Notas iniciais
Olá queridas (feminino porque só vejo as moças se manifestarem), me desculpem a demora em postar o novo capitulo, mas a vida ta corrida (e eu to amando hehe). A vida on (fora do universo das fics) e a off estiveram me sugando, dai acabei deixando o nyah meio de lado, mas não se preocupem que não vou sumir. Espero que gostem! Bjos!

Regra 10: Uma Weasley é indiferente a um Malfoy.

Ana atendia os fregueses no balcão enquanto Rose e Scorpio serviam as mesas. O bar estava cheio, coisa mais rara a cada semana, só ficava realmente lotado em dias de jogo, que para a sorte da caixa registradora normalmente começavam exatamente no horário de saída de um dos turnos da Mackenzie LTDA, onde a maioria dos frequentadores trabalhava.

Após servir um drink, ela não pode deixar de notar que Scorpio passara por Rose para servir uma mesa ao lado da que ela atendia lhe lançando um longo olhar que ela respondeu virando o rosto, com nariz empinado.

Era uma cena engraçada, ver Scorpio agindo daquela forma, tão diferente do jeito normalmente sério, quase superior. Mas para ela era triste, triste por perceber que duas pessoas de quem ela gostava não estavam felizes.

Ela se perguntava porque ambos não diziam logo o que sentiam um pelo outro e deixavam as coisas simplesmente acontecerem.

Scorpio terminou de atender a mesa e veio para perto dela com cara azeda. Ela não falou nada, o conhecia o suficiente para saber que qualquer coisa que dissesse agora seria interpretada de forma torta e com certeza só conseguiria mais negações sobre os sentimentos dele.

Mas era justamente esse ponto que ela não entendia. Porque Scorpio não assumia logo os sentimentos por Rose? Era obvio que ela estava sendo cabeça dura em agir dessa forma com ele desde a cena com Bob, que ocorrera a cinco dias atrás, mas ela tinha certeza que, se Scorpio dissesse o que sentia, Rose acabaria cedendo.

Porém Scorpio permanecia nos olhares a garota como pedidos de desculpa, mas sem nada de palavras.

Rose que também terminara de atender suas mesas se aproximou e começou uma conversa com Ana que terminou com ambas rindo, então ela percebeu que Scorpio as observava e fechou o sorriso, virando o rosto e se afastando sem dizer nada. Ana ficou ali entre os dois achando ambos idiotas e se sentindo mal por não fazer nada, mas essa tinha sido sua decisão, deixaria eles se entenderem sozinhos.

Quando se firmava nessa decisão seus pensamentos foram cortados por Scorpio numa voz irritada, que ela sabia esconder outros sentimentos.

– É mesmo uma princesinha mimada!

Ana o olhou nos olhos e respondeu rápida.

– Na verdade ela me parece doce, amigável, solícita e acima de tudo pé no chão.

Scorpio ficou desconfortável com a resposta.

– Poxa! Será que não dava pra concordar comigo?

– Sinceridade acima de tudo! – disse Ana com falsa seriedade e com vontade de rir.

– Não. Isso é complô feminino. Rose está aqui a pouco mais de um mês e vocês já estão todas coleguinhas.

Ana riu.

– Que fofo Scorpio! Você esta com ciúmes de mim, ou será que é dela?

– Eu? Com ciúmes? Claro que não!

– Unhum – Ana ignorou a resposta de Scorpio – Não sei por que, mas acho que não é de mim e dos meus lindos olhos negros.

Ana fez um biquinho e piscou diversas vezes fazendo graça, Scorpio não resistiu e soltou uma risada. Ana percebeu que já havia se metido na história e resolveu continuar.

– Você devia falar com ela – aconselhou.

– Não sei não. Ela esta realmente brava.

– E com razão!

– Olha o complô! – disse ele rindo e se virando para olhar Rose – Eu sei que eu fiz besteira, mas foi sem querer, quando vi já tinha feito.

– E você sabe por que, não é? – Scorpio permanecia observando Rose – Assume Scorpio, na verdade não sei por que você não fez isso ainda.

– Você faz parecer tão simples.

– Porque é. Vocês é que tem mania de complicar. Você gosta dela. Fato! Agora é só falar pra ela.

– As coisas não são assim Ana.

– Porque não? – Ana estava curiosa.

– Olha, em Londres, bom... nossas famílias são... – Scorpio buscava uma palavra que se adequasse as famílias deles sem revelar muito – ...tradicionais. Assim como o fato de elas não se darem bem. NÓS não nos dávamos muito bem, era ignorar ou odiar, oque não era muito difícil afinal sempre fomos muito diferentes um do outro, e só porque aqui agimos diferente não significa que mudaremos o resto.

– Ah! Faça-me o favor! Não torne isso um drama shakespeariano!

– Shakeoquê?

– Shakespeariano. De Shakespeare.

– Quem é esse?

Ana levantou as sobrancelhas causando ondas suaves em sua testa e olhou bem para Scorpio para ter certeza de que ele não estava brincando com ela antes de falar.

– Você não sabe quem é Shakespeare? Que escola você frequentou?

Scorpio deu de ombros, afinal se dissesse ela não acreditaria mesmo e esperou que Ana respondesse, tudo isso sem tirar os olhos de Rose.

– É só um dos maiores escritores de todos os tempos. Que por acaso escreveu Romeu e Julieta, um dos maiores romances de todos os tempos.

Scorpio se lembrou de já ter visto esse titulo em algum lugar, talvez na biblioteca de sua mãe. Astória adorava ler, inclusive livros trouxas. Pensar na mãe o fez sentir saudades de casa, ela era o ponto de equilíbrio entre Scorpio e o pai. Ana continuou a explicação.

– É a história de dois jovens apaixonados que possuem famílias rivais.

Scorpio derrepente pareceu mais interessado na história, tirando os pensamentos de casa e o olhar de Rose, que em seguida focou em Ana.

– Mas... eles ficam juntos no final? – Scorpio perguntava como se o final do livro pudesse influenciar sua história com Rose.

– Bom... não. Eles morrem no final.

Scorpio apoiou o cotovelo no balcão e o queixo sobre a mão fechada e voltou a olhar para Rose.

– Poxa! Valeu! Me sinto melhor agora! – ele ironizou.

Ana riu do desanimo de Scorpio.

– Não deixe isso te afetar tanto. Só porque o final é triste não quer dizer que não é uma bela história. E mais, já saímos da era dos duelos de espada.

Ana piscou enquanto lhe sorria e saía para atender mais alguns fregueses deixando para trás um Scorpio muxoxo pensando: “De espadas com toda certeza, mas de varinhas ainda não!”