Notas iniciais
Sim. Eu sou uma autora malvada pra caramba. Será que ainda tenho leitores??? =( Juro que tenho motivos plausíveis para o sumiço. JURO! voces me perdoam??? por favorzinho??? haha Amo voces, e espero que gostem e tenha valido a pena esperar tanto tempo Boa leitura!

Arthur estava debruçado sobre o parapeito da sacada do quarto, quando sentiu Elaene se aproximar por trás, atravessando a cortina que esvoaçava com a salgada brisa do litoral da capital. Ele estava tenso, e Elaene sentiu toda sua preocupação em seus músculos quando o abraçou pelas costas, laçando sua cintura.

— O que o aflige?

Arthur suspirou antes de responder.

— Não confio Uther em Camelot.

— Acho que deveria ter pensado melhor sobre a proposta de Oberyn em levá-lo como um “hóspede” especial para Lança-solar.

— Ele é meu pai, Elaene. E apesar de quase tê-lo matado, não consigo lidar com a ideia de colocá-lo em perigo. Minha família está se desfazendo muito rápido diante de meus olhos.

— Não confia em Doran Martell?

— Meu pai apoiou os rebeldes na rebelião de Robert. Então, não. Não posso confiar em ninguém de Dorne.

— Mas você confia em Oberyn.

— E espero nunca me arrepender disso...

— A decisão sobre Uther será unicamente sua, Arthur. Eu irei respeitar.

Arthur apertou o braço dela contra ele, a trazendo para mais perto.

— O que faremos agora?

— Cuidamos de Ramsay e Tywin, e depois montamos o dragão.

— Temos que pensar em algum plano suplementar, Elaene. Se não conseguirmos domá-lo, precisamos descobrir como matá-lo.

— Eu sei como, mas não se preocupe, não será preciso.

Arthur suspirou sem dar muito crédito ao que Elaene dizia. Estava esgotado, e a conversa que teria com o pai no dia seguinte, e os preparos para a sua partida, já o deixavam ansioso.

Ela percebeu sua tristeza e beijou a sua nuca, num gesto tanto carinhoso quanto malicioso.

— Você tem gosto de aconchego, Pendragon... – sussurrou sensualmente em seu ouvido.

=^=

Quando entrou nos aposentos do cativo de luxo, pôde ver o sol brilhando preguiçoso pela janela. Uther estava encostado na parede, e parecia distante enquanto observava algo perdido lá fora.

Arthur ordenou que os guardas os dessem privacidade, e esperou alguns instantes até que o pai tivesse coragem de encará-lo pela primeira vez, depois que arrancou os seus dedos no ataque de fúria.

Uther estava abatido e seu olhar era vazio.

— Que pai pensaria ser traído pelo próprio filho? Teria eu culpa do seu desvio de caráter? – questionou.

— Pai, não venho discutir. Comunico-lhe que poderá voltar para casa. Claro que levará alguns homens da confiança da coroa e ficará sobre vigia, mas creio que não trairá a clemência que lhe dou.

Uther sorriu, mas seus olhos não acompanharam.

— Está me fazendo prisioneiro em minha própria casa? Você está maluco?

Arthur ficou em silencio durante um tempo, mas enfim respondeu.

— Sabe o que os nobres dizem? Sabe o que alguns membros da Távola redonda sussurram? – continuou quando ganhou a atenção de Uther – que aquela mulher trouxe a loucura até você, e por isso você nunca será confiável novamente, e portanto, devemos oferecer sua cabeça aos nortenhos e considerar a dívida pela morte de Robb Stark, paga.

— O que a morte de Robb Stark me interessa?

— Não me subestime, pai. Sei sobre o feitiço de sangue e o despertar do dragão de pedra.

Por uns instantes notou alguma sobriedade no olhar do pai, como se buscasse algo perdido dentro de si, talvez alguma humanidade. Porem, logo seu olhar voltou ao abismo.

— Aquele trono me pertence.

Arthur suspirou vencido.

— Mas não importa, não iremos executá-lo. Nisso, não somos iguais. Porem, isso eu prometo: se ameaçar novamente minha família, vou arrancar muito mais do que apenas os dedos de sua mão. – disse calmamente.

Virou de costas para anunciar a ordem, enquanto se retirava do quarto.

— Prepare-se, pois partirá para Camelot nessa manhã mesmo.

=^=

Quando as fileiras dos soldados que escoltavam Uther até Camelot, desapareceram no horizonte, Elaene notou o olhar cansado de Arthur. Observavam do muro leste da Fortaleza de Maegor, e sentiam o forte vento zunir em seus ouvidos.

— Ainda me pergunto se tomei a decisão correta. – disse Arthur, ainda olhando o horizonte.

— Você agiu de acordo com sua consciência. Deixe de se torturar com isso. Está feito. Precisamos focar nos nossos outros problemas.

— Só de lembrar que teremos que negociar com Humfrey Hightower hoje, sinto meu humor piorar... – suspirou Arthur.

— Não é atoa que pedi para que Humfrey viesse à Porto Real, Dragão. Se sua família for louca o suficiente para resgatar Uther e tentar trazê-lo de volta ao trono, temos o primogênito da família sob a nossa visão. E eu não hesitaria em puni-lo por isso...

Arthur se surpreendeu com a ameaça de Elaene.

— Não acho que irão nos trair. Alanna não se casou com meu pai, será fácil arranjar um ótimo casamento para os Hightower.

Voltou a admirar o horizonte, enquanto permaneciam quietos por um bom tempo.

=^=

Naquela noite Arthur dormia em um sono profundo. Tão profundo que não notou quando Elaene acordou chorando ao seu lado. Apenas quando Merlin sentiu algo errado, e acordou chorando, que Arthur despertou assustado.

Elaene já havia pego o filho e o ninava enquanto as lagrimas teimosas escorriam pelo rosto.

— Elaene? Você está bem? – perguntou ainda zonzo.

— Nada demais, Arthur. O mesmo sonho das últimas semanas. A lâmina fria nas estranhas, e um cavaleiro com um olhar vazio. Repete e repete, sem parar.

— Deixe Merlin comigo, volte a descansar. – disse enquanto se levantava pronto para pegá-lo no colo.

Merlin reclamou um pouco, mas logo se acalmou nos braços de Arthur, enquanto Elaene sentava na beirada da cama.

— Você consegue ver quem é o cavaleiro? — perguntou Arthur.

— Não. Eu nunca consigo ver quem é, nem mesmo consigo ter certeza se sou eu mesma quem a lâmina beija. Apenas sinto um desespero aflorar, e tendo medo.

—Vai ficar tudo bem, Elaene.

=^=

Quando Arthur caminhava com Elaene pelo corredor da Fortaleza em direção ao salão onde a o conselho se reuniria, de longe ouviu o tumulto e a confusão que fez com que Loras viesse correndo ao seu encontro. O cavaleiro das flores estava pálido e confuso.

—Pendragon, precisamos proteger Elaene! Ajude-me a tirá-la daqui.

— Pelos Sete, o que está acontecendo, Loras? – perguntou Arthur, enquanto Elaene tentava enxergar o que estava acontecendo no salão, ao final do corredor.

— Uma ameaça, uma ofensa ou uma forma de fazer com que você perca a cabeça, Arthur. Não sucumba... –pediu Loras.

Havia um tumulto em volta da távola na qual os cavaleiros se reuniam, e Elaene se desvencilhou do braço protetor de Loras para entrar no salão, enquanto outros cavaleiros tentavam deixar Arthur longe do local.

Elaene viu o mensageiro e notou que era um dos cavaleiros de Camelot. Tinha um olhar assustado, e havia uma caixa aos seus pés. Quando viu o conteúdo da caixa, se afastou tapando a boca com a mão, e foi em direção à Arthur segurando seu peito para que não avançasse, mas não adiantou.

Arthur se desvencilhou dos cavaleiros, e empurrou delicadamente Elaene para o lado, enquanto ela o pedia para sair dali.

O jovem Pendragon viu a cabeça de seu pai dentro da caixa no chão daquele salão naquela manhã, e não teve sequer um dia, até a sua morte, que não tenha pensado sobre aquilo.

=^=

— Como ele está, Targaryen? – perguntou Oberyn quando a rainha saiu do quarto onde Arthur permanecia recluso.

— Ele está encarando o oceano, em silencio, por horas...

— Eu avisei que a guerra não havia acabado. Não devíamos ter abaixado a guarda. Agora temos um bastardo lunático solto no norte, enquanto o sul se divide mais uma vez.

— Você acredita que o soldado possa estar mentindo?

— Não. Eles foram massacrados, minha bela rainha. É melhor que seu amado dragão loiro saia logo desse quarto, pois eu como sua maldita mão, não faço a menor ideia do que faremos diante disso.

—Quem você acha que está por trás disso? Quem sabia do comboio que levaria Uther para Camelot?

— Todos os membros da Távola redonda são suspeitos.

Elaene suspirou, decidida.

—Convoque os homens.

— Agora?

— Sim, Oberyn. Você me ouviu bem.

— O que você irá fazer? Arthur não tem condições de tomar nenhuma decisão agora.

— Eu sou a droga da Rainha de gelo e fogo, ou não? Sou do sangue do Dragão, filha do príncipe Targaryen e de uma guerreira nortenha. Está na hora de agir com uma. Irei fazer o que nasci para fazer, além de enfeitar o lado direito do rei com belos vestidos de seda de Lys: governar.

Oberyn sorriu com satisfação enquanto atendia ao pedido de Elaene.

=^=

Elaene entrou no salão e sentiu os olhares a investigando, como se medissem sua capacidade para convocar tal reunião. Manteve-se orgulhosa enquanto sentou-se no seu lugar devido como Rainha. Com naturalidade, anunciou que Arthur estava descansando, e deu início a reunião. Seu olhar e seu tom de voz era tão imponente e sedutor, que nenhum homem se atreveu a questionar a legitimidade com que ditava ordens.

No conselho, discutiam sobre a quantidade de cavaleiros a serem disponibilizados para Great Jon patrulhar o Norte em busca de Ramsay. Alguns diziam que a ofensa feita ao Sul com a cabeça de Uther deveria ser prioridade absoluta, e que os assuntos do Norte deveriam ser protelados. Outros, mais enérgicos, diziam que a ajuda à Great Jon deveria ser priorizada, e que a morte de Uther e os homens de Camelot, deveria ser ignorada.

Elaene podia ouvir nas entrelinhas quando o cavaleiro do Oeste argumentava, que os tais homens que massacraram o comboio de Camelot e brutalizaram Uther, fizeram um favor ao reino e à Arthur. Mas nesse momento, Elaene interrompeu o cavaleiro com um gesto, e contra-argumentou firme.

— Sor Gerold, trinta e oito homens de Camelot foram brutalizados, incluindo o Senhor de Camelot, pai do Rei Arthur, Uther Pendragon, que independente de seus crimes, estava sob a proteção da coroa. Como você tem coragem de dizer que isso foi um favor ao reino? Que Reino permite que prisioneiros sejam brutalizados de forma covarde e vil? Esse não é o reino que queríamos quando derrubamos aquele bastardo Lannister. Esse não é o conselho que Arthur imaginou quanto implantou a Távola redonda! Se você quiser permanecer neste conselho, sugira que tenha algo mais sensato a dizer quando tiver outra chance.

O homem silenciou-se e Elaene podia sentir a ira e a vergonha, misturados em seu olhar.

— Nós fomos humilhados hoje, senhores. A cabeça de Uther Pendragon foi colocada à nossa porta. Sem o respeito e confiança dos súditos, com que pretensão iremos unir o reino em paz, novamente?

— Devemos recusar a ajuda ao norte, Vossa Graça? – perguntou Sor Lion

— Não. Iremos mudar de estratégia. Estratégia vence números. – levantou-se da cadeira enquanto andava pelo salão – eu conheço bem o Norte, meus senhores. Cresci e passei boa parte de minha vida lá. O local é vasto e inóspito, e a maioria de nossos homens não tem ideia do que os esperam. Great Jon é impulsivo, irá querer patrulhar e levar vocês para a neve, mas ele não entende que vocês são homens do verão, e isso irá nos botar de joelhos. Não... é justamente isso que Ramsay espera. Está nos esperando definhar no frio, e irá trucidar vocês quando estiverem cansados e sem comida, não duvidem disso nem por um instante. Devemos esperar.

— O que eu digo para Great Jon? — perguntou o cavaleiro cautelosamente.

— Diga que enviaremos alguns homens, mas principalmente provimentos para os castelos. Utilizaremos a frota Greyjoy para fazer um caminho mais rápido e seguro para isso. Levaremos comida e instrumentos para colheira, além de materiais necessários para a restauração dos castelos, mas obviamente, apenas o estritamente necessário para a segurança dos muros. Os civis das vilas fora dos castelos devem ser realocados nos Fortes em busca de proteção, e o que ainda não puder ser colhido de fora dos muros, que seja destruído. Os homens de Ramsay ficarão sem comida em breve, e nós não. Não podemos deixar nenhum recurso para que eles se abasteçam pelas vilas...

— Destruir as colheitas?

— Sim. Enviem corvos para todas as casas da Campina, Dorne, e Oeste. Peçam... ordenem que reforcem as colheitas seguintes para que as provisões futuras sejam garantidas. Quero os ferreiros trabalhando para a produção de ferramentas para a colheita. Sobre o tesouro da coroa, quero investimentos em compra de grãos e em técnicas de estocagem.

Os homens pareciam concordar com Elaene, e sabiam que era uma tática inteligente. Não sabiam a exata localização do bastardo e seus mercenários sem bandeiras. Procurarem por eles em um ambiente tão inóspito como o Norte, era suicídio e dispensaria muitos recursos. Que o cão mordesse a própria isca.

— Mandaremos os Nortenhos se esconderem em seus castelos até quando? – perguntou Lucian Steel, um cavaleiro do Oeste.

— Até quando os mercenários não tiverem mais moedas nos bolos e nem comida em suas barrigas. E garanto a vocês, que isso não demorará. Eles pisarão em falso, tentarão cercar algum castelo, e iremos encontrá-los enfraquecidos quando esse dia chegar.

— A rainha tem um ponto... – disse Oberyn orgulhoso

— Alguma objeção? – perguntou Elaene e todos concordaram com o plano.

— E se Great Jon não concordar, majestade?

— Não é um pedido, Sor Lucian, é uma ordem da coroa. – disse com convicção. – Avise que a coroa se lembra do Norte, e quero que planejem a melhor rota para os barcos e para a distribuição dos provimentos. Enviaremos homens para fortificarem as defesas dos castelos. Não levarei homens para morrerem na neve

=^=

Quando voltou para o quarto, Arthur estava sentado na cama, e seu olhar ainda era vazio.

— Arthur?... Fale comigo. – disse enquanto sentava em sua frente segurando suas mãos.

— Nem ao menos posso velar o corpo de meu pai...

— Ele se foi, Arthur. Isso não importa mais.

— Eu o mandei para a morte, Elaene.

Elaene conhecia bem Arthur. Era dono de uma grande empatia, e isso machucava sua alma. A culpa corroía suas entranhas, e não poderia culpá-lo por isso, afinal, era o que mais amava nele.

Arthur havia perdido seu pai brutalmente, assim como seu irmão caçula. Seu irmão Lancelot, estava desaparecido há meses. Havia muito peso em cima das costas do Pendragon.

Mas ainda sim, sabia que precisava de Arthur são. Precisava que ele não enfraquecesse naquele momento.

— Arthur, eu preciso de você aqui. Você entende isso? Eu entendo toda a sua dor, e você sabe que a sua dor é minha também. Mas preciso que você se erga.

— Eu não irei fraquejar, Elaene. Só preciso de um tempo sozinho...

— Eu não deixarei você sozinho esta noite. Não me peça para fazer isso...

Arthur a olhou com ternura, e encarou os olhos verdes que tanto amava.

— Soube da reunião do Conselho hoje.

— Quem lhe contou?

— Oberyn...

Elaene sorriu de lado. Claro que foi Oberyn.

— Estou orgulhoso de você. Sempre soube que você seria a melhor rainha que este reino já viu.

— Foi apenas uma reunião, Arthur...

— Não foi apenas isso, e você sabe muito bem. Você na precisa de mim e nem de nenhum outro homem para reinar, Elaene.

— Não diga isso, Arthur. – disse se levantando e sentando na cama ao lado dele. – posso conseguir reinar sozinha, mas preciso de você como o fogo precisa da madeira para queimar...

Segurou o rosto dele entre as mãos e o beijou delicadamente. No começo, Arthur estava apático, mas logo se envolveu no gosto de rosas da boca dela, e sentiu ficar cada vez mais ofegante.

Elaene, aproveitando-se do momento em que ele havia esquecido o luto, sentou-se no seu colo de frente à ele, enquanto tomava sua boca mais uma vez, e tentava, através de suas mãos nervosas, desabotoar o gibão que ele usava.

Arthur cravou os dedos no quadril dela, e a empurrou contra ele, arrancando um suspiro dela ao sentir que ele estava pronto. Rapidamente, e com medo de perder a oportunidade, levou sua mão para afrouxar o laço, e mergulhou dentro do calção do cavaleiro, o sentindo pulsar entre os dedos.

— Elaene... – gemeu Arthur, e Elaene podia sentir que a culpa ira tomar conta dele mais uma vez, então o empurrou com força contra o colchão, enquanto levantava o próprio vestido e se posicionava contra ele.

Arthur queria impedi-la, mas faltavam forças para recusar quando ela sentou nele e a preencheu completamente, arrancando um suspiro prazeroso e aliviado dela.

_ ...como senti sua falta, Pendragon...

Elaene investia contra Arthur, e ele sentia emoções conflitantes. Quanto mais prazer sentia, mais a dor parecia dilacerar sua consciência, e quanto tocou a coxa desnuda de Elaene, sentia fogo na ponta dos dedos.

Por outro lado, Elaene sentia-se poderosa. Havia experimentado o gosto do poder aquele dia, e aquilo havia deixado ainda mais excitada, e ainda exercer aquele poder sobre Arthur, e cavalgar sobre ele como se fosse ele uma donzela indefesa, a deixava ainda mais entusiasmada.

Cravou as unhas com força no peito dele, pois sabia que Arthur, em um nível estranho de autoindulgência, sentia prazer com a dor física causada por ela enquanto transavam.

E estava certa.

Naquele momento, dor e prazer ficaram incrivelmente misturados, e quanto mais Elaene investia contra ele, mais dor sentia, e quanto mais Elaene lha causada dor com as unhas, mais prazer proporcionava.

Sabia que não duraria muito tempo naquela posição, e por um lado, ansiava para que aquilo acabasse logo, pois tinha medo da culpa romper a qualquer momento. Pensou em jogar Elaene na cama, invertendo as posições, para que pudesse investir contra ela com força para que alçasse rápido, mas sabia que aquele momento era dela.

Era a dominação dela contra ele.

Deixou que ela conduzisse tudo.

Quando alcançou o clímax, Elaene desabou sobre Arthur enquanto puxava seus cabelos com muito força entre os dedos, e o levou a alcançar junto com ela. Porém, Arthur sentiu uma dor dilacerante quando derramou sua semente nela, e Elaene sentiu que havia algo errado, mesmo anestesiada pelo orgasmo, quando ele fez uma terrível careta de dor embaixo dela.

— Arthur? O que foi? Eu o machuquei?

Arhur empurrou Elaene para o lado, enquanto ajeitava seu calção.

— Estou bem, Elaene.

Elaene percebeu o que havia feito com Arthur. Em busca do prazer pela dominação, havia negligenciado o que ele sentia. Ele claramente estava desconfortável com o sexo que faziam, mas Elaene simplesmente não pôde parar.

— Pelos Sete, Arthur! Por favor, me perdoe... eu não sei o que deu em mim. Eu sou uma péssima pessoa!

— Sou seu marido e seu súdito, Elaene. Eu tenho obrigações a cumprir...

— Que besteira é essa que acabou de dizer, Arthur? Você é meu companheiro e meu amor. A única obrigação que você tem comigo é a de ser leal à mim. Desculpe-me... – pediu enquanto beijava a bochecha dele, em sinal de humildade.- por favor...

— Não deixe que o gosto pelo poder domine quem você é, meu amor... Isso me mataria...

Elaene sentiu-se envergonhada e sabia que estava com o rosto corado quando Arthur acariciou sua maça do rosto com a ponta dos dedos.

=^=

Estavam dormindo calmamente quando Elaene acordou em um salto, com suspiro de susto. Arthur que não havia dormido nada aquela noite, tocou o rosto dela, pensando se tratar de um pesadelo.

— O cavaleiro, mais uma vez? – perguntou Arthur

— Não, é outra coisa. Sinto a presença de algo... algo me chamou, mas não disse o meu nome. Foi um chamado...

— Chamado? Chamado de quem?

Naquele instante, viram uma enorme sombra planar sobre os muros da fortaleza, pela janela. Arthur arregalou os olhos em susto, e correu em direção à sacada. Elaene podia ver o pânico nos calmos olhos azuis do Pendragon, e uma gritaria que começava a se formar lá em baixo na cidade, enquanto ele respondia a pergunta que ela já sabia a resposta.

— Ele está aqui!

Notas finais
Em minha defesa: dêem uma olhada no horário que o capítulo foi postado haha ♥