Que O Jogo Comece...

39 Seu triste passado


Notas iniciais
Oie leitores lindos do meu coração! *----*
Sempre atrasada eu , não? kk' Peço desculpas, como sempre. Acho que vocês até já estão acostumados com isso, não é?
Eu queria agradecer à todos pelos reviews, me deixam muito feliz mesmo, vocês não fazem ideia. *--------*
Bom, esse Cap. na minha opinião é bem triste, já que eu chorei pacas enquanto escrevia. Mas eu sou muito emotiva, então...
O Cap. é inicialmente P.O.V. Nathaniel e depois P.O.V. Amy e eu espero do fundo do meu coração que gostem. ^^
Então... Boa leitura, meus lindos! ^^

P.O.V Nathaniel,

Acordei-me quando a Amy se movimentou na cama, já que eu ainda a abraçava. Eu sorri, ela já parecia bem. — Bom dia, Am. – eu beijei o rosto dela. Ela se virou para mim e eu fui beijá-la, mas ela virou o rosto. Eu não entendi a ação dela, já que no dia anterior estávamos tão à vontade juntos.

— O que aconteceu Nathaniel? – é claro, ela tinha desmaiado. É normal que esteja confusa.

— Você desmaiou, Am. – eu sorri aliviado. – Eu disse para não beber tanto. – eu sorri ainda mais vendo aquela expressão confusa no rosto dela, o qual eu comecei a acariciar.

— Nathaniel, essas marcas no seu pescoço... – ela começou e eu sorri. Ela parecia um pouco intimidada.

— Não se preocupe, Am. Cada uma delas valeu muito à pena. – eu sorri e cheguei mais perto dela. – E, aliás... Você também tem. – eu beijei com cuidado a pele arroxeada dela. Ela não poderia ter notado as marcas até aquele momento. Ela se levantou da cama e se dirigiu ao espelho do quarto dela. Assim ela observava as marcas no pescoço dela enquanto eu a seguia e logo e abracei por trás, apoiando o meu queixo no ombro direito dela. – Continua linda... – eu beijei novamente o pescoço dela. Só eu sei a satisfação que eu tinha em saber que eu a tinha deixado daquele jeito com meus beijos.

— Não, Nathaniel. – ela se afastou de mim. Eu às vezes não a entendia. – O que aconteceu ontem? – ela parecia não saber mesmo. Eu não esperava por isso.

— Você não se lembra, Am? – eu continuei meio confuso.

— Não. – ela também parecia confusa. – Quem fez essas marcas no seu pescoço, Nathaniel? – ela continuava da mesma forma. Eu sorri.

— Não lembra mesmo, Am? – se era esse o caso eu poderia lembrá-la repetindo o que tínhamos feito na noite anterior. Eu me aproximei dela e comecei a lamber o pescoço dela devagar. Eu sorri quando a vi fechar os olhos pelo reflexo no espelho e depois me dar mais acesso ao pescoço dela, que tinha aquele gosto doce que eu amava provar. Ela suspirava sem parar, era muito bom vê-la daquele jeito, me excitava.

— Não. – ela disse enquanto eu beijava o pescoço dela.

— Tem certeza? – eu perguntei e mordi o pescoço dela de leve. Ela afirmou com a cabeça, eu sorri contra a pele dela. – Foram feitas por uma garota perfeita... Aliás, eu já disse que você é perfeita, Am? – eu continuei beijando o pescoço dela, mas agora acariciando as laterais do corpo dela também. Eu a queria como na noite anterior, eu a desejava. Eu a acariciava e lentamente minhas mãos subiam e desciam pelo corpo dela, eu queria tocá-la completamente, mas ela se afastou de mim novamente.

— Eu... ? – ela estava mesmo admirada.

— Você fez as marcas em mim, Am. Não lembra mesmo? – eu não conseguia entender.

— Não. – como ela não se lembrava do melhor momento que tivemos? Como ela não se lembrava do melhor momento da minha vida?

— Então... Não se lembra de quando eu disse que te amo... – eu me aproximei dela e coloquei uma mecha do cabelo dela atrás da sua orelha. Ela fechou os olhos. -... E que não é só como amigo? – ela abriu os olhos novamente e eu fiquei os admirando... Ela se lembrava, eu tenho certeza. Eu via nos olhos dela. Talvez estivesse com medo... Ou... Bêbada demais na noite anterior para ter cometido o erro de ter dito que me amava. – Não se lembra de dizer que me amava também? – eu levei a mão dela até o meu peito. Eu não queria pensar na possibilidade de que ela não queria o que aconteceu entre nós. – E que nos beijamos... – eu a beijei como a tinha beijado na noite anterior. – E que nos acariciamos... – eu a acariciei novamente, a sentindo e apreciando. Ela suspirava com meus toques e eu a beijava entre os suspiros dela. Eu a senti respirar fundo quando eu toquei no quadril dela, ela poderia estar com medo, eu não queria forçá-la a nada. Só queria que ela fosse minha, eu esperaria o tempo necessário para tê-la totalmente, mas eu a queria como minha namorada. – Eu quero você toda para mim, Am... Quero que seja minha, minha namorada. – eu disse a ela entre beijos, já que eu não queria parar de beijá-la e acariciá-la daquela forma.

— Eu não posso, Nathaniel. – ela se afastou de mim mais uma vez e ficou agora de costas para mim. A voz dela estava do jeito que sempre ficava quando ela iria chorar. Eu tinha ficado chateado por não tê-la ouvido dizer que queria ser minha, mas eu estava ainda mais preocupado com ela.

— Não pode, Am? – eu precisava entendê-la, eu queria saber o que estava acontecendo. Ela parecia gostar quando eu a beijava ou acariciava, os sorrisos dela eram sinceros, mas quando eu me aproximava ela sempre se afastava.

Ela se virou para mim com o rosto um pouco vermelho, como se estivesse a ponto de chorar. – Eu preciso de um tempo. – ela disse muito baixo. Eu não acreditei.

— Um tempo, Am? – eu automaticamente baixei a cabeça sorrindo sem humor. Mais uma vez rejeitado. – Quanto tempo? – eu perguntei sem olhar para ela.

— Eu não sei... – eu não a deixei terminar. Ela não parecia estar melhor do que eu estava.

— Tudo bem. Quanto tempo você precisar. – eu me aproximei dela, mesmo sendo difícil para mim, eu tinha que dar tempo a ela. Mas ia ser tão difícil ficar longe dela... Não poder beijá-la, tocá-la... – Mas eu preciso de um último beijo seu, Am. – eu disse olhando nos olhos dela que estavam cheios de lágrimas e depois para os lábios dela, os quais eu beijei como se fosse a última vez que eu os iria beijar. Talvez fosse. Eu senti as lágrimas dela molhando as minhas mãos. Eu as enxugava enquanto acariciava o rosto dela. Eu a beijei como nunca antes, eu a amava, eu queria que ela percebesse que isso era verdade. Eu não queria parar de beijá-la, mas em algum momento eu teria. Eu afastei meus lábios dos dela, mesmo relutante. – Eu vou sentir sua falta, Am. – eu disse olhando nos olhos dela, que ainda estavam cheios lágrimas e beijei a testa dela por um longo tempo. – Até logo, Amy. – era triste para eu ter que deixar a mulher que eu amava sozinha naquele estado. Mas eu a respeitava, e se ela queria um tempo sozinha, eu daria a ela quanto tempo fosse necessário, mesmo que eu sofresse longe dela.

Eu saí da casa da Amy e fui até a minha casa. Entrei no meu quarto e peguei uma toalha, logo me dirigindo ao banheiro. Tomei um banho muito demorado, eu não queria pensar, só sentir a água cair sobre mim. Mas eu não conseguia, eu ainda sentia o gosto dela nos meus lábios, o perfume dos cabelos dela... Eu não conseguia esquecer. Ela havia me rejeitado de novo. Eu nunca soube como lidar com isso. Mas eu iria esperá-la, eu estava ansioso para tê-la nos meus braços outra vez.

Saí do banho e depois de me enxugar e me vestir me deitei na cama, como eu estava fazendo ultimamente. Eu ficava pensando nela enquanto olhava para o teto.

Eu fiquei o dia todo pensando na Amy.

Na segunda-feira eu me acordei tarde como normalmente. Desci e almocei. Surpreendentemente conversei com meu pai na hora do almoço e depois subi ao meu quarto novamente para me arrumar para o colégio. Quando eu saí de casa e fui até o meu carro a Amy já tinha saído de casa, já que ela ia caminhar até o colégio porque queria ficar sozinha. Eu senti falta da companhia dela, do sorriso dela, da voz dela. E só fazia um dia que aquilo tinha acontecido. Só ela me deixava assim.

Eu cheguei no colégio e pouco depois o Tyler veio me atormentar.

— Pelo baile eu diria que está conseguindo cumprir a aposta, não é? – ele começou rindo. Eu não disse nada. – Mas, se eu fosse você, Nate, eu ficaria mais atento. – ele continuou rindo. Ele estava sabendo de alguma coisa.

— Por quê? – foi o que eu perguntei. Ele sorriu largo.

— A Amy ficou muito popular no colégio depois daquela dança. Tanto que ela virou a rainha do baile. Aliás, ela estava muito gostosa com aquele vestido... – eu segurei a gola da camisa dele, ele conseguiu me irritar.

— O que disse? – eu perguntei o levantando pela camisa. Ele continuou sorrindo. Era isso o que ele queria. Irritar-me.

— A Amy estava bonita com aquele vestido. – ele retificou. Eu o soltei. – Todos repararam nela. – ele sorriu mais largo ainda. – Alguns até me disseram que tem como meta agora transar com a Amy. Eles ficaram ainda mais animados quando eu disse que ela era virgem. Já que até agora você não conseguiu nada, não é Nate?- ele saiu sorrindo vitorioso. – Você tem menos de duas semanas! – ele gritou se afastando.

A aula passou devagar, eu estava ansioso para pelo menos vê-la no intervalo. Quando este chegou eu comecei a caminhar pelo colégio até que a encontrei deitada na rampa das quadras perto de uma árvore, onde antes eu ficava com ela em meus braços. Eu sorri a admirando, ela estava linda como sempre, escutando música com os fones de ouvido. Eu vi alguns garotos se aproximarem dela e sorri ao vê-la rejeitá-los. Minha perfeita...

Quando a aula acabou eu voltei para casa no meu carro e vi a Amy sentada na varanda dela como no primeiro dia que a vi, quando nos mudamos. Ela estava do mesmo jeito com os fones de ouvido e com um caderno e uma caneta em mãos parecendo bem submergida no que escrevia. Ela me olhou da mesma forma que no primeiro dia que me viu, com certa timidez que a deixava ainda mais linda. Eu sorri para ele acenando com a cabeça e ela acenou tímida para mim e tentou se concentrar no que escrevia novamente, mas sem sucesso como antigamente, ela não tinha mudado nada. Como eu não tinha percebido a garota maravilhosa que ela é quando fiquei com ela pela primeira vez? Provavelmente as coisas estariam diferentes se eu não a tivesse magoado tanto, provavelmente essa hora eu estaria ali do lado dela, abraçando-a.

P.O.V. Amy

Era difícil lidar com o que eu tinha feito. Estar afastada dele me torturava, mas eu não conseguia decidir. E vê-lo um dia depois que eu pedi um tempo a ele do mesmo jeito do dia que eu o conheci só fez tudo piorar. Eu me senti com treze anos novamente, exatamente como no dia em que o conheci. Sentir o meu coração parar e depois acelerar da mesma forma, ver o mesmo sorriso nos lábios dele ao olhar para mim, isso me torturava. Eu nem mesmo consegui voltar a prestar atenção no trabalho que eu estava fazendo, como no primeiro dia que o vi, meus olhos o seguiram com discrição, o admirando como se nunca o tivesse visto antes. Ele continuava lindo como quando o conheci ou até mais do que antes.

Ele era tudo para mim, mas eu tinha que pensar no meu bem-estar. Eu não conseguia me convencer se era real ou não. Eu nunca poderia saber ao certo os sentimentos dele. Eu o amava tanto... Parecia que eu estava afastada dele há uma eternidade, embora fosse apenas um pouco mais de uma semana. Sim, mais de uma semana já havia se passado desde que eu pedi um tempo a ele. Já era dia vinte e três de Maio, quarta-feira. Eu sentia saudade dele. Era pior do que há quatro anos. Eu sentia saudade de cheiro dele, dos toques dele, de vê-lo, de ouvir a voz rouca dele, do gosto dos lábios e da pele dele. Eu precisava dele muito mais agora e isso me preocupava. Eu fantasiava com ele, o imaginava me beijando, abraçando... E até mais do que isso. Eu estava me sentindo totalmente sozinha. A Jen sabia de tudo e sempre tentava me animar, mas era impossível. Eu o queria e só ele.

Eu nem mesmo comia direito, eu não sentia fome. Minha mãe me obrigava a comer e me perguntava o que estava acontecendo. Mas eu não queria falar, então eu sempre mudava de assunto. Eu chorava no meu quarto todas as noites e às tardes, depois que eu voltava do colégio, já que eu o via e não sabia como e muito menos o que falar com ele. Eu via algumas garotas o cortejando no colégio e só eu sei como eu ficava feliz quando ele as dispensava.

Depois do baile também pessoas que eu nem mesmo conhecia vinham falar comigo e alguns garotos me chamavam para sair, eu sempre os dispensava sem pensar duas vezes, eu sabia exatamente quem eu queria. Eu sentia falta do Nathaniel, tanta...

Às vezes eu via o Nathaniel um pouco antes de sair para o colégio e apenas nos cumprimentávamos com acenos, mas sem os sorrisos como antes. Eu sentia tanta falta do sorriso malicioso dele... Eu às vezes também o observava pela janela do meu quarto, ele parecia tão distante deitado na cama dele... Ele ficava ainda mais lindo dormindo. Meus olhos se enchiam de lágrimas somente em olhar para ele. Eu sentia tanta falta dele... Mas eu tinha medo acima de tudo. E isso me impedia de estar com o homem que eu amo.

Era cedo quando a campainha tocou, então eu percebi que não poderia ser o Nathaniel, mesmo que eu quisesse que ele estivesse ali me esperando abrir a porta. Eu abri a porta e me decepcionei por não vê-lo. Mas me surpreendi.

— Oi Amy, eu posso conversar com você? – era a Cheryl.

— É claro, entra. – eu abri mais a porta e gesticulei para que ela entrasse.

— Não, pode ser aqui mesmo. Na verdade, eu prefiro aqui. – ela disse sorrindo.

— Tudo bem então. – eu disse e logo me sentei em um dos degraus da varanda da minha casa, assim como ela. – Sobre o quer conversar? – eu perguntei um pouco ansiosa com a resposta dela.

— Eu sei que isso não é da minha conta, mas eu tenho que te perguntar, Amy... O que aconteceu entre você e o Nathaniel? Quero dizer, vocês pareciam tão felizes e agora parecem tão distantes... – eu já imaginava que ela perguntaria algo desse tipo.

— Não tem problema em perguntar. – eu passei a mão no cabelo, o tirando do meu rosto. — Não é nenhum segredo, eu apenas queria saber... – eu não sabia como dizer isso a ela.

-... Se é recíproco? – ela me perguntou direta.

— O quê? – eu fingi não entendê-la, até por que eu pensei que talvez não tivesse a entendido direito. Ela olhou para mim sorrindo.

— O Nathaniel nunca amou outra garota antes. – eu paralisei com a declaração dela. Eu não esperava por isso. – Lidar com sentimentos para ele é algo difícil... Você sabia que o Nathaniel é adotado, Amy? – ela me perguntou de uma maneira meio retórica, como se ela soubesse a minha resposta.

Eu meneei a cabeça olhando para ela. – Não, eu não sabia. – eu disse a olhando.

– O Nathaniel foi adotado pelos meus tios quando ele tinha seis anos, já que o maior desejo da tia Val era ter um filho, mas ela não podia. Meus pais me disseram que, segundo o que os meus tios souberam no orfanato, quando o Nathaniel era pequeno ele tinha pais muito amorosos e carinhosos, que cuidavam dele e demonstravam amá-lo... Até que eles o abandonaram em uma estação de trem sem mais nem menos quando ele tinha apenas cinco anos de idade... Que tipo de pessoa abandona uma criança de cinco anos de idade em uma estação de trem?! – a voz dela tinha muito sentimento. Eu senti muita pena do Nathaniel. Meus olhos já começaram a marejar enquanto eu mordia meu lábio inferior.

Ela respirou fundo e continuou. – Na estação de trem um senhor viu o que o Nathaniel chorava sozinho e depois de conversar com ele o levou até uma delegacia para o caso de os pais dele o procurarem, mas ninguém apareceu. – ela sorriu sem humor olhando para o nada. — Da delegacia o Nathaniel foi encaminhado para um orfanato. Essa parte, o Nathaniel me contou. Ele disse que lá tinham pessoas legais, mas algumas mulheres que cuidavam das crianças eram cruéis e os maltratavam, principalmente a ele, já que ele intervinha quando os menores eram agredidos por essas pessoas. – minhas lágrimas escorriam pelo meu rosto sem parar, esse era o homem que eu amava. — Ele também me disse que ele chorava todas as noites pensando nos pais dele e que ele tinha saudade deles, mesmo que eles o tivessem abandonado. – eu me lembrei da fotografia do Nathaniel que eu tinha visto na casa dele. Como um ser humano com coração poderia abandonar uma criança desse jeito?!

Ela continuou também em meio a lágrimas. — Ele me contou essas coisas quando ele tinha sete anos, já que nós já éramos muito amigos. Em seguida que o Nathaniel foi adotado, nós fomos apresentados como primos, mas nós nunca nos vimos assim, mas sim como amigos. Por isso nossa relação parece meio estranha às vezes, eu sei. Mas depois nós nos tornamos melhores amigos, já que nós dois sempre fomos muito carentes. Ele devido ser abandonado pelos próprios pais e maltratado durante um pouco mais de um ano e eu porque meus pais estão sempre muito envolvidos com os trabalhos deles. Eu e o Nathaniel sempre pudemos contar um com o outro quando apenas precisávamos de alguém para abraçar e conversar e sempre tivemos o hábito de brincar de maneira mais ousada como ficarmos chamando um ao outro de “gostoso” e “gostosa”. – ela disse agora sorrindo. Eu sorri também.

Ela continuou novamente. — Inclusive às vezes dormíamos juntos devido à nossa carência... Mas nós apenas dormíamos, por favor, não pense mal, Amy. Eu nunca vi o Nathaniel diferente do que como um irmão mais velho que eu nunca tive. – ela sorriu olhando para mim. Em pensar que eu cheguei a pensar que eles... Como eu sou idiota.

Ela respirou fundo novamente. – As coisas estavam perfeitas até uma briga que o Nathaniel e o tio Jam tiveram. – ela disse agora com pesar. – O tio Jam sempre foi um homem muito frio e muito sincero e embora ele amasse o Nathaniel, as palavras dele eram normalmente muito duras com ele, com todos. – ela revirou os olhos. — O Nathaniel às vezes ficava com raiva e dizia para mim que ele sentia que o tio Jam não gostava dele. Uma vez o Nathaniel foi a uma festa sem a permissão do tio Jam e quase se acidentou. Ele passou a noite na cadeia já que o tio Jam queria que ele aprendesse que ele não devia o desrespeitar. Depois que o Nathaniel chegou em casa eles discutiram e no meio da briga o Nathaniel disse que o tio Jam não precisava se importar com ele se ele não quisesse, que ele já estava acostumado a não ter um pai. O tio Jam, sempre orgulhoso, disse ao Nathaniel com toda a naturalidade que a partir daquele momento então, ele não o considerava mais como um filho. Eles não se falaram durante muito tempo, mas aos poucos começaram a trocar palavras, mesmo que sem o afeto de antes. O Nathaniel sempre foi muito orgulhoso também. Mesmo sendo adotado, o Nathaniel herdou o orgulho do tio Jam. – ela disse ainda sorrindo. – Quando eles brigaram, nós já morávamos aqui. Mas não fazia muito tempo – ela explicou.

Ela começou novamente. — Pouco depois disso, vocês ficaram. – ela disse olhando para mim. – Nesse tempo, o Nathaniel já não era o mesmo, ele já não se importava com os outros como antigamente. Ele estava frustrado, já que sentia que ninguém se importava realmente com ele. Um pouco depois que vocês ficaram, ele começou a namorar a Lindsay, que era nova no colégio. Aquela vadia... – ela disse com desprezo. – O Nathaniel mesmo não estando apaixonado por ela, pensava que ela era uma garota legal. Mas depois ela começou a traí-lo e as coisas pioraram, já que, ele começou a traí-la também. Ele praticamente se viciou em sexo e começou a beber mais. Mas ele também sempre soube o limite dele para o álcool. Mas o sexo... Ele nunca teve limites quanto a isso... Era o refúgio dele. – agora eu podia entendê-lo. A história dele era muito triste, eu não sabia de metade do que ele passou. Eu só queria abraçá-lo e consolá-lo por todos os momentos tristes que ele havia passado sozinho.

A Cheryl continuou. — E... Eu sei que o Nathaniel parece muito confiante, ele sempre tenta ser forte. Mas, na verdade... Ele é só um garoto que já sofreu o bastante. Eu te peço que o desculpe pelo o que aconteceu há quatro anos, eu sei que ele te magoou. Mas naquela época e até pouco tempo o Nathaniel não sabia o que estava fazendo. Ele era apenas um garoto que havia sofrido o suficiente para afastar qualquer sentimento. E mesmo assim ele era muito carente. Então quando ele percebeu como você era de verdade, ele se apaixonou loucamente por você. Ele precisou de você e você sempre esteve com ele, mesmo que ele nem sempre tenha estado com você. Acredite em mim Amy, é recíproco. – as lágrimas escorriam dos meus olhos sem cessar, eu não conseguia contê-las. A Cheryl enxugou minhas lágrimas e olhando nos meus olhos me disse mais algumas palavras. – Eu acho que você já sabe o suficiente. – ela esboçou um meio sorriso. — Não fica brava com ele por não ter te contado, tudo bem? Ele realmente não gosta de falar sobre nada disso, mas eu achei que você precisava saber. – ela disse e se levantou, logo se afastando.

— Obrigada, Cheryl. – eu consegui dizer em meio às lágrimas que insistiam em rolar pelo meu rosto.

— De nada, Amy. – ela sorriu novamente e saiu caminhando. Eu fiquei na varanda com a cabeça baixa chorando durante um bom tempo. Se isso era possível, eu o amava ainda mais. Eu queria tanto abraçá-lo e consolá-lo... Era isso o que eu faria. Mas não desse jeito, eu sentia meu rosto fervendo, minha cabeça doía e de tanto que eu chorei provavelmente meu rosto estava inchado.

No colégio... Lá eu o consolaria e mataria minhas saudades dele.

Notas finais
E aí, meus fofos?! Gostaram do Cap?! *----*
Ficarei -ultramegapower- feliz se mandarem reviews para que eu saiba o que estão achando do rumo final da fic. ^^
Muito obrigada por tudo, viram lindos?! Beijos!
Dicas de leitura maravilhosamente perfeitas:
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Te Beijar Ou Te Matar: https://fanfiction.com.br/historia/250509/Te_Beijar_Ou_Te_Matar_Segunda_Temporada
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When I See Your Face: https://fanfiction.com.br/historia/255061/When_I_See_Your_Face.
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