Quem Tem Medo do Lobo Mau?
16 Sixteen
Notas iniciais
Chapie atrasado era para ter sido postado segunda, mas aconteceu alguns problemas aqui em casa no domingo e eu perdi o chapie e quando achei na segunda minha cota de internet do mês havia acabado e só voltou hoje. O que importa é que ele chegou.
Aviso: Contem relacionamento sexual entre três pessoas do mesmo sexo. Se não gosta não leia ok?
Fiz com carinho e espero que vcs gostem.
Sixteen
Narrador on.
Miyavi estava um pouco nervoso. Nervoso mas confiante de que havia feito à coisa certa. Caminhou pelos corredores tão conhecidos. Aquele lugar por muito tempo havia sido sua casa, seu teto. Mas em nenhum momento ele poderia dizer que o coven havia sido um lar. Balançando a cabeça para tentar não ficar com pensamentos melancólicos.
Respirando fundo, bateu na porta do escritório de Ryu.
– O que te trás aqui Takamasa? – O mestre vampiro perguntou, fazendo com que Miyavi rangesse os dentes ao ouvir seu nome. Com a maior calma que pode reunir se sentou displicente na cadeira, tentando parecer completamente confortável.
– Você não disse que queria relatórios? – Perguntou com sarcasmo.
– Tão cedo? – Ryu levantou as sobrancelhas em duvida.
– Aquela matilha fervilha. – Colocou os pés em cima da mesa ignorando o olhar que o outro lhe lançava. – Você quer saber das novidades ou não?
– Fale. – Ordenou.
– O herdeiro do Alpha está desconfiado de Takashima. – Falou mexendo em um dos enfeites da mesa.
– Desconfiado? – Ryu perguntou parecendo estar em duvida. – Porque ele estaria desconfiado?
– Porque ele não acredita que seu companheiro tenha qualquer relação com vampiros. Ele acha que isso é uma mentira para se aproximar da matilha. – Em fim se dignou a olhar o vampiro tendo que segurar o sorriso que queria escapar ao ver que Ryu parecia satisfeito. “Essa ele já engoliu” Pensou satisfeito, mas manteve a expressão do rosto firme. – E convenhamos de que tudo parece levar ao Takashima não é? Primeiro o lobinho, depois.... – Se deu conta de que Ryu não sabia sobre o acasalamento de Uruha com Aoi e ficou em duvida se contava ou não.
– Depois o que? – Ryu perguntou arqueando as sobrancelhas.
– Depois... Não está confirmado, pois os dois não assumem, mas parece que Takashima encontrou seu companheiro. – Resolveu contar, mesmo porque Ryu saberia de uma forma ou de outra, mas se fosse por ele poderia ser melhor. Viu que o vampiro mais velho se tencionou com a palavra companheiro. – E para sua sorte, ou azar, ele é o provável futuro Beta da Matilha. – Falou vendo Ryu fechar a expressão, o ambiente ficando mais tenso a cada segundo.
– Shiroyama? – O mestre vampiro quase rosnou o nome, sua testa se franzindo em uma expressão que demonstrava desagrado.
– Melhor amigo e braço direito do Reita. – Completou.
– Uruha está acasalado com Shiroyama? – De repente sua expressão passou de raiva para um sorriso irônico. – Aposto que o bastardo do Pai de Yuu está se revirando no tumulo.
– Você conheceu Shiroyama pai? – Miyavi perguntou curioso com o tom do comentário.
– Tive o desprazer de conhecê-lo há muito tempo atrás... – Miyavi pensou ter visto um brilho fugaz de dor e tristeza no olhar do grande vampiro, mas passou tão rápido que ele não pode ter certeza. – E então? Você não me respondeu se eles se acasalaram.
– Eu não sei, não estou tão intimo assim. – Mentiu, torcendo para que Ryu não descobrisse nada antes do tempo. – Mas o clima por lá anda muito tenso. Fiquei sabendo que Reita está organizando uma comissão de reconhecimento para ir até o coven de Takashima.
– Comissão de reconhecimento? Achei que nem se usasse isso mais hoje em dia. – Ryu falou pensativo.
– Olha, eu não sei de detalhes, mas sei que o lobo está desconfiado de Takashima. – Falou.
– Você vai? – Ryu perguntou.
– Eu ainda não sou tão digno de confiança assim, mas... – Ryu parecia bem interessado. – Meu companheiro é, então eu posso arranjar um jeito de ir, se ele for convocado.
– Eu quero saber de tudo o que acontecer lá. Arranje um jeito de ir. – Ordenou. – Agora eu preciso resolver algumas coisas... Você pode sair. – Disse sem olhar para Miyavi, preferindo olhar para o nada ao invés. – E eu espero noticias suas ok?
– Ok. – Miyavi murmurou de volta, pensativo e surpreso com o quanto Ryu estava diferente. Saiu da sala, deixando o Mestre com velhas lembranças para trás.
oOo
Uma semana depois...
Nao estava ficando louco. Uma semana. Sete malditos dias em que ele dormia entre seus dois companheiros, sem poder fazer nada. Sabia que os seus homens só queriam o melhor para ele, mas... Ele queria ser reivindicado totalmente, sem deixar nenhuma margem para duvidas.
Suspirou enquanto descia as escadas indo à cozinha para tomar café. Sabia que Kai ainda estava em casa, mas Miyavi havia comentado na noite anterior que teria que sair para resolver alguma coisa com o filho do Alpha.
Respirou o cheiro de comida e seu estomago roncou. Havia descoberto durante a semana que seu medico também era um ótimo cozinheiro. Sorriu enquanto se apressava para a cozinha, onde viu Kai as voltas com uma frigideira.
– Bom dia. – Cumprimentou antes de se sentar a mesa da cozinha. Kai se virou e lhe ofereceu um sorriso radiante antes de voltar para as suas panquecas.
– Bom dia amor, dormiu bem? – Perguntou sem se virar. Nao corou de prazer pelo “amor” pronunciado com tanto carinho. Adorava quando os seus companheiros o chamavam assim.
– Sim. – Respondeu, observando enquanto Kai terminava com o fogão e levava as panquecas à mesa.
– Você parece meio abatido. – Comentou ao olhar analisar o rosto do companheiro. – Se sente mal?
– Não... Meio entediado por ter de ficar aqui dentro o dia inteiro. – Falou enquanto comia.
– Desculpe por isso, mas seu irmão ainda está a sua procura e não podemos arriscar que ele tenha qualquer pista de que você está aqui. – Kai explicou, pegando a mão de seu companheiro por cima da mesa.
– Eu sei... – Nao levantou o rosto sorrindo e tentando esconder o tremor que lhe atingiu só em ter os dedos de um de seus homens nos seus. – Eu só sinto falta de pintar e...
– Pintar? – Kai ergueu as sobrancelhas e Nao ficou vermelho.
– Eu desenhava e pintava escondido quando morava com meu irmão. – Abaixou os olhos não querendo encarar o outro. Sentia extrema vergonha de parecer tão fraco.
– Serio? – Kai estava agradavelmente surpreso e curioso. – Eu não tinha ideia de que você pintava.
– Quando eu podia... Meu irmão não gostava muito de me ver distraído com minhas pinturas. – Desviou o olhar, sem querer se lembrando dos castigos administrados pelo irmão toda a vez que o pegava pintando. Em um segundo Kai estava ao seu lado, o forçando a olhar para cima.
– Não fique assim... — Pediu ao ver o semblante triste de Nao. – Se você me fizer uma lista do que precisa, eu arranjo um jeito de trazer para cá sem que seu irmão desconfie.
– Você faria isso por mim? – O coração do medico falhou uma batida ao ver o olhar do pequeno lobo que estava entre demonstrar choque e esperança. Com um carinho singelo em sua bochecha Kai sorriu.
– Claro que faria. – Nao correspondeu o sorriso, antes de se levantar e abraçar Kai com força.
– Obrigado... Obrigado. Você não sabe o quanto me fez feliz agora. – Falou entre beijos que distribuía no rosto do mais velho.
– Eu acho que tenho uma boa idéia. – Kai respondeu com um sorriso que iluminou todo o local. Apertou os braços em volta da cintura do outro correspondendo o abraço. – Fico feliz quando você está feliz. – Nao levantou o rosto para olhar nos olhos do medico, seus lábios a distancia de uma respiração. Distancia esta que deixou de existir quando o pequeno tomou coragem e beijou seu companheiro.
Kai gemeu ao sentir os lábios macios do menor contra os seus e imediatamente abriu passagem para investida tímida, mas firme do outro. Tateando as cegas atrás de si, Kai conseguiu encontrar uma cadeira e se sentar, colocando o companheiro em seu colo. Quase perdeu a razão naquele momento, mas duas coisas o impediram.
1° A promessa que havia feito.
2° Miyavi não estava ali com eles e não parecia certo que algo tão importante como a primeira vez de Nao, fosse acontecer sem um dos companheiros.
A contragosto partiu o beijo e respirando pesadamente encostou o rosto no pescoço do pequeno.
– Eu tenho que... Me trocar para ir a clinica. – Explicou ainda se ar. Nao somente assentiu antes de se levantar. – Enquanto isso, porque você não faz a lista? Assim eu tento trazer o que você precisa hoje mesmo.
– Tudo bem. – Observou o lobo medico caminhar até a porta da cozinha. – Kai... Obrigada.
– Tudo para o meu companheiro. – Sorriu ao responder.
– Tudo menos o que mais quero. – Falou baixinho, mas Kai já havia saído.
oOo
Naquela noite Kai cozinhava enquanto pensava no quanto àquela semana havia sido difícil. Conviver com seus companheiros era muito bom, apesar de algumas diferenças. Mas em contrapartida a tensão sexual era tanta que mais um pouco eles poderiam pegá-la na mão. Ver sem poder fazer nada... Tocar quando não fariam nada alem disso. Suspirou antes de sentir fortes braços o envolverem e reconhecer o cheiro de Miyavi.
– Algum problema? – O mais alto sussurrou em seu ouvido.
– Não... Eu só estou um pouco frustrado... – Explicou se virando para poder olhar para o rosto. – E preocupado com essa tal reunião.
– Vai dar tudo certo na reunião, você vai ver... – Sorriu antes de beijar levemente os lábios do mais novo. – E quanto à frustração, você sabe que eu me sinto da mesma forma. Mas temos que ir com calma, pelo Nao.
– Eu sei... – Suspirou fechando os olhos por breves momentos, antes de balançar a cabeça e ensaiar um sorriso. – Falando em nosso pequeno companheiro, descobri hoje que ele gosta de pintar.
– Serio?- Miyavi sorriu diante da imagem que sua mente havia conjurado. Um Nao compenetrado sujo de tinta.
– Sim. Eu até trouxe algumas coisas para ele hoje. – Agora foi à vez de Kai sorrir ao se lembrar da felicidade do outro lobo quando havia chegado mais cedo com os materiais de desenho e pintura.
– Onde ele está? – Miyavi perguntou. – Senti a falta de vocês hoje... – Confessou apertando os braços que ainda estavam em volta de seu companheiro. Abaixou a cabeça inalando o cheiro de Kai.
– Ele está lá em cima desde que cheguei com o material. – Informou depositando um beijo no rosto do tatuado. – Eu também senti sua falta e tenho certeza de que o Nao também.
– Eu vou subir para vê-lo. – Informou antes de beijar os lábios do medico. O beijo evoluiu e quando se deram conta, estavam agarrando um ao outro com um quase desespero. Pararam o beijo, ofegantes e com rosto vermelho.
– É melhor você ir... – Kai murmurou somente alguns centímetros separando seus lábios. – Antes que esqueçamos os bons modos e nossa promessa de ir devagar.
–Você tem razão. – Miyavi concordou com um suspiro. – Eu preciso mesmo de um banho gelado. – Falou meio serio, meio querendo fazer graça. Kai riu enquanto observava o companheiro sair da cozinha.
oOo
Miyavi on
Fiz meu caminho para o segundo andar a casa, ainda meio incomodado. Não era para menos, afinal ter uma semana de pura tortura e ainda com uma ereção pode ser bem incomodo. Só o cheiro dos meus companheiros já me deixava ligado e excitado a ponto de sustentar uma ereção que me parecia eterna.
Quando entrei no quarto Nao estava sentado na cama distraído desenhando alguma coisa em um caderno. Sorri diante da cena.
– Ei... Chamei baixo não querendo assustá-lo e estragar o que ele estava fazendo. Senti uma espécie de calor envolver meu peito quando ele sorriu genuinamente feliz em me ver e largou o caderno na cama, se levantando e indo ao meu encontro ficando na ponta dos pés me oferecendo seus lábios para um beijo. E eu seria muito idiota se recusasse. Abaixando ligeiramente o abracei pela cintura tomando-lhe os lábios em um beijo doce... Quase reverente. Beijá-lo era diferente de beijar o Kai. Era mais calmo talvez porque ele me parecia mais frágil e carente.
– Eu senti sua falta – Ele sussurrou quando o beijo terminou. Nao era bastante tímido, mas esta semana ele havia se soltado um pouco. Pelo menos com Kai e comigo. Mas isso não o impedia de ficar extremamente vermelho quando externava algum sentimento. O que era muito fofo. Depositei mais um beijo em seus lábios.
– Eu também senti a sua... – Ele sorriu e eu o retribui. – O que você estava fazendo? – Perguntei curioso.
– Ah... Somente um desenho.... Não é nada demais. – Corou desviando o olhar. O que obviamente me deixou mais curioso ainda.
– Eu posso ver? –Perguntei dando a opção de ele me dizer não, apesar a minha latente curiosidade.
– Não está bom e... – Me surpreendi quando ele conseguiu ficar ainda mais vermelho que antes.
– Por favor? – Sussurrei em seu ouvido sentindo seu corpo estremecer.
– O-ok. – Com um suspiro ele saiu de meus braços e foi até a cama pegar o caderno. – Mas realmente não está bom. – Explicou ainda com os olhos baixos enquanto trazia o caderno até a mim. Pisquei espantado com o desenho. Era simples, mais como se fosse um esboço meu e de Kai. Estávamos abraçados, sorrindo um para o outro. Mas o que mais me impressionou foram os detalhes do desenho, quero dizer quase nem parecia um desenho. Cada linha do meu rosto, assim como o de Kai estava ali com uma precisão e fidelidade quase inacreditável.
– É lindo... – Murmurei ainda maravilhado. – Você é muito talentoso – Ergui meus olhos para o seu rosto.
– Obrigado. – Agradeceu ainda vermelho, mas dessa vez a vergonha estava acompanhada por um sorriso.
– Não precisa agradecer quando estou dizendo a verdade. – Falei me inclinando para beijá-lo novamente e novamente... Até que o caderno caiu de minha mão completamente esquecido enquanto eu tomava mais e mais de meu pequeno companheiro.
Céus! Estava sendo uma verdadeira tortura essa semana. Com um gemido mais forte o puxei mais apertado contra mim passando minhas mãos por sua cintura, esgueirando por debaixo da camisa que ele usava, precisando tocar a pele macia que eu sabia que ele tinha. Ele gemeu se colocando na ponta dos pés enquanto choramingava. O som tendo ligação direta com meu membro. Me virei e andei com ele até sentir que as costas bateram na parede do banheiro. Eu sabia que tinha que ir devagar... Mas naquele momento pensar com clareza não constava em minha lista de habilidades.
Nao apertou mais os braços ao meu redor quando me desviei de seus lábios procurando uma forma de respirar sem ter que me afastar muito. Passei a beijar o seu pescoço sorrindo com prazer quando ele arqueou a coluna e gemeu. Gemi também em reflexo. Era muito querer que eu não perdesse o controle com ele entregue daquele jeito em meus braços. Voltei a beijar a sua boca com volúpia deixando minha mão vagar livremente por seu dorso sem deixar nenhum centímetro de pele de fora da minha exploração.
O barulho de alguma coisa caindo no primeiro andar da casa me tirou da nevoa da luxuria, me dando a oportunidade de pensar com coerência novamente. Com um suspiro deixei Nao escorregar de meus braços enquanto apoiava a minha testa na dele. Fechei os olhos em uma tentativa de não ceder à imagem de meu companheiro com os lábios vermelhos e inchados por meus beijos.
– Aconteceu alguma coisa? – Kai escolheu esta hora para entrar no quarto, olhando de um para outro com curiosidade até sentir o cheiro de excitação no ar. Seus olhos escureceram. Quase gemi ao sentir o cheiro de desejo vindo dele também. De repente o ar do quarto se tornou pesado. Esses dois ainda iriam me matar com toda a certeza. Soltei Nao, mas antes que eu conseguisse completamente ele segurou minha mão com força.
– E-eu... – Gaguejou antes de limpar a garganta e fechar os olhos. Tomou fôlego. – Eu quero ser reivindicado completamente. – Falou de uma só vez.
– O que você está querendo dizer? – Perguntei ainda sem poder acreditar em meus próprios ouvidos. Kai chegou mais perto de nós com uma expressão que acredito ser igual a que eu sustentava.
– Que eu não agüento mais! Eu preciso de vocês, não consigo pensar em mais nada que não seja estar com vocês e esta historia de ir devagar está me matando! – Falou quase sem fôlego enquanto ainda estávamos com cara de paisagem. Acho que este foi o discurso mais longo que ouvimos dele em uma semana – Eu estou pedindo... Não... Estou exigindo ser reivindicado por meus dois companheiros! – Terminou ofegante.
Antes que eu pudesse sequer pensar em fazer qualquer movimento, Kai se adiantou e tomou os lábios do pequeno em um beijo que me deixou sem ar. Ver os dois juntos me dava quase o mesmo prazer que eu tinha ao participar ativamente. Me inclinei aproveitando para beijar o pescoço de Kai enquanto ele ainda beijava Nao. Uma onda de euforia me invadindo com o pensamento de que eu finalmente poderia ter os meus dois companheiros no sentido completo da palavra. Dei a volta, ficando atrás de Nao, abraçando sua cintura com possessividade, beijando seu rosto pescoço em ombro ou qualquer outro pedaço de pele que podia alcançar. Kai desabotoava a camisa de Nao enquanto eu ajudava a puxá-la dando mais liberdade para que eu e Kai explorássemos. E foi o que fizemos com gosto.
Miyavi off.
oOo
Nao on.
Não sei de onde me saiu coragem o suficiente para fazer aquela exigência, mas no final valeu a pena. Eu estava sendo tocado por meus companheiros e minha pele se arrepiava com o conhecimento. Minha camisa já havia saído há algum tempo e eu mal podia esperar para tirar o resto. Mal podia esperar para vê-los sem nenhuma roupa para escondê-los de meus olhos.
Tentei manter os olhos abertos para observá-los quando Kai desceu beijos pelo meu peito em direção aos meus mamilos, mas perdi a batalha quando seus lábios se fecharam em um deles. Gemi abafado quando outro par de lábios fez a mesma coisa com o outro. Um deles lambeu um caminho de fogo pela minha barriga, parando em cima da calça que eu ainda usava. Beijos foram distribuídos por toda a extensão de pele, fazendo meu membro pulsar como se estivesse chamando atenção para si, mesmo quando não podia ser visto. Tentei levar as mãos até lá para aliviar a pressão, mas nenhum deles deixou. Gemi meio de desejo e meio de frustração.
– Calma amor... Nós vamos cuidar de você.... – Abri os olhos vendo que os dois se encontravam ajoelhados em minha frente. Gemi com a imagem e sem pensar estendi minhas mãos para eles querendo mais proximidade. Miyavi riu ao depositar um beijo em minha barriga, enquanto Kai desabotoava minhas calças e as abaixando devagar... As mãos de Miyavi auxiliaram na tarefa de me livrar das calças. Senti um par de lábios em minhas coxas beijando e acariciando, outra boca se fechou sobre meu membro me fazendo gemer mais alto.
– Por favor... Eu preciso... Por favor. – Implorei sem saber direito pelo que, mas tendo certeza de que ficaria super satisfeito com o que eles quisessem me dar. Miyavi nos puxou para mais perto, beijando Kai primeiro com volúpia e depois focar a sua atenção em mim. Fui erguido e levado para cama, onde ele me colocou com delicadeza não deixando de me beijar por nenhum momento.
Miyavi se deitou sobre mim e senti o calor do corpo de Kai ao meu lado beijando o meu pescoço e ombro raspando os dentes sobre as marcas de acasalamento, me fazendo gemer com o choque de prazer que elas causavam.
Minhas mãos eram inquietas. Queriam tocar meus dois companheiros ao mesmo tempo. Meu lobo choramingou pela necessidade de ser tomado pelos dois. Acariciei a nuca de Miyavi descendo por suas costas fortes onde arranhei com vontade, também querendo deixar minha marca nos dois. Virei à cabeça e ofereci os lábios para Kai que os tomou imediatamente.
– Eu quero ver... Vocês dois juntos... – Ofeguei quando o beijo terminou, precisando que eles também se divertissem uns com os outros. Miyavi sorriu diante do meu pedido, passando para o outro lado da cama, deixando Kai no meio dessa vez.
Como se tivéssemos combinado, nós dois começamos a beijá-lo no pescoço, descendo calmamente em direção ao seu abdômen. Nossas mãos se encontrando e duelando na intenção de acariciar. Beijei seu mamilo me permitindo sugá-lo e mordê-lo com força o suficiente para ser sentido, e vi Miyavi fazer a mesma coisa do outro lado. Kai gemeu fortemente apertando suas mãos em minha cabeça pressionando-me de volta para onde ele queria ser acariciado. Minhas mãos desceram até o seu membro onde acariciei apertando suavemente conhecendo o seu tamanho e forma.
– Porra... Eu preciso de... – Kai murmurou enquanto ainda o acariciávamos.
– Eu sei do que você precisa... Do que vocês precisam – Miyavi anunciou com um sorriso, me obrigando a deitar ao lado de Kai, ele se ajoelhou entre nós dois tomando cada um de nossos membros em suas mãos, nos masturbando lentamente. Gemi alto sendo acompanhado por Kai, logo senti o calor de lábios ao redor do meu membro e fechei os olhos para logo abri-los quando fui abandonado. Erguendo-me nos cotovelos olhei para baixo só para gemer. Miyavi nos chupava alternando entre um e outro.
– Céus! – Ofeguei me deixando cair de novo na cama. Virando-me meio de lado beijei Kai novamente e logo senti um dedo molhado sondando minha entrada, me deixando arrepiado. Gemi mais alto sentindo meu lobo rosnar de necessidade. O dedo entrou e eu apertei os músculos e reflexo.
– Shh... Relaxe amor... – Miyavi pediu sussurrando, Kai beijou meu pescoço bem em cima da marca de acasalamento e eu me esqueci do incomodo Logo eram dois dedos e então três e eu estava tão perdido em prazer que não senti nenhum desconforto, só a necessidade de mais e mais... Eu precisava de meus companheiros.
– Kai... Miyvs.... Por favor. – Implorei.
– Você quer ser fodido Nao? Você quer um de nós dentro de você? – Kai sussurrou em meu ouvido e eu choraminguei.
– Ah... Acho que ele quer sim. – Kai se mudou para cima de mim beijando o meu ombro enquanto Miyavi falava do meu outro lado. – Hoje você vai ter o Kai-chan pequeno, você quer isso? – Choraminguei de novo minha aprovação com a idéia.
– E você? – Perguntei a voz saindo tremula e rouca.
– Eu terei os dois. – Anunciou se ajoelhando atrás do Kai.
– Pronto? – Kai me perguntou com um toque de preocupação no olhar, como se estivesse com medo de que eu desistisse. Como se tivesse alguma possibilidade de acontecer. Balancei a cabeça concordando. Imediatamente senti a cabeça de seu membro em minha entrada, pressionando firmemente, ate que me senti em casa... Senti pela primeira vez que pertencia a alguém e que não estava mais só. Meus olhos se encheram de lagrimas de emoção. Kai parou totalmente dentro de mim, me dando tempo para me acostumar a estar cheio.
– Vocês não tem ideia da imagem que estou tendo aqui... – Miyavi sussurrou detrás de Kai nos olhando de uma forma que aqueceu meu coração. – Vocês são lindos juntos.
– Miyvs... Por favor... – Kai ofegou quando foi penetrado e de repente o tempo parou. Senti nossos laços se estreitarem a cada minuto até que estávamos os três tão conectados quanto era possível.
Mas logo ficar parado não era uma opção, eu precisava que eles se mexessem, precisava me sentir possuído em todos os sentidos de uma forma que meu irmão nunca pode possuir.
– Mexam-se, por favor... – Pedi minha voz saindo distorcida, rouca. E então Kai se afastou vagarosamente me tornando super consciente de cada centímetro.
– Ahhhhhhhhh..... – Fechei os olhos totalmente concentrado em sentir. Ouvi Kai gemer também e tive a certeza de que Miyavi também estava se movendo. Pude sentir na verdade e então entendi a declaração de Miyavi quando disse que teria a nós dois. A força do impulso de Miyavi empurrava cai para mim e quando ele puxava para trás Kai também o seguia, fazendo com que de certa forma Miyavi possuísse a nós dois. Eles se moviam em sincronia me levando a um lugar que eu não conhecia e que não achava que existia. A mim só restava me agarrar aos ombros do Kai e os acompanhar. Meu lobo choramingou sua aprovação e eu não consegui impedir meus dentes de descerem. Ele queria marcar também, ele precisava afirmar posse nos meus companheiros.
– Você me aceita como seu companheiro Naoyuki Murai? – Kai me perguntou a voz tensa como se tivesse tentando se segurar.
– Sim Uke Yutaka. – Gemi antes de sentir a mordida e isso era tudo o que eu podia aguentar antes de chegar ao meu ápice. Minha visão escureceu e senti mais do que vi eles se movimentarem uma vez mais antes de me acompanharem no clímax. O tão falado nó se estendeu dentro de mim se agarrando em minha próstata, me trazendo outro clímax. Por fim caímos todos exaustos.
Ficamos parados por um momento, e logo depois senti caricias em minhas costas.
– Vocês estão bem? – Miyavi perguntou depois de alguns minutos somente abraçados. Seus braços em torno de Kai e fazendo círculos em meus braços.
– Mais do que bem... – Kai respondeu e eu balancei a cabeça concordando. Eu nunca me senti tão feliz quanto naquele momento e queria que ele durasse eternamente.
– Eu diria que bem alem do ótimo. – Falei sentindo Kai estreitar os braços em torno de mim e Miyavi apertar a minha mão.
– Que bom. – ele se inclinou mais para perto de mim depositando um beijo primeiro em Kai e depois um mim. Gemi quando ele se inclinou para mim sussurrando em meu ouvido. – Porque da próxima vez, serei eu dentro de você. – Meu cansaço desapareceu completamente ante o pensamento.
Notas finais
Reviews? *cara de gato de botas*
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