Que O Jogo Comece...

14 Jogo prazeroso


Notas iniciais
Oi meus leitores lindos!^^
Por favor, me desculpem pela demora. Meu tempo está escasso demais. Depois eu explico o porquê.
Esse é um P.O.V. Amy e eu espero que gostem, eu gostei de escrevê-lo. Tem umas partes kawai (fofas) que foram inspiradas em fatos reais, até uma que já aconteceu comigo.*-*
Boa leitura queridos!^^
Dica de leitura: https://www.fanfiction.com.br/historia/222258/Te_Beijar_Ou_Te_Matar
Te beijar ou te matar? ----> Fic perfect.



P.O.V. Amy


Eu não gostava muito da idéia de jogar contra o meu irmão, não só por que ele me ganhava sempre, mas também porque eu iria jogar com o Nathaniel, e bom… eles não se dão nada bem (por minha causa obviamente). Mas eu estava animada por causa daquele jogo, fazia muito tempo que eu não participava de um torneio e eu sou muito competitiva.

Eu era a única que conhecia as táticas de jogo de todos os participantes, o que já era uma vantagem para mim e o Nathaniel. Eu sabia que a Jenna se defendia bastante e quase não atacava, o meu irmão amava combos e finalizações com o toque especial dele, o Nathaniel jogava semelhante ao meu irmão e eu usava de lógica para jogar, eu sempre venceria o meu irmão se tivesse tanta prática quanto ele, mas, mesmo que eu soubesse exatamente o que eu teria de fazer, ele era mais rápido que eu, tinha uma coordenação motora melhor. Nem parecia que eu tocava piano e teclado.

A hora chegou e lá estávamos nós, discutindo as regras do jogo, o torneio seria feito no quarto do Nick, eu estava muito ansiosa e até mesmo nervosa, por isso eu parecia uma drogada. Mas eu tenho uma razão científica para isso e também, parece que o meu metabolismo é um pouco diferente das pessoas normais às vezes. Mas tudo bem, eu nunca pensei que era normal mesmo.

Bom, isso sempre acontecia quando eu comia chocolate. Comendo chocolate, o meu corpo produz mais endorfina (que é o neurotransmissor do prazer) e assim eu me sinto bem. Porém, quando eu como chocolate e assisto comédias românticas ou estou apaixonada, por exemplo, eu fico muito estranha, embora para mim, a sensação seja boa. Além de eu ter comido chocolate em barra (um duo delicioso), eu tinha visto animes de comédia romântica, como “Kaichou wa maid-sama” (e sim, eu sou otaku). Eu também estava muito apreensiva por causa do torneio, então eu não me surpreenderia se eu não conseguisse tirar um sorriso do rosto ou se eu começasse a chorar subitamente, afinal, é assim que eu fico quando estou “dopada” de chocolate… Muito sensível e dramática, mas para mim, não é drama.

No torneio, já que este era de duplas, um poderia contar com o apoio e conselhos do outro, até mesmo na hora das partidas. O Nickolas e o Nathaniel estavam muito seguros de suas capacidades e se enfrentavam com olhares assassinos, enquanto isso, eu e a Jenna apenas ríamos em silêncio. Logo, nós decidimos que o torneio seria iniciado com um jogo entre eu e a Jenna. Eu jogava com a Mileena e a Jenna com a Kitana, eu venci rapidamente e com flawless victory, já que a Jen quase não atacava.

Depois, era chegada a vez de eu jogar contra o meu maior rival, o meu próprio irmão. O Nicholas jogava com o Scorpion. Ele acabou me vencendo por muito pouco no final, pois, como sempre, ele foi mais rápido que eu. Durante as minhas partidas o Nathaniel ficava sussurrando em meu ouvido coisas como “Muito bem!”, “ Eu vou ter que aprender com você mais tarde.” e

“Você fica ainda mais linda concentrada.” Eu fingia não escutar algumas coisas, mas estremecia com a proximidade dele. Era inevitável.

Era a vez da Jenna e do Nathaniel. O Nathaniel jogava com o Sub-zero. O Nathaniel quase ganhou a partida com flawless victory também.

Agora, era o momento mais tenso do torneio. Eles queriam se matar na vida real, então não poupariam forças no jogo. Os dois jogavam maravilhosamente bem e eu não imaginava quem perderia.

Eles começaram a jogar e parecia sair faíscas dos controles, eu e a Jenna observávamos atentas a cada movimento de nossos parceiros. No começo, Nathaniel tinha certa vantagem, ele estava usando bem os conselhos que eu dei a ele. Mas, logo meu irmão se recuperou. Na partida decisiva os dois pareciam jogar no mesmo ritmo. À medida que a barra de vida de um diminuía, a do outro mudava da mesma forma. Nos últimos segundos de jogo, como sempre, o Nick finalizaria a partida com um combo, mas eu me adiantei. Eu já conhecia o combo e sabia exatamente o que o Nathaniel tinha de fazer. Então sussurrei no ouvido de Nathaniel muito rápido: — Defesa, Ground Freeze, Ice Freeze e X-Ray Deep Freeze.

Logo que eu falei para o Nathaniel ele pôs em prática as minhas palavras e venceu com a finalização perfeita do Fatality Spinal Smash.

Depois disso ele me abraçou erguendo-me do chão e me girando. A visão que eu tinha era de um garoto perfeito, aquele sorriso eu nunca tinha visto no rosto maravilhoso do Nathaniel. Ele parecia diferente. Logo ele me soltou olhando nos meus olhos e falou: — Eu gosto do perfume dos seus cabelos. — nossos rostos estavam próximos e ele falou baixo o suficiente para que apenas eu o escutasse. Pouco tempo depois aquela expressão maliciosa habitual do rosto dele voltou. Eu tinha ficado surpresa com o quê ele disse então esbocei um sorriso tímido e envergonhado. Eu penso que a Jenna notou que eu estava sem graça, então ela me chamou para servir a torta de morangos com chantilly que eu tinha preparado. Eu me dirigi à porta do quarto do Nick seguindo a Jenna e logo escutei o Nathaniel dizer: — Depois eu quero conhecer seu quarto Am. – ele sempre tinha que implicar com o Nick?!

Eu não respondi nada, fingi não ter escutado e quando eu saí do quarto eu ouvi a voz do Nick: — Até quando pretende brincar com os sentimentos da minha irmã? – a voz do Nick era fria, ele sempre agia de forma muito fria quando estava com raiva, o oposto do seu estado normal. Logo veio a resposta, uma que eu realmente não queria ter ouvido: Eu não estou brincando com a Am. Eu só quero conhecer o quarto dela, afinal, ontem ela conheceu o meu. Você não sabia? Passamos prazerosas horas lá. — eu podia imaginar o sorriso malicioso que devia ter invadido o rosto do Nathaniel. Aquilo para ele era ser amigo?! Aquilo era demais para mim.

– Já chega. – eu estava muito irritada. A ponto de chorar de raiva, que era praticamente o único motivo pelo o qual eu chorava, mas minha voz era baixa. A endorfina tinha um efeito forte como eu já tinha mencionado. Principalmente se amplificada pelo chocolate. Mas a mistura com os meus sentimentos naquele momento me fez explodir. – Parem com essas brigas idiotas! – os dois me olharam surpresos com a Amy que viam. O Nicholas sabia que eu às vezes explodia,mas o Nathaniel nunca tinha me visto daquele jeito.

– Am, o que ele disse é verdade? – a frieza continuava na voz de Nicholas.

– Sim. – o Nicholas me olhou com um ar de descrença e desapontamento extremo. – Nick, existe mais de um tipo de prazer. Eu fiquei prazerosas horas no quarto do Nathaniel… Jogando vídeo-game! – continuei me virando para o Nathaniel. Eu não sei se conseguiria ficar com mais raiva… o garoto que disse que queria ser meu amigo está sempre implicando com o meu irmão e o meu irmão não confia em mim. – Por que faz isso Nathaniel? Por que você implica assim com o meu irmão?! Isso é ser amigo para você?!- eu saí do quarto do Nicholas muito irritada e desci a escada em uma velocidade impressionante.

– Aonde você vai Am? – A jenna, que ainda estava na cozinha servindo a torta me perguntou.

– Eu vou ao parque central e já volto. – eu nem dei tempo para que ela dissesse mais alguma coisa e simplesmente saí porta afora.

Meu celular estava no bolso do meu casaco, junto com os meus fones de ouvido. O parque era perto da minha casa. Eu cheguei ao parque, sentei-me em um banco, conectei meus fones no celular e comecei a ouvir minha play list de “músicas tristes”, o que tinha como principais minhas composições melódicas no violino.

Não tinha mais ninguém no parque, que normalmente era freqüentado por crianças acompanhadas por seus pais. Já devia ser mais ou menos 18:00, tinha um lindo pôr-do-sol, uma brisa leve de vento e minhas lágrimas que rolavam quentes pelo meu rosto.”Pelo menos a circulação de sangue no meu rosto aumentou, isso é bom. Parece que a dor tem um lado bom às vezes.”- eu ri dos meus pensamentos… como eu podia ser tão idiota?!

Sequei minhas lágrimas e fiquei por um tempo admirando o pôr-do-sol que estava especialmente lindo aquele dia, vívido.

– O pôr-do-sol está lindo. – era Nathaniel, eu não queria responder, então não o fiz. Apenas me levantei parando o music player. – Me desculpe Am, você tinha razão. Eu não vou mais implicar com o seu irmão, foi infantilidade minha. Eu… pedi desculpas para o seu irmão e agora demos uma trégua.

– Você e meu irmão fizeram as pazes? – tentei falar normalmente, mas não conseguia e não acreditava. Embora o Nicholas fosse um ótimo perdoador ele também era muito protetor e sempre ficou contra o Nathaniel por minha causa. Talvez ele só estivesse finalmente confiando em mim.

– É… nós paramos de brigar em consideração à única coisa que temos em comum… — ele continuou.

– É? E o quê seria? – perguntei ainda me sentindo estranha.

Ele foi se aproximando enquanto falava: — Nós dois gostamos muito de você. Desculpe Am. – Ele me abraçou… o gesto dele me deixou muito nervosa e realizada. Desse modo eu cedi… eu sempre cedia. – Tudo bem. – respondi breve. Depois de um momento ele declarou: — Eu estou ouvindo o seu coração bater… — ele parecia surpreso. Fiquei em silêncio, apenas sentindo o calor daquele corpo forte que me envolvia. –… Ele bate rápido. – a voz dele era suave e meiga naquele momento. – É… — respondi. – Apreensiva, o meu coração bateu ainda mais rápido, mesmo que isso parecesse impossível. Ele notou o quanto eu estava nervosa e então ele me abraçou mais apertado, embora suavemente. Aquele conforto foi me acalmando aos poucos.

Eu mergulhei em minha própria mente, a que estava paralisada e confusa. Nathaniel, o garoto por quem estive apaixonada por boa parte da minha vida estava me abraçando com tanto carinho…

Eu não queria que ele me soltasse e como se ele lesse meus pensamentos ele não me soltou. Ficamos por um longo tempo abraçados no parque sem que eu percebesse, até que ele tirou seus braços do meu redor , logo colocando seu braço direito por cima dos meus ombros: — Vamos. Eu vou te levar para casa. — E então eu e o Nathaniel voltamos conversando. Ele estava diferente, de uma maneira especial. Ele me tratava com cuidado, se importava comigo, era doce o tempo todo, diferente do seu habitual malicioso.

– Você não quer entrar e provar a torta que eu fiz? – perguntei erguendo as sobrancelhas.

– É claro que quero. Vamos ver se você teve sorte dessa vez como teve com a quiche. – ele brincou.

Entramos na minha casa, na qual, não tinha ninguém no primeiro andar. Comemos a minha torta que estava maravilhosa, modéstia à parte.

– Parece que não é sorte… você realmente cozinha bem Am. – ele me elogiou.

– Obrigada. Você também cozinha muito bem Nathaniel. – respondi.

– Me chame de Nate. Eu quero te ouvir me chamar de Nate. – ele pediu.

– Tudo bem Nathaniel. – brinquei.

Conversamos mais um pouco sobre coisas banais, mas tudo sempre parecia importante quando ele estava junto comigo. Eu não podia mentir para mim mesma, eu podia dizer que não, eu podia não querer, eu podia fingir o quanto eu quisesse, eu podia não admitir, mas… eu estava completamente apaixonada pelo Nathaniel outra vez, se é que algum dia eu consegui não estar apaixonada por ele. Eu queria voltar a sentir tudo aquilo que eu já havia sentido… a euforia, a alegria, a paixão. Mas eu não queria sofrer de novo e… pelo mesmo garoto. Mas ele parecia tão diferente.

– Obrigado por tudo Am. – ele disse enquanto nós saíamos da minha casa.

– De nada. – respondi com um sorriso. Ficamos em silêncio por um tempo.

– Esteja pronta às 13:15. – ele disse enquanto se afastava.

– Como? – perguntei confusa.

– Eu vou te levar para o colégio amanhã. – ele falou com um sorriso largo.

– E se eu não quiser? – brinquei.

Ele voltou e se aproximou de mim. Quando estava na minha frente ele inclinou o tronco para frente de modo que cabeça dele ficasse ao lado da minha e falou próximo ao meu ouvido. – Eu sei que você quer. – Logo ele baixou a cabeça, apoiando-a no meu ombro esquerdo. Meu coração voltou a bater acelerado. – E mesmo se você não quisesse… eu te seqüestrava. – ele voltou a brincar.

– Até amanhã Am. – ele beijou meu ombro onde havia apoiado sua cabeça, e foi se afastando novamente, indo em direção a casa dele.

– Até amanhã, Nate. – ele parou por um segundo quando o chamei de Nate, logo ele se virou sorrindo e depois que retribuí o sorriso ele entrou na casa dele, assim como eu entrei na minha.

Eu não queria, eu queria. Eu nunca tinha sentido algo tão pleno quanto o que eu sentia naquele momento. Nem quando estava apaixonada.

Talvez fosse mais do que paixão. E se… eu amasse o Nathaniel?

Notas finais
E aí, gostaram?! Espero por reviews para saber, por favor.
Até mais.^^