Quase sem querer

11 Eu sei que você sabe quase sem querer


Notas iniciais
Oi amores, voltei com mais um capitulo pra voces. Eu disse que iria postar mas acabou nao dando tempo então me perdoem. Esse cap é mais uma introdução para o próximo, onde as coisas vão começar a acontecer. Espero que gostem e boa leitura, obrigada pelo carinho e compreensão. Amo voces ♥️

Quase duas horas e meia depois tínhamos chegado num restaurante de massas.

Eu estava com uma calça justa de couro preta, e uma blusa da mesma cor, com duas faixas transpassadas fazendo um "X" deitado na parte da frente, dando um efeito mais elegante porém simples. Não passei nada de maquiagem exceto pelo batom avermelhado e um pouco de rímel. Deixei meu cabelo livre.

Pegamos uma mesa e fizemos nossos pedidos. Evitei comer muito, não queria passar mal logo no começo da noite. Conversamos bastante sobre assuntos diversos e fizemos alguns planos para os próximos dias. Mas eu notei que Pedro estava meio estranho comigo e eu não entendi o motivo. Para qualquer outra pessoa ele estaria agindo normal, mas eu sei que o normal dele é me encher o saco e me deixar irritada. Era pra eu estar dando graças a Deus por aquilo quando na verdade me senti incomodada, mas tentei ignorar.

Eram quase dez da noite quando pegamos o táxi para seguirmos até a casa noturna.

Assim que chegamos já gostei do clima do local. Do lado de fora dava pra ouvir o som abafado da música que tocava e eu já fui me animando. Não demoramos muito para entrar, a fila não estava grande, mas lá dentro estava bem cheio. Mal coloquei os pés ali e Sophia já me arrastou até o bar.
– Um blue lagoon, por favor – Ela pediu ao barman
– E você? – Referiu-se a mim
– Um guaraná – O carinha assentiu e Sophia fez careta
– Sério?
– Sim, eu não curto muito bebidas alcoólicas – E eu não estava mentindo
– Nem de vez em quando?
– Raramente, hoje não estou afim

O barman entregou nossos pedidos e então fomos pra pista, junto com Lucas e Pedro. Eu ainda sentia um clima meio estranho, só que resolvi ignorar e aproveitar a noite. Dei uma golada no refrigerante. Meus olhos se fecharam e me deixei levar pelo ritmo envolvente da música.

Já estava ali há umas duas horas, só sai algumas vezes para pegar coisas pra beber.

De repente virei o rosto para o outro lado da pista e senti minha garganta embolar quando vi Pedro aos beijos com Sophia e eu parei instantaneamente minha conversa com Lucas
– O quê foi? – Ele berrou devido o som alto e parou de dançar
– N-Nada – Fiz com que ele não olhasse na mesma direção que eu – Eu só vi algo estranho. Mas então, hãm, o que você é da Sophia? – Foi a primeira pergunta que me surgiu a cabeça
– Somos como irmãos. E você e Pedro?
– Já tivemos algo no passado, nada demais.
– Sabia que todo esse "ódio" – Ele fez aspas – Não era de verdade
– É sim. Vamos pegar algo pra beber? – Quis encerrar o assunto
– Claro

Saímos em direção ao bar. Eu mesma nao tinha entendido porque fiquei tão mexida por ter visto aquela cena, e essa dúvida martelava minha mente. Sentamos no banquinho e fizemos nossos pedidos.
– Aconteceu alguma coisa?
– Por quê?
– Está com a cara fechada como se tivesse visto algo que não gostou
– Não, não aconteceu nada eu to ótima – Tentei dar o meu melhor sorriso
– Se você diz – Ele ergueu as mãos em sinal de rendição

Bebi um pouco da minha água.

– Vamos? – Eu assenti e ele me puxou pela mão de volta a pista. Pedro e Sophia não estavam mais se engolindo.

Ignorei ao máximo aquilo que eu estava sentindo e deixei a música me contagiar. Só fui desperta ao notar alguém me tocar na cintura e já me irritei de primeira. Fosse quem fosse, não tem o direito de chegar assim.

Abri os olhos e virei pra trás tendo a visão de Caleb.
– Heyy – O modo com que ele falou deixou explicito que ele havia bebido pelo menos um pouco então relevei.
– Você aqui? – Perguntei ficando de frente pra ele
– Vim com uns amigos – Ele deu de ombros – E dei a sorte de te encontrar – Dei um meio sorriso – Tá sozinha? – Ele perguntou e foi quando me toquei que eu realmente estava. Bufei.
– Acho que sim – Ele sorriu
– Não está mais – Foi em um segundo. Ele avançou contra mim mas consegui pará-lo com as mãos em seu peitoral. Por cima de seu ombro vi Pedro me encarando e Sophia ao seu lado distraída com alguma coisa.

Mordi meu lábio inferior tendo uma ideia e voltei minha atenção a Caleb. Segurei no seu pescoço trazendo-o pra mim e comecei um beijo que ele fez questão de corresponder, afinal era isso que ele iria fazer. O gosto de álcool em sua boca era totalmente perceptível. Seu beijo não era tão bom quanto o de Pedro, mas chegava quase perto.

Oi? Que merda eu to falando? Se liga, Karina.
– Karina, nós temos que ir – Pedro atrapalhou me puxando
– Pedro! – Chamei sua atenção quase rindo de sua cara de bravo. Toma idiota.
– Cê tá pensando que é quem pra ir puxando ela assim?! – Caleb encrespou mas ainda estava engraçado
– Você fica na sua – Pedro disse sem olhá-lo – Vamos
– E você manda em mim desde quando? – Perguntei
– Vaza daqui
– Já mandei você ficar na sua se não quiser um belo de um soco na cara – Seus olhos estavam escuros.

Ele estava com ciúmes?

– E você acha que pode me bater? – Caleb perguntou em tom de ameaça. Pedro grunhiu.

Se fosse há alguns anos eu até diria que ele perderia feio, mas agora não tenho tanta certeza.

Quando eu me dei conta de que aquilo poderia tomar um rumo não muito agradável, decidi me pronunciar:
– Tudo bem, vamos. – Concordei com o guitarrista
– Tchau Caleb – Fui depositar um beijo em seu rosto quando este o virou fazendo com que fosse na boca.

Ouvi Pedro murmurar alguma coisa e o loiro foi separado de mim em um movimento brusco e ele caiu no chão devido ao seu estado.
– PEDRO! – Gritei repreendendo seu ato e ajudei Caleb a levantar. Algumas pessoas ao redor nos olharam curiosos inclusive Lucas e Sophia.
– Desculpa – Sussurrei à ele e saí atrás do babaca do Pedro.
E

Ele estava do lado de fora da boate pronto para entrar em
um táxi e ele o fez. Abri a porta e entrei do outro lado. Permaneci calada mesmo com muita raiva diante daquela situação estúpida, para evitar bate boca "em público".

Ao chegar no quarto do hotel ele ainda estava emburrado e não pronunciou ao menos uma sílaba. Tirou a camisa azul escuro que vestia e a jogou em um canto qualquer sem preocupação alguma.
– Ei! – Chamei sua atenção
– Me erra, Karina – Ele disse sendo grosso o que quase nunca acontecia
– Essa frase é minha
– Não vi seu nome escrito nela – O quê?
– Pedro!
– Não to afim de papo contigo
– Como assim não tá afim de papo? Pedro você bateu no cara sabe que isso pode te prejudicar?
– Que se dane
– Dá pra parar de ser estúpido? – Eu estava perdendo a pouca paciência que eu havia adquirido com o tempo.
– Se eu sou assim, aprendi convivendo com você – Ele me encarou e logo deu de ombros.
– O quê?! Você tá me chamando de estúpida? – Perguntei incrédula
– Entenda como quiser.
– O quê te deu? – Eu realmente estava sem entender. Ele nunca tinha agido assim antes. – Isso tudo é ciúmes? – Acabei o provocando
– Você não tem o direito de sair beijando qualquer sujeito que apareça na sua frente
– Caleb não é qualquer sujeito. E mesmo que fosse, você não tem nada a ver com a minha vida.
– Eu sou pai do seu filho – Ele estava de frente pra mim
– E não o meu dono! Qual é, Pedro você estava quase se engolindo com a Sophia!
– Então você ficou com ciúmes? – Ele disse rouco
– N-Não – Percebi minha voz vacilar mas ele não.
– Eu estava afim de pegar alguém e ela me deu mole – Falou como se fosse a coisa mais óbvia.
– Você não cresce mesmo. – O olhei com desprezo
– Ah, eu não cresço? Se toca, Karina Duarte! – Ele fechou uma mão em punho e socou a parede fazendo-me dar um pulo com o susto. Suas pupilas estavam dilatadas e minha linha de raciocínio já estava se perdendo. Percebi ela puxar o ar pra dentro de seus pulmões e eu fiz o mesmo.
– O quê quer dizer? E por que está todo esquisito comigo desde hoje a tarde? – Tomei coragem de perguntar. Ainda não entendo o motivo mas aquilo estava me deixando totalmente perturbada. Ele riu deixando o sarcasmo escapulir.
– Não... – Sussurrei pra mim mesma com a ideia que me surgiu
– Por quê não? – Ele me olhou
– E você ainda tem a coragem de me perguntar? Eu me desfiz de toda a minha armadura e de meus medos por você, Pedro eu te amei de verdade! – Uma pequena pontada atravessou o meu peito
– E você acha que eu não? Acha que todo o tempo que eu corri atrás de você, que apanhei, que levei desaforos e patadas foi atoa?
– Claro que não! Você estava sendo pago por isso, não é? – Falei entregando toda a minha ironia
– Pelo amor! Quantas vezes eu vou ter que repetir isso à você? Karina eu era um moleque idiota e criança, entenda! Em momento algum eu quis te fazer sofrer muito pelo contrário! – As veias em seu pescoço estavam saltadas.
– Eu não acredito em você – Falei com a voz embargada pelo choro que queria sair.

Eu pensei que tivesse superado tudo aquilo, mas estava enganada.
– Você sabe só não admite. Se durante todo esse tempo quisesse ficar distante de mim, teria ficado.
– Eu fiquei.
– Por 5 meses e depois voltou a ser a esquentadinha de antes. Me batendo, me ofendendo, me xingando, mas eu não tirei a sua razão, como também mesmo que doesse, mesmo que por dentro eu estivesse sendo corroído aos poucos, eu deixei com que me falasse comigo com desprezo, porque até isso era melhor do que não ouvir a sua voz e não sentir sua presença. Eu ficaria louco se isso acontecesse. – Ele dizia com sinceridade nos olhos agora voltando para o castanho normal, e ele estava terrivelmente perto de mim – E olha até horas atrás. Ainda brigando mas convivendo com uma parcial harmônia e total confiança de ambas as partes, não adianta negar, Karina. – Eu ainda estava imóvel assimilando tudo aquilo e foi quando ele encostou sua testa a minha e eu comprimi meus olhos. – Você confia em mim e me quer por perto, assim como eu quero você – Ele sussurrou a última frase e eu quase não pude ouvi-la. O calor de seu corpo se fazia presente e toda aquela coisa estava me deixando agoniada, eu jurava que podia ouvir as batidas de meu coração em ritmo acelerado. – Eu estou mentindo, K? – Um trovão estridente soou la fora e as luzes foram apagadas de uma única vez – Ele não se moveu e eu muito menos. Meu corpo estava num estado de choque e anestesiado pra até mesmo um comando ser enviado ao meu sistema nervoso para que eu assustasse com o barulho repentino. – Estou? – Ele tornou a perguntar
– Não... – A palavra escapou de meus lábios e senti seu suspiro pesado.

Ele deslizou as pontas dos dedos da altura da manga normal de uma blusa até um pouco acima do antebraço, me causando calafrios e tocou as duas mãos em minha cintura nua devido a blusa curta, me trazendo mais para si.

Notas finais
Mesmo esquema de sempre, quando eu entrar pelo notebook eu arrumo a estrutura, coloco as partes em destaque etc. O que acharam????? Beijinhos