Que O Jogo Comece...

21 Meu maior prazer


Notas iniciais
Leitores queridos do meu coração! *-* Estava com saudade de vocês! A felicidade está invadindo o âmago do meu ser. Além de tirar uma boa nota na prova eu ainda ganhei mais uma recomendação! Muito obrigada Katherine Salvatore! Eu fiquei muito feliz, mesmo. ^^
Por favor... Me desculpem por demorar a postar, mas eu tinha a prova e também nem tinha começado a escrever o Cap. ainda. :/ Por isso demorei.
Ah! Eu amei os reviews do último Cap,então muito obrigada à todos que mandaram review. E aos que não mandaram também. kk'
Bom, esse é um P.O.V. Nathaniel e eu espero que gostem. ^^
Boa leitura! ^^

P.O.V. Nathaniel



Eu estava pronto para a aula e com muita saudade dela, eu não a vi durante todo o final de semana, o que parecia muito tempo.

Saí de casa e fiquei escorado no meu carro com as pernas e os braços cruzados. Pouco depois a vi sair de casa, um sorriso se formou no meu rosto, um sorriso que ficava maior a cada passo que ela dava na minha direção.


- Como se sente hoje? – perguntei com o sorriso no rosto.


- Completamente bem. Obrigada por tudo. – eu a observava, me lembrando e vendo o sorriso tímido dela que eu tanto apreciava.


- Não precisa agradecer, Am. Eu não fiz nada. – falei e ela baixou a cabeça meio envergonhada.


- Você foi um ótimo amigo cuidando de mim. – ela falou olhando para o chão.


Eu puxei carinhosamente uma mecha do cabelo dela e coloquei atrás da orelha dela. Levantei o queixo dela com a minha mão. Eu queria ver o olhar meigo e puro dela. – Para mim é um prazer poder cuidar de você. – eu notei que ela ficou corada... Tão meiga... – E então? Vamos? – perguntei a ela.


- É claro. – ela respondeu e eu abri a porta do carro para que ela entrasse no mesmo. Depois fiz a volta e do mesmo modo, entrei no carro. Ficamos em silêncio durante um bom tempo. Eu a admirava rapidamente e sorria sozinho olhando para frente. Isso só me fazia ver o quão imbecil eu era apaixonado. Mas era muito bom amá-la.


Ela também olhava para mim e sorria, até que nós dois olhamos nos olhos um do outro e sorrimos.


- Seus olhos são lindos. – falei olhando para frente ainda sorrindo. Aquele olhar puro dela me fascinava.


- Os meus olhos? – ela parecia surpresa. – Os seus olhos mudam de cor. Um dia azuis, outro dia verdes e também castanhos... Os seus olhos são lindos. – eu ficava feliz em saber que ela gostava dos meus olhos, e também que tinha percebido que eles mudavam de cor.


- Pode ficar com eles se quiser. – respondi achando graça. “De qualquer modo, eu já sou seu.” – pensei. “Ótimo, eu pareço um daqueles imbecis apaixonados que eu zombava.” – continuei com os meus pensamentos.


- Se eu pudesse trocava com você. – eu voltei a sorrir.


- O seu olhar é sincero, meigo e apaixonante. Os seus olhos te expressam e eu acho que eles são perfeitos. Eu não mudaria nada em você, você é perfeita assim. – era verdade. Ela era perfeita. A minha perfeita.


Não falamos mais nada até chegarmos ao colégio. Quando chegamos lá, eu saí do carro e abri a porta para a Am. Caminhamos pelo colégio conversando e nos sentamos perto de uma árvore. O sinal soou pouco depois, então a levei até a sala de aula dela, que é do lado oposto da minha.


Caminhei pelo corredor e fui logo parado:


- Oi meu amor... Sentiu saudade? – era a Lindsay. Ela tentou me beijar, mas eu virei o rosto.


- Esqueceu que eu terminei com você? – perguntei enquanto seguia caminhando.


- Eu te perdôo por esse erro. – ela tentou me beijar outra vez, eu novamente me esquivei.


- Não foi um erro. – respondi.


- Tem certeza que não sente a minha falta? – a mão dela tocou a minha coxa e foi se aproximando da parte mais sensível do meu corpo. Eu segurei o pulso dela.


- Eu tenho certeza. – o rosto dela ficou cheio de raiva, me deu vontade de rir. Mas eu não ri.


- Quem é a vadia?! – ela perguntou.


- O quê? – perguntei com indiferença.


- Quem é vadia com quem está saindo?! – ela continuou irritada.


- Ela não é uma vadia. Meça suas palavras para falar dela. Você nunca será metade da mulher que ela é. – Respondi e saí caminhando.


- Nathaniel! – ela gritou e eu não respondi.


Fui para a minha sala. A aula passou rápido. O intervalo havia chegado e eu queria passá-lo com a Amy. Procurei-a durante boa parte do intervalo e em praticamente todo o colégio.


Cheguei até o jardim do colégio e cerrei meus punhos com a cena que vi. A Amy estava no jardim com um desgraçado, que estava prestes a beijá-la. Mas eu o impedi.


- Am, eu estava te procurando. – a puxei contra mim rapidamente, fazendo com que a cabeça dela encostasse no meu peito enquanto a cercava com meus braços. Meu coração estava acelerado, a minha respiração era ofegante. Se eu não a tivesse ali nos meus braços, com toda a certeza eu já teria matado aquele “amiginho” dela. A mão esquerda da Amy tocava meu peito e logo ela segurou forte a minha camisa, arranhando devagar a minha pele e fazendo com que eu me acalmasse com o toque dela. – Eu não fazia idéia. – ela respondeu baixo.


Eu beijei a cabeça dela que ainda estava encostada no meu peito. Eu logo deixei de cercá-la com meus braços. E a puxei para o meu lado direito, passando meu braço pela cintura dela, colocando-a bem perto de mim, totalmente possessivo.


- Quem é o seu amigo, Am? – eu falei olhando com muita raiva para o garoto à minha frente.


- Nathaniel, esse é o Nel, Nikael Cooper. – Nel? Você o chama de Nel? – Nel, esse é Nathaniel Collins, Nate. – Nathaniel, é? Você pode chamá-lo de Nel, mas não pode me chamar de Nate?


- Prazer em conhecê-lo. – ele estava me provocando com o olhar. A Amy era ingênua demais para ver isso. Apertei a mão dele, mas não disse nada. E então voltei a envolver a Am pela cintura.


- Am, eu queria falar com você a sós. Você pode me acompanhar? – Eu queria ter um tempo com ela.


- Eu... – ela começou a falar olhando para o “Nikael”. – ficar com ciúmes... Eu nunca imaginei que isso pudesse acontecer comigo.


- Tudo bem, Am. – o “Nikael” sorriu. Puxei a Amy pelo braço e pela cintura com cuidado. Outra hora eu matava aquele Nikael, agora eu ia ficar um tempo com a minha, só minha, perfeita. A levei até a árvore e ficamos lá como mais cedo estávamos.


- Am, por que não me chama de Nate? – aquilo não saía da minha cabeça.


- Eu não... – ela apenas começou.


- Você pode chamar aquele garoto que nem conhece de Nel e não pode me chamar de forma carinhosa também?! – eu estava com raiva daquele garoto, mas também estava magoado com ela. Eu a amava tanto e sempre era carinhoso com ela. Por que ela não poderia ser comigo também? Estar apaixonado era uma droga.


- Por que... Eu gosto mais do seu nome do que do dele... O garoto que se chama Nathaniel é muito importante para mim. Assim, eu valorizo até o nome dele. – ela logo falou sem perceber olhando para o chão. Eu fiquei muito alegre com aquelas palavras. O olhar dela fazia todos os contras não importarem mais... Assim, valia à pena estar apaixonado. Eu estava plenamente feliz.


- A garota que se chama Amy também é muito importante para mim... – ela ficou corada e imóvel. A timidez dela fazia com que meu rosto ficasse ainda mais satisfeito.


- O que você queria falar comigo a sós? – ela perguntou ainda envergonhada tentando mudar de assunto.


- Eu só queria ter você só para mim por um tempo... Ter um tempo para cuidar de você. – eu falei sorrindo. – me lembrei de perguntar a ela... – Você ainda se sente fraca por causa da anemia, Am? – eu não queria que ela estivesse fraca, mas queria muito cuidar dela.


- Não, eu só estou um pouco cansada hoje. Mas, eu acho que não é por causa da ane... – cansada... Eu podia ajudá-la quanto a isso. Puxei-a contra mim enquanto eu me deitava na rampa, colocando-a sobre o meu corpo e envolvendo-a com meus braços.


- Então descanse e relaxe. – disse de maneira terna e comecei a brincar com o cabelo dela com a mão direita, enrolando-o no meu dedo ao mesmo tempo em que afagava a cabeça dela. Minha outra mão estava acariciando as costas da mão esquerda dela, na qual eu havia antes entrelaçado meus dedos, já que o meu braço esquerdo a envolvia ternamente pela cintura. – A sua pele é tão macia... – inevitavelmente trouxe a mão dela até a minha boca e a beijei arrastando os lábios suavemente. Senti o corpo dela tremer suavemente sobre o meu. Era assim que eu queria que ela reagisse a mim.


- Obrigada. – ela respondeu.


- Eu que agradeço. – beijei novamente a cabeça dela, sentindo o perfume dos cabelos dela. – Por poder estar com você.


A minha mão direita que estava nos cabelos dela deslizou pela cintura dela e depois encontrou a sua mão direita, entrelaçando os nossos dedos. Eu a queria inteiramente, só para mim. Não poderia imaginar que outro a tocasse como eu a tocava.


Eu segurava as mãos dela e a abracei dessa forma. O sinal soou. Eu queria mais tempo com ela, mas nós tínhamos que ir para a aula.


- Vamos, Am? – me ergui e fiquei sentado na rampa.


- Claro. – ela respondeu com voz fraca. Eu ainda segurava a mão direita dela e a ajudei a levantar. Soltei a mão dela, mas coloquei o braço sobre seus ombros, de modo que caminhávamos em um meio abraço. Era muito bom poder estar com ela daquela forma, ou de qualquer forma.


Levei-a até a sala dela e me despedi dela sorrindo com um beijo no rosto. Ela logo sorriu um sorriso lindo, como só ela conseguia.


Caminhei no corredor, pretendia ir até a minha sala. Mas parece que as pessoas gostam de barrar os outros em corredores.


- Nathaniel Collins. – era o amiguinho da Am, que falava com um sorriso debochado no rosto.


- Nikael Cooper. – falei irritado. – É melhor ficar longe da Am.


- Me desculpe, eu não sabia que ela tinha um namorado. – ele falou como se estivesse se desculpando de verdade... Mas é claro que não. – Ah... Não! Você não é namorado dela, não é? Então eu acho que não é você quem decide. – ele estava pedindo para morrer.


- Deixe-a. – foi a única coisa que eu disse.


- Não. É difícil achar garotas ingênuas como ela e sabe... Eu gosto de virgens. – ele disse e sorriu. – Meu sangue fervia enquanto meus punhos se fechavam.


- Se você tocar nela... – eu comecei.


- Se ela quiser o que você vai poder fazer? – ele me interrompeu e saiu caminhando com um sorriso no rosto. A Amy não se renderia a ele, eu tinha certeza. Mas aquilo me atormentava, afinal, ela era tão ingênua. Ela nem mesmo sabia quem era aquele desgraçado que ela chamava de Nel. Eu agora mais do que nunca tinha que protegê-la.


Voltei para a minha sala e esperei ansiosamente que a aula acabasse. Ela demorou a acabar. E quando a aula acabou eu fui até a sala da Amy.


- Vamos, Am? – perguntei como sempre.


- A Amy vai para casa comigo hoje. – a Jenna disse com raiva. Por que ela estava com raiva? Devia estar tendo problemas com o estressadinho do meu quase cunhado.


- Eu posso levar as duas se quiserem. – eu disse e sorri para a Amy.


- Não, obrigada. Nós vamos caminhando, faz bem para a saúde. – a Jenna pronunciou de uma maneira rude.


- Tudo bem então, até mais Am. – eu disse e beijei o rosto da Amy. Logo a Jenna a puxou pelo braço.


Caminhei até meu carro e fui para casa.


Fui até o meu quarto e fiz um trabalho de Biologia. Desci e preparei um sanduíche e suco de laranja. Subi novamente ao meu quarto e depois de tomar banho me deitei na cama ainda de cabelos úmidos, adormeci.


Acordei na terça-feira às 11:06 da manhã. Tomei banho, joguei vídeo-game por um tempo e depois desci para almoçar.


Almocei rápido e subi novamente. Terminei de me arrumar para o colégio e desci. Logo, me dirigi ao meu carro e fiquei como no dia anterior esperando a Amy.


Olhei para o chão pensando no que aquele Nikael havia dito. A ingenuidade da Am não atraía só a mim, mas ele nem mesmo a conhecia e eu a amava. Ele não conseguiria tirá-la de mim.


Levantei o olhar e de relance vi a Am, mais linda do que nunca. Ela usava uma calça jeans colada, uma camiseta branca mais comprida, mas também colada no corpo, o que a cobria mais era o casaco azul, que era mais curto que a camiseta. Ela estava maquiada, mas nada exagerado, pelo contrário, a maquiagem acentuava o seu rosto delicado. Seu cabelo estava ainda mais bonito. Ela estava mais perfeita do que nunca.


- Amy, você está... – eu a olhei completamente mais uma vez. -... Incrível. – completei.


Ela sorriu de maneira tímida. O sorriso que eu amava. – Obrigada. É culpa da Jen. Ela insiste em me usar de cobaia. – ela disse ainda constrangida.


Eu a puxei para um abraço. – Lembre-me de agradecê-la depois. – sussurrei no ouvido dela. Ela estava imóvel, mas logo me abraçou e como no dia anterior, arranhou de leve a minha camisa, segurando forte no tecido da mesma. Eu gostei muito de senti-la fazer isso novamente. – Você é linda naturalmente Am. Sinceramente, eu não achei que fosse possível você se tornar ainda mais perfeita. Você sempre me surpreende. Isso faz com que eu goste ainda mais de você. Me fascina. – eu beijei a cabeça dela e a soltei lentamente. Nós tínhamos que ir para a aula.


Eu abri a porta do carro para ela e depois entrei no mesmo. No meio do percurso ela abriu a bolsa dela e tirou alguma coisa, que eu não tinha percebido o que era.


- Abre a boca. – ela disse colocando algo à minha frente. Eu olhei e percebi que era chocolate. Eu sorri e fiz o que ela ordenava. Ela, desse modo colocou a barrinha na minha boca e depois lambeu os dedos. Ela começou a sorrir de maneira doce. O chocolate era muito bom, mas não se comparava às sensações que ela me fez sentir logo depois. Ela pegou uma barrinha de chocolate e a segurou enquanto a chupava, deslizando e roçando seus lábios lentamente pela mesma. Ela produzia gemidos e sem perceber estava me fazendo ficar louco. Louco de vontade de tê-la.


Eu fiquei a observando como um idiota enquanto o meu corpo pulsava por ela, eu desejava os lábios dela em meu corpo inteiro, mas principalmente em meu membro, que latejava de prazer. Ela não percebia o que estava fazendo comigo, estava até mesmo de olhos fechados. A inocência dela estava me tentando e me excitando ainda mais. Como era possível que ela fizesse aquilo comigo apenas comendo um mero chocolate? O que ela poderia fazer comigo se me tocasse? Fazer-me implorar por misericórdia?! Se bem que se ela se rendesse a mim, implorar por misericórdia não seria nada... Valeria muito à pena. E a cada dia eu fico mais idiota. – eu ri de meus pensamentos.


Ela continuou comendo o chocolate e eu comecei a imaginá-la. Foi aí que eu ouvi o forte som de uma buzina. Eu fiquei tão excitado com a Amy que eu tinha esquecido que estava dirigindo. Com um reflexo rápido consegui desviar do carro que vinha em nossa direção. Por muito pouco.


- O que aconteceu? – ela perguntou abrindo os olhos. Ainda segurando o chocolate e lambendo os lábios devagar.


- Nada demais. – respondi seguindo a língua dela com os olhos.


- Tem certeza? – ela insistiu com um olhar meigo e confuso.


- Sim, nada demais. – respondi fingindo normalidade.


Ela continuou comendo chocolate e dando na minha boca o resto do percurso, mas se conteve mais nas reações sensuais não intencionais. Logo chegamos ao colégio.


Eu abri a porta do carro para ela e ela desceu do mesmo. Quando ela estava saindo do carro eu pude perceber que perto da boca dela tinha chocolate.


- Am, tem chocolate no seu rosto. Deixa que eu limpo para você. – eu disse e me aproximei do rosto dela, logo segurando o queixo dela com a mão direita, fazendo com que a minha língua tocasse o seu rosto, perto de sua boca, lambendo o chocolate e logo arrastando meus lábios sobre sua pele, como num beijo. — Delicioso. – eu logo disse perto do ouvido dela. Ela ficou paralisada.Aquilo não era nada comparado ao quão excitado ela havia me deixado, mesmo que sem querer. Mas eu sabia que era o bastante para ela... Minha perfeita ingênua. – Vem, eu vou te levar até a sala. – disse colocando meu braço sobre os ombros dela.


- Nate... – ela começou. Eu me surpreendi por ela me chamar pelo meu apelido.


- Sim, Am? – perguntei olhando nos olhos dela e sorrindo.


-... Prefere que eu te chame assim? – ela perguntou sem olhar nos meus olhos.


Eu sorri. – Não. Se você gosta de me chamar de Nathaniel eu prefiro que me chame assim. O que importa para mim é que você esteja feliz em dizer o meu nome, assim como eu fico feliz quando digo o seu... – eu levantei o rosto dela. -... Amy. – eu sorri olhando nos olhos dela. E ela fez o mesmo. Ela me abraçou forte, mas suavemente, me envolvendo pelo pescoço. A delicadeza dos toques dela me fazia querê-la mais a cada segundo. E logo que ela me soltou me deu um beijo no rosto, o que ela nunca havia feito antes. Eu confesso que fiquei com um sorriso bobo no rosto quando ela me beijou. Uma alegria súbita começou a se formar dentro de mim com aquele gesto simples dela. Amá-la era o meu maior prazer.

Notas finais
Gostaram? Não gostaram? *-*
Como eu já disse, quero a opinião sincera de vocês... Então se não gostarem falem, ok?
Muito obrigada por tudo meus amores, beijos. ♥
Dica de leitura: https://www.fanfiction.com.br/historia/222258/Te_Beijar_Ou_Te_Matar