do meu core, as coisas estão esquentando. MUAHSUA MUHASUA adoooorooo! Posso falar com clareza que o próx cap será very Hot *.* e importante!

Videenhas minha, esse é o ante-penúltimo cap,teremos apenas mais 2! =/ nao fiquem triste, eu estou procurando fazer cap enormes *.*

Outra coisa, eu estou extremamente feliz com todos os comentários, agradeço a todas mesmo! e fiquei mais feliz ainda de ver que com apenas 2 caps, ja tem 4 indicações. Por isso meu obrigado especial a: Aninha Gatinha, Aryane, Marie K e Sweet Lips.

Não pedirei desculpas dessa vez por causa da demora, pois vcs ja devem saber os motivos (facul e sem tempo mesmo) Mas eu prometi nunca abandonar vcs, então estou aki!

Enoooormes beijso e espero ver muitooos reviews ouviram?

Isa Sartor!

P.S: MINHA AMIGA PERVA '66 LANÇOU UMA NOVA SHORT-FIC! ELA CHAMASSE HOT!
E EU CONFIRMO, ESSA FIC PROMETE MUIIIIITOOO! LEEIAM
http://fanfiction.nyah.com.br/historia/77810/Hot

BEIIJÕEES PERVAAAS DE PLANTÃO!!