Que O Jogo Comece...
18 Minha perfeita... Só minha.
Notas iniciais
*Esse é mais um P.O.V. Nathaniel.
Esse Cap. trata sobre como fica a aposta e eu espero do fundo do meu coração que gostem. ^^
O Nathaniel está a cada dia mais safado, kk'.
Boa leitura queridos!^^
Dica de leitura: https://www.fanfiction.com.br/historia/222258/Te_Beijar_Ou_Te_Matar/ageconsent_ok
Te beijar ou te matar? - fic perfeita. *-*
P.O.V. Nathaniel
Não fazia uma semana que aquela maldita aposta tinha começado e eu já estava apaixonado por ela. O que ela tem a mais? O que fez eu me apaixonar por ela? Bom, até pouco tempo eu mesmo não sabia, eu apenas não imaginava estar longe dela agora. Então eu decidi pensar sobre o assunto.
Eu amava o sorriso dela, o jeito como ela mexia no cabelo quando estava nervosa, o modo como ela me fazia sentir e como eu podia fazê-la feliz. Gostava do perfume dos cabelos dela, da maciez da pele dela, do abraço dela, do sabor dos beijos dela, de como ela olhava para mim, da maneira como ela agia, de como ela sempre estava linda sem precisar mostrar seu corpo, do caráter dela, da doçura dela, da ingenuidade dela e do amor dela… De como ela era perfeita. O apelido que eu dei para ela fazia mais sentido do que nunca, embora de uma maneira diferente, ela era a “senhorita perfeita”. A minha perfeita. Só minha.
A aula tinha acabado. Eu fui novamente à enfermaria, mas, quando cheguei lá a Amy já não estava mais.
– Onde a Amy está? – perguntei à enfermeira.
– Ela saiu daqui pouco depois que você saiu, com os pais dela. – a enfermeira respondeu.
– Está bem, obrigado. – agradeci e logo saí quase correndo da sala. Entrei no meu carro e pouco depois cheguei em casa. Apenas atirei minha mochila em cima da minha cama e logo saí de meu domicílio. Queria muito vê-la.
Dirigi-me à casa vizinha e apertei a campainha. A mãe da Amy atendeu.
– Oi Sra. Hansen. Como a Amy está? – perguntei meio envergonhado. Eu não sabia por que eu estava nervoso. Eu nunca ficava nervoso.
– Nathaniel, pode me chamar de Lucy. E a Amy já está melhor, entre. – a mãe da Amy abriu mais a porta e fez um gesto com a mão para que eu entrasse na casa. — Eu soube que você a carregou, não é? – ela continuou.
– Sim. Eu a levei para a enfermaria. – respondi me sentindo estranho.
– É bom ter um genro forte. – a mãe da Amy falou muito baixo sorrindo. Ela queria que eu escutasse.
– O que a senhora disse? – eu fingi não tê-la escutado.
– Oh! Nada! Eu só estava pensando alto. E é Lucy. — ela sorriu. — A Amy está na sala. – ela apontou para a mesma. — Eu estarei lá em cima. Fiquem à vontade para fazer o que quiserem. – a mãe da Amy falou e logo subiu a escada. Era impressão minha ou ela queria que eu violasse a filha dela na sala? Eu sorri.
– Com licença. – falei entrando na sala.
– Nathaniel? – ela estava sentada e com as pernas esticadas no sofá com um copo em mãos.
– Como se sente? – perguntei à ela colocando as mãos nos bolsos do meu casaco.
– Bem, obrigada. Sente-se. – ela apontou para uma poltrona com um sorriso lindo no rosto.
Eu me sentei na poltrona.
– A enfermeira disse que você saiu de lá pouco depois de mim. – eu pronunciei.
– É, a enfermeira fez o procedimento padrão e ligou para os meus pais. Eles me buscaram no colégio e me levaram ao médico. – ela explicou.
– E o que o médico disse? – perguntei interessado.
– Que eu só tenho mais duas semanas de vida. – ela olhou para baixo parecendo muito triste.
– O quê?! – eu me levantei da poltrona. Como assim mais duas semanas de vida?! Não, não podia ser verdade. – Como assim mais... Duas semanas? – eu disse me ajoelhando e segurando a mão dela, sentindo que eu iria morrer de taquicardia naquele momento.
– Brincadeira. – ela olhou para mim sorrindo. – Eu sou uma ótima atriz, não é? – ela continuou. Eu sorri sem humor. De qualquer maneira eu estava aliviado e mesmo que eu quisesse não conseguiria ficar com raiva dela. Afinal, ela sorriu aquele sorriso tímido para mim. Levantei-me do chão soltando a mão dela e colocando a minha mão novamente no bolso do meu casaco.
– Não é bom brincar assim com as pessoas. – eu disse admirando-a de perto.
– Desculpe. – ela disse mordendo o lábio inferior parecendo arrependida.
Eu sorri. Eu não podia ficar com raiva quando ela era tão amável. – E então, o que o médico disse? – perguntei novamente.
– Ele disse que eu estou anêmica e me receitou descanso e um remédio à base de ferro.
– Então você não vai à aula amanhã? – perguntei interessado.
– Não, nem sexta-feira. – ela respondeu bebendo o conteúdo do copo que segurava agora com a mão esquerda.
– O que está bebendo? – perguntei ao acaso.
– Suco de beterraba. Eu não gosto, mas combate a anemia então... – ela respondeu logo depois de desencostar seus lábios macios do copo de vidro. Como eu queria beijar aqueles lábios.
– Um sacrifício benéfico. – foi o que eu disse. Ela sorriu.
– É, é sim. – e bebeu um pouco mais de suco. Eu queria agarrá-la naquele momento. Fazê-la pagar com prazer por ter me feito ficar preocupado com aquela brincadeira sem graça de que ela morreria daqui a duas semanas. Mas ela não poderia perder mais sangue naquele momento. Ela estava fraca, mesmo que ela quisesse ser minha, eu não queria prejudicá-la. Então teria que adiar a história de possuí-la. Mas naquele momento eu ficava feliz apenas em admirá-la e por saber que eu poderia tê-la por mais de duas semanas. Eu sorri com meus pensamentos.
Ela me olhou confusa e logo interrogou: — Por que está rindo? – agora ela também sorria.
– Estou pensando bobagens. – era verdade.
– Entendo. – ela disse e bebeu novamente o suco, agora bebendo o restante do conteúdo do copo.
– E você tinha razão. Sua mãe consegue superar a minha em questão de sutileza. – eu usei de sarcasmo.
– Eu te falei. – ela sorriu convencida. – Espera aí! O que a minha mãe te disse?! – ela continuou agora curiosa.
– Nada demais. – respondi me lembrando das palavras de dona Lucy.
– Eu acho que é melhor que eu nem saiba mesmo. – ela balançou a cabeça para os lados em sinal de reprovação.
– Gosta de jogar xadrez Am? – eu precisava de algo para entretê-la.
– Gosto muito. – ela era tão linda.
– Então amanhã eu venho aqui depois da aula para te vencer. – eu quis provocá-la.
– Você não vai me vencer. – ela disse com confiança. — Bom, então... Até mais.
– Eu me aproximei do sofá e beijei a testa dela. – Até mais minha namorada. – logo me virei e saí caminhando lentamente.
– O quê? – ela perguntou.
Eu sorri. – Para a enfermeira e para a sua mãe é isso o quê somos.
– Por que a minha mãe tem que ser assim? — ela perguntou para si mesma. Eu somente sorri.
A campainha soou.
– Eu atendo para você. – disse à Amy.
– Não precisa, eu estou bem. – a Amy disse levantando-se.
– Não. – eu proferi e ela simplesmente me olhou. Cerquei-a com meus braços antes que ela pudesse se levantar do sofá e agora também com os joelhos em cima do sofá em torno da cintura dela eu me aproximei de seu corpo e ela foi se deitando olhando cada vez mais atenta com seus olhos negros em meus olhos ao ponto que eu chegava mais perto. Um grande sorriso era evidente em meu rosto e no lindo rosto dela havia medo e excitação. O coração dela estava acelerado e a respiração era escassa. Eu não queria perturbá-la nem aborrecê-la, eu apenas a desejava. Mas eu tinha que lembrar que ela estava fraca. Aproximei assim o meu rosto ainda mais daquele rosto tão delicado, de modo que encostei a minha testa na dela. Eu não só sentia o maravilhoso perfume que emanava do corpo dela, mas também sentia o calor pausado de sua respiração, juntamente com a incessante melodia violenta e descontrolada de seu coração batendo como eu jamais tinha ouvido. Virei meu rosto para o lado, em direção ao pescoço dela. Ela virou lentamente o rosto para o lado me dando acesso à pele nua de seu pescoço. Eu mordi meu lábio inferior, tentado a satisfazer minha vontade de dar à ela um prazer para ela antes inimaginável. Mas eu não podia. Umedeci meus lábios e aproveitei o acesso que ela tinha me dado para me aproximar de seu ouvido.
– Você tem que estar totalmente saudável para o que eu quero fazer com você. – ela ficou imóvel após ouvir as palavras que saíram da minha boca. — Você esqueceu que você seria minha hoje depois da aula? – eu a senti estremecer. Ela entendeu a malícia em minha voz, embora, na verdade, meus planos para essa tarde com ela fossem outros, minha voz a confundiu com as segundas intenções que eu mantinha até aquele momento em segredo dentro de mim. — Então apenas descanse e deixe que eu cuide de você. – eu disse de modo suave e carinhoso mais próximo ao ouvido dela. Há dias eu queria cuidar dela, agora eu poderia. Baixei mais a minha cabeça em forma de alívio e enterrei-a nos cabelos da Amy que estavam esparramados na almofada do sofá, sentindo novamente o aroma dos cabelos dela, quase delirando de desejo. Logo saí de cima dela.
– Até amanhã Am. – retifiquei ainda sorrindo e satisfeito. Ela não respondeu, mas eu entendi, ela ainda não tinha retomado sua respiração normal.
Atendi a porta com o sorriso estampado no rosto. Era Jenna.
– Nathaniel? – ela perguntou. Deve ter-se surpreendido com a minha satisfação.
– Eu vim ver como a Amy está. Mas eu já estou de saída, só atendi a porta para que ela não precisasse se levantar do sofá. – expliquei. — Eu já vou indo, tchau. – disse e abri novamente a porta da casa da Amy.
– Ok, tchau. – ela parecia ainda surpresa pelo tom da sua voz.
Eu parecia um garotinho virgem de quinze anos. Estava realizado como nunca antes. Ela estava assustada, mas me queria. Tanto que me deu acesso ao seu pescoço enquanto eu estava em cima dela falando coisas com segundas intenções em sua sala de estar.
Fui para minha casa e depois de tomar café, para o meu quarto. Com o desmaio da Am eu tinha esquecido da aposta. Aquela maldita aposta, mas parando para pensar, foi graças a essa maldita aposta que eu pude conhecer a Amy de verdade. Então acho que posso chamá-la agora de “aposta desnecessária”. Afinal, por que eu continuava nessa aposta? Eu tenho que acabar logo com isso, mas, eu duvido que o Tyler me deixe sair ileso de tudo isso. O melhor é que eu aparente indiferença em relação à Amy.
Fiquei um bom tempo pensando na Amy e depois desci para jantar.
– Filho, é verdade que a Amy desmaiou no colégio? – era a minha mãe.
– Sim, é verdade. – respondi, sempre fingindo indiferença. Eu preferia fingir indiferença perto dos meus pais e evitar perguntas e insinuações.
– E ela está bem? – minha mãe prosseguia.
– Sim. – fui sucinto.
– A Amy é o tipo de garota que eu queria como nora. – minha mãe sussurrou. Eu tive que sorrir. ”Se depender de mim ela será a sua nora.” – pensei. Será que a minha mãe e a mãe da Am estão conspirando nos unir?- eu me divertia com meus pensamentos.
– O que disse? – perguntei fingindo não tê-la escutado.
– Nada, filho. – ela disse e sorriu.
Jantei e subi para o meu quarto, era o lugar que eu mais gostava da minha casa. Peguei na minha estante um livro de Física dos que a Amy havia me emprestado e comecei a lê-lo. Depois de um tempo desci à cozinha e tomei um iogurte. Voltei para o meu quarto, tomei banho e me aprontei para dormir.
Acordei-me mais cedo que o normal. Era quinta-feira, dia três de Maio de dois mil e doze. Fazia exatamente uma semana desde o início da aposta.
Um pouco depois de acordar já fui mergulhar, para esfriar a cabeça e pensar. Fiquei por muito tempo naquela piscina somente refletindo sobre tudo sob a luz do sol.
Logo, saí da piscina. Voltei ao meu quarto e depois de tomar banho me arrumei para o colégio. Desci e almocei. Meu pai já havia saído para o trabalho e minha mãe aparentemente havia ido à casa de uma amiga.
Escovei os dentes e entrei no meu carro em rumo ao colégio.
Chegando ao colégio vi o Tyler. – Tyler! – chamei-o.
– Nate, como anda a aposta? Vi que estava com a Amy ontem. – ele disse com um sorriso desgraçado no rosto.
– É sobre isso que eu queria falar. A aposta acabou, você venceu. – disse e saí caminhando.
– Por que? Está gostando da Amy? – sim, mas eu não posso dizer, então...
– Não. Só não quero perder meu tempo com uma garota como ela. – menti e coloquei meu lado ator para funcionar.
– Achei que seria divertido. – ele disse.
– Eu também. – respondi e continuei a caminhar.
– Então não tem problema se eu contar para a Amy sobre a aposta, não é? Afinal, você não gosta dela. Não faz mal se a enganou. – eu sabia que haveria chantagem.
– Por que quer que eu faça isso? O que você vai ganhar? – perguntei de maneira fria à ele.
– Não se lembra? – ele perguntou. – Satisfação pessoal. – eu senti uma vontade quase mortal de dilacerar aquele imbecil.
– Tudo bem, eu continuo com a aposta. – disse com os punhos cerrados. — Não conte nada à Amy, é a minha condição. – continuei.
– Seria muito fácil para você, não? Afinal, você gosta dela. Então que tal assim: Você conquista a Amy até o final do prazo. Se você não conseguir tê-la como sua namorada até o dia vinte e seis, que é o prazo original da aposta, eu conto tudo à Amy. Assim, eu sei que você vai se esforçar para cumprir com a aposta.
Olhei para o lado. – Aceito os termos. – eu queria contar à Amy, mas, queria ter certeza de que ela entenderia, queria poder mostrar para ela primeiro que eu a amo. E assim, eu poderia conquistá-la, tentaria me esquecer dessa aposta, já que eu queria mesmo que ela fosse minha. Eu agiria normalmente. Sem fingimentos, eu seria só o garoto apaixonado por ela.
Eu fui para a aula. Esta passou muito rápido. Depois disso fui para casa e, como no dia anterior, joguei minha mochila no meu quarto, mas agora também peguei o jogo de xadrez que eu tinha e fui para a casa da Amy. Toquei a campainha.
– Eu devo te deixar entrar? – era o raivosinho, ou melhor, meu quase cunhado.
– Eu já não te pedi desculpas? – perguntei como se estivesse tentando me lembrar. Ele ficou me encarando com um olhar frio.
– Nick, quem é filho? – era a dona Lucy. – Ah! Nathaniel, entre! – ela era muito educada. O meu quase cunhado saiu da frente da porta estressado.
– Obrigado Sra. Hansen. – ela sorriu.
– A Amy está no quarto dela. Você pode ir lá. É o segundo quarto à esquerda. – ela continuou sorrindo.
– A senhora tem certeza de que... – eu comecei, apenas comecei.
– Mas é claro! – dona Lucy exclamou. – Pode ficar a vontade. – ela continuou. Eu sorri.
Eu subi a escada e após passar um quarto, parei na porta do quarto da Amy. Respirei fundo e antes de bater na porta pude escutá-la cantando uma música. A voz dela era ainda mais doce do que normalmente. Eu fiquei durante um momento a escutando parado do lado de fora do quarto. Quando ela parou de cantar eu bati na porta.
– Pode entrar. – ela disse em tom médio.
Abri a porta lentamente. Ela estava sentada em sua cama escutando música no celular e fazendo anotações em um caderno. Quando ela notou que era eu se surpreendeu.
– Nathaniel? – era sempre a primeira coisa que ela dizia quando me via. Ela se sentou na cama de maneira mais comportada e tirou os fones de ouvido.
– Oi, desculpe atrapalhar. Eu trouxe o jogo. – disse entrando no quarto e mostrando-lhe a sacola com o tabuleiro. Ela parecia concentrada no que estava fazendo.
Ela sorriu. Aquele lindo sorriso que me fazia pensar nela o dia inteiro. – Não está atrapalhando. – ela colocou o caderno em cima da cômoda sem sair de cima da cama, assim, ficando de joelhos e mãos em cima da cama. Eu era apaixonado por ela, mas isso não fazia com que eu deixasse de desejá-la, bem pelo o contrário, eu estava sedento por ela. E ela sem perceber estava me fazendo perder o controle. Como na sala, no dia anterior. – Sente-se. – ela fez um gesto para que eu sentasse na beira da cama.
Sentei na cama e começamos a jogar. Ela era muito boa, me venceu na primeira vez, depois a venci. Como já tínhamos demorado bastante nas duas partidas, começamos a conversar apenas.
– Gostando de poder ficar em casa? – perguntei.
– Amando. – ela fez uma cara muito linda. — O colégio é importante obviamente, mas eu gosto muito de ficar em casa. – ela completou.
– Você não está perdendo nada. Afinal, você poderia dar aula aos professores. – disse simplesmente.
Ela sorriu. – Não acha que está exagerando um pouco? – perguntou.
– Não. – respondi sincero e sorrindo. Ela sorriu novamente e depois tocou o ombro.
– O que foi? Está doendo? – me referi ao ombro dela.
– É, eu acho que dormi de mau jeito. – ela respondeu. Eu tenho certeza que o sorriso que esbocei foi muito malicioso.
– Deixa que eu te ajude com isso. Sou muito bom com massagens. – disse me sentando atrás dela na cama.
– Não precisa. – ela disse envergonhada.
– Eu faço questão. – disse e friccionei minhas mãos para aquecê-las mais. Logo, toquei em seus ombros, cobertos pelo tecido fino de sua camiseta. A pele dela era muito macia. Comecei a massagem fazendo movimentos circulares com meus polegares enquanto apertava seus ombros, firme e suavemente. Ela se arrepiava com o meu toque, o que me instigava mais ainda. Decidi mudar os movimentos e fazê-la se deleitar mais com a minha massagem. Com uma mão eu apertava seus ombros e a outra mão eu passei pelas costas dela devagar, desde o meio de sua coluna, fazendo com que ela se erguesse um pouco ao ponto que a minha mão passava por suas costas. Depois de alguns segundos ela relaxou novamente e então eu deslizei minhas mãos suavemente por seus ombros, massageando-a de maneira carinhosa, fazendo-a gemer de modo controlado, o normal que as pessoas gemem com massagens. Fiz dos movimentos ainda mais vagarosos, agora também passando meus dedos pelo pescoço dela e fazendo-a gemer mais alto. Os gemidos dela eram excitantes. Aproximei meu rosto do pescoço dela e ela estremeceu sentindo a minha aproximação. Era muito prazeroso ver o que eu a fazia sentir. Já era à hora de parar ou eu a tomaria em meus braços e a possuiria em cima da sua cama.
– Gostou? – perguntei retomando o lugar em que estava antes com um sorriso largo no rosto.
– Sim, obrigada. – ela disse mexendo os ombros e com a voz embargada de prazer.
– De nada, você merece. – disse com o sorriso satisfeito em meu rosto. – Eu já vou. – me levantei da cama dela e a beijei na testa, ela ainda estava meio paralisada por causa da massagem. Por esse motivo a abracei, deixando-a novamente à vontade. – Até mais Am. – disse no ouvido dela e beijei carinhosamente a sua bochecha. Levantei-me da cama da Amy e saí do quarto dela com o tabuleiro de xadrez em mãos. Agora eu não estava mais em desvantagem, ela havia me feito gemer quando me tocou por acidente enquanto tocava piano na minha casa e eu a havia feito gemer com a massagem no seu quarto.
Voltei para a minha casa e fiz um trabalho de Filosofia. Logo, jantei e depois de um longo banho fui dormir.
Na sexta-feira acordei atrasado para o colégio. Como me arrumo rápido, não tive complicações. Almocei rapidamente e depois de terminar de me arrumar e separar os meus livros, eu saí para a aula. Cheguei ao colégio razoavelmente atrasado, mas estranhei quando cheguei à sala de aula e não encontrei sequer uma viva alma. Falei com a monitora e ela me informou que os dois primeiros períodos eram vagos, o professor de Filosofia havia faltado por motivos pessoais. Andei pelo pátio do colégio e avistei o Simon.
– Atrasado? – ele perguntou o óbvio.
– Não, eu estava aqui o tempo todo, mas até agora eu tinha permanecido invisível. – usei de ironia.
– Como vai a Amy? — ele perguntou sério, mas eu sabia que ele também queria me aborrecer.
– Ela está melhor. – respondi breve. – Ela está conseguindo me fazer perder o controle. – continuei.
– Por que se surpreende? Você não foi sempre assim? ...Insaciável, como você mesmo disse? – ele ria.
– Eu gosto dela. – dei uma pausa. — E eu não acho que seja a hora certa de contar para ela sobre a aposta. Eu tenho medo de que ela não me perdoe e eu não posso perdê-la. Não quando ela é a primeira que me fez sentir assim. – desabafei. Eu odiava dizer o que eu sentia, mas eu precisava.
– Eu te entendo, embora eu nunca tenha passado por isso. E quando você pretende acabar com a aposta? – ele perguntou.
– Eu falei com o Tyler ontem. E aquele desgraçado disse que se eu não continuar com a aposta ou não conquistar a Amy até o final do prazo ele conta tudo para ela. – expliquei.
– É bem a cara dele falar isso. – ele riu. – Mas a culpa é sua, está pagando pelo o que você fez. – isso é que é amigo.
– Você tem razão. Eu sou um canalha. – eu ri sem humor.
O Simon riu. – Não se preocupe, ela ainda vai ser sua. – ele sorriu e deu tapas em minhas costas.
Tudo o que eu queria realmente naqueles últimos dias era que a Amy fosse só minha. Sem enganações, sem impedimentos, eu só queria poder tomá-la em meus braços e chamá-la de "minha perfeita" novamente. Por que agora era verdade, ela era a minha perfeita. Só minha.
Notas finais
Muito obrigada por ler.^^
-- Amo vocês.*-* --
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