Que O Jogo Comece...
13 Biquíni coral
Notas iniciais
Muito obrigada a todos pelos reviews!*-* Sério, eu fico muito feliz.
Esse é um P.O.V. Nathaniel. Espero que não pareça chato e que gostem. Boa leitura.
Dica de leitura: https://www.fanfiction.com.br/historia/222258/Te_Beijar_Ou_Te_Matar
Tenho certeza que irão amar assim como eu. ^^
P.O.V. Nathaniel
Eu estava no sofá da sala atirado lendo um dos livros de Física que a Amy tinha me emprestado para estudar quando ouvi gritos e som de água sendo jogada.
– Cala a boca Jen! – era a voz da Amy.
– Por quê?! Está com vergonha?! – Jenna, só podia ser ela.
Eu ainda não sabia exatamente qual seria o próximo passo para me aproximar da Amy e aquilo parecia peculiar.
– Nossa! Não se pode mais estudar em paz! –falei com um sorriso debruçado na janela.
– Desculpa se te atrapalhamos. –Amy se pronunciou.
– Não, eu já estudei o suficiente. Aliás, obrigada pela aula de ontem. – sorri novamente, eu nunca tinha tido uma aula tão prazerosa.
– Não quer tomar banho de piscina com a gente Nathaniel? – eu estava gostando da Jenna.
– Achei que não iam perguntar. Já vou aí. – respondi.
Logo coloquei minha sunga boxer preta e uma bermuda e saí em rumo à casa de Amy. Passei pelo corredor lateral da casa e as encontrei na piscina.
Amy estava escorada na lateral da piscina com os olhos fechados. Já Jenna erguia-se de um mergulho.
– Olá novamente, meninas. – eu falei e logo Amy abriu os olhos.
Tirei a bermuda, entrei na piscina e logo iniciamos uma corrida. Como aguardado eu venci e então Amy pediu uma revanche. Ela parecia orgulhosa e eu não podia permitir que ela ficasse com raiva de mim, afinal, eu tinha de conquistá-la, não é? Foi aí que eu fiz o que nenhum homem faria: deixei que uma mulher me vencesse. Eu pude ver no rosto dela a satisfação de supostamente me vencer.
– Há! Venci! –ela exclamou chegando do outro lado da piscina.
– E daí, Amy Hansen?! –eu joguei água nela enquanto sorria, eu tinha que ser convincente.
– Hey! –ela exclamou e logo começou a jogar água em mim também. Os dois sorrindo.
Foi idiotice o que eu fiz a seguir, mas, por algum motivo eu parei de jogar água nela e fiquei observando aqueles olhos negros agora tão cheios de emoção e meiguice. A ingenuidade dela era a minha distração. Parei de olhar para ela quando Jenna se pronunciou. – Eu vou lá dentro ver o Nick. – disse ela.
A Amy pareceu um pouco estranha então eu perguntei:
– Está tudo bem? –e me aproximei dela.
– Está sim. –ela deu um sorriso e eu retribuí a este.
Depois ela apoiou seus braços na beira da piscina saindo da água e se sentou na mesma, de modo que balançava seus pés na água.
– Nossa! Am! – falei sem notar num sussurro e depois mordi meu lábio inferior sem tirar meus olhos do corpo dela.
A Amy estava com um biquíni rosa puxado para o laranja. Agora eu podia ver seus seios de ótimo tamanho quase completamente, sua cintura fina e seu bumbum brasileiro, fora aquelas coxas torneadas naquelas pernas esculturais. Amy Hansen tinha um corpo no estilo violão e eu sabia que era tudo natural, mas eu não podia imaginá-la novamente, eu não queria que a cena da minha casa se repetisse. Não enquanto ela não pedisse, e ela um dia pediria, não tem como resistir a mim. Até aquele momento ela tinha permanecido na piscina e eu não tinha reparado no seu corpo devido à água. Mas a espera valeu à pena.
– O que foi? – ela estava corada, eu gostava de intimidá-la.
– Nada, não. — meus olhos percorriam todo o corpo dela, exceto o seu rosto. Era incontrolável, eu a desejava. Como aquela garota tão gostosa podia ser Amy Hansen, a quase intocável?!
Eu saí da piscina e me sentei do lado dela.
– Desculpe por ontem, Am. – eu ria por dentro. Eu era definitivamente um ótimo ator.
– Tudo bem. Não se preocupe com isso, sou inteligente o bastante para saber que é algo natural. Não tem do que se desculpar. – ela deu uma piscadinha compreensiva. Aquilo era exatamente o quê uma nerd diria. Eu tive que prender uma risada, então dei um sorriso.
– Nate… Por que tem se aproximado de mim nos últimos dias? – ela falou com uma voz suave. Aquela era a oportunidade que eu estava esperando para ser o “garotinho apaixonado”. Perfeito.
– Você é uma pessoa diferente Amy. – especialmente gostosa. — Você é inteligente, honesta e verdadeira. E bom… pelo o quê eu vi agora que você está com esse biquíni… — eu fiz uma cara de satisfação e mordi meu lábio inferior novamente, mas agora de brincadeira. Bom, pelo o menos foi o que eu dei a entender.
Ela deu um leve soco em meu braço sorrindo.
–… Você também é muito bonita. – eu continuei, olhando agora em seus olhos. – Eu queria ficar perto de você. — muito perto. — Ter momentos com você. – principalmente em cima da minha cama. — Eu queria ser seu amigo. – eu abri novamente um sorriso charmoso como só eu conseguia.
– Amigos? – eu estendi a mão.
Ela me olhou por um momento e depois sorriu. – Amigos. – disse enquanto apertava a minha mão.
– E então Am… Já que somos amigos… O que gosta de fazer? Além de tocar piano e mergulhar, é claro. – continuava fingindo me importar.
– Eu gosto de jogar vídeo game, de música, desenhar,… e acho que gosto de tudo relacionado à artes. – ela sorriu olhando para a água. – E você? Além de tocar piano, é claro.
– Eu também gosto de jogar vídeo-game. Gosto de tocar guitarra e bateria. Eu também gosto de artes, mas de coisas mais intensas. – era verdade.
– Entendo. – ela disse.
– É difícil encontrar garotas que gostem de jogar vídeo-game. Que jogos você joga? – perguntei ao acaso.
– Eu gosto mais de jogos de luta e survival horror, sem falar nos esportes do PS3 Move.
– Interessante. – era interessante mesmo, a maioria das garotas com que eu saía nem sabiam o que significava o termo survival horror.
– Sobre o quê estão conversando? – era o irmão mais velho da Amy, Nicholas. Por algum motivo ele não gostava de mim. Por que será?
– Sobre jogos. – Amy respondeu.
– Eu e a Am estávamos discutindo gostos. – falei colocando meu braço esquerdo por cima dos ombros dela, que ficou envergonhada. — Eu vi uma veia da testa do Nicholas saltar. – Não é Am? — É tão bom ser irritante.
A Jenna que estava ao lado de Nicholas, sem falar nada até aquele momento, falou algo perto do ouvido dele aparentemente para que ele se acalmasse, mas, não funcionou muito.
– Se acha um bom jogador Nathaniel? – aquela pergunta me parecia com outra que haviam me feito há pouco tempo, uma que iniciou uma aposta. Mas qual seria? Eu devo estar imaginando coisas. Sim, eu sempre sou sarcástico.
– Eu não me acho ruim. – falei como se realmente fosse humilde e retirando meu braço de cima dos ombros da Amy.
– Que tal um torneio? – ficava cada vez mais interessante.
– Um torneio? De que jogo? – eu sorria, sabia que ganharia qualquer um.
– Mortal Kombat 9. – ele falou com convicção, como se ele fosse um expert.
– Eu topo. Quando? – perguntei.
– Amanhã. – ele respondeu.
– Eu e a Jenna queremos participar também. – disse Amy.
– Nós podemos formar duplas. – uma boa sugestão da Jenna.
– É claro. A Amy é minha parceira. – eu falei com ar inocente e envolvi a cintura dela com o meu braço esquerdo. Ela me repreendeu com um olhar e eu fingi não notar, logo dei uma piscada para ela com um largo sorriso nos lábios. Sim, era tudo para irritar o irmãozinho dela. Nicholas logo voltou para dentro de casa, ele não agüentava minhas brincadeiras. Jenna o acompanhou.
– Por que fez isso? – Amy me perguntou tirando meu braço que ainda envolvia sua cintura.
– Isso o quê? – eu me fiz de inocente.
– Deixa para lá… — ela se levantou e saltou na piscina em um mergulho. Eu fiz o mesmo.
– Com qual você joga? – eu tinha que falar alguma coisa.
– O quê? – ela perguntou.
– Com quem você joga no Mortal Kombat? – completei a pergunta.
– Eu sempre gostei da Mileena. – ela sorriu.
– Da Mileena? – eu estava surpreso.
– É. Por quê? – ela parecia saber da resposta.
– Por que você é tão… delicada. – era verdade.
– “Não julgue um livro pela capa.” Parece que as pessoas nunca entendem esse ditado. — ela falou com um ar superior e abalado.
– Desculpe… — eu me aproximei dela. – Nunca quis te ofender. – eu coloquei atrás de sua orelha uma mecha do cabelo dela que insistia em atrapalhar a visão daqueles lindos olhos negros cheios de sentimento por mim.
– Tudo bem. – ela respondeu com um sorriso.
– E então… Você conhece o Aqua smash do Rain? – perguntei.
– Conheço sim. – ela parecia não entender o porquê da minha pergunta.
– É mais ou menos assim, não é? – perguntei jogando água nela novamente.
– Você não fez isso, Nathaniel Gregory Collins! E a propósito… é assim. — agora ela me jogou água.
– Acho que seria bom treinarmos para o torneio. O que você acha? – queria ter certeza de que ela não era tão ruim.
– Acho uma boa ideia. – ela respondeu.
– Vamos ter que jogar na minha casa para que os nossos adversários não conheçam a nossa técnica. – eu falei meio sugestivo, nada que ela não pudesse levar na brincadeira.
– É tarde demais. Eu sempre joguei com aqueles dois. Esqueceu que são meu irmão e minha melhor amiga? – ela tinha razão.
– Sim, por isso você vai me dizer como eles jogam. – eu abri um sorriso.
– Ok. – ela aceitou.
– Vai à minha casa daqui a meia hora, pode ser? – eu falei enquanto saía da piscina e pegava minha bermuda. Aquela foi meio que uma pergunta retórica.
– Claro, até mais. — ela falou saindo da piscina também. Dei uma última olhada naquele corpo.
– Até mais. – respondi com um sorriso largo nos lábios.
Eu voltei para casa e tomei um banho morno para relaxar. Vesti uma camiseta cinza de algodão e uma calça jeans normal, acompanhados de um tênis confortável. Penteei meus cabelos como de costume, com um ar desarrumado e estava pronto. Logo a campainha tocou.
– Eu atendo. – falei descendo a escada. O que não teve relevância nenhuma para minha mãe.
– Amy? Oi querida. Tudo bem? Entre. – minha mãe falava demais.
– Oi Amy. Vem, meu quarto é lá em cima. – falei puxando-a sutilmente pela mão. Minha mãe não entendia nada.
– Desculpe por te puxar até aqui. Não quero que fique constrangida por causa da minha mãe. – falei.
– Mas ela não fez nada que me constrangesse. – ela respondeu.
– Mais um segundo e você não diria o mesmo. – era verdade.
– Ela não poderia ser mais indiscreta que a minha mãe. Acredite em mim. – disse Amy.
– Se isso é verdade, eu tenho pena de você. – continuei.
Ela sorriu.
– Sente-se. – disse para que ela sentasse na minha cama, da qual a televisão estava à frente, enquanto eu ligava o vídeo-game. Ela sentou-se. Era a primeira vez que eu levava uma garota para o meu quarto para jogar vídeo-game. Nós começamos a jogar e ela perdeu a primeira partida, depois venceu a segunda e a terceira foi acirrada, mas eu venci. Eu tinha que admitir… ela jogava muito bem. Ela tinha técnica e usava lógica para os ataques, mas eu tinha mais prática.
– Você é tão bom quanto o meu irmão. – ela se pronunciou.
– Ele é tão bom quanto eu? – perguntei não acreditando.
– É, ele e você jogam muito bem. – ela falou sem tirar os olhos do jogo.
– Você também joga muito bem. – retribuí.
– Obrigada,eu sei. Venci. – ela sorriu.
Ficamos jogando a tarde toda e depois a levei até a porta de casa como no dia anterior. Eu mal podia esperar para ver a cara do irmãozinho dela ao perder de mim.
Notas finais
Por favor mandem reviews. Estarei esperando.^^
Fale com o autor