Que O Jogo Comece...
15 Naquele abraço...
Notas iniciais
Consegui dar uma fugida dos estudos. kk'
Comecei a escrever nas horas vagas (principalmente no colégio) por que eu estava tendo ideias e talz. Então depois só digitei.
Bom, esse é um P.O.V. Nathaniel e o Nate já está virando uma pessoa melhor. *-* - eu super empolgada aqui.-
Espero que gostem e boa leitura.^^
Dicas de leitura:
Te Beijar Ou Te Matar? : https://www.fanfiction.com.br/historia/222258/Te_Beijar_Ou_Te_Matar
Torta De Limão : https://www.fanfiction.com.br/historia/211802/Torta_De_Limao
Fics totalmente perfeitas. *-*
P.O.V. Nathaniel
Eu tinha ganhado a partida. A cara do irmãozinho dela era hilária, principalmente por que a própria “senhorita perfeita” tinha sussurrado no meu ouvido o que eu deveria fazer.
Eu ergui a Amy do chão, girando-a em um abraço. Eu pude sentir o perfume dos cabelos dela enquanto a soltava novamente ao chão e disse sem pensar: — Eu gosto do perfume dos seus cabelos. – ela sorriu corada e então eu sorri. Ela era tão ingênua.
Logo, a Jenna chamou a Amy para servir uma torta que aparentemente a Amy havia preparado. Foi então que o meu lado malicioso decidiu se mostrar: — Depois eu quero conhecer seu quarto Am. – não era uma brincadeira, mas ela não levou a sério. Nem mesmo me respondeu. Depois que ela já havia saído o irmãozinho preocupado dela parecia bravo. Por que ele não gostava de mim? Eu gostava tanto de implicar com ele.
– Até quando pretende brincar com os sentimentos da minha irmã? – o raivosinho perguntou.
– Eu não estou brincando com a Am. Eu só quero conhecer o quarto dela, afinal, ontem ela conheceu o meu. Você não sabia? Passamos prazerosas horas lá. – eu respondi sem pensar.
– Já chega. – era a Amy. — Parem com essas brigas idiotas! – eu me surpreendi, ela parecia muito alterada.
– Am, o que ele disse é verdade? – perguntou o Nicholas como se eu fosse um mentiroso.
– Sim. – ela respondeu. – Nick, existe mais de um tipo de prazer. Eu fiquei prazerosas horas no quarto do Nathaniel… Jogando vídeo-game! – ela se virou para mim. – Por que faz isso Nathaniel? Por que você implica assim com o meu irmão?! Isso é ser amigo para você?! – ela saiu do quarto. Aquilo me atingiu em cheio. O quê eu estava fazendo? Eu devia ser o garoto a ajudá-la e não a criar problemas para ela. Eu não estava agindo como um amigo, muito menos como um garoto pelo qual ela se apaixonaria. Mesmo que eu soubesse que ela já foi apaixonada por mim.
Eu tinha que fazer aquilo. Seria humilhante, mas era necessário.
– Me desculpe. – eu falei baixo. – Esse infelizmente é o meu jeito, mas eu estou tentando mudar. Eu acho que é a força do hábito. – falei meio irônico.
– Eu confio na Amy, mas eu não confio em você. Se você fizer mal a minha irmã eu mato você Nathaniel. E eu não estou brincando. – ele falou sério e calmo, parece que ele queria me amedrontar.
– Eu já disse que não pretendo fazer mal a Amy, eu gosto muito dela, de verdade. – não era mentira. Eu amava o corpo dela. – Eu nunca vou maltratá-la. E já que a Amy não quer que briguemos eu tenho que te pedir desculpas.
– Com o tempo eu vou ver se você merece ser perdoado. Mas em consideração a Amy eu dou a minha palavra de que ainda não vou te matar.
– Por mim tudo bem então. Eu vou ver a Amy. – falei saindo do quarto.
Eu saí da casa da Amy e fui em direção ao parque central, que era onde a Jenna tinha me dito que ela estava. Eu cheguei rápido no parque, no qual ela estava sentada em um banco. Ela era a única pessoa no parque. – O pôr-do-sol está lindo. – me pronunciei. – ela não respondeu. Apenas se levantou do banco e ficou praticamente de costas para mim. – Me desculpe Am, você tinha razão. Eu não vou mais implicar com o seu irmão, foi infantilidade minha. Eu… pedi desculpas para o seu irmão e agora demos uma trégua. – eu falei a verdade.
– Você e meu irmão fizeram as pazes? – a voz dela tinha muito sentimento, quando olhei para o seu rosto de relance percebi que ela havia chorado. O rosto dela estava vermelho. Não muito, mas estava.
– É… nós paramos de brigar em consideração à única coisa que temos em comum… — eu continuei.
– É? E o quê seria? – ela perguntou como se realmente não soubesse da resposta.
– Nós dois gostamos muito de você. Desculpe Am. – eu a abracei por algum motivo. Eu não tinha previsto fazer aquilo, mas, de qualquer maneira, é o quê um amigo faria.
– Tudo bem. – ela respondeu com uma voz fraca. Eu me sentia mal por estar a tratando daquele jeito. Ela era uma garota diferente.
– Eu estou ouvindo o seu coração bater… — eu falei sem querer. –… Ele bate rápido. – continuei sem saber o que eu estava fazendo.
– É… — ela respondeu e o coração dela bateu ainda mais rápido.
Eu a abracei mais forte embora afetuoso. Eu sentia vontade de cuidar dela, de protegê-la… de mim mesmo. Como ela era tão ingênua?!
Ela foi se acalmando aos poucos com o meu abraço e eu não queria soltá-la, não queria senti-la vulnerável de novo. E tempo passou e já era noite. Eu a soltei e coloquei o meu braço por cima dos ombros dela: — Vamos. Eu vou te levar para casa. – disse eu.
Ela me convidou para comer a torta que ela havia feito e eu aceitei. Depois de conversarmos um pouco eu ia para a minha casa.
– Obrigado por tudo Am. – eu disse enquanto nós saíamos da casa dela.
– De nada. – respondeu com um sorriso. Ficamos em silêncio por um tempo. Logo me lembrei que teria aula no dia seguinte.
– Esteja pronta às 13:15. – eu disse enquanto me afastava.
– Como? – ela perguntou confusa.
– Eu vou te levar para o colégio amanhã. – eu falei com um sorriso.
– E se eu não quiser? – brincou.
Quando eu estava na frente dela inclinei o tronco para frente de modo que a minha cabeça ficasse ao lado da dela e falei próximo ao seu ouvido. – Eu sei que você quer. – Logo eu baixei a cabeça, apoiando-a no seu ombro esquerdo. Mais uma vez eu senti o perfume dos cabelos dela, mas não falei nada desta vez. – E mesmo se você não quisesse… eu te seqüestrava. – eu descontraí. — Até amanhã Am. – eu levantei minha cabeça e beijei suavemente o ombro dela. Ela estremeceu, assim como eu queria. Eu me afastei, indo em direção a minha casa.
– Até amanhã, Nate. – ela respondeu. Era difícil ela me chamar de Nate. E eu precisava que ela me chamasse assim. No colégio todos tinham que pensar que éramos bem próximos. Próximos demais. Eu me virei para ela e sorri. Ela fez o mesmo e logo eu entrei em casa.
No dia seguinte eu acordei feliz, meu plano estava seguindo como eu planejava. Exceto por uma razão: ela não merecia aquilo e eu sabia disso. Era muito difícil que eu sentisse culpa, foi algo que eu sempre consegui lidar bem. Eu só precisava me lembrar: era só uma aposta. Ela nunca descobriria aquilo, não teria problema algum. E também, qual era o problema se ela descobrisse? Eu não me importava.
Depois de me arrumar para o colégio eu desci para almoçar.
– Oi filho. – era a minha mãe.
– Oi mãe. – eu falei meio pensativo. Estava me sentindo estranho. Mas o quê era mais estranho é que eu estava completamente bem.
– Onde esteve ontem o dia todo filho? – ela não era sutil.
– Estava na casa da Amy. – respondi com indiferença.
– Espero que saiba quando parar. – era o meu pai.
– Que eu saiba quando parar? – eu fingi não entender. O meu relacionamento com o meu pai não era o melhor que se podia imaginar. Por algum motivo eu alimentava uma raiva mortal dele desde a minha infância. Para mim já era um costume tratá-lo como alguém sem nenhum vínculo sanguíneo. Até porque... De qualquer maneira. Mas eu sempre o respeitei.
– A Amy é uma boa garota. Diferente das que você leva para o seu quarto. – Sim, a “senhorita perfeita”. Eu sei bem disso.
Meu pai e o pai da Amy eram melhores amigos no colégio. Meu pai morreria de desgosto se soubesse da aposta. Talvez eu contasse para ele… Brincadeira.
– É… Ela é um amor. Mas você está errado “papai”, ela já foi ao meu quarto. Agora se me dão licença, eu vou levar a Amy para o colégio hoje. – a cara do meu pai era hilária, ele estava surpreso e desapontado. Vitória do Nathaniel! Eu e a Amy só jogamos vídeo-game no meu quarto, mas ele não sabia disso. E nunca iria saber.
Eu subi a escada até o meu quarto e fui até o banheiro escovar os dentes. Quando olhei no relógio era 13:12. Peguei minha mochila e desci a escada rapidamente.
Eu fui até a varanda da casa da Amy e então apertei a campainha. Ela me atendeu.
– Oi Amy. Está pronta? – perguntei. Ela estava simples, mas linda.
– Oi Nathaniel. Estou sim. – ela respondeu. – Tchau! – ela gritou despedindo-se dos que estavam na casa. Em seguida ela puxou a porta atrás de si.
Fomos até o meu carro.
Eu abri a porta do meu carro para que ela entrasse e depois entrei no mesmo.
– Qual é a sua primeira matéria? – ela interrompeu o silêncio.
– Física, eu acho. – respondi com incerteza. Aquele era o melhor assunto que ela conseguia começar?
– Logo Física? – ela sabia que não era a melhor matéria para mim.
– É infelizmente. Mas eu não preciso me preocupar, tive uma ótima professora. – eu sorri e olhei para ela, que também sorria.
– E você? Qual a sua primeira matéria? – eu tinha que parecer interessado.
– Educação Física. – então era por isso que ela estava com aquela calça tão apertada que a deixava parecendo ainda mais deliciosa. Pena que ela usava uma camiseta longa que ia até as coxas dela, cobrindo-a. Eu queria me lembrar do corpo dela. De quando ela estava de biquíni, por exemplo. Mas eu não podia pensar nisso. Eu não podia mais ser o ninfomaníaco sedutor e sim o amigo carinhoso. Mas e se eu fosse os dois? — Hum. – foi a única coisa que eu disse em resposta. – Está livre hoje depois da aula? – perguntei sem olhar para ela.
– Acho que sim. Por quê? – ela sabia o que significava.
– Eu quero te levar a um lugar. – eu respondi, fazendo mistério.
– Aonde? – ela perguntou curiosa.
– É surpresa. – respondi.
– E como eu vou saber se você não vai me seqüestrar e vender meus órgãos para o mercado negro? – ela tinha senso de humor.
– Você tem uma imaginação fértil, não é? Como você pensou nisso? Eu até poderia seqüestrá-la para torná-la minha escrava sexual, mas não para vendê-la para o mercado negro. – eu entrei na brincadeira.
– Logo eu escrava sexual? Não tem ninguém melhor não? – ela perguntou ainda rindo.
– Não, não existe ninguém melhor do que você. – eu falei sério. Ela ficou corada. – E então Am? Que tal confiar no seu amigo? Eu prometo que você vai gostar. – eu tinha certeza.
– Tudo bem então. Eu vou confiar em você. – ela respondeu menos envergonhada. Mas ainda nervosa. Eu apenas sorri. Pouco tempo depois chegamos ao colégio.
– Chegamos. – eu falei. Saí do carro e abri a porta para Amy que me agradeceu com um sorriso. Ficamos caminhando e conversando um pouco. Todos olhavam para nós. Eu já estava acostumado a receber os olhares das garotas do colégio, mas a Amy parecia incomodada.
– Você está bem? – perguntei parecendo preocupado.
– Estou sim. Eu só estou com um pouco de dor de cabeça. Só isso. – ela estava pálida.
– Você está pálida Am. Está sentindo mais alguma coisa? – agora eu estava ficando preocupado.
– Não. Eu estou bem, obrigada. Não precisa se preocupar. – ela sorriu, mas não me convenceu.
– Tem certeza? – eu parei de caminhar.
– Tenho. Obrigada. – ela disse com voz fraca e logo encostou a cabeça no meu ombro direito. Eu achei estranho ela fazer aquilo e olhei para ela. Foi quando a vi caindo na minha frente. Por sorte consegui segurá-la antes que ela caísse brutalmente no chão.
– Am! – eu não sabia o quê fazer… A Amy estava desmaiada nos meus braços.
Notas finais
Gostaram? Não gostaram? Por favor mandem review.^^
Os reviews me ajudam a melhorar e me alegram muito. You have no idea. ^^
Obrigada por ler a fic.*-*
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