Que a verdade do meu coração seja dita!

21 Sempre quem menos desconfiamos!


Notas iniciais
Eu sei que a maioria de você querem me matar por causa da demora, mas é que eu estava sem muita imaginação... E quando eu consegui escrever o meu note quebrou, só conseguindo voltar ao normal hoje.... Mas eu escrevi 2 capítulos com várias surpresas para vocês, espero que gostem!

Ouvi o barulho da porta bater, o que me fez acordar. Olhei para a janela, o Sol já estava brilhando no alto do céu. Foi aí que me lembrei que estava presa em uma mansão de uma pessoa que mal conhecia.

Paula: — Quem está ai? – perguntei me sentando na cama, meu corpo estava meio dormente, não o sentia muito bem. – Marcelo, é você? – Sem paciência nenhuma me levantei da cama, com um pouco de dificuldade, tentando achar a pessoa.

– Não, não é o Marcelo. – Olhei para a direção da voz, a garota estava em frente de uma mesa ao lado da porta do quarto. Ela segurava uma bandeja com algumas frutas, suco e torradas. – Posso deixar aqui na mesa?

Paula: — Cadê o Marcello? Eu quero sair daqui, por favor me ajude!

– Bem que ele disse que você era meio louca!

Eu? Louca? Do que eu essa menina está falando?

– O Marcello deu uma saída, ele disse para eu trazer algo para você comer. Acho gentil da parte dele te ajudar.

Ok, agora eu já não estava entendendo mais nada.

– Me desculpe nem me apresentei, eu sou Ichigo, irmã mais nova do Marcello. – Ela deu um sorriso. Foi nesse instante que eu percebi que ela era diferente das outras garotas. Os olhos dela eram muitos vibrantes, chegavam a quase te hipnotizar, sua voz era suave e toda vez que ela falava dava vontade de sorrir junto com ela. O seu rosto transmitia uma imagem de uma garota inocente, mas que sabia de muita coisa. – É Paula, o seu nome, certo?

Paula: — Sim... Eu acho que eu tenho que ir embora – Eu tinha que arrumar algum jeito de sair de lá – Você sabe por onde eu possa sair daqui?

Ichigo- Não, meu irmão disse para eu não deixar você sair nesse estado que você está.

Paula:- Como?

Ichigo:- Nossa acho que você não se lembra de nada de ontem... Olhe para os seu braços.

Olhei para os meus braços, eles estavam todos avermelhados e com alguns cortes e arranhões. Mas o lugar que mais me chamou a atenção foi nos meus pulsos, eles estavam com um símbolo de um circulo com alguns desenhos no meio dele. Eu não sentia dor nenhuma apenas ficava analisando, um pouco assustada, para os machucados que certamente iriam deixar marcas ou cicatrizes.

Ichigo: — Vou deixar você descansar um pouco.

Paula: — Espera, me faça um favor?

Ichigo: — Claro, o que foi?

Paula: — Eu posso usar o telefone?

Ichigo: — Poderia, mas aqui em casa cada um tem o seu celular, não gostamos de telefones e o meu quebrou ontem quando eu estava na casa de uma amiga. O Marcello não gosta que eu fique aqui quando têm festas, ele fala que não quer me ver com más companhias, mas eu não entendo o porquê ele gosta dessa bagunça aqui. Acho que ele está aproveitando que se mudou há pouco tempo para essa mansão, para se divertir um pouco. Também acho que ele mudou um pouco dês de quando veio para cá, não tinha a necessidade de ele vir, mas fez questão de morar aqui. Agora temos que vim para cá todo final de semana por que minha mãe não quer que eu e minha irmã gemia perdemos contato... Minha mãe é meio sem noção de vez em quando... Nossa desculpe, às vezes eu começo a falar e não consigo mais parar – Eu acompanhava cada palavra que ela dizia, não sei por que, mas Ichigo me chamou bastante atenção — Bem, eu vou saindo, vou deixar você descansar.

Paula: — Tudo bem... Me desculpe pela pergunta, mas quantos anos você tem?

Ichigo: — Tenho 14 anos... Tchau. – Ela se retirou do quarto e fechou a porta, me deixando sozinha.

Olhei para a mesa com a bandeja, mas eu na estava sem fome.

Sentei na cama e fiquei olhando para o nada. Os cortes do meu braço começaram a doer, com certeza Marcello tinha me dado uma anestesia e os efeitos já estavam no final. Eu só queria saber como que eu iria escapar dessa. Aproveitei que estava cansada e fui tomar banho... (esse garoto pensou em tudo, tinha até roupas dentro do guarda-roupa)

...

Três dias se passaram, até então tinha visto Marcello poucas vezes, eu acho que ele aparecia quando eu estava dormindo, porem eu sempre acordava com uma marca nova em alguma região do meu corpo. Eu ainda não consegui arrumar nenhum jeito de escapar de lá... E nunca mais vi Ichigo.

Pelo relógio, eram 22h48min, já estava na cama, quase dormindo, quando ouvi alguém bater na porta, até estranhei o gesto, pois ninguém, até então, havia batido alí. Me levantei na cama a fui na direçãoda porta esperando a pessoa a abrir, logo ela se abriu e era Marcello, ele estava com um sorriso enorme no rosto.

Marcello: Oi princesa!

Paula: — O que você quer?

Marcello: — Nossa eu vim te trazer uma noticia e você me recebe assim? – ele entrou no quarto trancando a porta em seguida.

Paula: — Você acha que eu vou te receber de que jeito, sabendo que você vai me matar... Quer saber, já está demorando de mais isso!E não quero saber dessa noticia.

Marcello: — Tem certeza? É sobre o Bill!

Nessa hora o meu coração apertou, parecia que sabia que era algo grave. Eu nem sabia que ele conhecia o Bill... Algo estranho tinha acontecido para ele querer falar dele.

Paula: — Eu não quero saber dele!

Marcello: — Tem certeza? Achei que você ia querer saber que...

Paula: — EU NÃO QUERO SABER DELE! – Lagrimas começaram a sair dos meus olhos. Coloquei as minhas mãos nos ouvindo tentando impedir que qualquer som fosse ouvido e sem motivo nenhum sai correndo em direção da cama e me joguei, ficando deitada lá.

Marcello sentou na cama do meu lado tentando tirar as minhas mãos dos meus ouvidos. Eu ainda não tinha entendido a intenção dele querer me contar sei lá o que do Bill, mas eu não queria ouvir, não era obrigada a ouvir!

Ao mesmo tempo em que ele tentava tirar as minhas mãos, eu mais apertava a minha cabeça.

Paula: — ME LARGA!

Marcello: — Só quando você me ouvir!

Paula: — Você é louco, me larga, ESTÁ ME MACHUCANDO! – Sem pensar duas vezes me virei e o empurrei.

Ele caiu da cama e saiu rolando pelo chão, só parando quando bateu contra a parede.

Rapidamente levantei da cama e tentei achar as chaves que estavam com Marcello. Ele se torcia de dor, colocando a mão na cabeça.

Coloquei a mão o bolso direito dele e por sorte elas estavam exatamente lá.

Sai correndo em direção à porta, colocando a chave na fechadura e a virando. Quando abri a porta me senti livre, mas não por completo, eu ainda tinha que sair daquele lugar.

Sem saber muito bem de que lugar era a saída, corri até o final do corredor, descendo as escadas rapidamente, pulando alguns degraus e até mesmo quase caindo. As luzes dos cômodos estavam todos apagados, fazendo a casa ficar mais escura e aparentar se maior do que me lembrava.

Vi um cômodo com a luz acesa. Não tinha muita certeza de que deveria ir até lá, mas algo me dizia para ir. Sem saber o que fazer e desesperada, atravessei o que aparentava ser uma sala e parei em frente da porta do cômodo de que vinha a luz.

Havia uma pessoa lá dentro. Ela estava sentada em um sofá lendo algum livro.

Espera, não podia ser ele... Não, não é possível, ou pode? O que ele está fazendo ali?

Paula: — Gustav?

Notas finais
Mandem recadinhos... Pode me xingarem se quiserem!!!
BJsss. Espero que tenham gostado! Me desculpem mesmo!