Quem Tem Medo do Lobo Mau?

4 Ele é bom, mas não o suficiente para você


Notas iniciais
Nháaaaaaaaaaaaaaaaaa, finalmente o cap hot *.* Caaapa linda feita pela minha amiga-irmã.gêmea Dany (EU DEI 100 PONTINHOS PARA TODAS AS MINHAS LEITORAS)(se alguém não notou mudança na pop, me avise que eu vou la e dou os 100 pontinhos )

\"\"

Mais rápido do que eu podia imaginar, eu já estava longe dele.

Fitei a imagem morena a minha frente, e quase não resisti. Mesmo com aquela cara de quem não estava gostando nenhum pouco do que estava acontecendo, ele parecia sedutoramente... Sedutor. Os pingos de chuva ainda estavam finos e leves, mas o trovejar e fortes flashes de luzes que rompiam o céu me assustando às vezes, denunciavam a torrencial chuva que estava por vir. E nós ainda estávamos ali. Parados. Encarando um ao outro. Com os corpos arfantes e quentes pelos pequenos atos de antes.

Jacob trazia consigo os punhos cerrados, a boca em linha reta, e o maxilar trincado. E quanto a mim? Bom, eu não estava exatamente com a cabeça no lugar para perceber minha situação. A única coisa que eu conseguia perceber era como eu havia deixado chegar naquela situação.

Tão envolvente, misteriosa, fantasiosa e sedutora. Pois sim, já era impossível negar, Jacob Blak abalava meu psicológico. Ao extremo.

O alerta vermelho que eu senti quando nos conhecemos, voltava a atormentar meu interior. Mas dessa vez eu sabia que não era por estar seguindo caminho com um estranho, mas sim porque eu estava quase me entregando para um estranho.

E a vontade de me atirar em seus braços era tão gritante, que eu pensei – apenas por um segundo — em reconsiderar a idéia. Porém, como me entregar a algo tão ardente, sem que depois eu não viesse me arrepender?

- Não Ness, não faça isso comigo. Não faça isso com a gente. – Jake deu um passo na minha direção, e eu instintivamente recuei um. Suas palmas viradas para cima, e seu olhar agora de suplica, amoleceram meu coração. Mas eu não podia me deixar levar.

- Não fazer o que com você? Não fazer o que com a gente? – franzi o cenho e esperei ansiosa pela resposta.

- Nós estávamos indo tão bem, você estava correspondendo. Então por que...

- Então porque eu parei? – eu perguntei aumentando uma oitava de minha voz.

- SIM! Porque parastes? – deu outro passo na minha direção, e dessa vez eu não recuei. Enchi o peito de ar, e soltei o que estava preso dentro de mim.

- Você não percebeu a cilada que estamos nos metendo? Que pessoas em sãs consciências iriam chegar a esse ponto? Sendo que nos conhecemos a menos de dois dias. Jake isso é loucura! – ergui as mãos colocando-as na cabeça — Eu tenho a minha vida, e você tem a sua! Eu sou uma completa estranha, e digo o mesmo de você. Estamos perdidos nessa maldita mata há horas e mais horas, correndo perigo de vida.

- Arg...se você soubesse! – ele colocou as mãos também na cabeça e girou no lugar, batendo um pé no chão, como se lutasse internamente contra algo.

- Se eu soubesse o que? – indaguei curiosa.

- NADA! Você não sabe de nada! – sua voz estava rouca e dura.

- REALMENTE EU NÃO DEVO SABER DE NADA MESMO! EU FUI MUITO BURRA MESMO! DEVIA TER SEGUIDO AQUELE CAMINHO, SOZINHA. SEM VOCÊ.

- ESSA JÁ ESTA VELHA RENESMEE. TROQUE O DISCO! – ele gritou de volta todo irônico.

- Trocar o disco? Olhe quem falando de trocar o disco, você passou a “viagem” inteira dizendo que corríamos perigo, que tinha um cara maluco solto por ai. E você nem sequer ficou com medo! E NEGOU ATÉ A MORTE QUE ALGUÉM ESTAVA ME CHAMANDO ANTES.

- É PORQUE REALMENTE NÃO TINHA NINGUÉM TE CHAMANDO!

- TINHA SIM! E NÃO ADIANTA NEGAR, POIS VOCÊ ESCUTOU TAMBÉM.

Dei-lhe as costas, peguei a cesta e marchei para longe dele. Agora eu podia sentir como os pingos haviam se tornado, em poucos instantes grossos e dolorosos. Eles batiam na minha pele descoberta como se fossem ultrapassar. O que não seria uma má idéia, quem sabe assim elas não dizimariam o calor e a ânsia que meu corpo sentia pelo dele.

Meu coração galopava radicalmente, e minha mão apertava a barra da cesta de forma que meus dedos ficassem “asfixiados” de sangue. Aquele nó na garganta, voltava a me maltratar, e eu cheguei a uma conclusão um tanto inesperada. Jacob Black havia conseguido em apenas dois dias me deixar mais arrasada do que qualquer pessoa em todos os meus 17 anos. Limpei as lagrimas, que saiam incansavelmente de meus olhos, e parei por um instante, tentando obsorvar com o pouco de visão que a chuva me permitia ter, o lugar que eu estava. A minha direita estava aquele riacho que seguimos por todo caminho, a minha esquerda havia um enorme campo aberto, com uma grama bem verde imaginava eu. Não precisei olhar para trás para saber que a visão que eu teria era de uma enorme e assustadora floresta, e a de Jacob. Então como fuga, olhei para frente,dando de cara com um pequeno morro de grama,e mais acima um ponto de luz que me chamou a atenção. Tapei acima dos olhos com uma mão para me proteger da chuva e consegui enxergar a minha salvação. Era um chalé, e pelo visto tinha gente em casa.

Reiniciei o caminhar, me preparando para escalar aquele pequeno monte, mas já sabendo que eu chegaria embarrada ao chalé.

- Renesmee o que você acha que está fazendo? – eu sabia que aquilo estava bom demais para ser verdade. Virei-me e dei de cara com ele, há apenas alguns passos de mim. O cabelo havia se abaixado, por causa da chuva, e agora ele lambia constantemente os lábios, como se quisesse secá-los. A imagem de mim mesma secando-os povoou minha mente. Porém tratei logo de expulsa-las, eu não podia me dar ao luxo daquilo outra vez. – O que esta fazendo?

- Estou me livrando de você.

- Fique comigo! Eu prometo não tocá-la outra vez! – ele estava tão suplicante, e sua voz extremamente melodiosa, que meu coração deu mais um palpite alto. Eu ficaria , quantos dias ele quisesse. Porém eu não lhe disse isso, e nem faria, pois eu sabia que ele cumpriria sua promessa, não me tocaria mais. Mas algo me dizia que aquela parte não seria cumprida por mim.

- Desculpe Jacob, mas eu não posso. Preciso chegar em casa logo. E esquecer tudo que aconteceu aqui. – não ousei mais olhei nos seus olhos desconcertantes – Não se preocupe, não contarei nada sobre o que aconteceu com a gente.

- Renesmee, eu prometi que te levaria para casa segura, porque não confias mais em mim?

- Porque eu confiaria? Não foi você mesmo que disse que faria horrores com o meu corpo se eu desmaiasse?

- Não me diga que acreditou naquilo. É óbvio que eu nunca lhe tocaria sem o seu consentimento! Por Deus, quem você acha que eu sou? O Lobo Mau?

- Sem o meu consentimento? E todas as outras vezes que você me beijou? Eu não queria aquilo! E você o fez mesmo assim! – eu estava novamente coberta de raiva. Meu corpo já havia esfriado, e agora tremia levemente por causa da chuva e do vento gelado.

- Você esta com frio? – ele indagou tocando meu braço gelado.

- Não, eu estou ótima! – tirei meu corpo de perto do seu um tanto quanto grossamente – E ficarei melhor sem você por perto.

Fazer aquilo já estava virando rotina para mim. Então eu fiz outra vez, lhe dei as costas e comecei a subir o morro. Escorreguei na primeira tentativa. Vendo que com aquela maldita sesta, eu na conseguiria, tratei de fechar bem a tampa dela, e atirei para cima do monte, para enfim tentar subir com a ajuda das duas mãos.

- É teimosa como uma mula! – ele gritou de onde estava parado, me vendo tentar escalar o monte.

Não lhe respondi, e comecei a firmar mais os pés na grama, que agora se transformava em pequenos tufos de lama, sujando tudo, os meus joelhos, mãos e sapatos. Eu havia conseguido já chegar quase no fim do morro, quando piso em falso e resvalo, escorregando de bunda até o início dele. Vi Jacob correr na minha direção, e me permiti chorar que nem uma criança mimada.

- Ness, você ta bem? – ele tocou meu braço. Incrível, ele ainda estava quente.

- Claro, estou ótima! Você não consegue ver?- perguntei zoando de sua cara. E recebi como uma resposta apenas uma risada abafada.

- Não consegue mesmo ver que quero apenas lhe ajudar?

- ENTÃO PORQUE CONTINUA AQUI? – gritei diante seu rosto, e o vi fechar de imediato. Ele deu dois passos para trás, e fechou novamente os pulsos. Eu me levantei, e limpei as mãos sujas na minha roupa toda encharcada. Eu já estava ficando com muito medo do temporal, ele havia consumido com uma nuvem negra o céu inteiro, os pingos continuavam a chicotear minha pele, e os raios atingirem a terra. Eu precisava chegar naquele chalé urgente, eu corria risco de levar um raio na cabeça. O que me ajudaria demais, pois tiraria Jake da mesma.

- ÓTIMO! VAI! PODE IR...- fui até ele e lhe apontei o dedo na cara.

- EU VOU MESMO. E NUNCA MAIS VEREI ESSA SUA CARA! — voltei e comecei a escalar o monte.

- ...ISSO AI! CONTINUA, PODE VOLTAR PARA AQUELE SEU NAMORADINHO DE NADA. PODE VOLTAR PARA SUA VIDINHA MESQUINHA, E SEM GRAÇA.

No terceiro escorregão, eu desisti e gritei mentalmente para que um raio caísse na minha cabeça. Dei meia volta e marchei furiosamente até onde ele estava.

- PORQUE FICA METENDO NAHUEL NA HISTÓRIA? ELE NÃO TEM NADA A VER! ALIÁS, ELE DEVE ESTAR ME PROCURANDO AGORA. E EU TENHO CERTEZA QUE ERA ELE GRITANDO POR MIM.

- EU METENDO SEU NAMORADINHO DE BOSTA NA HISTÓRIA? VOCÊ SÓ FALOU DELE O TEMPO INTEIRO! ENTÃO, TA ESPERANDO O QUE PARA CAIR NOS BRAÇOS DELE?

- TO ESPERANDO VOCÊ SAIR DA MINHA VIDA, E EU CHEGAR EM CASA LOGO. AÍ SIM, EU CAIREI NOS BRAÇOS DE QUEM EU GOSTO.

O silencio se instalou, pelo menos da nossa parte. Pois o céu gritava, o vento chorava e a cada momento meu frio e medo aumentavam. Eu tremia involuntariamente, e deixava, nós e mais nós se formarem na minha garganta. Olhei para o lado, a procura do nada. Eu só não queria encarar mais seu rosto.

- Nessie, me deixe lhe ajudar. Você esta tremendo de frio! – arrepiei por completo ao sentir as duas mãos quentes de Jake tocarem meus braços gelados.

- Eu não acho que eu deveria, muitas coisas aconteceram, e eu não quero que se repitam.

Era insano,ver que sua voz gotejava na minha consciência, certas vezes me irriante, outras deixando meu interior em completa paz . Momentos antes, eu gritava adoidada com ele, e agora, eu parecia um cordeirinho perdido, a espera do seu pastor.

- OK!

- OK o que?

- Não iram se repetir. Eu já havia dito que não lhe tocarei sem seu consentimento.

- Acho que pensando por esse lado, não há problemas em aceitar sua ajuda.

- Tudo bem, então vamos! Pois você esta congelando, poderá pegar um resfriado, e a tempestade só piorará.

- Mas vamos aonde?

- Para aquele chalé!

- Mas Jacob, eu não consegui subir! Como faremos?

- Você tentou sozinha. Não tentou com a minha ajuda! – ele sorriu leve, e pegou minha mão, me puxando para o morro.

Aos poucos ele me explicou que eu devia usar como auxilio o salto do meu sapato, e não a sola da frente. Começamos a subir, e ele ficou o tempo todo do meu lado. Chegando antes ao topo, e me dando a mão. Peguei sua mão, e ele me puxou para junto de seu corpo, chocando-nos, esperei um pouco e sai de perto dele, pegando a sesta e seguindo caminho até o chalé.

Jake foi à frente, pois disse que queria verificar se tinha alguém, e se podia nos acolher. Era um chalé comum, pequeno e de aparência boa. Cheguei na porta, e olhei sorrateiramente para dentro, encontrando-o agachado na frente de uma lareira enorme de pedra, e com um belo fogo aceso. Entrei de imediato na pequena casinha e fechei a porta. Olhei ao meu redor, e não vi nada muito extraordinário. Um sofá pequeno encostado na parede, um armário de madeira todo detalhado ao lado, uma pia, um fogão a lenha, uma geladeira pequena e velha, uma mesa de quatro lugares, um armário com copos e pratos, uma porta onde deveria ser o banheiro e mais nada. Nada de cama, nem televisão, nem nada. Era aquilo e um enorme tapete branco de tecido grosso e macio em frente a lareira.

- Não tem ninguém! – ele comentou.

- Isso eu já percebi. – fui até a mesa, comecei a ver os doces dentro da cesta. Joguei os que não prestavam mais fora, e os que consegui conservar, guardei-os dentro da geladeira velha e vazia. Abri os armários e não achei nada de comida. A nossa salvação seriam os doces. Virei para trás e vi o enorme rastro molhado que eu havia deixado pelo chalé.

- Venha aqui perto do fogo, está mais quentinho! – Jake me chamou, e eu sem ter muito que fazer me aconcheguei junto dele em frente a lareira.

Nós estávamos completamente molhados, e sem nenhuma roupa de reserva. Ou seja, teríamos que ficar daquela maneira, até nossas roupas secarem. Ou seja outra vez, pegaríamos uma bela de uma gripe.

- Que estranho, eu pensei que tinha alguém vivendo aqui.

- Eu também pensei, pois eu vi que tinha luz. – comentei juntando as duas mãos na frente do fogo.

- A pessoa que vive aqui, deve ter feito o fogo e quando percebeu a tempestade vindo, foi para um lugar mais seguro. – ele falou, esfregando as mãos.

Música (Sara Bareilles- Gravity)

Sentei no chão e tirei meus sapatos, massageando meus pés. Jake sentou ao meu lado, e deixou uma perna sua encostar-se à minha, mandando ondas de calor para meu corpo. Notei ele suspirar e abrir a boca varias vezes, mas nada saia dela. Até que por fim,ele suspirou novamente, fechou os olhos e falou:

- Você tem tanta certeza?

- Como? – olhei para seu rosto. Lindo, perfeito, maravilhoso. Ele estava completamente maravilhoso em frente aquele fogo, que iluminava sua face morena, seus braços másculos, e seus olhos de ônix.

- Como você tem tanta certeza de que gosta dele? –ele cravou seus olhos em mim. E eu senti minhas bochechas esquentarem. Gaguejei algumas vezes, até que por fim, consegui falar. Porém sem nenhuma certeza.

- Tendo. – dei de ombros. Sua mão foi delicadamente até meu rosto e tirou uma mecha de cabelo que estava grudando. E aos poucos foi aproximando seu rosto do meu.

- Você não gosta dele. – ele sussurrou contra o meu rosto. Meu Deus que cheiro mais maravilhoso transbordava daquele garoto. A sensação, que eu já havia degustado, aumentou de tamanho. Como aquilo era possível? Eu nunca havia sentido algo parecido, nem com Nahuel.

- Eu já falei para você, eu gosto dele! – gaguejei, tentando de alguma maneira achar outro assunto para fugir daquele que ele tocava incansavelmente.

- Você não demonstra gostar dele. – Jake sussurrou novamente, e o garoto continuava a me pressionar sobre o assunto.

- Jake, por favor, eu não quero falar disso agora! – apertei seu braço.

- Como consegues ficar com ele até hoje, sem mesmo gostar da pessoa?

- Eu gosto dele, que difícil de entender! – eu queria gritar com ele, falar que eu gostava de Nahuel. Porém eu me contive, e afinal, eu gostava ou não dele?

- Ness, você não gosta dele, não adianta discutir! – Jacob tinha a expressão dura, quem olhasse para ele poderia pensar que ele era um marginal, mas vendo do modo que eu estava vendo, eu apenas via um cara confuso.

- Porque você acha que eu não gosto dele? Se eu não gostasse, eu já tinha terminado!

- Você não gosta, ele não é quem você procura. Ele não lhe proporciona emoções fortes. Você não gosta dele, pois preferiu levar doces para sua avó em pleno domingo, do que passar o dia com ele. Você não gosta, pois seu pai lhe DISSE para ficar com ele, você não gosta, porque tem medo de ficar sozinha, por isso não termina e você não gosta, pois você escolheu vir comigo.

- Eu...Eu...Eu gosto dele, estou com Nahuel a alguns meses, ele é bom para mim.

Como eu era burra, enquanto Jake jogava aquelas palavras na minha cara, relances de mim e Nahuel passavam pela minha mente. E por incrível que pareça, o cara moreno e de sorriso abrasador que agora entornava minha cintura com seus braços estava certo.

- Ele é bom, mas não o suficiente para você.

Da mesma forma que o sol toca o horizonte no fim do dia, seus lábios quentes e cheios, que secretamente eu desejei por alguns instantes durante todo o percurso, tocaram os meus. Eu deveria me espantar, ou lhe afastar. Mas não, eu fiquei parada, apenas sentindo sua boca contra a minha.

Fiquei sem ação. Eu não conseguia me mexer, eu não queria me mexer. E era isso que estava me assustando. Jake tinha toda e qualquer ação que ele quisesse pra cima de mim.

Já era impossível negar, eu era prisioneira dele, mesmo ele não me dando ordem alguma. Era impossível não ver como eu reagia ao seu toque, que devastava toda e qualquer frágil força que eu tinha. Era impossível negar que ele fora o único que mexia com as borboletas do meu estômago. Que era ele que fazia nós e mais nós se formarem na minha garganta, era ele que fazia meus lábios ansiarem por mais. Era ele que me conhecia, mesmo sem me conhecer realmente, era ele que me divertia sem intenção alguma, era dele que eu queria me ver livre, era do seu jogo que eu queria fugir, e acima de tudo, era por ele que eu estava me apaixonando.

- Você prometeu que não me tocaria. – murmurei contra seus lábios, e com um suspiro alto de desistência ele deixou a mão que estava no meu rosto cair, e seu corpo se afastar do meu.

- Desculpe, eu não honrei com a minha palavra. – seu olhar era duro para com o fogo.

Não consegui falar mais nada, apenas me levantei e me dirigi até o armário que ficava ao lado do sofá, abrindo-o e tapando logo o nariz devido o cheiro de mofo que saiu. Felizmente havia cobertores lá, mesmo sendo velhos.

- Achei cobertores! – comentei, batendo um no outro, para tirar as impurezas contidas neles. E por fim, joguei-os no chão, na frente da lareira. Jake levantou, e não me olhou no rosto. E aquilo ardeu em meu coração. Porque tinha que ser tão difícil, eu não podia me apaixonar por ele, não sabia nada sobre sua vida, e preferia que assim continuasse. Pois o sol logo chegaria, e eu estaria com minha família, e nunca mais veria ele.

Mas eu sabia que ele estava amargurado, eu podia ver pela sua expressão no rosto, e pelo modo frio que estava me tratando. Ele não queria que eu o interrompesse, no beijo, mas era preciso. Infelizmente era preciso.

Agachada em frente ao fogo, fiquei a fitar o corpo moreno. E sem conseguir conter, eu arfei altamente com o movimento rápido e sensual que ele fez ao tirar a camiseta molhada, e atira-la num canto. Tirou o calçado juntamente com as meias, e também os atirou longe. Pegou um cobertor e jogou por cima da cabeça, esfregando os cabelos, deixando-os arrepiados e mal arrumados, e foi aos poucos secando os braços torneados, o peito grande, a barriga definida. Ele continuou a secar o pescoço, mas eu me perdi quando meus olhos chegaram no seu tanquinho, abaixei mais um pouco a visão, e deixei meus olhos percorrem sua região do quadril, entradas perfeitas, como eu gostava de chamar o caminho da felicidade. Sua cueca branca saia da bermuda, e corei fortemente quando fixei meus olhos na protuberância que marcava sua calça. Minhas mãos suaram, e senti os bicos dos meus seios incharem.

- Você não vai tirar? – ele perguntou largando a coberta no chão. Dessa vez me olhando nos olhos, e se não me engano, sorrindo, mas com os olhos.

- Tirar o que? – perguntei saindo rapidamente do transe que eu havia imergido.

- Sua roupa!

- Ah sim, minha roupa! – rapidamente levantei, pegando uma coberta e dando uma rápida secada nos cabelos. E assim, tirei minha capa, jogando-a num canto. Um pouco receosa, meti minha mão dentro da saia, e desprendi a cinta liga, deslizando a meia por minhas pernas. O vi engolir seco, e fechar um pouco os olhos. – Pronto.

- Como assim pronto? Você esta completamente encharcada! – ele apontou para meu vestido. Mas era previsto que eu não tiraria minha roupa na sua frente, eu pegaria um resfriado, mas não ficaria pelada.

- Você só acha que eu tirarei minha roupa! – alterei a voz.

- Você esta louca? Vai morrer congelada, a roupa nem secará até amanha!

- Você que está louco! Eu não vou ficar pelada na sua frente! – comecei a me enrolar no cobertor, mas ele foi mais rápido, arrancando ele de mim. – O que você esta fazendo?

- Tentando te ajudar! Não vou deixar você molhar um cobertor inteiro! – ele ergueu a mão para o alto, levando o cobertor junto. – Você quer? – confirmei – Então tire a roupa!

Bufei irritada, e tirei o espartilho preto da minha cintura.

- Grande coisa, pode tirar tudo dona Renesmee!

- Jacob! Eu não vou tirar minha roupa! – eu já estava ficando completamente irritada.

- Então vai ficar sem o cobertor!

- Porque eu tenho que tirar meu vestido e você não vai tirar sua bermuda? – apoiei o peso numa perna e cruzei os braços.

- Não seja por isso! – ainda segurando o cobertor, ele desabotoou a bermuda, deixando-a escorregar pelas pernas, dando a bela visão da sua cueca branca, quase transparente, e dentro dela seu membro enorme. Estava frio, molhado e mesmo assim ele parecia enorme. Seria possível? Cristo, eu estava me perdendo de novo. – E então?

- Eu não farei isso Jacob. Uma coisa é um homem ficar seminu na frente de uma mulher, outra coisa é uma mulher ficar nua na frente de um homem.

- Mas você ficara só de sutiã e calcinha, mesmo assim eu não estarei vendo nada!

- Estou apenas de calcinha.

O vi deixar a boca escancarar um pouco e logo fechar, mordendo o lábio inferior.

- E daí?! – ele ameaçou!

- Cara, você é surdo ou o que? Eu vou ficar só de calcinha!

- Eu já vi peitos antes Renesmee, e sei como eles são! Não se preocupe eu não olharei!

- Não! Eu não vou tirar!

- Vai sim! – deu um passo na minha direção!

- Não vou não!

- Vai sim ou... – deu outro passo, ficando bem próximo a mim.

- Ou o que? – ameacei.

- Ou eu mesmo tiro! – engoli seco com sua ameaça. Eu sabia o que aconteceria se ele tirasse. Por isso eu saí correndo.

E ele veio atrás, fui até uma ponta da mesa, e ele ficou na outra.

- Então você quer brincar Nessie? – aumentou a voz quando falou meu nome.

- Não, eu só não quero tirar a roupa.

- Continua teimosa como um jumento! – ameaçou correr, mas não o fez.

- E continuarei vestida!

- Isso é o que veremos.

Jacob começou a correr de novo, e eu dei a volta na mesa, duas vezes e saindo da cozinha improvisada indo parar na sala, e sem ter para onde ir subi encima do sofá. E logo Jake estava a minha frente, e eu me sentindo completamente acuada. Eu não tinha para onde fugir, um lado me levaria de cara para o armário e o outro para seus braços.

Ele se aproximou mais um pouco e encostou as pernas no sofá. Jake era alto, e eu baixinha, por isso eu ficava apenas alguns centímetros mais alta que ele encima do sofá.

- Não tem mais para onde fugir Nessie!

- Ficaremos aqui até quando você cansar. Pois eu não tirarei nada!

- Ness, confia em mim, não vou sair daqui até você tirar a roupa. – eu jurava que estava vendo sinceridade nos seus olhos, internamente eu sabia que ele não sairia mesmo.

- Nós vamos brigar, de novo!

- Já estou acostumado. – deu de ombros. Idiota, irritante, sarna, teimoso e incrivelmente gostoso. Dei-me por vencida, teria que tirar o vestido.

- Tudo bem eu tiro, mas me traga um cobertor. – no meio de toda aquela correria, ele havia deixado o que estava segurando cair no chão.

- Não. – arregalei os olhos e ele logo entendeu a pergunta interna que eu me fazia. Como não? – Porque se eu sair daqui, você fugirá de mim.

- Então se vire de costas!

- Não porque você também fugirá de mim!

- Ora, então feche os olhos!

- Não, porque você fugirá outra vez de mim.

- Você vai ficar me olhando?

- Não olharei para seu corpo, fixarei meus olhos no seu rosto e você pode tirar.

- Promete?

- Prometo!

- Você não irá agüentar Jacob Black. Vai me olhar, e ainda por cima vai me tocas.

- Sabe Ness, quando eu disse que eu não lhe tocaria mais...

Antes de ele terminar de falar eu jogava meu vestido longe, e deixava a mostra meu corpo praticamente nu a sua frente. E ele manterá a palavra, não desviou a visão dos meus olhos. Fiquei ali encima encarando sua face confusa, pois eu podia ver seus olhos lacrimejando para não olharem para baixo. Se ele enxergava algo do meu corpo? Sim, mas a imagem era turva, porque eu estava vendo-o da mesma maneira. E só Deus sabe a extrema força que ele estava fazendo para não me olhar.

- ...eu estava falando a verdade. Não vou mais te tocar. Sem o seu consentimento.

- Eu confio em você. – ele franziu o cenho – Eu só não confio em mim.

Joguei meus braços ao redor do seu pescoço e terminei com aquela distancia dolorosa que estava me corroendo por dentro. Enlacei minhas pernas no seu quadril, e beijei sua boca carnuda. Eu estava certa, eu tinha me perdido, e não queria ser achada tão cedo.

Com o baque que meu corpo fez no seu, ele deu alguns passos para traz, mas não me tocou, nem sequer retribuiu o beijo. E então, foi ai que eu percebi. Abri os olhos e vi Jake comprimindo os olhos, e respirando fortemente. Beijei sua bochecha e fui traçando um caminho até o lóbulo da sua orelha que lambi e logo após sussurrei sedutoramente:

- Jake, você tem meu consentimento.

Como eu havia pensado que aconteceria, rapidamente, uma de suas mãos enlaçou minha cintura, e a outra se emaranhou nos meus cabelos dessa vez grudando nossas bocas ferozmente.

Dei passagem para aquela língua deliciosa, e começamos a mesma dança que havíamos feito quando rolamos morro abaixo. Estávamos frenéticos, extasiados e muito excitados. Eu já podia sentir a ereção dele roçar em mim, e eu esfregava compulsivamente meus seios no seu peito. Jake andou e sentou-se no sofá comigo em seu colo, agora eu podia realmente sentir seu membro roçar na minha intimidade completamente úmida. Ele mordeu meu lábio inferior puxando-o de leve para si. Desgraçado.Ele sabia que eu adorava aquilo, e sem querer querendo gemi ao seu toque forte na minha coxa.

Minhas mãos voaram até seus cabelos, agarrando-os fortemente,e voltamos a nos beijar com ânsia, nossas línguas brincavam de pique esconde lá dentro, enquanto lá fora, Jake passeava com as mãos pelas minhas coxas e apertando gostosamente minha bunda, aproximando mais ainda nossos sexos. Minha boca foi largada, e os beijos desceram para o pescoço que era beijado com carinho e de leve. Jacob foi se inclinando para frente, e eu fui indo para trás, ele largou meu pescoço e beijou o vão entre meus seios, e por fim abocanhou um, enquanto uma mão, deixava um rastro quente do meu umbigo, até chegar ao outro seio que foi massageado. A língua dele fazia movimento circular no meu bico já completamente duro, e esse mesmo foi varias vezes lambido e chupado ferozmente; e como se fosse necessário, Jake repetiu a sessão de beijos e chupões no outro seio, segurando minha cintura e pressionando mais ainda meu quadril no seu. Eu já gemia altamente, devido à caricias e ao sentir que seu membro latejava embaixo de mim.

Sua postura foi corrigida, e nossas bocas se encontraram novamente. Aos poucos, fui soltando seu corpo, e quando consegui finalmente ficar de pé no meio de suas pernas, olhei abobada para aquela visão na minha frente. Jake tinha o tronco encostado no sofá, com as mãos encima das coxas, e o que estava me revirando pensamento de prazer, era ver seu membro praticamente saltar para fora daquela cueca branca. Dei um sorrisinho, e tirei minha calcinha na sua frente, vendo-o acompanhar cada movimento feito por mim. Dei alguns passos para trás, sem perder o contato com seus olhos, e deitei-me no tapete macio, em frente a lareira.

Jacob levantou-se, e num movimento ágil, tirou a cueca, mostrando que o paraíso realmente existia, e que ele estava no meio de suas pernas. Grande, belo e pulsante.

Ele aproximou-se de mim, e calmamente deitou-se por cima, beijando minha barriga e subindo até encontrar outra vez minha boca. Começamos outro beijo sagaz, com direito a passadas de mão de sua parte no meu sexo, e massagens de minha parte no seu membro.

- Jake eu já disse que você tem minha permissão! – sussurrei completamente entregue quando ele provocou-me roçando-se na minha entrada.

- Eu sei, mas eu quero ouvir você pedir. — ele lambia meu pescoço.

- Eu quero!

- O que você quer Renesmee?

- Você!

- Aonde você me quer Ness! – e pressionou-se um pouco contra mim, fazendo que instintivamente minhas pernas se fechassem no seu quadril.

- Porra Jake, eu quero você, dentro de mim. AGORA!

- Seu desejo é uma ordem princesa!

- Eu já falei para não me chamar de...OH CRISTO!

Não tive a chance terminar a frase, pois ele escorregou rapidamente para dentro de mim. E mais rápido ainda começou com um vai e vem frenético. Jacob pegou minhas mãos e as juntou acima da cabeça, prendendo-as com uma mão só, e com a outra segurando fortemente minha cintura, enquanto estocava forte e rápido. Eu já não sabia distinguir de quem era os gemidos, e arfadas. Num momento Jake tirou tudo, e voltou com extrema lentidão, me fazendo quase gritar de prazer, mas que foi logo abafado por um beijo de tirar o fôlego. Outra vez ele maltratava prazerosamente meus seios com a boca, enquanto meu intimo era tocado pelo seu membro rijo. Arqueei as costas, sentindo os vários espasmos que passavam pelo meu corpo, e Jake vendo que eu já chegava ao ápice, largou minhas mãos, que lhe abraçaram as costas, deixando marcas de minhas unhas e apertões conforme ele estocava e gemia gostoso no meu ouvido.

O corpo de Jake aos poucos tremeu e como se quisesse furar a lua, ele apertou forte meu quadril me fazendo uivar de dor, mas acima de tudo de prazer,e estocou ferozmente, em seguida derretendo-se dentro de mim. Senti o liquido quente dele me banhar por dentro, e não consegui segurar mais, apertando seus braços que circuncidavam meu corpo e tremendo, chegando ao ápice em seguida.

Praticamente, caímos exaustos no tapete. Estávamos suados e arfando mais do que nunca, o fogo da lareira não chegava nem perto do que a pouco havíamos vivido. A tempestade lá fora poderia ter arrancado à casa do chão e mesmo assim não teríamos conseguido parar. Jake estava deitado ao meu lado, com uma mão na testa, enquanto tentava regulamentar sua respiração, e eu a minha. Ele pegou minha mão, e levou-a até seus lábios, depositando um beijo na palma dela.

- O...O que...O que nós fizemos? – eu perguntei, colocando a mão na minha testa e tirando os cabelos molhados de suor que ali grudavam.

- Eu não sei. Eu juro que não sei! – ele riu, deixando nossas mãos entrelaçadas caírem encima do seu peito ofegante – Eu só sei que eu nunca experimentei nada igual.

- Não me diga que você era virgem? – apoiei o corpo nos cotovelos e o olhei abismada.

- Você acha que se eu fosse virgem, eu faria você gemer desesperadamente por mais, mais, mais e mais?

- É eu acho que não. – subi encima de seu corpo, colocando uma perna de cada lado, lhe beijando os lábios delicadamente.

- Você sabe que algumas coisas mudarão agora, não é?

- Que tipo de coisas? – apoiei meu queixo no seu peito, e fitei-o.

- Ah, coisas, tipo coisas entre a gente. – era impressão minha ou Jacob estava corando?

- Como assim coisas entre a gente?

- Nossa Renesmee, é normal você ficar lerda depois de transar?

- Quando eu faço com Nahuel, é normal eu virar para o lado e dormir!

- Por favor, pare de tocar nesse nome! – ele revirou os olhos – Mas e agora?

- E agora, o normal é eu querer mais e mais e mais!

Jake pegou nas minhas coxas, e me virou ficando por cima de mim e beijando a linha do meu pescoço até a boca.

- Eu acho que precisamos conversar! – enlacei minhas pernas no seu quadril, eliminando a distancia entre nossos corpos, e o vi fechar os olhos – Ness, eu preciso lhe contar algo, muito sério.

- Tem certeza? – beijei seu queixo – Acho que isso pode esperar até amanhã.

- Eu não tenho certeza se amanhã eu terei a mesma coragem de falar.

- Então quando sua coragem aparecer, você falar OK? Só de preferência, não agora.

- Mas porque não agora? – eu conseguia ver pela cor da sua íris, e pelo modo como seu pomo de adão subia e descia rapidamente, que ele também estava ardendo de desejo, ainda. Ele queria falar, mas não conseguia desviar os olhos dos meus lábios vermelhos e inchados. Aproveitando a deixa, aproximei minha boca da sua orelha e sussurrei da maneira mais sensual que eu podia.

- Porque eu quero você, outra vez, dentro de mim, me fazendo gemer desesperadamente por mais, mais, mais e mais!

E para terminar a noite, olhei em seus olhos profundos que tinham como cenário o fogo atrás de mim, e me permiti sorrir. Jake pegou uma coberta, passando por cima de seu corpo, beijando-me ferozmente em seguida. Eu já sentia meu corpo clamar pelo seu novamente. O que Jacob queria me falar, ficaria para o dia seguinte, pois aquela noite, não teríamos condições plausíveis de conversar.

Notas finais
N/A: Meu anjinho meu bom amiguinho, me proteja das leitoras que querem me matar nesse exato momento. AMÉM!

Enfim, comentando sobre o cap. GEENTEEEM O QUE VCS ACHARAM? *.* eu to morrendo de medo de vc não terem gostado!! eu falei que o cap ia ser isso, ia ser aquilo e espero que eu não tenha desapontado ninguém.

GENTEEM! EU SÓ TENHO A AGRADECER! MUITO OBRIGADA MESMO POR TODOS OS COMENTÁRIOS, EU LEIO E TENTO RESPONDER TODOS!! MUITO OBRIGADA OUTRA VEZ PARA AS RECOMENDAÇÕES! VCS ME FAZEM MUITO FELIZ TANTO RECOMENDANDO, COMO COMENTANDO!

Eu espero realmente que tenham gostado do cap, pois não foi fácil escrever ele! pressão e falta de tempo não combinam aff -.-'

e uma noticia triste, geeenteem esse é o penúltimo cap >< Mas estou compensando com fics novas, eu sei que não é a mesma coisa, mas é minha forma de agradecer mesmo

e se quiserem e gostareem leiam minha fic nova....Eu e a Dany (diva) estamos com essa nova parceria: que é uma "recriagem" dos principais contos infantis. Mas claro, sempre mesclando humor negro com muitoooooooooo erotismo!
http://fanfiction.nyah.com.br/historia/80157/Erotic_Fairy_Tales

Deem uma passadinha lá, acho que irão gostar!

ENORMES BEIJOS JUJUBINHAS E XUXU'S DA MINHA VIDA!
E ATÉ A PRÓXIMA!