Que O Jogo Comece...

16 Antes que eu caísse...


Notas iniciais
Oie leitores lindos e maravilhosos da minha vida!*-*
Obrigada pelos reviews meus amores! Não sabem como me deixam feliz e me motivam.^^ leitores fantasmas por favor se pronunciem, eu não sou nenhum monstro, ok? Posso parecer, mas não sou. kk'
-Nem pareço nada, é brincadeira.^^-
Ok... Esse é um P.O.V. Amy e eu espero que gostem. Eu já quase terminei o próximo Cap. e amanhã é feriado e então não tem aula.o/ A partir desse fato eu dou quase certeza de que já posto próximo Cap. amanhã mesmo, ok?
Muito obrigada à todos que lêem minha fic, eu amo vocês.*-*
Boa leitura!
Dicas de leitura:
Te Beijar Ou Te Matar?: https://www.fanfiction.com.br/historia/222258/Te_Beijar_Ou_Te_Matar
Torta De Limão: https://www.fanfiction.com.br/historia/211802/Torta_De_Limao
Te beijar ou te matar e Torta de limão: Fics muito perfeitas de verdade. *-*



P.O.V. Amy

Eu me acordei mais tarde naquela quarta-feira. Eu não acreditava que ia ao colégio com o Nathaniel e eu tinha que contar para a Jen que eu não iria com ela para a aula. Então peguei meu celular:


— Alô? – a voz da Jen era sonolenta.


— Oi Jen, tudo bem? – eu não conseguia conter a alegria na minha voz.


— Como alguém pode estar tão feliz às 10:00? – ela estava irritada.


— É que… eu queria dizer que eu não vou para o colégio hoje contigo, Jen. Eu vou com o Nathaniel, tudo bem? – eu perguntei sem jeito.


— Ah! Bonito! Vai me deixar por causa do Nathaniel, é?! – ela brincou. – Agora eu entendi o porquê dessa felicidade toda. Eu peço para o Nick me levar então. E pode me contar tudo mocinha! Quero todos os detalhes! – era uma exigência.


— Ok, ok. – respondi. Eu contei tudo à Jen. De como eu tinha me sentido com aquele abraço e quando ele escorou a cabeça no meu ombro e o beijou. De como o meu coração havia acelerado e que eu não fazia idéia de o quê eu estava sentindo. Ficamos conversando por muito tempo.


— O Nathaniel foi tão carinhoso assim? O Nathaniel? – ela perguntou incrédula.


— O quê você acha Jen? – eu estava estranha. – Eu não quero sair machucada de novo por causa de ilusões. – continuei triste.


— Eu acho que você deve esperar um pouco. Tente pensar no Nathaniel apenas como um amigo. Se ele não sugerir nada, não busque por algo que não é real. Não crie expectativas, apenas seja amiga dele. – os conselhos da Jen eram sempre muito bons. Mas… Parecia que ela não entendia os simples fatos de que eu não conseguia me esquecer dele, eu não conseguia simplesmente parar sentimentos tão fortes. Eu não conseguia não chorar quando pensava nele, eu não conseguia estar ao lado dele sem um sorriso idiota no rosto, eu não conseguia… Eu nunca consegui.

Olhar para aqueles olhos azuis tão profundos, normalmente maliciosos, mas ultimamente tão afetuosos me inebriava. Lembrar do sorriso dele me fazia sorrir sozinha e o toque dele era… Somente… A melhor sensação que eu podia ter. Aquele abraço, eu nunca iria esquecer.


— Eu vou tentar. – foi a resposta que eu proferi. – Eu tenho que me arrumar Jen, até a aula. – despedi-me.


— Até a aula, e aproveita bem o “vizinho gostoso”, ok? Beijo. – a Jenna sempre me fazendo rir.


— Pode deixar, beijo. – entrei na brincadeira.


Me arrumei rápido, diferente do meu normal, e então peguei um caderno e uma caneta. Comecei a escrever um poema. Eu sempre gostei de escrever poemas… Principalmente quando eles eram sobre o Nathaniel. E eu tinha, sem ser exagerada, mais de cem poemas sobre ele.


“Eu não entendo por que…
…Às vezes me sinto assim em relação a você.
Eu te perdoei, mas não consigo esquecer
De quando você me magoou
De quando sem nenhuma consideração meu coração despedaçou.
Não paro de me lembrar do brilho do seu olhar
De nossos lábios a se encontrar
Do abraço doce que veio me dar
Das palavras extasiantes que insistiu em expressar.
Como?! Como posso não te amar?!
Realmente se eu pudesse, jamais iria me apaixonar.
Eu sofro pelo seu amor
E começo a pensar que gosto de dor.
Pareço masoquista de coração
Afinal, eu sempre me entrego à mesma paixão.
Eu te amo,
Pode, por favor, me segurar antes que eu desabe ao chão?”

Enquanto eu escrevia as lágrimas rolavam, eu simplesmente não conseguia parar de chorar e me sentia bem de qualquer maneira. Era bom sentir algo de novo. Depois do último verso do poema me obriguei a escrever como antigamente tinha costume. Escrevi meu nome, desenhei um coração e escrevi o nome dele… Nathaniel. Definitivamente, eu era a garota apaixonada de novo.


Sequei minhas lágrimas e lavei o rosto. De alguma forma meu rosto não estava vermelho, impressionante. Desci a escada. Com todos os meus devaneios o tempo tinha passado e eu nem tinha percebido. Cheguei à cozinha onde estavam todos à mesa. Assim, sentei-me também depois de dar bom dia a todos. Almocei e subi para escovar os dentes. Peguei minha bolsa logo depois quando ouvi a campainha soar. Desci e atendi a porta. Era ele.


— Oi Amy. Está pronta? – ele estava lindo como sempre e com um olhar… diferente. Mais bonito ainda.


— Oi Nathaniel. Estou sim. — Eu acabei prendendo um sorriso. – Tchau! – gritei despedindo-me dos que estavam em casa. Em seguida puxei a porta atrás de mim.
Fomos até o carro do Nathaniel.


Ele foi cavalheiro abrindo a porta do carro para que eu entrasse no mesmo.


— Qual é a sua primeira matéria? – eu não gostava daquele silêncio perturbador que invadia o interior daquele carro.


— Física, eu acho. – ele respondeu breve.


— Logo Física? – eu sabia que ele não suportava Física.


— É infelizmente. Mas eu não preciso me preocupar, tive uma ótima professora. – ele sorriu para mim, fazendo com que um sorriso bobo inundasse o meu rosto.


— E você? Qual a sua primeira matéria? – ele não parecia muito interessado. Eu não queria ser chata.


— Educação Física. – respondi breve, sentia que tinha algo errado.


— Hum. – foi a única coisa que ele disse em resposta. – Está livre hoje depois da aula? – eu ouvi bem? Ele perguntou se estou livre… Hoje… Depois da aula?


— Acho que sim. Por quê? – ele ia me convidar para sair?!


— Eu quero te levar a um lugar. – ele estava sendo misterioso. Que combinação perfeita.


— Aonde? – ele estava me deixando curiosa.


— É surpresa. – será que ele queria me torturar?


— E como eu vou saber se você não vai me seqüestrar e vender meus órgãos para o mercado negro? – eu estava nervosa, então comecei a brincar.


— Você tem uma imaginação fértil, não é? Como você pensou nisso? Eu até poderia seqüestrá-la para torná-la minha escrava sexual, mas não para vendê-la para o mercado negro. – ele entrou na brincadeira. Imaginei-me como escrava sexual dele para ser sincera. Não é uma coisa da qual me orgulho, mas eu imaginei. E tirando a parte de ser escrava, bom… Eu admito que gostei da ideia. Nossa… Acho que passando mais tempo com ele eu também estou virando uma pervertida. Ah! Que pensamentos deploráveis.


— Logo eu escrava sexual? Não tem ninguém melhor não? – eu brinquei, eu não sou o tipo de garota sedutora.


— Não, não existe ninguém melhor do que você. – ele estava sério e irresistível. Eu tenho certeza que corei. – E então Am? Que tal confiar no seu amigo? Eu prometo que você vai gostar. – eu congelei por um momento. Depois de alguns segundos voltei ao normal.


— Tudo bem então. Eu vou confiar em você. –eu respondi meio receosa, eu estava muito nervosa. Ele sorriu novamente e olhou para mim com aqueles perfeitos olhos azuis, eu me perdia na imensidão daqueles olhos. Pouco tempo depois chegamos ao colégio.


— Chegamos. – ele falou. Ele saiu do carro e novamente abriu a porta para mim. Eu o agradeci com o sorriso bobo de sempre. Ficamos caminhando e conversando um pouco. Eu não acreditava na indiscrição das pessoas a nossa volta. Eram tantos olhares atentos a cada movimento nosso… Principalmente olhares femininos que eram como flechas mergulhadas em fogo atingindo todo o meu corpo. Eu estava me sentindo deslocada do lado dele, aqueles olhares me lembravam de que eu era só a Amy. Uma garota normal, ou melhor, nerd, que estava ao lado do garoto mais popular do colégio. Eu não queria que tudo isso me abalasse, mas a situação me fazia sentir muito mal. Há um tempo eu já não estava totalmente bem, mas…


— Você está bem? – o Nathaniel perguntou.


— Estou sim. Eu só estou com um pouco de dor de cabeça. Só isso. – eu não queria preocupá-lo e também nunca fui de demonstrar dor.


— Você está pálida Am. Está sentindo mais alguma coisa? – ele era tão lindo preocupado. Ele se importava comigo, isso me deixou muito feliz.


— Não. Eu estou bem, obrigada. Não precisa se preocupar. – eu sorri.


— Tem certeza? – ele parou de caminhar.


— Tenho. Obrigada. – eu disse com voz meio fraca, eu estava meio desnorteada, simplesmente as coisas foram escurecendo e eu perdi o controle do meu corpo, foi quando me vi caindo, e logo só escutei-o me chamando: — Am! — e logo, tudo tinha escurecido.

Acordei em uma maca. Minha cabeça ainda doía um pouco. Ergui-me lentamente olhando ao redor, logo percebi onde eu estava: era a enfermaria do colégio. A enfermaria do colégio era deserta. Duas pessoas apenas eram as encarregadas daquele lugar sem vida. Eu olhei para o relógio da parede à frente da maca onde eu me encontrava agora sentada e percebi que os ponteiros do mesmo marcavam 15:50. O intervalo recém começara. Sentada na maca meus olhos percorriam toda a sala. A última coisa de que me lembrava era de estar conversando com o Nathaniel e de repente, tudo ficar escuro. Em seguida, me lembro de tê-lo escutado chamar meu nome, logo eu apaguei.


— Que bom que acordou. – era a voz dele, o único que fazia meu coração acelerar. Nathaniel se encontrava com os pés a os braços cruzados escorado na batente da porta da enfermaria, que ficava atrás e a esquerda do leito onde eu estava. – Como se sente? – ele continuou. O sorriso dele era perfeito e meigo.

— Eu estou bem, obrigada. O quê aconteceu exatamente? – era estranho querer saber algo que havia acontecido comigo que eu não lembrava.

— Você desmaiou. A enfermeira disse que provavelmente você está anêmica. Parece que alguém não está se alimentando direito. Será que eu vou ter q eu começar a cozinhar para você? – ele sempre tinha que brincar… Atraía-me ainda mais. E por qual motivo, razão ou circunstância o sorriso dele tinha que ser tão perfeito?!

— Não precisa. Obrigada. – respondi mais divertida, já com um sorriso idiota no rosto.

— Ele foi se aproximando de onde eu estava e sentou-se no espaço vazio na maca, ficando de lado para mim e em seguida virou-se olhando nos meus olhos: — Eu já disse que o seu sorriso é lindo? – O olhar dele era tão brando… Como um mar azul profundo onde eu amaria me perder por horas a fio. Somente contemplando a sinceridade expressa naqueles inesquecíveis olhos azuis. Eu tinha ficado envergonhada, mas os olhos dele me acalmaram. Ficamos nos encarando por alguns minutos em pleno silêncio, um que já não era perturbador, mas confortante e convidativo. Nossos rostos foram se aproximando lentamente, eu já podia sentir o calor da respiração dele quando…

— Ah! Vejo que a moça acordou. – era a enfermeira, uma das. – Como se sente agora, querida? – ela era uma pessoa muito amável.

— Bem, obrigada. – respondi me afastando de Nathaniel sutilmente.

— Não agradeça a mim, agradeça ao seu namorado que te trouxe até aqui. – infelizmente, o Nathaniel não é meu namorado.

— Nós não somos… — eu comecei, mas fui interrompida pelo Nathaniel.

— Não precisa agradecer meu amor. – ele estava fingindo ser meu namorado? Eu entendi bem?

Ele se aproximou e beijou minha testa, eu senti o tempo parar por um momento. Eu sentia uma alegria avassaladora invadindo o meu ser, crescendo mais a cada segundo. Eu poderia desmaiar novamente, mas agora, de tamanha felicidade. Depois de beijar minha testa ele se afastou lentamente e colocou uma mecha do meu cabelo atrás da minha orelha, acariciando meu rosto com seu polegar. Assim, ele piscou para mim. Claro! Era por diversão. Para ele, tudo era diversão. Como eu sou idiota! Esperando que ele goste de mim?! E o quê são estes pensamentos Amy?! Centrar-se lembra? Apenas amigos… É o quê vocês são.

— Você poderia ter se machucado se ele não tivesse te segurado. – a enfermeira continuava.

— Como? – perguntei confusa. Estava desatenta, prestando atenção somente em meus pensamentos.

— O seu namorado. Ele te segurou antes que você caísse no chão e te trouxe até aqui. – ela repetiu. Eu apenas olhei para o Nathaniel que sorriu em confirmação.

Eu não tinha mais controle sobre meus sentimentos. Ele me desconcertava, me fazia ir longe demais, em um lugar inimaginável de onde eu não queria sair, mas, primeiramente, jamais queria ter entrado. Eu segui com um forte impulso. Talvez eu me arrependesse mais tarde, mas naquele momento era tudo o quê eu queria.

Ele ainda estava sentado aos meus pés na maca virado para mim, então eu inclinei meu tronco para frente e o abracei envolvendo-o pelo pescoço. – Obrigada. – eu disse no meio do abraço. Eu queria abraçá-lo novamente desde o momento em que nos havíamos soltado no parque. Ele estava paralisado, mas logo ele me envolveu com seus braços quentes e confortantes, eu senti dessa maneira o perfume dele novamente.

— Eu também gosto muito de você. – Lembrei o quê ele havia dito no parque. No parque eu estava em choque com o abraço do Nathaniel, então não consegui responder o que ele havia dito. Que ele gostava muito de mim. Ele não disse nada. Somente como da outra vez me abraçou mais forte.

Eu estava tão feliz… De uma maneira completamente indescritível. Naquele mesmo dia eu havia escrito um poema onde dizia: "Eu te amo,
Pode, por favor, me segurar antes que eu desabe ao chão?”

Ele tinha me segurado.

Nathaniel era o único que fazia meu mundo desabar… Mas agora também era quem estava lá ao meu lado para me segurar. Nada mais importava… Por que eu estava com ele.

Notas finais
Gostaram do Cap? Por favor me deixem ciente do que pensam, ok? Eu gosto muito de reviews e aprendo com eles. ^^
Agradeço novamente aos leitores da minha fic.
Se gostaram desse Cap. acho que irão gostar mais ainda do próximo que é um P.O.V. Nathaniel com certas revelações.*-* Mas não vou dizer o que vai rolar e estragar a surpresa, né? kk'
Desculpem-me pelas minhas chatices agudas.Beijos, até o próximo Cap.