Notas iniciais
Capítulo dedicado as leitoras mais lindas do mundo. (ou seja, as minhas, oras!) Boa leitura! Ah, seria prudente ligar o ventilador! *cof cof*

Quando alcançaram o corredor próximo ao quarto de Elaene, isolados do festim, a lançou contra a parede tomando sua boca, e arrancou um gemido de alívio dela no meio do beijo.

Quando se sentiu sem fôlego, Elaene levou os dedos para os cabelos dele e o puxou com força até que ele lançasse a cabeça para trás, junto com um chiado entre os dentes. Ela aproveitou para atacar seu pescoço, e se banquetear com o gosto.

— Machuque-me de novo, e eu te mato... – sussurrou no pescoço dele, e o contato da respiração dela entre os beijos molhados que aplicava, provocou um arrepio.

Arthur segurou o queixo dela e a empurrou delicadamente contra a parede, distanciando-a do seu rosto enquanto a encarava.

— Você é a única que não enxerga o quanto sou louco por você. Por que você tem que ser tão orgulhosa? – disse roçando os dentes no lábio dela, fazendo-a abrir a boca para tentar abocanhá-lo, porém, ele afastou o rosto dela usando a mão que segurava seu queixo. – por que você tem que ser sempre tão teimosa?

Quando Arthur tentou roçar os dentes novamente, Elaene usou os dedos entrelaçados no cabelo dele e o puxou para mais perto, para que pudesse ter o contato completo com a boca dele. Ele a afastou de súbito e a olhou com um semblante desafiador.

Elaene gemeu de susto quando ele a girou de costas de uma vez, empurrando seu corpo contra a parede. Arthur segurou suas mãos e as prendeu em um aperto a cima da sua cabeça, enquanto a pressionava contra a parede e inspirava o seu aroma no pescoço desprotegido dela.

— Tão teimosa... – sussurrou contra a pele dela enquanto retirava uma mão do aperto, para deslizar e acariciar a pele nua de suas costas nua, apreciando sua textura.

Elaene fechou os olhos quando sentiu a evidência do desejo dele a empurrando contra a parede, e com um sorriso satisfeito, rebolou contra ele a tempo de sentir o gemido rouco abafado em sua nuca.

Arthur subiu o vestido dela com a mão livre e serpenteou por dentro, agarrando sua coxa com força e caminhando para o seu centro, gemendo baixo quando sentiu a umidade dela entre seus dedos.

Ele soltou as mãos dela, e bateu a sua sua contra a parede, mordendo a nuca de Elaene com força, enquanto a ouvia suspirar e amolecer com o contato tão íntimo.

— Eu te quero tanto agora que tenho medo de te machucar. – disse enquanto acelerou o movimento dos dedos nela.

— Espere! – parou para abafar o próprio gemido enquanto segurava a mão dele o impedindo de continuar, pois estava muito próxima de perder a razão – Aqui não...

Ele voltou a si e percebeu que ainda estavam no corredor, então a puxou pela mão alcançando a porta do quarto, entrando e batendo-a com desespero atrás de si.

Dessa vez foi Elaene quem avançou sobre ele, o empurrando contra a porta recém fechada, e retirando o gibão com sua ajuda.

Sem paciência para desamarrar os laços da túnica de gala dele, a rasgou com força enquanto Arthur soltava um riso baixo e divertido com a rispidez e impaciência dela para lhe despir.

— Eu realmente gostava dessa túnica...

Elaene o encarou por baixo dos cílios, e o verde de seus olhos faiscavam quando o surpreendeu com um tapa na cara. Arthur chiou entre os dentes e tocou na face, enquanto ela via o fogo dominar os pacíficos azuis que tanto amava.

— Agradeça sua Guarda por não estarem na sua porta essa noite... — se aproximou perigosamente dela e puxou com força as mangas do vestido para baixo, deixando-a desnuda da cintura pra cima.

Antes que entendesse o porquê da ameaça, ele avançou sobre seu seio laçando a cintura dela com um braço, para que ficasse ainda mais próxima da boca, e logo arrancou um alto e angustiante gemido da boca dela.

Sem perder tempo, ele a puxou para seu colo, laçando as pernas dela em sua cintura enquanto caminhava até a cama, ainda sem retirar a boca dos seios dela.

— Eu te odeio, Pendragon... – disse em um fio de voz quando entendeu o que ele quis dizer com aquela ameaça, e o puxou para mais perto com os dedos em seus cabelos, sentindo a agonia perfeita quando os dentes dele roçaram seu ponto sensível, e ele a deitava na cama. – Eu te odeio por me fazer te amar tanto assim...

Arthur rapidamente deslizou-se para baixo, e levantou o vestido dela até a cintura. Logo arrancou a roupa de baixo com rispidez, para ter acesso à fonte da excitação dela, e se deitava e posicionava seu rosto entre suas pernas.

Elaene arqueou as costas em antecipação e ele beijou sua virilha de maneira provocante, enquanto observava ela bufar em impaciência.

— Não. Você não odeia. Seja gentil, Targaryen. Peça... – disse deslizando os beijos até minimamente próximo de onde ela o queria.

— O quê? – Ela perguntou com dificuldade.

— Não seja orgulhosa. Você terá que pedir... – sussurrou contra ela, encarando e a fazendo arrepiar com a sensação da respiração batendo naquele lugar – se quiser que eu lhe beije, terá que pedir...

— Qual é o seu problema, em sempre querer me fazer implorar? – perguntou com raiva pela provocação, enquanto levantava o quadril em busca de algum contato, fazendo Arthur rir baixinho.

— Você é malditamente orgulhosa, e te fazer deixar o orgulho de lado e implorar para que eu lhe dê prazer, me excita... – encostou a ponta da língua nela e a fez choramingar antes de praguejar – ... muito!

— Que se dane! Por favor, Arthur...– se rendeu enquanto apertava a mão dele em sua cintura em incentivo.

— Por favor, o quê? O que você quer, Elaene? – disse sorrindo contra ela, aproveitando o momento de entrega dela.

— Dê-me aquele beijo, Arthur... Eu preciso de sua boca!– disse em um fio de voz, porém, impaciente.

Arthur obedeceu, deslizando a língua por toda a extensão dela, a observando fechar os olhos com força para tentar refrear o som alto de agonia que veio de seu peito.

Ele continuou a lhe beijar com veneração, do jeito que ela gostava, e pelos sons que produzia, sabia que ela não resistiria por muito tempo.

Elaene arqueou as costas, ainda com os olhos bem fechados, e puxou o cabelo dele contra ela com força quando atingiu o seu ápice, e por mais que tentasse lutar, não conseguiu impedir o som alto que saiu de sua boca quando alcançou.

Os jogos e provocações que travaram um com o outro nos últimos dias, só serviram para deixar aquele momento de entrega ainda mais prazeroso. E, por fim, realmente agradeceu mentalmente os soldados não estarem em sua porta naquele momento, pois não saberia como encara-los depois de a ouvirem reproduzir aqueles sons obscenos.

— Deuses! – suspirou anestesiada e logo o puxou para cima – venha aqui, Pendragon...

Elaene tocou seu rosto para beijá-lo suavemente, enquanto acalmava a própria respiração. Quando o encarou, quis dizer para perdoá-la por feri-lo tanto, e que ela mesma não sentia mais mágoa pelo que passou, pois o amor dele havia tomado conta dela como uma doença incurável. Mas quando ele lhe encarou de volta, tão perto, e roçando a ponta do nariz no dela, sabia que se comunicavam pelo olhar, e ele entendia tudo o que ela queria dizer.

Arthur posicionou-se em sua entrada, e ela apenas tinha forças para sussurrar baixo que o amava, como um mantra, enquanto ele fechava os olhos e a sentia envolver-lhe uma vez mais, lentamente.

Ela sentiu o lençol embaixo dela sendo puxado pela mão dele, e o abraçou com as próprias pernas, impaciente com a lenta velocidade que ele imprimia.

— Mais rápido, Arthur... – Elaene repetia no ouvido dele sem lhe dar trégua, como se o orgasmo que acabara de ter tivesse servido apenas para aumentar a sua fome.

Arthur obedeceu, mas Elaene o mordeu com muita força no pescoço, fazendo-o parar de se movimentar por um instante e grunhir por prazer e dor.

Sem dar tempo para que ele se recuperasse da mordida, Elaene segurou teu pescoço com uma mão, e o jogou com força na cama, invertendo suas posições.

Ele a observou montar nele e sorrir enquanto o sentia inteiro nela mais uma vez. Não pôde deixar de pensar na primeira vez em que a viu assim. Daquela vez, Elaene estava tímida e insegura sobre si mesma, muito diferente daquela mulher ali, decidida e poderosa, que o encarava agora com puro fogo nos olhos e se movimentava habilmente sobre ele, arrancando gemidos de ambos.

Diferente de quando Arthur se permitia ser dominado, por pura apatia e remorso, agora se revezavam pelo poder e apreciavam ser subjugados nas mãos do outro. Não por culpa, ou medo, e sim por pura satisfação. Livres de culpas.

Depois de atingir o ápice em cima dele mais uma vez, Elaene deitou-se sobre o seu peito para recuperar os sentidos, enquanto ele beijava o seu rosto.

— Você tem alguns talentos, Pendragon... – disse o provocando e puxando seu lóbulo da orelha entre os dentes, enquanto sentia o peito dele pular sob seus dedos, enquanto tentava segurar o riso.

Arthur levantou e ficou de joelhos, próximo a cabeceira da cama, dando a mão para que ela viesse ao seu encontro, de maneira gentil. Mas ela reconhecia o olhar que ele lançava: puro fogo.

— Começamos algo na parede do corredor, e eu fui interrompido! — disse Arthur lhe puxando rumo a cabeceira, para que ficasse de joelhos, com o rosto virado para parede.

Elaene colou a lateral do rosto na parede, empinando o próprio quadril, e sorriu quando percebeu que ele admirava o seu corpo daquela posição. Arthur a empurrou usando o próprio peito, e segurou o cabelo dela pela nuca puxando sua cabeça para trás, enquanto beijava seu ponto sensível no pescoço.

— Você não deveria ter feito aquilo, Elaene. Eu realmente gostava daquela túnica... – sussurrou com um sorriso provocador antes de morder seu ombro e se unir à ela de uma vez, ouvindo Elaene tentar segurar o gemido angustiado que brotou, e fez as pernas tremerem levemente. — quero que sejas muito grata à sua Guarda não estar à sua porta essa noite!

=^=

Arthur usava o cotovelo para controlar o peso em cima dela, enquanto a beijava suavemente nos lábios, sentindo que pouco a pouco ela não mais reagia ao contato.

Sorriu largamente quando afastou o rosto e notou que ela estava quase adormecendo. As várias noites mal dormidas e a fúria com que se amaram naquela noite, cobravam o seu preço.

— Eu não acredito que você irá dormir enquanto te beijo! – disse, falsamente indignado, enquanto ela se virava de costas para ele e puxava seu braço para que a envolvesse em um abraço.

— E se você ao menos pensar em se deitar naquele tapete ridículo de novo, irei quebrar aquele vaso de flores na tua cabeça. – resmungou Elaene, com a voz sonolenta. — Não alimente ainda mais seu ego, mas você me fez ver muitas estrelas essa noite. Mal consigo ficar de olhos abertos agora...

Ele a apertou ainda mais no abraço, sentindo o aroma de seus cabelos invadir os seus sentidos.

— Eu amo você, não tenha mais dúvidas disso. Perdoe-me! Nunca mais trairei tua confiança... — sussurrou contra sua nuca.

Naquele momento o sono dela se dissipou, pois também escondia algo importante de Arthur: sua magia. Mas aquele não era o momento certo para revelar. Agora o entendia, e sabia o quanto foi injusta por julgá-lo tão duramente.

Apenas virou-se de frente para ele, enquanto ainda era envolvida pelo seu braço, e o beijou demoradamente.

— Perdoe-me também. Eu estava tão cega... – sussurrou próxima à sua boca, antes de tomá-la na sua, com saudades. – eu te amo, Arthur Pendragon... – voltou a tomar seus lábios e empurrar teu corpo de encontro ao dele, notando que ele já reagia.

Arthur conseguiu separar o beijo se lembrando de que ela estava exausta, mas teve um sobressalto quando a sentiu acariciá-lo onde ele mais queria, e recomeçar os estímulos, determinada.

— Só mais uma vez... – Elaene disse baixo, ouvindo o gemido trêmulo dele contra sua boca quando o guiou para dentro dela novamente – e dormirei satisfeita...

=^=

— Elaene... Elaene... – Gwen a chamava insistentemente, balançando seus ombros, mas a amiga resmungava enquanto puxava a manta para cima.

Gwen puxou a manta de volta para baixo, e balançou seus ombros com mais força, a fazendo, enfim, despertar.

— Elaene!

— Gwen? Que horas são? – perguntou Elaene, mal conseguindo pronunciar as palavras com clareza.

A dornesa lhe sorriu maliciosa

— Já se passou mais da metade de um dia inteiro, Elaene!

— O quê?! – disse ficando um pouco mais desperta, enquanto se sentava na cama – Pelos Sete... há tempos não dormia tão bem assim...

— Aham... notei... — disse enquanto se sentava em frente à ela, e arqueava a sobrancelha. – uma noite muito cansativa não, é? Sem mal-entendidos agora?

— Sim. Bem... não houve muita conversa ontem... mas acho que estamos bem...

— Que vocês estão ótimos, disso eu não tenho dúvidas. Ficou bem claro para mim depois daquela dança no festim, e hoje quando vi a enorme marca que você deixou no pescoço dele!

Elaene riu com vontade e se esqueceu de todos os problemas naquele momento.

— Onde ele está agora? Porque saiu sem me acordar?

— Ele tentou acordá-la várias vezes, mas disse que você estava apagada. Jon Connington veio chama-lo com urgência e estavam cheio de segredos quando os vi.

— Jon e Arthur?

— Sim, mas isso não é da minha conta. Arthur me pediu para ver como você estava, e lembrá-la de que tem compromisso essa tarde com os nobres do Vale. – disse virando os olhos em sinal de tédio.

— Obrigada, Gwen. Eu realmente não tenho certeza se iria acordar a tempo. – disse sem graça.

— Ah sim, e ele quer jantar a sós com você essa noite. – disse maliciosamente, notando o sorriso tímido de Elaene brotar – mas não se assanhe muito... Ele disse que há algo importante para te dizer. Sua depravada! – disse fechando o semblante de forma teatral, e jogando o travesseiro em direção à Elaene, não controlando o riso.

=^=

A reunião da tarde havia sido estressante. Elaene havia sido designada pelo Conselho, para reconciliar o Vale. Os Senhores do Vale aliados de Lorde Royce, pressionavam a realeza para que o reconhecesse como tutor de Robert Arryn, e considerasse Lysa Tully, incapaz para tal tarefa.

Era uma ótima oportunidade de se vingar das humilhações que aquela mulher havia lhe imposto. Lembrava-se muito bem de quando a estranha mulher tentou lhe jogar pela porta da lua, logo após o nascimento daquele que acreditava ser seu irmão.

Agora mesmo, lembrava-se de quando Cersei disse-lhe que Lysa matou seu pai de criação, e começou a imaginar se a maldita não sabia quem ela realmente era, e o fez para evitar que Jon Arryn algum dia revela-se a verdade.

Por outro lado, não poderia tomar a decisão de forma precipitada e apenas pela emoção. Poderia causar instabilidade no Leste, pois Lysa ainda tinha seus amigos. Além disso, traria para si a mágoa de Catelyn, aquela que um dia lhe tratou como a uma filha.

Suspirou antes de entrar no quarto do príncipe, e viu que ele a aguardava ansioso, enquanto espiava pela janela. Quando a notou, Arthur lhe sorriu enquanto caminhava em sua direção. Pegou-lhe pela mão e a guiou até a mesa.

— Creio que tenha dormido bem, Alteza. – disse em um tom falsamente formal.

— Terrivelmente bem, Pendragon. – Quando sentou-se na cadeira puxou-lhe pela mão para depositar um suave beijo em sua boca, arrancando um sorriso dele. – E você, príncipe? Porque acordou tão cedo e me deixaste sozinha?

— Desculpe. Eu realmente tentei te acordar, inclusive, de formas bens carinhosas, mas você estava incrivelmente resoluta em resmungar e a me empurrar para longe.

Arthur não controlou o sorriso e ela o acompanhou.

— Perdoe-me, eu realmente estava exausta, e uma parcela de culpa é sua...- balançou a cabeça para se concentrar no assunto que atiçava sua curiosidade — Arthur, Gwen me disse que se encontrou com Jon Connington. O que está acontecendo?

Arthur alterou sua expressão e fechou semblante.

— Eu disse que não lhe esconderia mais nada. Não posso te perder de novo.

Elaene arqueou a sobrancelha e Arthur lhe explicou em detalhes como Jon havia se tornado um aliado e sobre o teor das mensagens que haviam interceptado, enquanto terminavam a refeição. A última mensagem havia partido do Rei, supostamente para Melisandre, em Pedra do Dragão, e mencionava a localização atualizada do exército nortenho, que marchava para o Norte. Arthur mencionou que Jon descobriu que as mensagens não vinham e nem eram encaminhadas para Pedra do Dragão como Uther pensava, e sim, por alguém que se passava por Melisandre, ali mesmo, em Porto Real.

— Por que esse interesse? Você acha que ele planeja trair Robb? Como? – perguntou Elaene, preocupada. — Por que diabos essas mensagens não vieram de Pedra do Dragão?

— Eu não sei, mas não precisa de pânico. Não faz sentido atacarem Robb... Ele está cercado por um grande exército. Ninguém em Westeros tem poderio para enfrentá-lo assim.

— Eu não quero mais guerras, Arthur... Não agora!

— Eu também. Sinto muito por lhe deixar preocupada, mas acredito que deveria lhe contar...

— Você fez bem, Arthur. – disse sorrindo com gratidão enquanto se levantava e caminhava em direção à ele.

Elaene sentou em seu colo e acariciou o seu rosto enquanto se convencia de que ele também merecia saber a verdade, sobre o que ela era.

— Eu também tenho que lhe contar algo, Pendragon. Tenho medo, mas preciso confiar em ti.

— Você sabe que pode confiar. Diga!

Respirou fundo enquanto criava coragem.

— Lembra-se de quando lhe contei que tenho sonhos estranhos? – continuou quando o viu acenar em confirmação – e do episódio na tenda de Renly, com meu amuleto?

— Sim... o que tem?

— Nem todas as magias são ruins, Arthur.

— O quê? – perguntou sem entender aonde ela queria chegar.

— Eu tenho magia, Arthur. – disse rápido, sem mais pestanejar.

— Que história é essa, Elaene? Você não tem magia!

Elaene bufou e, ainda no colo dele, fechou os dedos no punho e apagou todas as velas do quarto. Arthur suspirou em surpresa, mas ainda permanecia com o cenho franzido, cético, então Elaene abriu os dedos e todas as velas se acenderam mais uma vez.

— O quê?... – disse assustado, enquanto a retirava do colo, e se levantava afastando-se. – O que significa isso?

— Eu possuo magia, Arthur, e sou mais poderosa que Nimueh ou qualquer outra bruxa. Foi eu quem lhe salvou na tenda de Renly, e não o meu amuleto. Pensando melhor agora, acho que inconscientemente lhe ajudei a derrubar Loras do cavalo naquele torneio – disse sorrindo, tentando amenizar o clima.

Arthur riu em pânico enquanto se afastava.

— Isso é loucura! – passou a mão nos cabelos enquanto tentava raciocinar – Se você possui magia por que não a usou para nos salvar do bastardo Bolton? Por que não a usou para nos salvar do cerco Tyrell?

— Eu não tinha noção sobre o que era, nem do que seria capaz, Arthur. Merlin vem me ajudado a domar meus poderes desde quando nos casamos. Há pouquíssimo tempo tenho consciência deles. – aproximou-se dele, com medo de que ele a rejeitasse, exatamente como ela fez com ele no dia em que o julgou como um manipulador traíra – Eu tinha medo de que você me julgasse perigosa, ou uma aberração.

— Você alguma vez me enfeitiçou?

— Claro que não! – respondeu ofendida e se afastou.

Arthur caminhou em sua direção, e a segurou pelo rosto.

— Quando vieste em minha tenda aquela noite, preocupada com sua visão no torneio em Ponta Amarga, acreditando que eu a trataria diferente por isso, eu havia lhe dito que não havia nada nesse mundo que me fizesse olhar para você, diferentemente da forma que olho agora. Nada mudou! Estou só um pouco assustado, não quis agir como um imbecil... Desculpe-me...eu não sei o que pensar sobre isso!

— Venha... Quero lhe mostrar algo. – disse Elaene, o puxando pela mão em direção ao tapete ao lado da cama.

Quando estavam deitados um ao lado do outro, Elaene o olhou de lado e ele parecia nervoso e ansioso.

— Feche os olhos. – quando viu que ele estava vacilante, então o beijou sussurrando – confie em mim.

Arthur obedeceu, e quando Elaene ordenou que os abrisse novamente, viu o teto todo decorado com luzes de velas. Apenas as luzes das velas, e nada mais. Sua boca abriu em incredulidade quando notou que as luzes flutuavam e formavam o contorno da metade de dois brasões unidos: Targaryen e Pendragon.

Sentiu a mão dela tocar a sua em cumplicidade, enquanto as lágrimas que ela não controlou, desciam pelo seu rosto.

Notas finais
Eu ainda vou morrer de amor com esses dois... Estão felizes? infartadas? Querem me bater? Reviews? Quero!