Queen of ice and fire
45 Inverno no Sul
Notas iniciais

Loras estava instalado em um dos quartos luxuosos de Camelot. Mantido sob vigilância dia e noite, era bem tratado pelos seus captores. A despeito do tratamento dado, o cavaleiro estava amargurado e furioso. Sentia-se humilhado por ter sido derrotado e capturado pelo seu maior inimigo.
Desde Ponte Amarga e a morte de Renly, jurou vingança. O mais racional, era acreditar que Arthur e Brienne tramaram a morte de seu amado, apesar de boatos tolos derem como resultado da magia negra praticada por Stannis. Loras era cético, e apesar de odiar igualmente Stannis, não poderia aceitar a tal história da sombra como verdadeira.
Recusava a se alimentar, e estava abatido quando Arthur o visitou.
— Sor Loras, podemos conversar um instante? – perguntou Arthur educadamente da porta do quarto de Loras.
O cavaleiro de Jardim de Cima, que estava encarando o pátio pela janela, apenas lhe lançou um olhar vazio em resposta, sabendo que como prisioneiro de luxo, não teria outra opção a não ser ouvi -lo.
Arthur se aproximou e puxou uma cadeira para sentar enquanto dizia tranquilamente
— Fui informado de que não se alimentou. A comida não o agrada Sor? Há algo que posso providenciar?
Loras virou-se da janela, e apoiou-se na parede para encarar Arthur.
— Pensando em se tornar estalajadeiro, Sor. Arthur?
Arthur ignorou a tentativa de ofensa e continuou.
— Venho em paz, Loras.
— Eu não quero paz. Quero a sua cabeça, Arthur.
— Que mal lhe fiz, senhor?
Loras riu impacientemente
— Você é um cretino covarde, Pendragon.
Arthur bufou com calma e respondeu à provocação.
— Sei que achas que sou responsável pela morte de Renly, mas você está errado...
— Você e seu pai são repugnantes. Sei bem como os Pendragons são ressentidos por terem sido ofuscados pelos Targaryens em Westeros. Ambiciosos como são, quiseram tomar o lugar de Renly, no acordo com Robb Stark.
— Pense um pouco melhor, e tente não levar em conta a nossa rivalidade. Você estava lá quando Stannis ameaçou Renly. Você sentiu o poder daquela mulher também. Além disso, você sabe que Brienne é completamente devota á Renly, jamais o trairia. Pense...
— O que você quer, Arthur? Bancar o salvador de Westeros?
— Tenho milhares de homens capturados, e nenhum meio de mantê-los como prisioneiros. Tenho você como cativo, e mesmo te desprezando da mesma forma que me despreza, não te desejo a morte, e não me importa se não agiria da mesma forma se estivéssemos em posições opostas. Sei que você pensa que o poupei a vida para te humilhar, e você está enganado mais uma vez. Eu te poupei, pois quero a paz, Loras.
— Por quê?
Arthur riu e deu uma resposta muito mais simples do que Loras poderia prever.
— Porque eu não gosto de guerrear.
— Eu prefiro apodrecer nesse seu castelo, que me aliar a um homem que joga sujo.
— Como diz?
— Se esgueirar como ratos nas montanhas, e nos atacar pelas costas? Digno de um Pendragon!
Arthur riu, agora sem paciência, e levantou-se da cadeira.
— Você utilizou fogo vivo camuflado por um falso aríete para botar meus muros abaixo, e escondeu uma horda de Lannisters pelo Sul, enquanto nos mantinha distraídos com seu exército alojado em nossas colinas. Não seja hipócrita. Jamais fui desleal com vocês.- respirou fundo mais uma vez e continuou com uma voz firme e calma — Pense em quantas vidas serão poupadas e deixe um pouco o orgulho de lado.
Loras ignorou e lhe lançou um olhar gélido e sombrio
— Você devia ter me matado quando teve a chance...
Arthur começou a perder as esperanças de um acordo com Loras.
— Você não está em posição de ameaças, Sor. Lembre-se que da última vez que nos encontramos em batalha, era teu peito que estava pressionado contra uma lâmina.
— Isso graças ao noivo de sua mulher. Deve ser horrível ser grato ao amor de sua doce Elaene.
Arthur segurou a fúria e saiu do quarto batendo a porta, deixando Loras satisfeito com sua provocação.
=^=
Arthur se sentiu surpreso quando Robb o convidou para uma reunião particular, mas atendeu ao pedido tentando lembrar de que se tratava do Rei do Norte, e não de Robb Stark, noivo de Elaene.
— Algum avanço? – perguntou Robb, formalmente.
— Infelizmente não, Vossa Graça. Acredito que Mance esteja articulando algo com Olenna. Devemos esperar mais alguns dias.
— Enquanto isso, gastamos recursos preciosos para alimentar um enorme exército. – Arthur lhe encarou com desconforto e Robb continuou – você sabe que é verdade. Seu discurso sobre a rendição foi muito bonito, talvez bardos se lembrem dele daqui há séculos, mas você sabe que estou certo.
— Não, Robb. Eu não sei se estás certo, por isso, aguardo notícias. Preciso ter certeza de que não desperdicei a chance de encurtar a guerra e salvar milhares de vidas, essas que nos farão muita falta para a colheita pré-inverno.
Robb riu ironicamente
— Você quer discutir inverno comigo, Arthur?
Arthur desviou o olhar e bufou, com o semblante impaciente.
— Mas vim aqui com outro propósito, Arthur. Lancelot. – continuou Robb.
— Pois diga majestade, o que interessa meu irmão?
— Sobre o incidente com Gwaine no Oeste, primeiramente saiba que sinto muito. Porém, deve saber que Lancelot agiu de maneira repreensiva.
— O quê? Como assim? – Arthur franziu a sobrancelha em incredulidade com o que ouvia.
— Lancelot trocou a espada para a execução do garoto, por uma com lâmina cega, causando uma tortura cruel e desnecessária e desconforto para todos. Não agiu com honra e sensatez. A justiça do rei foi feita, mas ainda não admito barbáries.
Arthur levantou da cadeira e foi em direção à janela.
— O que você quer que eu faça, Vossa Graça? Lancelot presenciou a morte brutal de nosso irmão caçula. Um garoto de quinze anos, que a despeito de o seguir em batalha, nunca havia visto sangue de perto em toda sua vida. Um escudeiro, que estava sob sua proteção. Quer que eu puna Lancelot por não ter sido racional nessas circunstancias?
— Eu não venho reclamar nenhuma punição para Lancelot. Se assim fosse, iria direto à Uther Pendragon, que ainda é o Senhor de Camelot, caso tenha se esquecido. Apenas venho a ti primeiro, em respeito a Elaene, para que olhes pela saúde emocional de vosso irmão e o vigie para que não faça nenhuma besteira. Sei que Uther é severo, mesmo com seus filhos.
Robb notou a expressão de Arthur ficar irada, e tentou-se explicar.
— Venho observado Lancelot durante esse tempo, Arthur. Ele não me parece bem... Apenas, fique de olho nele.
— Agradeço a preocupação, Vossa Graça. Não quero perder outro irmão. – disse com escárnio
Arthur lançou um olhar frio para a paisagem do jardim, o ignorando, enquanto Robb caminhava em direção à porta. Mas respirou pesadamente e virou-se para desabafar
— Você se julga no direito de estar ofendido com minha presença em Camelot, mas levou minha noiva de Correrio para o sul e a tomou de mim. Pois te digo uma coisa, Sor Arthur. Eu tive que te engolir em Vila D’ouro e em Dente Dourado. Fui obrigado a ver minha Elaene desesperada para salvar a sua vida, e a consolei quando seu coração parou de bater. Eu não gosto de você, porque você agora tem o que me era mais precioso, mas eu tenho que te aturar, afinal, preciso de sua aliança em nome de uma causa maior. Mas saiba que se a fizer qualquer mal, rompo nossa aliança e lanço um inverno rigoroso até Camelot... – terminou com uma voz gélida nortenha.
— Como ousa me ameaçar sob meu próprio teto? – disse Arthur levantando com fúria e se aproximando perigosamente de Robb, enquanto sentia a própria voz ficar exaltada – pois deixe-me refrescar tua memória, Rei do Norte. Elaene partiu de Correrio para o sul, por sua própria vontade. Essa vontade foi consequência da humilhação de um homem que a trocou por uma aliança com os traiçoeiros Freys. Elaene chorou em meus ombros no pátio de Correrio, até ficar com os olhos inchados, e eu desejei que você tivesse uma morte lenta e dolorosa por isso. Você enche o peito para chamar Elaene de sua ou minha, e age como se ela fosse um tesouro a ser conquistado ou disputado. Cresça! Vocês não são mais crianças correndo pelo Bosque sagrado.
— Se não fosse por meu sacrifício em comprometer-me com a garota Frey, Elaene jamais olharia para você, Pendragon. – disse com uma voz de escárnio — Você só a tem, porque eu abri mão dela.
Arthur sentiu como se um tapa fosse dado em seu rosto, e se controlou para não agir irracionalmente. O Rei do norte lhe sorriu com os olhos, satisfeito pela falta de reação de Arthur e se virou para caminhar para fora. Mas antes, o que ouviu lhe deixou em completo choque:
— Agradeço por isso, Vossa Graça. Em breve, o fruto desse sacrifício teu, que cresce no ventre dela, poderá agradecê-lo também.
=^=
Arthur estava no jardim de Camelot, encarando a imensidão acampamento com os prisioneiros, e imaginando se Mance aceitaria a convocação para reunião na tentativa de paz entre as casas. Os Senhores continuavam a pressioná-lo para que uma decisão fosse tomada, pois os custos para alimentar o exército inimigo eram muito altos.
Oberyn se aproximou em suas costas com cuidado, notando o mau humor do cavalheiro.
— A solução é mais simples do que pensas, dragão.
— É mesmo, Sor. Oberyn? Porque não me diz logo, e me poupe tempo? – respondeu sarcasticamente, sem olhar para trás.
Oberyn se posicionou ao seu lado, e lançou o olhar para a imensidão que Arthur encarava.
— Você tem um elemento nas mãos, capaz de unir Westeros em uma causa única, e é disso que precisamos. – Arthur continuou olhando o horizonte sem tentar adivinhar o que Oberyn dizia, e então a víbora dornesa continuou – você tem uma Targaryen, Arthur. Revele a identidade de sua doce esposa, e verás bandeiras por todo o sul apontarem para Camelot.
— Ou verei todo o sul apontar as espadas em direção à minha mulher... – respondeu em tom pensativo
— Escolha isso, ou o óbvio: matar os prisioneiros de guerra e marchar para Porto real.
— Preciso de tempo para um acordo com Tyrells...
— O tempo corre contra nós, dragão... – disse baixo enquanto virava as costas para Arthur.
Arthur sabia que Oberyn tinha razão, e esfregou o rosto com a mão em sinal de raiva. Já não havia como esconder de si mesmo: temia contar a verdade para Elaene, e a cada dia em que protelava, mais perigoso ficava, pois mais teria a perder. Tinha medo de que ela fosse caçada, mas também temia que ela o desprezasse. Ainda mais agora que carregava um filho dele. Queria poder deixar as coisas intactas, o quanto pudesse.
=^=
Elaene estava na sacada sentindo a gostosa brisa da noite na campina bater em seu rosto, quando Arthur a abraçou por trás.
— Notícias de Mance ou Olenna? – perguntou Elaene, o tirando de devaneios.
— Não... – respondeu tentando esconder o desânimo.
— Eles virão! – disse Elaene se virando para encará-lo.
— Como você está? Os enjoos melhoraram? – disse Arthur, acariciando seu rosto.
— Sim, estou bem. Nosso pequeno Pendragon não aprecia torta de limão, a despeito dos apelos de sua mãe, mas resolveu me dar uma trégua. – disse sorrindo e acariciando o ventre.
Arthur a segurou pelo rosto e a beijou suavemente
— Preocupada com algo? — disse quando notou o olhar distraído dela.
— Gwen me disse que se encontrou com Lancelot, e que seu irmão está estranho. Acho que ele não está lidando bem com a morte de Gwaine, Arthur.
Arthur beijou seu pescoço, segurando sua cintura, e respondeu após descansar o queixo em seu ombro.
— Ele vai ficar bem. Dêem um tempo a ele.
— Arthur...
— Elaene... – ele a interrompeu se afastando do abraço e continuou – eu realmente tive um péssimo dia, por favor... há outro assunto desagradável que gostaria de abordar.
Elaene apenas franziu a sobrancelha e acenou uma afirmação para que continuasse.
— Robb veio me procurar essa tarde justamente para tratar sobre Lancelot, ou melhor, tratar meu irmão como um anormal. A conversa tomou rumos desagradáveis e deixei escapar sobre a gravidez.
Elaene arregalou os olhos em incredulidade
— Você não tinha esse direito! – disse com os dentes cerrados
— Eu sei. – respondeu calmamente
— Você usou nosso filho para atingir Robb? Você agiu baixo, Arthur!
— Eu sei. Desculpe-me. – disse suspirando – eu fui um cretino por usar isso contra ele.
— Sim, foi. Eis uma coisa que nunca pensei que você fosse!
— Acontece que estou feliz, Elaene. E não irei mais esconder isso. Robb soube por mim, e pasme, ele não morreu por isso. Aliás, há uma camponesa do oeste esquentando o coração gelado do Rei do Norte, bem nesse momento... – disse Arthur se referindo aos boatos maldosos sobre Robb e Jeyne.
Elaene lançou um olhar de asco, quando ouviram batidas firmes na porta, e a voz do escudeiro de Arthur.
— Sor Arthur, desculpe incomodar a essa hora, mas há um grupo se aproximando de Camelot, carregando estandartes Tyrell e bandeiras brancas.
Elaene virou as costas com raiva, enquanto Arthur saia pela porta.
=^=
—_Recebemos a carta de convocação em Jardim de cima, e venho em nome de meu pai para saber vossos termos. Mas, primeiramente, gostaria de ver meu irmão, Sor Pendragon – disse Garlan Tyrell para Uther, na sala de reuniões. Ali, apenas o Senhor de Camelot, Robb Stark, Arthur, Royce e Oberyn estavam. Cada senhor da aliança teria um peso nas negociações da rendição.
— Seu irmão está sendo muito bem tratado, Garlan, assim como você será aqui em Camelot, porém, até então estamos em lados opostos da guerra, e não poderei atendê-lo. Loras ainda é meu cativo.
— Quais são os termos, Sor Pendragon? – perguntou calmamente Garlan.
— Oferecemos paz a Jardim de Cima, uma posição privilegiada no Conselho Real, alianças por casamentos e perdão absoluto pela batalha na planície com a libertação de vossos homens. Em troca, vossa absoluta rendição e imediata aliança contra os Lannisters. Também demandamos votos de lealdade perante o novo Rei do Sul, descendente direto dos Targaryen.
Garlan coçou a barba e continuou
— Quais casamentos?
— Ofereço a mão de meu filho Lancelot como consorte para Margaery Tyrell, e Sor Royce oferece a mão de sua filha Leyna para Willas Tyrell, vosso irmão.
Garlan ficou com semblante pensativo por um instante e Arthur percebeu que estava tramando algo.
— Ofereço uma contraproposta, senhores. – disse Tyrell virando-se em direção ao Rei do Norte para encará-lo. — Vossa Graça, quando resgatamos Porto Real do ataque de Stannis, encontramos um homem que havia sequestrado vossa irmã. Esse homem, creio que você conhece, pois Arthur matou seu irmão em Dente Dourado, em seu comando: Sandor Clegane, irmão do Montanha.
— Cão de Caça? – perguntou Arthur surpreso, e Garlan confirmou.
— Sim. Resgatamos sua irmã de boa vontade, cientes dos abusos praticados pelo Rei Joffrey, e dos possíveis praticáveis pelo tal Cão de Caça. – bufou teatralmente Garlan – Pobre criatura.
Robb havia empalidecido e tomou fôlego para questionar.
— Sansa? Vocês estão com minha irmã? Sansa está viva?
— Sim, Vossa Graça. Ofereço uma proposta diferente. Willas e Sansa já se afeiçoaram um ao outro desde a chegada da princesa em Jardim de Cima. Façamos uma união entre Starks e Tyrell.
Robb ficou visivelmente perturbado. A notícia de sua irmã foi a melhor noticia que poderia ter, porém, estava claramente sendo chantageado para uma aliança. Não conhecia Willas, mas sabia que o jovem era um homem muito mais velho que Sansa, e primogênito de Mance. Era um pobre homem que foi aleijado quando garoto, culto e educado, mas ainda sim, sentia medo pela irmã.
Garlan prosseguiu.
— Uther, sem ofensas, por favor, mas minha irmã Margaery está preparada para se tornar uma rainha, e não a cunhada de uma. Ofereço ao Rei do Norte a mão de minha irmã. Não há em Westeros uma mulher mais qualificada para reinar ao seu lado no Norte, meu Senhor.
Robb se inclinou para frente para ser bem entendido por Garlan.
—Eu sou comprometido, Senhor. – disse Robb se referindo ao noivado com uma das filhas de Walter Frey
Garlan sorriu enigmaticamente.
— Alianças são feitas, e alianças são desfeitas. Tenho uma aliança com Jofrey Baratheon, Vossa Graça. Mas é uma frágil aliança... – disse sugestivamente.
Todos no salão perceberam o tom de barganha de Garlan e se mantiveram em silêncio.
— Analisaremos vossos termos, Sor Garlan. Enquanto isso, pedimos sua compreensão para que aguarde em Camelot, e permaneça desarmado em sinal de trégua.
Garlan se levantou da mesa, e cumprimentou os senhores antes de se retirar do salão.
=^=
Quando Arthur retornou para o quarto, Elaene estava deitada na cama, virada para o outro lado, fingindo estar alheia à chegada dele. Ele se sentia mal pelo que havia feito e dito, apesar de em seu íntimo acreditar ter sido justo ao responder a provocação do nortenho.
Perante o dia infernal que teve, não queria que adormecessem naquele clima ruim, virados para o outro como se não se conhecessem. Deitou-se na cama ao seu lado, e notou que Elaene continuava a ignorá-lo, então a abraçou por trás, depositando um carinhoso beijo em seus cabelos.
— Desculpe-me, por favor. Podemos esquecer isso? Não durma com raiva de mim. Chegamos tão perto do fim para brigarmos por tão pouco...
Elaene se virou e botou a mão em seu rosto.
— Você tem razão. Não apenas sobre isso, mas sobre Robb também. Não há porquê escondermos, estou feliz com você e não me envergonho disso. – depositou um beijo carinhoso no lábio dele, sugando delicadamente seu lábio inferior. – desculpe-me também.
Arthur sorriu e escorregou sobre o corpo dela, pairando o rosto em cima de seu ventre, e depositando outro beijo ali.
— Deixe-me gritar a felicidade para todos ouvirem, Elaene. – pediu a olhando sob os cílios a tempo de ver a confirmação dela junto de um sorriso delicado.
— Mas antes, me diga se Garlan Tyrell nos trouxe a nossa tão almejada paz.
— Está feito. Não foi um acordo agradável, mas assim que amanhecer, meu pai anunciará ao lado do Rei do Norte a aceitação dos termos de Garlan. Marcharemos para Porto Real nos próximos dias. Inverno e o fogo chegarão para Joffrey Baratheon!
Fale com o autor