Que O Jogo Comece...

37 Uma noite inesquecível


Notas iniciais
Oie leitores lindos do meu coração! *---*
Mil desculpas pela demora, mas como vocês já devem ter visto esse Cap. ficou grandinho e eu tinha dito que ia demorar, né? Então... É isso.
E... Eu fiquei muito feliz quando eu vi que eu passei dos quinhentos reviews! *----* Não sei mesmo explicar a minha felicidade. Eu fiz dancinha, cantei e fiquei azucrinando a minha irmã. kk' Sério, eu fiquei muito feliz.
Bom, eu acho que vocês vão gostar desse Cap. O Cap. oscila entre P.O.V. Nathaniel e P.O.V. Amy. O Cap. tem partes mais românticas, partes mais hots, partes mais engraçadas. Bom, tem muitas coisas. kk' Espero do fundo do meu coração que gostem. ^^
Boa leitura meus lindos! ^^

P.O.V. Nathaniel


Depois de ter aquela conversa com o meu pai eu me levantei do sofá e me dirigi ao meu quarto. Entrei no banheiro e tomei um banho demorado, como sempre. Vesti-me e enfaixei minhas mãos. Deitei-me na minha cama e fiquei olhando para o teto. Eu não conseguia parar de me culpar pensando na Amy. Continuei deitado e acabei adormecendo.

No dia seguinte me acordei um pouco mais cedo e fui até a piscina nadar. Eu mergulhava de olhos fechados, pensando sempre na Amy. Despertei de meus pensamentos quando alguém segurou minha cabeça debaixo d’água.

- Por que fez isso?! – eu perguntei depois de conseguir levantar para respirar.

- Ah! Deixa de ser exagerado. Você aguenta bastante tempo sem respirar. – era a Cheryl. Eu saí da piscina. – E você ainda não me disse, Nate... No que estava pensando quando se agarrou com aquela vadia no colégio? – ela continuava com raiva. Eu peguei uma toalha e comecei a me enxugar.

- Na Amy. – eu disse simplesmente.

- Na Amy? – ela perguntou descrente. – Eu ainda não entendo por que mentiu para mim. – ela disse séria. — Nós éramos melhores amigos antigamente, eu achei que as coisas poderiam não ter mudado. Eu achei que você não fosse esse canalha que você virou. – ela continuava. Aquelas palavras me acertaram em cheio.

- Eu amo a Amy de verdade, Cherry... – eu comecei, mas ela me interrompeu.

- Então por que a traiu com aquela vadia do colégio?! – ela estava muito irritada.

- Por que eu estava imaginando a Amy o tempo todo. – eu disse me sentindo pior do que antes. – Você não sabe o quanto eu estou me culpando, Cherry. – eu continuei. Eu me sentei em uma cadeira e ela se sentou em outra.

- É... Eu não sei mesmo. – ela disse e eu olhei para ela. – Me desculpe por me intrometer, Nate. – ela baixou a cabeça, a voz dela estava diferente. – Mas eu sei como a Amy ia se sentir se soubesse disso. – ela olhou para mim. Ela tinha lágrimas nos olhos.

- O que aconteceu, Cheryl? – eu perguntei preocupado a vendo daquela forma. Ela secou as lágrimas.

- Um pouco depois que eu e os meus pais nos mudamos daqui, há três anos, eu tive que ser matriculada em outra escola. – as lágrimas insistiam em escorrer pelo rosto dela. Dessa vez, eu as enxuguei. – Nessa escola... Tinha um garoto lindo por quem eu me apaixonei. Eu sempre o admirava de longe, embora eu sempre tenha sido muito espontânea, quando eu o via era diferente... Eu não sabia como agir, eu ficava tímida e desnorteada. Um dia... Ele veio falar comigo. Depois de um tempo nós nos tornamos amigos e... Eu fui para a casa dele fazer um trabalho e nós... Transamos. Foi a minha primeira vez. – ela disse com pesar na voz. – No dia seguinte eu o vi se agarrando com uma garota no colégio. Do mesmo jeito que eu te vi ontem. – ela olhou nos meus olhos. – Você não sabe o quanto foi doloroso, Nate. – ela disse entre as lágrimas. – Eu fiquei muito brava com você por que eu sei como a Amy iria se sentir se soubesse disso. Afinal... Foi a primeira vez dela quando ela dormiu aqui, não é? – ela perguntou retoricamente.

- Eu e a Amy não fizemos nada além de dormir quando ela veio para cá. E por que não me contou isso antes, Cherry? – agora eu perguntava.

- Eu nem queria lembrar disso, Nate. Mas... Como assim não aconteceu nada entre vocês? – ela enxugou novamente as lágrimas.

- A Amy não estava pronta, então... Nós apenas dormimos. – eu disse a olhando nos olhos. Ela sorriu.

- Isso é lindo, mas... Como você pôde ficar com aquela garota se ama a Amy? Eu não entendo... – ela continuou.

- Porque quando eu a beijava, eu estava imaginando a Amy. O tempo todo, eu só queria a Amy. – eu respondi. – Eu sei que eu fui um canalha e que eu não a mereço. Mas eu amo a Amy. E eu não posso ficar longe dela. – eu disse por fim.

- Então... Se é assim... Eu não vou contar nada para a Amy. – ela sorriu. – Mas se você errar com ela de novo eu juro que eu é que vou contar para ela. E quem vai apanhar vai ser você. – ela disse como um aviso. Eu sorri.

- Não se preocupe, Cherry. Eu nunca mais vou magoar a Amy. – eu dei a minha palavra. – E quem é esse desgraçado que te traiu? – eu perguntei irritado.

- Já passou, Nate. – ela disse sorrindo. – Mas obrigada. – ela me agradeceu.

- Não tem que me agradecer, Cherry. – eu a abracei por um bom tempo. – E como foi a briga? – eu perguntei mudando de assunto.

- Só para deixar claro, eu não briguei com aquela garota por causa sua. – ela continuava irritada, o que me fez sorrir mais. – Eu briguei com ela por causa da Amy e por que ela me chamou de vadia. Ninguém me chama de vadia. – ela disse convicta. – E... – ela sorriu. -... Ela continua internada no hospital. – ela começou a rir. — Ah! Eu não te contei como foi o meu encontro. – ela estava sorrindo. Eu a olhei sério.

- Cherry, eu não quero saber. – eu não aprovava que ela se encontrasse com o “Nikael”.

- Foi péssimo, Nate. – eu sorri.

- Ótimo. Então você não vai mais sair com ele, não é? – eu perguntei feliz com a resposta dela.

- Errado. O encontro foi péssimo porque ele não tentou nada, mas... Eu tenho um par para o baile. – ela disse contente.

- Ele não vale nada, Cheryl. Ele tocou no seio da Amy e mentiu dizendo que foi um acidente. Ele mesmo me disse que só queria transar com a Amy. – eu tentei fazê-la entender. Ela sorriu.

- Eu gosto de garotos maus. – ela sorriu maliciosa. – Eu já disse, Nate. Não precisa se preocupar comigo. Você sabe que eu sei me cuidar. – ela continuou.

- Eu sempre vou me preocupar com você, Cherry. – mesmo que eu soubesse que ela sabe se defender.

- Obrigada, gostoso. – ela sorriu. – Então... Até a aula. – ela disse e se levantou da cadeira.

- Até, Cherry. – eu disse enquanto ela saía.

- Eu sinto falta de quando você me chamava de gostosa. – ela fingiu tristeza. — Mas eu entendo que esse adjetivo agora seja da Amy. – ela disse divertida enquanto saía. Eu apenas sorri.

Eu entrei em casa e subi ao meu quarto. Tomei banho e me arrumei para o colégio. Desci e almocei. Logo subi novamente e terminei de me arrumar. Peguei minha mochila e saí de casa. Antes de entrar no meu carro olhei para a casa dos Hansen. Essa hora eu a estaria esperando para levá-la ao colégio. Sorri e entrei no carro. Dirigi até o colégio. Quando cheguei lá fui até o Ginásio, eu tinha aula de Educação Física. Eu me surpreendi ao chegar lá. Tinham várias garotas nas arquibancadas. Normalmente havia umas seis garotas que durante as aulas ficavam nos observando, mas tinham muitas garotas lá.

- O que é tudo isso? – eu perguntei ao Simon. Ele sorriu ao ver-me.

- Elas estão aqui por causa sua. – ele disse olhando para as garotas.

- Por causa minha? – eu não entendi.

- Amanhã é o baile de Outono. – ele disse como se fosse óbvio. – E como a Lindsay fez questão de dizer para todo mundo que vai com o Roger, elas acham que você ainda não tem par para o baile. – ele continuou. Eu apenas sorri. Então era por isso que elas seguravam Rosas rosas. – A Amy que se cuide, é capaz de elas matarem ela para irem ao baile com você. – ele continuou rindo.

O professor nos fez correr em volta do Ginásio, como aquecimento. Depois disso começamos a jogar futsal. As garotas na arquibancada gritavam quando eu fazia gol e se tocavam quando eu olhava para elas como se fossem ter um orgasmo ali mesmo.

Quando a aula acabou eu saí em direção ao vestiário. Troquei de roupa e saí de lá. Na porta do vestiário algumas garotas me abordaram.

- Oi, Nate. – uma foi mais rápida.

- Oi. – eu disse normalmente e continuei caminhando no meio delas.

- Bom... Eu sei que você não tem par para o baile, então eu queria saber se... – eu não a deixei terminar.

- Eu tenho par para o baile. – eu disse normal. Todas pareceram surpresas.

- Mas a Lindsay disse que... – ela parou.

- A Lindsay não sabe da minha vida. Nós não namoramos mais. – eu disse sem ser rude e saí caminhando.

A aula demorou a passar. Tive mais alguns convites para o baile e tentei ser o mais gentil possível enquanto as rejeitava.

Voltei para casa e depois de tomar café da tarde fui para o meu quarto. Atirei-me na cama pensando na Amy. Ela tinha ido para a casa da tia dela no dia anterior, mas parecia há muito mais tempo.

Não fiz nada de importante no resto do dia. No dia seguinte me acordei mais tarde. A Amy voltaria hoje, o dia do baile. Eu estava ansioso para vê-la.


P.O.V. Amy


Acordei bem tarde no sábado. Normalmente eu acordo cedo, mas eu estava cansada devido à festa do dia anterior. Levantei-me da cama e fui até o quarto da tia Crys acordá-la. Para a minha surpresa ela já estava acordada preparando o almoço.

- Bom dia, tia. – eu disse sorrindo.

- Boa tarde, mocinha. – ela disse olhando para o relógio na parede. Eu sentei em uma cadeira ao redor da mesa. – Eu vou querer saber o que aconteceu ontem para que você saísse daquele jeito da festa? – ela perguntou me olhando como se a resposta fosse óbvia demais.

- Acho que não. – eu disse ainda sorrindo. Seria muito vergonhoso contar até mesmo para a tia Crys. Ela se virou sorrindo. — Mas não pense nada disso, tia, por favor. Eu ainda sou virgem. – eu disse rápido. Não queria que ela pensasse que eu tinha dormido com o aniversariante.

- Eu nunca disse que não era. – ela me olhou convencida.

- Mas estava pensando. – ela somente sorria com a situação. – Eu vou trocar de roupa, tia. Já venho para lhe ajudar com a comida. – ela afirmou com um gesto de cabeça.

Como eu ainda estava de pijama fui até o quarto de hóspedes e me arrumei normalmente. Penteei meus cabelos e os prendi. Depois de ajudar a tia Crys com a preparação da comida, nós almoçamos e eu lavei a louça. Depois disso conversamos um pouco mais sobre a festa. Eu disse a ela que foi muito bom ter me desprendido um pouco da minha vida. E logo a tia Crys teve que atender a uma ligação. Devido ao trabalho dela, a tia Crys era muito ocupada, hoje ela já estaria em outra festa que ela estava organizando. Eu não sei como ela conseguia organizar festas em dias seguidos.

O tempo demorava a passar e a cada segundo eu sentia mais falta do Nathaniel. Eu ficava imaginando como ele estaria lindo no baile e como seria ótimo abraçá-lo novamente.

Eu saí tarde da casa da tia Crys, já que ela estava ocupada com o trabalho e não teve como me levar para casa antes. Entrei no carro com as minhas coisas e depois de um tempo estava na frente da minha casa. Saí do carro e a tia Crys também.

- Muito obrigada pela visita, querida. – a tia Crys me abraçou. – E me desculpa por não poder te dar muita atenção. – ela se desculpou.

- Que isso, tia?! Eu que agradeço. E não se desculpe por nada, por favor. Eu me diverti muito. – eu disse sorrindo.

- Eu fico feliz que tenha se divertido. E venha me visitar de novo, logo. Tudo bem? Manda um beijo para eles para mim? Eu já tenho que ir, estou atrasada. Até mais, meu amor. – ela disse muito rápido.

- Claro, tia. Até mais. – eu disse acenando para ela que entrava no carro. Ela sorriu para mim e depois de acenar foi embora.

Eu me virei e encarei a minha casa e... Claro, a casa dos Collins também. Caminhei até a porta da minha casa e quando estava prestes a entrar senti duas mãos fortes segurando a minha cintura e me puxando para trás, me trazendo para perto de um corpo delicioso. – Eu senti sua falta. – ele disse perto do meu ouvido, logo beijando meu pescoço demorado. Eu sorri fechando os olhos e apreciando o beijo. Eu senti falta desses beijos.

- Eu também senti a sua falta. – eu disse ainda de costas para ele colocando as minhas mãos sobre as mãos dele. Mas logo me virei e o abracei, ficando com a minha cabeça encostada no peito dele. Aquele abraço foi muito melhor do que eu tinha imaginado. Ele como sempre, me envolvia forte ao mesmo tempo em que suave. Só ele sabia me abraçar assim.

- Como foi na casa da sua tia? – ele perguntou no meio do abraço.

- Foi ótimo. – eu disse sorrindo. – A tia Crys é muito legal. – eu continuei. – E o que você ficou fazendo enquanto eu estive longe? – eu perguntei por curiosidade.

- Nada demais. – ele disse e sorriu para mim que levantei o rosto para olhá-lo. Eu sorri junto com ele. Eu senti falta daquele sorriso malicioso dele.

- Eu tenho que me arrumar para o baile. – eu disse baixando a cabeça novamente.

- Mas são 18h00, Am. O baile é só às 20h30.

- Desculpa, Nathaniel. Mas eu demoro muito para me arrumar. – eu me soltei dos braços dele. – E eu sei que eu já vou me atrasar, então... Eu quero que você não me espere. – eu disse olhando nos olhos dele.

- Não importa que você demore, Am. Eu te espero. – ele disse e me puxou de novo para abraçá-lo.

- Não, Nathaniel. Vai primeiro e eu peço para o Nick me levar. Eu te encontro lá. Tudo bem? – eu disse e levei minha mão direita até o pescoço dele e deslizei meus dedos até a nuca dele, o acariciando devagar. Minhas unhas o arranhavam de leve enquanto meus dedos mal tocavam a pele dele. Eu o senti se arrepiar e estremecer.

- Assim não vale. Eu não sei seu ponto fraco. – ele disse me olhando de uma maneira diferente e logo fechando os olhos de acordo com os movimentos da minha mão. Eu sorri o vendo daquela forma. Ele ficava tão encantador assim... Gemendo contido e expressando muito prazer com um simples toque meu.

- Eu vou tentar ser rápida. Prometo. – eu disse e beijei o rosto dele muito devagar. Eu gostava de beijá-lo assim.

- Eu estarei te esperando. – ele disse e beijou meu pescoço como eu beijei o rosto dele. Eu suspirei alto e ele sorriu contra a minha pele. Céus... Como aquilo foi bom.

- Até mais, Nathaniel. – eu disse retomando o ar.

- Até logo, Amy. – ele disse com aquele sorriso malicioso que eu amo.

Eu entrei na minha casa e falei com meus pais e com o Nick. Meus pais disseram que iam a um retiro e só voltariam na segunda-feira e o Nick ia sair com a Jen, porque já que ele não podia ir ao baile de Outono eles iriam sair e não voltariam hoje. Ou seja... A casa é toda minha. Eu amava quando isso acontecia. Não que eu fosse fazer uma festa ou algo do tipo, eu só gostava de ficar sozinha em casa e cantar e dançar à vontade sem perigo de constrangimentos.

Fui para o meu quarto, peguei uma toalha e entrei no banheiro. Tomei um banho morno demorado e depois girei a válvula do chuveiro, fazendo com que a água caísse fria sobre o meu corpo. Isso era relaxante para mim, fazia com que eu me sentisse revigorada. Enxuguei-me, vesti minha lingerie e me enrolei na toalha novamente. Depois de sair do banheiro tranquei a porta do meu quarto, liguei o rádio do aparelho de som e passei creme corporal como normalmente eu fazia. Penteei meus cabelos e os prendi em um coque desalinhado, ainda úmidos. Fiz uma maquiagem razoável. Com: pó facial, delineador preto para olhos, sombra café clara e opaca, blush bege-rosado e batom cremoso vermelho opaco. Fiz toda a maquiagem bem fraca, somente acentuando o meu rosto de forma delicada. Depois que a maquiagem estava pronta, soltei meus cabelos e os balancei um pouco, logo pegando o secador e os secando rapidamente com ar quente e depois com ar frio, os fazendo ficar mais volumosos. Peguei o vestido do meu guarda roupa e o vesti juntamente com os sapatos de salto alto meia-pata abertos pretos e com lacinho vermelho. O vestido era vermelho escuro, no estilo tomara-que-caia, de cetim com demarcação na cintura e que ia até um pouco antes do joelho. O vestido não era extravagante ou provocante, era simples, mas eu gostei muito dele. Eu me sentia bonita com aquele vestido. Coloquei uma gargantilha de ouro com um pingente delicado em formato de coração também em ouro. Borrifei meu perfume preferido, retoquei a maquiagem e estava pronta.

Peguei minha bolsa-carteira preta, onde estavam meu celular, umas maquiagens e a chave da casa, que os meus pais já haviam entregado para mim.

Saí do meu quarto e bati na porta do quarto do Nick.

- Posso entrar? – eu perguntei logo depois de bater.

- Pode. – o ouvi responder.

Abri a porta e o vi se espantar ao olhar para mim.

- Está ruim? – eu perguntei preocupada me referindo ao que eu vestia.

Ele sorriu. – Não. Está bonita. Elegante demais para um baile de Outono, Am. – ele disse terminando de arrumar a gravata. – E quem é o seu par no baile? – eu sabia que ele ia perguntar isso. Mas também sabia que ele tinha consciência da resposta.

- Você sabe com quem eu vou. – eu tinha certeza.

- Nathaniel? – ele perguntou olhando para mim.

- É. – eu disse breve.

- Divirtam-se. – foi a única coisa que ele disse. Eu não sabia o que tinha acontecido com ele. Ele basicamente odeia o Nathaniel... Ou odiava.

- Só isso? – eu perguntei descrente.

- O que quer que eu diga? Que não vá com ele ao baile? Amy você não é mais criança. – ele disse e eu me joguei nele, o abraçando. Aquilo para o Nicholas era como um “eu confio em você”.

- Muito obrigada. – eu disse enquanto o abraçava. Ele apenas sorriu.

Saímos do quarto do Nick e descemos a escada. Meus pais estavam na sala de estar nos esperando. Quando a mãe e o pai nos viram descendo a escada os olhos deles pareceram brilhar.

- Nós temos filhos lindos. – a minha mãe disse ao meu pai o envolvendo ainda mais no meio abraço em que eles estavam. Meu pai sorriu em concordância. Eu e o Nick agradecemos e nos despedimos de nossos pais. Todos saíram de casa e eu fechei a porta, já que a chave ficaria comigo.

Eu e o Nick entramos no carro dele e ele me levou até o colégio.

- Obrigada, Nick. Divirta-se com a Jen. – eu disse sorrindo.

- De nada, Am. Divirta-se sozinha. – ele disse sério, mas fazendo graça. Eu não pude deixar de rir.

Na entrada do colégio já vi várias pessoas, mesmo que a festa fosse no Ginásio. Caminhei até lá e notei que algumas pessoas me observavam. Não era normal que eu me arrumasse tanto para ir para o colégio, a maioria nem mesmo devia me reconhecer. Olhei para o portão do Ginásio. Eu já ouvia o som alto da música e sentia a batida forte junto com o meu coração. Eu estava nervosa. E a festa recém iria começar.


P.O.V. Nathaniel


Eu estava saindo de casa e a vi caminhando até a casa dela. Ela ia abrir a porta quando eu a segurei pela cintura e a puxei contra mim.

– Eu senti sua falta. – eu disse perto do ouvido dela, sentindo o perfume dos cabelos dela que eu sentia tanta falta e beijei o pescoço dela.

- Eu também senti a sua falta. – ela disse ainda de costas para mim colocando as mãos dela sobre as minhas. Ela logo se virou e me abraçou. Era tão bom tê-la novamente em meus braços.

- Como foi na casa da sua tia? – perguntei ainda a abraçando. Eu não iria soltá-la.

- Foi ótimo. – ela disse com a cabeça encostada no meu peito. – A tia Crys é muito legal. – ela completou. – E o que você ficou fazendo enquanto eu estive longe? – ela pareceu curiosa.

- Nada demais. – foi só o que eu disse, embora eu estivesse pensando nela o tempo todo e isso era algo importante para mim. Eu sorri a admirando e ela sorriu junto comigo. Parecia que eu não via o sorriso tímido dela há muito tempo.

- Eu tenho que me arrumar para o baile. – ela disse baixando o olhar novamente.

- Mas são 18h00, Am. O baile é só às 20h30. – ainda tinha bastante tempo. Eu também não estava pronto.

- Desculpa, Nathaniel. Mas eu demoro muito para me arrumar. – ela se afastou de mim. – E eu sei que eu já vou me atrasar, então... Eu quero que você não me espere. – ela disse olhando nos meus olhos. Eu não a deixaria ir sozinha. Eu queria levá-la.

- Não importa que você demore, Am. Eu te espero. – eu disse e a puxei novamente para abraçá-la. Eu a queria nos meus braços. Eu ainda sentia muita falta dela, mesmo que estivéssemos juntos agora. Sentia falta de tocá-la e dos toques dela.

- Não, Nathaniel. Vai primeiro e eu peço para o Nick me levar. Eu te encontro lá. Tudo bem? – além de falar da maneira mais doce possível ela deslizou a mão dela do meu pescoço até a minha nuca. Era maldade dela, ela sabia que eu não resistia a isso. Ela me acariciava e arranhava de leve com aqueles toques sempre suaves dela. Eu me arrepiava e estremecia com os toques. Como eu tinha sentido saudade daquilo...

- Assim não vale. Eu não sei seu ponto fraco. – eu disse logo gemendo baixo com a carícia dela. Ela parecia estar satisfeita, porque o sorriso no rosto dela era lindo.

- Eu vou tentar ser rápida. Prometo. – ela disse logo beijando meu rosto muito devagar. Eu tive que aceitar.

- Eu estarei te esperando. – eu beijei o pescoço dela também devagar. Ela suspirou alto e eu sorri contra a pele dela. Eu também tinha sentido falta disso.

- Até mais, Nathaniel. – ela disse respirando fundo.

- Até logo, Amy. – eu disse ainda sorrindo e depois fui para a minha casa.

Subi ao meu quarto e tomei um banho demorado. Depois que saí do banho me enxuguei e sequei meus cabelos com a toalha. Vesti-me, coloquei os sapatos e estava praticamente pronto. Terminei de me arrumar e peguei as chaves do carro. Olhei pela janela e vi a Amy enrolada numa toalha aparentemente se maquiando na frente do espelho. Mordi o lábio inferior vendo-a e então saí do meu quarto, eu não devia observá-la. Mesmo que ela tivesse deixado a janela aberta. Mas era uma tentação enorme.

Já eram 20:h32 então saí de casa. Ninguém chegaria tão cedo mesmo. Dirigi até o colégio e chegando fui até o Ginásio.

Logo que cheguei vi o Simon bebendo sozinho em uma mesa.

- Não conseguiu uma acompanhante para o baile? – eu perguntei sarcástico.

- Engraçadinho. – ele riu sem humor. – Enquanto você fica com a Amy e deixa todo o resto das garotas frágeis emocionalmente, quem você acha que vai consolá-las? – ele descontraiu. Eu tive que rir. Eu e o Simon conversamos mais enquanto bebíamos Uísque. — E como estão as coisas com a Amy? – ele perguntou inesperadamente.

- Eu não sei. – eu disse a verdade. Eu não conseguia entendê-la, às vezes eu parecia tão próximo dela e em outras horas parecia que nunca poderíamos ser mais do que amigos.

- É... Essas coisas são complicadas. – ele disse tomando mais da bebida. – E então? Vai ser o rei do baile? – ele perguntou rindo. A resposta era óbvia.

- É claro que não. – eu disse.

- Tem certeza? – ele insistiu com um sorriso sarcástico.

- Tenho. – eu afirmei.

- Então... – ele riu ainda mais. -... Quem vai acompanhar aquela rainha? – ele perguntou olhando na direção do portão de entrada do Ginásio. Eu me virei para olhar e vi a Amy, mais linda do que nunca. Eu me levantei e caminhei até ela. Ela sorriu assim que me viu como eu sorri quando a vi. Eu me aproximei cada vez mais dela.

- Me daria à honra de sua companhia, Srt. Hansen? – eu perguntei a ela sorrindo e estendendo a minha mão na direção dela.

- Será um prazer, Sr. Collins. – ela disse segurando a minha mão e sorrindo aquele sorriso lindo. Eu beijei a mão dela e depois a puxei, abraçando-a.

- Você está perfeita, Am. – eu disse enquanto a abraçava.

- Obrigada. Você também, Nathaniel. – ela disse e nos separamos do abraço. Ela segurou o meu braço e nós fomos para a mesa onde o Simon estava.

- Amy, esse é Simon Vincent. Simon, essa é Amy Hansen. – eu fiz as apresentações.

- Prazer em conhecê-lo. – a Amy estendeu a mão para que o Simon apertasse.

- O prazer é todo meu. – ele disse e beijou a mão da Am. Mas ele continuou dando beijos no braço da Amy, subindo os beijos para me irritar.

- Já chega, Simon. – eu disse ríspido. Ele começou a rir olhando para mim. O que eu estava pensando quando contei a ele que eu amo a Amy?! Eu nunca devia ter feito isso.

- Ele fica tão bonitinho com ciúmes, não é? – o Simon perguntava para a Amy e ria enquanto eu o olhava sério. A Amy apenas sorria, mas estava corada.

- Oi, pessoas! – era a Cheryl, muito animada e acompanhada do “Nikael”.

- Oi. — todos disseram juntos.

- Amy, você está linda. – a Cheryl continuou.

- Obrigada, Cheryl. Você também. – a Amy sorria.

- Você também não tem bebida, não é? Vamos deixar os garotos conversando um pouco e pegar bebidas para nós. – a Cherry puxou a Amy pela mão até a área das bebidas.

- Eu vou junto. – o “Nikael” disse para a Cheryl e as seguiu. Quando eles voltaram com as bebidas o “Nikael” convidou a Cheryl para dançar e o Simon foi convidar outra garota para dançar. Ficamos somente sentados eu e a Amy conversando e bebendo.

- Sabia que eu ainda estou com saudade sua, Am? – eu disse olhando nos olhos dela. Ela sorriu.

- Mas eu estou aqui agora. – ela disse ainda sorrindo.

- Mas eu te quero nos meus braços. – eu disse e sorri a admirando. Ela ficou corada. – Vem cá. – eu disse pegando a mão dela e depois a segurando pela cintura. Ela sentou no meu colo de lado e me envolveu pelo pescoço enquanto eu a envolvi pela cintura.

- Melhora assim? – ela perguntou sorrindo com o rosto próximo do meu.

- Muito. — eu disse baixo me aproximando cada vez mais dela. Nossos lábios já quase se tocavam quando de repente uma música começou a tocar alto demais.

- Se assustou? – eu perguntei para a Amy sorrindo. Ela tinha estremecido no meu colo.

- Um pouco. – ela disse também sorrindo e olhou para baixo. – O que houve com as suas mãos? – ela perguntou passando seus dedos com cuidado por cima dos ferimentos.

- Nada demais. – eu disse a ela que fez com que eu parasse de envolvê-la pela cintura. Ela beijou as juntas dos dedos das minhas mãos, onde os ferimentos eram mais evidentes. Eu sorri a observando sendo tão carinhosa.

- Espero que cure logo. – ela disse ainda segurando a minha mão direita e a acariciando com seus dedos, ainda bem próxima dos lábios dela. Mas logo ela mordeu muito de leve a lateral do meu dedo indicador, logo fechando seus lábios e passando a língua devagar na minha pele entre os dentes dela. Eu estremeci com aquilo. Ela estava me deixando excitado. Ela parou de me morder, fechando os lábios totalmente no meu dedo indicador. Mas logo ela abriu novamente os lábios e os roçou no meu dedo novamente, assim, beijando-o. Eu tentava pensar em outras coisas, mas era impossível não ficar excitado com a Amy mordendo, beijando e chupando o meu dedo lentamente. E o pior era que ela estava no meu colo, ela veria e sentiria perfeitamente minha excitação. Mas eu não queria que ela parasse o que estava fazendo. Aquilo era muito bom. A Amy estava há menos de uma hora na festa e já estava me enlouquecendo.


P.O.V. Amy


Ele estava tão lindo... Ele vestia uma camisa preta com as mangas dobradas, uma calça social e um sapato também social da mesma cor da camisa. O que fazia com que os olhos dele, que estavam azuis esverdeados, pudessem ser vistos de longe. Aquele sorriso encantador que sempre estava nos lábios dele o deixava ainda mais perfeito. Ou melhor, irresistível. Quando cheguei me impressionei ao vê-lo, mesmo que eu soubesse que ele não estaria nada menos que impecável. Ele também parecia impressionado comigo, pois eu sentia o olhar dele me atingindo. Eu amava ver os olhos dele percorrendo o meu corpo.

Quando nós ficamos sozinhos na mesa eu fiquei um pouco ansiosa. Eu estava nervosa desde que cheguei, mas agora a tensão era maior. Mas, apesar de eu estar nervosa, nós conversávamos muito bem. Eu confesso que fiquei muito feliz quando ele disse que ainda sentia a minha falta e que me queria nos braços dele. E foi ótimo sentar no colo dele, sendo envolvida pelos braços dele de uma maneira que há muito eu não era. Ele estava muito carente, eu gostava disso. Nós íamos nos beijar, mas uma música começou a tocar muito alto me assustando um pouco. Afastamos nossos rostos novamente e ele perguntou se eu tinha me assustado. Eu fiquei envergonhada com isso e olhei para baixo. Até aquele momento eu não tinha visto que as mãos dele estavam machucadas.

- O que houve com as suas mãos? – eu passei meus dedos suavemente pelas mãos dele.

- Nada demais. – ele disse e eu fiz com que ele parasse de me envolver pela cintura e me virei um pouco no colo dele, segurando as mãos dele. Eu logo comecei a beijar as juntas dos dedos dele, que estavam feridas.

- Espero que cure logo. – eu soltei a mão esquerda dele e acariciei a direita, que estava mais machucada. O acariciando lembrei-me que uma vez eu li que os homens gostam quando as mulheres colocam seus dedos na boca, porque a sensação para eles é semelhante à do sexo oral. Eu não colocaria o dedo dele completamente na minha boca, seria sugestivo demais, mas eu mordi a lateral do dedo indicador dele. Eu gostava da idéia de poder fornecer prazer para ele e queria saber se aquilo era realmente verdade. Depois de mordê-lo eu o lambi e depois comecei a beijar o dedo dele e acariciá-lo com a minha língua. Ele parecia estar gostando, pois ele não dizia nada, apenas gemia contido e tentava se ajeitar na cadeira. Eu fingi não perceber depois que notei que ele estava excitado, pelo contrário, tentei tornar tudo ainda mais prazeroso para ele. Apoiei-me menos em meus pés, de modo que coloquei mais meu peso sobre a excitação dele, mas não o suficiente para machucá-lo. Ele gemeu um pouco mais alto bem perto do meu ouvido. Ele devia estar sentindo bastante prazer, mas eu não devia fazer isso com ele, afinal, eu ainda não estava disposta a me entregar totalmente a ele. Como eu o culparia por estar com outra garota no colégio? E também... Nós nem mesmo namoramos. Eu parei de provocá-lo, embora eu não quisesse cessar. Eu me virei e fiquei de lado no colo dele novamente e olhei nos olhos dele.

- Desculpa, Nathaniel. – eu disse enquanto ele respirava descontrolado.

- Por quê? Você não fez nada. – ele disse tentando deixar a voz normal. Eu sorri e o abracei, ainda sentada no colo dele. Ele gemeu mais uma vez contido por causa do meu movimento sobre ele.

- Sabe que eu te amo, não é? – eu perguntei ainda abraçada nele.

- Eu também te amo, Amy. – a voz dele já estava mais natural e ele me envolveu novamente pela cintura, me deixando muito próxima dele de novo.

- Eu vou buscar mais uma bebida. Você quer mais? – eu perguntei sorrindo. Eu queria dar um tempo para ele respirar.

- Deixa que eu busque para você. – ele disse e sorriu agora.

- Não obrigada, eu vou. E vou pegar um Uísque para você. – eu disse e saí de cima dele. Fui até a área das bebidas e pedi para o barman uma dose dupla de Tequila e uma dose de Uísque.

- Amy? – era o barman simpático do dia anterior, Logan.

- Logan. – eu disse e sorri.

- É. Encontramo-nos mais cedo do que eu esperava. – ele disse também sorrindo e logo me entregando as bebidas.

- Obrigada. – eu agradeci depois de pegar as bebidas.

- Talvez mais tarde possamos dançar. – ele continuava sorrindo.

- Você não está em horário de trabalho? – eu perguntei sorrindo sarcástica.

- Eu peço demissão se você quiser. – ele disse. Eu não gostei do tom de cortejo barato dele.

- Então mesmo assim não poderia dançar comigo. A festa é só para estudantes desse colégio. – eu disse por fim.

- Vamos dançar, Amy? – era o Nathaniel, que me envolvia pela cintura. Eu sorri para ele.

- É claro. – eu disse ainda sorrindo. Eu não sei se aquilo era ciúme ou se ele só não queria perder a aposta, mas o Simon tinha razão quando descontraiu sobre isso... Ele ficava ainda mais lindo assim.

- Da próxima vez, eu vou pegar as bebidas. – ele disse pegando o Uísque que eu entregava a ele. Eu apenas sorri.

Nós bebemos rapidamente as bebidas e fomos para o meio do Ginásio para dançar. Mesmo que eu quisesse, parecia que eu não conseguia ficar à vontade lá. Eu tentava dançar como naturalmente eu dançaria, mas a timidez não me permitia.

- Por que não está dançando, Amy? – o Nathaniel perguntou sorrindo. Ele sabia da resposta.

- Eu tenho vergonha. – eu disse simplesmente.

- Queria que dançasse comigo como dançamos na sua casa. – ele continuava sorrindo. Eu sorri me lembrando do acontecimento. – Depois nós dançamos mais então. – ele disse segurando a minha mão e me conduzindo até a nossa mesa novamente.

Quando chegamos lá vimos o Simon sentado e bebendo.

- Não deu sorte? – eu perguntei sorrindo.

- Que nada, senhorita. Só estou descansando. – ele disse sorrindo largo. Eu sorri também. – Posso ver a sua bolsa? – ele perguntou normalmente.

- Pode. – eu entreguei minha bolsa-carteira nas mãos dele. Eu não entendi por que ele queria ver a minha bolsa. Eu e o Nathaniel nos sentamos em cadeiras separadas. Ele me olhou sorrindo malicioso e fez sinal para que eu fosse para o colo dele e eu sorri indo até ele e ficando da mesma forma que estávamos antes. O Simon abriu a minha bolsa e olhou o que tinha dentro dela.

- Por que normalmente as mulheres não deixam que olhemos a bolsa delas? – ele perguntou como que para si mesmo. – Não tem nada demais aqui. – ele falou sacudindo as chaves de casa.

- Porque nossas bolsas têm coisas muito pessoais. – eu respondi. – Essa não é a bolsa que eu uso normalmente. E cuidado com essa chave, é da minha casa. Nem meus pais nem o Nick estarão em casa hoje então se eu perder essa chave eu não tenho como entrar em casa. – eu completei.

- Tudo bem. – ele disse sorrindo e colocando a chave na bolsa novamente. – E também... Eu tenho certeza que se você perdesse a chave o Nathaniel não iria se importar que você dormisse na casa dele. – ele continuou malicioso. Eu tenho certeza que corei.

- É verdade, Am. Ia ser bom se você fosse dormir lá de novo. – o Nathaniel disse inclinando a cabeça e olhando para mim.

- De novo? – o Simon perguntou espantado, mas sorrindo malicioso. Droga! Ele tinha entendido errado.

- Não, nós... – eu comecei, mas não conseguia terminar.

- Não precisa se preocupar, senhorita. Eu entendo que tenham uma vida sexual ativa. – o Simon disse sorrindo largo. Ele estava brincando, mas mesmo assim foi muito constrangedor.

- Não presta atenção nele, Am. Ele sempre é engraçadinho assim. – o Nathaniel disse tentando me deixar menos nervosa.

- Me desculpa, senhorita. – ele disse sorrindo sem graça agora. – Às vezes eu perco a noção do que faço. – ele se desculpou.

- Tudo bem. – eu disse já sorrindo.

Nós três continuamos conversando, mas depois de um tempo eu notei que o Nathaniel parecia um pouco irritado, mas eu não entendia o porquê. Eu olhava para ele enquanto conversávamos e uma hora ele olhou para mim e depois virou o rosto com um aparente desprezo. Eu virei o rosto para ver o que o estava incomodando e percebi qual era o problema. Era a Lindsay. A qual dançava, ou melhor, se esfregava no acompanhante dela olhando para o Nathaniel perto de onde nós estávamos.

Eu o entendia, aquilo era perturbador. E sim, eu estava com muita raiva dela. Eu não consegui dançar com ele de maneira sensual porque estava com vergonha e ela tentava fazer ciúme para o Nathaniel numa tentativa de ser sensual. Tentativa essa bem sucedida. Eu tinha que admitir... Ela conseguia ser sensual. Afinal, era a Lindsay... A garota mais popular do colégio e ex-namorada do Nathaniel. Tinha que ter um motivo para eles terem namorado. Eu aturei aquilo por um tempo que parecia mais uma eternidade. Ela dançava cada vez mais provocante tentando fazer o Nathaniel ficar com ciúmes. Mas quando a música “Don’t cha” de “The Pussycat Dolls” ( http://letras.mus.br/pussy-cat-dolls/811574/traducao.html ) começou a tocar eu não agüentei mais, já que a música combinava perfeitamente com o que ela estava tentando fazer.

- Nathaniel, pode pegar mais uma dose de Tequila para mim, por favor? – eu perguntei para ele sorrindo. Ele sorriu para mim.

- É claro, Am. – eu saí do colo dele e ele foi buscar a bebida para mim.

- Simon, me faz um favor? – eu perguntei a ele que estava admirando as garotas dançarem.

- Sim, senhorita. O que quer que eu faça? – ele perguntou olhando para mim.

- Pode colocar essa cadeira no meio do Ginásio e não deixar que ninguém sente nela? – eu perguntei já rindo.

- É claro. Mas eu posso saber por que quer que eu faça isso? – ele perguntou curioso.

- Eu não gosto do que a Lindsay está fazendo com o Nathaniel. – eu disse e ele assentiu, mesmo parecendo ainda um pouco confuso. Ele fez o que eu pedi.

- Aqui, Am. – o Nathaniel me entregou a bebida, que eu tomei de uma vez só. — Calma, Am. E por que o Simon colocou uma cadeira no meio do Ginásio? – ele perguntou duvidoso e eu segurei a mão dele.

- Porque eu pedi para ele. – eu disse conduzindo o Nathaniel. O Simon estava no centro do Ginásio fazendo o que eu havia pedido a ele. – Obrigada, Simon. – eu disse ao Simon quando eu e o Nathaniel chegamos lá. O Simon se afastou.

Eu deixei o Nathaniel de costas para a cadeira e o empurrei, fazendo com que ele caísse sentado nela. – Vai ser um pouquinho diferente de como foi na minha casa, tudo bem? – eu disse bem próxima enquanto olhava para os olhos e os lábios dele. Eu mordi meu lábio inferior e me virei de costas para ele rebolando até o chão, próxima da cadeira dele e depois me afastando mais. Eu comecei a dançar de acordo com a música.

Em “Fight the feeling (fight the feeling)” (Lute contra o sentimento (lute contra o sentimento).) eu apoiei meus antebraços na minha cabeça mexendo meu quadril para a direita com sensualidade, ficando em uma pose ousada. Depois me virei para ele e caminhando lentamente inclinei o tronco para frente flexionando os joelhos e depois me erguendo novamente, fazendo com que apenas alguns fios do meu cabelo ficassem sobre o meu rosto. Eu notei que as pessoas estavam se afastando de mim e do Nathaniel, formando uma roda ao nosso redor e me dando mais espaço para dançar para ele. Eu olhei para ele sedutoramente, eu não sei mesmo explicar qual era a expressão do Nathaniel, apenas sabia que ele estava surpreso e parecia satisfeito.

Em “Leave it alone (leave it alone)” (Deixo-o sozinho (deixo-o sozinho) ) eu juntei minhas duas mãos jogando meus braços da esquerda para a direita. Em “Cause if it ain't love” (Porque se não for amor) eu fiquei de lado dançando e enterrei minha mão direita em meus cabelos enquanto a minha mão esquerda subia pela minha coxa levantando levemente o meu vestido enquanto eu me movimentava sensualmente. Eu pude notar que os olhos do Nathaniel estavam cravados na minha coxa enquanto eu levantava um pouco o meu vestido. Em “It just ain’t enough to leave my happy home (my happy home)” (Não é o bastante para deixar meu lar feliz (meu lar feliz) ) eu coloquei meu pé direito do lado dele em cima da cadeira e depois tirei, ficando com a minha perna direita do lado da cadeira e flexionando minha perna esquerda e apoiando assim, meu joelho no espaço da cadeira no meio das pernas do Nathaniel e inclinando meu tronco para frente, deixando meu rosto muito próximo do dele, apenas sorrindo e balançando meus ombros com meu tronco.

Em “Let's keep it friendly (let's keep it friendly)” (Vamos manter a amizade (vamos manter a amizade) ) eu estiquei minha perna esquerda e a coloquei do lado do corpo dele, assim, sentando no colo dele de frente para ele. Eu pude senti-lo dessa forma, mesmo não colocando todo o meu peso sobre ele. Eu deslizei a minha mão direita do abdômen dele até a barra das calças dele e depois de afagá-lo nessa região eu subi novamente a minha mão indo até o pescoço dele. Em “You have to play fair (you have to play fair)” (Você tem que jogar limpo (você tem que jogar limpo) ) eu segurei as mãos dele e as acariciando as coloquei na minha cintura, fazendo com que ele sentisse minhas curvas e o envolvi pelo pescoço. Em “See I dont care” (Olhe, eu não me importo) eu deslizei minhas mãos da nuca até os braços dele enquanto inclinava o meu tronco para trás e depois me segurei nos braços dele me impulsionando para frente novamente e batendo meu corpo contra o dele, deixando nossas testas coladas. Eu tive que prender um gemido e aparentemente ele também. Céus... Ele estava muito excitado. Eu via desejo nos olhos dele, a respiração dele era descontrolada, além do grande volume em que eu estava sentada.

Em “But I know She ain't gonna wanna share” (Mas eu sei que ela não vai querer dividir) eu, ainda sentada no colo dele, segurei a nuca dele com a mão direita, o arranhando levemente com minhas unhas e acariciando com meus dedos enquanto a minha mão esquerda descia pelo braço direito dele novamente, mas agora até a mão dele. Eu o olhava nos olhos enquanto balançava levemente meu quadril sobre ele, que mordia o lábio inferior prendendo gemidos. Aquilo era gostoso demais. Eu segurei a mão direita dele, entrelaçando nossos dedos e saí de cima dele o puxando para dançar comigo. Embora eu tivesse dançado aquela parte da música, eu não queria dividi-lo com outra de jeito nenhum. Eu queria que ele fosse só meu, como eu sempre fui só dele.

Enquanto dançávamos o refrão da música, as pessoas continuavam afastadas nos observando. Eu comecei a rebolar de costas contra o Nathaniel, que segurava forte na minha cintura, me puxando para mais perto dele. Meus olhos correram pelas pessoas que nos rodeavam e eu avistei a Lindsay, que praticamente me matava com os olhos. Sorri vitoriosa para ela e me virei de frente para o Nathaniel, o envolvendo pelo pescoço e sorrindo para ele, que me puxava para mais perto dele, colando nossos corpos. Eu amava ver aquela expressão de prazer no rosto dele. Ele ainda continuava muito excitado, não tinha como não notar. – Acho que agora a Lindsay vai parar. – eu disse baixo perto do ouvido dele e olhei para o rosto dele. Ele sorriu para mim aquele sorriso malicioso que eu amo.

- Tudo isso foi só por causa da Lindsay? – ele perguntou ainda sorrindo enquanto dançávamos.

- Sim. – eu respondi um pouco intimidada, tinha alguma coisa nos olhos dele que me fez estremecer.

- Tem certeza? – ele perguntou com a voz rouca perto do meu ouvido e depois mordeu o lóbulo da minha orelha.

- Sim. – eu respondi agora sorrindo meiga. Eu tentei fingir que não estava do mesmo jeito que ele. Ou seja, excitada. Ele apenas sorriu malicioso para mim.

Nós continuamos dançando. As pessoas foram aos poucos deixando de nos rodear. Ficamos dançando por muito tempo, mas depois voltamos para os nossos lugares na mesa, ou melhor, o nosso lugar, já que ele insistia que eu sentasse no colo dele e eu aceitava com todo o prazer.

Logo que chegamos à mesa a Cheryl veio para a mesa também. Ela parecia um pouco irritada. Eu ia perguntar o que tinha acontecido, mas o Nathaniel se adiantou.

- O que aconteceu, Cherry? – ele perguntou. A Cheryl olhou para o centro do Ginásio, onde o Nikael dançava com algumas garotas.

- Aquilo aconteceu. – ela respondeu. – Você tinha razão Nate. Ele tentou passar a mão em mim. – ela continuou. Eu arregalei meus olhos.

- Ele o quê? – eu perguntei rapidamente. Eu não acreditei.

- Ele tentou apertar meu bumbum. E ainda disse que foi sem querer. – ela continuou ainda irritada.

- Eu te avisei. – o Nathaniel falou. A Cheryl não disse nada. Aquela frase servia para mim também.

- Me desculpa por não ter acreditado em você quando disse que ele tocou em mim de propósito. – eu disse olhando para o Nathaniel. Ele me abraçou mais forte e sorriu para mim.

- Tudo bem, Am. – ele disse me admirando. Eu sorri para ele. A Cheryl ficou nos olhando confusa.

- O Nikael tocou no meio seio e disse que foi sem querer. O Nathaniel me avisou, mas eu... – eu não terminei. Ela pareceu surpresa.

- Eu vou buscar outra bebida. – a Cheryl se levantou.

- Eu vou junto com você. – eu disse me levantando do colo do Nathaniel. Eu beijei o rosto do dele, que sorriu para mim. – Eu já volto. – eu disse a ele.

- Amy, onde aprendeu a dançar daquele jeito? – a Cheryl me perguntou enquanto íamos até a área das bebidas.

- Eu não sei. Acho que fui aprendendo inconscientemente. – eu disse. Eu realmente não sei onde aprendi a dançar assim. Ela sorriu.

- Dançou muito bem. – ela me elogiou. – Ou melhor, os dois dançaram. – completou.

- Obrigada. O que aconteceu com seu braço? – eu perguntei. O braço dela estava machucado.

- Eu briguei com uma garota. – ela respondeu. – Mas ela saiu bem pior do que eu. É provável que ela tenha que fazer uma cirurgia porque eu tenho quase certeza que o silicone dela rompeu. – ela continuou me fazendo rir.

- E por que brigaram? – eu perguntei.

- Digamos que eu estava recuperando a honra de uma amiga. – ela disse e sorriu. – Duas doses duplas de Tequila. – a Cheryl pediu ao Logan e depois ficou o encarando. – Logan? – ela perguntou baixo como que para si mesma.

- Tudo bem, Cheryl? – eu perguntei a ela que ainda encarava o Logan, o qual preparava as bebidas. Ela não me respondeu. Ela não parecia bem.

- Eu... – ela apenas começou a falar.

- Aqui as bebidas. – ele disse entregando-nos as bebidas. – E bela dança, Amy. – ele sorriu para mim. Eu agradeci. Pegamos as bebidas. A Cheryl ainda não parecia bem.

- Cheryl, por que você está assim? – eu perguntei preocupada.

- Eu o conheço. – ela disse olhando para baixo e sorrindo sem humor.

- Conhece o Logan? – eu perguntei.

- Sim, ele foi a minha primeira paixão. – ela respondeu me deixando surpresa.

Nós logo chegamos à nossa mesa novamente e eu não quis perguntar mais nada para ela, eu não queria ser indelicada. O Simon estava lá conversando com o Nathaniel quando chegamos.

- Ele é legal? – a Cheryl perguntou para o Nathaniel enquanto apontava para o Simon. Ele olhou sério para ela e não disse nada. Eu entendo, ela tinha feito isso para irritar o Nathaniel.

- Ele é legal, Cheryl. – eu disse a ela. Ela sorriu.

- Quer dançar comigo? – A Cheryl perguntou ao Simon.

- É claro, senhorita. – ele respondeu se levantando.

- Pode me chamar de Cherry. – ela disse segurando a mão dele e o puxando para o centro do Ginásio.

Depois de um tempo, a hora de anunciar o rei e a rainha do baile chegou.

- Agora eu peço que as pessoas que eu chamar venham até o palco para anunciarmos o rei e a rainha do baile. – era um dos organizadores da festa que falava ao microfone. – Lindsay Abrans. – eu vi a Lindsay atravessando o Ginásio toda sorridente, como se já tivessem anunciado que ela era a rainha. – Nathaniel Collins. – eu sorri olhando para ele e saí do colo dele.

- Vai lá, rei do baile de Outono. – eu disse para ele que sorriu de canto para mim e se levantou, indo em direção ao palco.

O organizador continuava com a chamada.– Megan Turner. – era a melhor amiga da Lindsay. – Roger Mitchell. – eu vi o acompanhante da Lindsay caminhar até o palco. – Henry Wood. – era um garoto novo no colégio, mas ele já era bem popular entre as garotas. – Amy Hansen. – eu ouvi mal, só pode ser. – Amy Hansen? – o organizador perguntou e eu me levantei, indo até o palco. Quando eu cheguei lá fiquei do lado direto da Megan. A Lindsay estava do lado esquerdo dela e olhou para mim com ar de repulsa. Na minha frente, do outro lado do palco estava o Nathaniel, que sorria malicioso para mim. Aquele sorriso dele me fez ficar corada.

- E agora... – o organizador continuava, abrindo agora um envelope. – O rei do baile de Outono é... – ele fez uma pausa dramática. – Roger Mitchell... – ele anunciou. O Roger foi ser coroado, mas o organizador prosseguiu. –... Não é você. – todos no Ginásio riram com a expressão de raiva do Roger em relação à descontração do organizador. – Nathaniel Collins! – o organizador exclamou. O Nathaniel sorriu de canto olhando para mim e o organizador o coroou. – E agora... O momento mais esperado da noite... Quem dessas lindas garotas será a rainha do baile? – ele apontou para nós. — Saberemos agora mesmo. – ele continuou. – A rainha do baile de Outono é... – a Lindsay já ajeitava o cabelo e levantava os seios. Aquilo me deixou enojada. -... Amy Hansen! – o organizador prosseguiu. Devia ser outra descontração. Mas eu notei que era real quando o organizador veio até mim e me coroou. — Também... Depois daquela dança... – ele disse sorrindo enquanto me coroava. Eu apenas sorri. A Lindsay saiu do palco batendo os pés com um ódio quase palpável. Eu tive que rir vendo a cena. – Eu queria pedir que todos dessem espaço para que o rei e a rainha do baile possam dançar.

O Nathaniel se aproximou de mim estendendo a mão. — Me daria à honra de uma dança, Amy Hansen? – o Nathaniel perguntou como na festa de bodas dos meus pais.

- É claro. Por que não? – eu o respondi como na festa de bodas dos meus pais. Nós dois sorrimos. Ele me conduziu até o meio do Ginásio. A música “Far away” do “Nickelback” tocava. ( http://letras.mus.br/nickelback/286115/traducao.html ) nós começamos a dançar aquela música lenta enquanto todos nos olhavam. Eu estava muito feliz e não saberia explicar o quanto.

- Você é perfeita, Am. – o Nathaniel disse olhando nos meus olhos no meio da nossa dança. Eu o envolvi pelo pescoço, acariciando a nuca dele e quando ele aproximou o rosto dele do meu para me beijar eu encostei minha cabeça no peito dele. Eu queria beijá-lo, eu queria abraçá-lo, eu o queria. Mas eu não podia beijá-lo no colégio, provavelmente ele tinha feito a aposta com alguém do colégio, e por isso, nada poderia acontecer entre nós lá. Eu o senti beijando a minha cabeça e sorri o envolvendo mais apertado. Ele também me envolveu mais forte pela cintura. Quando a nossa música acabou, os outros casais foram para o meio do Ginásio dançar as músicas lentas. Eu e o Nathaniel continuamos dançando da maneira em que estávamos. Aquele era o momento mais lindo da minha vida.


P.O.V. Nathaniel


Eu não a entendia. Ela parecia sentir o mesmo que eu, mas quando eu me aproximava dela, ela sempre se afastava. Eu tentei beijá-la enquanto dançávamos, parecia o momento perfeito, mas ela como sempre virou o rosto, não permitindo que eu a beijasse. Eu queria que ela entendesse o quanto eu a amava, mas parecia impossível, até mesmo porque eu já havia dito para ela o que eu sentia. Depois que nós dançamos, voltamos para a nossa mesa e eu pedi para a Amy sentar no meu colo novamente. Eu gostava de tê-la tão próxima de mim, me fazia pensar que ela era minha. O Simon e a Cheryl buscaram bebidas para nós e continuamos conversando. Eu ficava feliz a vendo se arrepiar e estremecer enquanto eu acariciava o braço dela e em alguns momentos beijava o pescoço dela de lado. Ela olhava para mim e sorria meiga beijando minha testa devagar. O Simon e a Cheryl chegaram com as bebidas, que tomamos rapidamente. Eu disse para a Amy não beber tanto, mas ela alegou que não fica bêbada facilmente. Mesmo assim, eu não queria que ela bebesse mais.

- Já está tarde, não é? – a Amy me perguntou.

- São 04h56. – a Cheryl respondeu olhando para o relógio no pulso dela.

- Você quer ir embora, Am? – eu perguntei a ela ajeitando o cabelo dela, que caía sobre seus ombros.

- Só se você quiser. – ela disse normal.

- Vamos, então. – eu disse beijando o pescoço dela novamente. Eu sabia que ela queria ir embora. Ela sorriu para mim e se levantou do meu colo. Eu me levantei da cadeira e a envolvi pela cintura com meu braço direito. – Vocês vão ficar aqui? – eu perguntei para a Cheryl e o Simon.

- Se o Simon ficar... – a Cheryl falou olhando para o Simon. O Simon afirmou com a cabeça. –... Então eu fico. – ela continuou. – Até mais, pessoas. – a Cheryl se despediu de mim e da Amy. O Simon acenou se despedindo também enquanto bebia.

- Até mais. – eu e a Amy dissemos praticamente juntos e saímos do Ginásio. Eu ainda envolvia a Amy pela cintura e ela colocou a mão dela sobre a minha, entrelaçando nossos dedos. Eu olhei para as nossas mãos e sorri. Nós caminhávamos devagar pelo jardim e depois de pouco tempo chegamos até a frente do colégio, onde estava o meu carro. Eu abri a porta para ela e fiz a volta para entrar no mesmo. Conversamos o trajeto inteiro até a nossa rua, ela parecia tão feliz quanto eu. Mas eu não queria que a noite acabasse assim, sem que nem mesmo eu a tivesse beijado.

- Eu me diverti muito, Nathaniel. – ela disse sorrindo para mim enquanto tirava o cinto de segurança. Eu sorri.

- Eu fico muito feliz que tenha se divertido, Am. – ela sorria tímida, ainda mais linda.

- Muito obrigada, Nathaniel. Vejo-te amanhã? – ela perguntou me olhando nos olhos.

- É claro, Am. – eu respondi a ela. Eu tinha raiva de mim. Eu tinha que arriscar, mesmo que ela já tivesse me rejeitado. Eu a amava e ela tinha que saber o quanto. Ela foi abrir a porta para sair do carro, mas eu a impedi. – Espera, Am. – eu me virei de frente para ela e coloquei a minha mão esquerda sobre a dela. Ela olhou para nossas mãos e depois para mim. – Eu quero que você saiba... – eu me aproximei dela segurando a mão dela e olhando-a nos olhos. -... Que eu te amo... – eu disse acariciando o rosto dela com a minha mão direita, colando nossas testas e olhando para os lábios dela. -... Mas não é só como amigo. – eu disse e olhei nos olhos dela e depois novamente para os lábios dela, os quais eu beijei devagar, saboreando-os lentamente.

As mãos dela seguraram meu rosto e ela correspondeu ao beijo, acariciando os meus lábios com os dela. Eu cheguei meu corpo mais perto do dela e abri mais os lábios dela com a minha língua, ela me concedeu maior espaço no nosso beijo, também acariciando a minha boca com a língua dela em movimentos calmos. Nós não tínhamos pressa, mas eu a queria mais a cada momento e tornava o nosso beijo mais desesperado, a envolvendo pela cintura e a puxando para mais perto de mim. A língua dela acariciava a minha e eu a desejava mais a cada toque delicado que ela me proporcionava.

A mão direita dela agora acariciava a minha nuca, ela sabia como me deixar totalmente excitado. Meu corpo já pulsava por ela, eu precisava tê-la. Trouxe-a para ainda mais perto de mim, colando os nossos corpos e deixando o nosso beijo mais urgente. Os lábios dela pareciam mais doces a cada segundo, eu os apreciava e me deliciava neles, há muito tempo eu queria beijá-la. Minhas mãos que a envolviam pela cintura agora deslizavam pelo corpo dela, acariciando-a com cuidado. A mão direita dela acariciava a minha nuca enquanto a mão esquerda dela me acariciava e as unhas dela arranhavam muito levemente as minhas costas enquanto ela também me puxava para mais perto dela. Mesmo que estivéssemos com nossos corpos colados, eu sentia como se estivéssemos distante, eu a queria mais perto, muito mais perto. Minhas mãos a puxaram mais e ela foi se ajeitando sobre mim no carro, sentando no meu colo, de frente para mim. Nós dois gememos contra os lábios um do outro com o impacto do corpo dela sobre o meu membro.

- Eu também te amo, Nathaniel. – ela disse se afastando e olhando nos meus olhos respirando ofegante e com os lábios avermelhados do nosso beijo, tudo isso a tornava ainda mais desejável. Eu sorri a admirando e a beijei ainda mais desesperado pelos lábios dela. Minhas mãos corriam da cintura dela, passando pelo quadril e pelas coxas dela, as quais eu apalpava e massageava, apertando-as com vontade, mesmo sobre o tecido do vestido dela. Ela erguia mais o tronco dela sobre mim enquanto nos beijávamos, fazendo com que eu me encostasse ao banco do carro. As mãos dela deslizaram do meu pescoço até minha camisa, a qual ela começou a desabotoar devagar. Minha mão direita foi para os cabelos dela, minha mão esquerda a alisava pela lateral do corpo dela e eu dirigi a minha boca ao pescoço dela, o qual eu chupava, lambia e mordia de leve. O gosto da pele dela era adocicado, ela era deliciosa. Quando ela abriu completamente a minha camisa eu senti as mãos dela me acariciando e arranhando suavemente, aquilo me deixava ainda mais excitado.

Eu parei de beijá-la quando ela se inclinou e começou a beijar o meu pescoço e mover o quadril dela sobre mim. Ela gemia contra o meu pescoço e eu tentava prender gemidos altos. Eu respirava ofegante, eu nunca tinha me sentido tão bem e tão intensamente excitado antes. O prazer que eu sentia era muito grande, ela se movimentava cada vez mais ousada sobre o meu membro, me fazendo gemer rouco perto do ouvido dela. O desejo que eu sentia era potencializado pelos gemidos dela, que eram excitantes e sensuais. Ela lambia o meu pescoço e eu me perdia em luxúria. Minhas mãos se infiltraram no vestido dela e eu a descobria enquanto minhas mãos subiam pelas coxas dela, as quais eu apertei agora descobertas. Ela beijou meus lábios novamente, ainda se movimentando sobre meu membro. Ela gemeu ainda mais alto contra meus lábios quando subi minhas mãos até o bumbum dela e o apertei depois de apalpá-lo. Eu gemi juntamente com ela, o bumbum dela era durinho, como a Amy era gostosa...

Eu a beijei ainda mais selvagem, ela expressava muito prazer, assim como eu. – Minha perfeita. – eu disse perto do ouvido dela, logo mordendo o lóbulo da orelha dela. Ela começou a lamber o meu pescoço novamente, ela estava me proporcionando o maior prazer da minha vida. Eu a amava tanto e a desejava como nunca tinha desejado nenhuma outra mulher antes. Ela continuava se movendo sobre mim e me fazendo gemer. — Amy... – eu gemia o nome dela.

- Nathaniel... – ela gemia assim como eu. –... Eu... – ela continuava entre nossos beijos. -... Te amo. – ela disse e gemeu alto depois de chocar nossas intimidades com maior intensidade. As nossas roupas estavam atrapalhando, eu queria poder tocá-la completamente, vê-la totalmente nua e dar a ela muito prazer com meus toques. Mas depois de um tempo ela parou de se mover sobre mim e de me beijar.

- Am... – eu segurei o rosto dela com minhas duas mãos e a observei... Ela estava desmaiada. Eu sorri sem humor. – Eu disse para não beber tanto, Am. – eu sorri a admirando em meus braços. Eu ajeitei os cabelos dela, tirando-os do seu lindo rosto e a deitei em meus braços. – Eu te amo, minha perfeita. – eu beijei a testa dela. Eu me lembrei que ela disse que meus futuros sogros e o meu futuro cunhado não estariam em casa e por isso a chave estava com ela, a chave que o Simon mostrou que estava na bolsa dela. Eu peguei a bolsa da Amy com ela em meus braços e saí do carro, fechando a porta do carro e a levando até a casa dela. Eu peguei a chave que estava dentro da bolsa e abri a porta, adentrando a casa da Amy com ela em meus braços. Fechei a porta novamente e subi a escada com a mulher que eu amava em meus braços. Eu abri a porta do quarto dela e a deitei de lado na cama dela. A pulsação e a respiração dela estavam normais, eu apenas abri um pouco do vestido dela para que ela pudesse respirar à vontade, mas confesso que fiquei tentado a abri-lo completamente.

Ela estava tão linda daquele jeito... Eu tirei alguns fios do cabelo dela que insistiam em cair sobre seu rosto e beijei novamente a testa dela. Fiz a volta na cama dela e me deitei do lado dela, de modo que ela ficava de costas para mim. O rádio do quarto dela estava ligado,mas eu não o desliguei ( a música que tocava à http://letras.mus.br/sleeperstar/1771214/traducao.html ). A olhar assim me fazia pensar em tudo o que havia acontecido e fazia com que eu percebesse que eu não a merecia. Eu pensava que não poderia amá-la mais, mas ela sempre me mostrava que eu estava errado. Ela me surpreendia e me fascinava. Aquela garota tímida e ingênua que eu amava também conseguia ser a mais ousada e sensual que eu conhecia. Eu jamais imaginaria que ela dançaria para mim e muito menos que sentaria no meu colo no meio da dança. Dizer que ela me deixou muito excitado é, com toda a certeza, pouco. Eu estava louco por ela. Ela era perfeita e eu... Era o homem que mais a tinha ferido. E apesar de tudo... Ela ainda me amava. E eu não sabia o porquê. Ela era a mulher mais maravilhosa que eu conhecia, a única que eu já tinha amado. E mesmo assim, eu a tinha traído e ainda não tinha me desculpado. Talvez essa fosse a hora.

- Me desculpe, Am... – eu disse colocando a minha mão sobre o braço dela e a acariciando. -... Eu te fiz sofrer e eu me odeio por isso. – eu continuei pensando em quanto eu já havia a magoado. – Eu nunca amei tanto alguém como eu te amo, Am. Mas mesmo assim eu errei com você, eu te traí. — eu disse sentindo o peso daquelas palavras e me lembrando nitidamente do que eu havia feito. Eu era desprezível. – Eu sei que eu não te mereço e nunca vou merecer. Desculpe-me por não coragem de te dizer isso enquanto você está acordada, mas eu não quero pensar que você não vai me perdoar. Eu sei que eu sou egoísta por não te deixar, mas eu não posso te perder, Am. – eu senti uma lágrima escorrer pelo meu rosto, a qual caiu sobre o braço da mulher que eu amava. Eu sequei meu rosto e o braço da Amy. – Desculpe-me, minha perfeita. – eu disse beijando a cabeça da Amy demoradamente e me ajeitando na cama, abraçando-a por trás e segurando a mão esquerda dela com a minha, entrelaçando nossos dedos. – Eu prometo que vou fazer de tudo para te fazer feliz a partir de agora... Eu te amo, Amy. – ter a Amy em meus braços era a melhor coisa que já tinha me acontecido. Eu cumpriria a minha promessa. Eu faria de tudo para fazê-la feliz.

Notas finais
E aí?! Gostaram do Cap?! Como sempre, espero que sim. ^^
Eu achei o Nathaniel tão fofinho no final... Eu queria ser a Amy. Mas não dá, né? :/
Se puderem me mandar review para eu saber o que vocês acharam eu vou ficar muito feliz. *----*
Eu já agradeço à todos vocês, meus lindos. Muito obrigada de coração!
---> Dicas mais do que perfeitas <---
Te Beijar Ou Te Matar: https://fanfiction.com.br/historia/250509/Te_Beijar_Ou_Te_Matar_Segunda_Temporada
-Dica de leitura nova- When I See Your Face: https://fanfiction.com.br/historia/255061/When_I_See_Your_Face.
Leiam essas fics maravilhosas... Sei que não irão se arrepender!
Beijos, meus amores! *----*