Queen of ice and fire
44 Liderança e dominação
Notas iniciais

Desde a chegada dos nortenhos, e a virada da batalha pelos aliados trazidos pelo Rei do Norte, não havia visto Arthur e nem Robb. Elaene sentia a ansiedade matá-la aos poucos enquanto observava a parte do exército inimigo que se rendeu, ser reagrupado e isolado no pátio de Camelot.
A chegada do inverno nortenho naquelas terras foi tão inesperada para todos, quanto para ela mesma. Toda esperança de que os nortenhos viessem ao auxílio deles, havia se dissipado quando Arthur lhe disse sobre o movimento do exército Lannister para o Oeste, passando logo abaixo deles, na tentativa de retomar Lannisporto. No fundo, sempre esperou por Robb, mas nunca realmente acreditou que ele viesse, ainda mais depois de seu casamento com Arthur.
Robb atravessou o pátio acompanhado de alguns senhores aliados e de seu tio Peixe Negro. Stark a notou quando limpou o suor de sua testa com o antebraço, sofrendo com a tarde ensolarada de Camelot. Seu olhar congelou e Elaene sentiu seus pés lhe guiarem ao seu encontro, enquanto os senhores que acompanhavam Robb, os davam privacidade.
Ignorando os olhares alheios a sua volta, Elaene abraçou o nortenho
— Você veio, Stark! Você veio... – repetia enquanto segurava os cachos dele entre seus dedos, como se pudesse impedir que ele fosse embora mais uma vez.
Robb inicialmente se manteve inerte, porém logo se entregou ao abraço e segurou Elaene pela cintura, enquanto aproveitava para sentir seu cheiro no vão do pescoço, que lhe fazia lembrar de seu lar.
— Claro que vim...
Elaene não havia notado, porém Arthur já estava no pátio e observava o abraço de reencontro dos dois com bastante desconforto.
Foi surpreendido pelo toque de Lancelot em seu ombro, tendo um sobressalto, mas logo acariciando o rosto do irmão com entusiasmo.
— Mas os Deuses são mesmo generosos, não é? Trouxeram meu irmãozinho de volta ao lar, como pedi todas as noites.
Lancelot retribuiu o toque de Arthur em seu rosto, mas sua expressão, a despeito da alegria em ver o irmão vivo, era sombria.
— Arthur, eu não sou o único Pendragon a voltar para casa. – disse com o olhar para o chão – Trago nosso pequeno Gwaine para descansar ao lado de nossa mãe... – terminou com a voz embargada e Arthur tocou seu ombro para consolá-lo.
— Está tudo bem agora, Lancelot. Vingaremos nosso irmão quando marcharmos na capital...
— Não, Arthur. Você não entende. Lannisters não tem nada a ver com a morte de Gwaine. – puxou Arthur para um canto um pouco mais isolado para continuar – sei que os nortenhos lhe disseram que foi um mercenário Lannister contratado para matá-lo, mas eu estava lá, eu vi tudo. Quem matou nosso irmão foi um maldito camponês do oeste que lhe buscava, Arthur. Atingiu Gwaine pensando estar te matando.
— O quê? O que... – Arthur gaguejou com o choque e Lancelot continuou
— O tal garoto agiu em nome de uma sacerdotisa do Senhor da luz, eu estava lá quando ele confessou. Investiguei durante esses meses, e descobri que a sacerdotisa do tal Senhor da luz, em Westeros, é a vermelha aliada ao Stannis.
Arthur sentiu os pelos da nuca se eriçarem ao se lembrar do olhar sombrio que a sacerdotisa lhe lançou quando se encontraram próximos a Ponte Amarga, quando acompanhou Renly ao encontro com Stannis, no mesmo dia do episódio com a sombra e a morte do Baratheon. Afinal, com um único olhar, soube naquele dia que ela o queria morto. Agora precisava descobri o motivo e quem realmente era aquela mulher, e a ameaça que ela representava.
Olhou mais uma vez para Elaene, e viu que agora os dois haviam soltado o abraço, mas conversavam intimamente enquanto Robb tomava sua mão na dele, e depositava um beijo carinhoso.
Tomado pelo ciúmes, virou as costas e acompanhou Lancelot até o Septo, para despedir do que restou de seu pequeno Gwaine.
=^=
Uther havia ficado pouco tempo no Septo. Passou algum tempo olhando para a ossada embalada em um belo pano de seda branco, tocou a base do crânio com a palma de mão, e saiu dizendo que iria tratar da rendição e os termos com os aliados.
Arthur o ouviu resmungar, que havia muito a ser feito. Ele notou o olhar marejado do pai, mas a atitude em sempre colocar o dever acima de tudo, inclusive dos próprios filhos, o deixou decepcionado.
Arthur ficou durante muito tempo sozinho, encarando os ossos do irmão caçula, imaginando que se não fosse pela intervenção de Robb, seria mais um amontoado de ossos, assim como o irmão. Sentia o gosto amargo da derrota amarrar a boca, pois apesar de terem faturado a vitória na batalha nas planícies, ele havia falhado. Falhado com o pai, com Camelot e com Elaene. Mas a pior de todas as falhas foi com Gwaine.
Cruzou as mãos em sinal de prece para a Mãe, e pediu que olhasse por seu irmão no outro mundo, e lhe desse a proteção que não pôde dar a ele em vida, quando não controlou as lágrimas de saudades que caíram em seu rosto.
Não ouviu os passos, mas Elaene havia entrado no Septo e o observou por um tempo. Aproximou dele e ajoelhou ao seu lado, em frente ao altar em que Gwaine foi depositado, anunciando a sua presença.
Arthur não levantou o rosto para encará-la de volta, por conta do misto de sentimentos que sentia, então ela inclinou para depositar um beijo maternal em seu rosto.
— Você está bem? – perguntou quase em um sussurro enquanto descansou a cabeça no ombro dele.
— Sim... – respondeu secamente.
Elaene soltou um riso triste e continuou
— Você não aprende, Pendragon? Eu sempre posso dizer quando você está mentindo...
Arthur esboçou um sorriso triste de lado e Elaene sorriu de volta.
— Eu estava preocupado com você a todo momento, lá fora. Por vezes, olhava a minha volta com medo de ver teu rosto em meio aquele caos de lama e sangue. Eu queria proteger a você, meus homens, meu povo, mas todos perecem à minha volta. Então, não... não estou bem.
Elaene sentiu o ressentimento na voz dele, e julgou que Arthur estava se martirizando pela morte do irmão.
— A morte de Gwaine não é culpa sua, Arthur. Além disso, você operou um milagre lá fora! Os nortenhos viraram a batalha a nosso favor, mas Robb, sem você...
Arthur levantou passando a mão no cabelo não controlando a raiva que sentia em apenas ouvir a menção do nome dele. Elaene franziu a testa em confusão
— Você está com o orgulho ferido, pois Robb nos salvou?
— Eu realmente não quero falar sobre seu ex-noivo agora, Elaene.
Elaene levantou aproximando seu rosto com o dele, o encarando.
— Você jogará o noivado com Robb em minha cara, até quando? Você tem medo de que eu não tenha superado meu passado, mas é você quem demostra não superar.
Arthur bufou com raiva.
— Eu vi vocês dois no pátio, Elaene. Aliás, todos viram. Como você acha que eu me senti ao assistir o comovente reencontro de vocês? Julgue como ego, ciúmes, orgulho ferido, não me importa. Mas eu esperava seu abraço naquele momento, depois de ver o inferno de perto na planície, e quase morrer lá fora.– franziu a testa com ressentimento — Mas os seus braços estavam ocupados, enrolados em volta do pescoço dele, enquanto os meus, seguravam os ossos do meu irmão caçula... – terminou a frase com amargura e Elaene sentiu-se mal.
— Eu sinto muito, Arthur. Não poderia imaginar que você estaria passando por isso... fui impulsiva quando o abracei daquela forma no pátio, mas era gratidão e alívio, apenas isso. Quando você estava lá fora, pensei que não o veria mais, e prefiro partir com você a ter de viver em um mundo em que você não exista mais. Ver os nortenhos no horizonte, encheu meu coração de esperança... – tocou o rosto dele e continuou – você não precisa temer Robb. Eu escolhi ficar com você, mas amar você, nunca foi uma escolha. E eu, impossivelmente, o amo ainda mais agora – disse enquanto pegava a mão dele e levava para o seu ventre – ...que o fruto de nosso amor, cresce dentro de mim...
Arthur sentiu a confusão por alguns instantes, e com a boca entreaberta, não conseguiu dizer nada. Elaene apenas lhe sorriu em confirmação e o beijou delicadamente, percebendo o choque dele passar e a emoção o dominar por completo, enquanto soltava o ar que havia prendido no peito.
Bem ali no septo havia uma dualidade, um conflito de sentimentos. O luto por uma vida tomada, e a gratidão por uma vida gerada.
Decidiu que era hora de fazer as pazes com seus fantasmas. Rhaegar, Gwaine, Robb...
Ajoelhou-se aos pés de Elaene e abraçou sua cintura, depositando um beijo amoroso em seu ventre enquanto ela acariciava seu cabelo e sorria o sorriso que ele tanto amava.
Sentiu as lágrimas caírem mais uma vez. Mas não de luto, e sim de alegria.
=^=
A primeira coisa que Robb notou quando a viu no pátio, foi o anel da família Pendragon no dedo dela. Era real.
Quando recebeu a carta de Elaene, enquanto estava em Lannisporto, sentiu uma ira ressentida, como se o amor de sua vida estivesse o traindo para sempre. Releu a carta várias vezes, a despeito do silencio e calma que transparecia ao fazê-lo.
Jeyne notou algo diferente nele desde a chegada da carta. Nesse tempo, os boatos sobre o casamento entre Elaene Arryn e Arthur Pendragon correram pelas cidades do Oeste.
Ela sabia que Robb ainda amava Elaene, e se portava de maneira fria e distante com ela agora, desde quando tiveram sua estranha noite de amor, um dia antes da invasão da cidade do Porto mais importante do Oeste. Tentou se aproximar dele, mas ele agia como se nada tivesse acontecido entre eles.
Com a queda de Stannis na batalha de Água Negra, e da aliança entre Tyrells e Lannisters, uma decisão havia de ser tomada pelo exército do Norte, e Jeyne notava a indecisão agitar Robb. Parte de seus senhores defendiam a permanência no Oeste, outra parte defendia a volta para o Norte, mas outra parte defendia a defesa dos aliados dos nortenhos e da marcha até a capital, garantindo que os aliados dominassem o sul.
Jeyne sabia que o mais sensato seria pilhar o oeste, limpando o que havia de ouro Lannister na região, marchar para Camelot, salvando seus principais aliados, e em seguida para Porto Real, para garantir que a divisão entre reinos do Norte e do Sul fosse respeitada, e assim Robb pudesse reinar sobre seu povo, como queria.
Claro que não ousava em expressar sua opinião, afinal era uma simples camponesa que havia se deitado com ele. Jamais a ouviria.
Assim, a cada dia que Robb não tomava uma decisão, a tensão em Lannisporto ficava maior, e quando decretou o caminho a seguir, notou a insatisfação dos que eram contra a investida ao sul. Esses, reclamavam que deram muito sangue para chegarem tão perto de Rochedo Casterly, e Robb rebateu dizendo que a missão deles no sul, não se resumia apenas em trucidar a família Lannister. O Rei no Norte dizia que marchavam para o sul pela justiça e liberdade, e não mais por vingança, e aquilo fez Jeyne sentir ainda mais admiração pelo rapaz, que agora parecia estar ainda mais maduro, ao contrário do que dizia a própria Catelyn Stark, agora amargurada e ressentida pelo filho a deixar isolada em Correrio.
Por outro lado, sentia medo de quando ele reencontrasse a tal Arryn. Era insano, pois ela não era ninguém e ele era um rei, mas o amava. Se nunca pudesse ser retribuído, não havia importância, desde que pudesse segui-lo aonde fosse.
De maneira fria, o Rei do Norte havia a dispensado de seu juramento, e a deixaria ficar no Oeste em segurança, porém, Jeyne negou firmemente dizendo que o seguiria, pois seu rei era Robb Stark, e não o bastardo Lannister.
Robb tentou manter a garota longe, pois assim não seria obrigado a olhá-la todos os dias e se lembrar da desonra daquela noite, mas não poderia forçá-la, ou talvez não queria. Era como um tormento que pregava a si mesmo: vê-la todos os dias e se lembrar de que a tratou desonradamente, e ainda pior, lembrar-se que desejava fazer novamente, todas as vezes em que a via.
O Rei do norte desde então temeu ainda mais o reencontro com Elaene, do que com seus inimigos sulistas, e quando viu aquele anel em seu dedo sentiu como se um aço frio de lâmina beijasse suas entranhas... era real. Ela era uma Pendragon agora.
Quando a abraçou firme, pôde ver Arthur os observando, e sentiu um egoísta prazer em torturá-lo. Mas então, ela lhe disse que sua pequena Arya, sua irmãzinha que julgava estar morta há muito tempo, estava viva e segura em Camelot. Elaene disse que não pôde avisá-los sobre Arya, por conta da interceptação dos corvos pelo inimigo.
Sentia choque e incredulidade, mas quando Elaene disse onde encontrá-la, correu em sua direção como se todo o resto não tivesse mais importância.
Sua pequena Arya estava viva, e assim, sua esperança também. Ainda que seu antigo amor estivesse enterrado na neve lamacenta da saudosa Winterfell.
=^=
Um grande impasse agitava os aliados no salão de Camelot: os termos da rendição do exército inimigo.
Alguns argumentavam que não haveria recursos humanos e materiais para manter tantos prisioneiros, e que matá-los de maneira digna, seria o melhor a fazer para garantir uma marcha segura até a capital.
Quando Arthur notou que Uther defendia essa decisão e de que estava convencendo a maioria dos senhores, levantou bruscamente da cadeira e bateu o punho com força da mesa, para chamar a atenção de todos.
— Vocês estão malucos? Matar milhares de bons homens por representarem um possível perigo, apenas porque obedeceram seus Senhores? Vocês realmente acreditam serem melhores que os Lannisters, a representação da tirania da qual combatemos? Crêem estarem construindo uma Westeros justa, sendo frios e impiedosos com os próprios irmãos da Campina? – vociferou olhando para os senhores da Campina à sua volta, e notou Oberyn alisando o cavanhaque.
Todos se calaram e ficaram atônitos com a explosão de Arthur, mas ouviram o seu discurso com atenção.
— Aqueles homens no pátio, não são nossos inimigos! São pessoas que há pouco tempo atrás, negociávamos trigos, bebíamos em seus ritos de colheitas e partilhávamos o seu pão na estrada. Não percebem o quanto isso é irracional? Há milhares de bons homens lá fora, e não pedaços de mercadorias estragadas, para serem descartados. Vocês discutem custos, como se pudessem medir a vida de quem nem ao menos conhecem. Eu sinto vergonha por vocês. – disse encarando o pai.
— O que você sugere, Arthur? – perguntou Uther friamente.
Arthur se afastou da mesa e caminhou para o tablado, para enxergar melhor a todos.
— Paz. Eu sugiro paz, pai. – antes que Uther continuasse, Arthur fez um gesto com a mão e continuou – Sabemos que Tyrells se aliaram aos Lannisters para derrubar Stannis e ganharem poder em Porto Real. Uma vez que Stannis não representa mais nenhuma ameaça significativa, podemos oferecer um acordo de paz, oferecendo influencias no Conselho Real, aliança por casamentos e a vida de seus homens capturados, inclusive o que mais interessa a Mance e Olenna: Loras.
— Loras jamais aceitará uma rendição. Não depois da morte de Renly, e de você o ter derrotado pela espada na planície. – Afirmou Robb Stark, ao lado de Arya.
— Eu estava em Ponte Amarga, Arthur é inocente. – disse Elaene, mas Arthur ignorou e continuou.
— Eu poupei a vida dele quando o derrotei lá fora, Vossa Graça. Creio que ele me deve uns instantes de atenção, e eu irei convencê-lo a repensar sua posição. Enquanto isso, não devemos tratar aqueles homens lá fora como uma mercadoria. Devemos conquistar seu respeito e sua aliança, e atraí-los para nossa causa. Providenciaremos hospedagens aceitáveis aos nobres, em sinal de boa-fé, e tratamento digno para todos os soldados – respirou fundo e encarou a todos no salão com firmeza – somos irmãos, e buscamos justiça. Demonstrem piedade e receberão alianças em troca. Pela Campina!
Ouvia-se murmúrios no salão, mas aos poucos todos concordavam com os termos de Arthur, e aplaudiram o jovem Pendragon ao final da reunião.
Elaene notou que Arthur tomou as rédeas da situação de forma muito mais justa e digna de um rei do que Uther, e enxergou um certo sinal de orgulho e ciúmes no olhar do pai, ao observá-lo ser ovacionado no salão.
=^=
Quando Arthur entrou no quarto, Elaene correu em sua direção e o empurrou contra a porta, ouvindo o baque oco das costas dele se chocando contra a madeira enquanto tomava a sua boca. Ele envolveu sua cintura puxando com força para si, a deixando equilibrando na ponta dos pés.
Logo ela interrompeu o beijo procurando por ar, enquanto Arthur devorava seu pescoço com beijos molhados e mãos possessivas em suas costas.
— Estou tão orgulhosa de você, meu dragão! Será o rei mais belo e justo que Westeros jamais teve... – Disse aos sussurros – desculpe por ter magoado você, meu dragão, meu... Arthur... – deixou a frase morrer quando não pôde formular mais nada coerente, devido ao ataque dele em seus pontos sensíveis no pescoço.
Sem conseguir raciocinar mais nada, Elaene levou a mão até a evidente ereção dele que estava esmagada contra sua barriga, e a agarrou com força, recebendo um sonoro gemido dele em seu pescoço. Então desfez o nó no cordão do calção e mergulhou dentro dele com sua mão, já o embalando com firmeza.
Arthur interrompeu o ataque no pescoço dela, e jogou a cabeça para trás, batendo com força na porta de madeira, e mostrando para ela, a bonita linha quadrada de sua mandíbula projetada para trás, e pronunciando o nome dela em forma de um gemido rouco.
— Estamos vivos, Arthur... – disse e não se conteve. Deslizou a língua pela linha da mandíbula dele, e mordiscou a ponta de seu queixo, enquanto continuava determinada lhe massageando.
Num impulso brusco, Arthur a segurou pela cintura, e inverteu suas posições. Num momento Elaene estava com as costas na porta, no outro, seus pés estavam suspensos no ar, com suas pernas apoiadas na cintura dele, quando Arthur a puxou para cima.
— Eu quero você. Agora! – Arthur disse com a voz baixa, porém calma e firme, como se lhe ditasse uma ordem, e Elaene achou irônico, pois sabia que não haveria como resistir àquele comando.
Arthur subiu seu vestido de uma vez enquanto lhe encarava, e puxou sua veste íntima para o lado com força, rasgando-a parcialmente. Sentia-se tão hipnotizada pelos olhos azuis agora quase negros de desejo, que não notou que ele já se posicionava em sua entrada. Ele se lubrificou na umidade dela, sentindo o suspiro baixo dela bater em seu rosto em antecipação, e mergulhou dentro de Elaene, sentindo o calor e umidade o abraçar e irradiar em cada músculo de seu corpo.
Naquela noite havia algo diferente nele. Arthur sempre preferia que Elaene assumisse o controle do sexo. Não se tratava em ser cavalheiro, e sim porque ele queria ser dominado por ela, e ela também se excitava ao exercer o controle sobre ele daquela forma. Era como se ela o domasse, como uma Targaryen domaria um dragão. Era uma compensação silenciosa e inconsciente por esconder os mistérios sobre suas origens.
Mas naquela ocasião, era a primeira vez que ele a domaria, agora que ela já estava acostumada a vida sexual, e não mais sentia desconfortos ou timidez com as relações.
Começou com estocadas fundas e lentas, a fazendo tremer as pernas para que acelerasse os movimentos, e só quando a tortura chegou ao limite, ele fez o que ela pedia.
Observou os gemidos de Elaene ficarem cada vez mais altos, enquanto as gotas de suor surgiram em seu rosto e em seus seios. Mas não era o suficiente, pois queria que os gemidos dela ficassem insuportavelmente altos, e que o maldito Rei do Norte a escutasse do outro lado de Camelot, e soubesse que Elaene estava desfrutando de um bom gozo com seu marido.
Nunca tirando seu olhar do dela, mas parando as investidas e notando a franzida na sobrancelha dela, em uma súplica para que continuasse, usou suas mãos para retirar os braços dela de seu pescoço e os segurou firme acima da cabeça dela, na porta. Juntou em um aperto usando apenas uma mão, e com a outra segurou seu quadril enquanto voltou a investir contra ela de forma bruta e possessiva, gerando um barulho alto do choque contra a madeira da porta. Viu atento os olhos dela virarem para trás quando atingiu pela primeira vez, deixando-o maravilhado quando seu gemido saiu alto em forma de seu nome.
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Elaene sentia o corpo bambo e sua mente processava tudo à volta em velocidade mínima. Não conseguiu abrir os olhos e nem descer dos braços dele, e Arthur beijava seu ombro e pescoço como se a convidasse para voltar à realidade.
— Você está bem? Eu lhe machuquei? Acho que exagerei, desculpe... – Arthur perguntou com um certo receio sobre o silêncio dela, que ainda se recusava a abrir os olhos.
— Você fez minha cabeça explodir de tantas vezes que cheguei lá, e está me pedindo desculpas? Tudo bem, está desculpado, Pendragon... – respondeu com um sorriso ainda muito preguiçoso, enquanto finalmente abria os olhos satisfeitos – Apenas me dê um tempo para voltar à este mundo, ainda estou um pouco sensível... Pelos deuses, o que aconteceu aqui? – viu o riso torto dele, fazendo brotar uma pequena covinha em sua bochecha.
— Você provoca alguns instintos bem primitivos em mim, Elaene... – respondeu acariciando o rosto dela com o polegar.
— Arthur, não quero que isso acabe nunca, e por mim não sairia desse quarto durante séculos, mas... a guerra continua e ainda não estamos a salvo. – disse séria — Você acredita que Tyrells aceitarão a aliança?
Arthur bufou, relutante em estragar o momento tão pleno
— Falarei com Loras amanha, bem cedo. Pedi para que fosse tratado como nobre, com devidas medidas de segurança. Ele me odeia pois nossas famílias são rivais, e ele acredita que tenho envolvimento com a morte de Renly, então precisarei de muito tato para lidar com ele. – olhou para baixo enquanto pensava um pouco e voltou a encará-la novamente – não quero ter de lidar com uma horda de milhares de prisioneiros e muito menos ter que matar essa gente. Não tenho outra escolha, a não ser convencê-lo amanhã.
— E você conseguirá – disse puxando o rosto dele perto do seu e encostou a sua testa na dele – Você é nosso líder. O melhor líder que já conheci. Você conseguirá.
Você não tem outra escolha, meu amor. Pensou Elaene.
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