Notas iniciais
Amores, deixem recadinhos para saber suas opiniões sobre a fic! é tão incentivador quando deixam sabia? Vejo tantos acessos e tão poucos comentários, fico pensando que não está bom, e vai me desmotivando a escrever... De qualquer forma, mais um cap. pronto!

Robb estava mais habituado à bebidas e principalmente ao hidromel nortenho que Elaene, porém, sua cabeça estava nublada.

Saíram às escondidas do castelo e de mãos dadas se esgueiraram pelo bosque sagrado até estarem no local preferido dela. Sentaram em frente ao lago para se sentirem mais confortáveis com o calor das águas termais, e começaram a compartilhar a garrafa que Elaene trouxera do festim, admirando as poucas estrelas visíveis no céu soturno do norte.

— Então, o tal Arthur Pendragon me pareceu ser uma pessoa agradável, não achas? – Robb perguntou olhando para Elaene e medindo cada uma das reações que viriam com a resposta.

Elaene o conhecia bem. Estava com ciúmes

— Robb, pare com isso...

—O que? Não achas?

—Você está com ciúmes, eu o conheço. — Disse com um meio sorriso no rosto. – E o seu ciúmes não têm fundamento algum. Eu amo você, sou sua, você é meu.

Com isso, aproximou-se o beijando profundamente, até Robb a interromper acariciando seu queixo delicadamente.

—Desculpe, sou um tolo. Mas é que não suporto a ideia de perder você para ninguém. Não quero parecer um imbecil com tão pouco tempo após a morte de seu pai, mas deveríamos oficializar o nosso amor. Você ainda me aceitaria?

— Você ainda tem alguma dúvida do quanto te amo, Stark?

—Nunca me cansaria de te ouvir dizer.

—Eu te amo, Stark. – aproximou-se e suspirou as palavras bem próximas da orelha de Robb, deixando seu lábio roçar seu lóbulo, do jeito que sabia que tirava o rapaz do sério.

Imediatamente sentiu suas costas bateram no solo gelado e macio do bosque enquanto Robb a beijava, apoiando o cotovelo, e impedindo que seu peso a incomodasse. Mas Elaene não ligava, desejava e ansiava sentir o peso dele sobre si. Puxou o braço de apoio de Robb, deixando que cada pedaço de seus corpos entrassem em contato.

Na maioria das vezes, era sempre Robb quem tinha mais juízo entre os dois, e paravam o que estavam fazendo antes de cometerem qualquer loucura. Mas nesse dia, sentia-se sem forças para frear as sensações e a ansiedade que a bebida só fez aumentar.

Num giro rápido, Elaene inverteu a posição com Robb, ficando por cima, e em seguida adotou uma postura agitada. Ansiava por algo que nunca conheceu, que nunca experimentou. Estava aflita para aplacar todas as noites de desejos reprimidos que tiveram nos últimos anos.

Retirou os braços do manto de pele que usava, o deixando apenas por cima, como uma manta para impedir o frio implacável. Mas o frio nunca chegou.

Quando lhe faltou ar no beijo, transferiu os beijos para a mandíbula e o pescoço de Robb, agradecendo a barba recém-feita, lhe dando maior acesso à pele no local.

Enquanto sentia o corpo de Elaene sobre o seu, tão agitado, arrancando-lhe arrepios e deixando sua respiração cada vez mais pesada, Robb tentou se lembrar, em algum lugar em sua consciência, que aquilo era errado.

Quando tentava formular alguma frase coerente, Eleane em uma ânsia de acalmar seu desejo, movimentou seus quadris de encontro ao de Robb, que em puro reflexo, após deixar escapulir um gemido pesado, a segurou na cintura e repetiu o movimento com mais força, arrancando um gemido de satisfação, agora de Eleane.

Elaene se sentiu poderosa, e aquela conhecida sensação de ânsia parecia guiar seus movimentos. Repetiu mais uma vez, pois o som dos gemidos de Robb eram a coisa mais sensual que já ouvira. Era como música aos seus ouvidos.

—Elaene, por favor... não... — Robb pedia docemente, mas Elaene só queria repetir o movimento mais e mais uma vez, até que aquela sensação no baixo ventre aumentasse e explodisse em alguma coisa desconhecida.

Quando iria repetir mais uma vez, sentiu os braços firmes de Robb lhe segurarem a cintura, impedindo-a de continuar o movimento.

— Por favor, não se mexa. Eu lhe imploro meu amor, não faça isso. Não conseguirei mais me controlar se você continuar, por favor. — Disse fechando os olhos e mantendo toda a concentração possível para se lembrar dos valores de honra que seu pai havia lhe ensinado.

“Família, dever, honra” eram os dizeres da casa de sua mãe. “Tão alto quanto à honra”, eram os dizeres da casa de Elaene. Por mais que não desejasse tão fortemente qualquer outra coisa no mundo, consumar o amor eles ali seria um ultraje, e Robb estaria decepcionando as três pessoas que mais amava no mundo, sua mãe, seu pai, e a própria Elaene, se continuassem. Estava bêbada, e não o perdoaria nunca se permitisse que fizessem tamanha loucura.

Aproveitando o momento de trégua e piedade que Elaene lhe dera, girou novamente seus corpos deitando as costas dela no chão novamente, mas agora mantendo distancia dos seus corpos, nem cogitando encostá-los naquele momento, com as evidencias de seu desejo tão óbvias sob seu calção.

Para acalmar os ânimos, distribui alguns beijos castos nos lábios de Elaene, sentindo suas respirações voltarem ao normal, e o rubor de desejo no rosto dela, dar lugar a uma palidez calma.

— Se você está esperando que eu peça desculpas por isso, não o farei. Estou cansada dessas cortesias com você, de ter de ser casta à todo momento, quando o que mais quero é ter você por inteiro.

Sentiu os olhos de Robb saltarem um pouco com misto de divertimento e susto.

—A verdade, Stark, é que eu NÃO sinto muito pelo que aconteceu. Não mesmo. O repetirei novamente, quando tiver a chance.

Robb soltou um risinho nervoso. Elaene estava diferente. Sempre foi mais controlado que ela, porém havia algo de selvagem nela que agora havia sido liberado.

Estava perdido.

Se não se casassem logo, não sabia quanto tempo resistiria. A nova Elaene era incrivelmente mais desejável que antes.

=^=

A noite foi difícil, estava sob os efeitos da bebida e da paixão. Acordara com raios de sol tímidos aquecendo o frio do norte em seus aposentos. A sua cabeça martelava, e as evidencias da noite anterior estavam estampadas em seu corpo. Se não bastasse, sonhara com Elaene e toda a tensão sexual que ficara no ar após o momento no bosque sagrado. Agradecera que a moça fora dormir em teu próprio quarto, lhe dando algum momento para acalmar seus pensamentos.

Além disso, estava preocupado se seu pai ficaria ao seu lado na decisão que tomara. Jon Arryn estava morto mas havia grandes dilemas morais em questão.

Ned Stark foi criado sob os laços do Senhor do Ninho da Águia, que lhe via como um filho. Porém, diante de algum motivo obscuro, o pedido da mão de Elaene para Robb, fora negado por Jon.

Não soube medir qual seria a reação do pai quando lhe fizesse novamente o pedido. Afinal, com Arryn morto, Ned era a figura mais próxima de um pai que Elaene tinha. Sua tia Lysa Arryn, nunca teve boa relação com Elaene, e nunca fez questão de ser amável, ou menos tolerável, e segundo relatos da jovem, a madrasta sempre a humilhava publicamente quando tinha a chance.

Talvez Ned Stark respeitasse o desejo de amigo, e não aprovasse a união entre as casas. Talvez. E se assim fosse, teria que desafiar o pai, e tinha medo. Medo do desconhecido, do desapontamento, da desonra. Enfiou a cabeça embaixo do travesseiro na esperança da dor latejante em cima do olho cessasse.

Pela manhã, após o desjejum, deveria partir com o pai e parte da comitiva real e nortenha, para a temporada de caçada que o Rei estava excitado para participar. Ficariam alguns dias fora, e seria vital para analisar o terreno, preparar e confrontar o pai sobre o assunto.

Decidido que não conseguiria mais descansar, resolveu levantar para fazer o desjejum. Gostaria de despedir de Elaene antes de partir e ficarem separados por dias.

Quando chegou ao salão, poucas pessoas já estavam de pé. O efeito da noite anterior ainda martelava sobre muitos no castelo. Arya e Sansa já estavam terminando o desjejum, e Jon estava carrancudo, do outro lado da mesa, alimentando sorrateiramente Fantasma por baixo da mesa.

—Ei Jon, noite difícil?

—Nada demais, irmão. Apenas efeito da bebida — mentiu Jon — Nada que uma boa tarde de treinos de espadas, acertando repetidamente a cabeça daquele príncipe metido a verão, não resolva.

Robb não conteve o riso. Não tinha boa impressão do rapaz. Nunca havia visto nenhum membro da realeza de perto, mas aquele rapaz não emanava nenhuma áurea de futuro rei aos olhos de Robb. Sentiu mais uma preocupação sobre os ombros.

Era nítido que uma aliança haveria de se formar ali, além do pedido para que o pai fosse Mão do Rei Robert. Seu pai não seria tão insensível ao ponto de oferecer a sua mão para a princesa Myrcella, seria cruel com Robb e com sua protegida. Então, certamente a mão de sua irmã mais velha, Sansa, seria oferecida ao príncipe Joffrey.

Soltando um bufada de ar, com misto de dor pela sua cabeça que martelava, e pelo desgosto em pensar nessa união, Robb interpelou Jon.

—Notou como nossa irmãzinha não para de suspirar sobre o príncipe, com Jeyne?

De fato, Sansa estava justamente conversando com Jeyne Poole sobre a beleza e as qualidades do príncipe Joffrey, não contendo ao soltarem risinhos inocentes e apaixonados, enquanta Arya, ao lado de Sansa, revirava os olhos tanto quanto revirava a comida, sem o menor interesse no assunto.

— Bem notado, irmão. Acho que a união que nosso pai pretende perpetuar, já não é mais segredo para ninguém.

— Certamente Sansa irá para a capital com nosso pai. Tão distante estará de nós. Quem irá protegê-la e se certificar de que esse príncipe não a faça nada de mal? Não confio nele, Jon.

— Nosso pai estará lá, e quantos nortenhos puder levar. O inverno estará na capital, irmão. Nossa irmã tem de crescer um dia. A capital lhe fará bem. Verás.- Disse Jon, meio incerto.

Robb sabia que aquela não era bem a opinião do irmão. Jon Snow era além de irmão, um bom amigo. Seu melhor amigo. Dizia-lhe coisas para acalmar sempre que precisava, e sentiu uma enorme tristeza ao imaginar que Jon vestiria o negro em breve. Apenas torcia para que tio Benjen, que viera da Muralha especialmente para o banquete, não levasse Jon imediatamente para aquele lugar desolado. Seriam tantas perdas de uma vez só. Precisava de cada um deles ali, para ser o homem que nasceu para ser.

Sentindo-se com pouca fome, logo terminou o desjejum. Notou que Elaene demorava para descer ao salão. Resolveu subir para acordá-la gentilmente. Teriam poucos momentos antes de partir para a caçada.

Quando chegou à porta dos aposentos da noiva, pediu permissão para entrar, que logo foi concedida.

Elaene ainda estava com suas vestes de dormir, e estava sentada na beirada da cama quando Robb entrou.

— Desculpe, lhe acordei.

Elaene bateu na cama para que Robb sentasse ao seu lado.

— Não tem por que se desculpar, Stark. Minha cabeça gira, e há muito tempo apenas rolo sobre os lençóis.

Quando Robb sentou, Elaene lhe beijou carinhosamente, sentindo a tensão no corpo do noivo. Certamente estaria desconfiado com tudo o que havia acontecido no Bosque. Robb era teimoso, honroso e rígido como todo bom Stark.

Suspirou com um sorriso bobo no rosto.

—O que há de engraçado?

—Você está com medo de mim?

Robb arregalou os olhos com a pergunta.

—Você não está falando sério, está?

—Claro que estou. Talvez, bem talvez, eu tenha passado um pouco dos limites e abusado de sua afeição por mim ontem. E só por isso, eu peço desculpas...

—Elaene, olhe para mim — Segurou o rosto dela em suas mãos.- Não há nada no mundo que eu queira mais do que ter você definitivamente em meus braços.

Aproximou-se mais da noiva, deixando suas bocas minimamente próximas.

—Poder seguir o que nossos instintos dizem. Sermos felizes e dormirmos realizados, juntos e completos lado a lado. Cada pedaço do meu corpo implora para ter você, Elaene. À todo tempo vivo um embate moral maldito, no qual luto com todas as forças que tenho. Preciso usar o escudo da honra para não ficar maluco. Por que juro que às vezes penso que vou enlouquecer se não puder fazer o que tenho vontade.

Com um suspiro tenso, Robb beijou Elaene profundamente.

— Tenho medo que você sinta desprezo ou horror por mim, se soubesse como ardentemente penso nisso o dia todo.

— Jamais pensaria isso de você, Robb. Eu te quero tanto, meu Stark, que também penso que vou enlouquecer a qualquer momento se não tiver você.

Intercalando beijos sem fôlego, Robb continuou:

—Eu prometo que quando voltar dessa caçada, estaremos noivos oficialmente. Meu pai há de aceitar, ele tem de aceitar. Nosso amor é tão certo quanto a chegada do inverno. É só questão de tempo. Não lhe posso pedir para esperar nada, não tenho esse direito. Então irei lhe implorar: Não desista de mim!

—Eu nunca desistirei de você, Robb. Jamais! Estarei aqui e serei sempre sua. Não há nada nesse mundo e nem nos sete infernos que tenha o poder de tirar você de dentro de mim.

Acariciou o rosto de Robb e sentiu uma gota salgada escorrer pela própria face enquanto o beijava com uma melancolia de algum pressentimento incerto.

— Volte para mim, meu amor. Volte para meus braços , logo!