Queen of ice and fire
31 Bastardos - parte I
Notas iniciais

Elaene subiu as escadas correndo e quando travou a porta do quarto, encostou as costas para deixar enfim as lágrimas correrem sobre o rosto. Ela queria se chutar, de novo e de novo, até que por fim deixasse de ser como Sansa e voltasse a ser como Arya, e Lyanna.
O estomago não parava de revirar e ela pensou que fosse vomitar com a náusea que chegou. Caminhou até a janela a abrindo e deixou a brisa do riacho que corria em sua vista, acalmasse seus nervos.
Estava se sentindo uma idiota, uma completa e ridícula mulher boba, e apaixonada. Arthur sempre teve muitas mulheres, agora mais do que nunca notou o efeito que ele tinha sobre elas. Certamente elas poderiam oferecer muito mais à ele do que ela mesma. Ela era uma órfã, virgem e exilada. Tinha dificuldades até mesmo para deixar tocá-la mais intimamente, por que ele iria ter paciência com ela, noivar com ela, se poderia desfrutar de qualquer mulher naquele salão, aquela noite mesmo?
Enquanto deitou na cama, ouviu batidas na porta. Fechou os olhos e ignorou até as batidas ficarem mais altas.
— Elaene, sou eu. Abra, por favor!
Suas pernas desobedeceram, e ela caminhou até a porta. Ele a olhava com um olhar pedindo clemência.
— Elaene, me perdoe! Aquela maluca me pegou desprevenido.
Ela não conseguiu encará-lo de volta.
— Estou realmente cansada, Arthur. Amanha teremos um longo dia pela estrada.
— Deixe-me entrar, por favor. Prometo me comportar.
Ela o olhou nos olhos e suspirando deixou a porta abrir por completo enquanto voltava a sentar na cama.
— Então é isso, vamos lá. Pode me xingar, me bater, faça o que quiser comigo.
Elaene suspirou novamente.
— Não irei fazer nada disso, Arthur. Não foi culpa sua... essa garota estava em cima de você, o devorando com os olhos, desde quando entramos nesse lugar...
Arthur franziu a testa por não ter notado e assim não evitado que aquilo acontecesse.
— Sinto muito, eu... deveria ter notado...
— Está tudo bem, Arthur. Pare de se culpar! É só que... todas essas mulheres que você teve, e que você pode ter a hora que quiser. O que eu sou comparada à elas? Uma órfã virgem problemática, uma nobre sem casa, cheia de pesadelos e visões perturbadoras!
— Eu não consigo acreditar no que acabo de ouvir. – Arthur respondeu chocado.
Arthur a puxou pela mão para que se levantasse da cama e a levou para o grande espelho que estava fixado na parede do quarto. Posicionou-se atrás dela, a deixando incomodada por estar em frente ao seu reflexo, encarando a si mesma.
Ele segurou a sua cintura e sussurrou em seu ouvido:
— Eu vou lhe mostrar o que você é comparada à elas. – disse enquanto afastava o cabelo dela para o outro lado, para que pudesse ter acesso ao pescoço dela e depositar um beijo possessivo ali, a fazendo fechar os olhos. – Você tem o cheiro mais inebriante que já senti, Elaene. Até mesmo a tua boca tem gosto de rosas...
Arthur sentiu a conhecida onda bater em seu baixo ventre ao imaginar se o gosto dela lá embaixo, também teria o mesmo sabor que tanto amava, e gemeu involuntariamente no ouvido dela se imaginando provando o néctar dela.
Quando abriu os olhos e viu que ela estava com eles fechados, a ordenou que os abrisse. Assim que o fez, Elaene teve aquela sensação estranha de “dejá-vù”.
— Seus cachos negros são tão perfeitos. Eles foram feitos para se enroscarem em meus dedos, assim... — disse enquanto segurava o cabelo dela pela nuca, inclinando sua cabeça um pouco para trás, a fazendo gemer baixo. — Sua pele é tão macia, Elaene... – disse enquanto alisava os braços e ombro expostos dela com a mão livre. – Veja...
Elaene olhava fascinada para a imagem refletida em sua frente. Arthur a alisava com uma veneração apaixonada, enquanto voltava a beijar o seu pescoço. Ela lembrou-se de onde teria ouvido Arthur ele mandar abrir os olhos. Aquele sonho...
Enquanto lembrava, gemeu sem querer, e o som que saiu dela o encorajou ainda mais. Arthur a laçou pela cintura usando os braços e alisou sua barriga. Com um impulso, a empurrou para frente, para ficar ainda mais próxima ao espelho.
— Eu cantei para você hoje. Você era a única mulher que eu conseguia enxergar naquele salão. Você é a única mulher que eu consigo enxergar nesse maldito mundo, Elaene. Mas agora você irá cantar para mim. Eu vou retirar de você a mais doce melodia já criada!
Ele segurou os pulsos dela, e os lançou para cima, para que ela se apoiasse no espelho em sua frente.
— E você irá assistir a tudo. Eu vou enfiar nessa tua cabeça teimosa, o quão perfeita você é.
Ela gemeu com a autoridade dele, e percebeu qual era a melodia a qual ele estava se referindo. A antecipação de que ele iria lhe arrancar aqueles gemidos com tortura, exatamente como no sonho, fez com que ela fechasse fortemente as pernas, tentando encontrar alguma fricção no local que pulsava entre elas.
— Você acha que eu poderia reparar em algo mais nesse mundo, quando tenho você bem na minha frente? – disse enquanto deslizava as mãos para os seios dela, os tocando por cima do tecido, arrancando outro gemido pesado quando aplicou um generoso aperto. Arthur massageou os seios dela por cima do tecido, esfregando o polegar pela protuberância dos bicos enrijecidos.
Por fim, ao ver a imagem dela olhando para as mãos dele no espelho, e gemendo com os lábios abertos, ele decidiu que poderia continuar. Usou a mão esquerda para serpentear por dentro do decote e mergulhar agarrando o seio direito dela, ouvindo em seguida ela arfar e jogar a cabeça para trás, contra o ombro dele, fechando os olhos com forte.
— Abra os olhos! – ele ordenou novamente, e ela arfou balançando a cabeça sem forças para dizer a ele o quanto era difícil manter os olhos abertos enquanto ele a tocava daquele jeito. Mas ainda o obedeceu, e quando viu pelo espelho o reflexo dele com a mão completamente dentro do vestido, amassando seu peito com a mão, não controlou o instinto e chiou sentindo os joelhos bambearem bem no momento em que ele resfolou o polegar novamente contra o seu bico enrijecido. Pele com pele. – Tão macio...
— Arthur... – gemeu sem fôlego, lutando para manter os olhos abertos.
— Isso, meu amor. Cante para mim... é tão lindo...
Elaene retirou uma das mãos que segurava no espelho em sua frente, e a levou até a nuca de Arthur, que aplicava beijos molhados em seu pescoço, e deu um forte aperto em seu cabelo, o fazendo parar o beijo e rolar os olhos para trás com a dor, mas ao mesmo tempo, chiar com prazer.
Nesse instante, ele levou a mão livre para a coxa dela, subindo a barra do vestido lentamente, enquanto continuava a massagem em seu seio com a outra mão. Quando a barra alcançou a coxa dela, ele serpenteou sua mão por debaixo do vestido, fazendo um caminho lento e quente pela parte interna da coxa.
Elaene sentia que a antecipação iria matá-la e instintivamente afastou as pernas para dar espaço para ele subir e alcançar o local que implorava por alívio entre suas pernas. Quando ele alcançou a barra do tecido da sua roupa íntima, ela aplicou outro aperto forte no cabelo dele em incentivo.
Arthur a encarou pelo reflexo do espelho, e Elaene manteve o olhar firme e lascivo para ele, dando autorização para continuar, mordendo o lábio.
Quando Arthur, enfim, mergulhou sua mão dentro de sua roupa íntima, Elaene jogou a cabeça para trás mais uma vez, e naquele momento, não conseguiu mais manter os olhos abertos e gemeu o nome dele. Alto.
Ele chiou no ouvido dela ao constatar o quanto ela estava excitava. Havia umidade e muito calor.
— Abra os olhos! Deuses... quero ouvi-la cantar assim para mim todas as noites, até o último dia de minha vida! Cante para mim, Elaene. – sussurrou no ouvido dela.
Elaene abriu os olhos e instintivamente lançou seu quadril para trás, para o encontro da excitação dele. Arthur suspirou e retirou sua mão que massageava o seio dela, e a segurou firme na cintura a apertando para perto dele, impedindo-a de se movimentar nele novamente. Se ela continuasse a rebolar contra ele, explodiria, e sabia graças aos bons deuses, que poderia estar dentro dela em apenas um movimento, antes de a ouvir dizer que não.
Então, com a outra mão usou um dedo para traçar círculos na intimidade dela, como se brincasse com sua umidade, fazendo-a choramingar baixinho. Mas quando alcançou seu ponto sensível mais uma vez, o choramingo saiu alto do fundo de sua garganta, e a mão dela que repousava em seu cabelo, foi para o espelho em sua frente, tentando impedir que dobrasse os joelhos.
— Veja o quanto você é linda assim. Cante para mim, Elaene...
Arthur intensificou a massagem com os dedos na dobra macia e molhada dela, a fazendo preencher o quarto com suspiros e gemidos. Elaene sentia vontade de tocá-lo também, mas sentia-se sem forças, e imaginou que se retirasse as mãos do espelho, desabaria no chão.
Ele percebeu que os espasmos dela aumentaram de freqüência, e tomou o tremor nas pernas dela como um sinal de que ela estava na beira do abismo. Dessa vez a empurrou para o infinito, voltando a mão que estava na cintura para o seu seio por dentro do vestido, e estimulando seu ponto sensível com maior pressão com a outra.
Elaene voltou sua mão para o cabelo dele e virou o rosto para poder beijá-lo, mas Arthur virou o rosto dela usando o próprio, para que ela se olhasse no espelho quando atingisse o clímax. E ele veio forte e glorioso.
Ela deu um forte aperto nos cabelos de Arthur o fazendo chiar e se forçar a manter os olhos abertos, pois não queria perder a imagem de vê-la tendo um orgasmo. Elaene deu um gemido angustiante com a boca aberta e as sobrancelhas unidas, e também lutou para manter os olhos abertos, porém suas pernas bambearam de uma vez, e quando encarou os olhos dele pelo espelho, sentiu os joelhos vacilarem, e apenas não desabou porque ele a segurou forte pela cintura.
Assim, ela se permitiu fechar os olhos e aproveitar enquanto seu corpo explodia em mil pedaços para se juntar novamente.
Arthur soltou um suspiro profundo no ouvido dela, pois havia ficado ainda mais molhada com os espasmos em seus dedos. Segurou Elaene firme, laçando sua cintura, e dando beijos castos em seu ombro, enquanto ela se recuperava do orgasmo e resistindo à vontade de chupar os próprios dedos lambuzados com o sabor dela.
Depois de um tempo, ouviu ela dar um risinho baixo, ainda com os olhos fechados, e então ele quebrou o silêncio.
— A mais bela canção que já ouvi, Elaene... – sussurrou em seu ouvido a encarando pelo espelho. – Isso, é o que você é comparada à elas...
Ela abriu os olhos sonolentos, e o rubor tomara conta de seu rosto pálido.
— Quando pediu para entrar em meu quarto, prometeu se comportar, Arthur... – disse o encarando de volta, ainda com um sorriso frouxo no rosto.
Ele beijou seu pescoço para sussurrar em sua pele:
— Eu menti.
“Eu sou a merda de um mentiroso, Elaene...” Pensou em silêncio, logo após ouvir a sincera risada dela.
=^=
Arthur estava com o braço laçando a cintura dela, pensando o corpo dela contra o dele, enquanto ela delicadamente havia depositado uma mão sobre a mão dele em sua barriga.
Apoiou-se sobre o cotovelo para descobrir se ela ainda adormecia ao seu lado. Ela respirava delicadamente, e ele a viu dar um suspiro em reclamação quando ele retirou o braço de cima dela, mas ainda sem acordar.
Ele não teve uma boa noite e não conseguia mais descansar. Pensava no que aconteceria quando alcançassem Camelot, e sentia remorso ao lembrar que guardava o segredo sobre as origens de Elaene.
Mas no final de todos esses pensamentos, ele sempre rodava as imagens da noite interior em sua cabeça: Elaene se derretendo em seus braços, e os mais doces sons que saíram da sua boca. Era impossível dormir abraçado com ela enquanto se lembrava de tudo o que aconteceu. Não teve nenhum alívio desde então, e sabia que ela podia sentir ele excitado atrás dela, apesar de não parecer se importar, pelo contrário, o puxou para mais perto dela e dormiu ronronando.
Levantou-se vestindo suas roupas e pegou sua espada, resolvendo que seria melhor aproveitar que estava acordado para se preparar para a partida.
Quando desceu as escadas, lembrou-se da moça da noite anterior que havia lhe dado um beijo forçado. Rezou internamente para não esbarrar com ela no salão de desjejum.
Assim que alcançou o salão, notou e estranhou a completa falta de movimento não só no local, mas em toda a estalagem. Quando preparava-se para chamar o senhor dono da estalagem, notou a poça de sangue no chão. Próxima a uma das mesas. A poça era circular, porém havia uma marca pelo chão em direção à cozinha, indicando que a pessoa ferida teria sido levada para lá.
Desembainhou a espada silenciosamente, e usando a agilidade para se movimentar em silêncio, caminhou em direção à cozinha concentrado em sons e cheiros. Porém, a única percepção que teve, era que de onde estava na porta da cozinha, podia sentir o forte cheiro de sangue que vinha lá dentro.
Respirou fundo e abriu com um chute e a cena foi de horror. O senhor dono da estalagem estava em um canto encostado na parede com o tórax aberto e com outra grande poça de sangue embaixo dele. A garota que havia o beijado também estava lá, com a garganta cortada e olhos arregalados e vazios lhe observavam do chão onde estava deitada. Viu outros mais dois corpos dos dois homens que bebiam ontem a noite naquele mesmo salão. Viu outro garoto e mais outras duas garotas, todos com suas gargantas cortadas.
Quem tivesse feito aquilo, sabia o que estava fazendo. Foi rápido, ágil e silencioso.
O pânico bateu em Arthur.
— Elaene... – ele suspirou em desespero.
Correu em direção às escadas sentindo o peito apertar e o coração incrivelmente acelerar o fazendo sentir suas batidas fortes na própria garganta. Imprudentemente correu em direção ao quarto em que ela dormia tranquilamente.
Quando abriu a porta em um empurrão oco, viu um homem com estranhos e brilhantes olhos azuis segurando Elaene pelo pescoço usando um braço e com o outro, apontava uma adaga em direção à ela.
Deu um salto em direção aos dois, e só então notou que havia outros dois homens ao lado da porta que entrou, apontando espadas em suas costas, e a outra em sua barriga.
Arthur sentiu-se impotente ao ver os olhos arregalados e em completo terror de Elaene. O homem apenas o encarava com um inexplicável sorriso no rosto.
— Largue a espada, ou lhe furo aqui mesmo na frente dela. – disse um homem atrás dele.
Arthur sabia que tinha habilidade para matar aqueles dois homens atrás dele, em um golpe só. Antes que percebessem, ele teria as vísceras dos miseráveis decorando o chão do quarto. Mas sabia que assim que o fizesse, não teria tempo para matar aquele maldito garoto que apontava a adaga para a garganta dela.
— Sou um Pendragon, levem o que quiserem ou me levem junto. Meu pai pagará um bom resgate. Deixem a Lady em paz.
O rapaz apenas sorriu ainda mais, e inclinou a cabeça para o lado.
— Por favor! Deixem-na ir! – gritou Arthur exaltado.
— Bem que você avisou, Areon. Ameaçar a vida da moça, o impediria. – disse o garoto rindo em direção à um dos homens atrás de Arthur.
Quando Arthur olhou por cima dos ombros viu Areon no canto do quarto acenando para o garoto, e quando encontrou o olhar de Arthur, desviou para o chão com medo e vergonha.
— Eu juro por todos os deuses, os antigos e os novos: você pagará por isso, Areon.
O homem não lhe respondeu.
— Largue a espada, ou você terá que costurar a garganta dela com os dedos enquanto ela esgota nesse chão. – Disse o garoto agora com um olhar ameaçador em direção a ele, enquanto apertava a adaga contra ela, fazendo brotar as pequenas gotas de sangue no local.
Elaene fechou os olhos e deixou escapar uma lágrima teimosa. Sentiu-se impotente e culpada. Queria gritar para ele matar aqueles homens e se salvar. Mas não queria morrer ali. Quando os abriu os olhos, Arthur lhe olhava incrivelmente calmo.
— Olhe para mim. Tudo ficará bem. – disse enquanto depositava a espada no chão, antes de sentir uma forte pancada na cabeça e apagar no chão.
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