Notas iniciais
Geente, nem creio que esqueci, mas já que não foi antes, vai agora: esta fanfic é inspirada na história de um livro de mesmo título. Isso não quer dizer que eu copiei e colei. Na verdade tenho aversão a isso. Todo o texto aqui publicado é meu, mas coisas como a regras no inicio de cada capítulo, e a base 'mocinha em fuga cai no bar do mocinho' são ideias que existiam no original. É claro que lá eles não se conheciam, não havia magia e tudo o mais. Como essa fanfic está sendo repostada acabei esquecendo de por isso no disclaimer, mas agora tá lá, como é devido. E me desculpem a demora, continuo atarefada, creio que mudanças enormes na minha vida estão próximas e eu gasto mais tempo ficando ansiosa de que qualquer outra coisa, sinto por isso. Também há o fato de que meu blog sobre cultura e variedades virou site (www.gdvnus.com) e, é claro, a transição deu um certo trabalho. Espero que se mantenham pacientes, ainda não me sinto realmente 'em casa' aqui no nyah, já que publicava em outro site antes, e isso complica tudo. Enfim, parando o show 'essa é minha vida', aqui tá o próximo capitulo, espero que gostem e não deixem de comentar para dizer o que estão achando. Criticas são sempre bem vindas! É isso, até a próxima!

Regra 11: Uma Weasley não aceita desculpa de um Malfoy.

A noite passava tranquila e lenta no bar, os poucos fregueses eram atendidos sem dificuldade e Rose continuava a não falar com Scorpio. Quando enfim o bar esvaziou e foi fechado tudo o que os três únicos atendentes conseguiam sentir era alívio.

Scorpio por poder voltar a sua cama e dormir tentando ao máximo não sonhar com os fios ruivos.

Rose por não precisar mais fingir que os olhares de Scorpio não a afetavam e que ela não sentia vontade de se aproximar apesar das besteiras que ele tendia a fazer.

Ana por ser ver livre do clima entre ambos.

Mas antes de darem o dia por encerrado, faltava algo: a faxina; que agora era feita totalmente a maneira trouxa devido a presença de Ana.

Enquanto Scorpio persistia em esfregar uma mancha do balcão que provavelmente nunca sairia dali Ana arrastou Rose para perto da junque box falando baixo.

– Vamos amanhã. E tu pedes pra ele.

– Oque? Por que eu?

– Porque eu acho que deve – respondeu Ana com um olhar significativo.

Rose olhou Scorpio ainda concentrado na mancha e sentiu que Ana estava certa, era oque ela queria fazer.

– Ok – disse ela meio ansiosa por falar com Scorpio depois de uma semana de gelo – Deseje-me sorte.

Rose deu um pequeno riso tremulo e Ana percebeu que ela pedia sorte não devido ao assunto que ia tratar, mas simplesmente pela reaproximação.

– Boa sorte – falou, mas Rose nem chegou a ouvir, pois já se dirigia a Scorpio e a mancha invencível.

– Scorpio?

Ele se virou rápido, surpreso por ouvir a voz dela falando seu nome novamente.

– Será que podemos conversar?

Ele a fitava intensamente com os cantos do lábio curvados numa mostra de alegria, o que a deixou meio sem jeito, mas ela continuou.

– É sobre o bar.

Os cantos dos lábios dele despencaram. Ele esperava que ela fosse falar sobre eles, mas então ele se tocou de que não havia “eles”.

– Pode falar – sua voz ficou arrastada e Rose acreditou se tratar de preocupação com o bar.

– Vou precisar sair com Ana amanhã a noite.

– Pra quê? – Scorpio ergueu uma das sobrancelhas.

– Pesquisa de campo. Queremos ir a alguns lugares pesquisar algumas ideias.

Rose ficou apreensiva enquanto Scorpio pensava, no dia seguinte não haveria jogo, oque significava pouco movimento e ele considerou que talvez fosse bom ficar um pouco longe dela para tentar raciocinar sobre oque pretendia fazer com relação a ela e o bar. Ele não acreditava que qualquer plano das garotas pudesse salvar o bar, mas aproveitaria para ter um tempo para si mesmo.

– Tudo bem, mas assim que tiverem definido oque pretendem fazer eu quero ficar sabendo.

Rose já ia iniciar a ladainha de convencimento quando se tocou que ele já havia aceitado, ela sabia que ele não estava levando as ideias dela e de Ana muito a serio e pensava que teria que fazer um longo discurso, tentando vencer pelo cansaço. Ficou feliz pelo sim tão rápido.

– Ok! – então levou a mão à testa numa tentativa de continência.

Scorpio revirou os olhos e pela primeira vez desde a briga com Bob, Rose não resistiu e sorriu para ele, ele correspondeu rápido. Ficaram se olhando e rindo sem jeito até Rose decidir que já era o suficiente e se virar para voltar aos esfregões. Scorpio finalmente falou as palavras que coçavam em sua língua há dias.

– Me desculpa – ela se voltou para ele que continuou – Me desculpa por ter agido como um idiota naquela noite. Sei que não tenho o direito de me meter na sua vida.

Rose suspirou.

– Tudo bem Scorp – deu um leve sorriso – Se você não agisse como idiota às vezes, não seria você.

– Ei! – respondeu ele se fazendo de ofendido, mas feliz por ouvi-la chama-lo de Scorp e não de Malfoy.

Ana olhava de longe. Feliz por ter se metido, sabia que eles só precisavam de um empurrãozinho para eles voltarem a se entender.

Na manha seguinte Scorpio estava bem mais animado. Assobiava enquanto preparava o café.

– Estranho amor? – Rose perguntou as suas costas.

Ele se virou e a viu se sentando a mesa.

– Não sabia que você curtia As Estranhas – continuou.

Scorpio deu de ombros e sorriu.

– Está tudo bem? – Rose se levantou e pôs a mão na testa de Scorpio como se medisse sua temperatura, oque fez ele aumentar o sorriso – Já sei! Comeu algo estragado!

– É claro que não! – falou ele por fim.

– Então porque você está assim? – perguntou ela cruzando os braços em frente ao prato de ovos que ele servia.

– Não é nada, Rose – ele achou melhor não dizer que era ela que o deixava assim.

E dessa vez quem deu de ombros foi Rose.

– Ok – e levou uma garfada de ovos a boca – Hum! Muito bom!

Scorpio riu convencido e Rose aproveitou.

– Mas o meu é melhor! – disse tirando sarro e desatando a rir.

Scorpio fechou o sorriso e fixou um olhar reprovador a ela, que riu ainda mais.

– Sem graça! – disse ele e ela lhe deu língua como faria uma criança.

Minutos depois desceram para o bar e começaram o trabalho. O dia passou tranquilo até umas dez horas quando Rose e Ana saíram deixando Scorpio sozinho no bar.

Rose e Ana andavam pela rua rindo muito devido ao alto nível de álcool no sangue. Uma fachada grande e colorida atraiu o olhar de Rose.

– Vamos lá!

– Onde? – perguntou Ana entre risos.

Rose apontou a fachada que dizia Bar das Mil e Uma Noites e Ana leu a placa ao lado.

– Noite das mulheres – ela olhou para Rose.

– Você sabe oque acontece nessas noites, não sabe?

Rose balançou a cabeça afirmativamente.

– Se Scorpio souber que eu te trouxe pra um lugar desses eutô morta.

– Scorpio não tem porque se meter na minha vida – soltou Rose com a voz meio áspera – e ele não vai saber de nada.

Ana sorriu e as duas caminharam em direção ao bar e entraram. O lugar era grande com enfeites que deviam lembrar a história de Omar Khayyam, muitos tecidos que davam privacidade as frequentadorAS e o som tinha uma batida rápida.

Varias mulheres estavam sentadas em frente a um palco vazio. Quando Rose e Ana se aproximaram a musica foi trocada e alguém entrou no palco.

Era um homem do tipo forte vestindo um uniforme de marinheiro muito apertado, as mulheres começaram a gritar, Rose e Ana se olharam e riram.

Ana pediu bebidas para as duas e elas foram se sentar em frente do palco como as outras mulheres.

Elas assistiram mais duas apresentações: uma com três cowboys e outra com uma dupla de policiais. No final de todas elas os homens terminavam em cuecas minúsculas e as mulheres pareciam a ponto de subir ao palco.

Rose jamais negaria a beleza deles, mas ela sempre encontrava defeitos.

O primeiro era musculoso demais, ela preferia algo menos ‘avantajado’.

Os cowboys possuíam cabelos meio compridos, a altura do queixo, mas escuros, ela preferia o tom loiro, principalmente quando tendia ao branco.

E na ultima apresentação um dos policias ficou lançando olhares de interesse para ela que havia sentado bem na frente a pedido de Ana, mas só a fez pensar em olhos cinza azulados.

Foi quando ela desistiu de ficar ali e esperou apenas Ana dar o numero de seu telefone a um dos garçons descamisados que havia a paquerado a noite toda.

Elas saíram do bar e Rose sentiu o alivio do silencio.

– Isso é demais! – Ana estava empolgada.

– É – disse Rose e Ana percebeu a falta de convicção.

– Oque foi? – perguntou, mas ao olhar para Rose não esperou ela responder.

– Vamos até aquela lanchonete.

Rose não compreendeu porque Ana a arrastava até a lanchonete na esquina da rua do bar até ver seu reflexo na vitrine de uma das lojas pelas quais elas passavam.

Seu rosto estava muito corado, provavelmente devido a bebida, havia quebrado a promessa de ficar sóbria e pouco se importava, seus cabelos estavam desgrenhados e sua roupa torta no seu corpo.

Quando chegaram a lanchonete Ana pediu dois cafés sem nem perguntar oque ela queria.

A atendente trouxe os cafés e os pôs na frente delas. Rose olhou para o relógio de parede atrás do balcão e se pôs a pensar: “Não sabia que aqui haviam lanchonetes que ficavam abertas até as quatro horas da mad....”

– Ah droga!

– Que foi? – perguntou Ana.

Rose apontou o relógio e Ana fez uma careta ao ver a hora.

– O Scorpio vai nos matar!

– Não. Ele vai ME matar – Rose começou a imaginar a cena que Scorpio faria na manhã seguinte.

– Vamos só nos recompor e então iremos para casa – concluiu Ana.