Quem Tem Medo do Lobo Mau?
14 Fourteen
Notas iniciais
Nesse capitulo não tem lemon, mas contem forte ligação emocional entre trés pessoas que estarão envolvidas romanticamente, então se não gosta de menages, por favor não leia. Mas se gosta espero que aproveite a leitura. ♥
Kai on
Senti Miyavi se tencionar atrás de mim, mas não conseguia eu mesmo realizar a descoberta. O pequeno lobo ainda estava em meu colo parecendo também um pouco chocado com a situação. Não era comum um lobo ter mais de um companheiro, até acontecia, mas era muito raro. Em contrapartida também não era comum tantos lobos de uma mesma matilha acasalados de uma só vez, e também não era comum essa mistura de raças. Vampiros com lobisomens como regra geral, não combinavam, mas mesmo assim já haviam acontecido dois casos, incluindo o meu.
– Acho melhor nós entrarmos. – Falei levantando o lobinho no colo e não podendo me conter, gemi ao sentir o seu cheiro. Como um autônomo Miyavi me seguiu sem falar nada me deixando preocupado com o fato do choque ter sido grande.
Entrei em casa e imediatamente nos levei para sala onde me sentei, puxando Miyavi para o meu lado.
–Você está bem? – Perguntei preocupado ao não obter resposta. – Miyavi?
–Dois Companheiros? – Sussurrou tão baixo que mesmo com a minha audição privilegiada eu quase não ouvi.
– Você não sente o cheiro? – Perguntei de repente preocupado de que só eu pudesse sentir o cheiro. Se esse fosse o caso estaríamos perdidos, pois não havia forma de que pudesse dar certo.
– Eu sinto... Só estou achando difícil de acreditar. – Respondeu, olhando para o pequeno lobo em meu colo, que nos observava curioso. – Ele parece ser um filhote.
– Bom o amadurecimento lobo é um pouco complicado de entender... – Falei. Nós nascíamos crianças normais e só podíamos nos transformar após a adolescência. Quando chegamos mais ou menos na idade de vinte e um anos nosso envelhecimento desacelerava, e por isso tínhamos sempre a aparência de mais novos do que na verdade éramos. Quando nossos lobos mudavam pela primeira vez tínhamos a aparência de filhotes e continuávamos assim por um tempo, mesmo que nossos corpos humanos fossem maiores de idade. – Ele não tem que ser necessariamente uma criança como humano, para ser um filhote lobo. – Encurtei a explicação, ele somente assentiu com a cabeça e levantou uma mão hesitante para passar pela cabeça do lobinho que quase ronronou com o carinho. Miyavi riu.
–Ele está parecendo mais com um gato, fazendo esse barulho. – Bufei.
–Não precisa ofender o garoto. – Brinquei meu peito se aliviando com o conhecimento de que éramos todos companheiros.
– Não é para ofender... – Parou por um momento como se procurasse a palavra certa. – Na verdade é fofo... E quente também. – A ultima parte foi sussurrada. Meu corpo se aqueceu imediatamente quando senti o cheiro de sua excitação.
– Temos que fazer com que ele mude para a forma humana para... – Limpei a garganta. – Para saber o que aconteceu com ele.
– Você tem razão.. –Miyavi concordou se levantando do sofá e se ajoelhando a minha frente, sua mão nunca deixando de acariciar a cabeça do filhote. – Você poderia mudar para humano? Queremos conversar com você.... – Falou em um tom carinhoso que me fez quase derreter e olha que as palavras nem eram dirigidas a mim.
O lobo nos olhou por um momento, mas não fez movimento algum... O que me fez perguntar de que ele tinha tanto medo.
Kai off.
oOOo
Nao on.
Por um momento minha mente ficou em branco. Dois companheiros eram muito mais do que eu imaginava e acredito até mais do que eu mereço.
Eles me levaram para dentro e me pediram para mudar para humano, mas de repente eu estava envergonhado e com medo. Ambos eram tão bonitos e eu sou sem graça, totalmente sem atrativos. Eles iriam odiar se verem acasalados com uma pessoa como eu, ainda mais com toda essa bagagem emocional e terror que meu irmão havia imposto para mim. Decidi ficar na forma de lobo um pouco mais para pelo menos aproveitar um pouco antes que eles percebessem o quanto sou desagradável.
– Por favor? – Dessa vez o medico é que tentou me convencer. Gani e me deitei em seu colo escondendo minha cabeça entre as patas. – Não vamos te machucar... – Falou em um tom baixo, tentando me convencer. Choraminguei novamente, mas podia sentir que eles estavam ficando aflitos com minha recusa.
– Vamos pequeno, só queremos conversar com você... – O meu companheiro vampiro reforçou. Respirei fundo antes de pular para o chão e me concentrar para voltar ao meu corpo humano. Concentrei-me em sentir a minha pele, meus ossos estalaram com a falta de pratica. Logo eu estava jogado no chão ofegante e dolorido.
– Hey... Você está bem? – Alguém me perguntou, mas eu ainda não tive coragem de abrir os olhos para ver quem. Logo senti mãos me levantarem do chão, fazendo-me sentar. Estremeci.
– Eu te conheço. – agora reconheci a voz do medico, e estremeci novamente. As mãos que antes estavam paradas começaram a esfregar a pele dos meus braços, em um gesto reconfortante que me fez relaxar ao mesmo tempo em que mandou ondas de eletricidade por todo o meu corpo.
Confesso que fiquei surpreso por ele ter me reconhecido, afinal só havíamos trocado palavras apenas uma vez e foram muito poucas. Abri os olhos devagar quase com medo da expressão que veria nos rostos deles.
Surpreendi-me ao ver preocupação e outra coisa que não pude distinguir, mas que mandou um arrepio para o meu corpo inteiro.
– Será que você podia pegar um cobertor para esquentá-lo? – Ouvi a voz do meu companheiro vampiro perguntar, e não podendo me conter, olhei para ele. Ele era muito bonito. Meus olhos viajaram pelo seu rosto até pararem em seus olhos que prenderam os meus de uma que me era impossível desviar o olhar. Logo me senti envolvido em um cobertor, que agradeci mentalmente ao me lembrar de que estava nu na frente de dois homens.
– Você mora na casa ao lado não é? – Desviei meus olhos finalmente para o Kai. Balancei a cabeça concordando, não confiando que minha voz sairia firme o suficiente.
–O que aconteceu? – O vampiro perguntou, mas Kai pegou em seu braço.
– É melhor deixar o interrogatório para mais tarde Miyvs.... Não sabemos há quanto tempo ele estava lá fora esperando, ele deve estar com fome. – Falou em uma voz suave e eu agradeci internamente.
– Você tem razão... – ele pareceu devidamente envergonhado. – Desculpe.
– Tudo bem, vamos para a cozinha. – Falou com um sorriso que me deu um nó no estomago. Como uma pessoa podia ficar tão bonita sorrindo? Alheio ao meu deslumbramento, ele me ajudou a levantar de modo que o cobertor não se desenrolasse do meu corpo. Fui conduzido para outro cômodo espaçoso, que percebi ser a cozinha. – Você provavelmente está com fome, certo?
– Sim. – Eu estava realmente com fome, afinal não havia conseguido comer mais cedo por causa do nervosismo.
– Ótimo, vou fazer um sanduiche para você ok? –Ofereceu com um sorriso e logo se virou para o outro homem que havia se sentado ao meu lado. – Você aceita também? – Abri a boca de surpresa. Havia achado que vampiros não poderiam comer, vendo a minha expressão o vampiro começou a rir.
– Eu posso comer também, apesar de não ser com a mesma frequência de um lobo. Preciso mais de sangue do que de qualquer outra coisa. – Explicou.
– Ah... E-eu, posso te perguntar uma coisa? – Comecei gaguejando.
– Claro. – Concordou.
– Qual é o seu nome? – Eu tinha que saber, afinal não dava para ficar me referindo a ele como homem, ou vampiro o tempo todo.
– Pode me chamar de Miyavi. – Falou. – E o seu?
– Nao. – Informei.
– Ok Nao. Eu sei que o Kai não quer que eu te submeta a um interrogatório, mas eu preciso perguntar o que exatamente aconteceu para você parar na porta dele no frio e tarde da noite.
– Achei que havia dito nada de interrogatório. – Kai se aproximou de nós com um copo de suco e um sanduiche, os colocando na minha frente.
– Eu só estou curioso. – Miyavi fez um bico manhoso e eu tive que me segurar para não rir. Era quase... Adoravel.
– Vamos deixar o garoto comer Miyvs. – Falou. – Depois podemos fazer as perguntas... – O olhar que ele me deu, deixou-me nervoso então rapidamente mordi um pedaço do sanduiche.
Nao off
oOOo
Miyavi on
Dois companheiros. Parecia tão surreal que ainda era difícil de acreditar. Mesmo quando eu tinha os meus dois companheiros ao meu lado. Mesmo quando o cheiro deles tão perto estava quase me deixando louco.
Respirei fundo tentando me controlar, pois Nao ainda tinha que responder a algumas perguntas e eu desconfiava de que não iria gostar nada das respostas. O garoto parecia subnutrido. Magro e com num ar tão... Sofrido que me dava vontade de pegá-lo no colo e confortá-lo. Protegê-lo e garantir que nada de ruim aconteceria novamente.
Isso me deixava confuso, porque essa sensação me era desconhecida até hoje. Nem o Kai me despertou esses sentimentos, mas acho que isso se devia ao fato de que o meu companheiro medico sabia e tinha condições de se cuidar. Nao me parecia desprotegido e perdido.
– Eu fugi de casa. – Perdido em meus pensamentos, me assustei ao ouvir a voz do meu companheiro.
– Por quê? – Kai perguntou e eu franzi o cenho.
– Você é menor de idade? – Perguntei confuso com o fato de ele ter que fugir de casa. Isso remetia a adolescentes que estavam fugindo dos pais.
– Não... Eu.. – Gaguejou parecendo perdido.
– Tudo bem, eu só perguntei para ter certeza de que não estamos quebrando nenhuma regra. – Me apressei em acalmá-lo. Realmente eu havia me assustado com a possibilidade de não poder reivindicá-lo por ser menor de idade.
– Eu moro... Morava com meu irmão mais velho. – Começou depois de acenar com a cabeça para a minha explicação. – Ele não é uma pessoa fácil de se conviver... – O sorriso que ele deu foi triste e meu peito se apertou. Soube que o Kai sentiu a mesma coisa quando ele apertou a mão do garoto por cima da mesa. – Ele é bem... Possessivo comigo. Não gosta que eu saia, ou converse com qualquer pessoa. – AS coisas estavam se tornando cada vez mais estranhas. Isso que ele estava descrevendo era doente, obsessivo. A raiva começou a tomar lugar.
– Ele te machucava? – Me ouvi perguntando, quase não reconhecendo minha voz que estava distorcida pela raiva.
–.... – Ele só me olhou assustado sem dizer nada. O que na verdade me dizia muita coisa.
– Miyvs... – Ouvi a voz do Kai me repreendendo. – Ele não precisa disso agora. – Ele tinha razão, então me esforcei para respirar fundo e me acalmar. – Continue Nao.
– Eu... Não tinha permissão para sair e as únicas pessoas a quem, eu podia me dirigir eram os poucos empregados da casa.
– E isso vem acontecendo há quanto tempo? – Kai perguntou.
– Desde que meus pais morreram. – Sussurrou abaixando a cabeça.
– Porque você não fugiu antes? Porque aceitou tudo isso? – Perguntei.
– Porque eu não tinha para onde ir... Não tinha a quem recorrer! – Sua voz saiu mais alta agora enquanto ele me encarava com lagrimas nos olhos. – Ele sempre fez questão de fazer as outras pessoas acharem que eu era estranho, maluco que gostava de ficar sozinho. – Continuou cada vez mais nervoso. – Quem iria acreditar em mim? Ninguem! – Ele arfava e eu sabia que ele estava movido mais por adrenalina do que outra coisa. — Ninguem, porque meu irmão calculou tudo muito bem. Como ele poderia me manter longe de todas as outras pessoas.
– Então porque agora? – Perguntei suavemente.
– Ele queria me acasalar com uma pessoa que não era o meu companheiro... Queria que eu vivesse sozinho para o resto da minha vida, sem meu companheiro. – Acho que isso é que me fez perder o controle. Quando vi minhas presas tinha descido e um rosnar saiu direto da minha garganta.
– Meu! – Imaginar um dos meus companheiros com qualquer outra pessoa me deixou maluco. Ninguem podia chegar perto deles, ninguem devia tocar qualquer um deles a não ser eu.
– Miyavi... – A voz do Kai parecia instável, mas mesmo assim ele tentava me acalmar. – Estamos assustando ele. – Minha visão se focou no meu outro companheiro que havia se encolhido quase na forma de uma bola e me olhava assustado. Tentei me acalmar, mas as imagens não saiam de minha mente por tempo suficiente para conseguir isso.
– D-desculpe... – Sussurrou. Isso realmente me fez ver o quanto de tortura o irmão dele o expôs. Isso me acalmou, pois eu soube que ele precisava de um porto seguro e não de um companheiro nervosos que não podia se controlar.
– Você não tem nada que se desculpar... – Falei após respirar fundo algumas vezes. – Eu tenho. Não queria te assustar. – Me aproximei devagar, quase com medo de que ele iria recusar o conforto que eu estava morrendo de vontade de dar. Para minha surpresa ele se aconchegou em meu colo e fechou os olhos. Kai se aproximou se sentando do seu outro lado passando as mãos em círculos sobre suas costas.
– Acho melhor arranjarmos um lugar para ele dormir. – Kai sussurrou depois de um tempo. Concordei e me levantei com ele nos braços.
– Me mostra o caminho. – Ele me levou até um quarto e eu tentei colocar o menor na cama. Tentei porque ele choramingou, alem de agarrar o meu pescoço. Depois de algumas manobras conseguimos que ele me soltasse e se aconchegasse abraçando um travesseiro.
– Eu preciso de uma bebida. – Kai sussurrou enquanto saímos do quarto.
– Eu preciso de duas. – Anunciei, fazendo com que ele sorrisse irônico.
Miyavi off.
oOOo
Narrador on
Não muito longe dali, na casa de Kyoshi, o alarme já havia sido dado. Nao havia sumido.
– Ninguem some do nada! – Kyoshi gritava. Havia sido acordado de forma abrupta por um guarda temeroso que avisou do sumiço do irmão adorado. – Ele não deve ter ido longe. Quero que vasculhem cada centímetro dessa rua e das terras adjacentes. – Berrava para todos os guardas que tinham de cuidar do seu irmão. – Acho bom encontrarem, pois se isso não acontecer, vou responsabilizar todos nessa casa. E minha ira não vai querer ser vista.
Todos na sala engoliram em seco. Na cozinha o cozinheiro rezava para que seu protegido estivesse bem longe ou no mínimo bem protegido.
Narrador off.
oOo
Kai on.
– O que vamos fazer? – Era uma pergunta que não tinha resposta imediata. Miyavi estava sentado ao meu lado no sofá tão perdido quanto eu. Um companheiro que estava fisicamente e espiritualmente quebrado era difícil de lidar principalmente porque ficávamos sem saber como agir. Quero dizer, a única coisa que passava pela minha cabeça era como eu poderia fazer as coisas melhores para ele.
– Nós temos que reivindicá-lo. – Quase engasguei.
– Ele não poderia pensar sexo agora Miyvs. – Repreendi e ele revirou os olhos.
– Embora só o cheiro de vocês dois juntos me deixa maluco, eu não estou falando sobre o sexo. – Falou.
– E do que você estava falando então? – Perguntei.
– Vocês lobos tem um olfato bem melhor do que nós vampiros e se ele fugiu do irmão, ele pode ser localizado. – Quase me bati ao reconhecer a verdade. Se ele estava fugindo do irmão era fácil encontrar pelo cheiro. – Se nós o reivindicarmos o seu cheiro irá mudar e assim vamos dificultar a vida desse cara.
– Você tem razão, mas como podemos fazer isso? O Garoto está frágil demais. – Seus olhos eram preocupados também.
– Eu sei, mas que outra alternativa temos? – Nenhuma.
– Temos de conversar com o alpha sobre o irmão do Nao. – Falei.
– Claro, mas desconfio que ainda tem alguma parte da historia que ele ainda não contou. – Falou serio. – Temos que saber de tudo antes de dar qualquer informação.
– Conco... – Antes que eu pudesse responder, ouvimos um grito vindo do quarto. Em um segundo ambos estávamos de pé e quase correndo para o quarto onde o Nao. O encontrando se debatendo na cama.
– Não... Por favor, não... — Murmurava.
– Nao, acorda... É só um pesadelo. – Miyavi murmurava. Fiquei surpreso com essa faceta do meu vampiro. Cheguei até pensar que ficaria com ciúme, mas ao contrario do que eu achava isso só me trazia um sentimento bom.
– Não me deixa sozinho... Por favor.... – Ele acordou e se encolheu no colo do Miyvs. Sentei-me ao seu lado tentando acalmá-lo. – Ele vai me achar...
– Ele não vai te achar... Nós vamos resolver isso. – Falei sereno.
– Como? Ninguem consegue lutar contra ele. – Falou choroso.
– Nós vamos resolver isso, seja de um jeito ou de outro. Mas você tem que nos ajudar e ficar calmo. – Acho que isso fez com que ele se acalmasse.
– Desculpe. – Respirou fundo. – Não consigo agir racionalmente quando o assunto é o meu irmão.
– Você acha que ele já está atrás de você? – Miyavi perguntou.
– O efeito do sonífero já deve ter passado. Então acho que eles já devem estar me procurando. – Falou.
– Sonífero? – Perguntei surpreso.
– O cozinheiro da casa me ajudou, colocou uma dose de sonífero na comida, assim pude despistar os meus seguranças e fugir. – Explicou.
– Mas como? Remédios não costumam funcionar muito bem em nosso organismo. – Repliquei.
– Ele me disse que colocou uma dose muito forte. – Deu de ombros. — Percebi que ele estava mais calmo e relaxado
– Eu acho ótimo que deu certo. – Miyavi falou e só então notei que suas mãos estavam nos ombros do mais novo fazendo algum tipo de massagem.
– Nao, nós tivemos uma ideia. – Comecei hesitante.
– Que tipo de ideia? – Ele pareceu curioso.
– Você sabe que seu cheiro vai acabar dando a sua localização para o seu irmão, não sabe? – Ele concordou com a cabeça o pânico voltando para os seus olhos. – Você sabe que nós somos seus companheiros? – Ele assentiu de novo. – Se nós o reivindicarmos seu cheiro mudará, então ficará mais difícil para o seu irmão te encontrar. – Fiquei receoso de que ele achasse que estávamos nos aproveitando da situação.
– Nós precisamos fazer... – ele ficou vermelho e eu fiquei confuso por um momento, até entender o que ele estava falando.
– Nós precisamos só te morder em um primeiro momento e o resto... – Engoli em seco só de imaginar a tortura que seria isso, mas sabia que tudo valeria a pena no final. – Nós podemos esperar. — Miyavi sorriu me apoiando, mas pude ver em seus olhos a mesma frustração que sei que estava nos meus.
– Você acha que isso funcionará? – Me perguntou.
– Pelo menos até que possamos achar outra solução, pode funcionar sim. – Ele respirou fundo antes de esticar o pescoço.
– Sim, eu concordo em ser reivindicado.
Fale com o autor