Regra 3: Uma Weasley não impõe sua presença e aceita a opinião dos outros sem discordar.

Rose ficou só na casa de Scorpio pensando na resposta que recebera. Nunca. Ganhar um não seria até aceitável, mas nunca com certeza estava na sua nova lista de coisas que não aceitaria. Ela precisava fazê-lo mudar de ideia, não sabia como, mas não ía baixar a cabeça como sempre fizera, ela iria à luta nem que pra isso ela tivesse queinsistir, persuadir e implorar ou o que fosse, mas Scorpio Malfoy iria lhe dizer sim.

Com sua decisão tomada, ela esvaziou a xicara num só gole, lavou-a na pia – afinal precisava mostrar que seria uma boa inquilina – e então se encaminhou para o quarto de Scorpio.

Planejava tomar um banho para depois arrancar um sim de Scorpio. Foi então que percebeu que não tinha roupas para vestir, sua mala estava no porta-malas do carro, ou seja, bem longe dela no momento.

“Isso não vai me impedir de conseguir oque eu quero”, pensou Rose indo se postar em frente ao guarda roupa de Scorpio. A antiga Rose apareceu lhe dizendo que aquilo era errado, mas ela não deu ouvidos e abriu a porta, haviam camisas, calças e gravatas penduradas, ela mexeu por alguns minutos antes de encontrar uma camisa xadrez de diferentes tons de azul, era uma das maiores, seria perfeita, ela pegou-a e continuou mexendo em busca de algo que finalmente achou bem escondido num cabide juntamente com uma calça.

Caminhou para o banheiro, tomou um longo banho, lavou a boca da melhor forma possível, pois não quis usar a escova de Scorpio, pôs a camisa que como ela imaginava ficou na metade da sua coxa, e finalmente passou o cinto de Scorpio em sua cintura marcando-a como só a camisa não seria capaz de fazer.

Olhou-se no espelho, seus cachos molhados estavam menos rebeldes, porém continuavam volumosos, a roupa lhe dera um ar sexy e ela ficou pensando se Malfoy continuaria a achando uma criança, foi para o quarto onde pegou suas roupas que estavam sobre a cômoda, a única coisa que ela aproveitou foi o salto branco, o resto ela juntou e pôs no lixo do banheiro, agora aquele vestido fazia parte do seu passado e ela pretendia viver o presente.

Scorpio estava atrás do bar onde funcionava o estoque, seu escritório e ficava a escada que levava a sua casa, precisava levar algumas caixas de cerveja para o bar para coloca-las no refrigerador. Fazia tudo sem usar a varinha, estava longe de qualquer olhar curioso, mas o trabalho braçal de certa forma era útil para distrai-lo da presença da bela ruiva em sua casa e de que ela havia dormido em sua cama.

Tentava evitar esses pensamentos e o pedido de Rose quando ouviu um barulho na escada, alguém descia e ele sabia que era ela, evitou olhar, só queria que ela sumisse dali tão rápido quanto apareceu.

Continuou pegando uma nova caixa, ela também não disse nada, mas ele sentiu sua aproximação. “Droga”, pensou ele, como ele podia permitir que ela o afetasse tanto, seu corpo reagia ao dela como um metal atraído por um ímã e era óbvio que ela nem percebia isso, oque era a única coisa boa da situação, ele só precisava despacha-la antes que as coisas ficassem piores.

Ele carregou a caixa para o bar e a esvaziava tentando imaginar um modo de Rose sumir, nada lhe veio à mente, ele retornou ao estoque afastando o pensamento de que talvez ele quisesse que ela ficasse.

Quando entrou percebeu que Rose o esperava sentada com as pernas cruzadas sobre uma das caixas, ele imaginou que ela fosse lhe encher de palavras para convencê-lo de que devia ficar, mas ela não disse nada, ficou apenas o olhando fazer seu trabalho.

Rose havia decidido fazer de tudo para ficar, mas agora que estava ali não sabia oque dizer, apenas conseguia ficar olhando os músculos que Scorpio flexionava para mover e carregar as caixas, os únicos pensamentos em sua mente eram: Oh Merlim! Como ele é lindo!

Seu corpo era malhado, mas sem exageros, do jeito que ela gostava, sua pele era tão branca, seu rosto,que todos diziam parecer com o do pai, era afilado e o seu olhar era de um azul profundo e misterioso.

Scorpio já havia carregado e esvaziado a terceira caixa quando, pra sua infelicidade ou quem sabe o contrário, resolveu pegar uma caixa que estava próxima aos pés de Rose, quando se abaixou tudo que ele conseguiu enxergar foi a pele que deveria ser branca, mas que parecia dourada — provavelmente devido ao sol — de suas coxas bem torneadas, ele não conseguiu evitar que seus olhos ficassem pousados alí.

Rose também sentiu a proximidade, Scorpio a olhava de uma forma que inicialmente ela não compreendeu, e que depois de entender ela não podia acreditar, lhe parecera desejo. Mas como? Ele não achava que ela era apenas uma garotinha? Talvez a roupa o tivesse feito mudar de opinião ou qualquer outra coisa, isso já não importava para ela. Só oque importava era saber que ele a desejava e isso a deixava feliz, mais feliz do que devia.

Scorpio viu um sorriso sensual se formar nos lábios dela e não resistiu, deixou a caixa de lado e se aproximou ainda mais, ela primeiro pareceu surpresa, mas não se afastou, talvez ela também quisesse, não custava pensar positivo naquele momento.

Quando Rose deu por si Scorpio já estava a sua frente, os olhos antes em suas coxas agora estavam em seu rosto como se esperasse que ela recuasse, mas ela não o fez, sua única vontade era se aproximar ainda mais, atitude a qual Scorpio fez por ela.

Primeiro ele tocou suas coxas descruzando-as e se encaixando entre elas, ao mesmo tempo seu rosto se aproximou do dela até se tocarem, ele deslizava suas mãos pelas pernas dela subindo lentamente, passando pela barra de outra camisa sua que ela havia pego, mas oque menos interessava a Scorpioera oque ela vestia, pois na verdade oque ele queria era vê-la sem nada daquilo.

Suas respirações aceleraram ansiando um toque mais intenso, Scorpio finalmente chegou a lingerie de Rose, mas um pedaço de tecido no qual a única pessoa que devia tocar era o noivo de Rose, aquele que ela abandonara para agora estar ali com ele.

Ele pôs a mão na bunda de Rose fazendo-a ficar com o corpo ainda mais colado ao dele, elea ouviu suspirar e então...

A porta foi aberta derrepente e uma voz feminina disse:

- Scorpio?

Scorpio se afastou de Rose o mais rápido que pode enquanto ela entrou numa tentativa inútil de voltar ao normal, arrumando a roupa.

- Ah! Oi Ana! – ele tentou disfarçar sem sucesso.

- Olá – ela disse divertida.

- Estava... é...hum...arrumando o estoque – tentou se justificar, depois olhando para Rose muito corada – Ah, e esta é Rose, uma...

- Ajudante, vou ajudar Scorpio até você poder voltar – interrompeu Rose, chutando que aquela Ana era a que ele falara.

Scorpio lhe lançou um olhar de censura que ela ignorou e Ana sorriu para ambos enquanto erguia uma sobrancelha, pegar seu chefe num momento como aquele devia ser constrangedor, mas para ela que também tinha uma relação de amizade com ele, era na verdade engraçado, era bom saber que ao contrario do que todosdiziam,Scorpio Malfoy não era de ferro.

- Mas agora que Ana voltou acho que não vou precisar de outra ajudante – disse Scorpio cantando vitória.

- Na verdade... – começou Ana sem nem dar tempo a Rose de responder – Vim avisar que minha licença provavelmente vai ser mais longa do que eu previra, os médicos ainda não conseguiram descobrir o que o Adam tem.

Scorpio viu Rose lhe sorrir triunfante e depois perder totalmente o seu sorriso ao se voltar para Ana. Ela pareceu se sentir culpada por se alegrar a partir da doença de uma criança.

- Puxa, que pena, é seu filho não é?

- É sim – respondeu Ana – Já faz quase uma semana que ele está no hospital e os médicos ainda não conseguiram fazer o diagnóstico.

Rose começou a imaginar qual das muitas doenças que conhecia afetava o garoto, ela podia se oferecer para ajudar, os bruxos conheciam mais doenças que os trouxas, mas se fizesse isso talvez não tivesse onde passar a próxima noite e para ter oque queria, ou seja, se tornar a nova ajudante de Scorpio, era só ficar calada. Novamente ela precisava fazer uma escolha, mas essa era muito mais importante doque se ela tomaria café com Scorpio ou não.

- Oque ele sente? Talvez eu possa ajuda-lo – concluiu.

- Como assim? –perguntou Ana.

- Sou curan... médica, na verdade pesquisadora de novas doenças.

- Você me parece muito nova para isso.

- É que ela é um gênio – disse Scorpio – Talvez seja uma boa ideia Ana.

Rose pareceu surpresa por Scorpio apoia-la em algo e Ana pareceu em duvida. Depois de pensar um pouco, respondeu:

- Os médicos estão fazendo exames nele agora, se até amanhã não descobrirem eu aceito sua proposta.

- Tudo bem – concordou Rose – Estarei aqui.

Ela olhou para Scorpio especulativamente ao que ele respondeu concordando.

- Bom, agora preciso ir, Adam não gosta de ficar só no hospital – disse uma Ana mais aliviada – Obrigado pela compreensão Scorp e obrigada a você...como é mesmo o seu nome?

- Rose.

- Obrigada Rose.

Rose apenas concordou e Ana começou a sair.

- Eu te acompanho Ana – falou Scorpio e quando ela se distanciou um pouco sussurrou para Rose – Isso ainda não acabou.

Rose não saberia dizer ao que ele se referia, se a disputa de quem pode mais ou o “pequeno momento” que houve entre eles, mas pra ela não importava, ela se sentia pronta para ambos.