Quebranto.

95 O segundo pecado é a Preguiça.


Notas iniciais
Oie, pessoas! Mais um capítulo chegando! Esse foi rápido! Acontece que os deuses universais da inspiração (hello, Musas), sorriram para mim, depois da maré escura que passou na minha vida. O show tem que continuar, e por aí vai! Espero que gostem. Boa leitura!

Diogo.

Aquele menino definitivamente tinha problemas. O filho da mãe corria como um demônio, deixando para mim um trabalho miserável para conseguir acompanha-lo. Eu entendia que para um garoto da idade dele, as coisas podiam ser mais complicadas. Na minha vida tudo havia sido daquela forma, também. Meu pai não era o tipo de cara compreensivo, e minha mãe não era forte o bastante para impedi-lo quando decidia descontar em mim os problemas de sua vida fracassada. Ele havia sido o verdadeiro motivo para que eu entrasse para a polícia. Pensei que poderia me defender, e nunca mais permitir que alguém me ferisse novamente. De um jeito estranho, foi bem doloroso quando ele partiu. Edgar morreu com câncer nos pulmões, e sofreu bastante antes de descansar. Quando tudo finalmente acabou, já estávamos bem um com o outro. Nunca tivemos uma conversa sobre o passado, nem acertamos os ponteiros. Mas estávamos bem. Sabíamos disso. Minha mãe ainda estava viva, no início de tudo. Era estranho pensar nela. No que teria acontecido. Adelaide não era fraca, nem frágil. Talvez tivesse conseguido, em algum lugar daquele país enorme. Acreditei desde o princípio que jamais teria notícias dela de novo, então não havia razão para pensar em algo tão doloroso. Grande parte de tudo aquilo me veio quando Victoria reencontrou o pai. Ela já superara o luto por toda a família, então talvez tivesse lidado melhor do que o esperado com o fato de sua mãe estar morta. De certa forma, eu sentia-me feliz e grato por ela. Perguntei-me se minha mãe teria gostado de conhece-la, quando o sol vivo ofuscou os meus olhos.

Pude ver a cabeleira negra de Dino alcançando a divisa das fronteiras entre o pasto de a floresta. Haviam duas mulheres vestidas de marrom por lá, tentando apaziguá-lo. Ele gritou para que o deixassem em paz, e seguiu em frente. Olhei por cima do ombro, e alguns sentinelas estavam deixando a Fortaleza, no meu encalço. Como se fossem ajudar em algo. Apressei o passo, e minhas pernas protestaram. Além do impacto da corrida, meu corpo era habituado com aquele tipo de situação. Perseguir marginais na minha cidade era uma coisa corriqueira. Principalmente pivetes como Dino, aquele peste. Com uma sensação incômoda de ardor no peito, agarrei o tampinha pelo colarinho da blusa. Com a força que estava empregando na corrida, ele se engasgou, e curvou-se para a frente. Segurando-o por um dos braços, mantive um aperto firme enquanto ele debatia-se na minha frente. Dino ainda tentou se livrar mais algumas vezes, mas acabou chorando e abraçando minha cintura. Meu corpo travou na hora. Como eu agiria? Ele pensaria mal de mim, se fosse fraco e dissesse que também sentia pelo Ricardo. Não podíamos chorar os dois. Não era isso o que meu pai faria. Mas meu pai não era bom em sua função, também. Aquela situação era completamente nova, e eu nunca pensei estar em tal posição. Suspirando, pousei uma mão em cada ombro do pequeno, e esperei até que ele olhasse para mim. Dino o fez, então o abracei de leve, dando pequenos tapinhas em suas costas.

– Ei, cara. Eu sei que é pesado passar por essas coisas. Uma hora a gente cansa mesmo. Mas não desanima. Vamos dar um jeito de pegar esses filhos da puta — prometi, sem ter certeza se seria capaz de cumprir o que estava dizendo. — Vou fazer o que estiver ao meu alcance.

– Você tem razão, Diogo. Eu tô cansado dessa merda. Não aguento mais ver gente morrer. Sabia que essa porcaria de lugar não prestava. Ainda querem que eu continue a participar daquela Escola idiota. Todo mundo ali vai morrer. Não vai sobrar ninguém nessa maldita ilha, se alguém de fora invadir. Não adianta ter muros e recursos, e comida e água. Essa gente daqui não merece estar viva. Nós sim. — Caramba, o moleque estava transtornado. Com razão, eu tinha que admitir. Também não engolia aquela palhaçada de Conselheiros, e tarefas. Havíamos sobrevivido bem sem aquilo, e num ambiente bem mais perigoso. Mas se eu ia ser um pai para aquele garoto, não podia incentivar a fúria dele. Não mesmo.

– Não é você quem decide se eles merecem ou não viver. O que importa é que eles estão vivos, e nossos amigos mortos. Nós também vivemos. Não esqueça que sua irmã precisa de você para protege-la. E agindo como um maluco você deixa ela insegura. Você desrespeita a morte dos que não chegaram até aqui. Incluindo Ricardo. — Rebati, surpreso pelas palavras virem tão facilmente. Eram verdadeiras, apesar da minha opinião pessoal. — Não seja o imbecil que faz merda e estraga tudo, Dino. A época de se esconder embaixo de móveis e nas frestas entre paredes acabou. Você e sua irmão já são praticamente adolescentes. É hora de lutarem, e da forma certa. Vocês sabem matar, nos certificamos disso. Mas precisam aprender a respeitar a vida.

– Como assim, Diogo? — Ele parecia confuso, e realmente pego de surpresa pela minha postura. Aposto que o rebelde sem causa achou que eu ia ficar do lado dele. Até que era legal ser pai de alguém.

– Não sair correndo pra uma porra de floresta assombrada é um bom começo, idiota. — Dei um cascudo em sua cabeça, e o puxei para perto, abraçando com força. Ele estava desconfortável, totalmente surpreso com aquele gesto. Bem, eu também estava. Mas se tinha que fazer aquele trabalho, faria direito. — Você é importante para nós, garoto. Mesmo. Para todos. Demos um duro danado pra manter você e sua irmã vivos. Não vá se matar agora.

– Eu não vou, Diogo. — Ele girou os olhos, sorrindo. — Ricardo era um cara legal, sabe? Ele era bom pra mim e pra Vilma, como um tio. Acho que era por causa do Hugo. Mas o Hugo está mais pra uma tia... — Acabei rindo. Hugo parecia mesmo uma tia solteirona, com suas manias de velho e jeito de agir. — No bom sentido, sabe. Não acho errado gostar de alguém do mesmo, hãn, sexo nem nada... — Ele ficou vermelho, enrolando-se com as palavras. Acabei rindo alto, enquanto andávamos de volta para a Fortaleza. Fiz sinal para que os sentinelas voltassem para dentro, nos dando alguma privacidade.

– Eu sei, cara. Relaxa. — Esfreguei a mão no cabelo comprido dele. — Pelo visto está pensando em partir pra esse lado, né não? Com esse cabelo de moça!

– Qual é, Diogo! Não enche! — Ele afastou-se de mim, mas acabou rindo. — Você vai ser nosso pai, ou algo do tipo? Por causa da Helga?

– Não é por causa da Helga, moleque. — Garanti, rindo. Percebi que Dino precisava daquilo. Mas não tanto quanto eu. — Mas já estou avisando, não tenho filho frouxo, nem maluco. Compreendido, soldado?

– Compreendido, senhor! — Dino colocou a mão na cabeça, numa péssima imitação de continência.

Perguntei-me porque demorei tanto a me apegar daquele jeito, aos outros. Percebi que além de Victoria, eu não dava a mínima para ninguém, um tempo atrás. Era um grande avanço desde o cara que abandonou os próprios amigos, para alguém capaz de cuidar de um pré-adolescente problemático num apocalipse zumbi. O amor tinha dessas coisas, meio transformadoras. Mas o que realmente pesara para que eu entendesse que precisava mudar, não era realmente o amor por Victoria. O determinante oficial do meu novo eu, era a consciência tardia de que valia à pena amar a mim mesmo. Merecia ser feliz. Não era o monte de lixo que haviam feito com que eu pensasse ser. Não era o babaca que eu vestira, durante anos. Não precisava mais daquelas versões pobres de mim. Eu tinha uma família agora. E ela estava ameaçada. Mesmo assim era meio difícil não achar bonito toda aquela luz banhando o verde... Inferno. Quando eu havia começado a reparar nessas coisas de bicha?

Carol.

O exercício era um ótimo jeito de esquecer os meus problemas. Os desgraçados não eram poucos. A cada dia que se passava naquele lugar cinza e estéril, eu sentia minha cabeça diminuir para o tamanho de um estúpido porquinho-da-índia, gordo e feliz. Rotina e estabilidade pareciam totalmente fora de contexto naquele mundo isolado, naquela ilha quase mitológica. Lembrei-me de um mito engraçado que havia ouvido no ensino médio, nas aulas de Literatura. A Odisseia. A Fortaleza parecia mesmo a Ilha de Calipso, na qual Odisseu ficou preso por anos, meio encantado pela imortal dona do lugar. Era assim que eu me sentia. Uma abelha atraída pelo mel, ou qualquer outro tipo de alegoria barata para o deslumbramento. E, justo quando pensei que aquela coisa toda podia ser legal, começam as mortes outra vez. Bem no estilo Topázio. Por baixo dos panos. O problemas, é que ninguém ali acreditava que eu poderia ser ingênua e influenciável. Não depois que Victoria havia me colocado na função de decidir nossas atribuições. Eu era vista como alguém importante, por aqueles que simpatizavam conosco. Pena que eram a minoria. Os demais nos detestavam, e nos culpavam pela morte de Valentina. Assim como Matias. Na real, eu acreditava que grande parte dos boatos ruins a nosso respeito, vinham dele. Como não podia espionar, nem me fazer de desentendida, talvez nunca soubesse com certeza.

Já era a terceira volta, correndo ao redor do Pátio Central. Arantes não dava sinais de que pararia nossa marcha, e ele estava quase conseguindo que eu me arrependesse por ter recusado a oferta de suspender os treinos, como os outros. Eu era a única novata sentinela correndo, e estava suada como uma porca fugindo do cozinheiro. Os outros pareciam bem dispostos, e bem mais preparados para aquilo do que eu. Duvidava muito que fossem tolos e suscetíveis às ameaças exteriores, como os outros do meu grupo pareciam acreditar. Muitos sentinelas eram militares, antes. E isso era facilmente visto, na forma dura e constante com que se movimentavam. Dava para perceber as razões para a mudança no corpo de Matias. Um gatinho não era produzido da noite para o dia. Mesmo tendo sido da equipe de atletismo na escola, e tendo sobrevivido por quase dois anos antes de chegar ali, sabia que precisava correr (literalmente) para alcançar o ritmo deles. Quatro voltas. Só faltava mais uma. O impressionante, era que enquanto eu corria não conseguia prestar atenção no mundo ao redor. As últimas notícias giravam de forma tão devastadora em minha mente, que ignorei todo o resto. Ao menos Dino estava bem, depois do surto adolescente. Tanto drama! Isso não era nada comparado ao caso de Otto e Cecília. Aqueles dois eram loucos? Principalmente Otto! Tinha alguma coisa errada com aquela Martha, e não me parecia o tipo de problema homicida relacionado ao movimento contra a cura. O problema daquela velha era a safadeza. Eu notara a forma como ela secava meu amigo, e como parecia gostar de tê-lo andando atrás dela como um cachorrinho. Velha abusada.

Perto de completar a última volta, acabei descontrolando o compasso de minha corrida, e pus um pé na frente do outro. O resultado? Esborrachei a cara no chão, amparando minha queda com os dois braços, que ficaram terrivelmente ralados quase deslizei uns bons centímetros sobre o asfalto do Pátio. Todos pararam de correr quando perceberam minha vergonha, e alguns até riram da minha cara. Incluindo Matias. Eles calaram-se, quando Arantes aproximou-se e puxou-me de volta com um impulso só. Analisando meus braços, ele pareceu cuidadoso e preciso. Caramba. Ele era gato, pra um coroa. Quer dizer, ele não era tão coroa assim, mas Hugo me dissera que o filho dele devia ser só uns dois anos mais novo do que eu. Além disso, ele tinha um corpo de matar, e parecia ser legal. O problema, é que nem olhava para mim, ignorando completamente que uma garota como eu tinha suas necessidades. Claro que eu não estava apaixonada ou coisa do tipo. Isso seria praticamente impossível, depois de Jonas. Ele fora uma presença tão importante na minha vida, que eu simplesmente não podia substituí-lo com outro sentimento. Sentia que isso significaria perde-lo para sempre, em definitivo. Seria como colocar uma pedra sobre seu túmulo. E eu não via-me fazendo tal coisa tão cedo, naquela existência. Ainda assim, o olhar de Arantes era inquietante. Como se ele ignorasse o que estava por fora, e visse o que havia em meu interior. Desde os últimos tempos, com nosso contato crescente, ele parecia prestar muito mais atenção em mim. Não podia dizer ainda se isso era bom ou ruim.

– Carol, se quiser parar por aqui, tudo bem. — Avisou-me, gentilmente. — Todos sabemos que você está tendo um momento difícil. — Sorri, quando a mão dele apertou levemente a minha.

– É docinho, não é como se você fosse obrigada a treinar depois de perder sua irmã. — Debochou Matias, rindo. — Se quiser descansar e ir fazer as unhas, vamos entender. — Os caras ao redor também riram. Menos Arantes, o preparador físico grandalhão Abel e o garoto que Manuela estava pegando, Guilherme. Deus, quando Matias ficara tão imbecil?

– Vou terminar a última volta — encarei Matias, cheia de frieza. — Se você não tem bolas pra dizer algo diretamente ao Arantes, não me use de escada, imbecil. Você era um Zé Ninguém na escola, e continua um Zé Ninguém aqui. Continue me testando, e castro você! — Saí correndo para a última volta, ignorando a ardência dos braços. Atrás de mim, ouvi os homens dando risadas, a de Abel sobressaindo como um trovão.

– Matias, quero que você dê uma sexta volta, quando todos acabarem. — Arantes anunciou, rígido. — Punição por quebrar o espírito desportivo do treinamento, e por provocar uma irmã sentinela.

– Mas que merda, Arantes! É a metade do meu almoço nisso! — Contestou Matias, a voz dele já bem distante de mim.

– O problema é seu, rapaz. Antes ficar com fome, do que alimentar a preguiça. Vamos, vamos! — A resposta seca do meu superior foi deliciosa de se ouvir. Outras risadas encheram o ar, tornando aquela última volta enaltecedora, e não cansativa. Ainda pensava no tom de pele pálido de Victoria ao me contar sobre Cecília, mas eu era péssima naqueles assuntos. Fernanda saberia melhor o que fazer.

Quando finalmente sequei o rosto com uma toalha pequena entregue por Guilherme, respirei fundo algumas vezes e recobrei o fôlego. Matias passou por mim em sua última e longa corrida, e seus olhos foram como chamas de ódio. Ele com certeza estava projetando seus sentimentos pra cima de mim. Esquisito. Não tive nada a ver com a morte de sua irmã, mas desde que Valentina se fora, era como se nossa chegada tivesse algo a ver com aquilo para ele. Mas ele não parecia ter raiva de Faye, somente de nós. Talvez não fosse um terrorista, mas certamente nos culpava pelo ocorrido. Mesmo assim, algo naqueles olhos me inquietava. Era uma sensação assustadora, de que o garoto doce que eu conhecera havia morrido. Era como olhar uma casca morta. E da última vez que eu vira algo daquele tipo, havia sido com Mozart. O maluco que tentara assediar Hugo e matara Diana à mando de Topázio. Reconheci naquele instante a marca do desespero e da insanidade. E não gostei nada de reencontrá-la ali. Mesmo que hipoteticamente. Caminhei rapidamente, de volta ao interior dos Muros, correndo o mais depressa possível para tomar banho e trocar de roupa antes que Matias terminasse sua corrida da punição. Eu não queria aturar a cara dele ali, muito menos quando estivesse nua no banheiro das mulheres. Não que ele fosse invadir o banheiro e tentar me agarrar. Eu simplesmente não confiava naquele lugar.

Liguei o chuveiro e limpei o sangue seco em meus braços, mordendo o lábio inferior quando as feridas foram lavadas. Esfreguei os cabelos com um shampoo artesanal feito nas Fazendas. Todos usavam aquilo, e fingiam não saber do que era feito (basicamente de detergente usado nas cozinhas), então não me fiz de rogada. Quando terminei de esfregar o resto do meu corpo, corri para a toalha pendurada no suporte de alumínio ao lado dos armários, e esfreguei o tecido felpudo contra meu corpo encharcado. Vesti uma camiseta de alças por cima do sutiã, e puxei uma calça jeans justa sobre os quadris. Por último, os coturnos dos sentinelas. Enfiei a roupa suja na cavidade da parede que levava as trouxas para os subterrâneos, onde seriam recolhidas pelos zeladores da Organização. Quando deixei o cômodo, iniciei meu caminho de volta ao Pátio, mas detive-me na porta que levava ao alto dos Muros. Intrigada e sentindo-me totalmente nostálgica, puxei a maçaneta e subi as escadas de pedra na direção do local onde Ricardo morrera. Chegando no topo, ainda tive que caminhar um pouco pela estrutura de pedra gigantesca, que cerva o centro da Fortaleza. Do alto, eu podia ver a extensão do mar, a floresta, as costas rochosas, o Porto abandonado onde algumas embarcações permaneciam esquecidas, e todos os prédios utilizados pelos sobreviventes.

Não foi difícil encontrar a mancha de sangue onde Ricardo caíra, mas eu meio que esperava que tivessem limpado melhor a mancha agora num tom de cobre que misturava o vermelho escuro e o marrom claro. Cruzei os braços e deixei que o vento forte açoitasse meus cabelos ainda molhados, secando-os enquanto eu cruzava os braços de modo firme contra o peito. Certamente que meu corpo estaria destacado na paisagem, caso eu pudesse me ver do alto. Um ponto preto, num gigantesco círculo de pedra sob o céu iluminado pela tarde. Quase uma visão poética. Decidindo que encarar aquela mancha era demais para mim, debrucei-me sobre o parapeito dos Muros, olhando para o ambiente lá embaixo. Estava próxima da Escola, e do Memorial. Entre os dois, na verdade. A entrada dos Muros ficara para trás, depois que eu me afastara da porta por onde subira. Levei algum tempo para perceber o que estava vendo por entre as lágrimas, mas não demorei a distinguir os dois vultos bem próximos, sob minha cabeça. Se qualquer um dos dois olhasse para cima, veria minha cara de forma tão clara quanto o dia. Mas aquele era um costume de poucos, felizmente. Raros eram aqueles que olhavam para o céu. Principalmente enquanto conversavam. Francine e João Pedro pareciam realmente irritados com Renée, enquanto o encurralavam contra um dos muros da Escola, ao lado de uma árvore decorativa. Renée tinha uma expressão maliciosa no rosto, enquanto os outros dois pareciam indignados. Certamente eles deviam estar, embora eu não pudesse adivinhar o porquê. Em dado momento da discussão, Francine pareceu chorar, e saiu caminhando à passos firmes da cena. João Pedro ainda conversou com Renée por mais alguns momentos, antes de cuspir no chão aos pés do outro Conselheiro e retirar-se. Em minha mente, não houveram mais dúvidas naquele momento. Eu havia encontrado o nosso cara.

Notas finais
Humm, as coisas parecem estar esquentando. Alguém arrisca dizer o que vem por aí? É estranho como as coisas estão bem na cara, e não nos damos conta. Essa é a dica que dou a todos. Quando vocês descobrirem o que está rolando, vão querer me matar. XD OBS: Quem diria que uma relação tão fofa poderia surgir entre Diogo e Dino? Esses dois me surpreenderam como personagens. E isso é grande coisa, já que os criei, kkk.