Correrio

Robb a viu partir da janela de sua torre em Correrio. Botou a palma na mão no vidro e o segurou como se pudesse segurá-la também.

Havia partido.

Pousou a cabeça no vidro quando ouviu sua mãe entrar no aposento.

— Tudo vai ficar bem, Robb. Você verá!

Robb suspirou e respondeu sem virar de frente para olhar Catelyn.

— Bem para quem?

— Você fez o que deveria ser feito. O que era o certo a se fazer. Seu pai estaria orgulhoso de você.

Catelyn havia pegado no ponto fraco de Robb. Seu pai e sua honra.

— Não se preocupe mãe, não farei nenhuma besteira.

— Eu sei que não fará filho...

— Então pare de agir dessa forma, como se quisesse me consolar a cada minuto. Esse seu olhar de piedade está me deixando nauseado. Não preciso da sua piedade. Sacrifiquei minha felicidade para honrar o norte, meu pai e minhas irmãs. É meu dever.

— Robb, sei que parece tudo muito difícil agora, mas acredite quando digo que irá melhorar. Seu amor por Elaene foi construído durante anos, da mesma forma que você construirá teu afeto por sua esposa. Assim como nutri pelo teu pai.

— Mãe, por favor. Pare! – disse fechando os olhos com força — Se não tiver mais nada para dizer, por favor, saia. Quero ficar sozinho.

— Robb... escute-me. Sansa ainda está nas mãos da Rainha. O que poderás ter acontecido com Arya? – Disse Catelyn abraçando o próprio manto no ombro com medo de respostas ocultas na cabeça. – Você tem um cativo importante. Ofereça uma proposta à rainha para termos suas irmãs de volta.

Robb girou para encará-la.

— Você enlouqueceu, mãe? Trocar Jaime Lannister por duas garotas? Meus súditos me enforcariam até o amanhecer.

Catelyn se aproximou para lhe segurar pelos ombros.

— Robb, eu imploro. São suas irmãs, sangue do teu sangue. Já perdemos teu pai.

— Você pede para me sacrificar em nome da minha família e meu povo, mas não quer nos sacrificar em prol do mesmo povo que queres que eu defenda. Resgatarei minhas irmãs, quando marchar em Porto Real!

— Não pode permitir que elas corram esse risco até lá, Robb!

Robb cerrou os punhos para conter a ira.

— Você olhará nos olhos de Karstark e o dirá para sacrificar teu outro filho na guerra? Você olhará nos olhos de Glover para lhe dizer que seu único filho homem morreu para resgatar a moeda de troca que fará minhas irmãs voltarem para casa? Você olhará nos olhos de cada mãe do Norte, e as dirá que a morte de teus filhos, valeram a pena? Não mãe, você não o fará... – Disse voltando o rosto para a janela observando a teimosa chuva que escorria pelo vidro – Então não me peças para fazer isso.

=^=

— Confie em mim. Sou como um irmão para você, jamais o trairia. Deixe-me ajudá-lo. – Disse Theon, olhando com um olhar firme para Robb.

Robb sentia-se nervoso e botou a mão no ombro sentindo a dor da última batalha ainda nos músculos acumulada com a tensão e a pressão que vinha sofrendo nos últimos dias.

— Prometi-lhe minha lealdade sobre minha espada. Irei para as Ilhas de Ferro e trarei os barcos que você precisa para esmagar Porto Real!

Robb o olhou testando cada linha de expressão facial.

— Tudo bem, Theon. Considero-o da família. Você tem não só o direito, mas o dever de defendê-la. Parta e acerte a aliança com vosso pai.

Theon ajoelhou-se perante ele.

— Não o desapontarei, Vossa Graça.

Robb fez um gesto com a mão para que ele se levantasse.

— Pelos Deuses, Theon. Você não precisa me tratar dessa forma quando estivermos a sós.

Theon levantou com o velho sorriso cínico de sempre no rosto.

— Desculpe, Robb. É o costume. – Disse olhando as olheiras no rosto dele – Noites difíceis, ahm?

Robb balançou a cabeça, notando que Theon percebera a melancolia que atravessava.

— Sim, não me acostumei com meus aposentos em Correrio. – Mentiu.

— Sim, claro... – Theon sabia o motivo da melancolia e preocupação de Robb: Elaene. Ela estava no Sul com o filho de Uther, e pela fama do cavaleiro de Camelot, certamente já haveria tomado a Lady para si. Sorriu para si mesmo, com a malícia e maldade que não pôde externar para Robb. – Irei preparar para a partida.

=^=

Há dias Elaene havia partido, e por fim, um corvo havia chegado com sua carta em Correrio. Soube que Renly estava analisando os termos da proposta sobre a aliança com o Norte, e animou-se com a possibilidade de conseguir a aliança da importante casa da Campina. Se tomasse aliança com os Pendragons e Baratheons, esmagariam os Lannisters em seus três pontos estratégicos: Oeste, terras fluviais e Porto Real.

Sabia que as sandices do jovem rei Joffrey, só trouxeram mais caos e instabilidade para o governo da capital. Sentia o sofrimento do povo ao seu redor, agravado com as constantes incursões dos peões psicopatas de Tywin, como o tal Montanha. Assolavam pequenos vilarejos pelas terras fluviais, e não poupavam nem mulheres, nem crianças.

Sabia que deveria agir rápido, pois sua estadia em Correrio, apesar de estratégica, deveria ser apenas um fôlego a mais para cumprir seus objetivos no Sul.

Sentou na poltrona jogando o peso do corpo com força e suspirando de cansaço. Sentia falta de casa, da família, de Elaene. E tudo parecia estar tão longe agora. Não saberia dizer se voltaria algum dia a ver suas irmãs, e nem mesmo a própria mulher que amava.

Pensou nos senhores à sua volta, e nos entes queridos que cada um deles perdera o defendendo, e compadeceu do sofrimento deles.

Olhou para o mapa em sua mesa, e bateu o olhou em um ponto específico: Vale de Arryn.

Sua mãe havia lhe dito que sua irmã estava a cada dia mais instável, e seu filho não passava de um menino enfermo e mimado, que jamais teria força o suficiente para governar uma terra como o Vale. Catelyn havia tentado convencer sua irmã a tomar partida de sua família na guerra dos reis, porém Lysa recusou. Trancafiou-se em seu castelo inexpugnável, correndo dos assassinos de seu marido como se fosse uma lebre medrosa e indefesa.

Pensou nas possibilidades de que se Renly fosse coroado Rei de Westeros, abriria precedentes para Elaene tomar o lugar de seu irmão na linha de sucessão do Vale. Ela sim seria uma senhora digna para tal dever.

Por um momento, imaginou que se isso acontecesse, os mais poderosos e importantes homens de Westeros se arrastariam aos seus pés para tomarem sua mão, e um em especial, não poderia deixar de passar por sua cabeça: Arthur Pendragon.

Sentia que certamente os dois tinham criado algum tipo de laço, e sentia-se impotente e fraco perante isso. O ciúmes o deixava exausto e sabia que Arthur havia salvo a vida dela enquanto ele mesmo estava a léguas de distancia de onde ela precisava, e noivo de outra mulher.

Por mais que fosse o certo a se fazer, não conseguia abrir mão dela. Era como se sem ela, tivesse se tornado outra pessoa, um homem estranho até para ele mesmo. Por agora, não sabia o que faria. Mas sabia que não a perderia. Deveria encontrar uma solução.

=^=

Ponte Amarga

Quando afrouxou o abraço o olhou nos olhos, sentindo que havia algo de misterioso na forma que ele lhe olhava.

Escondia algo dela.

— O que está havendo, Arthur? O que me escondes? – disse o vendo abaixar a cabeça evitando por uns instantes o seu olhar.

Arthur cruzou os braços e encostou novamente na parede.

— Não é nada demais, Elaene. Mas Stannis e Renly entrarão em confronto na primeira luz do sol de amanhã?

Elaene arregalou os olhos.

— Nada demais? Você está maluco? Haverá uma batalha amanhã e você me diz que não é nada demais?

— Elaene, acalme-se. Renly tem uma cavalaria e uma infantaria muito superior. Será um massacre amanha... – Disse olhando para baixo no final da frase.

— Porque os seus olhos não me dizem a mesma coisa que seus lábios, Arthur? Há algo mais...o que foi?

Arthur passou a mão pelos cabelos, tentando encontrar uma forma de explicar seu encontro com a Sacerdotisa vermelha.

— Hoje aconteceu algo estranho na audiência com Stannis. – Parou para olhá-la e ela lançava uma expressão cautelosa. — Stannis estava com a tal Sacerdotisa vermelha. Ela me olhou de uma forma sombria após ver o teu amuleto. Era como se já o tivesse visto em algum lugar... — deixou a conclusão do pensamento inacabada.

"A tal bruxa saberia que o amuleto era da filha do dragão Rhaegar?"

— O que queres dizer?

Arthur se aproximou a interrompendo

— Elaene, peço para que parta antes do anoitecer. Leve os nortenhos consigo e dois de meus homens.

Elaene arregalou os olhos com raiva.

— Mas que diabos está dizendo?

— Eu a apoiei quando foi para a batalha do Ramo Verde, defender aqueles que amava – disse botando o rosto dela entre suas mãos — mas essa guerra aqui não é sua. Você cumpriu sua missão no Sul. Após a batalha, pressionarei para que Renly envie um acordo escrito para Robb.

— Arthur, eu não vou a lugar algum! – disse com firmeza.

— Por quê ? Eu não entendo! O que você quer aqui, Elaene?

— Eu quero ajudar.

Arthur riu secamente, tentando selecionar as palavras para não magoá-la.

— Elaene, você conseguiu deixar Renly em uma posição insuportavelmente desconfortável. Deixe o resto comigo.

— Se achas mesmo que Renly vencerá com facilidade amanhã, porque insiste tanto para que eu vá embora?

— Porque eu não confio naquela mulher que anda ao lado de Stannis, e quero que ela fique bem longe de você.

— Pelos deuses, Arthur. Essa mulher nem sabe quem eu sou e jamais me viu. O que ela iria querer comigo?

Elaene notou a expressão preocupada no rosto de Arthur, deixando sua testa enrugada. Ela não sabia, mas ele imagina se a tal Sacerdotisa teria conhecimento sobre a linhagem de Elaene. Temia pela segurança dela.

Arthur caminhou em direção à janela, ficando de costas para ela e botou a mão no amuleto de Elaene que ainda estava em seu pescoço, traçando o dedo pelo desenho.

— De onde veio esse amuleto, Elaene?

Elaene balançou a cabeça a tirando do transe enquanto pensava na tal Sacerdotisa.

— Meu pai me deu antes de partir do Vale para Winterfell. É um amuleto de proteção muito poderoso. Ele me dizia que a natureza é movida por forças poderosas e invisíveis que transformam o mundo e a nós mesmos, o tempo todo. Veja – Disse quando se aproximou e tocou o amuleto no pescoço dele, e com a outra mão desenhou com a ponta dos dedos – Movimento tríplice. – continuou contornando cada circulo do amuleto — Corpo, mente e espírito; passado, presente e futuro; força, sabedoria e amor... – Olhou para cima e ele lhe olhava com um olhar profundo.

Elaene pegou-se lembrando de Robb e do dia que o presenteou com aquele amuleto. O dia em que decidiu que o amava, e daria a própria vida à ele.

Arthur botou a mão em seu rosto e se inclinou para beijá-la suavemente nos lábios. Quando os lábios se encontraram, Elaene abaixou o rosto e desviou-se afastando dele, fazendo-o fechar os olhos com a frustração da rejeição.

— Sinto muito, Arthur. – Disse enquanto sentia as lágrimas encherem os olhos contra sua vontade – Eu pertenço à outra pessoa.

Arthur fechou o punho com raiva.

— Preciso conversar com meus homens sobre a batalha e me preparar, Renly nos quer a postos quando anoitecer. – Disse sem olhá-la nos olhos. — Ficar ou não, é uma decisão sua, Elaene. Boa sorte. – Disse girando os pés enquanto ia para descer as escadas do salão.

Elaene tentou segurá-lo pelo braço, mas ele se desvencilhou a tempo, fazendo-a chamar pelo seu nome em vão.

=^=

— Elaene? – Perguntou a rainha pela segunda vez, quando não obteve respostas para sua pergunta.

Elaene estava com a rainha e as mulheres nobres no forte de Ponte amarga. Estavam no quarto de Margaery enquanto a garota tentava distrair as mulheres da batalha que se aproximava e levaria seus homens e familiares.

— Desculpe-me, Vossa Graça. Estou um pouco distraída. Irei tomar um pouco de ar fresco, com licença. – Disse enquanto se dirigia para a sacada.

Quando olhou para o acampamento pra lá das muralhas do castelo, sentiu o vento gelado do inicio de noite bater o rosto. Olhou para a imensidão e sentiu o coração apertar com a antecipação.

Margaery aproximou-se e também se apoiou no parapeito da sacada ao seu lado.

—Ele ficará bem, Elaene. Não se preocupe. Arthur é um grande guerreiro.

Elaene lhe sorriu sem jeito. Certamente Margaery era mais inteligente e ambiciosa do que deixava transparecer, mas não poderia deixar de nutrir afeto por ela.

Olhou para trás e viu que Lya Oldflowers a observava de longe. A garota certamente a odiava, pois claramente estava interessada em Arthur. Não era a única dentre as ladys sulistas que estavam ali com ela e a rainha nos aposentos reais, a se interessar pelo herdeiro de Camelot. Sentia isso pelos olhares que elas lhe davam, e se sentiu ainda mais sozinha ali.

A única pessoa com quem sentia-se à vontade ali, era Arthur. Margaery a tratava bem, mas não poderia confessar seus problemas à ela.

Mas agora havia estragado tudo. Ele iria para a guerra em poucas horas, e estava magoado com ela. Sentia o perigo rondando a sua volta, e queria protegê-lo contra qualquer mal, ainda que não soubesse como. Tinha medo de que ele nunca mais voltasse.

Pensou na maldita sacerdotisa vermelha e sentiu-se impotente.

=^=

— Vossa Graça, como ordenou, a cavalaria está preparada para suas ordens. – Disse Arthur para Renly, observando um cavaleiro loiro e muito alto preparar sua armadura.

— Ótimo, Sor. Arthur. Ótimo!

Apenas quando o cavaleiro foi para as costas de Renly para acertar a placa de seu peito, que Arthur notou que tratava-se, na verdade, de uma mulher.

Também notou que Renly estava bastante ansioso, mas com medo de soar ofensivo, não teceu nenhum comentário.

— Caro Pendragon, antes do anoitecer, tudo estará resolvido. Poderemos, enfim, marchar para Porto Real.

— Certamente, Vossa Graça.

— Por falar em Porto Real, mas mais cedo conversamos sobre a possibilidade de uma união entre você e a filha de Jon Arryn.

Arthur pensou em dizer que não foi bem uma conversa, afinal apenas Renly disse alguma coisa, mas mais uma vez controlou os impulsos para dizer.

— Sim, majestade.

— Pois bem, caso não lhe interesse o casamento, estou cogitando um lugar em minha guarda real para você.

Arthur fez menção em dizer algo, mas Renly acenou com a mão para que não o interrompesse.

— Não me digas nada agora. Pense nessas duas possibilidades. Creio que ficará satisfeito com qualquer uma delas.

Arthur também não pôde deixar de notar que ambas as possibilidades deixariam Renly igualmente feliz e de que o homem à sua frente, soava terrivelmente arrogante, contando com uma vitória que ainda não veio.

— Preciso pensar a respeito, Vossa Graça, mas fico honrado com a candidatura.

— Seria uma honra ter o melhor espadachim de Westeros em minha guarda. Agora que Jaime está preso e definhando em Correrio, certamente você o desbancou.

Arthur olhou de relance para a fogueira e imaginou ter visto o fogo se desfigurar por um instante e subir em formas estranhas.

Olhou para os lados, porém não viu nenhuma abertura na tenda que justificasse uma rajada de vento.

— Algum problema, Arthur? – Perguntou Renly enquanto a mulher terminou de ajeitar sua armadura e posicionou-se em sua frente para lhe entregar o elmo trabalhado em ouro, em forma de chifres de veado.

— Não, Vossa Graça. – Disse ainda procurando algo estranho no ambiente.

— Estás nervoso, posso sentir. Não se preocupe, Arthur. Será um massacre apenas com a cavalaria. Verás.

Nesse momento, Arthur encarou novamente as chamas e a viu dançar de uma forma macabra. Quando olhou para a lateral da tenda, atrás de Renly, viu uma sombra surgir em formato de um homem, apesar do fogo continuar dançando de forma diferente da sombra.

Arthur ficou paralisado observando a sombra ganhar uma forma mais nítida, quando poderia jurar que ela fosse uma cópia do próprio Stannis projetada.

— O que foi, Arthur? Parece que viu um fantasma. – Disse Renly divertido quando notou a palidez do cavaleiro em sua frente.

No instante que Renly virou para olhar para trás, a sombra projetou um objeto no peito de Renly, perfurando-o bem no coração.

Renly soltou um suspiro abafado e desabou nos braços da mulher que desesperadamente, gritou o segurando, impedindo que batesse os joelhos com força no chão.

Arthur retirou sua espada da bainha e a sombra veio em sua direção.

Foi projetado para trás de uma vez, jogando a espada longe, e sentiu bater com força as costas na mesa atrás de si.

Podia ouvir a mulher chorando com Renly no colo, sujando suas mãos e rosto com o sangue do homem. Então a sombra veio para cima de Arthur novamente, e o envolveu em um redemoinho. Ele sentiu uma dor pelo corpo todo quando foi totalmente envolvido, soltou um grito abafado de dor, e sentiu a sombra apertar sua garganta.

Mesmo sentindo-se sem ar, percebeu uma forte luz empurrar a sombra para trás, e ela vinha do amuleto de Elaene em seu pescoço.

A sombra dançava como se estivesse flutuando com um vento que não existia ali, pulou uma última vez em sua direção. Arthur botou o braço à frente do rosto por puro instinto, a tempo de sentir uma luz ainda mais forte ser projetada novamente do amuleto com um grito que poderia jurar que vinha de Elaene, fazendo a sombra desvanecer de uma vez por todas.

=^=

Estava no quarto reservado a ela, no castelo de Ponte Amarga. Tentava adormecer, mas seus pensamentos rodopiavam de Robb a Arthur, e sentia-se nauseada.

Com muita determinação, conseguiu desligar sua mente por uns instantes e sentiu seus olhos pesarem com o cansaço e a tensão que sofreu o dia todo.

Sentiu-se mergulhar no mundo dos sonhos, primeiramente, de forma tranquila. Porém, em pouco tempo, o sono tornou-se agitado. Seus olhos começaram a vibrar, e em seguida sua cabeça e seu corpo.

Levantou-se em um único movimento na cama, ficando sentada, enquanto com os olhos vidrados e brancos, olhou para a chama da vela depositada na escrivaninha perto de sua janela.

Elaene sentiu sua mente projetar-se da chama da vela, para a fogueira na tenda onde Renly e Arthur estavam. Viu uma sombra maligna apunhalar o Rei no peito, e o rosto de agonia da mulher que o segurou em seus braços, logo banhados com o sangue do rapaz.

Viu a sombra voar para cima de Arthur quando ele retirou sua espada, o jogando para o alto e o fazendo bater as costas na mesa de Renly. A sombra o envolveu, sufocando pela garganta e quando ouviu o grito de dor de Arthur, apenas com o poder da mente fez brotar uma luz parecida com a da lua no amuleto que estava no pescoço dele, empurrando a sombra para trás.

Sentiu a sombra enfurecer e lutar com sua mente. Em um impulso, voou para cima de Arthur novamente, determinada a matá-lo, mas Elaene gritou e a fez desvanecer com um brilho tão poderoso quanto o sol.

Em seu quarto, enquanto estava com a mente ausente, projetada na tenda de Renly, as janelas e o vaso com flores ao seu lado se espatifaram em vários pedaços pelo quarto em um único e forte baque.

Notas finais
Amores, ontem notei um número muito alto de acessos, mas quase nenhum review e/ou recomendação/favoritos. Lembrem-se que os autores escrevem aqui apenas por hobby, para tentar trazer algo divertido para vocês lerem. Se gostarem, por favor, não esqueçam de valorizar a fic. Quando mais reviews, indicações e favoritados, mais a fic é divulgada e mais leitores trazemos para cá. Com isso, o/a autor(a) fica feliz e estimulada a continuar. Pensem nisso!