Que O Jogo Comece...

41 Me rendendo...


Notas iniciais
Oie leitores lindos do meu coração! *-----*
Eu não queria, mas eu acabei me atrasando novamente, não é? Desculpem, eu queria ter postado antes, mas eu não tinha acabado o Cap. :/ Mas apesar da demora, eu acho que vão gostar. ^^
O Cap. é P.O.V. Amy e P.O.V. Nathaniel e... Ah, eu gostei do final do Cap! *-----* ~le eu eufórica aqui~ Não liguem para mim, ok? Estou meio... Sei lá. kk'
Bom, boa leitura meus lindos! ^^

P.O.V. Amy

Os dias foram passando rápido demais, já era dia trinta e um de Maio, quinta-feira. Eu continuei dormindo junto com o Nathaniel na casa dele desde o falecimento do pai dele, já que isso fazia bem a nós dois. Nós estávamos tão próximos agora... Mas ao mesmo tempo tão separados... Era difícil conviver com ele assim, olhando para ele e o desejando como nunca antes. Ser toda a noite envolvida pelos braços fortes dele e pela manhã não ter meus lábios beijados por ele... Era doloroso. E agora nós nos conhecíamos muito mais do que antes, eu conhecia as preferências dele e o amava ainda mais ao ponto que ia o descobrindo.

Neste momento ele estava no banheiro trocando de roupa, eu estava no quarto dele. Eu nem mesmo sei por que nós nos separávamos para trocar de roupa já que ele me ver de lingerie seria basicamente o mesmo que me ver de biquíni. E eu o ver de cueca boxer seria o mesmo que vê-lo de sunga boxer.

- Já trocou de roupa, Am? – ele perguntou de dentro do banheiro.

- Já pode sair, Nathaniel. – eu disse, mesmo não tendo vestido a camisola ainda. Eu estava apenas de lingerie, uma de renda, branca. Ele saiu do banheiro e olhou para mim. Eu sentia tanta falta daquele olhar... Eu via o desejo nos olhos dele novamente. Tudo bem, eu admito... A minha intenção era ver aquela expressão no rosto dele de novo. Eu sentia falta daquilo, de quando ele simplesmente me tomava nos braços dele e começava a me beijar. Eu queria aquilo de novo. Eu precisava...

- Me desculpa, Am. – ele disse cobrindo os olhos e se virando de costas para mim rápido. – Eu achei que você tivesse dito que eu já podia sair. – ele parecia apreensivo tentando se explicar. Eu sorri o vendo e fui até ele, praticamente o abraçando por trás enquanto colocava as minhas mãos sobre as dele e as tirava dos seus olhos, com meu corpo muito próximo do dele.

- Eu disse, Nathaniel. – eu falei baixo. –... Não é o mesmo que se você me visse de biquíni? – eu perguntei soltando as mãos dele. Ele ainda estava de costas para mim, mas se virou rapidamente me admirando.

- É... Eu acho que sim. – ele disse ainda provando meu corpo com os olhos e colocando uma mecha do meu cabelo atrás da minha orelha. – E assim... – as mãos dele subiram pela minha cintura, me alisando e acariciando as minhas costas, fazendo com que eu erguesse mais meu tronco dessa forma. Eu suspirei e me arrepiei com o toque das mãos fortes e frias dele em minha pele quente. -... Eu posso te fazer uma massagem, Am. – ele disse perto do meu ouvido aproximando cada vez mais o corpo dele do meu, praticamente colando nossos corpos ainda acariciando minhas costas.

-... Pode? – eu perguntei ainda o sentindo e suspirando.

- Posso. – ele disse acariciando a minha cintura novamente, depositando um beijo singelo entre o meu pescoço e o meu ombro esquerdo. Meus olhos estavam fechados e eu inclinei levemente minha cabeça para a direita, dando mais espaço a ele enquanto as minhas mãos tocavam e acariciavam agora as costas dele. Ele beijou meu pescoço mais intensamente, eu podia sentir a língua dele na minha pele agora. Era como um sonho... Fazia tanto tempo que eu não sentia os lábios dele assim, tanto tempo que não ficávamos tão próximos...

O Nathaniel continuou beijando a minha pele, subindo os beijos pelo meu pescoço. Eu o senti respirando forte contra a minha pele, passando o rosto dele entre meus cabelos que caíam sobre meu ombro. – Eu preferia seu antigo xampu. – ele disse ainda beijando o meu pescoço. Eu não acreditei que ele tinha notado que eu havia trocado a marca do xampu que eu usava. Eu sorri inevitavelmente. As mãos dele continuavam acariciando as minhas costas enquanto o corpo dele me empurrava com cuidado, me fazendo caminhar para trás, em direção à cama dele.

- Eu preciso que se deite na cama, Am. – ele disse ainda beijando o meu pescoço, mas ele logo parou, deslizando as mãos pelo meu corpo. Eu o olhei nos olhos e respirei fundo, logo fazendo o que ele pediu, me deitando na cama dele de bruços com a minha cabeça virada para o lado da cama onde ele se deitava. Ele fez a volta na cama e tomou em mãos um óleo para massagem. Ele subiu na cama e ficou de joelhos sobre a mesma, chegando cada vez mais perto de mim, até ficar do meu lado. Ele segurou meus cabelos, os tirando para o lado, deixando que os dedos dele roçassem delicadamente e vagarosamente a minha pele. Eu me arrepiei novamente. Ele me cobriu com o lençol até o meu bumbum. Eu mal respirava naquela situação.

- Eu vou ter que abrir o seu sutiã, Am... Eu posso? – ele perguntou rouco e baixo perto do meu ouvido enquanto a mão direita dele deslizava desde o meu cóccix, passando pela minha coluna até chegar ao fecho do meu sutiã e depois passando as duas mãos pelos meus ombros, me afagando. Eu estava muito nervosa, meu coração estava acelerado. Eu apenas afirmei com a cabeça e logo senti as mãos dele abrindo o fecho do meu sutiã. Eu sentia os batimentos do meu coração pela minha garganta.

Ele abriu o meu sutiã e beijou a minha pele antes coberta pelo fecho. Aquilo me deixou ainda mais nervosa. Ele pegou o óleo para massagem e colocou um pouco nas mãos dele, logo as friccionando, aquecendo-as.

Assim, ele começou a me massagear suavemente. Ele tinha mãos habilidosas, sabia exatamente os movimentos, a pressão e a suavidade corretos para me fazer enlouquecer. Eu sentia milhares de arrepios deliciosos pelo meu corpo todo, além de uma pressão gostosa no meu abdômen. Ele era ótimo nisso... Eu comecei a gemer inevitavelmente. Eu mordia meu lábio inferior tentando segurar leves gemidos, mas ele tornava os movimentos cada vez mais prazerosos, não me permitindo suportar meus gemidos.

- Está gostando, Am? – a voz dele permanecia rouca... Era tão excitante... E... É claro que eu estava amando tudo o que ele fazia, eu não conseguia parar me gemer.

- Muito... – eu disse abafado entre leves gemidos.

Ele começou a pressionar mais as minhas costas, levando as mãos dele até muito perto da lateral dos meus seios, mas sem tocá-los, apenas me provocando respeitoso. – E agora,Am? – ele perguntou com os dedos dele me acariciando muito perto da lateral dos meus seios.

Eu afirmei rápido com a cabeça. — Gostoso... Isso é muito gostoso, Nathaniel. – eu disse ainda prendendo gemidos.

- Gostosos são seus gemidos, Am. – ele disse perto do meu ouvido novamente, sem parar a massagem. Eu gemi mais alto o ouvindo. Essa voz rouca...

Ele continuou me massageando e embora meus gemidos se tornassem cada vez mais altos, ele conversava comigo no meio da massagem e às vezes simultaneamente beijava o meu pescoço devagar. Eu delirava ouvindo a voz dele daquela forma.

Quando ele parou a massagem meu corpo estava amolecido, totalmente relaxado. Como ele conseguia ser tão bom nisso?! Ele fechou o meu sutiã muito devagar e depois passou as mãos dele uma última vez nas minhas costas enquanto ele beijava novamente o meu pescoço. – Espero que tenha gostado da massagem, Am. – O Nathaniel disse logo beijando o meu rosto arrastando os lábios. Ele se deitou do meu lado e eu me virei para ele puxando mais o lençol e me cobrindo.

- Como é tão bom nisso, Nathaniel? – eu perguntei ainda ofegante o admirando. Ele sorriu de canto me observando.

- Eu tenho o dom. E com a prática eu fiquei cada vez melhor. – ele disse de lado na cama, virado para mim apoiado no antebraço direito dele com a voz já normal. Eu fiquei com ciúmes só por imaginar ele massageando outras garotas.

- Tão humilde... – eu disse sarcástica o observando.

- É que eu fico feliz em te fazer gemer com uma massagem tão simples, Am. Eu fico pensando em como você reagiria se eu usasse tudo o que sei com você. – ele dizia olhando em meus olhos e sorrindo malicioso de canto. Eu fiquei com tanta vergonha que não disse mais nada. Ele ficou me fitando durante um bom tempo, olhando somente para o meu corpo. E parecendo absorto em pensamentos ele mordia o lábio inferior enquanto ainda analisava o meu corpo. Céus... Ele estava me imaginando. Eu sentia o peso do olhar dele sobre mim.

- Nathaniel...? – eu o chamei baixo, o fazendo despertar dos pensamentos dele.

- Sim, Am? – ele me perguntou ainda olhando para o meu corpo. Eu me cobri mais com o lençol, cobrindo agora os meus seios também. Ele finalmente olhou para os meus olhos, mas logo para os meus lábios e começou a morder o lábio inferior novamente.

- Por que está mordendo o lábio inferior? – eu perguntei a ele simplesmente. Ele sorriu malicioso.

- Eu normalmente faço isso quando vejo coisas gostosas. – ele disse com toda a naturalidade e com o sorriso malicioso intacto. Eu estremeci incontrolavelmente com as palavras dele. – Quando eu anseio... – ele disse se aproximando de mim devagar, ficando cada vez mais próximo. -... Quando eu sinto um desejo quase incontrolável por alguma coisa... Entende, Am? – ele já estava em cima de mim. Com os braços e as pernas ao redor do meu corpo ele olhava profundamente para os meus olhos e os meus lábios com o rosto dele a centímetros de distância do meu. Os lábios dele estavam levemente abertos, prontos para me beijar.

Eu afirmei levemente com a cabeça, respondendo à pergunta dele olhando para aqueles olhos azuis intensos e depois para aqueles lábios avermelhados instigantes. – Então eu acho que a iniciativa tem que ser sua, Am... – ele disse inclinando o rosto para o lado direito, fazendo com que nossos narizes se tocassem levemente. –... Já que você sabe como eu me sinto, não é? – eu sentia a respiração quente dele contra o meu rosto. O olhar dele ainda mais desejoso. Ele aproximou mais o rosto dele do meu, eu vi o momento em que ele beijaria os meus lábios, foi nesse momento que eu levantei um pouco meu rosto de encontro aos lábios dele. Mas ele virou levemente o rosto antes disso, beijando o canto direito da minha boca muito, mas muito devagar. Fazendo-me sentir a pressão da língua dele sobre a minha pele entre os lábios dele.

Ele levantou o rosto ainda olhando para a minha boca, mordendo novamente o lábio inferior dele com um sorriso lascivo nos lábios, agora olhando para os meus olhos. Ele estava me provocando. Se ele queria provocação...

- Você tem razão, Nathaniel... – eu disse deslizando meus dedos pelo abdômen dele e logo passando minhas mãos no peito dele, já que ele só vestia uma bermuda de pijama. Ele olhou surpreso para as minhas mãos respirando ofegante. Fazer isso foi tão bom... Aquela expressão confusa no rosto dele era linda. Isso me instigou mais ainda em provocá-lo. – Eu... – eu parei subitamente olhando para os lábios dele e passando meu dedo indicador sobre os meus lábios enquanto eu o olhava com desejo e suspirando e depois parei de tocar os meus lábios em seguida tocando os lábios dele devagar o olhando ainda cheia de desejo. Eu fui me erguendo sob ele, fazendo com que ele se deitasse na cama novamente, me colocando sobre ele como ele estava antes sobre mim, com meus braços e minhas pernas ao redor do corpo dele, mordendo meu lábio inferior como ele anteriormente. –... Eu tenho que ter a iniciativa... – eu praticamente me sentei sobre o abdômen dele, ficando sobre os meus joelhos em torno do corpo dele. Agora alisando o peito dele novamente, passando meus dedos por cada porção de pele descoberta daquele corpo delicioso. -... Não é, Nathaniel? – eu me inclinei sobre ele, ficando com meu rosto muito próximo do dele. Eu notei que ele ficou encarando os meus seios enquanto umedecia os lábios, ele estava desesperado. Eu estava satisfeita. – Mas... – eu levei a minha mão até o pescoço dele e depois até a nuca dele, o acariciando suavemente. Ele começou a gemer levemente com a minha carícia. -... Eu estou muito cansada hoje. – eu disse beijando o canto esquerdo dos lábios dele da mesma forma que ele tinha me beijado. – Boa noite, Nathaniel. – eu disse quase com meus lábios colados nos dele, o olhando intensamente e vendo de perto o anseio nos olhos dele.

Assim eu saí de cima dele e me deitei do seu lado, me virando para o lado oposto a ele. Ele não teve reação em primeiro momento, eu só podia ouvir a respiração forte dele, eu sorria sozinha sem que ele percebesse. Eu comecei a ficar apreensiva quando notei que ele estava se movendo na cama, se aproximando de mim. – Muito boa noite, Amy. – ele disse me abraçando por trás e acariciando a minha barriga com as mãos dele. Ele soltou um leve gemido, já que o membro dele tocou na minha pele. Eu tive que prender um gemido também, eu não esperava que ele estivesse tão excitado, muito menos que ele ia me provocar desse jeito. Eu não resisti a provocá-lo mais. Eu comecei a me movimentar contra o membro dele, como se o estivesse instigando sem intenção enquanto acariciava os pés dele com os meus. Ele gemeu novamente com meus movimentos contra ele. Eu o sentia cada vez mais ereto batendo no meu cóccix. Ele gemia cada vez mais alto e eu fazia movimentos calmos, somente o acariciando com cuidado.

Eu continuei assim durante um tempo, ele somente gemia e às vezes chegava o corpo dele mais perto do meu, eu prendia gemidos, mas deixava alguns leves gemidos escaparem de vez em quando. Eu vi que ele começou a gemer mais seguido, embora ainda contido. Ele segurou forte na minha cintura, me puxando contra ele e gemeu bem mais alto assim como eu, mas logo me soltou de novo. – Se você não parar de se movimentar agora, Am, eu não vou te deixar parar mais. – ele disse com a voz muito rouca e excitada próximo ao meu ouvido. Eu cessei meus movimentos e puxei os braços dele, fazendo com que ele me envolvesse mais apertado. Ele gemeu uma última vez com a aproximação dos nossos corpos, mas depois me abraçou mais forte, agora ele acariciava os meus pés com os dele. Eu apenas sorria o sentindo me envolver até que passados alguns minutos eu adormeci com ele ainda me envolvendo e acariciando meus pés.

No dia seguinte eu me acordei mais cedo que ele como sempre. Ele ainda me envolvia nos braços dele. Eu fiquei pensando no que tinha acontecido entre nós na noite anterior, eu não acreditava no que eu tinha feito. Eu fiquei estática nos braços do Nathaniel por um longo tempo, quando ele se acordou eu senti um arrepio. Eu estava desesperada. O que eu ia dizer para ele?! O que eu podia dizer?! Como eu pude... Alisá-lo daquela forma?! Eu não sabia o que fazer.

- Bom dia, Am. – ele disse me abraçando mais apertado e passando o rosto dele entre os meus cabelos, sentindo o meu perfume.

- Bom dia, Nathaniel. – eu disse apreensiva. –... Sobre o que aconteceu ontem à noite, eu... – ele não me deixou terminar.

- Foi uma brincadeira, eu sei. – ele disse rapidamente com a voz como habitualmente. – Você não faria algo desse tipo sem que fosse uma brincadeira. Não é, Am? Eu já até estou me acostumando. – ele não quis ser rude, ele disse normal ainda me envolvendo forte e carinhosamente, mas... Aquelas palavras me atingiram de uma maneira inexplicável, ele tinha razão. Eu sempre o instigava ao máximo e não ia até o fim com ele. Do que eu tinha medo, afinal? Eu o amava, eu disse à Jen que aceitaria namorar ele. Por que eu tenho medo de me entregar a ele? Eu precisava dizer para ele que não era uma brincadeira para mim, mas eu não conseguia de jeito nenhum.

– Mas eu quero que saiba, Am, que eu estaria sendo hipócrita se eu dissesse que foi uma brincadeira para mim. Eu aproveitei cada segundo como se fosse real. Mas você sabe disso. Eu já disse que te amo, e isso não vai mudar. – ele disse acariciando meu braço direito com a mão esquerda dele devagar. – E eu adorei suas provocações. – ele sorriu. — Desde a lingerie até... A hora em que você me deixou louco. – ele disse me segurando pela cintura e me trazendo contra o corpo dele como na noite anterior e prendendo um gemido alto, ele estava novamente excitado. – Viu o que você faz comigo, Am? – ele perguntou rouco se erguendo e mordendo o lóbulo da minha orelha. Eu estremeci nos braços dele. – Eu sempre tento te respeitar, mas sinceramente é difícil quando você é tão linda e sedutora. Então se você não me quer como eu te quero, por favor, não me provoca assim, Am. É Fantástico enquanto acontece, mas depois não te ter é doloroso para mim. Tudo bem, então? – ele perguntou me dando um beijo no rosto. – Não fica chateada comigo, está bem? Eu não gosto de te ver assim. Eu te amo, Amy. — ele disse olhando para mim e logo beijando a minha testa. Em seguida ele se levantou da cama, indo até o banheiro para trocar de roupa.

Depois de toda aquela sinceridade eu fiquei sem ação. O que eu estava fazendo? Por que eu estava fazendo? Como eu não conseguia dizer? Por quê? Eu não entendia. As palavras fugiam dos meus lábios, somente as lágrimas escorriam dos meus sem que eu as controlasse. Eu vesti a minha roupa rápido e fiquei sentada na cama do Nathaniel olhando para o chão com as minhas mãos na cabeça, puxando meus cabelos, que caíam cobrindo o meu rosto.

- O que aconteceu, Am? – o Nathaniel me perguntou logo ao sair do banheiro vindo até mim e me abraçando. Ele havia notado que algumas lágrimas ainda escorriam pelo meu rosto.

- Me desculpa, Nathaniel. – eu disse enquanto ele me abraçava forte.

- Por que está se desculpando, Am? Você não fez nada... – ele disse me acalmando. Eu não respondi nada. Somente fiquei o sentindo, sentindo aquele corpo quente me envolvendo. – Está melhor agora? – ele perguntou depois de me confortar por muito tempo. Eu somente afirmei com a cabeça. Eu me sentia uma criança, uma idiota. Como eu não estava conseguindo dizer o que eu sentia por ele? Era tão simples...

Ele secou as minhas lágrimas olhando nos meus olhos e depois me soltou devagar. – Vem, vamos lá para fora. – ele estendeu a mão para mim e eu a segurei entrelaçando nossos dedos. Ele olhou para as nossas mãos e sorriu de canto enquanto saíamos do quarto dele. Nós descemos a escada e saímos da casa dele indo até a minha casa e nos sentando em um dos degraus da varanda. Eu estava com a minha cabeça encostada no ombro dele enquanto a mão esquerda dele acariciava a minha cabeça e a mão direita dele e a minha estavam entrelaçadas.

Nós ficamos conversando daquela forma, eu me sentia bem somente escutando a voz dele. Depois de um tempo eu o abracei novamente. Logo eu entrei na minha casa e ele foi para a casa dele. Eu tomei um longo banho e me arrumei para o colégio. Desci e almocei, minha mãe me deu a notícia de que ela e o meu pai iriam visitar o meu tio Louis e por esse motivo, somente eu estaria em casa, já que o Nicholas dormiria na casa da Jen, o que já era habitual. Eu assenti.

Eu subi novamente ao meu quarto e terminei de me arrumar para o colégio.

Eu saí de casa e vi o Nathaniel escorado no carro dele, perfeito como sempre. Eu não me entendia, afinal, eu o amava.

P.O.V. Nathaniel

Era difícil estar perto dela daquele jeito. Ela sabia o que estava fazendo comigo.

Depois que eu pedi para a Amy não me provocar mais eu me arrependi, eu amava as provocações dela. Ela era tão ingênua, eu queria mostrar para ela como eu me sentia. Eu precisava ter muito controle perto dela. Eu não queria ficar excitado a todo o momento sem poder tocá-la como eu desejava, ainda mais agora que nós estávamos sempre juntos.

Quando eu saí do banheiro e a vi chorando eu não sabia o que fazer. Eu não entendia exatamente por que ela estava chorando. Então eu a abracei, eu estava preocupado com ela. Nós saímos da minha casa e ficamos na varanda da casa dela.

Nós tínhamos ficado tanto tempo afastados que agora toda a proximidade com ela parecia nada, eu a queria cada vez mais perto. Logo que ela entrou na casa dela eu fui para a minha.

Eu tomei um banho demorado e depois de almoçar eu terminei de me arrumar para o colégio. Eu peguei a minha mochila e desci a escada, logo saindo de casa. Eu fiquei encostado no meu carro esperando a Amy. Quando eu a vi saindo de casa eu sorri para ela, como normalmente. Eu abri a porta do carro para ela e depois fiz a volta entrando no mesmo.

Nós conversamos no meio do trajeto até o colégio, ela já parecia mais calma. Eu tentei ser o mais carinhoso possível com ela. Ela estava carente assim como eu, ou até mais.

Na hora do intervalo ela parecia normal novamente. Ela estava mais sorridente, eu gostava de vê-la assim. Nós conversamos sentados na rampa perto das quadras, ao lado da árvore, como nós ficávamos antes. Ela me acariciava e eu a enchia de beijos,era como eu tentava acabar com o desejo que eu tinha por ela. Depois que o intervalo acabou eu a levei até a sala dela e fui para a minha.

Eu não tinha percebido que dia era até ver o Tyler. Até o final do dia seguinte o meu prazo acabava, a aposta teria seu fim. Eu tinha que contar para a Amy, mesmo com o risco de ela não me perdoar. Ela tinha que saber.

Quando a aula acabou eu fui até a sala dela e fiquei a esperando na porta. Ela saiu da sala e sorriu ao ver-me, assim como eu ao vê-la. Ela estava mais perfeita do que nunca com aquele sorriso lindo nos lábios, nem parecia a mesma garota que eu tinha visto chorando sentada na minha cama mais cedo. Ela veio na minha direção e eu a abracei. Assim nós fomos caminhando até o meu carro. Eu abri a porta do carro para ela e fiz a volta, entrando também no carro.

Nós conversamos durante todo o trajeto até a nossa rua. Eu a fazia sorrir a todo o momento. Era ótimo vê-la feliz novamente.

Ela tinha que fazer um trabalho de Biologia, então eu disse que iria ajudá-la, eu queria estar junto com ela. Nós fomos até a casa dela, ela me disse que os pais dela haviam saído e que só voltariam no dia seguinte e o meu futuro cunhado também não estaria em casa. Eu sugeri que ficássemos na varanda da casa dela, afinal, eu sabia que ela gostava de fazer as tarefas ali. Ela assentiu colocando a bolsa dela em cima do sofá da sala de estar e pegando o caderno dela e uma caneta. Assim nos sentamos em um dos degraus da varanda, eu a abracei de lado. Eu não resistia em beijar o rosto dela enquanto ela citava as questões para que eu ouvisse. Nós conversávamos sobre as perguntas e formulávamos as respostas rapidamente, não tinha nada que ela não soubesse, ela realmente não precisava da minha ajuda. Ela disse que estava com sede e foi pegar um copo de água. Eu fiquei folheando o caderno dela, eu não acreditei no que li nas últimas folhas.

P.O.V. Amy

Quando voltamos do colégio eu me sentia bem melhor. Eu não sabia o que estava acontecendo comigo, talvez fossem os hormônios ou algo do tipo. Mesmo que eu sempre tenha sido estranha em relação aos meus sentimentos, eu estava muito pior ultimamente estando tão próxima do Nathaniel. Eu me sentia mais frágil.

Eu e ele ficamos novamente na varanda da minha casa, ele me abraçava de lado enquanto eu começava um trabalho de Biologia. Ele estava tão carinhoso... Ele beijava meu rosto simplesmente, me apertando mais nos braços dele e eu não conseguia parar de sorrir nem um segundo. Eu senti minha garganta seca e disse a ele que eu ia pegar um copo de água. Eu perguntei para ele se ele queria beber água também e ele disse que não, então eu entrei em casa e peguei um copo, logo servindo água e saí para a varanda novamente com o copo em mãos.

Eu achei estranho quando saí de casa, já que o Nathaniel estava de pé, encostado em um dos pilares da varanda e sorrindo sozinho olhando para o meu caderno aberto. Eu fechei a porta da minha casa e ele me olhou malicioso sorrindo de canto. Ele nunca tinha me olhado daquele jeito, tinha alguma coisa diferente.

- Nathaniel, por que está me olhando assim? – eu perguntei um pouco ansiosa. Ele fechou o meu caderno e se aproximou de mim, ficando a centímetros de distância com o sorriso intacto.

- Há quanto tempo me ama, Am? – ele perguntou me olhando nos olhos. Eu soltei o copo sem perceber, mas ele o estava segurando junto comigo, não permitindo com que o copo caísse. Eu segurei forte no copo novamente e o puxando eu bebi a água rapidamente me virando de costas para o Nathaniel. Não podia ser o que eu estava pensando... Eu sou uma idiota.

- Eu não sei. Há quanto tempo somos amigos? – eu perguntei tentando me desvencilhar daquela situação. Eu o vi sorrir e se aproximar mais de mim. Eu estava em pânico.

- Sabe que não é disso que estou falando, Am. – eu o via de canto de olho, ele continuava sorrindo do mesmo jeito. Tão lindo... – Há quanto tempo você me deseja como eu te desejo? Há quanto tempo escreveu isso, Am? – droga, droga, droga! – eu me virei de frente para ele. Ele abriu o meu caderno novamente, nas últimas folhas, onde eu tinha escrito poemas sobre meus sentimentos por ele e tinha escrito o meu nome e o nome dele, desenhando um coração entre nossos nomes como eu fazia aos meus treze anos. Eu mal conseguia respirar. Ele parecia cada vez mais feliz pela expressão maravilhosa no rosto dele, com aquele sorriso de canto perfeito.

Ele se aproximou mais de mim e acariciou o meu rosto, me olhando nos olhos. Ele tentou me beijar, mas eu virei o rosto. Eu estava muito nervosa. – Por que não me deixa te beijar, Am? Você não me ama? – ele perguntou se aproximando de mim novamente e com uma expressão diferente. Eu não disse nada, somente olhei para o chão pensando em uma resposta. – Do que você tem medo, Amy? Por que você foge assim de mim? – ele segurou nos meus braços me fazendo olhar nos olhos dele, que estavam cravados nos meus. — Eu posso esperar, mas eu preciso que você me diga... Você me ama, Am? – eu o olhei apreensiva e não disse uma palavra sequer, eu não conseguia dizer nada, as palavras não saíam. Ele me olhou desapontado e soltou meus braços enquanto sorria sem humor, caminhando em direção à casa dele.

- Espera, Nathaniel! – eu consegui pronunciar e corri segurando o tecido da camiseta dele. Ele parou e se virou olhando em meus olhos sem nenhuma expressão durante segundos que pareciam eternos. — Eu também te amo Nathaniel... – eu disse o olhando nos olhos e acariciando o rosto dele. A expressão dele mudou no mesmo instante. Tinha expectativa, felicidade no olhar dele. Ele aproximou o rosto dele do meu e eu o abracei, não permitindo novamente que ele me beijasse. Vi que ele ficou decepcionado, como da outra vez que eu tinha dito aquelas palavras e somente o abraçado, os braços dele cederam consideravelmente.

Mas eu o surpreenderia... Não conseguia mais conter aquele sentimento tão intenso que oscilava dentro de mim, cada vez mais forte. -... Mas não é só como amigo. – eu disse com voz fraca e apaixonada perto do ouvido dele em meio àquele abraço carinhoso lembrando o que ele me disse quando se declarou para mim no carro dele. Afastei-me do nosso abraço e vi o rosto de surpresa dele, que logo foi substituído por um olhar de alegria e afeto, o olhar que com certeza inundava o meu rosto naquele momento. O beijei muito suave, acariciando ternamente os lábios dele com os meus... Naquele beijo eu senti a maravilhosa sensação de finalmente ter o homem que eu amava me amando da mesma forma. Eu não me importava com mais nada... Vingança, ressentimento, raiva, frustração, dor, mágoa, desilusão... Nada mais importava naquele momento a não ser eu e ele, juntos... De uma maneira que eu antes julgava ser impossível. O amor que eu sentia por ele era tão grande... Eu não queria mais resistir. Queria ser inteiramente e completamente dele. Embora ele não soubesse disso... Eu sempre fui... Só dele.

Notas finais
E aí?! Gostaram do Cap?! ~le pergunta de sempre, kk'~ -sim, eu estou feliz hoje. Não sei por que, mas eu estou. ^^-
Ah! Eu acho que vocês já sabem o que tem no próximo Cap, né?! *---* kk'
Bom... Muito obrigada por tudo, lindos! Beijos! *----*
Dicas excelentes de leitura:
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Te Beijar Ou Te Matar: https://fanfiction.com.br/historia/250509/Te_Beijar_Ou_Te_Matar_Segunda_Temporada
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When I See Your Face: https://fanfiction.com.br/historia/255061/When_I_See_Your_Face.
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Uma Nova Vida!:http://fanfiction.com.br/historia/249960/Uma_Nova_Vida/
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