Notas iniciais
Para quem ainda está acompanhando, peço perdão pela demora em att! Minha vida pessoal tava um pouco bagunçada, e confesso que tava sem inspiração e motivação para escrever. Mas ta aqui! Com poucas revelações em um núcleo, porém um avanço e taaaaanto em outro. Vou parar de falar. =) Boa leitura!

Elaene atravessou pela parte em que a muralha do castelo estava no chão, pulando os restos de pedras lascadas e restos de escombros. Correu o máximo que suas fracas e cansadas pernas permitiram, e quando o terreno ficou inclinado, sentiu os músculos da coxa arderem com o esforço.

Quando olhou pra trás mais uma vez, viu o castelo abandonado com melancolia e fechou os olhos não se permitindo pensar. Pensar era perigoso, e ela deveria continuar.

Valente a reconheceu e permitiu que ela se aproximasse com facilidade. Elaene o montou e galopou em direção ao sul. Como o vento, exatamente como ele pediu.

Ela evitou as estradas e sentiu-se um pouco perdida por caminhos que nunca havia experimentado. Tinha medo que eles a alcançassem e apenas parou quando imaginou que o corcel não mais aguentaria.

Há dias não se alimentava direito e raramente encontrava água para beber. Não havia vilas pelo caminho, nem refúgios para descansar. Estava exausta e assustada, como jamais esteve.

Quando Valente ajudou a encontrar um pequeno riacho dentro da mata fechada para aplacar a sede, Elaene o alisou enquanto ele bebia a água corrente com satisfação.

— Eu sei que você está dando o melhor de si, por ele. Obrigada!

Sentou-se na pedra à beira do riacho e botou a cabeça entre os joelhos deixando as lágrimas descerem e se misturarem na própria água que corria por seus pés.

— Sinto muito, Valente... — soltou um suspiro triste.

Porém, nesse instante, ouviu passos dentro da mata, e olhou para trás com susto. Caminhou em direção a espada que estava depositada no leito do riacho e tentou olhar para dentro.

Não conseguia enxergar muito longe, então secou os olhos com as costas da mão.

Ficou imóvel por um momento tentando ouvir mais algum barulho, porém apenas ouvia o som das águas calmas do riacho.

Entrou lenta e silenciosamente de volta para a mata e por um reflexo, viu a sombra de uma mulher se esgueirando entre as árvores. Ela tinha grandes cabelos negros enfeitados com rosas azuis, e um vestido leve de algodão branco e cinza.

Ficou indecisa entre chamá-la, então apenas a seguiu discretamente. Quando aproximou-se de uma clareira, a mulher sumiu de vista, mas viu um homem com cota de malha revirando o solo a procura de rastros. Quando ele levantou o olhar, seus olhos se arregalaram e Elaene sentiu os joelhos tremerem.

Quando virou para trás para correr, as pernas fraquejaram pela fome e cansaço, e ela desabou no chão. Gritou e tentou se levantar, mas a lama era espessa no local, e sentia-se afundando ainda mais. Sabia que outros homens se reuniram ao seu redor, e não haveria como escapar deles.

Aqueles malditos não a matariam pelas costas e muito menos de joelhos. Virou o corpo para cima, deitando as costas na lama, tentando se levantar para ficar em pé perante aqueles imundos.

Viu uma figura se aproximar e pensou que iria ser atingida pelo aço frio de sua lâmina. Então, aconteceu mais uma vez.

Elaene sentiu uma queimação dentro do peito, como se um fogo gélido a estivesse consumindo por dentro, e que poderia partir aquele homem ao meio só com o poder que brotava em sua mente. Quando a força que emanava parecia querer explodir para fora de seu corpo, ouviu uma voz que a tirou do transe.

— Cuidado, afastem-se dela! – Elaene escutou uma voz familiar, e notou olhos arregalados em sua volta.

Outro homem ofereceu sua mão para que ela se apoiasse. E só então, o viu. Não era um homem, e sim, um estranho garoto cranogmano.

=^=

Merlin limpava seu rosto com um pedaço de pano de algodão limpo, enquanto Elaene recuperava os sentidos e a razão, não deixando de notar o quanto ela estava pálida.

Ela sentia-se zonza e ainda havia muita fome. Viu homens a sua volta com o brasão da casa Royce e franziu a testa com estranheza.

Brienne se aproximou dos dois, fazendo uma demorada reverência, e Elaene permitiu-se esboçar um sorriso ao ver a cavaleira viva.

— O que está acontecendo, Merlin?

O rapaz manteve o semblante calmo e sereno.

— Lorde Royce soube por Uther Pendragon que vocês haviam sofrido um ataque enquanto voltavam para Camelot. Os homens de Uther procuram por vocês há dias, mas os homens do Vale encontraram o castelo em que estavam encarcerados primeiro.

Elaene olhou para as próprias mãos enquanto criava coragem.

— Arthur está... ?

— Quando seus raptores viram os cavaleiros de Royce se aproximando, fugiram. Não havia sinais de Arthur lá. Nos dividimos para seguir os dois diferente rastros que descobrimos. Deduzimos que o rastro menor seria o de vocês. Pensamos que ele estaria contigo, lhe protegendo...

Elaene fechou os olhos com força.

— Eu sei quem são nossos raptores e a quem trabalham. Precisamos avisar Robb e Uther, mas antes temos que resgatar Arthur. Ele ainda está vivo.

— Elaene, Lorde Royce ordenou a esses homens que te levem diretamente para Camelot. Estamos a poucos dias de lá. É importante que você esteja a salvo.

Elaene deu um tapa na mão de Merlin, jogando o pedaço de pano que a limpava para longe.

— Eu não o deixarei nas mãos daquele sádico desgraçado, Merlin! Você não disse uma vez que meu destino está ligado ao dele? — Segurou o ombro do rapaz enquanto suplicava — Ajude-me a resgatá-lo!

Merlin olhou para o chão e parecia refletir sobre todo o destino que agora parecia estar desaparecendo. Arthur deveria viver. De nada adiantaria Elaene viva, sem Arthur. Sem ele, a profecia não se realizaria.

Elaene viu Brienne chegar mais perto e se ajoelhar perante ela.

— Eu irei encontrá-lo, Lady Arryn. Devo minha vida à vocês.

Elaene lhe acenou em gratidão e voltou o olhar para Merlin.

— Faça com que o capitão do regimento de Lorde Royce deixe alguns homens seguirem com Brienne. Eles precisam ir, agora! Ele já possui minha eterna gratidão, mas se salvar Arthur, terá também a gratidão de Uther Pendragon. E essa gratidão, nenhum homem em Westeros poderia negar.

=^=

Próximo a Harrenhal

Arthur sabia que jamais imploraria à ninguém pela própria vida, porém, jamais imaginou que algum dia teria vontade de implorar pela própria morte.

Como se não bastasse a terrível sede que fazia seus sentidos fraquejarem, havia experimentado vários níveis de dor. Tentou pedir água, mas com a garganta tão seca, apenas o ar saiu de sua boca

“Eu deveria ter me matado enquanto ainda tinha chance de fazê-lo”. A fome doía, mas nada era pior que a sede. Nem mesmo seus ferimentos.

Estava amarrado com as mãos para trás no trono de árvore, enquanto os homens de Snow comiam alguma ave que caçaram, em volta de uma pequena fogueira.

“Bendita seja a imbecilidade desses homens, estão deixando as migalhas pelo caminho para encontrá-los” pensou, mas não permitiu ter esperanças de que aquilo realmente acontecesse.

Viu um clarão no céu seguido por um trovão, e já podia sentir as pequenas gotas de água caírem. Abriu a boca em desespero para apanhar algumas gotas, mas a copa da árvore o protegia da água abençoada. Tentou se mexer para mais longe do tronco, mas sua costela quebrada e seu ombro deslocado provocaram tanta dor, que apenas gemeu e desistiu.

Arthur sabia que nada de misericordioso viria daqueles homens, visto que havia matado tantos deles naquele maldito castelo abandonado. Já havia visto a misericórdia deles enquanto era levado arrastado de lá, após ser capturado e espancado.

Viu Areon parcialmente esfolado no pátio do castelo. Primeiro pensou que estaria morto, mas o viu balançar a cabeça levemente, enquanto um corvo bicava a carne exposta de seu peito. O amigo o havia traído, mas ninguém merecia morrer daquela forma.

Ao lembrar-se da cena teve vontade de vomitar, mas seu estômago estava vazio há muito tempo.

Fechou os olhos e tentou pensar em algo que lhe desse a mínima vontade de continuar vivendo. Lembrou-se de sua infância brincando com os irmãos na águas calmas de Avalon. A noite em que perdeu sua virgindade em um bordel próximo a Camelot. O encantamento quando viu a Fortaleza Vermelha pela primeira vez. O orgulho de si mesmo quando se tornou Cavaleiro. E ela.

Lembrou-se da primeira vez que a viu, com um olhar melancólico de luto no pátio gelado do castelo nortenho. Do banquete em Winterfell, quando sentiu o mundo parar por alguns instantes enquanto ela passava por ele. Do beijo que lhe roubou no bosque sagrado e o beijo que ela lhe roubou na tenda em Ponte Amarga. A forma com que ela cuidou dele em Dente Dourado. E a forma íntima que a tocou na estalagem em Lágrimas douradas.

Tentou imaginá-la sentada no trono de ferro, com elegantes roupas de seda vermelha e uma bonita coroa enfeitada com diamantes e esmeraldas da cor de seus olhos. Mas alguém o acordou com um chute e seu sonho se desvaneceu.

— Gostando do passeio, Pendragon? Você tem a sorte em ser importante para meu pai, e digamos que estou procurando a aceitação dele nesse momento. – Ramsay abaixou-se até ficar na altura do olhar de Arthur – Mal posso esperar para esfolar essa bonita pele que você tem.

Arthur manteve-se em silêncio. Aprendeu desde a última oportunidade em que deslocou o ombro, que o orgulho poderia ser quebrado através de uma insuportável dor, e não queria senti-la novamente. A sede já estava o matando.

Apenas virou o rosto para o lado, evitando o olhar dele, enquanto Ramsay riu em sua face e outro homem desamarrava sua mão do tronco.

Quando sentiu suas mãos livres, tombou o tronco para frente e tentou alcançar com uma mão uma grande folha que estava virada para cima e havia colhido gotas na chuva. Quando a alcançou, Ramsay pegou um pedaço de pau que estava no solo lamacento e bateu com força nos dedos de Arthur, o esmagando. Arthur sentiu que quebrou os dedos da mão, e o dedo anelar estava com uma fratura exposta na falange. Gritou apesar da pouca força e abraçou a própria mão contra o peito, tentando aliviar a dor enquanto o garoto estava com o rosto vermelho com tantas gargalhadas que ecoavam pela noite chuvosa naquela terra estranha.

=^=

Próximo a Lannisporto

Robb tomou um longo gole de vinho, e notou que sua mão estava trêmula. O dia seguinte seria o mais importante para a guerra até então.

“Stannis está batendo às portas de Porto Real. O ataque é iminente e sua força ameaçadora ”. O mensageiro havia dito.

Robb sabia que um ataque simultâneo no oeste e na Capital, dividiria as forças dos Lannisters. Se Stannis conquistasse a capital, certamente seria um problema no futuro. Mas apenas poderia cuidar de um inimigo por vez, se é que assim Stannis decidisse se portar.

Olhou para a carta em sua mesa e resistiu à vontade de lê-la novamente. Aquilo era loucura. Não havia negociado a liberdade das irmãs em troca de Jaime, jamais poderia negociar o mais importante prisioneiro em favor de ninguém, nem mesmo Elaene.

Tentou conter a notícia, porém o rapto de Elaene e Arthur espalhou-se pelas terras do ocidente e para além, em Camelot. Agora sabia que Uther estava furioso e procurava o filho desesperadamente. A situação era muito delicada. O senhor de Camelot acabara de perder brutalmente o filho caçula, e o fato de seu primogênito estar nas mãos de mercenários Lannisters, tornava tudo ainda mais tenso naquela aliança.

Além disso, não confiava mais em Lancelot. A atitude em lhe entregar uma espada de lamina cega, apenas para aumentar o sofrimento do garoto da vila, assassino de seu irmão, era inaceitável. Sentia-se atado, pois não poderia se dar ao luxo em perder homens da Campina na ofensiva em Lannisporto, porém sabia que deveria punir Lancelot pelo que fez ao rapaz.

Levantou-se da mesa e segurou a carta em uma mão, amassando-a contra sua testa. O Rei do norte parecia ter tomado qualquer vestígio de Robb Stark em si. Ignoraria a carta da mulher que amava, e seguiria com o plano. Enviaria homens para procurá-los, e não atenderia ao pedido de resgate. Era tudo o que poderia fazer por ela.

— Vossa Graça? – escutou a voz de seu escudeiro atrás de si e respondeu sem olhá-lo.

— Sim.

— A curandeira deseja ter uma palavra com a Majestade. Disse ser urgente, senhor.

Robb respirou fundo. Aquela garota o perturbava. Ela o havia visto fraquejar naquela vila maldita, e sentia-se envergonhado ao lembrar daquilo. Deveria ter deixado-a por lá, e a libertado de sua palavra ao acompanhar seu exército, mas não o fez.

De alguma forma, ela trazia um pouco do Robb Stark à tona, e gostava de pensar que ele ainda existia, embaixo das camadas mais profundas e pesadas do Rei do Norte, que o habitavam e o esmagavam.

— Deixa-a entrar.

Robb sentou-se na mesa e a viu entrar na tenda. A garota estava com o avental manchado de sangue e aparentava estar cansada. Aproximou-se dele e fez uma profunda reverência, tão desajeitada com seus modos rústicos de camponesa, que fez aparecer um discreto e impossível meio sorriso em seu rosto com o constrangimento que sentiu por ela.

— Perdoe-me, Vossa Graça.

— Levante-se e diga logo. – disse impaciente.

— É sobre Lorde Stephen. Seus ferimentos na perna.

— Como ele está?

— Cada vez pior, Vossa graça. Nenhuma das ervas surtiram efeito. Sua perna está morta. Precisamos cortá-la, ou ele morrerá em poucos dias.

— Então o faça. – sentiu-se mais irritado

— Esse é o problema, Majestade. Ele não nos permite fazê-lo. – a garota levantou o olhar para encontrar o dele, pela primeira vez – Ele é importante para o Norte, eu sei. E eu sou uma camponesa do oeste. Eu não sou ninguém. Se eu tomar essa decisão passando por cima da vontade dele... sofrerei as conseqüências...

Robb entendia a preocupação da moça. Sua posição social era delicada, e se não bastasse, seus oficiais não gostavam da presença dela entre eles. Se ela o amputasse à força, apenas uma palavra de Stephen Karhold a qualquer de seus homens, seria o suficiente para que ela aparecesse morta no dia seguinte.

Ele aproximou-se dela e a notou tensionar.

— Você é sábia... – suspirou e caminhou ao seu encontro. – Vamos.

Porém, quando Robb encostou a mão nas costas da garota para guiá-la para fora, a sentiu dar um sobressalto e por instinto dar dois passos para trás. Ele franziu a testa em confusão.

— Eu não irei lhe machucar. Ainda me tomas por um monstro?

A garota abaixou o olhar para o chão, enquanto balançava a cabeça negando o que ouviu.

— Não, Vossa Graça.Você não... você é um homem bom, decente.

Robb aproximou-se dela com cuidado e só agora que estavam próximos, pode constatar seu olhou roxo. Levou o dedo para o queixo dela e levantou seu rosto para inspecioná-la.

— Quem fez isso?

— Por favor, Majestade. Não é nada demais.

— Quem fez isso? – perguntou mais uma vez de forma firme.

— Você não entende, Vossa Graça. Eu não posso dizer, eles irão me punir. Eu lhe imploro, não dificulte minha vida ainda mais.

Robb sentiu-se furioso. Na guerra, não existiam moços e bandidos. A corja podre estava instalada até mesmo entre os Nortenhos. Era nauseante para ele imaginar seus homens agredindo uma inofensiva camponesa.

— Eu sinto muito pelo que tem passado. Isso não deveria acontecer embaixo de meu nariz. Prometo-lhe segurança a partir de agora.

— Obrigada, Vossa Graça. – disse ajoelhando-se perante ele.

— Pare com isso, garota. Levante-se, precisamos tratar de Lorde Stephen.

=^=

Robb estava deitado tentando acalmar os nervos para o dia que se ergueria a poucas horas. Julgou ter visto uma sombra refletida do lado de fora da tenda, mas logo concluiu ser o próprio cansaço e ansiedade lhe pregando peças.

Fechou os olhos, porém quando os abriu novamente, viu uma pequena figura dentro da tenda. Uma figura sob um capuz no canto perto de sua cama. Levantou em um pulo e sentiu o coração querer saltar de seu peito quando procurou por sua espada. Porém, a figura abaixou o capuz e ele reconheceu os cabelos dourados dela.

— Como você conseguiu entrar? O que, pelos sete infernos, você faz aqui a essa hora, garota? – disse enquanto se aproximou dela.

A garota não respondeu. Apenas soltou a capa que prendia em seu pescoço e a deixou correr pelo corpo até encontrar o chão. Estava completamente nua, e Robb sentiu-se congelar e não pôde reagir com o espanto que sentiu.

Ela aproveitou de sua vulnerabilidade e chegou mais perto dele, o fazendo sentir os seios expostos dela encostarem em sua fina túnica de algodão.

Sem dizer nada ela subiu na ponta dos pés e depositou um beijo nos lábios fechados dele, que ainda permanecia sem reação. Então, passou os braços pelo pescoço dele, deixando seu corpo nu colado ao dele enquanto o abraçava durante o beijo.

Robb sentiu que estava excitado quando ela o abraçou, e segurou sua cintura, dividido entre o instinto de deixar-se levar e a racionalidade de interromper o que faziam.

Quando sentiu a hesitação dele, ela levou sua pequena mão diretamente para o ponto sensível dele dentro de seu calção, que pressionava sua barriga. Não era a primeira vez que fazia aquilo, sabia como tratar um homem.

Robb suspirou asperamente e fechou os olhos quando ela lhe tocou sem cerimônias lhe massageando. Respirou profundamente e recobrindo a razão, segurou o punho dela com uma mão e interrompeu o contato.

— O que está fazendo, garota? – perguntou com uma voz fraca.

— Deixe-me cuidar de você esta noite, Majestade. Eu sei como tratar um homem. – Disse enquanto se punha sobre os joelhos ainda com o punho preso na mão dele.

Com a outra mão livre, ela retirou o membro dele para fora e o posicionou em sua boca. Quando o tomou por inteiro, Robb sentiu as pernas tremerem e jogou a cabeça para trás, soltando o punho dela.

Naquele instante esqueceu-se de tudo. Da guerra, Elaene e os valores de sua família. Apenas apreciava o toque aveludado, molhado e quente da boca dela, o envolvendo inteiro.

Quando ela subiu em sua extensão para a ponta, deslizando sua língua sobre o liquido que ali se formou, ele abriu os olhos com um gemido e olhou para baixo. A imagem que capturou foi o suficiente para fazer se entregar de uma vez. Ela lhe olhava com um olhar doce, porém lascivo, e sua boca o saboreava como se fosse uma deliciosa fruta da campina.

Robb a puxou para cima e a jogou na cama, sem se preocupar em ser delicado nem gentil. Sem se preocupar nas conseqüências do que fazia, nem mesmo no arrependimento moral que surgiria depois. A única coisa que ocupava sua mente naquele momento, era a vontade de entrar fundo nela e se satisfazer completamente.

Tudo se transformou em vermelho, e quando retomou a consciência já estava dentro dela, dando as primeiras estocadas. Imaginou que teria a machucado, pois a sentiu espichar o corpo e tensionar, mas quando fez menção em sair dela, ela o laçou com as pernas em suas costas.

Ele respirou fundo e se permitiu apreciar as estocadas daquela vez, sem pressa, a sentindo ficar cada vez mais úmida, deixando ele deslizar facilmente dentro dela. Quando intensificou o ritmo, a ouviu respirar com mais dificuldade.

— Eu deveria fazer isso durar, te tratar com carinho e lhe satisfazer primeiro. Mas pela primeira vez, em muito tempo, vou fazer o que realmente quero. Sabe o que quero, garota? – aplicou uma estocada profunda e forte e fazendo suspirar e arquear as costas em resposta. – Quero enfiar cada vez mais fundo e forte em você, até que minha semente fique aí dentro.

Quando terminou a frase no ouvido dela, aumentou ainda mais o ritmo e já podia sentir o arrepio tomar o corpo e o baixo ventre se contrair. Não segurou e se permitiu tornar um animal selvagem em cima dela, segurando forte sua cintura quando o clímax veio. Para controlar o alto gemido de prazer, Robb cravou seus dentes no pescoço dela e a ouviu gemer baixo.

Tudo ficou turvo durante um tempo, e ele permaneceu em cima dela até recuperar os sentidos e perceber que poderia estar machucando ela com seu peso.

Ainda com os olhos fechados, girou o corpo para o lado e a sentiu deitar a cabeça em cima de seu peito. Sabia que se permitisse pensar livremente, um turbilhão de arrependimentos o envolveria. Deixou que apenas a preocupação em tê-la machucado exteriorizasse. Sabia que a moça não era virgem, mas não tinha certeza sobre a brutalidade que utilizou para tomá-la.

— Você está bem? Eu te machuquei?

— Não, Majestade. – Olhou para baixo e a viu incrivelmente corar e exibir um esboço de um pequeno sorriso.

Robb esfregou o rosto com uma mão enquanto deixou as palavras escaparem.

— Você não deveria ter vindo aqui. O que deu em você, garota?

— Jeyne.

— O quê? – perguntou atordoado.

— Sou Jeyne Westerling, Vossa Graça. – respondeu olhando para cima — Você irá para a guerra amanhã, e poderá não mais voltar. Só os deuses sabem o que será de mim neste lugar. És o homem mais nobre e bonito que já vi, quis guardar na lembrança, ao menos uma noite ao teu lado.

A garota ficou brincando com os pelos de seu peito por um tempo em silencio, até adormecer. Ele a observava dormir calmamente enquanto o remorso ainda não o esmagava contra a parede.

Naquela noite, não. Enquanto o dia não surgisse naquelas montanhas do oeste, não iria se arrepender de nada.