Queen of ice and fire

30 Canção da Valíria


Notas iniciais
Modéstia à parte, essa capa tá um escândalo! kkkkkkk (Alguém por acaso repara nelas? uahuhauauhua)

Elaene usava um vestido vermelho feito um de tecido leve que afunilava sua cintura, suspenso com uma fina alça nos ombros. Seus cabelos esvoaçavam com uma brisa marítima. Estava escorada com as mãos no parapeito da sacada, e fechou os olhos quando sentiu que ele se aproximou atrás dela.

Arthur lhe tocou na cintura e beijou a pele de seu ombro que estava desprotegido, e imediatamente ela sentiu os efeitos que o toque dele causava em seu corpo.

Virou o rosto para o lado, e quando o olhar encontrou com o dele, ele deu um ultimo beijo casto no ombro, antes de lhe tomar a boca com luxúria.

Diferente do beijo casto no ombro, aquele beijo era desejo puro. Ele a empurrou ainda mais contra o parapeito da sacada, abraçando forte sua cintura, e esmagando seu peito contra as costas dela, enquanto explorava sua boca com a língua, em uma dança pela dominação.

Elaene levou seu braço para o cabelo dele, e aplicou um generoso aperto, mostrando o quanto gostava do beijo, então Arthur subiu sua mão e segurou a mão dela que puxava seu cabelo, ao mesmo tempo que sua outra mão, ia ao encontro da mão livre dela que descansava ao lado do corpo.

Ele segurou seus punhos e depositou as mãos dela para que segurassem na beira do parapeito. Elaene obedeceu ao comando, enquanto sentiu Arthur desviar o beijo de sua boca para seu pescoço, permitindo enfim, respirar.

Elaene sentiu os joelhos tremerem e uma sensação de euforia tomar conta enquanto ele chupava sem piedade o seu ponto mais sensível no pescoço.

Arthur levou uma das mãos até o seio dela e o massageou, a princípio sutilmente, mas gradativamente aumentando a intensidade e pressão do toque, enquanto transferiu a atenção de seus próprios lábios para a orelha dela.

Ela o sentiu colocar um dos joelhos entre suas pernas pedindo passagem, e sem forças para negar, concedeu. Arthur aproveitou o espaço e agilmente serpenteou sua mão livre por dentro do vestido dela na parte da frente, inclinando-a ainda mais sobre o parapeito, para alcançar o almejado prêmio entre as pernas dela.

Quando ela em reflexo inclinou o próprio quadril para trás, Arthur invadiu sua calcinha com a mão, a fazendo amolecer ainda mais em seus braços.

Ele começou a massageá-la da mesma forma que Robb havia feito um dia, utilizando um dedo para escovar no ponto mais sensível nela, a fazendo sentir as pernas tremerem mais uma vez.

Arthur continuou a tortura e Elaene sentiu uma sensação conhecida crescer em sua barriga, enquanto rolava os olhos para trás.

— Abra os olhos! – ele ordenou com uma voz firme e rouca em seu ouvido, e ela não pôde desobedecer. – Está vendo tudo isso?

Agora Elaene percebeu onde estava. Os muros vermelhos, a grande fortaleza, a brisa marítima... Porto Real.

— Eu vou te ajudar a ter de volta tudo o que lhe foi tomado... e o que você desejar. Tudo! Eu vou lhe dar tudo, Elaene... Apenas abra os olhos...

Nesse momento sentiu que o corpo se partiria ao meio, então soltou um gemido repleto de agonia, enquanto a sensação tão esperada provocava pequenos tremores em seu corpo.

Quando abriu os olhos estava assustada. O dia já estava claro e olhou para o lado procurando por Arthur. Porém, ele já havia se levantando da cama, e o quarto estava vazio.

Ela ainda podia sentir o toque dele lá embaixo, e algo ainda estava pulsando a fazendo fechar as pernas com força para tentar parar.

Sentou-se na cama atordoada e aliviada por ele não estar ali quando aquilo aconteceu, pois tinha certeza que o gemido saiu em alto e bom som.

=^=

Arthur alisava seu corcel de guerra e sentia que o velho amigo estava feliz por vê-lo inteiro novamente. Ele descobriu desde criança que possuía uma estranha conexão com os animais, e nenhuma das conexões era tão forte quanto a que tinha com “Valente”.

Enquanto deslizou a mão pelo pêlo do amigo, demonstrando sua gratidão, ouviu a voz de Lancelot atrás de si.

— Pelos Sete! Veja só quem está vivo?

Arthur sorriu ainda mais, mesmo quando poderia jurar que já estava sorrindo desde que levantou-se naquela manhã.

— Pendragons não caem facilmente. – respondeu olhando para o irmão enquanto continuava a alisar seu corcel, fazendo Lancelot também compartilhar uma risada.

— Levando em consideração que você está a meia hora sorrindo que nem um imbecil enquanto alisa teu cavalo, devo considerar que teve uma ótima noite.

— Porque não teria? Acabo de ser poupado da morte pelo Estranho. Estou feliz, a vida é boa.

Lancelot o olhou desconfiado, estreitando os olhos.

— Irmão, apenas tome cuidado. Todos sabem que o Rei do norte é louco por ela, e além disso, ela é uma Lady... não acho isso certo, vocês dividirem a mesma cama...

Arthur sentiu o próprio sorriso morrer.

— Lancelot, Elaene não está mais com Robb Stark. Ele não possui mais nenhum vínculo com ela... não faça com que eu perca meu maravilhoso humor.

— Tudo bem, Arthur. Apenas tome cuidado, ela não é como as outras.

— O que você quer dizer com “como as outras”? – quando sentiu que ele iria protestar, levantou a mão pedindo para que o deixasse continuar. – Não se preocupe, Lancelot. Não fizemos nada demais, e mesmo se tivéssemos feito, eu absolutamente não estaria arrependido de nada. Eu não sou como você que diferencia uma mulher para amar, e outra para casar, irmão.

Lancelot desviou o olhar para o chão, e Arthur soube que ele pensou imediatamente em Gwen.

=^=

Ela fechou a porta e caminhava pelo corredor, quando quase se chocou contra o peito de Robb. Ele a olhou com cuidado, e em seguida para a porta da qual ela havia saído. O quarto de Arthur.

Era verdade. Mesmo com Arthur recuperado, ela ainda dormia ao lado dele. Na mesma cama, definitivamente.

— Robb? – ela lhe chamou a atenção se negando a sentir envergonhada.

— Vim me despedir. Partirás hoje mesmo para Camelot, não é?

Ela desviou o olhar para as mãos.

— Sim. Uther me tem como protegida agora, e estou certa de que com a ajuda dele, teremos a aliança com o Vale para a nossa causa. Então quero estar lá o mais rápido possível.

Robb notou que ela referiu-se a “nossa causa”, como se ela mesmo tivesse partido na causa nortenha.

— Isso é bom...

— Robb, obrigada por ordenar que Arthur me leve de volta à Camelot. Sei que essa é uma perda terrível na investida contra o sul das Ocidentais, mas ele quase morreu... ainda não está totalmente recuperado.

— Estou certo de que Lancelot guiará os homens da campina com destreza. Arthur provou o seu valor, está na hora de seu irmão atrevido fazer o mesmo. – Disse com um sorriso inesperado no rosto a fazendo retribuir o sorriso.

— Lancelot é um bom homem, apesar de ser um imbecil a maior parte do tempo.

Riram com mais vontade dessa vez, e quando o sorriso morreu, se encararam por um longo tempo, deixando apenas que os olhos falassem tudo o que precisavam dizer um ao outro naquele momento.

Elaene cortou o momento e o abraçou forte, aninhando sua cabeça em seu peito, enquanto ele alisava seu cabelo e o cheirava mais uma vez, como se fosse a última.

— Obrigada. – Elaene disse mais uma vez contra o peito dele em não mais do que um sussurro.

Robb a afastou sem jeito, e não conseguindo a encarar novamente.

— Eu preciso ir ao encontro de meus senhores. Precisamos marchar ainda hoje. Boa viagem, Elaene. Adeus.

Virou as costas e quando chegou ao final do corredor virou-se para olhá-la mais uma vez e dizer com sinceridade.

— Você merece ser feliz, Elaene. Se ele a fizer infeliz, irei matá-lo com minhas próprias mãos. – disse com uma voz fria que fez com que Elaene arrepiasse a espinha.

=^=

Arthur deixou o pátio incrivelmente irritado, a despeito da ótima noite que teve com Elaene. A conversa com o irmão foi desagradável ao ponto de lhe fazer sentir novamente as terríveis pontadas no ombro, em seu ferimento.

— Irmão? – dessa vez, reconheceu a voz de Gwaine. O irmão caçula idolatrava Arthur e sempre lhe dava abraços carinhosos quando o via.

— Pelos deuses, garoto. Você está praticamente do meu tamanho. – disse Arthur enquanto agarrava a cabeça do irmão com um braço, e usava os nós dos dedos para fazer uma irritante bagunça nos cabelos loiros de Gwaine.

— Ou talvez seja você que esteja ficando velho, e diminuindo...

— Seu muleque! – Arthur ameaçou correr atrás dele, e ambos riram.

Arthur tentou não demonstrar que estava chocado ao perceber que seu irmão, aquele menino que há pouquíssimo tempo ficava agarrado em suas pernas com medo das pessoas nas ruas estreitas da capital, quando ia o visitá-lo em Porto Real, estaria indo para a guerra. Um inferno de sangue, lama e chamas.

— Gwaine, obedeça Lancelot e não banque o herói, ouviu bem? – disse enquanto segurava o irmão pelos ombros.

— Está bem, Arthur. Mas já tenho quinze anos, sou um homem feito!

Arthur sorriu com a inocência do caçula.

— Claro que é.

Disse bagunçando os cabelos do irmão, pela última vez.

=^=

Quando a noite desceu, após um dia cansativo de viagem, Arthur e Elaene avistaram uma pequena vila chamada lágrimas douradas, próxima a divisa com as terras fluviais. Era uma vila modesta, porém podia-se notar pela arquitetura do local, era uma vila de prestígio, e que ainda não havia sentido os horrores da guerra.

Encontraram uma estalagem agradável, quase às margens do riacho que cortava a vila. Um senhor loiro com suaves olhos verdes os recebeu com reverencia e simpatia, quando notou pelas roupas do casal, que se tratavam de nobres.

— Boa noite, senhores! Sejam bem-vindos à melhor estadia de lágrimas douradas. – sem ao menos deixar Arthur abrir a boca, o homem continuou. – Tenho certeza que gostarão do nosso quarto para casal!

Elaene corou ao perceber que o homem acreditava que ela e Arthur eram casados. Mas é claro que ele não pensaria diferente! Assim que entraram na estalagem, Arthur segurou a mão de Elaene instintivamente, com um senso protetor.

Elaene sentiu-se constrangida e soltou a mão dele. Por sorte, Arthur sabia o que ela estava pensando, porém não negou nem confirmou nada ao homem desconhecido.

— Creio que essa noite a Lady terá um quarto exclusivo para ela. Dois quartos, de preferência um ao lado do outro.

— Ah sim, será providenciado. – Arthur notou os olhos do homem ambicioso brilharem ao constatar que a hospedagem seria paga em dobro.

— E por favor, estamos famintos e queremos um bom banho...

— Fael, leve os objetos do Senhor e da Lady para os seus quartos. E Aleya, por favor, acompanhe os senhores ao salão para a ceia.

Eleaene não reparou no garoto que apanhou seus pertences, mas não pôde deixar de reparar na tal garota Aleya. A garota parecia ser um pouco mais velha que ela. Era loira com um rosto em formato coração, e seus seios estavam tão espremidos em seu corpete, que ela poderia jurar que a qualquer momento eles estourariam ali mesmo. A garota olhava fascinada para Arthur, e não desviou o olhar dele, como se ele fosse um suculento pedaço de carne e ela fosse o devorar ali mesmo, na frente de todos.

Escolheram uma mesa pequena, para que tivessem privacidade, e ele sentou à frente de Elaene que olhava para a garota com a sobrancelha erguida, pois Aleya mesmo enquanto recebia o pedido de Elaene, continuava a encarar Arthur.

Quando a moça virou e caminho em direção à cozinha para providenciar a refeição, Elaene ainda a viu olhar para trás algumas vezes, fazendo Elaene suspirar indignada enquanto Arthur segurou sua mão em cima da mesa.

— O que foi? – disse enquanto brincava com os dedos dela entrelaçados entre os seus.

Elaene balançou a cabeça devolvendo o carinho e sorrindo para ele.

— Nada demais.

— Temos que aproveitar enquanto encontrarmos estalagens boas assim. Não serão comuns ao longo da viagem. – Arthur disse distraído.

Aleya voltou com as canecas com a cerveja escura de Arthur e o vinho de Elaene. Quando serviu Arthur, a garota se insinuou para ele, fazendo Elaene ficar ainda mais irritada. Aquele sentimento estranho estava apertando sua garganta, e a deixando em um completo mau humor.

Incrivelmente, Arthur parecia alheio a tudo aquilo e tomou um gole da cerveja escura, gemendo com a satisfação de aplacar a sede que sentia. Elaene tomou um longo gole de vinho, evitando o olhar dele e tentando controlar os sentimentos. Ele olhou desconfiado para ela, e apanhou sua mão novamente, desenhando círculos em sua palma, usando o polegar.

Quando olhou para o lado, Elaene viu que outras duas garotas haviam se juntado a loira. Uma morena e outra com cabelo castanho claro. As três olhavam para Arthur, e trocavam palavras e risinhos. Ela sentiu-se incomodada com o toque de Arthur em sua mão, e a puxou.

— Elaene, o que há de errado?

Quando ela preparava uma resposta mordaz, um rapaz com cabelos vermelhos como chamas se aproximou da mesa.

— Arthur Pendragon?

Arthur arregalou os olhos e levantou-se quando reconheceu o amigo de longa data na capital.

— Eu não acredito! Areon, é você?

O homem abraçou Arthur fortemente e Elaene notou que ele trazia um instrumento musical em uma das mãos. Um bardo.

— O que faz nessas terras, Arthur?

— Indo para casa. – respondeu com um sorriso no rosto.

Aeron desviou o olhar para Elaene, que permanecia quieta e sentada, observando os dois.

— Mas terei eu repousado nos braços da Mãe, sido levado pelo Estranho, e encontrado os sete paraísos? — disse o homem se ajoelhando perante ela a tomando a mão e depositando um beijo, fazendo Elaene ter um sobressalto. – Sou Aeron, um pobre músico apaixonado e apaixonante, completamente escravo da sua beleza, minha doce senhora dos olhos mais verdes e brilhantes que já existiram.

Elaene sorriu para o homem, completamente corada e tímida, enquanto Arthur o levantava pelos ombros, o botando sobre os pés, e lhe cochichando com uma voz rouca e firme no ouvido.

— Sei que aprecias tua vida boêmia. Se queres preservar teu membro viril, sugiro que fique longe dessa aqui, amigo!

Arthur conhecia bem Areon. Ambos compartilharam vinhos e muitas mulheres na capital. Era um mulherengo incorrigível e adorava correr riscos, se envolvendo com as mulheres mais perigosas para tua integridade física.

— Não me entenda mal, meu amigo de longa data. Eu apenas fiquei fascinado pela beleza de sua Lady. – Disse abaixando o tronco em reverencia à ela. – És um afortunado, entre os afortunados neste mundo! — disse olhando para ele, e Elaene lembrou-se estranhamente de Sansa. Bardos, canções e cortejos. Sorriu triste para si mesma com a lembrança dos cabelos vermelhos da garota, enquanto Arthur sorriu um sorriso amarelo para o amigo.

— Eu irei cantar uma canção para vocês essa noite.

— Eu agradeço, mas estamos cansados. Iremos nos alimentar e repousarmos. Há um longo caminho até Camelot.

O homem continuou, ignorando o que Arthur havia dito.

— Ou melhor, você deveria cantar essa noite.

— Não...há tempos não faço isso.

— Aquela música no dialeto da Valíria. Você é o único que conheço que domina o idioma e consegue cantá-la.

Arthur sorriu com a completa ironia da situação: cantar uma antiga canção da Valíria. As origens dos antepassados da família Pendragon e Targaryen estavam naquele lugar esquecido. Cantaria ali, para ela, a Targaryen que havia tomado seu coração para si. Não poderia haver declaração de amor mais estranha e bonita que aquela, mesmo que Elaene ainda não notasse a ironia, por não conhecer seu verdadeiro passado.

Ele olhou para ela, e ela lhe sorriu em incentivo. Não seria uma má ideia, afinal. É apenas uma canção.

=^=

Arthur se posicionou em frente às mesas do salão, e passou os dedos apenas levemente sobre as cordas da harpa, testando a tensão e a afinação, enquanto Areon dedilhava o alaúde ao seu lado. As três moças já se posicionaram na primeira mesa em frente aos dois. Elaene olhou pelo salão e viu que estava quase vazio, por exceção de dois homens que estavam bebendo mais a direita perto da parede.

Elaene não se aproximou para ver a apresentação de perto, pois sentiu-se intimidada pelas garotas, mas de onde estava, tinha visão privilegiada.

Elaene não sabia que Arthur possuía dons musicais, afinal homens nobres que se dedicavam às artes da guerra não perdiam tempo com artes, com exceção dos extintos Targaryens. O fato dele conhecer um dialeto valiriano há tempos esquecido, também foi uma surpresa.

E então, o som preencheu o salão em forma de acordes menores misteriosos, e dedilhados decrescentes que preparavam para a entrada da voz de Arthur. Quando ele cantou, até mesmo os dois homens que bebiam ao fundo do salão pararam para olhá-lo.

Lua,¹²que brilha sobre a imensidão da minha Valíria, veja o quanto um homem pode sofrer por amor.

Bela estrela solitária, esvanecendo com a chegada do dia, ouça subindo para ti, a canção do fogo, ouça o choro de um homem em prantos, por quem, nem um milhão de estrelas flamejantes se compara aos olhos daquela que se ama.

Um amor mortal.

Elaene sentiu o olhar dele cravar nos seus enquanto ele declamava a música naquele dialeto antigo, esquecido e tão bonito.

Esqueceu-se das garotas que o devoravam com o olhar mais a frente, e qualquer coisa que não fosse o som da harpa que ele tocava, o alaúde que o acompanhava e a voz suave e ao mesmo tempo firme que saía dos lábios dele, enquanto a melodia dançava por todo o salão.

Lua, brilhando sobre as nuvens, antes do raiar do dia, ouça o rugido do coração de um infeliz que chora em um desespero insano

Sua voz ecoa vales acima e colinas abaixo. E voa até você.

Lua, essa noite sobre esse estranho mundo, mixe sua voz com o coro dos dragões.

Lua, ilumine os céus. Partilhe sua luz sobre minha amada, e veja como um homem pode sofrer por amor

Quando o último acorde do alaúde morreu, a voz dele esvaneceu pelo recinto, e Elaene notou que não havia piscado desde o começo da música. Seu coração parecia querer saltar pela boca, como se aquela fosse um música que há muito tempo havia escutado, e agora que a ouviu de novo, acordou relembrando uma vida já esquecida.

Ele nunca havia retirado o olhar do dela, e quando notou que ela estava com os olhos lagrimejando e com a boca entreaberta, lançou um meio sorriso sedutor que completou por derreta-la por inteiro e ela logo correspondeu

Porém, muito rapidamente um vulto avançou sobre a frente de Arthur, e o segurou pelos ombros lhe depositando um beijo nos lábios. Era a maldita garota Aleya.

Elaene levantou-se com fúria e sentiu o estômago embrulhar com todas as sensações que sentiu tão rapidamente e sucessivamente.

Arthur teve um sobressalto e empurrou a garota pelos ombros a olhando com repugnância e limpando a boca com a manga do gibão. Quando procurou por Elaene de volta, não mais a encontrou no salão.

Notas finais
1- Fiz algumas adaptações de uma canção chamada Lune, do musical Notre Dame de Paris. 2- Se puder, gostaria muito que desse uma olhada nela aqui nesse link. É uma canção realmente muito bonita, e tem tudo a ver com o clima da cena https://www.youtube.com/watch?v=vI8yzy0pDv8 Aguardem, porque no próximo capítulo, prevejo pequenos AVC's hahahahaha Acho que nem preciso falar que as coisas entre Arthur e Elaene ficarão ainda mais quentes né?