Que O Jogo Comece...

32 Não quero que me solte


Notas iniciais
Oie leitores lindos do meu coração! *---* Aqui estou eu atrasada como sempre. ^^ Desculpem-me.
Eu também queria agradecer pelos reviews, vocês não sabem o quanto me ajudam. Mesmo. *---*
Bom, apesar de não ser bem o que vocês queriam... Eu espero que gostem do Cap.
O Cap. é P.O.V. Amy e o Nathaniel está muito fofinho. *---*
Boa leitura meus amores! ^^
Dica mais do que perfeita: http://fanfiction.com.br/historia/222258/Te_Beijar_Ou_Te_Matar

P.O.V. Amy


O Nathaniel atendeu a porta pouco depois que eu apertei a campainha.

– Oi Nathaniel. – eu sorri mais abertamente o vendo. Ele estava lindo, como sempre.

– Oi Am. Você está... Perfeita. – ele disse enquanto os olhos dele percorriam meu corpo. Depois disso ele beijou meu rosto. – Entre e sinta-se em casa. – ele disse fazendo um gesto para que eu entrasse. Eu entrei na casa dele e ele fechou a porta. Eu olhei ao redor da sala onde estávamos e depois me virei sorrindo para ele que estava atrás de mim.

- É bom te ver feliz assim. – ele disse se aproximando com um sorriso no rosto. Ele acariciou meu rosto com a mão dele. – Fica ainda mais linda.

- Obrigada. – eu respondi sorrindo. Estava tão nervosa que não conseguia parar de sorrir. – Seus pais não estão em casa? – eu perguntei. Eu havia notado que a casa estava muito silenciosa.

- Não. – ele disse se aproximando mais de mim e sorrindo meio malicioso. – A casa é toda nossa. – ele me segurou pela cintura e direcionou o rosto ao meu pescoço. Eu me soltei sutilmente dos braços dele. Talvez eu estivesse errada quanto a estar realmente pronta para ser dele, pois eu não podia estar mais nervosa. Eu tinha que mudar de assunto.

- Que lindo... – eu disse observando um porta-retrato do Nathaniel em uma estante e me afastando mais dele. No retrato ele devia ter uns seis ou sete anos. Ele se aproximou de onde eu estava. – Você continua com o mesmo sorriso. – eu disse ainda observando o retrato. Senti quando as mãos fortes dele me seguraram pela cintura e me arrepiei. Ele me virou e foi chegando mais perto de mim com um sorriso irresistível nos lábios, fazendo com que eu me apoiasse na estante. Ele logo me ergueu, me fazendo sentar em um compartimento da estante atrás de mim enquanto ele me cercava com seus braços.

- Então segundo você o meu sorriso continua lindo? – ele disse com a voz rouca e baixa e com aquele bendito sorriso safado e maravilhoso ainda no rosto. Ele queria me enlouquecer, só pode ser isso. Eu tenho certeza que corei, pois o meu rosto fervia. Ele sorriu ainda mais malicioso com a minha reação e chegou o rosto dele mais perto do meu. Ele olhava hora nos meus olhos, hora para meus lábios. Eu da mesma forma olhava para os olhos azuis intensos dele e para seus lábios levemente cheios e sedutores. Ele ia me beijar e eu ansiava por isso. Mas como eu sou uma idiota...

- É, continua lindo. – eu falei pegando o porta-retrato e o colocando entre nossos rostos, não permitindo que o Nathaniel me beijasse. Porque eu sei que se ele me beijasse eu não ia intervir a mais nada que ele fizesse. Ele parou me observando e logo sorrindo meigo, diferente do normal dele. Ele beijou meu rosto e sussurrou no meu ouvido: — Eu continuo te amando, Am. – meu coração parou e depois acelerou. Eu o abracei e ele que antes me cercava com seus braços agora me abraçava também. – E eu não vou mais te soltar. – ele disse no meio do nosso abraço.

- Tudo bem. – eu disse muito baixo. – Eu não quero que me solte. – continuei com voz fraca.

- Vamos para o meu quarto? – ele perguntou perto do meu ouvido. Eu apenas balancei a cabeça em um gesto de afirmação. Ele me segurou no colo, me deixando muito próxima ao corpo dele. Meus braços estavam envolta do pescoço dele e a minha cabeça apoiada em seu ombro direito. Eu podia sentir o ritmo da respiração dele através do movimento que o peito dele fazia contra o meu corpo. Ele me levou assim em direção a escada.

- Não precisa me carregar, Nathaniel. – eu disse com a cabeça ainda apoiada no ombro dele. Mesmo que eu não quisesse que ele me soltasse. Ele sorriu novamente para mim enquanto me olhava nos olhos com aqueles acicatados mares azuis.

- Eu disse que não ia mais te soltar. – ele continuou me carregando, subindo a escada comigo em seus braços.

Eu não consigo explicar como me senti naquele momento, as palavras parecem ser insuficientes para expressar minhas emoções. Eu o amava. Ele me amava e eu sentia isso. Eu queria ser dele, me entregar totalmente a ele. Mas eu não conseguiria... Não naquela noite.

Chegamos à frente da porta do quarto dele, ele ainda me segurava em seus braços. Ele abriu a porta e a fechou empurrando-a com o pé logo que passamos. Ele me levou até a cama dele e me deitou lentamente na mesma enquanto olhava profundamente em meus olhos. Ele estava com os braços e as pernas ao redor do meu corpo. Ele beijou minha testa e logo disse com o rosto bem próximo ao meu: – Eu vou trocar de roupa no banheiro. Você pode trocar aqui, está bem? – ele perguntou com o olhar mais doce que se possa imaginar. Eu sorri envergonhada ainda admirando o rosto dele.

– É claro. – eu disse ainda sorrindo. Ele se afastou de mim e saiu de cima da cama. Ele foi em direção ao guarda-roupas e pegou as roupas para trocar. Logo ele entrou no banheiro e trancou a porta. Eu ainda estava com a minha bolsa no ombro. Levantei-me e saí da cama do Nathaniel, pegando a camisola de seda rosa clara com renda abaixo dos seios que estava dentro da bolsa. Tirei minha calça jeans e a camiseta que eu vestia e coloquei a camisola.

– Já está vestida, Am? – o Nathaniel perguntou de dentro do banheiro.

- Sim, estou. – eu disse enquanto colocava as roupas que eu antes vestia dentro da minha bolsa. Virei-me para olhá-lo e me admirei ainda mais. Ele usava somente uma bermuda preta de pijama. O abdômen dele à mostra me fez suspirar involuntariamente. A definição da palavra “gostoso” era a imagem do Nathaniel, que eu via à minha frente. Eu notei que ele também me olhava com certa admiração. Só então eu me lembrei que estava no quarto dele vestindo uma camisola de seda que só cobria até um pouco antes da metade das minhas coxas e que não tinha um decote muito pequeno. Eu não estava vulgar, até porque era uma camisola. Mas, embora a camisola fosse do tamanho de um vestido normal e o decote não fosse exagerado, eu não me sentia à vontade. Principalmente porque o Nathaniel me olhava com desejo, como se pudesse me apalpar com os olhos... E eu amava isso. Eu cruzei meus braços na tentativa de cobrir mais o meu corpo, mas sem sucesso. Fazendo isso meus seios ficavam em maior evidência, justamente o que eu queria evitar. Inevitavelmente ele olhou para os meus seios, mas depois para o meu rosto, que estava vermelho, tenho certeza. Ele sorriu e fez a volta ao redor da cama, se colocando no lado direito da cama de casal.

- Vem. – ele me puxou suavemente pela mão. Eu me sentei na cama, logo me cobrindo com o lençol. Ele me puxou para mais perto dele, me fazendo deitar sobre o peito dele. – E então Am... O que pretende fazer depois de se formar? – ele perguntou ao acaso.

- Eu... Pretendo fazer faculdade de medicina. – falei tocando o abdômen dele. – E você, Nathaniel? – perguntei erguendo o olhar.

- Eu ainda não decidi. Embora advocacia me chame muito à atenção. – ele disse olhando para o teto.

- O seu pai é advogado, não é? – eu perguntei.

- Sim, ele é. – ele respondeu breve.

- Ele sabe que você se interessa por advocacia? – perguntei curiosa.

- Sabe, mas... – ele respondeu conciso. O silêncio tomou conta do quarto por um momento. –... Ele não me acha capaz de ser um bom advogado. – ele falou com pesar.

- Ele está errado. – eu disse o abraçando forte. – Eu tenho certeza que você vai ser ótimo em qualquer coisa que decidir fazer. – eu disse olhando para ele e depois deitando minha cabeça sobre o peito dele novamente. – Eu tenho certeza. – eu disse enquanto acariciava levemente o peito dele. Ele sorriu e me envolveu com mais força. – E me desculpa, Nathaniel. – eu disse muito baixo enquanto ele acariciava a minha cabeça com a mão esquerda e o meu braço direito com a mão direita dele.

- Te desculpar? Por que? – ele perguntou intrigado.

- Por que... – eu me ergui e o olhei nos olhos. -... Eu também te amo, Nathaniel... – eu disse e beijei o rosto dele. -... Muito. – completei. Eu não estava pedindo desculpas a ele por amá-lo exatamente, mas sim por não ter me entregado totalmente a ele mesmo o amando. Eu acho que ele me entendeu, não era algo complexo. Ele passou a mão pelo meu rosto, me acariciando. Eu fechei os olhos e suspirei com o carinho dele.

- Minha perfeita. – ele disse sorrindo e me trazendo novamente próxima ao corpo dele. Conversamos durante mais algumas horas e ele desligou a luz quando eu comecei a ficar com sono. – Boa noite, Am. – ele disse e beijou minha cabeça.

- Boa noite, Nathaniel. – eu disse e puxei mais os braços dele, que me envolviam.

Aquela foi uma ótima noite de sono. A melhor de todas as noites.

Acordei-me no dia seguinte ainda envolvida pelos braços do Nathaniel, mas agora estávamos deitados de lado. Eu virada para o lado direito e ele me envolvendo deitado atrás de mim da mesma forma. Eu deslizei minhas mãos pelos braços dele com delicadeza até encontrar as mãos dele, nas quais eu coloquei as minhas. Ele se mexeu um pouco na cama e me envolveu ainda mais apertado. – Bom dia, Am. – ele disse e beijou meu rosto.

- Bom dia, Nathaniel. – eu disse sorrindo sem me virar para ele.

- E eu não ganho um beijo? – ele perguntou me beijando novamente. Eu me virei e beijei o rosto dele, logo o acariciando.

- Como você é carente, Nathaniel... – eu disse para provocá-lo. Ele apenas sorriu lascivo.

- Só eu? – ele perguntou sorrindo maroto. Eu também sorri.

- Sim, só você. – eu me atrevi a dizer. Ele me segurou e inverteu nossas posições, ficando por cima de mim e me cercando com os braços dele.

- Tem certeza? – ele perguntou com o mesmo sorriso irresistível do dia anterior.

- Sim, eu tenho. – eu disse o desafiando. Ele sorriu muito malicioso e começou a beijar o meu pescoço.

- Então você não sente nada se eu te beijo? – ele continuou me fazendo delirar.

- Nathaniel... De novo não. – eu disse baixo, minha voz falhava.

- Não sente nada, Amy? – ele perguntava sorrindo contra a minha pele e assim, me fazendo sorrir como boba também.

De repente eu ouvi o som da porta do quarto sendo aberta. — Nathaniel, filho, como foi a... – era a senhora Collins, a mãe do Nathaniel. -... Noite? – ela continuou após ver aquela cena constrangedora... Eu e o Nathaniel em cima da cama com pijamas nada conservadores. E o Nathaniel em cima de mim beijando o meu pescoço enquanto eu expressava muito prazer, um que era evidente. Eu não sabia o que dizer. A mãe do Nathaniel ficou imóvel por um breve momento, mas depois nos pediu desculpas e saiu do quarto com muita pressa.

- Desculpa, Am. – o Nathaniel saiu de cima de mim. – Eu não sabia que eles iam voltar hoje.

- Tudo bem. – eu estava morrendo de vergonha, mas... – Mas acho melhor nos vestirmos, não é? – continuei.

- É claro. Pode se trocar no banheiro. – ele disse sorrindo para mim, mas ainda deitado na cama.

Eu me levantei, peguei minha bolsa e fui até o banheiro. Ele ficou me observando todo o tempo. Tranquei a porta do banheiro e troquei de roupa. Saí de lá e o vi já vestido.

- Eu vou para a minha casa, mais tarde nos vemos. – disse me aproximando dele.

- Eu vou estar te esperando. – ele abraçou-me rapidamente. – Eu vou te levar até a porta. – ele disse sorrindo.

Saímos do quarto dele.

- E então futuro advogado... – eu comecei para descontrair enquanto andávamos no corredor.

- Futuro advogado? – era o pai do Nathaniel, com um sorriso zombeiro no rosto. A expressão do Nathaniel mudou no mesmo instante.

- O Nathaniel pensa em ser advogado como o senhor. – eu disse um pouco insegura.

- Querer é uma coisa. Ser capaz é outra. – ele disse com um ar soberbo e voz autoritária.

- Com todo o respeito Sr. Collins, mas eu acho que o Nathaniel é mais do que capaz de fazer qualquer coisa que ele desejar. – eu disse um pouco irritada. Ele era o pai do Nathaniel. Como ele podia tratá-lo assim? – Eu acredito nele. – eu sorri para o Nathaniel que sorria para mim. — E o Sr. também deveria acreditar. – terminei.

- É, acho que pelo menos uma escolha certa você fez. – ele disse olhando para o Nathaniel e sorrindo “orgulhoso” de certa forma. Aquela não era a reação que eu esperava. Ele estava falando de mim. Eu corei. O pai do Nathaniel logo saiu caminhando pelo corredor. O Nathaniel segurou a minha mão e me conduziu até o primeiro andar sorrindo.

- Me desculpe por isso. – ele disse.

- Não tem problema. Até logo, Nathaniel. – eu disse saindo pela porta da frente.

- Até logo, Am. – ele me respondeu sorrindo de canto.

Voltei para casa e tomei um longo banho. Vesti-me normalmente e sequei meu cabelo. Fiz uma leve maquiagem e desci para almoçar. Voltei e terminei de me arrumar para o colégio.

Quando estava pronta desci a escada e saí de casa me despedindo de todos. Mais um longo dia de aula viria me atormentar. Mas, até lá, eu iria desfrutar de uma boa conversa com o homem que eu amava, que já se encontrava escorado no carro da mesma maneira de sempre: com um olhar malicioso e um sorriso irresistível.

Notas finais
E aí?! Gostaram do Cap?! Quero a opinião de vocês, ok?!*---*
Muito obrigada por tudo, meus lindos! Beijos!^^