Notas iniciais
Depois de muito tempo vim postar novamente Espero que ninguém tenha desistido de mim ainda.
Este ainda não tem lemon, mas com toda a certeza terá no próximo.
Boa Leitura ♥

Fifteen

Kai on


A total entrega de meu companheiro fez com que um arrepio percorresse meu corpo e que imaginasse o quanto de tortura teríamos de aguentar até que ele estivesse preparado para o que nós tínhamos a oferecer. Miyavi me olhou com um brilho de entendimento.


– Você tem certeza disso não tem? – Perguntei querendo ter certeza absoluta do que iríamos fazer.


– Bom... Eu sei que somos companheiros apesar de não saber como posso ter dois companheiros. – Explicou olhando de mim para Miyavi e em seguida para mim novamente. – E de alguma forma sei que vocês não irão me machucar. – Respirou fundo antes de abaixar o olhar para suas mãos que brincavam com a colcha da cama. – Eu me sinto seguro.


– Você está seguro. – Miyavi se apressou a falar, arrancando um sorriso hesitante do pequeno. Confesso que me senti muito bem quando ele disse que se sentia seguro porque isso queria dizer que ele confiava em nós.


– Eu sei que vocês estão fazendo o melhor para mim.... Então... – Nos olhou novamente. – Eu tenho certeza disso. – Afirmou.


Fiquei emocionado, mas ao mesmo tempo descobri que era meio... Impessoal só chegar e mordê-lo, mesmo porque a mordida poderia ser bem dolorosa dependendo da situação. Olhei para o Miyavi em duvida, vendo que ele me olhava da mesma forma. Limpei a garganta procurando uma forma de revelar o que estava em minha mente. Miyavi revirou os olhos e antes que eu pudesse sequer perceber o que estava acontecendo, ele havia puxado o rosto de Nao para cima e o estava beijando. Começou lento, mas depois o beijo foi esquentando e... Eu quase gemi só em ver os dois juntos. Era sexy. Muito sexy. Quando o beijo findou, minha respiração estava tão ou mais acelerada do que a dos dois que estavam trocando o beijo.


Kai off.


~~O~~


Nao on.


Eu havia sido beijado! Meu primeiro beijo com alguém que se importava comigo. Porque eu podia ver que os dois se importavam com meus sentimentos, com o meu bem estar... Me entreguei ao beijo e sem nem perceber fui me deitando e logo o meu companheiro vampiro estava sobre mim. O beijo se findou com um ultimo selinho e logo estávamos nos encarando, a respiração pesada.


– Desculpe-me por ter me jogado em cima de você desse jeito... Mas alguém tinha que quebrar a tensão não? – Me ofereceu um sorriso que, particularmente achei devastador. Logo em lembrei de me outro companheiro e rapidamente procurei o seu olhar com medo de que ele estivesse chateado. Mas para minha surpresa ele parecia divertido e... Excitado também. Engoli em seco quando seu olhar se fixou em mim com um brilho que eu só pude associar com fome.


– O que você acha de me dar espaço para beijar o meu companheiro também. – Por Kami, esses dois ainda iriam me matar. Senti um arrepio percorrer o meu corpo quando ele se aproximou mais, até estar ao nosso lado. Miyavi se afastou um pouco me deixando no meio dos dois.


– Qual dos dois? – Miyavi fez graça.


– Talvez eu queira beijar os dois. – Murmurou olhando de mim para o Miyavi como se estivesse decidindo qual dos dois iria beijar primeiro.


– Isso parece perfeito para mim. – Kai sorriu, e eu... Fiquei lá com cara de bobo, porque ainda não fazia sentido algum que os dois me quisessem. Molhei os lábios tentando tirar a sensação de boca seca. Me surpreendi quando os dois gemeram com o meu ato. Quando dei por mim estava sendo beijado novamente, dessa vez pelo Kai. Seu gosto era diferente e seu beijo mais delicado, mas me acendeu da mesma forma que o beijo de meu outro companheiro fez. Eu não conseguia ter o suficiente... Gemi em protesto quando o beijo terminou e ele retirou os lábios dos meus... Gemi de novo ao perceber que sua atenção havia se voltado para Miyavi e que agora eles estavam se beijando.


– Ah... – Um gemido escapou de meus lábios chamando a atenção deles para mim. Miyavi me puxou para a posição de ajoelhado com ele em minha frente e com Kai atrás de mim.


Meus lábios foram tomados em mais um beijo, que me tirou o ar. Senti as mãos de alguém que não me preocupei em saber quem, acariciarem o meu pescoço. Me arrepiei quando outro par de mãos foi parar em minha cintura.


– Humm... – Não pude distinguir quem gemeu, mas senti minha pele formigar. Eu precisava tocar... Precisava ser tocado.


As caricias em meu abdômen continuavam, eu levantei meus braços rodeando do Miyavi que estava em minha frente. Senti um beijo em meu pescoço e me soltei do beijo para recostar a cabeça nos ombros do Kai. Vi eles trocarem mais um beijo, as caricias continuando me causando uma sobrecarga sensorial. Gemi novamente ao sentir outro beijo em meu pescoço. Alguém raspou os dentes em minha pele, mas eu realmente já havia passado do ponto de me importar com quem. Logos um par de bocas estava me levando á loucura, Podia sentir meu baixo ventre se contrair de excitação, apesar de ninguem ter me tocado abaixo da cintura. Isso era incrível. Eu nunca havia me sentido assim... Nunca.


Nao off.


~~O~~


Miyvs On.


Acho que quem inventou a expressão “se sentir no céu.” Viveu uma situação bem parecida com a minha. Era indescritível a sensação de ter os meus dois companheiros desse jeito. Entregues, excitados. Meus.


Estava extremamente difícil me segurar e lembrar que teríamos de esperar o Nao estar pronto.


Pode parecer confuso, afinal se prometemos que não faríamos nada demais, porque começar algo? Existe uma razão para que a mordida de acasalamento fosse dada durante o sexo. A razão é que uma mordida poderia ser bem dolorida se nossos companheiros não estivessem perdidos em prazer. Não queriamos que nosso companheiro sentisse dor de forma alguma. Já bastava o que ele estava passando com o irmão.


Ouvi um gemido e me foquei novamente no que estava fazendo. Afundei meu rosto no pescoço do meu pequeno companheiro sentindo o seu cheiro que há esta hora estava deliciosamente misturado com o cheiro do Kai. Como um vampiro fiquei satisfeito com o resultado da combinação dos dois cheiros. Quase perdi o controle totalmente, mas consegui me controlar no ultimo segundo. Levantei os olhos para Kai que parecia estar na mesma situação que eu. Em um acordo não falado, nós dois mordemos o Nao, um de cada lado do pescoço.


O pequeno lobo se tencionou por um momento, antes de soltar um gemido suave. Seu gosto era quase tão bom quanto ao cheiro. Delicadamente lambi a marca da minha mordida sentindo o lobinho estremecer sob mim.


– Isso foi... Intenso. – Kai murmurou olhando para mim.


– Eu não acharia palavra melhor. – E olha que eu e o Kai nem havíamos nos acasalado ainda. Imagino quando eu puder fazer o que eu quiser com os meus dois companheiros. Balancei a cabeça tentando tira os pensamentos que haviam se instalado nela.


– Você está bem? – Perguntei para Nao erguendo levemente sua cabeça fazendo com que ele olhasse para mim.


– Um pouco mais do que bem. – Sorriu para mim passando levemente as mãos pelo pescoço, estremecendo ao tocar em uma das marcas recém-feitas. – Isso vai ser sempre assim? – Perguntou baixinho.


– Sempre que um de nós tocarmos em suas marcas. – Demonstrei me abaixando e beijando a marca que Kai havia feito. Ele gemeu.


– Miyvs... – Levantei a cabeça com relutância olhando para um Kai de olhos escurecidos de desejo, mas tentando se controlar. – Nós prometemos.


– Eu sei. – suspirei, me afastando minimamente. – Acho que o melhor é deixarmos o Nao descansar. – Ninguem sabe o quanto me custou para dizer essas palavras, mas Kai realmente tinha razão.


– Vocês podem ficar comigo? – A voz do nosso companheiro não passava de um sussurro desesperado e eu seria muito insensível se não pudesse atender o seu pedido.



– Claro que podemos. – Kai respondeu antes que eu pudesse. Ajeitamos-nos na cama com Nao ficando no meio. Ficamos assim um tempo, quietos. Só sendo ouvido o som de nossa respiração. Logo tanto Nao quanto Kai estava dormindo.


– Isso vai ser muito difícil. – Suspirei em voz alta depois de um tempo. Imagina a tortura que eu não estou sofrendo. Dois companheiros, mas não posso tocar nenhum do jeito que eu quero. Tentando encontrar uma posição menos incomoda, me virei de barriga para cima. Imediatamente Nao se aconchegou mais perto de mim.


É, realmente as coisas seriam bem difíceis.


Miyvs off

~~O~~


Reita on.


Observei meu companheiro dormindo e sorri bobamente ao me lembrar de como ele havia nos dado a solução facilmente. Lembrar de mais cedo trouxe-me preocupação. Juro que não sabia bem como assimilar tudo o que havia sido dito. O companheiro do meu melhor amigo ser um vampiro já havia sido bastante chocante. Descobrir que tudo o que estava acontecendo foi arquitetado por outro vampiro, que estava do nosso lado e ainda por cima era companheiro do medico da matilha, quase me fez cair para trás. Isso é muito confuso e fora da nossa realidade. Vampiros e lobos foram inimigos por muito tempo, e isso me faz pensar em quantos lobos e vampiros ficaram sem seus companheiros porque ele era da raça inimiga? Quantos morreram sem sequer imaginar que seus companheiros não eram da mesma espécie que eles? Quantos ainda iriam perder uma oportunidade única de encontrar a sua alma gêmea, seu parceiro para a vida inteira por ter o preconceito arraigado demais em si? Preconceito que foi passado de pai para filho por séculos. Isso me deixava triste. Triste por aqueles que não poderiam encontrar a felicidade da forma que estou encontrando a minha.


Puxei Ruki mais para perto e inspirei o seu cheiro. Só de pensar no que poderia ter acontecido com o meu companheiro se eu não tivesse chegado a tempo... Apertei ainda mais.


– Tá tudo bem Aki? – Ouvi sua voz rouca pela falta de uso e mesmo assim muito sexy.


– Eu não queria ter te acordado. – Sussurrei de volta.


– Eu posso quase ouvir suas preocupações. – Riu se afastando um pouco para olhar meu rosto – Você sabe que se preocupar com antecedência assim não vai adiantar nada não é?


– Eu sei... Mas não consigo me impedir. – Fiz um leve carinho em seu rosto. – Minha condição de Alpha natural faz com que eu me preocupe com a matilha.


– Você acha que meu plano vai dar certo? – Perguntou e eu pude sentir sua apreensão.


– Acho que sim. Mas acho que devíamos fazer uma reunião para deixar todos informados. – Falei.


– Mas e os tais espiões? – Perguntou.


– Não seria com a matilha inteira, porque reconheço que seria arriscado, mas entre os que confiamos. – Pensei.


– Mas como? Se nos juntarmos para fazer a reunião todos irão especular sobre o que falamos. Isso poderia alertar Ryu. – Explicou.


– Eu até concordo, mas ainda acho que deveriamos juntar nossos aliados e os colocar a parte do que está acontecendo, mesmo porque se for inevitável e tivermos de brigar com o coven desse maluco, teremos de ter toda a ajuda que pudermos.


– Você está certo. – Concordou. – Mas como vamos fazer para que Ryu não desconfie?


– Não sei... – Respondi. – Podemos arrumar alguns subterfúgios... — Uma ideia iluminou minha mente. – Vamos fazer a tal reunião no coven do Takashima.


– Mas será que não vai ser perigoso? Ryu deve estar vigiando lá também.


– Eu pensei nisso. Mas irei fazer como se fosse uma operação de resgate. – A ideia começou a tomar forma em minha mente.


– Como assim? – Senti que ele estava curioso.


– Amanhã, pequeno. – Era mais fácil falar no dia seguinte, quando Aoi e Takashima estariam conosco.


– Isso é só para me deixar curioso? – Ruki fez um bico tão fofo que não tive alternativa senão beijá-lo.


– Pode ser... – Respondi, fazendo com que ele se emburrasse ainda mais. – Não fica assim pequeno. – O puxei para mais perto, depositando beijinhos em seu pescoço, sabendo bem como fazer para que ele se derretesse.


– Isso é golpe baixo... – Mais gemeu do que falou me arrancando um sorriso.


– Golpe baixo neh? – em um movimento nos virei de forma que fiquei sobre meu pequeno ainda depositando beijos em toda a pele que eu pudesse encontrar e alcançar.


– Muito, muito baixo. –Puxou meu rosto ao nível do seu e logo estávamos perdidos em um beijo. Os problemas poderiam ficar para o dia seguinte.


Reita off.

~~O~~

Narrador on.


Ryu estava em seu escritório, pensando nas informações recebidas por Miyavi. Reconhecia que o fato de seu braço direito ter um companheiro dentro da matilha Suzuki, poderia ser bem proveitoso para ele, mas ainda não conseguia afastar a sensação de que tinha alguma coisa por trás disso tudo.


– O que realmente está acontecendo? – Perguntou em voz alta para ninguem em especial. Franziu o cenho porque odiava ficar no escuro, odiava não saber exatamente onde estava pisando.


Levantou a cabeça ao ouvir passos no corredor, logo alguém bateu na porta.


– Mestre... – Um rapaz de aparencia delicada entrou no aposento após Ryu assentir. Um dos seus tão admirados troféus. Atualmente o preferido.


– Chegue mais perto. – Ordenou e assim o rapaz parou em sua frente. — Como estão as coisas no salão?


– Todos estão se perguntando o porquê de Miyavi ter ido embora. – Observou se sentando no colo de seu mestre.


– Ele não foi embora. – Falou acariciando o pescoço do pequeno escravo. – Ele está em um trabalho.


– Mas dizem que ele encontrou o seu companheiro. – Insistiu o pequeno.


– Isso não muda nada. – Ryu na verdade não acreditava em companheiros. Achava que tudo não passava de baboseira, mas, no entanto o “companheiro” de Miyavi iria ajudar e muito. Então ignorava. – Miyavi pertence a mim. Assim como você pertence a mim. – Ao terminar a frase, puxou o cabelo do escravo com força fazendo com que ele exibisse o pescoço que foi imediatamente mordido, o garoto soltou um grito estrangulado. Ryu sabia que isso causaria dor, mas não se importava. Ele precisava marcar propriedade. Precisava provar para si mesmo que o poder ainda não havia abandonado suas mãos.


~~O~~

A manhã veio cedo demais para uns, mas para outros ela chegou com uma nova luz para questões ainda não resolvidas.


Kai acordou com uma sensação ótima, Se sentia bem e completo de um jeito que já não sentia há muito tempo. Nao ainda estava dormindo assim como Miyavi. Levantou-se como cuidado de se desvencilhar dos companheiros sem acordar ninguem.


Foi ao banheiro fazer sua higiene pessoal, e voltou para o quarto observando os dois na cama. Eles faziam um belo casal, ficavam bem juntos. Os três ficavam bem juntos. Mas como poderiam fazer com tantos problemas? A matilha sendo ameaçada, Miyavi correndo riscos e Nao sendo perseguido. O que poderia fazer para ajudar seus companheiros?


Enquanto isso na casa do Alpha Reita tratava de colocar os aliados a para da ideia que teve.


– Mas não será arriscado? – Aoi perguntou. A ideia era até bem simples, mas o receio de que Ryu descobrisse o plano era grande. A única chance que eles tinham de vencer era fazer com que o vampiro mestre desc0nfiasse o mínimo possível.


– Infelizmente nada que fizermos a partir de agora está isento de risco. Temos que organizar tudo. – Reita contrapôs.


– Então a sua ideia é de que Ryu pense que você está desconfiando de Kouyou? – O pai de Reita perguntou.


– Isso vai fazer com que ele se sinta mais confiante.


– Ou mais desconfiado. – Uruha mostrou seu ponto.


– Estamos apostando nossa vitoria, na soberba de Ryu. – Reita explicou. – Ele é capaz de se cegar pelo sentimento de que é o melhor, e infelizmente estamos em desvantagem aqui. Somos os únicos que tem que arriscar alguma coisa, ele somente tem que esperar os planos darem certo.


– Você está certo. Temos que começar a articular aliados de outras matilhas, porque se Ryu descobre tudo antes do tempo estaremos ferrados. – Uruha cedeu por fim. – Mas quem você pretenda que participe dessa reunião.


– Só as pessoas em que confiamos. As que precisam saber. – Reita esclareceu. Confiava em sua matilha, mas já havia sido avisado que havia espiões, então ele não poderia correr riscos desnecessários. Pretendia reunir os guerreiros que sempre o acompanhavam e que tinha certeza de poder confiar sua própria vida a eles.


– E então já que decidimos fazer a tal reunião, fica a duvida de como vamos fazer. – Aoi falou.


– Eu tive a ideia do coven, porque assim podemos agir como se eu estivesse indo para tirar minhas duvidas. E para isso vou montar uma comissão de reconhecimento. – Reita falou orgulhoso de sua ideia.


– O que isso? – Ruki perguntou.


– Bom é quando montamos um tipo de conselho próprio para que haja uma conversa com um possível inimigo. – Explicou. – Basicamente eu junto certa quantidade de pessoas que irão me acompanhar na visita que farei para Takashima. Eles irão me ajudar a reconhecer no coven deste, se há alguma ameaça contra a nossa matilha. Isso não acontecia desde muito tempo atrás, mas ainda é valido e legitimo.


– Você realmente pensou em tudo. – Aoi estava meio surpreso de que Reita conseguisse pensar em um esquema tão bem formado em apenas uma noite.


– A ideia simplesmente me veio, sem que eu pensasse muito. – Deu de ombros.


A campainha escolheu este momento para tocar deixando todos na mesa preocupados, afinal ultimamente toda a vez que a campainha tocava era para trazer alguma noticia preocupante.


– Que não sejam más noticias. – Ruki suspirou.


– Bom dia. – Miyavi entrou na sala de jantar com um sorriso.


– Bom dia. – Reita olhou para o convidado curioso, com o horário da visita. — Aceita tomar café conosco?


– Não, tomei café antes de vir. – Se sentou em uma cadeira, pensando em uma forma de falar o que tinha que falar.


– Algum problema? – Uruha perguntou percebendo que o outro estava nervoso.


– Na verdade não é um problema... Quero dizer é quase. – Se embolou nas palavras.


– Como assim quase? – Aoi perguntou.


– Já aconteceu de um lobo da sua matilha ter mais de um companheiro? – Resolveu perguntar de uma vez.


– Mais de um companheiro? – Reita olhou para o pai com duvida. Haviam lendas, mas ele não tinha certeza de serem verdadeiras. – Porque a pergunta?


– Porque Kai e eu encontramos o nosso outro companheiro ontem. – Falou quase sem respirar entre uma palavra e outra.


– Outro companheiro? – Uruha engasgou. – Como isso pode acontecer?


– Bem... – O Alpha parecia estar pensativo. – Havia uma raça de lobos que obrigatoriamente tinham mais de um companheiro, mas ela está extinta.


– Extinta desde quando? – Miyavi perguntou.


– Desde a grande guerra. – Explicou. – A raça tri Omega era especial, não só por ter dois companheiros, mas por terem poderes inestimáveis para uma matilha. Por isso eram os alvos principais da ganância de outras espécies. Mas principalmente da nossa espécie. Depois da guerra não se houve noticias de nenhum.


– Será que esse é o caso do Nao? – Miyavi perguntou mais para si mesmo do que para os outros.


– Espera um pouco. – O Alpha pediu. – Seu Companheiro é o Murai?


– Eu realmente não perguntei seu sobrenome, estava muito ocupado ficando chocado, mas se ele morar com o irmão perto da casa do Kai... — Deixou a frase incompleta.


– Se for ele, seu cunhado não deve estar muito satisfeito. – Reita entrou no meio. – Kyoshi é muito estranho, e parece nutrir certa obsessão com o irmão.


– Ele estava fugindo do irmão. – Informou. – Acho que vocês deveriam ficar de olho nesse tal de Kyoshi. Nao morre de medo dele.


– Porque ele fugiu? – Uruha perguntou.


– Ele não falou muita coisa, mas é obvio que foi abusado. – Miyavi fechou os olhos e se recostou na cadeira parecendo preocupado. – Ele se encolhe toda vez que ouve um barulho e só fica confortável quando está perto do Kai ou de mim.


– Kyoshi deve estar atrás dele. – Reita observou.


– Imagino que sim... Mas tomamos algumas precauções para que isso se torne mais difícil. – Miyavi anunciou. – O revindicamos ontem mesmo.


– Por causa do cheiro não é? – Aoi mais afirmou do que perguntou.


– É. Mas estamos muito preocupados. Nao se recusa a entrar em detalhes e desconfiamos de que há ainda muita coisa escondida para revelar.


– Isso está ficando cada vez mais complicado. – Uruha comentou. – Parece que assim que começamos a resolver um problema, aparece outro para tomar o lugar.


– O jeito agora é fazer de tudo para resolver todos. – Reita falou.


– Receber uma ajudinha também não iria machucar não é? – Ruki perguntou.


– Não Taka, seria muito bom receber alguma ajuda.


Notas finais
Gostaram? Reviews? *olhar pidão*