Notas iniciais
Capitulo novo! o/
E perdoem os espaços engolidos, assim que tiver com um tempinho de sobra irei consertar isso, apesar de ainda não entender porque este site faz isso comigo. .-.
Obrigada a todos que comentaram! Abraços!

Regra 5: Uma Weasley não fala sobre a vida de um Malfoy.

Rose acordou novamente em um quarto estranho, mas dessa vez sabia que estava no quarto reserva de Scorpio, se levantou e vestiu a roupa, ou melhor, a camisa de Scorpio que ela pegara, havia dormido sem veste alguma, ainda estava sem suas roupas, e pensou que realmente precisava de sua mala.

Em seguida ela foi a cozinha, onde encontrou Scorpio de frente ao fogão fazendo algo, pelo cheiro eram bacon e ovos. Era estranho para ela perceber como ele vivia diferente do que ela imaginava, nada de casa e carro caríssimos, diversos empregados e principalmente magia, tudo era muito simples e básico, quase modesto demais.

Quando Scorpio sentiu a presença de Rose as suas costas perdeu a concentração no que fazia, esbarrou na frigideira quente a derrubando e queimando as mãos.

- Droga! – soltou ele assim que sentiu as mãos arderem.

Rose correu e se postou ao lado dele, apagou o fogo e em seguida arrastou as mãos de Scorpio para a pia colocando-as debaixo de um forte jato de agua fria.O alivio foi imediato, parte da dor sumira, ficando apenas uma latência como se a mão continuasse a queimar mesmo longe do fogo.

Scorpio ignorava essa parte da dor e observava Rose surpreso, a testa dela estava muito franzida enquanto mordia inconscientemente o lábio inferior. Ela estava preocupada, preocupada com ele, e ele ficou feliz ao perceber que apesar de ter agido como um idiota diversas vezes no passado isso não a impedia de se preocupar com ele, assim como ela se preocupava com os outros.

Ela saiu correndo da cozinha, mas antes que ele pudesse entender oque ela fazia, ela voltou correndo com a varinha na mão direita e sem falar nada para ele lançou um feitiço que fez sua mão perder a coloração avermelhada e voltar ao seu tom branco pálido.

Ela lhe sorriu e perguntou:

- Melhor?

Scorpio a olhava emudecido.

- Scorpio? Você está bem? – perguntou ela, mostrando novamente preocupação.

- Hãn... estou sim – disse ele finalmente sorrindo.

- Mas acho melhor eu terminar isso – Rose olhava a frigideira e oque deveria ser o café da manhã no chão.

Scorpio assentiu e sentou a mesa olhando a mãos intactas. Rose com um gesto rápido da varinha arrumou a bagunça e começou a refazer a comida. Menos de dez minutos depois Scorpio se deliciava com bacon, ovos e suco de laranja. Era bom comer algo feito por outra pessoa e não por ele, como sempre.

Rose comia apressada e de vez enquanto lhe lançava um olhar de rabo de olho, ele preferiu fingir não perceber até que quando terminaram não resistiu.

- Oque você quer?

- Como assim? – Rose pareceu surpresa.

- Você fica me olhando de um jeito esquisito, então melhor deixar a enrolação pra lá e ir direto ao assunto. Oque você quer?

- Bom...

- Sabia!

- Não é nada demais, só ia perguntar se você pretende sair hoje.

- Por quê? – perguntou enquanto erguia uma das sobrancelhas.

- Preciso pegar minha mala na mecânica, afinal não posso usar suas camisas para sempre. Então pensei que você talvez pudesse me dar uma carona.

- Na verdade pretendia ir visitar Adam, o filho de Ana no hospital.

- Será que eu posso ir com você? – Rose sorria – Aproveito para ver se posso ajuda-lo de alguma forma, ele nem precisara vir aqui para eu vê-lo.

Scorpio concordou com um gesto da cabeça e menos de meia hora depois ambos estavam dentro do utilitário prata de Scorpio indo em direção ao centro da pequena cidade.Rose olhava as paisagens enquanto Scorpio dirigia concentrado a sua frente.

- Estranho – Rose falou se virando para Scorpio – Não te imaginava dirigindo um carro desses.

- Já sei, você me imaginava em um camaro negro com uma grande pintura do Lorde das Trevas – disse Scorpio na defensiva.

- Sim, menos a pintura de Voldemort, afinal sua família possui uma fortuna não é?

- Minha família sim, eu não.

- Hum...

- Sua família também tem dinheiro, mas você está aqui – disse Scorpio se virando para olha-la.

- É, mas eu estou fugindo.

- Talvez eu também esteja – ele voltou a se concentrar na estrada a frente após falar.

Rose não sabia oque dizer, não conseguia imaginar Scorpio fugindo de algo ou alguém, seu orgulho era muito forte para isso, ele parecia ser o tipo de pessoa que enfrentava as coisas de frente.

- De que? – ela o fitava curiosa.

- De mim – ele não falou nada além das duas palavras.

Rose esperou que ele explicasse melhor, mas ele cerrou os lábios e ficou mudo por um longo período de tempo, ela se voltou novamente a janela. Olhando novamente as paisagens que passavam, o lugar era bonito, as casas tinham jardins na frente e as pequenas lojas possuiam portas de vidro como se criminalidade e violência não existissem ali.

- Quando saí de Hogwarts as coisas não ficaram muito boas – começou ele, surpreendendo Rose.

- Eu era um moleque orgulhoso e arrogante, acima de tudo tentava provar para todos que era filho de Draco Malfoy, filho de um ex-comensal, achava que devia agir da forma que agia, sendo rude, grosseiro, egoísta, como você bem sabe. E com o fim das aulas tinha muito mais tempo para isso, então eu fazia oque dava na telha quando bem entendia... até o dia em que meu pai não aguentou mais. Nós discutimos, ele me disse o quanto eu tava errado, que eu poderia e devia ser melhor do que ele havia sido.

Scorpio deu uma pausa e respirou fundo, era como se a cena se passasse agora em sua mente, o olhar triste de seu pai e toda sua raiva incontida, o dialogo exaltado.

- Eu não quis ouvir, mesmo sabendo que ele estava certo. Acho que sempre soube que ELE tava certo. Mas não quis aceitar que ele não percebia que eu só queria orgulha-lo, ser como ele. Você pode dizer oque quiser, mas ele era meu pai, meu exemplo. Nunca o vi da forma terrível que todos veem. Então arrumei minhas coisas e vim pra cá, nada tão dramático quanto fugir no dia do casamento... – ele olhou-a dando um sorriso triste – mas acho que também foi uma fuga, e desde então não nos falamos mais.

Ele fingia olhar a estrada, mas prestava atenção as reações da garota morena/ruiva no banco do carona, não sabiapor que mas se preocupava com oque ela pensaria sobre ele, sobre suas atitudes. Rose estava atônita, não só pelo que ouvira, mas por Scorpio ter contado tudo a ela.

- Mas ele sabe? – ela deixou escapar – Quero dizer, seu pai sabe que você está aqui?

Scorpio balançou a cabeça afirmativamente sem se dar ao trabalho de virar para olha-la, coisa que ele já fazia de rabo de olho.

- E ele nunca veio aqui? E você nunca voltou? Mesmo sabendo que estava errado? Vocês nunca mais se falaram? – as palavras saiam rápidas – Ah! – ela se controlouderrepente- Desculpa, não tenho porque me meter. Não tenho nada a ver – concluiu não querendo ser intrometida apesar da curiosidade.

- Tudo bem, acho que assim como você fez ontem, eu precisava desabafar – agora ele sorria sincero – mas se você contar a alguém terei que mata-la.

O carro entrava numa curva para entrar no estacionamento do hospital enquanto Rose ria da brincadeira de Scorpio, sabendo que realmente jamais repetiria aquilo.