Notas iniciais
Tecnicamente ou esse capitulo teria sido menor ou entao ele nao estaria terminado, mas para nao demorar mais ainda, parei por aqui. espero que gostem, boa leitura e ja sabem que vou ajeotar depois pelo notebook. beijos 😘😘 PS: nesse capitulo contem cenas que muitos leitores estavam me cobrando super

– Quer saber, deixa pra lá – Levantei e arranquei a chave de sua mão, pisando forte até sair daquela sala e ir até o elevador

– Espera! – Ouvi a voz de Pedro e ele conseguiu entrar na caixa metálica a tempo. Encostei-me naquela "parede" gélida e respirei fundo.

– O que você ta sentindo?

– Tô com tontura

– Cê não pode ficar toda nervosa assim não, Esquentadinha

– Eu sei, mas foi inevitável – As portas se abriram

– Olha se quiser eu durmo no sofá – Sugeriu mas eu não respondi
Quando destranquei a porta nossas malas já estavam lá dentro. Mergulhei meu corpo na cama, enfiei minha cara no travesseiro. Logo comecei a chorar, e não me perguntem o motivo.

– K? Karina? Tá chorando?

– Não – Aquilo soou como um resmungo

– Ficou assim só porque estamos no mesmo quarto?

– Logico que não, idiota! – Senti o outro lado da cama afundar

– Então porque tá chorando?

– Não sei – Minha voz estava saindo abafada, o tecido de algodão sob meu rosto estava úmido

– Isso deve ser efeito colateral de gravidez ou você está de TPM – Meu Deus, esse ser só não é mais tonto porque não tem espaço

– Ô panaca, como eu vou estar de TPM sendo que eu estou grávida?! – Falei dessa vez limpando as lágrimas com as costas das mãos e olhando pra ele que estava me encarando com uma cara engraçada

– Ah é, eu esqueci desse detalhe

– Pequeniníssimo por sinal – Deixei o sarcasmo escapar

– Hãm, é, a gente tinha uma reunião agora à uma da tarde mas acho melhor adiar pra mais tarde

– Não, não precisa eu já to melhor. Vamos acabar logo com isso

– Não querendo te desanimar mas só pra avisar acabamos de chegar em San José e temos 13 dias pela frente. – Bufei

Ele levantou e foi saindo do quarto, logo tratei de fazer o mesmo e fomos até o local marcado para a reunião, que era mais para recebermos as orientações chatas e os horários que teríamos.

Ficamos lá até a hora do almoço. Estava indisposta e preferi almoçar no restaurante do hotel. Eu não me dava muito bem com o espanhol, sabia o básico e eles também entendiam um pouco do português. Pedi uma comida típica do país.
Enquanto esperava fiquei olhando através da janela aquela paisagem, e comecei a pensar na vida e no problemão que eu fui arranjar.
Flash back On

Eu tinha bebido pouco, mas como não era acostumada acabei ficando fora de mim. As luzes piscavam embaralhando mais minha visão. Tentei atravessar aquela multidão à procura de Fabi mas acabei topando com algo alto.

– Esquentadinhaaa – Gritou perceptivelmente alterado

– Dá licença, mané – Tentei empurrá-lo

– Tá ouvindo? – Ele apontou pra cima – É a música, Esquentadinha — Falou. Estava tocando Pompeii pela terceira vez – A primeira música que ouvimos juntos, na sua casa. But if you close your eyeeees – Começou a cantarolar o refrão mesmo a música estando nos segundos finais.

– Tá Pedro, me deixa passar – Logo começou Só Rezo do Nx.

– Ih, ó lá Esquentadinha... Essa música te faz lembrar alguma coisa?

– Não – Mas na verdade eu lembrava e muito bem.

– Quer que eu te ajude a lembrar? – Perguntou com aquela voz rouca e agarrou minha cintura, me dando um calafrio.

– Me larga, seu idiota! – Berrei, mesmo sentindo uma súbita vontade de sentir o sabor de seus lábios.

– Eu sei que você tá doidinha pra me beijar

– Não tô nada, moleque. Se você encostar em mim eu arranco teu amiguinho fora

– Veremos – Falou e quando me dei conta já estávamos nos agarrando no meio da multidão. Nos beijávamos numa tal voracidade como se tivéssemos de aproveitar cada segundo, e a todo instante uma corrente elétrica percorria meu corpo.

– P-Pedro

– Cala a boca – Voltou a me beijar
[...]

Estávamos unidos em um beijo violento. Nossas línguas estavam sincronizadas e descontroladas ao mesmo tempo.

Ele passava suas mãos por toda a região das minhas costas e apertava meu quadril levemente enquanto eu massageava seus cabelos e dava leves beijos e chupões no seu pescoço. E o pior de tudo: Dentro do elevador.
Flash back Off

Eu só tenho 21 anos, estava prestes a conseguir seguir o meu sonho, e por consequência de uma noite, uma única noite, eu botei tudo a perder.
Flash back On

Eu não consegui ficar nervosa. Eu só sentia desejo. Aquilo era novo pra mim, mas eu estava me sentindo como se já fosse acostumada. Meu corpo estava estranho, minha mente toda bagunçada, eu não conseguia raciocinar.

Apertei forte seus braços, segurei um grito e comprimi os olhos quando ele me penetrou de uma vez e eu senti o rompimento do meu hímen. Foi uma dor intensa mas que durou míseros segundos.

Conforme ele me penetrava, meu quadril se movia involuntariamente, eu não aguentava de tanto prazer, parecia que eu iria explodir, meu corpo queimava, era uma sensação incrível.

Inverti as posições, ele estava escorado na cabeceira da cama e eu sentei em seu colo e comecei a beijá-lo por todo o rosto e rebolar em cima de seu membro. Sua expressão de prazer me deixava louca. Algum tempo depois chegamos ao ápice. Caímos na cama um do lado do outro, estávamos completamente suados e nossas respirações estavam descompassadas.
Flash back Off

Suspirei recordando aquilo. Eu negava à mim mesma que podia ter sido algo especial e memorável, porque não era.

Podia ter sido outra pessoa, mas não, logo ele. Logo aquele moleque babaca que um dia me fez de idiota.

Eu não sei como eu consigo conviver com ele até hoje, sinceramente. E agora, isso vai me prender. Uma parte sua agora vive em mim.

No primeiro momento, eu tive muita raiva mas essa criança não tem culpa dos erros que cometemos.
"Karina?" Uma voz conhecida me despertou daquela reflexão.

– Meu nome

– Posso? – Perguntou apontando para a cadeira da frente

– Claro – Era Caleb

– Então, o que está achando da cidade?

– Não pude ver quase nada por enquanto, mas estou gostando. Vi umas praias de longe e são maravilhosas

– É a primeira vez que viaja para fora do país?

– Já fui pra Argentina uma vez com meu pai há muito tempo. E você? Costuma rodar o mundo? – Ele riu

– Só a trabalho, mas eu me divirto. Me disseram que você luta muay thai

– É, lutar é minha vida.

– Sabe, quando soube que você não era modelo achei um enorme desperdício. Você é linda

– Obrigada – Senti minhas bochechas corarem. Ainda não me acostumei a receber elogios

– Fica mais linda ainda tímida, sorrindo assim de lado – Me incomodei na última frase mas ignorei

– É que eu ainda não me acostumei com elogios.

– Como assim?

– Ah, é que quando eu era adolescente eu não me importava tanto com o meu visual, sabe? Usava cabelo estilo Joãozinho, era meio bruta e tal. Ainda sou meio assim, eu acho... Olha aqui – Peguei uma foto daquela época no meu rolo de câmera e mostrei

– Você era linda do mesmo jeito. Ninguém mesmo te elogiava?

– Na verdade sim mas eu não quero falar sobre isso.

– Ok, eu não vou insistir.

– Valeu

Um silêncio se formou

– Aí, acho que é seu prato – Ele me avisou e o garçom colocou o mesmo sobre a mesa e eu agradeci

Ele perguntou a Caleb se ele iria comer algo e este pediu apenas um suco de maracujá.

A cara estava ótima então dei a primeira garfada e era realmente uma delícia. Mas como tudo que é bom dura pouco, quando estava na metade comecei a passar mal de novo, não era bem um enjoo. Acho que é pelo fato de a comida ser pesada. QUE RAIVA!

Suspirei tomando calma.

– Você tá bem?

– T-Tô, foi só um mal estar, já passou. O que ia dizendo?

– Que você está gelada e suando frio. Está realmente tudo bem? – Ele havia tocado meu rosto

– Ah, é que... Sabe, deve ser a comida que não caiu bem no meu estômago, ou deve ser o efeito do voo que ainda não passou – Menti – Eu, eu acho que eu vou subir pra descansar um pouco – Levantei

– Eu te ajudo – Fez o mesmo

– Não precisa, tô legal

– Faço questão

– Não curto cavalheirismo

– Ótimo. Eu também não – Sorriu mostrando uma arcada dentária impecável e eu sorri retribuindo

Pegamos o elevador e meu estômago ia embrulhando durante o trajeto.

"Tô atrapalhando alguma coisa?" Pedro surgiu enquanto Caleb se despedia com um beijo na minha bochecha.

– Não, já estou indo. Tchau K, melhoras

– Valeu

– Tchau Pedro – O descabelado deu um sorriso falso e o loiro saiu do quarto fechando a porta

– Tá enjoada de novo? – Perguntou vindo até mim

– Mais ou menos, não sei direito o que estou sentindo.

– Eu acho que você tem que logo ir ao médico. Deveria ter ido antes de vir pra cá. – Estava sério, o que dificilmente acontecia

– Deve ser só um mal estar, é normal

– Esquentadinha, você tá de uns dois meses, já passou da hora daqueles negócio de pré-natal, pré-páscoa, sei lá – Falou meio perdido e eu fui obrigada a rir

– Talvez... É que eu nunca fui ligada nessas coisas, não sei muito sobre.

– E cê acha que eu sei? Demorei um século pra entender que dois mais dois são sete – Disse brincalhão

– Eu vou marcar uma consulta logo pra quando voltarmos.

– Ok, mas agora acho melhor cê dormir um pouco, e enquanto isso eu vou pra piscina ver umas "gatchênhas" de biquíni – Deu uma piscadela e foi se trocar no banheiro. Foi o momento em que eu coloquei os pés sobre a cama e deitei, adormecendo logo em seguida.
[...]

Já se passavam das 17h quando acordei com o barulho do chuveiro. Eu estava cansada de tanto ficar ali. Levantei ajeitando minha roupa toda amarrotada e andei até uma mesinha de madeira onde estava os papéis com nossos horários. Li que mais tarde o pessoal (com pessoal eu quis dizer os funcionários da Vogue que estão trabalhando com os modelos que no caso sou eu, Pedro e mais um casal que fiquei sabendo que chegaríam depois) que estava preso à uma reunião ficariam livres, mas que os casais tinham uma reserva em um restaurante perto dali para se conhecerem.

Depois que Pedro saiu do banheiro eu entrei. Terminei de me arrumar e fiquei esperando a princesa, o que levou quase umas duas horas, nos fazendo chegar atrasados no restaurante.

Tudo rolou bem tranquilo, eles até que eram legais. Sophia e Matheus eram seus nomes. Tinham a mesma idade que a gente e eram nossos vizinhos de quarto. Ela no de frente ao meu e do Pedro, ele ao lado.

Chegamos no hotel era quase meia noite, eu estava feliz da vida por não ter dado defeito. Assim que entramos no quarto o guitarrista se jogou em cima do sofá, e pelo visto estava exausto, não diferente de mim.

– Pedro?

– Sim?

– Se quiser, pode dormir aqui. – Falei e ele me olhou – Desde que você não encoste em mim

– Promete que não vai me decapitar enquanto durmo? – Eu dei uma risada falha

– Eu juro que tento.

– Okay, Esquentadinha

Notas finais
eai???? o que acharam? Gente eu gostaria muito de interagir com voces, entao, eu queria perguntar se tem alguma coisa sobre mim que queiram saber, qualquer coisa e eu responderei nos comentários, talvez notas finais. e a partir do proximo capitulo trarei perguntas para voces, bjjj