Notas iniciais
Sem enrolações hoje, galera! Muito obrigado aos divos que voltaram a comentar na fic! Senti falta de todos vocês, e AMEI ver que ainda estão por aí. Vocês são o motivo desta história existir. Boa leitura, e sigam em frente!

Nora.

Encontrar a luz da lua depois de escapar de um ambiente abafado e fedendo à morte, era um alívio. Contudo, eu não podia dar-me ao luxo de relaxar por muito tempo. Com mão firme, apertei o cabelos de Victoria, escorrendo o sangue grosso que ali se prendera. Rapidamente, amarrei os fios à grosso modo, esperando que Topázio não desejasse puxá-los em nosso futuro confronto. Se dependesse de mim entretanto, ele seria breve. Não que me desse pouco prazer imaginá-la sofrendo, mas eu simplesmente queria terminar aquela enrolação de uma vez por todas. Já seria ruim o bastante ter de colar os pedaços daquilo que restasse depois de uma noite tão sangrenta. Eu não precisava ter mais daquela merda na minha cabeça. Uma pequena torção, e minha força faria o resto no lindo pescocinho da vadia. Um gesto simples e definitivo. Um ponto final para aquela loucura. Eu não perseguia um inimigo com noções reais do certo e do errado. Todas as vítimas de sua insanidade que eu encontrara na sala de serviço abaixo dos meus pés, provavam a veracidade de minha teoria.
Incomodada, reparei que não podia vê-la em parte alguma. O asfalto empoeirado começava a ter seu brilho avivado pela garoa da madrugada. Eu não podia imaginar exatamente que horas eram, mas não era cedo. Erguendo minhas mãos na altura do rosto, reparei em minhas unhas quebradas, e em todo o sangue ali residindo. Aos poucos, as marcas vermelhas começaram a diluírem-se, enquanto a chuva se tornava mais intensa. À minha frente, a rua estendia deserta. Alguns carros abandonados estavam estacionados nos dois lados da calçada. Mais à frente, havia um cruzamento na rua de ladrilhos, que provavelmente deviam levar de volta à Rua das Pedras. Enquanto a água fria encharcava minha roupa, comecei a render-me ao frio. Lentamente, minhas mãos começaram a tremer, as extremidades enrijecidas. A expectativa que me impulsionara, aos poucos, começou a baixar. Junto com ela, a adrenalina. Minha juntas passaram a doer enquanto eu caminhava, e os músculos de meus braços protestavam, indignados. Caminhando próxima aos carros, apoiei-me num pequeno fusca, quase sucateado. Prossegui, a mão esquerda passando sobre as laterais sujas e molhadas dos veículos. Atenta, eu observava tudo à minha frente. Tal erro custou-me um hematoma. Pois vindo de trás de mim, Topázio agarrou-me pelos ombros, jogando-me frontalmente contra a janela de um celta. Zonza, ajoelhei-me. Pisquei diversas vezes, os olhos girando sem controle. Com seu salto agulha infernal, a loira falsa pisoteou umas das minhas mãos.

– VAGABUNDA! — gritei, puxando a mão contra o peito. Lágrimas arderam em meus olhos, pro meu desgosto. Provavelmente, a maldita quebrara um dos meus dedos.

– Eu esperava coisa melhor. — Topázio riu, cruzando os braços. Com o tecido molhado, era possível ver sua lingerie, por baixo do vestido justo. Os cabelos, haviam caído ao redor de seu rosto, grudados no pescoço e na nuca. — Tanta polêmica sobre você, Nora. Não sabe como me decepcionou. Talvez seja melhor cada uma de nós seguir seu caminho. Pode voltar pro seu grupinho de imbecis. Eu acho coisa melhor.

– Nem ferrando que você vai escapar de mim. — comecei a rir. Ela poderia ter arrancado um dos meus braços. Nada me faria mais feliz que dar um fim naquela mulher.

Apoiando-me com a mão machucada, levantei enquanto observava os movimentos de Topázio. Ela ainda tinha uma arma, podia ter me matado pelas costas. Agora que eu já a tinha visto, ela não teria a menor chance de fazer isso. Ela bem que tentou. Puxou a pistola presa em seu espartilho, mas eu joguei-me contra ela, literalmente. Caímos juntas no chão molhado, rolando e nos sujando por completo. Minhas unhas afundaram-se no pulso direito dela, e o revólver caiu ao nosso lado. Empurrei-o para longe, e nos separamos. Estávamos ambas ofegantes, mas ela já sentira a potência da minha força. Sabia que agora, tudo era uma questão de tempo. Seus olhos, refletiam o medo, o pânico. Diana seria vingada. Apavorada e sem um de seus sapatos, ela ficou me olhando enquanto se erguia. Apesar de toda a dor que tensionava meu corpo, um sorriso se abriu em minha boca. Porque eu não me importava em ficar viva. Victoria, pela primeira vez em muito tempo, havia me deixado no controle. Então, eu podia garantir que Topázio morreria naquela noite. E isso, naquele momento selvagem e urgente, era tudo o que me mantinha de pé.

Diogo.

Carolina era pesada. Muito. Mesmo com toda a baixaria que ela já havia feito, eu tinha que admitir que admirava o estômago da guria. Ela não só conseguira enganar Topázio e seus cães, como ainda namorava o tosco do Jonas. E pensar que a Vicky era toda cheia de dedos com aquele cara. Todo bonzinho... Pelo menos havia servido pra alguma coisa. Já Carol, estava mudada. Antes, ela era uma vadia egoísta e rastejante. Agora, era uma vadia de princípios. Mesmo que eles fossem meio loucos, também. A verdade, é que ela tinha salvado a vida de todos. A minha, com certeza. Tudo o que já havia passado, cada coisa menor e irritante, era insignificante agora. Luca já tava morto há muito tempo. Victoria era minha. Carolina tinha o Jonas. O passado estava enterrado com ele, no Trocado. Pra ser sincero, a verdade era que a única razão pra eu ter voltado ao Trocado, quase dois anos atrás, era tudo o que eu sentia pela Vicky. Mas não havia sido isso que me mantivera com eles. Aquelas pessoas, mesmo as que eu considerava um atraso, eram minha família agora. Todo mundo havia me surpreendido positivamente, desde que aquilo tudo começara. Cada um fazia o possível com o que tinha, pra sobreviver. Eu gostava daquela gente, embora não fosse dizer isso em voz alta. E, ver o traidor do Mozart matando a Diana, uma mulher que nunca fizera mal a ninguém, me deixou acabado. Ela era uma das pessoas que eu jamais imaginaria que teria um fim tão violento. A brutalidade naquilo tudo, pra mim, era que eu nunca sentira tanto a morte de alguém, nem mesmo antes do Apocalipse. Eu nunca fora uma pessoa de laços. Não tinha familiares vivos. Morei num orfanato da Baixada Fluminense até os dezoito anos, e sozinho, tive que fazer uma vida decente depois de me tornar maior de idade. Apesar de detestar estudar, consegui me tornar um policial. E durante muito tempo, fui um profissional honesto. No meio do caminho, a corrupção se tornou parte de mim. Fiz e deixei que fossem feitas diversas coisas das quais me arrependo. E que eu sequer gostaria de lembrar. De certo modo, eu já era um sobrevivente desde sempre. E essa era minha maior tragédia.
Mesmo sabendo que talvez fosse muito mais fácil para alguém como eu continuar sozinho, eu precisava de pessoas. Elas eram tudo o que restava do mundo. Pessoas eram o futuro, e a única barreira entre mim e a loucura. Nesse ponto, Victoria era a âncora que impedia meu navio de perder-se no mar. Ela, com todos os problemas que a envolviam, me fazia sentir necessário, único. Ela me achara bonito, até. Nunca mulheres haviam passado mais de uma noite na minha cama. Victoria, por outro lado, se tornara uma parte da minha vida. E imaginar qualquer um ameaçando-a, era mais doloroso e enlouquecedor do que eu podia suportar. E eu só lamentava por aquele que tocasse nela. Quando finalmente depositei Carolina sobre o colchão velho da lanchonete abandonada onde costumávamos nos reunir à noite, ela estava desmaiada. Os cabelos curtos caíam ao redor da cabeça, sobre o travesseiro. No seu rosto, hematomas cruéis se espalhavam. Saía sangue de um de seus olhos. Eu temia que sua visão tivesse sido prejudicada, mas não havia nada que pudesse ser feito naquele momento. Depois, sim. Se Tânia estivesse viva, poderíamos consertar isso. Fazer o possível para ajudá-la. Com o máximo de gentileza que eu consegui reunir (é, eu tinha alguma), acariciei o rosto dela, com um pouco de pena. A maioria dos outros a marginalizavam. Seria interessante ver como a tratariam depois daquilo. Sem deixar de reparar em como ela era gostosa (Victoria me mataria se me visse olhando para Carol daquele jeito), levantei-me e apressei o passo na direção da boate. Certamente precisariam da minha ajuda por lá, nem que fosse pra carregar os corpos dos mortos.

Otávio.

Quando vi Alexandre, senti a Morte sussurrar um "olá", em meu ouvido. Ele ainda vacilou por um instante, mas aí viu o cadáver de Thaís, estatelada ao lado da pista de dança. Seu rosto desfigurou-se como se o próprio Satã estivesse presente. Ouvi um guincho alarmado vir do andar superior, quando aquele animal veio na minha direção. Apesar de ser forte no quesito carregar coisas e levantar barras de ferro, eu era péssimo em brigas. Qualquer um poderia perceber isso, principalmente depois de me socar com violência no meio da cara. Bambo, caí sentado com a boca ardendo e a mandíbula latejando. Arrastando-me pra trás, vi pelo canto do olho enquanto Marcílio jogava Dimitri por cima do balcão do bar. O coitado esbarrou em todos os cristais que estavam por lá, quebrando taças e jarras de vidro cheias de uísque. Um pequeno alarme soou na minha cabeça, quando ele não levantou. Deitado sobre o vidro quebrado, Dimitri permaneceu caído e inconsciente. Marcílio riu e se aproximou dele, contornando o balcão. Preparei-me pra pedir ajuda, quando um tiro ecoou pelo salão e atingiu uma das garrafas de bebida na prateleira do bar, um pouco acima de onde os dois estavam. Concentrado neles, senti o vento chiar quando o pé de Alexandre passou direto pelo meu ouvido. Ele errou o chute por milímetros. Rolei para o lado e tentei me levantar, mas senti seu pé afundar nas minhas costas, violentamente. Caí de cara no chão, derrubando uma mesa e três cadeiras no processo. O lugar todo já estava revirado àquela altura, e parecia uma zona de guerra.

– Eu quero saber quem matou a Thaís! Seus desgraçados! QUEM FOI?! — Alexandre estava fora de si. Ao invés de continuar vindo em minha direção, ele passou a destruir qualquer coisa em que pudesse tocar. Pobres mesas e cadeiras. Ele estava desgovernado como um touro raivoso. Apavorante.

Mal pude acreditar quando Sabrina parou ao meu lado. Protetoramente, ela ficou de costas pra mim e ergueu o revólver velho que Thaís usara para atirar em Dino. O alívio inundou meu corpo naquele instante. Mesmo machucada, ela ainda era nossa melhor atiradora. Certeiro, seu próximo disparo atingiu Marcílio na garganta, no exato instante em que ele iria pisotear o rosto de Dimitri. Engasgando, o rapaz começou a se debater, agarrando-se à prateleira de bebidas. Ele puxou-a para baixo quando caiu, provocando uma enxurrada. O som das garrafas quebrando foi como um alarme na noite. Com certeza os zumbis e animais em quilômetros haviam escutado aquela barulheira. Por fim, Marcílio parou de se mexer, quando a morte o venceu. Chocado, Alexandre olhava repetidas vezes de Sabrina para ele, e de volta para ela. Encurralado, ele começou a olhar ao redor, enquanto Ana descia do segundo andar, preocupada. Todos paramos para olhá-lo. Cada um de nós, estava ciente da arma em sua cintura. Ele, em estado de choque, parecia totalmente fora da casinha. Sem ação. Diogo despontou na área frontal da boate, passando pela vitrine quebrada. Cercado, Alexandre estava prestes a se render. Eu podia sentir aquilo vindo. Mas Thaís solucionou o impasse. Reanimada pelo vírus zumbi que já corria em suas veias desde que fora mordida semanas antes, ela arrancou um pedaço da panturrilha de seu namorado, que não a notara arrastando-se em sua direção. Eu mesmo cobri o rosto com as mãos, tão pego de surpresa quanto ele. Vencido pela curiosidade, olhei novamente. Sem ninguém para ajudá-lo, Alexandre ficou entregue. De maneira doentia, ele sorriu ao ver Thaís sobre si, e a abraçou. Insensível ao gesto, o zumbi mordeu-o no ombro. O grito emitido por ele, foi gutural e dolorido. Mirei Sabrina, com a intenção de pedir que ela impedisse aquilo tudo. Mas ninguém estava se mexendo. No alto, Vilma observava tudo com Tânia e Fernanda. Nem mesmo elas pareciam comovidas. Sabrina mirava a cena com lágrimas escorrendo pelo rosto, mas sua mão não se moveu. Diogo parecia tão chocado quanto eu, e adiantou-se para perto de Dimitri, que estava perigosamente próximo aos dois. Ele me fitou, e eu não pude mais ficar parado. Levantei-me e fiz menção de apanhar uma faca que caíra em meio à bagunça de talheres e cadeiras.

– Otávio, não. — Sabrina estava apontando a arma pra mim. É, isso mesmo. — Ele merece.

– Sá, por favor. — pediu Ana, da escada. — Termine isso.

Sem olhar na direção de Alexandre, Sabrina mirou a arma na direção de onde eles estavam. Ela permaneceu me encarando por alguns segundos. Alexandre já havia morrido depois da terceira mordida. Estava agora estendido de modo grotesco, enquanto a Thaís-zumbificada o devorava na frente de todos. Aliviado, constatei que nenhuma das meninas haviam continuado a assistir a cena, do andar superior. Finalmente virando o rosto na mesma direção da arma, Sabrina disparou contra a cabeça de ambos. Por hora, o problema estava resolvido. Diogo ajudou Dimitri a se levantar, e o sentou numa das cadeiras próximas. Todos nos encaramos por alguns instantes, absorvendo o que havia acabado de ocorrer.

– Onde está Victoria? — Diogo fez a mesma pergunta que eu vinha me fazendo desde que Nora perseguira Topázio.

– Ela está lá fora. Foi atrás de Topázio. — contei. Diogo arregalou os olhos.

– Ela foi aonde?! E vocês permitiram? — ele ia correndo para o exterior da boate, quando segurei o seu braço.

– Era Nora. — contei. Ele parou.

– Não interessa. Ela não pode ficar lá sozinha. — Dimitri intrometeu-se. — Temos que ir ajudá-la.

– Você não vai a parte alguma. — cortei, mas de modo gentil. — Está todo arrebentado. Vá soltar Lavínia, Dante e Manuela. O pior já passou. Diogo vai buscar a Vicky. É melhor que mais nenhum de nós veja o que ela deve ter feito com Topázio. Eu vou avisar ao Gabriel que ele pode trazer a Cecília, o Hugo e o Jonas pra cá.

– Cecília? — Ana indagou-me, curiosa.

– O verdadeiro escudo. Ela é incrível. — contei, resumindo a história.

Todos teríamos muito tempo para conversar depois. Agora, nosso maior problema se resumia ao resultado das ações de Victoria. Eu tinha certeza que Nora jamais permitiria que aquela víbora escapasse. O problema, era que ele seria capaz de se matar, pra conseguir os resultados esperados. Victoria teria de encontrar algum equilíbrio, para sair viva daquilo Topázio, apesar de toda a covardia, era uma Inumana também. E eu não me importaria se ela fugisse. Eu só queria minha irmã postiça de volta.

Hugo.

A dor era insuportável. Minha perna estava latejando como o inferno, e eu sequer posso me recordar de todos os palavrões que usei para denominar Topázio, naquela noite. Totalmente ensandecido, contorci-me todo quando Gabriel mexeu no tecido que Ricardo havia amarrado para estancar meu sangramento. Cecília estava sentada e encolhida ao meu lado. Seus olhos estavam fechados, e a cabeça encostada na parede. Gotículas de suor se espalhavam pelo rosto, como se ela estivesse com febre. Já Jonas, parecia muito melhor. Ele estava segurando a mão dela, enquanto todos esperávamos que alguém dissesse que a barra estava limpa. Pelo menos, este era o plano. Se tudo desse errado e Topázio reconquistasse a boate, eu estava pronto para o apagar das luzes. Com certeza estaríamos todos mortos.

– Oh, Deus... — gemeu Cecília, revirando os olhos. — Pobrezinha. Oh! — pensei que ela estava falando de Victoria, ou de alguma das meninas do lado de fora. Delirando, Cecília sequer parecia notar nossa presença. Era como se ela estivesse sob os efeitos de um alucinógeno poderoso, o que de fato estava. Heroína velha me parecia tão ruim, ou pior que a nova. Com os cabelos pingando suor, ela apertava a mão de Jonas, enquanto se debatia. — Acabando... Está acabando... Eles morreram... Os bebês não.

– Bebês? — perguntou Jonas, confuso.

– Sim. Dois. Dois, ou a mãe. Dois ou a mãe. Fernanda. — meu sangue gelou. Fernanda estava esperando gêmeos? E ela iria morrer grávida? Não!

– Explique melhor! Explique! — Gabriel estava sobre ela, apertando a pobrezinha.

– Não adianta, Gabriel, ela está delirando! — avisei, mas ele parecia doido.

– O que vai acontecer com a Nanda? Responde! — ele exigiu, mas Jonas o afastou, como quem afasta uma mosca.

– Está parecendo a Topázio. — ele cobrou, sábio. Concordei com um gesto, e Gabriel levantou-se, esfregando uma das mãos no rosto. — Ela vai nos contar o que puder, quando voltar a si. Coitadinha, parece exausta.

– Ela está. — eu confirmei. — Vem sendo maltratada há mais de um ano. Vai saber tudo o que Topázio já fez a ela. Drogando, batendo, torturando mental e fisicamente. Eu teria me matado, com certeza. Jamais poderia suportar tanta dor.

– Podemos suportar tudo. — discordou Cecília, murmurando. — O ser humano se acostuma a tudo. Aprendemos a suportar, a conviver com a dor. A esperar por algo melhor. Por muito tempo, tudo o que eu tive, era a esperança. Se eu tivesse desistido, jamais conheceria vocês. — ela abriu os olhos, e eles eram diferentes de tudo o que eu já vira. Iguais aos de Victoria, aos de Jonas. Mas diferente deles, Cecília tinha os dela opacos, cinzentos da cegueira. Mesmo assim, ela olhou Gabriel nos olhos, como se pudesse vê-lo normalmente. — Você a ama de verdade. Eu vejo isso. Mas, ela amará outra pessoa. E também a você. As duas crianças, ou a mãe. Foi o que eu vi, também. Sinto muito. Ela terá que escolher.

Eu já sabia qual seria a escolha dela. Como se fosse a notícia mais banal do mundo, Cecília nos contou em uma curta sentença, que Fernanda morreria pelos filhos. Naquele mesmo instante, Otávio abriu a porta do quartinho, e desceu. Ao menos, havíamos vencido. Estávamos livres. Certo de que haveria muito com o que lidar em breve, apenas apoiei-me à parede enquanto Gabriel me ajudava a levantar. Ele parecia pensativo, e obcecado. Jonas estava pasmo, enquanto ajudava Cecília a permanecer de pé.

– Não importa como, vamos mudar isso. — consolei-o. Gabriel apenas assentiu, enquanto Otávio exibia uma expressão de dúvida. — Depois eu explico. — juntos, deixamos aquele inferno. Com toda certeza, eu teria prazer em trancar para sempre, aquele lugar.

Notas finais
Nanda. O.o Como é malvado esse DroppingPieces, hein? AUSHAUSH Todo mundo querendo ver o fim da Topázio? Caaaalma, gente. A vilã principal merece morrer num capítulo só pra ela, kk. ;) Muito obrigado a todos que estão acompanhando, mesmo a quem não pode deixar review (ou tem só preguiça mesmo). Meeesmo assim, sou sem-vergonha e peço de novo: Comente! Sua opinião sobre a história é meu combustível, aushaish. E pra quem está em dúvida: A terceira temporada vem aí! Quebranto: A Fortaleza. E não se preocupem amores, as ideias só estão multiplicando, kkk. Para os mais curiosos, prometo que dou um mini-spoiler no próximo capítulo. Mas só se eu ficar feliz com os comentários nesse. u.u Kisses by DroppingPieces!