Que O Jogo Comece...

22 Deliciosa vingança


Notas iniciais
Oie meus amores!*-*
Esse Cap. é um P.O.V. Amy e eu (como sempre) espero que gostem. ^^
Agradeço à todos que me mandam reviews... Eu realmente amo vocês. Vocês me ajudam a continuar com esse meu pequeno sonho. *-*
Espero que aprendam bastante com esse Cap. kk'
Boa leitura fofos! ^^
Fic extremamente perfeita: https://www.fanfiction.com.br/historia/222258/Te_Beijar_Ou_Te_Matar/ageconsent_ok
Muito obrigada por tudo Miah! Não tenho como agradecer amiga. *-* De verdade.

P.O.V. Amy



Terça-feira, dia 8 de Maio de dois mil e doze, o dia em que a minha vingança começava. Seria muito fácil dizer ao Nathaniel que eu sabia da aposta e ver a cara de idiota que ele faria ao ouvir isso de mim, mas eu não teria o que eu queria se fosse dessa forma. Eu queria que ele pagasse pelo o que fez e eu sabia exatamente o que deveria fazer e como fazer. Eu estava confiante, o que era estranho e difícil de acontecer.


Eu sempre gostei de aprender sobre neurolinguística, mas eu nunca quis usar esses conhecimentos para seduzir algum garoto... Até agora. Eu queria que ele sentisse tudo o que eu tinha sentido. Queria que ele ficasse loucamente e cegamente apaixonado por mim, e então eu quebraria o coração dele com a mesma facilidade e falta de piedade com que ele quebrou o meu.


O meu primeiro passo seria valorizar meu corpo. Separei uma calça skinning que eu não gostava por ser colada no corpo, uma sobre legging branca bem comprida que também era colada, mas cobria mais meu corpo e um casaquinho azul claro de tecido leve. Eu também calçava uma sapatilha creme. Eu era bonita, uma garota com seios de bom tamanho, um bumbum bonito e de cintura fina. E agora estava segundo os padrões de beleza da sociedade com as roupas que eu usava. Mas como sempre, eu não estava nem um pouco vulgar.


A maioria das pessoas não sabe como os padrões de beleza foram estabelecidos pela sociedade, até por que a ciência por detrás disso é subconsciente para nós. O fato é: toda a atração física e sexual que um ser humano sente pelo outro está altamente ligada ao fato de querermos a pessoa com os melhores genes para a reprodução, garantindo assim, bons genes para nossos filhos. Isso é um fato científico comprovado. Os homens, por exemplo, gostam de mulheres com cintura fina. Muitos nem mesmo sabem o porquê, que na verdade é por que o parto dos filhos de mulheres com cintura fina é mais fácil.


Eu sequei meu cabelo com secador para que ele ficasse com um pouco mais de volume e depois me maquiei. Usei delineador de olhos, o que faz com que os meus olhos pareçam um pouco maiores e aparentem um brilho diferente. Homens gostam de mulheres com olhos grandes, por que lhes lembra uma criança e respectivamente, o ato sexual. Mas é claro, tudo subconscientemente, assim como a ação dos feromônios.


Já estava pronta, agora tinha que esquecer a dor por um momento e fingir que nada aconteceu, mas agir de maneira extremamente graciosa e inocente. Desci a escada e me despedi de todos na casa. Saí de casa e vi o Nathaniel escorado no carro como sempre, mas olhando para baixo de maneira pensativa. Procurei caminhar de uma maneira mais elegante, mas sem sacudir o quadril de maneira sugestiva, eu não seria sugestiva para ninguém além dele, ele tinha que pensar que ele me admirava por vontade própria e não por algum estímulo meu. Aparentemente eu seria a garota ingênua que não tem noção de seus atos de sedução.


Quando me aproximei dele vi que ele ergueu e baixou sutilmente e rapidamente as sobrancelhas e abriu levemente os lábios, aquilo me mostrava que ele havia gostado do que via. Os olhos dele brilharam, suas pupilas tinham se dilatado, isso acontece quando vemos algo que nos agrada, ou uma pessoa que nos é atrativa.


– Amy, você está... – os olhos dele percorreram meu corpo novamente. -... Incrível. – ele completou com um sorriso sincero nos lábios.

Eu sorri fingindo timidez. – Obrigada. É culpa da Jen. Ela insiste em me usar de cobaia. – menti convincentemente.

Ele me abraçou. – Lembre-me de agradecê-la depois. – ele sussurrou no meu ouvido. Eu logo o abracei e arranhei de leve a camisa dele, segurando forte no tecido da mesma. Ele pareceu apreciar muito o meu ato, isso me deixava satisfeita. – Você é linda naturalmente Am. Sinceramente, eu não achei que fosse possível você se tornar ainda mais perfeita. Você sempre me surpreende. Isso faz com que eu goste ainda mais de você. Me fascina. – ele beijou a minha cabeça e me soltou lentamente. A voz dele era rouca e sensual e não em falsete, através disso eu podia saber que ele além de estar falando a verdade, estava sentindo muito prazer em me abraçar. Era isso o que eu queria.

Ele abriu a porta do carro para que eu entrasse e depois entrou no mesmo. No meio do percurso eu abri a minha bolsa e tirei chocolate dela, eu iria ter que me segurar para não rir enquanto o seduzisse comendo chocolate.

– Abre a boca. – eu disse colocando o chocolate à frente do Nathaniel. Ele sorriu de maneira boba e fez o que eu pedia. Eu coloquei a barrinha na boca dele e depois lambi meus dedos, logo comecei a sorrir com meiguice, eu tinha de ser convincente. Eu peguei uma barrinha de chocolate e a segurei enquanto a chupava, como se estivesse... Bom... Fazendo sexo oral em um homem. Eu emitia gemidos sensuais e fazia o que lembrasse que poderia fazê-lo ficar excitado, mas de maneira sutil, como se não percebesse como o estava deixando. Eu estava de olhos fechados, ele tinha que ter segurança de que eu não sabia que ele me olhava, mas era impossível, mesmo que eu estivesse de olhos fechados conseguia sentir o peso do olhar dele sobre mim.

Logo eu escutei o som de uma buzina e senti um movimento brusco do carro.

– O que aconteceu? – eu perguntei abrindo os olhos, eu sabia o que tinha acontecido. Ainda segurava o chocolate e lambia os lábios devagar, ele tinha que prestar muita atenção nos meus lábios.

– Nada demais. – ele respondeu seguindo a minha língua com os olhos.

– Tem certeza? – eu insisti inclinando a cabeça para frente, fazendo com que o meu olhar ficasse mais expressivo.

– Sim, nada demais. – ele respondeu fingindo que não estava excitado comigo.

Eu continuei comendo chocolate o resto do percurso de maneira sensual, mas mais moderada e também continuava a dar chocolate na boca dele. Logo chegamos ao colégio.

Ele abriu a porta do carro para mim e eu desci do mesmo.

– Am, tem chocolate no seu rosto. Deixa que eu limpo para você. – ele disse e se aproximou do meu rosto, logo segurando o meu queixo com a mão direita, fazendo com que a língua dele tocasse o meu rosto, perto da minha boca, lambendo o chocolate e logo arrastando seus lábios sobre a minha pele, como num beijo. — Delicioso. – ele logo disse perto do meu ouvido. Eu fiquei paralisada por um tempo. Ele me lambeu e quase me beijou! Quem ele pensa que é?! E por que eu gostei?! Eu não devia estar com raiva dele?! Agora estou com raiva de mim. – Vem, eu vou te levar até a sala. – ele disse colocando seu braço sobre os meus ombros.

– Nate... – eu comecei com voz meiga. Ele queria que eu o chamasse pelo apelido e eu tinha que ser muito amável.

– Sim, Am? – ele perguntou olhando nos meus olhos e sorrindo. Eu queria matá-lo por me olhar daquela maneira tão linda. Para Amy! Foco! Lembra?!

–... Prefere que eu te chame assim? –continuei. Mas sem olhar nos olhos dele, deixaria mais dramático.

Ele sorriu. – Não. Se você gosta de me chamar de Nathaniel eu prefiro que me chame assim. O que importa para mim é que você esteja feliz em dizer o meu nome, assim como eu fico feliz quando digo o seu... – ele levantou o meu rosto. -... Amy. – e sorriu olhando nos meus olhos. Eu retribuí o sorriso, imaginei como teria me sentido com aquilo se não soubesse da aposta e decidi o que faria a seguir: eu o abracei forte, mas suavemente, o envolvendo pelo pescoço. Fui delicada e logo o soltei, dando-lhe um beijo no rosto, uma carícia que eu nunca tinha feito nele antes. Ele me olhou em seguida com um sorriso bobo no rosto, minha missão estava sendo executada com sucesso, mas eu não acreditava. Eu não iria subestimá-lo, eu seria a garota mais doce do mundo ao mesmo tempo em que a mais sedutora, até ter plena certeza que ele me amava.

Ele abriu a mochila e tirou uma rosa branca de um compartimento. Ele a estendeu na minha direção. — Amy... Eu queria saber se... Você queria ir ao baile de Outono comigo. – eu não esperava por aquilo. O baile de Outono era uma tradição do nosso colégio, a tradição do baile era que quando os garotos convidassem as garotas para o baile lhes entregassem uma rosa vermelha. Depois de um tempo, como protesto pelo suposto machismo, muitas garotas começaram a convidar os garotos com rosas rosas, mas eu não sabia nada sobre rosas brancas. – Eu sei que normalmente as garotas recebem rosas vermelhas, mas, você não é uma garota qualquer e eu acho que a rosa branca combina mais com você. – eu peguei a rosa ainda surpresa e sorri admirando-a, mas agora era aquele sorriso sincero que invadia o meu rosto quando eu estava apaixonada e eu não conseguia tirá-lo do rosto, mesmo que eu me lembrasse de tudo o que eu queria esquecer.

– Eu vou adorar ir ao baile com você Nathaniel. – eu respondi, estava com raiva de mim, por que eu realmente ia adorar ir ao baile com ele.

– Não sabe o quanto me deixa feliz. – ele disse e beijou a minha testa, ele já tinha beijado a minha testa antes, mas aquela vez em especial fez com que eu me arrepiasse e que o tempo parasse por um milésimo de segundo, alguma coisa na voz dele fez com que eu me sentisse bem também. Eu não devia estar me sentindo assim, não depois de tudo o que eu descobri. Era tudo uma grande mentira, agora de ambas as partes. Eu não podia perdoá-lo e não iria, ele brincou com os meus sentimentos duas vezes, eu iria brincar pelo menos uma vez com os dele.

Ele colocou o braço direito sobre os meus ombros, segurando a minha mão direita. Ficamos caminhando assim pelo colégio. Novamente eu me sentia atingida por olhares. O sinal soou e ele me levou até a minha sala e depois foi para a sala dele.

Sentei-me em uma classe no fundo da sala, O Nel sentou-se na classe atrás da minha novamente. A Jen não chegou no primeiro período. Achei estranho, ela normalmente não se atrasava.

A Jenna chegou no segundo período, ela estava com uma expressão péssima.

– O que você tem Jen? – perguntei à ela.

– Eu estou com dor de cabeça. – a Jen respondeu fazendo cara de dor.

– Vamos à enfermaria, acho que você precisa de um analgésico.

Pedimos permissão à professora e fomos à enfermaria. Ao chegarmos lá a enfermeira se lembrou de mim.

– Oi querida! Parece que você já está bem, não é? – ela me perguntou.

– Sim, eu já estou bem, obrigada por tudo. – respondi.

– Não precisa agradecer. – ela sorriu.

– A Jenna está com cefaléia, a senhora poderia ajudá-la? – perguntei à enfermeira.

– Mas é claro! Vou pegar um remédio para você. – ela se dirigiu à Jen.

A enfermeira entrou no gabinete e pegou um analgésico e um copo de água.

– E como está o seu namorado? – a enfermeira me perguntou. Ela ainda pensava que eu e o Nathaniel éramos namorados.

Eu sorri. – Ele está bem. – respondi. – a Jen me olhou de uma maneira interrogativa, ela não sabia que o Nathaniel tinha fingido ser meu namorado. Eu tinha me esquecido de contar para ela.

– É lindo o amor que ele tem por você. Ele foi tão carinhoso quando te beijou. – mas o Nathaniel não tinha me beijado. Eu não a entendi.

– Mas o Nathaniel não me beijou enquanto eu estive aqui. – eu respondi, continuava fingindo que éramos namorados.

– É verdade! Você nem poderia lembrar, ele te beijou enquanto ainda estava desmaiada. – ela respondeu.

– A senhora viu ele me beijando? – perguntei com naturalidade. Eu não podia acreditar que o Nathaniel tinha me beijado enquanto eu estava inconsciente. Eu estava com um misto de felicidade e raiva dentro de mim.

– Sim, eu cheguei aqui e ele estava te beijando. – ela afirmou.

Meu coração parou por um tempo, tenho quase certeza. Eu não conseguia acreditar. Eu confiei nele como meu amigo e ele me beija enquanto estou inconsciente? E o pior é que eu nem pude aproveitar o beijo. Ai! Para Amy!

– Ah, faz sentido. – falei normal. Ela sorriu.

A Jenna tinha tomado o analgésico. E então depois de nos despedirmos da enfermeira seguimos a caminho da sala. Eu contei tudo à Jenna e ela ficou pasmada.

– O vizinho gostoso te beijou enquanto você estava desmaiada?! – ela praticamente gritou.

– Parece que sim. – respondi em tom normal de voz.

Continuamos conversando sobre isso enquanto voltávamos para a sala. Quando chegamos sentamos em nossas respectivas classes.

A aula demorou a passar. O intervalo chegou e eu iria passá-lo com a Jenna, até por que o Nathaniel não tinha vindo me buscar na sala, o que ele estava fazendo ultimamente.

A Jenna, embora tenha tomado o remédio não melhorou muito, então fomos até o S.O.E. e ela pediu permissão para ir para casa.

Eu fiquei um tempo sozinha no intervalo e comecei a caminhar sem rumo com os fones de ouvido. Logo eu vi o Nathaniel, junto com ele estava a Lindsay. Eles estavam conversando perto do jardim. Eu tirei os fones e os guardei com meu celular. Eu admito que fiquei com ciúme inicialmente, mas depois eu fiquei com muita raiva. Ela falava com o Nathaniel e a mão dela ia em direção ao membro dele, ele a afastou e se esquivou do beijo que ela tentou dar nele.

Foi aí que eu decidi...

Fui chegando mais perto de onde eles estavam e quando estava bem perto deles saí correndo em direção ao Nathaniel, me atirando nos braços dele. Meus braços cercavam o pescoço dele, minha mão direita acariciava e arranhava a nuca dele com carinho enquanto eu o beijava lentamente. Ele me envolvia pela cintura e correspondia ao beijo, passando suavemente sua língua pela minha boca e movendo seus lábios de forma carinhosa. Eu estava apreciando o sabor dos lábios dele e me lembrando da sensação maravilhosa de quatro anos atrás. Ele beijava muito bem, muito mesmo. Depois do que pareceu muito tempo nossos lábios se separaram, eu sorri olhando nos olhos dele ainda muito próxima: — Oi, meu amor. – meu rosto expressava muita felicidade. Ele não respondeu, ainda estava surpreso. Apenas sorriu feito bobo, um sorriso largo de satisfação. – Oi Lindsay. – eu sorri fingindo recém tê-la visto ali parada e de boca aberta.

– Vamos meu amor? Eu tenho que falar com você a sós. – falei muito carinhosa, eu enganchei meu braço no dele e ele respondeu: — É claro minha linda. – ele também foi muito terno. Ele beijou minha testa e saímos caminhando. A Lindsay ficou estática.

Foi extremamente extasiante beijá-lo novamente, mas eu não esquecia da minha meta. Tudo fazia parte da vingança. Embora, naquele momento, eu apenas sentisse amor e o tivesse beijado com toda a minha alma.

Notas finais
Gostaram da atitude da Am?! kk'
Bom, tem uma explicação para esse beijo... Mas eu ainda não posso contar.
Espero por reviews, ok?! kk'
Muito obrigada pessoal. Beijos!