Que O Jogo Comece...
9 Nick e Jenna... Quem aguenta?!
Notas iniciais
Wow! Muito feliz aqui, seis leitores! Obs: Isso para mim é muito.
Bom, esse cap. é um P.O.V. Amy e pode estar um pouco chato em algumas horas, até por que é grande e talz.
E também...tcham, tcham, tcham, tcham... partes tensas virão. (só avisando) e a última parte do cap., bom... eu me inspirei em uma história que aconteceu com uma amiga minha...
kk', coitadinha dela. Espero que gostem.
Dica de leitura: https://www.fanfiction.com.br/historia/202814/Always_And_Forever
Always and forever é uma ótima história, dá uma olhadinha, vale muito a pena. ^^
P.O.V. Autora — Amy
– Bom dia Jen! – disse Amy enquanto abria a janela do quarto de Jenna.
– Que horas são Am? – perguntou Jenna sem abrir os olhos.
– Já são 9:30. – respondeu Amy.
– 9:30?! Você me acorda às 9:30 e ainda tem a cara de pau de me dar bom dia?! – gritou Jenna com raiva.
– Sim. – Amy respondeu com um enorme sorriso nos lábios. – É que eu sei o ótimo humor com que você acorda. – continuou com sarcasmo.
– A sua morte será lenta e dolorosa Amy Martinet Hansen. – falou Jenna com uma fúria eminente na voz.
– Eu sei que você me ama! – o sorriso ainda estava nos lábios de Amy. – Eu vou para casa antes que o seu amor por mim acabe me matando. Beijos. — respondeu Amy.
– Você quis dizer ódio, não é?! – Jenna jogou um travesseiro em Amy que se esquivou.
– Talvez, até de tarde.
Amy saiu do quarto e Jenna continuou deitada. Amy se dirigiu ao quarto de hóspedes e acordou Nicholas:
– Vamos Nick! Acorda! Não sei qual é pior, você ou a Jenna! Vocês se merecem mesmo. – Amy disse a última parte mais baixo.
– O quê você disse? – perguntou Nicholas surpreso.
– Agora acordou?! Eu não disse nada demais. Levanta, a gente tem que ir para casa. – respondeu Amy.
– Está bem. – Só me deixa trocar de roupa. – falou Nicholas.
– É claro, mas seja breve, está bem? – perguntou Amy.
– Pode deixar “senhorita perfeita”. – Nicholas deu um sorriso zombeiro.
– Cala a boca, Nicholas! – os olhos de Amy se encheram de fúria. Logo ela saiu do quarto de hóspedes e ficou esperando no corredor.
Quando eram menores, Nathaniel e Amy viviam brigando e este para irritá-la a chamava de “senhorita perfeita”. Nicholas sabia que aquilo deixava Amy com muita raiva e por isso ele o fazia com a intenção de azucriná-la.
‘ “Senhorita perfeita”. ‘ – pensava Amy. ‘ Quando as coisas mudaram tanto? Nós vivíamos brigando. Deve ser por que eu estava de vestido… não teria outra explicação para ele me tratar normalmente. ’ ‘E por que eu tenho pensado tanto nele de novo? Eu não posso estar apaixonada por ele novamente, é loucura. Não! Não posso! ’- Amy lembrava-se de Nathaniel.
– Vamos? Eu já estou pronto. – falou Nicholas. – Por que você está com essa cara?
– Como assim? Eu estou normal. – respondeu Amy. – E vamos. — disse em um tom autoritário.
– Tudo bem. – disse Nicholas.
Nicholas e Amy entraram no carro. Amy não se sentia muito bem então pegou o seu celular para escutar músicas alegres, aquilo era terapia para ela. Ela gostava mais de escutar músicas tristes quando estava emocionalmente instável, mas ela sabia que as lágrimas escorreriam pelo o seu rosto involuntariamente e ela não queria chorar naquele momento, não com o seu irmão do seu lado… ele nunca entenderia. Nunca entenderia o quanto a música a tocava e que ela não precisaria estar realmente triste para chorar.
Pouco depois eles chegaram a casa.
– Me desculpe, Am. – disse Nicholas.
– pelo o quê? – Amy fingiu-se de desentendida.
– Por envolver o passado que você não quer lembrar em uma discussão boba. – disse Nicholas.
– Como você disse, é passado. Isso não me afeta mais Nick. – Amy colocou novamente os fones de ouvido e saiu do carro.
‘E daí que no passado Nathaniel Collins foi o primeiro garoto a me beijar?! E daí que eu era apaixonada por ele?! E daí que ele ficou com outra garota mais tarde no mesmo dia?! E daí?! ‘ – pensava Amy.
flashback on
– Am, você é perfeita. – disse Nathaniel e a beijou delicadamente.
Amy sorriu. Aquele era o momento mais feliz da vida dela. Ser beijada pelo garoto por quem é apaixonada não é um luxo que todas as garotas têm. Ainda mais um beijo tão maravilhoso quanto aquele tinha sido.
Amy retribuiu o beijo. – Obrigada. – disse ela quando seus lábios se separaram olhando fundo naqueles maravilhosos olhos azuis de Nathaniel. – Você também é Nate.
Os dois sorriram satisfeitos e meigamente. Logo, voltaram a se beijar.
– Idiota! Como você pôde?! – perguntou Amy empurrando Nathaniel.
– Como eu pude o quê querida? – perguntou Nathaniel com um sorriso convencido nos lábios.
– Como pôde ficar com a Megan logo depois de me beijar? – Amy perguntou indignada.
– É assim que se funciona o ficar, querida. Vai me dizer que você nunca tinha ficado com ninguém? – o olhar de Nathaniel era zombeiro.
– Você disse que eu era perfeita… — Amy falou baixo.
– E você é. Você sempre vai ser a minha perfeita. — disse Nathaniel. — “Senhorita perfeita”. – Nathaniel sussurrou em seu ouvido abraçando-a por trás e deu uma leve mordida em seu pescoço, fazendo com que ela se arrepiasse e não quisesse sair daquele abraço tão aconchegante e sensual.
– Me solta, Nathaniel! – Amy disse soltando dos braços de Nathaniel que ainda envolviam seu corpo.
– Mas eu não quero te soltar. – disse Nathaniel aproximando-se de Amy novamente. – E eu sei que você não quer que eu te solte.
Aquilo era verdade, mas Amy não queria que fosse daquele jeito.
Nathaniel chegou ainda mais perto de Amy e quando seus lábios estavam quase se tocando ela deu um tapa no rosto dele, um que ele jamais esqueceria.
– Nunca mais chegue perto de mim de novo Nathaniel. – Amy disse aquilo e saiu enquanto Nathaniel tocava em sua face ardendo por causa do tapa que levara de Amy.
flashback off
‘ “Senhorita perfeita”… depois daquela noite Nathaniel sempre me chamou assim para me irritar. ’ – pensava Amy. ‘ E o Nick sabe disso tudo, afinal, além de meu irmão ele é o meu melhor amigo, ele e a Jen sabem tudo sobre mim. E só eles sabem disso. Não sei por que eu ainda conto tudo para eles… eu devo ser meio masoquista. Só pode. ’ – continuava Amy.
Amy entrou em casa e depois de cumprimentar seus pais subiu ao seu quarto. Lá, esta se atirou na cama e começou a ouvir músicas tristes. O inevitável aconteceu, as lágrimas de Amy rolaram exatamente da mesma forma que acontecera no dia do seu primeiro beijo. Mas ela não era mais aquela garota ingênua e apaixonada. Então ela começou a tocar no seu teclado a música “Pain”, música tema do anime Devil May Cry, que ela amava.
(O link da música original:)
http://www.youtube.com/watch?v=oattoXislik
(O link de como seria ela tocando:)
http://www.youtube.com/watch?v=HDHeAxH9ArI&feature=related
Aquela música a deixava mais calma, de alguma maneira fazia com que ela se sentisse melhor, lembrava uma parte do passado dela que ela gostava muito, embora ela não conseguisse distinguir bem qual era essa parte.
Amy desceu a escada e foi até a cozinha preparar um brigadeiro.
– Oi mãe. – disse ao ver Lucy sentada em um banco da cozinha folheando uma revista.
– Oi filha. Estou lendo esta revista aqui já que o seu irmão está assistindo televisão na sala. – Lucy sorriu.
– Normal, ele sempre está assistindo televisão. – falou Amy revirando os olhos. E como foi a segunda Lua-de-mel? Mas, por favor, mãe, me poupe de detalhes. – acrescentou Amy enfaticamente.
– Foi ótima filha. Muito obrigada. – respondeu Lucy.
– Eu vou fazer brigadeiro, a senhora quer? – perguntou Amy pegando uma panela.
– Não, obrigada filha. – respondeu Lucy. – Eu achei estranho ver você e o Nathaniel dançando ontem, mas vocês ficam tão bonitos juntos. Vocês estão namorando? – perguntou Lucy nada sutil.
– O quê?! É claro que não!- respondeu Amy rapidamente. – Foi só uma dança. Só isso. – continuou e se virou em direção ao fogão para preparar o brigadeiro.
Depois daquilo um horrível silêncio invadiu a sala. E logo depois de preparar o brigadeiro Amy voltou para o seu quarto para comer assistindo o filme “A verdade nua e crua”, uma comédia romântica diferente que ela já tinha visto e gostava muito. Depois de ver o filme ela ligou para a Jenna:
–Alô? – disse Jenna com uma voz sonolenta.
– Ainda estava dormindo Jen?! – perguntou Amy.
– Sim! Você me acordou pela segunda vez! Satisfeita?! – respondeu Jenna.
– Jen, são 12:11! Isso não é hora de estar dormindo. — falou Amy.
– Está bem. O que você quer? – perguntou Jenna.
– Queria te convidar para almoçar naquele restaurante que você gosta e aí depois a gente já vai ao shopping, que tal? – perguntou Amy.
– Está bem. O que você pretende comprar no shopping? – perguntou Jenna.
– Ainda não sei bem. – respondeu Amy. – Acho que um vestido. – completou.
– Tudo bem. Chego à sua casa em dez minutos. – Falou Jenna.
– Não se atrase. – respondeu Amy.
Pouco tempo depois a campainha tocou. Era Jenna.
– Vamos? – perguntou ela.
– Claro. Tchau! – disse Amy despedindo-se de sua mãe e seu irmão.
– E aí? Achou a presilha? – perguntou Jenna intrigada.
– Ainda não. Na verdade, eu nem tinha me lembrado disso. – respondeu Amy.
– Não se preocupe. Nós a acharemos. – Jenna falou com um sorriso.
Amy e Jenna foram ao restaurante proposto e logo foram ao shopping.
– Você vai comprar um vestido, não é? – perguntou Jenna.
– Eu acho que sim, eu quero algo com que eu me sinta bonita. — enquanto falava Amy ouviu uma voz familiar: “É, ele terminou comigo sem mais nem menos!” – esta voz se aproximava. Quando Amy se virou já era tarde demais. Ela esbarrou com tudo em Lindsay.
– Olha para onde anda sua nerd! – falou Lindsay sem a mínima educação levantando-se do chão com a ajuda de sua melhor amiga, Megan.
– Olha aqui sua loira falsificada… — Jenna começou a falar e foi interrompida por Amy.
– Não Jenna. Nem isso ela merece de você. – Amy disse com toda a naturalidade.
– Agora a nerd precisa de ajuda para se defender? – zombou Lindsay.
– Sabe Lindsay, nerds de verdade sabem todos os pontos vitais do corpo humano. Um soco bem posicionado é morte eminente. Se eu fosse você tomaria mais cuidado comigo, afinal, como você mesma disse, eu sou uma nerd. – Amy disse com um sorriso amigável. – Boa tarde, garotas. — Amy completou e saiu puxando Jenna.
– Como você consegue? – perguntou Jenna.
– O quê? – perguntou Amy.
– Você sempre faz isso. Você queima as pessoas com a maior educação. — respondeu Jenna.
– Eu acho que é um dom. Flui naturalmente. – disse Amy rindo.
– Olha aquele vestido. – Jenna direcionou o olhar para uma vitrine.
– É lindo. E também é discreto. – falou Amy. – Acho que vou levar esse.
O vestido era muito delicado. Ele era de cor pérola e tinha mangas curtas e botões frontais.
– Combina com o seu estilo. – disse Jenna.
– É. Eu vou comprar. Vamos? – perguntou Amy retoricamente.
Amy comprou o vestido que lhe caia muito bem contrastando com sua pele morena clara.
– Agora que compramos o vestido vamos para a minha casa. – falou Amy. – Eu quero te mostrar umas músicas muito lindas que eu achei. – falou Amy animada.
– Claro. – falou Jenna.
As duas foram à casa de Amy e Amy mostrou as músicas para Jenna.
Jenna tocava violão e guitarra, já Amy, teclado, piano e violino. As duas cantavam e eram apaixonadas por música. As duas estavam vendo as partituras das várias músicas quando a campainha soou:
– Quem será? Meus pais nem estão em casa. E o Nick está jogando futebol no clube. – Falou Amy.
– Vai atender, não é?!- perguntou Jenna.
– É claro, Jen. – respondeu Amy descendo as escadas.
Amy abriu a porta.
– Nathaniel? O que faz aqui? – perguntou Amy confusa.
– Um pouco depois de terminarmos nossa dança ontem eu encontrei isto no chão, é sua, não é? – Nathaniel perguntou com uma cara inocente enquanto mostrava-lhe a presilha.
– É sim, obrigada. – Amy disse enquanto pegava a presilha. – Estive procurando por ela até agora. Muito obrigada. – completou.
– De nada, desculpe demorar a entregar, eu tive alguns problemas com a minha ex-namorada.
‘ “É, ele terminou comigo sem mais nem menos!” ’ – Amy Lembrava-se das palavras de Lindsay no shopping.
– Tudo bem, obrigada novamente. – disse Amy.
– Amy, eu sei que você é muito inteligente e agora você está me devendo uma por causa da presilha… O que você sabe sobre Física avançada?- perguntou Nathaniel.
– Depende…Física clássica, física moderna, física pura e física aplicada ou física teórica e física experimental?
– Acho que todas. Você poderia me ajudar nessa matéria? Eu não sou bom em física. – Nathaniel disse com um sorriso sem jeito.
– É claro. Quando? – perguntou Amy.
– Quando você quiser. – respondeu Nathaniel.
– Tudo bem, então… que tal amanhã? – interrogou Amy.
– Perfeito. Você vai na minha casa então? Às 15:00, pode ser? – perguntou Nathaniel.
Amy corou. ‘ “Eu… na casa dele… aula particular… se alguém me dissesse uma coisa dessas em outra hipótese eu pensaria bobagens… Meu Deus! Como eu sou maliciosa!” ‘ – pensava Amy.
– Claro. Eu vou. – respondeu Amy.
– Bom, eu não vou mais te incomodar. Até amanhã. – despediu-se Nathaniel.
– Até amanhã. – respondeu Amy.
Amy subiu até o seu quarto novamente com a presilha em mãos e depois a guardou.
– Você achou a presilha. – Jenna disse o óbvio.
– Na verdade, não fui eu, foi o Nathaniel. – falou Amy.
– O vizinho gostoso? Foi ele quem tocou a campainha? – perguntou Jenna ainda mais interessada.
– Sim, foi ele. – respondeu Amy. – Ele disse que encontrou caída no salão depois que dançamos. E… amanhã eu vou a casa dele… ensiná-lo Física.
– Ensiná-lo Física? Hum… sei. –disse Jenna maliciosa.
– É, Física. Já que ele não é bom em física e me devolveu a presilha ele quer que eu o ajude na matéria. – explicou Amy.
– Eu já tinha entendido amiga. Ele quer que você o recompense. – Jenna continuou com as malícias.
– Para com isso, Jenna! – Amy estava com raiva, mas rindo por conta do nervosismo. – Eu estou rindo, mas estou falando sério. – completou.
– E eu não posso mais brincar? – perguntou Jenna como se estivesse ofendida.
– A respeito dessas coisas não pode! – Amy disse com firmeza.
– Seja sincera Am, você ainda gosta do Nathaniel? – o tom de voz de Jenna mudou.
– Não. Eu apenas o acho bonito. Mas eu mentiria se dissesse que já esqueci o que aconteceu. – falou Amy.
– Am, eu sou sua melhor amiga e eu sempre vou te defender. Mas você já parou para pensar que o Nathaniel não estava de todo errado? Afinal, vocês ficaram, mas ele nunca te pediu em namoro e nunca disse que não ficaria com outra garota. O que ele te falou está certo, é assim que funciona o ficar. É claro que ele não foi certo em brincar com o que você sentia por ele e em ficar te lembrando do que aconteceu, mas tudo aconteceu por que você também queria, ele não te obrigou a nada, não é? – A voz de Jenna era branda e cautelosa.
– Eu pensei nisso todos os dias durante um ano e meio. Eu sei que não foi exatamente culpa dele e é por isso que eu fico com mais raiva. Por que a culpa foi minha. Eu me enganei com ele, eu sabia como ele era, e era por ele ser do jeito que ele era que eu gostava tanto dele. – Amy disse como um desabafo. – Quando eu me lembro eu não o culpo e sim a mim, afinal, ele só agiu como ele mesmo, como o garoto por quem eu era apaixonada. E com o tempo a minha paixão por ele foi esfriando, mas ela parece querer voltar e eu não quero que isso aconteça Jen. Não de novo.
– Então você não vai amanhã? – perguntou Jenna.
– Não, eu vou amanhã. Eu vou provar para mim mesma que eu não sinto nada por ele. – disse Amy decidida.
– Eu acho que é o melhor que você tem a fazer, se quer mesmo não sentir algo por ele, não pode ficar se escondendo. – falou Jenna.
– Quer dormir aqui hoje Jen? – perguntou Amy.
– Pode ser. Eu posso dormir no quarto do Nick? – Jenna brincou.
– Ué, se o Nick deixar… — Amy entrou na brincadeira.
– Se eu deixar o quê? – perguntou Nicholas entrando no quarto e se sentando na cadeira do computador.
– Nada é só… — Amy começou a falar.
– Se você deixar a gente pode jogar com o move no seu PS3. – Jenna falou com naturalidade.
– Era isso? – perguntou Nicholas sem acreditar.
– Era sim. – Jenna era uma ótima atriz.
– Ah, que pena.- Nicholas falou se levantando da cadeira. — Achei que era sobre você dormir no meu quarto. Mas, tudo bem. Vamos jogar move então. – continuou e saiu do quarto.
– Am, isso é maldade do Nick. – Jenna sussurrou.
– Vocês não vêm? – perguntou Nicholas.
– É claro que nós vamos! Vou acabar com você no tênis. – disse Jenna.
– Vocês dois, hein? – falava Amy.
Eles jogaram vídeo game até a hora do jantar e depois deste foram dormir.
– Afinal, eu vou dormir aqui ou no quarto do Nick? – Jenna brincou séria.
– Pergunta para o Nick. – respondeu Amy.
– Ok. – disse Jenna e saiu do quarto.
– Eu não acredito que ela foi mesmo. Não, espera aí, é a Jenna! Eu acredito! – Amy dizia para si mesma.
Amy separou seu pijama e foi tomar banho. Logo saiu deste e vestiu seu pijama. Escovou os dentes, secou o cabelo e estava pronta para dormir.
– Jenna? – Amy a chamou. – Eu não acredito que ela está no quarto do Nick.
Amy saiu de seu quarto e caminhou no corredor até o quarto de Nicholas. Então ouviu uns “barulhos estranhos” vindos do quarto e decidiu não incomodar.
‘ “Eu não acredito que ouvi isso. Vou ficar traumatizada” ‘ – pensava Amy.
Amy voltou para o quarto e tentou dormir, mas só conseguiu meia hora depois.
– Bom dia Amy! – disse Jenna abrindo a janela do quarto de Amy, permitindo que o Sol ofuscasse os olhos de Amy.
– Está feliz, não?! Eu sei o motivo dessa felicidade. – disse Amy com os olhos semicerrados.
– O quê? Eu? Feliz? Eu estou normal. – disse Jenna.
– Eu ouvi ontem Jen. – falou Amy.
– Ouviu o quê? – Jenna continuou fingindo, mas agora corada.
– Você… o Nick… os gemidos… Quer que eu te fale mais alguma coisa? – perguntou Amy.
– Você deve ter sonhado Am. Só pode! – disse Jenna.
– Aham, claro! – Amy foi irônica. – Não precisa se preocupar Jen. Eu já disse que apóio vocês dois. Eu só não queria ter ouvido aquilo. Foi constrangedor.
– Desculpe, eu acho que sou meio, ham, ostentosa, não é? – Jenna perguntou com uma cara meio sem graça.
– É, um pouco. – Amy ria. – Você vai usar o banheiro agora ou eu posso usar? – perguntou.
– Eu vou tomar banho no banheiro do quarto do Nick. – disse Jenna com uma cara meio sugestiva.
– Ah! É claro. – respondeu Amy entrando no banheiro.
Amy tomou banho, se vestiu com o vestido que havia comprado no shopping e terminou de se arrumar. Então desceu para tomar café.
– Bom dia! – disse Amy.
– Bom dia filha. – responderam Lucy e Robert em uníssono.
– A Jenna dormiu aqui ontem, não é filha? Eu pude ouvir os gritos dela. Vocês estavam falando muito alto. – Lucy insistia em perguntas indiscretas.
‘ “Bom, ela não dormiu exatamente. E não éramos nós gritando, bom pelo menos não era eu.” ‘ – pensava Amy e ria de seus pensamentos no seu interior. – Sim, ela dormiu aqui. – respondeu.
– E onde ela está? – continuava Lucy.
‘ “Fazendo a festa com o Nick no chuveiro.” ‘ – pensava Amy. – Tomando banho. — respondeu.
Amy tomou café e quando estava quase terminando a Jenna chegou à cozinha.
– Bom dia. – falou Jenna.
– Ótimo dia, não é? – Amy provocava Jenna com o olhar, a que agia com indiferença.
O café da manhã seguiu tranqüilo. Amy e Jenna subiram ao quarto de Amy novamente, agora para que ela organizasse o material que tinha de Física.
– Nossa! Quanta coisa Am! – falou Jenna.
– Não tem muito, não. Só alguns livros. – disse Amy.
– Isso não é muito? – perguntou Jenna.
– Eu já li mais que o dobro disso de Física. – Amy falou com naturalidade.
– Amy, aqui deve ter uns quinze livros. – falou Jenna espantada.
– Achei que tivessem vinte. – falou Amy com os olhos semicerrados.
– Você não é humana. Só pode ser isso. – Jenna afirmou.
– Eu só gosto de ler, só isso. – falou Amy. – Acho que vou levar esse livro aqui. Perfeito.
– Vamos pedir para jogar Ps3 Move para o Nick? – perguntou Jenna do nada.
– Ham… tudo bem. Se eu não for atrapalhar vocês. – falou Amy.
– Não, não vai atrapalhar. – disse Jenna.
Amy, Jenna e Nicholas jogaram até a hora do almoço e logo que almoçaram o tempo parecia passar rápido demais.
– Que horas são Jen? – perguntou Amy.
– Me deixa ver… — Jenna olhou para o visor do celular. – São 14:59.
– Mas já? – perguntou Amy retoricamente.
– Sim. Já vai se encontrar com o vizinho gostoso. – Jenna sorriu maliciosa.
– Até mais Jen, tenham juízo você e o Nick, está bem? – pediu Amy enquanto descia a escada.
Amy estava em frente à casa de Nathaniel. Ela respirou fundo e apertou a campainha.Logo depois Nathaniel a atendeu.
– Oi Amy. Belo vestido. – cumprimentou-a Nathaniel.
– Oi Nathaniel, obrigada. – respondeu Amy.
– Entra e pode ficar à vontade, meus pais não estão em casa. – embora aquilo parecesse sugestivo o olhar dele não era provocante e sim gentil. O que era estranho, afinal, ele era o Nathaniel, o garoto mais sedutor que Amy conhecia.
– O que você sabe de Física? – perguntou Amy um pouco nervosa.
– Bom, eu sei o básico. –respondeu Nathaniel.
Eles estudaram a tarde toda e Amy ficou aliviada quando Nathaniel perguntou se ela queria comer alguma coisa. Amy era uma ótima professora, mas quem não se perderia com um garoto daqueles atento a cada palavra que falasse e principalmente, quando ele chegava perto dela para observar os exemplos do livro que ela tinha em mãos, fazendo assim com que ela delirasse sentindo aquele maravilhoso perfume de Nathaniel, o qual estava com a cabeça quase encostada na sua e seu corpo forte tão próximo.
– Gosta de torta de chocolate? – perguntou Nathaniel com um sorriso, dirigindo-se à cozinha como se já soubesse a resposta.
– Amo torta de chocolate. – Amy respondeu seguindo-o, logo percebendo que já se sentia mais a vontade.
– Eu também. — Nathaniel sorriu. — É difícil encontrar uma garota da nossa escola que coma torta de chocolate. –continuou Nathaniel enquanto servia a torta.
– É, mas é ignorância. Pode-se comer de tudo desde que seja com moderação. – Amy falou simplesmente.
– Concordo plenamente. – Nathaniel sorriu novamente, ainda mais meigo entregando o pedaço de torta à Amy.
– Hum. Sua mãe é uma ótima confeiteira. — falou Amy comendo uma colherada de torta.
– Não foi a minha mãe quem fez a torta. – respondeu Nathaniel.
– Não? – Amy perguntou confusa.
Nathaniel abriu um largo sorriso satisfatório e encantador. – Fui eu. – ele disse e comeu uma colherada de torta.
Amy riu. – Você cozinha?! – perguntou ela incrédula.
– Sim, as garotas gostam de caras que cozinham. – ele falou arqueando as sobrancelhas com um olhar sugestivo e brincalhão. — E eu prefiro não depender de ninguém para nada.
Amy sorriu. – Você cozinha muito bem… quase tão bem quanto eu. – falou Amy gabando-se.
– Duvido que você cozinhe melhor do que eu. – disse Nathaniel provocando-a.
– Não duvide de mim, Nathaniel Collins. – Amy falou com os olhos semicerrados.
– Eu já duvidei Amy Hansen. – disse Nathaniel da mesma maneira.
– Tudo bem. Eu posso te provar que cozinho melhor que você. – falou Amy.
– Está bem. Então vai cozinhar para mim hoje. – afirmou Nathaniel.
– Não. – disse Amy. – Hoje não.
– Por que? Por acaso está com medo? – Nathaniel sabia como provocar Amy.
– Não, não estou com medo. Tudo bem, eu cozinho. – falou Amy. — Eu vou fazer um dos meus pratos favoritos: Quiche de frango com requeijão.
– Eu amo Quiche. – disse Nathaniel.
– Que bom, vai provar o melhor da sua vida. Eu vou te pedir os ingredientes e você me alcança, está bem? – perguntou Amy.
– Claro. Pode falar. – aceitou Nathaniel.
Com rapidez Amy fez o prato, que estava maravilhoso.
– Foi bom eu ter duvidado de você. – Nathaniel sorria enquanto degustava o prato.
– Eu sou uma ótima cozinheira, não é? – Amy disse gabando-se.
– É mesmo. E por que você cozinha? – perguntou Nathaniel interessado sentando-se ao lado de Amy.
– Você não sabia? Os garotos gostam de garotas que cozinham. – Amy dizia o imitando e sorrindo.
– Tem razão… — a voz de Nathaniel era suave e este virou seu rosto na direção de Amy lançando-lhe um olhar sedutor e aproximando seus rostos lentamente. Quando seus lábios estavam quase se tocando ele comeu mais uma colherada de Quiche. — Gostam mesmo. – ele falou e sorriu satisfeito.
Nesse momento Amy corou e olhou para a sala de estar, logo avistou um piano.
– Você tem um piano? – Amy perguntou largando o prato na mesa, levantando-se e indo em direção ao mesmo, tentando fugir daquela proximadade de Nathaniel.
– Não. Isso é uma ilusão de ótica. – Nathaniel usou de sarcasmo também largando o prato em cima da mesa e depois a seguindo.
– Você toca? –Amy perguntou à Nathaniel sem relevar o seu sarcasmo sentando-se no banco de madeira.
– Sim. – Nathaniel respondeu sentando-se à sua direita. – Toco muito bem. – continuou gabando-se.
– Posso ouvir? – perguntou Amy.
– Não. Não pode. E você toca? – perguntou Nathaniel interessado.
– sim, maravilhosamente. – Amy sorriu.
– Então toca para mim? – perguntou Nathaniel com aquele olhar e sorriso encantadores.
– Por que eu deveria? Recusou-se a tocar para mim. – respondeu Amy.
– Por que se você não tocar para mim… eu vou te beijar. – brincou Nathaniel com um sorriso.
– Ok. Com uma ameaça dessas quem não tocaria? – Amy entrou na brincadeira.
Nathaniel sorriu.
Amy deslizou delicadamente seus dedos pelas teclas do piano, como se quisesse conhecê-lo e depois começou a tocar suavemente uma linda melodia de sua composição. Amy analisava cada movimento que Nathaniel fazia por visão panorâmica e sorria com os olhares atentos e os sorrisos meigos que invadiam o rosto do mesmo. Quando foi olhar para o garoto maravilhoso que estava sorrindo ao seu lado a mão direita de Amy escorregou do piano e numa tentativa de não cair com tudo em cima de Nathaniel Amy apoiou-se em algo duro, mas não era o banco de madeira.
Notas finais
Por favor, me mandem reviews e digam o que acharam. ^^
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