Quase sem querer

10 O quê tem de errado comigo?


Notas iniciais
1 mês sem postar, gente eu nao encontro palavras pra pedir desculpas a voces, porque QSQ tem mais de 10 mil visualizões e isso pra mim é um grande número, e eu nao consigo compensar todo esse carinho. sinceramente eu ja ate pensei em excluir a história mas eu iria me sentir culpada depois, e acho que de nada teria valido meu esforço para criar esses poucos capítulos, e tambem acho que voces prefiram que eu poste com pouca frequência do que nunca mais... mas caso contrário, é so me falarem. Quero agradecer a "leitora anonima" pela primeira recomendação de Quase Sem Querer, e dizer que isso signifcou muito pra mim, eu amo quando voces dizem que amam a historia, e fazem elogios, porque isso mostra que meu esforço vale a pena, fazer voces felizes alguns minutinhos é muito bom mesmo. Enfim, nao tive tempo pra responder os reviews mas prometo que responderei todos os desse cap. Fiquem com Deus e boa leitura! PS: eu vou arrumar a estrutura assim que entrar pelo note, é terrivel ler assim, mas fica a critério de vocês

Assim que ele passou por mim indo em direção a cama seu perfume traçou o caminho e eu me arrependi no mesmo instante.
– Hãm, vai dormir de roupa?
– Quer que eu tire? — Arqueou a sobrancelha
– Sim. Quero dizer, não, não do jeito que você tá pensando
– E que jeito eu to pensando? — Ele deu aquele sorriso despojado
– Me erra — Revirei os olhos e entrei no banheiro levando comigo meu pijama. "Qual é, Karina?!" Pensei. Demorei um século pra tirar o pouco de maquiagem que eu tinha no rosto. Quando fui me trocar percebi que tinha levado apenas a blusa do pijama.
No momento em que saí do banheiro me deparei com Pedro deitado de bruço, todo largado e ocupando quase todo o espaço esquerdo da cama. Sua boca entre aberta o deixava engraçado. Vestia apenas uma calça de moletom. Ao notar que um quase sorriso se formava em meus lábios, tratei de parar de olhá-lo e fui até a mala pegar o shorts e coloquei ali mesmo. Apaguei a luz e fui pra cama. Assim que relaxei meus músculos ouvi sua voz rouca:
– Que bundinha...
– Pena que é trator, né? Vê se dorme e para de me atormentar — Respondi ainda virada pra lado oposto — E não me rela
– Cê que manda
Depois daquilo só me lembro de ter sonhado com pôneis tie dye que dançavam lepo lepo enquanto lutavam muay thai e depois uma cachoeira de glitter os atingiu matando todos os pobrezinhos.
"Acorda, Karina"
– Me deixa, tô com sono — Resmunguei
– Se você não levantar eu vou apelar
– Cacete ainda tá de madrugada
– São 7h15. Acorda! — Ignorei
"Eu avisei" Depois disso senti um peso sobre mim e uma sessão de cócegas começou e eu ria escandalosamente mesmo querendo matar o imbecil.
– E-Eu já aco-ordei — Falava entre risos e contorces — Já acordei, sai daqui-i, saaai — Eu vou te chutar — Avisei logo me preparando pro golpe
– Ok, ok. Já parei. Abaixa esse pé — Levantou as mãos em sinal de rendição.
– Agora sai de cima de mim. — Pedi e ele o fez
– Daqui 45 minutos a gente tem que estar em frente ao hotel pra irmos fotografar. Acho melhor descer pra comer logo.
– Te perguntei?
"mulher chata e ingrata" saiu reclamando. Levantei na maior preguiça e fui tomar uma chuveirada.
No restaurante, me sentei com nossos vizinhos da frente, e lá também estava o babaca metido a roqueiro.
– Eu to quase dormindo em cima do prato — Comentei
– Eu também — Respondeu Lucas
– O dia está lindo, estamos num lugar lindo e vocês estão com sono? — Disse Sophia indignada
– Concordo contigo, Sky — Foi a vez de Pedro
– Sky? — Fiquei confusa
– É meu bizarro nome do meio Sophia Céu. Daí ontem quando contei o Pê começou a me zoar
– Pê? — Perguntei
– Ontem? — Lucas questionou
"Pessoal vocês já estão terminando? Vamos sair em 10 minutos" Uma supervisora veio nos avisar.
"Já" "Sim" "Aham"
– Bom, eu to indo buscar meu celular
– Levantei e saí em passos largos. No quarto peguei uma bolsa pequena com alguns pertences e voltei la pra baixo. Uma van nos esperava. Embarcamos e fomos até o local das fotos.
Era um cenário bem contemporanêo. As paredes eram grafitadas com desenhos e palavras aleatórias. O conjunto todo ficou muito daora.
Respirei fundo quando a equipe de maquiagem, cabelo e figurino apareceu. Só Deus sabe o quanto eu detestava aquilo.
Fizeram uma maquiagem marcando bem os meus olhos, e na boca deixaram um tom nude. Meus cabelos foram dessarrumados e jogaram meio quilo de laqué por cima. Ficou bonito mas desanimei so de pensar no trabalhão que eu ia ter pra desembaraçar aquela bucha.
Coloquei uma cropped, de novo, só que dessa vez era jeans escuro e um shorts de couro na cor vinho. Calcei um sneaker dourado e finalmente estava pronta. Assim que todos estávamos prontos já dei o meu recado:
– Já vou avisando que eu não vou beijar ninguém
– Relaxa K, não vai precisar beijar ninguém a menos que queira — Caleb falou
– Impressão minha ou esse metidinho ta dando em cima de você? — Pedro perguntou
– Impressão sua — Respondi
– Acho que não hein! Ele não tira os olhos de você — Dessa vez quem disse fora Sophia e se apoiou no ombro de Pedro
– Que seja — Dei de ombros
"Vamos começar!"
E assim foi.
A sessão toda durou quase três horas. Imagino que as fotos tenham ficado muito legais. Em partes me senti mais a vontade do que o primeiro ensaio, só o fato de ter mais duas pessoas me deixava mais leve.
– Vocês foram ótimos, se quiserem voltar pro hotel a van vai pra lá, mas podem ir conhecer a cidade também. Os táxis por aqui chegam rápido. Aproveitem, aqui é um lugar bacana — Caleb avisou e deu um sorriso, logo saindo de cena
– Esse cara é um gato, meu Deus! — Sophia disse suspirando e eu ri
– Eu sou mais — Lucas falou brincando e fez pose
– Eu então, nem se fala — Foi a vez de Pedro
– Eu concordo, Pê — Ela falou
– Tá bem cega então — Eu disse
– Tadinho, Karina! — Soltou uma risadinha depois de falar
– Tá vendo o que eu passo, Sky? Eu sofro demais com essa esquentadinha aí — Ao finalizar o drama fez bico.
– Ok, mas e ai, onde vamos? — Perguntou Lucas
– Não faço ideia, não conheço nada aqui
– Muito menos eu
– Podíamos ter pedido ajuda ao Caleb — Falei
– E por acaso ele sabe tudo?
– Não Pedro, mas sabe mais que a gente. Não sei nem onde tem ponto de ônibus aqui — Falei
– Pra quê cê quer ônibus?
– Misericórdia! Só aguentar sua lerdeza já me faz mais sofredora que muita gente por ai. — Ele fez careta
– Acho melhor voltarmos para o hotel, ai lá a gente vê o que faz — Sugeriu Lucas
– Eu concordo — Falei
– Então pode ser — Sophia falou dando de ombros e logo nós quatro estávamos dentro do veículo.
– A gente podia ir comer em algum lugar — Sugeri olhando um mapinha
– Ah pode ser, ai a gente podia ir pra alguma baladinha depois
– Fechou — Disse Pedro todo animadinho
– A gente se encontra aqui às 20h.
Todos concordamos e subimos juntos no elevador até nosso andar.
Assim que a porta foi destrancada eu podia jurar que tinha escutado a voz daquela cama enorme me chamando.
– Eu acho que não vou pra lugar nenhum, quero aproveitar essa cama aqui — Falei
– Se quiser eu posso ficar e te ajudar a aproveitá-la. — O idiota sussurrou perto do meu ouvido e foi inevitável o arrepio que percorreu todo o meu corpo mas logo me recompus
– Se liga — Falei
– To ligado no 220, Esquentadinha — Ele deu uma piscadela e deu um beijo estalado na minha bochecha, logo indo em direção ao banheiro. Poucos segundos depois ouvi o barulho do chuveiro. Me joguei na cama para relaxar um pouco, eu estava exausta. Pouquíssimos minutos passaram-se e eu comecei a me sentir enjoada. Respirei fundo algumas vezes para tentar manter a calma mas a vontade do meu corpo de por tudo, ou o nada, que tinha no meu estômago pra fora. Corri pro banheiro abrindo a porta de uma vez.
– Karina?! — Creio que ele levou um baita susto — Aconteceu algo? — Perguntou do lado de dentro do box. Resmunguei um "aham" meio estranho e me agachei em frente o vaso sanitário, logo sentido aquele gosto terrível tomar conta da mim boca.
Assim que aquilo acabou levantei e enxaguei a boca com antisséptico e depois escovei os dentes.
– Tá melhor? — Perguntou com a cabeça pra fora me olhando de uma maneira preocupada
– Tô — Respondi e me apoiei na pia puxando o ar para dentro
– Tem certeza?
– Sim — O olhei notando o estado em que ele se encontrava — F-Foi mal, pode voltar a fazer o que estava fazendo. Ele não respondeu e simplesmente fechou o box. Dei de ombros e quando estava para sair ele começou a gritar
– Pê? Pedro? — O apelido saiu sem querer devido ao susto e eu corri parando ali em frente — O que aconteceu?
– Ai... Ai Karina me ajuda tá doendo muito, me ajuda! — Eu estava entrando em desespero com o jeito que ele falava
– O que você fez seu idiota? Como quer que eu ajude? Pedro?
Ele se calou e eu achei que o panaca tinha morrido mas foi quando ele abriu ali com tudo e me puxou pra dentro fazendo meu corpo se chocar contra o seu e entrar em contato com aquela água quente
– Pegadinha do malandro — Ele falou sorrindo despojado
– Endoidou de vez, idiota? — Perguntei brava e dei um empurrao em seu peito
– Tenha mais senso de humor, K — Ele debochou — Curti o jeito que você ficou preocupada comigo
– Eu não fiquei preocupada com você, é que... — Naquele momento desci o olhar por seu corpo e eu não deveria ter feito aquilo, afinal ele estava no meio de um banho — É que... — Arfei sem querer e ele riu
– Algum problema? — Perguntou sarcástico e eu quase me deixei levat por aquelas gotículas de água deslizando sobre seu corpo trabalhado na medida certa.
– Você é um babaca, sabia? — Falei para tentar me desfazer de meus pensamentos
– Você não me deixa esquecer
– E mesmo assim você não aprende, não é? Me mira e me erra, Pedro — Empurrei seu peito fazendo-o se afastar de mim e saí de dentro do box toda pingando. Peguei uma toalha e fui me enxugar do lado de fora mesmo que molhando tudo.
Ao sentir o ar mais leve do lado de fora adentrei o ar aos meus pulmões tentando manter minha respiração controlada.

O quê tem de errado comigo?

Acho que essa história de gravidez está começando a afetar meu emocional, me fazendo ficar um tanto quanto vulnerável na proximidade com Pedro e isso não era nada bom.