Notas iniciais
Oi gente, estou de volta - eu acho! Bom, depois de muito brigar comigo mesma decidi que o nyah será meu site base de fanfics, o que creio eu fará que eu me torne realmente ativa aqui. Pra 'comemorar' isto eu resolvi postar este capitulo hoje. ^^ Sendo bem sincera, não tive tempo de revisa-lo, mas o próximo já vem revisadinho e junto a resposta aos comentários de vocês. Finalizando, gostaria de agradecer especialmente Violett Cipriano e Rosalie Malfoy por marcar a fic como acompanhando e Alaka e Claire Potter (valeu a mensagem Claire) por favoritarem. Fico tão feliz em ver que gostam do que escrevo! Valeu gente!

Hospital

Regra 6: Uma Weasley não sente ciúmes de um Malfoy.

Rose achou o prédio no qual entraram uma completa fuga da arquitetura local, enquanto a maioria das construções eram pequenas e clássicas, o hospital Saint Mary era um grande bloco com linhas modernas e enorme fachada, parecendo grande demais para a pequena cidade.

Assim que passaram pela porta ela sentiu o cheiro do ambiente invadi-la, assim como acontecera em todos os outros hospitais trouxas nos quais havia entrado, a mistura de desinfetante e algo mais que ela não conseguia determinar pareciam afetar seu humor negativamente. Diferente dos hospitais bruxos onde ela se sentia completamente a vontade os hospitais trouxas faziam com que ela se sentisse doente.

Eles deram muitos passos para chegar até a atendente do balcão de informações, ela era jovem, pouco mais velha que Rose e Scorpio, as roupas sóbrias condiziam com o lugar, mas a maquiagem forte que ela usava e o longo e atento olhar que ela lançou a Scorpio fizeram Rose lhe fechar a cara. Scorpio sorriu parecendo desconcertado e perguntou por Adam McAvoy. A moça respondeu deixando os sorrisos que lançava a Scorpio de lado:

– Está no quarto 217. O Sr. por acaso é o pai? – perguntou sem esconder a frustação.

– Ah não! – respondeu Scorpio sorrindo – Apenas um amigo. Podemos ir vê-lo?

– Claro! – o sorriso da secretaria havia duplicado de tamanho, porem se dirigia apenas a Scorpio – Se o Sr. quiser pode passar aqui depois que eu lhe entrego o informativo com todos os horários de visita.

– Obrigado – ele disse se afastando e rindo.

Rose apenas lhe lançou um olhar atravessado, que ele respondeu dizendo:

– Fazer oque? Sou irresistível! – e soltou uma gargalhada sonora.

Saindo do hall central onde a secretaria estava o resto do hospital era uma sucessão de corredoresidênticos, onde havia uma sucessão de portas idênticas. Ficaram diversos minutos perdidos e quando finalmente encontraram o quarto 217 Scorpio bateu a porta.

– Já vai! – uma voz, que eles reconheceram como a de Ana respondeu seguida por uma voz infantil que repetia – Eu não quero! Eu não quero!

Ana abriu a porta, seu rosto revelando cansaço e preocupação.

– Ah! São vocês! Adam e eu pensamos que fossem os médicos querendo novos exames.

– Eu não quero! Eu não quero! – a vozinha continuava repetindo e só parou quando Scorpio e Rose entraram na sala.

Rose viu um garotinho que certamente não tinha mais de 4 anos sentado sobre a cama do hospital sorrindo intensamente em sua direção e só então percebeu que era para Scorpio.

– Tio! Adorei o brinquedo que senhor mandou! – Ana o segurou quando ele fez menção de descer da cama e correr para Scorpio.

– Não faça isso! Você ainda está muito fraco!

– Eu já tô melhor mãe!

– Mas ainda pode piorar de novo!

Scorpio e Rose se aproximaram enquanto Ana ralhava com Adam, Rose percebeu como a criança se parecia com a mãe, os mesmos olhos e cabelos negros, a pele morena e o sorriso que surgia natural e verdadeiro. Mas enquanto Ana deixava os cabelos abaixo dos ombros, o filho usava um corte bem curto, no estilo militar.

– E ai garotão? Como você está? – Scorpio também sorria sincero.

– Eu to melhor, mas aqui é um tédio – ele fazia caretas ao falar – eles vivem me furando – dizia como se esse fosse o pior crime do mundo.

Scorpio riu.

– Então gostou mesmo do brinquedo?

– Anham! É demais! – ele confirmava com a cabeça.

– Mas ainda não entendi como funciona – disse Ana olhando o brinquedo sobre o balcão – não possui pilhas nem bateria.

Rose também olhou o brinquedo, era um carrinho colorido idêntico aos brinquedos trouxas. Scorpio percebeu seu olhar e lhe deu uma piscadela.

– É uma bateria muito pequena e que dura por muito tempo por isso ele não possui a abertura para se fazer a troca.

Rose sorriu ao perceber que a bateria a qual Scorpio se referia era magia, ele havia enfeitiçado o pequeno carrinho para provavelmente se mover sem nenhum tipo de uso de energia.

– Ah ta – disse Ana dando de ombros – Mas e vocês? Oque fazem aqui?

– Vim visitar o garotão aqui...

– Então aproveitei para ver se poderia ajudar – completou Rose.

Só então Adam pareceu perceber a presença de Rose, ele a olhou por alguns segundos e depois sorriu para ela.

– Oi! Meu nome é Adam, Adam McAvoy – disse enquanto estendia a mão para Rose.

Rose sorriu percebendo que Adam pretendia parecer mais velho com aquela atitude. Ela apertou a pequena mão do garoto.

– Prazer Adam. Meu nome é Rose, Rose Weasley.

– Como vão as coisas? — perguntou Scorpio a Ana.

– Na mesma, os médicos só me enrolam. Acho que ainda não descobriram o problema.

– Então acho que está na hora de deixarmos Rose agir.

Ana parecia um tanto incrédula. Rose não estranhou, afinal oque uma garota como ela poderia fazer que os médicos do hospital não poderiam? O que Ana não sabia é que Rose era uma bruxa, uma das melhores, por sinal.

Rose lançou um olhar indicativo a porta que Scorpio compreendeu no mesmo momento.

– Ana, você não gostaria de comer algo enquanto Rose examina Adam – ela pareceu em duvida – Além do mais você precisa de uma folga – concluiu Scorpio a arrastando para fora do quarto.

Rose se viu só no quarto com o menino sorridente.

Scorpio voltou com Ana quase uma hora depois. Adam estava deitado na cama sonolento, mas atento às palavras de Rose.

– ...e ele foi com a morte deixando a capa para seus filhos que a passaram para seus filhos e assim por diante.

– Rose, você acha que existem mesmo bruxos e bruxas por aí? – ele parecia meio assustado com a ideia.

– Quem sabe? Mas se existir acho que não devem ser tão ruins quanto falam.

Adam sorriu aliviado e adormeceu. Scorpio e Ana entraram evitando fazer barulho. Quando Rose sentiu as presenças eles já estavam atrás dela. Ela se virou e sorriu.

– Está tudo resolvido – ela falava baixo – Era apenas um vírus, difícil de detectar, mas não muito maligno, ele já foi até medicado, oque vai fazê-lo dormir por um bom tempo.

– Sério? – Ana parecia não acreditar.

Rose balançou a cabeça afirmativamente.

– Aproveite e descanse também, você parece cansada.

– Nem me fale, desde que o pai de Adam se foi, ele é tudo que eu tenho, não sei oque eu faria se acontecesse algo a ele. Não durmo direito há dias – ela tirou o olhar de Adam e o lançou a Rose – Muito obrigada mesmo.

Ana parecia que ia abraçar Rose, mas se manteve onde estava apenas sorrindo.

– Bom – disse Scorpio cortando o clima de agradecimentos – Acho que está na nossa hora. Vamos Rose?

– Ok – disse Rose.

Eles se despediram e saíam do hospital, Scorpio nem se lembrava de informativo algum ou da atendente até ela aparecer cheias de sorrisos. Scorpio a ignorou e continuou o caminho até a saída, atitude a qual Rose considerou muito sabia, afinal aquela mulher com certeza não servia para Scorpio.