Queen of ice and fire
11 Despertar

Catelyn havia marcado um encontro no bosque sagrado com Robb, os protegidos de Ned Stark e Sor Rodrick. Enfim, havia chegado a hora de fazer algumas revelações.
Na noite do banquete em Winterfell, em comemoração à vinda da comitiva real, Meistre Luwin havia lhe trazido uma carta que chegara cedo do Vale com o selo intocado da casa que agora pertencia à sua irmã mais nova. Nessa carta, Lisa havia dito que Jon Arryn havia sido, na verdade, envenenado, e botava a autoria do crime nas mãos dos Lannisters. Quando leu o conteúdo e o queimou na fogueira, o revelou para o marido. A rainha Cersei pertencia à casa Lannister, e sabiam que nada poderiam fazer até reunirem provas contundentes. Seu marido havia partido para a Capital, tomando o cargo que era de Jon Arryn, na tentativa de encontrar indícios ou provas sobre as circunstancias da morte do amigo. Assim que encontrassem, torceriam para que Robert ainda fosse o homem que haviam conhecido e punisse os envolvidos.
Porem, agora o marido estava longe, e alguém havia tentado matar o próprio filho. O defendeu bravamente com a ajuda de Elaene e o lobo do Bran, mas poderia não ter conseguido.
O homem havia dito: “Não era para você estar aqui. Isso é misericórdia”. O velho vestia roupas muito simples e sujas, provavelmente havia se escondido nos estábulos após a partida da comitiva real. Ao que tudo indicava era um dos homens da comitiva. Ninguém em Winterfell trairia os Starks dessa forma.
Sentiu um arrepio na espinha em pensar no que poderia ter acontecido se não estivesse naquele quarto. Que tipo de crápula assassinaria a sangue frio, uma criança indefessa, e em coma?
Outro detalhe estranho era a adaga que portava. Era de aço Valiriano e sabia, portanto, que tal homem não teria recursos para adquirir uma lâmina tão nobre. Alguém lhe dera a adaga. Alguém abusou da sua hospitalidade, e a traiu tentando matar o seu filho.
Decidiu que iria para o Sul em segredo, juntamente com Sor Rodrick, para tentar encontrar pistas do mandante da tentativa de assassinato de Bran. Agora mais do que nunca, acreditava no envolvimento dos Lannisters em tudo aquilo. Teria Bran visto algo? Ouvido algo que não devia? Iria descobrir.
Deixou Robb como Senhor de Winterfell, e despediu-se de Rickon e Bran com muita melancolia.
=^=
Assim que a mãe partiu, Robb e Elaene se reuniram nos aposentos de Robb para conversarem.
—Malditos! Você realmente acredita que eles têm envolvimento com a morte de meu pai?
—Não sei, meu amor. Mas eles pagarão por isso, pode acreditar. Nem que eu tenha que partir para o sul e pisar no crânio de cada Lannister que encontrar pelo caminho. Irei trazer para você a cabeça daquele que matou sem pai, tão covardemente...
—Não diga isso, Robb. Escute-me. Não se envolva nessa questão, entendeu? Não posso correr o risco de te perder também. Seu pai é experiente e cresceu junto com o rei e com meu pai, tenho certeza que ele resolverá tudo.
Robb lhe deu um beijo sôfrego.
—Você não irás me perder, nunca! Mas só de olhar para esse teu machucado no braço... sinto meu sangue ferver em minhas veias...
—Prometa, Robb. – Elaene sentiu então, um súbito ataque de pânico. O medo da perda a invadiu de uma maneira irracional e sentiu as lágrimas escorrerem sem controle pelo rosto.
Robb a beijou para acalmá-la.
—Prometo. Jamais irá me perder. Sou teu.
Beijou o pescoço de Elaene, que sentiu o familiar arrepio lhe eriçar os pelos pelo corpo.
—Sou teu.
Beijou e mordiscou o lóbulo da orelha dela.
—Sou teu.
Passou a mão pelos quadris de Elaene, a elevando na altura da escrivaninha e a colocou sentada, com as pernas laçadas em Robb. Em seguida, beijou o decote do vestido de lã.
—Sou teu.
Tomou a boca dela com desespero, sentindo as pernas dela lhe apertarem para mais perto.
—Robb...
—Você só precisa dizer que sim, e eu o farei. Não me importo mais com o resto, só com o que você quer. Cansei, Elaene, merecemos ser felizes. – Disse enquanto levantava a saia dela até a cintura, sentindo os pêlos da coxa arrepiados com a palma da mão, apreciando que era ele quem provocava aqueles arrepios nela.
—Você irá se arrepender, Robb. Eu o conheço bem. Não suportarei teu olhar maculado pela vergonha, sabendo que és culpa minha.
Robb fechou os olhos, e com raiva bufou. Sabia que ela estava certa.
—Tu sabes que posso te convencer do contrário, não é?- Disse enquanto passou a mão pela parte interna da coxa dela, subindo tortuosamente, arrancando um suspiro dela.
—Gostaria que tentasse.
Robb subiu ainda mais sua mão, e passou levemente a ponta dos dedos por cima da roupa íntima de Elaene, que arqueou as costas aplicando um forte puxão nos cabelos de Robb.
—Não podemos consumar, mas não quer dizer que não posso te deixar feliz e relaxada.
—O que está fazendo, Robb?
Robb havia ouvido por noites intermináveis, as aventuras sexuais de Theon. Mesmo sendo um rapaz inexperiente, Robb aprendeu muito com o amigo, e sabia que poderia dar prazer para a sua noiva, sem retirar a sua honra. Iria retirar aqueles medos e traumas que ela tinha e dar lugar para felicidade e prazer.
Pousou a palma da mão na intimidade de Elaene, por cima de sua roupa íntima, e sentiu o calor do local, não segurando um gemido involuntário quando sentiu a umidade sob o tecido. Respirou fundo e colou sua testa na dela, olhando-a nos olhos. Havia surpresa neles, mas também estavam nublados pelo desejo. Conhecia os sinais. Seu rosto estava vermelho, seus olhos mais escuros e sua boca entreaberta.
Nunca tirando seus olhos dos dela, Robb movimentou sua mão usando sua palma, de cima para baixo, num movimento suave, não mais do que um roçar.
Elaene soltou um suspiro forte. Não protestou e manteve o olhar com o dele.
Robb repetiu o movimento de volta, de baixo para cima, sentindo um local específico que fazia com que a noiva arfasse com uma agonia maior. No terceiro movimento, deixou que seu polegar resfolasse naquele local, arrancando um gemido e outro puxão de cabelo, agora mais forte.
Começou então a massageá-la, com movimentos consecutivos e verticais. O ritmo se tornou constante, e não conteve um gemido de satisfação quando sentiu a umidade de Elaene lhe molhar mão. Acelerou o movimento e usou mais pressão nas palmas da mão.
—Robb, por favor. – Elaene suspirou fracamente.
—Por favor, o quê, meu amor?
—Continue...
—Você gosta?
Elaene nem teve tempo de responder, Robb havia pressionado o local sensível novamente com seu polegar. No lugar da resposta, soltou outro gemido alto, em forma do nome do noivo.
—Robb, o que está acontecendo comigo? – Sentiu que Elaene começou a tremer, então pressionou ainda mais rápido o local sensível, até que ela finalmente chegou ao seu ápice. A garota tremeu o corpo todo e mordeu os lábios arrancando sangue para que não gritasse, fechando os olhos com força.
Robb sentiu um puxão no cabelo o deixando bastante dolorido, em seguida sentiu que Elaene iria desabar sobre a escrivaninha, e a segurou pela cintura, aninhando-a em seu peito.
Permaneceu abraçado a ela, fazendo carinho em seu cabelo, enquanto ela praticamente ronronava com a cabeça encostada em seu peito.
—Você está bem? – Perguntou Robb preocupado, pois a moça estava mole, e não havia dito nada até agora. Sentiu um medo terrível de ter feito algo errado, de tê-la insultado, ou pior, tê-la machucado.
Robb ficou surpreso quando Elaene lhe olhou, por baixo dos espessos cílios. Seus olhos estavam pesados, como se estivesse com um terrível sono, o rubor em suas bochechas ainda estava lá, e um sorriso mole e bobo brotou em seus lábios.
—Eu me sinto ótima, Stark.
Robb sentiu uma alegria imensa em ver as lágrimas darem lugar para aquele sorriso frouxo e relaxado. Não iria desonrá-la, mas a daria prazer, afinal estavam noivos. Sacrificaria o seu próprio prazer para o momento apropriado, mas não deixaria com que Elaene sofresse com suas decisões. Sentiu-se estupidamente orgulhoso de si mesmo. Se estivesse no controle da situação, daria certo.
Beijou-lhe delicadamente.
Elaene era seu calor em meio aquele frio do Norte. Não deixaria que a chama dela se esvaísse. O inverno chegaria em breve, e se as possibilidades se confirmassem, até mesmo poderia haver uma guerra logo em frente. Iria aproveitar a bonança antes que a tempestade batesse mais forte que o martelo de Robert sobre eles.
=^=
Quando a viu entrar no salão para a ceia, notou um sorriso quente no rosto dela. Seu humor claramente estava ótimo. Estavam a sós na mesa, e Elaene sentou ao seu lado lhe dando um beijo rápido.
— Boa noite... – cochichou o resto no ouvido dela- minha Stark... – Elaene não conseguia controlar o sorriso que iluminava seu rosto ainda mais.
— Boa noite...- inclinou para também dizer o resto em seu ouvido- meu senhor Stark. – Arrancando um suspiro de Robb.
— Você parece incrivelmente de bom humor essa noite – Disse Robb lhe lançando um sorriso malicioso, esperando que a noiva corasse com a insinuação. Mas ela não corou.
—Me sinto maravilhosa, meu senhor Stark. Acredito que devo isso às suas mãos habilidosas.
Robb não pôde controlar um gemido.
—Você é impossível, Elaene...
Notou que Elaene corou, e sabia que ela estava escondendo algo.
—O que foi? O que estás pensando agora?
— Bem, você sabe que eu não tenho amigas aqui em Winterfell, além de Arya. Não tive mãe, e o máximo que cheguei disso foi a velha Ama e vossa mãe, e nunca tive conversas... íntimas, com nenhuma delas...
—O que quer saber, Elaene?
— O que você fez hoje... – fez uma pausa, sentindo o rosto queimar com a vergonha — me manteve intacta?
—Sim, Elaene. Não se preocupe, meu amor. Continuas virgem.
Notou o sorriso de alívio dela, e então um pensamento lhe brotou na cabeça.
Era óbvio. Elaene nunca havia dado prazer a si mesma. Se ele sofria com os desejos reprimidos, sentiu ainda mais culpa por tê-la privado de tantas coisas. Robb se aliviava tanto quanto podia, era dolorido quando ficavam tanto tempo se beijando na cama, e ainda dormiam abraçados. Mas ela não se dava alívio.
A imagem de Elaene dando prazer a si mesma não saia da cabeça de Robb. Fechou os olhos com força, soltando um suspiro.
—Elaene, me diga. Você nunca havia experimentado isso?
— Não, Robb. Nunca. – o rosto da jovem parecia que iria derreter com tanto rubor. — Mas talvez experimente em mim mesma essa noite.
Robb soltou o copo sobre a mesa, fazendo um baque oco na mesa, fechando os olhos outra vez, e passando as mãos na cabeça.
—Elaene, precisamos fazer um acordo. Se vamos tentar levar as coisas dessa forma, não pode querer me tirar do sério como você sempre faz, quando tem a chance. Preciso estar controlado para não ultrapassarmos limites sérios. Entendeu?
Elaene abaixou o olhar, com vergonha e confusa.
—Desculpe-me, Stark. Não falei por mal... o que te perturbou, não entendo?
— O que me perturba, Elaene, é que a imagem de você se tocando a noite me deixa tão maluco, a ponto de querer lhe jogar nessa mesa agora e consumar nosso amor antes da hora apropriada.
Elaene arregalou os olhos involuntariamente. Robb nunca havia dito nada parecido a ela. Sempre foi um rapaz contido, que na maioria das vezes interrompia o que faziam, pensando na honra em primeiro lugar. Robb estava claramente mudado desde quando a tranquilidade em winterfell virou de pernas para o ar. Notou também que agora o rapaz deixara a barba crescer, lhe dando um ar ainda mais maduro.
Pela primeira vez Robb a deixou sem palavras e sem reação, apenas passou a mão pelos cabelos, enquanto o silencio nublava o ambiente. Robb tomou um grande gole de vinho e parecia fingir que não havia dito nada demais. Sentiu que seu rosto queimava com o forte rubor que lhe tomava, mas ao ouvir que Robb tinha aquele desejo por ela, não pôde deixar de se sentir poderosa.
=^=
Robb acordou com batidas fortes e ocas na porta de seu quarto. Era Theon. Mal deu permissão para entrar e o rapaz já invadiu o quarto com passos largos e fazendo muito barulho.
— Pelos deuses, Theon! O que você quer?
— Levante-se Robb. Tenho ótimas notícias. – Disse Theon com seu característico sorriso torto no rosto.
—Diga logo, infernos!
—Vosso irmão. Está acordado!
Robb levantou-se com um salto e trocou-se imediatamente. Entrou no quarto de Bran correndo, e mal notou que Elaene estava do lado de Bran, acariciando os cabelos do menino, retirando-os as mechas que teimavam em atrapalhar seus olhos.
Quando Robb viu o irmão vivo e acordado, segurou para conter as lágrimas. Foi para o outro lado da cama, contráro ao lado que Elaene estava, se ajoelhou e tocou as bochechas do rapaz com a ponta dos dedos.
—Ei garotão, como você se sente?
— Fraco... não consigo me mexer... minhas pernas não respondem.
—Não se afobe Bran, você acordou agora, não quero que faça nenhum esforço. – Olhou para o mestrei Luwin atrás de si, e o velho lhe respondeu um sorriso morno e sem graça. – Bran, você se lembra de algo?
— Não consigo, Robb. Lembro-me apenas de correr no pátio com o Verão.
Robb tentou sorrir
—Então esse será o nome dele... Bran, se você se lembrar de algo, preciso que se dirija a mim imediatamente, entendeu?
—Cadê nossa mãe? O pai?
—Bran, você escalava a torre de vigília do sul, quando caiu. – disse com a voz embargada pela dúvida – Isso foi há semanas atrás. Nosso pai, Arya e Sansa já foram para a Capital. Jon foi para a Muralha e nossa mãe foi para Correrio visitar nosso avô que está doente – Mentiu Robb.
Notou que Elaene olhava para Bran com um olhar muito meigo.
— Preciso que descanse e se alimente bem, entendeu? Obedeça o Meistre Luwin e a velha Ama. Preciso que seja um bom garoto por mim.
—Nunca mais irei andar, não é?
Robb olhou vacilante para o Mesitre Luwin, sentindo um aperto no peito. Não poderia mentir para seu irmão mais novo. Ele era um Stark e deveria ser forte.
Olhou para Bran com um olhar cortando e acenou com a cabeça em confirmação.
—Eu preferia estar morto... – balbuciou Bran
—Não diga isso! Jamais!
— Eu preferia estar morto – Disse Bran outra vez com firmeza.
Robb sentiu seus pés amolecerem e se lembrou do homem que tentou matar o irmão. Pensou “Oh meu irmão, você nem faz ideia do quanto chegou perto disso”.
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