Quem Diria?
6 Capítulo 6
Notas iniciais
Acordei sobressaltada com batidas na porta.
– O que? Oi? Onde? — Limpei a suposta baba do meu rosto e me recompus – Entra – Quem eu menos esperava, apareceu entre a brecha da porta.
– Sua mãe pediu que eu viesse te acordar, já são 21:00 – Edward encolhe os ombros em forma de desculpa. Tirei o lençol para levantar e me arrependi no mesmo instante.
– Droga – Praguejei, me cobrindo rapidamente.
– Eu vou esperar lá embaixo – Fechou a porta, mas logo voltou a abrir – E bela lingerie, aliás – Grunho de raiva e pego uma roupa. Deixo meu cabelo como está e saiu sem animação alguma.
– Ah, ai está ela – Disse meu pai – Devia estar muito cansada mesmo, filha. Quer que eu prepare algo para você comer?
– Obrigada pai, eu mesma faço – Parei no meio do caminho – Oh lesado, vem comigo – Ele se levantou apressado e desastradamente e veio. Abri a geladeira e peguei uma lasanha e pizza congelada, as coloquei no micro-ondas e peguei refrigerantes.
– Que apetite – Sorriu.
– Sabe, Edwin, nunca deves dizer isso para uma garota. Claro, não se quiser alguma coisa com ela – Falei tirando sarro – E outra, estou de bom humor, então pode comer comigo se quiser.
– Anotado! E eu vou aceitar, passei uma hora te esperando – Peguei tudo e depositei sobre a mesa, em minutos eu e Edward já tínhamos devorado tudo. Bom, a maior parte foi eu. As coisas estavam tão calmas que eu estava até estranhando.
– A gente não tem que seguir o padrão dos outros, vamos ser nós mesmos. Acho que é obvio para qualquer um que a gente não se da bem.
– Deve ser por isso que o professor quis que fiquemos juntos – Falou.
– Talvez. Mas Edwin, eu não vou forçar nada. Se tiver que rolar química, vai rolar. Odeio ter que fingir alguma coisa.
– Tudo bem, mas se tirarmos nota baixa, tenha em mente que a culpa vai ser completamente sua.
– Calado – Joguei um pedaço de guardanapo nele e riu.
[…]
– Bella, posso entrar?
– Claro, Rose – Ajeitei-me sobre a cama e sorri quando ela entrou.
– Oi, estava dormindo?
– Quase, você chegou a tempo.
– Eu vim aqui te convidar para irmos ao parque de diversões.
– Mas que parque? O daqui fechou a séculos.
– Ele vai ser aberto de novo, amanhã a noite. Podemos ir? Por favor! — Fez sinal de suplica.
– Eu tenho que fazer o trabalho com o Edward.
– Arrá, você sabe o nome dele.
– Claro que sei – Dei de ombros – Só faço isso para irritar ele – Sorri. Ela sorriu com malícia para mim e apenas ignorei.
– Mas enfim, você marca com ele no domingo, repõem as horas perdidas. Mas, por favor, vamos comigo e o pessoal.
– Epa, que pessoal?
– É que... Supostamente eu convidei a Alice e o Emmett.
– Ah que lindo, e eu vou ficar segurando vela?
– Você se arruma por lá, tenho certeza – Sorriu – Marcado ou marcado?
– Ok Rose, tudo bem. Eu vou, estou sentindo falta disso, mesmo.
– Ai Bella, eu te amo. Saímos amanhã ás sete horas. Sabe como é, a fila vai ser grande. Beijos e pode voltar a dormir.
[…]
– It's goin' down, i got a timber. You better move, you better dance – Eu cantava e dançava, jogando o Lion para cima e pra baixo. Ele só ficava latindo e com a língua para fora, me encarando. Confesso, estou muito animada que hoje vou para o parque de diversões, faz tempo que não vou em um. A Rose praticamente me implorou para que eu deixasse ela me arrumar, mas nem ferrando. Usar aquelas roupas de mulherzinha, maquiagem e tudo o mais. Tô fora! Já tinha tomado meu banho e colocado minha roupa, só estava travando uma batalha entre usar o meu tênis ou a bota sem salto.
– Bella, a gente vai se atrasar – Rose grita lá de baixo. Pego a bota mesmo e saiu correndo, quase atropelando o coitado do Lion. Desço pelo corrimão da escada e meu pai me olha feio.
– Quando você cair dessa porcaria e quebrar alguma coisa, não vou te levar no hospital – Deu um tapa na minha cabeça quando passei por ele.
– Ai, seu grosso. Ok, vamos que hoje quero andar em todos os brinquedos.
– Acho meio impossível, mas ok.
– Vamos no meu carro, quero exibi-lo – Peguei a chave e sai antes que ela reclamasse de algo – E onde está os seus amigos?
– Nos encontraremos lá, no portão da frente. Ai Bella, eu acho que estou apaixonada. O Emmett é tão bobinho e brincalhão – Acho que isso é de família, pensei – Mas me trata como se eu pudesse quebrar a qualquer momento. E eu gosto dessa tenção, ninguém nunca me tratou desse jeito.
– Talvez se você parasse de ser menos puta...
– Fecha a matraca – Socou meu braço de leve. Gargalhei e logo ela me acompanhou.
– Se você gosta dele, então vai em frente. E você, Jasper? Também está tentando se dar bem com a anã, lá?
– Ela toma mais atitude que ele, você tem que ver – Rimos – Ela também está tão afim dele que nem disfarça mais. Só falta você!
– Essa eu quero ver – Jasper debochou.
– Não obrigada, estou bem sozinha.
– Argh, quero todos comprometidos. Acho tão legal fazer programas de casais.
– Rose, pelo amor de Deus, você só fala besteira. No dia que eu disser a você que estou gostando de alguém, por favor, eu deixo você dar um soco na minha cara.
– Gostei disso, super anotado – Ficamos jogando conversando asneiras, até que chegamos em frente ao parque. Caramba, o povo aqui brinca em serviço, não. Vamos passar, pelo menos, uma hora para conseguir entrar.
– Olha eles ali – Apontou para um homem que mais parecia um armário. A Alice ficava perdida ao lado dele, coitada.
– Oi Rose, oi Jazz – Alice abraçou os dois – E você deve ser a Isabella?
– A própria, e só Bella – Ela me pegou de surpresa ao me abraçar. Afastei-me sem jeito e fiquei ao lado da Rose.
– Oi gêmeos – Falou Emmett sorrindo. Seu sorriso dá um pouco de calafrios – Dá cá um abraço – Abraçou Jazz e deu um quase beijo na Rose. Deus, hoje eu vou ter que aguentar muita coisa – Oi Bella – Veio em minha direção e me abraçou, me tirando do chão. Eu ri do seu atrevimento. Tá ai, gostei. A gente vai se dar bem!
– Oi pessoal, é bom conhecer os meus futuros, já não tão futuros, cunhado e cunhada. Agora, acho melhor entrarmos na fila ou não entramos hoje.
– Não, a gente tem que esperar o...
– Bella? — Ah não, só pode ser uma super sacanagem do destino. O que essa peste está fazendo aqui? Fechei os olhos e contei até dez, me virando em seguida – Minha nossa, não acredito que você veio – Sorria para mim, segurando um algodão-doce.
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