Quase Normais

24 É mais forte do que eu


Notas iniciais
DG: AIN DEUS, CUITADO CUM AS PEDRA NADA! *pega guarda-chuva de chumbo* NANA: Vai escrevendo as bagaça enquanto enquanto eu penso num título! *percebe q já começou* AI CARALHO, CADE MEU MARTELO?! DG: Ainda não chegou... Mas toma aqui essa moto-serra! AI CARALHO, DESCULPA A DEMORA GENT, SEM DELONGAS, N VOU EXPLICAR AGR PQ VAI DEMORAR DE MAIS, TAMO CORRENDO CONTRA O TEMPO PRA ESCREVER MAIS DO PRÓXIMO ANTES Q TENHAMOS Q DORMIR, BOA SORTE AE KRAIUUU~

Diário da Nath

Tome cuidado sempre que você tentar pegar alguém na escola...

~~

Acordei olhando para os lados, não sabendo o que estava acontecendo. Virei o rosto e vi um Lucas ali, tipo, de onde que ele veio...?

Ah sim, ontem à noite...

Mas (para o azar das mentes poluídas) não aconteceu nada de mais. Ele também abriu os olhos e se virou pra mim. Estávamos na minha cama, lado a lado, eu só de pijama e ele sem camisa. Ficamos alguns segundos nos olhando até que ele me abraçou do nada.

— O que?! — gritei enquanto ele se deitava em cima de mim.

— Bom dia — murmurou com uma perna de cada lado meu e sua cabeça em meu ombro. — Momolada.

— A não... não acredito que você falou isso — falei empurrando-o de cima de mim. — Sai da minha casa, ta tudo acabado.

— Que?! — perguntou rindo.

— Tá achando que eu to brincando? — falei tentando me levantar e ele se colocando em cima de mim novamente. — Tá me tocando, ai credo!

— Ah, sei lá, não sei quais são seus fetiches de namoro — ele brincou beijando meu pescoço.

— Ai credu — falei rindo. — Sério, nunca, jamais, me chame de Momolada. É uma lei, uma regra, se você tem amor à mim e aos seus futuros filhos, não diga essa palavra.

— Certo, certo — ele concordou rindo. — Te chamo de que então?

— De Nana, como você sempre me chamou! — respondo virando o rosto e encarando a cama da minha irmã. Ela estava arrumada e na prateleira ao lado dela tinham alguns livros, cd’s e o gato de pelúcia que o Pedro deu pra ela naquela vez lá.

— Mas eu preciso de um nome pra que todos saibam que você é minha — falou com a voz rouca se começou a beijar o meu pescoço, me estremeci.

— Não! Minha área proibida, minha maior fraqueza, socorro! — falei rindo e me debatendo. Ele saiu de cima de mim e andou até a porta, soltando um sorriso.

— Vem logo comer.

— Okay... — eu me levantei, andei até ele e o puxei para baixo, dando um beijo em seus lábios. — E a propósito, feliz aniversário — falei ao me separar dele.

Essa separação não durou muito, quando ele me puxou pra cima e começou a me beijar, me deitando na cama em seguida e passando novamente por cima de mim. Ele beijava bem, muito bem por sinal. Ele me puxava pela cintura cada vez mais pra ele, enquanto eu descia sua cabeça colocando a mão em sua nuca. — Você tem que parar de me deixar louco assim... — ele murmurou com voz rouca no meu ouvido.

— Não tenho culpa se você é fraco com isso — respondi. Nos encaramos e começamos a rir, simplesmente rir. — Sai logo de cima de mim, a gente tem aula.

— A Nana se importando com aula? Acho que o mundo acaba hoje — me respondeu, mas saiu de cima.

— Não é como se eu quisesse ir, mas a Nick volta hoje, eu to com saudades... — me levantei. Fomos para a cozinha, preparei duas torradas pra mim com cream cheese e geleia de amora, e Lucas fez um sanduiche de queijo e presunto, colocando a água pro café pra ferver.

Ficamos conversando, lembrei que nem tinha olhado as horas e...

Meu Deus...

A gente tava muito atrasado.

Levantei correndo da cadeira — Caralho Lucas, vamo logo!

—...Que? — ele perguntou comendo.

— A gente ta muito atrasado! — corri pra porta, minha bolsa estava ao lado dela, fui destrancando, mas...

— Nana, você ainda ta de pijama — ele falou, se levantando e se esticando. Olhei para baixo.

— É... disfarça — falei e corri pro meu quarto, sendo seguida pelo gigante. Fui colocando meu uniforme bem rápido e ele o mesmo. — Privacidade seria bom — falei abotoando a camisa.

— Pelo menos você dormiu de sutiã — ele respondeu subindo as calças.

— Lucas... — ele olhou pra mim e eu apontei pra camisa.

— Isso por acaso é rotina? — ele perguntou irônico, olhando para os meus botões embaralhados.

— S-sim... — murmurei. — A Nick que arruma pra mim... Mas eu sei fazer nó em gravata!

— Você não sabe abotoar uma camisa, mas sabe dar nó em gravata?! — perguntou bravo, colocando a camisa dele e abotoando. — Nem eu sei fazer isso, minha irmã que da o nó pra mim!

— Ah, você abotoa as camisas e eu dou o nó nas gravatas, fomos feitos um pro outro — falei sorrindo.

— Estamos invertendo os papéis! — ele falou, pegou minha saia e tacou na minha cara.

Olhei lentamente para baixo, vendo minha camisa e minha roupa intima. — Eu já não tava com ela...? — perguntei pra mim mesma. — Vira pro lado! — falei tacando uma escova de cabelo nele, que desviou. Merda, ele ta ficando bom nisso.

— Eu te vejo assim quase sempre! — gritou. Coloquei minha saia e ele veio até mim, com sua gravata em volta do pescoço, começando a abotoar minha camisa corretamente. Fui dando o nó enquanto isso. Nós dois acabamos, ele foi colocando as meias e eu fui fechar a janela, mas...

— O que?! Becky? — Perguntei indignada. Ela estava na árvore que fica de frente pro meu quarto, segurando um binóculos e um caderninho. — Que demônios você está fazendo aqui?!

— Alguém nesse planeta precisa cobrir o horário do Logan, né! — ela gritou de volta, ficando em pé na árvore e pulando pra dentro do quarto.

— Logan?! Quem é Logan?? — perguntei, me sentando e colocando as meias. Lucas se virou pra nós em um susto.

— Da onde ela veio?! — ele perguntou penteando o cabelo e me devolvendo a mesma.

— Da árvore — respondeu. Coloquei meus sapatos, penteei o cabelo e corri pro banheiro, começando a escovar os dentes.

— Vai logo que eu preciso usar a escova! — Lucas falou, escorando na porta do banheiro.

— Voxê tem a xua! — falei.

— Eu esqueci!

— Voxê não vai uxar a minha, é noxento!

— Tá! — ele falou. — Cadê a escova reserva?

Cuspi a espuma em minha boca. — Segunda gaveta, vamo logo que a gente não tem tempo! — ele concordou e pegou a escova azul reserva, começando a escovar os dentes também.

— Gente, posso comer? — Rebeca perguntou da sala.

— Pode — eu e ele respondemos em uníssono. Acabamos de escovar os dentes e saímos do banheiro. Peguei meu blazer da escola e a jaqueta que eu roubei do Lucas alguns meses atrás, dando pra ele.

— Toma, leva pra lavar e usa ela por uma semana, depois me devolve — falei.

— Que? Por que? — perguntou colocando ela.

— Seu cheiro saiu, precisa renovar! — exclamei, pegando minha bolsa e minhas chaves. — Becky, vem logo! — gritei pra ela, que logo saiu do meu quarto e nos seguiu até o elevador.

Corremos o máximo que pudemos até chegarmos na escola. A tingida foi pra sala dela e eu e Lucas corremos para a nossa, avisando Leo que estávamos subindo. Era o começo do terceiro período.

Entramos na sala de fininho, ao menos pra mim foi fácil, mas Lucas era um gigante, então não teve a mesma sorte. Era aula do Leandro.

Meu Deus, como eu odeio o Leandro!

Me sentei ao lado de... Qual era o nome dele mesmo?

Acho que nunca cheguei a perguntar... Ou será que sim...

De qualquer jeito, na frente do Thiago, pronto, bem mais fácil...

Lucas levou uma bela bronca fazendo mais da metade da sala rir, bem, aquela metade que não estava dormindo.

Comecei olhando para o professor, quando de repente, PÁH!

Tudo apagou.

E bem, foi assim até o sinal de troca de professores, quando fui despertada pelo sinal.

Olhei para os lados, sem saber o que me atingiu.

Antes que pudesse fazer algo, ou sequer perceber, André, um menino realmente bonito,

E não,

Não é porque estou namorando que não vou achar outros garotos bonitos. É bonito, é um fato.

Se aproximou de mim, reespirando em meu pescoço e sussurrando: — Te amo, gatinha.

Tive um breve tremelique, fazendo ele se afastar rindo, me virei para ele. — Eu também... — comecei, fazendo ele me olhar com dúvida e surpresa. — Me amo — mandei pra ele um beijinho.

Ouvi Lucas rindo do outro lado da sala enquanto encarava a cena, se debatendo. Acho que aquela foi a primeira vez que o vi sem ninguém em volta, todos devem ter fugido.

Comecei a rir também, de sua atitude esquizofrênica, e então ficamos nós dois lá, rindo que nem retardados em uma piada interna.

O professor seguinte entrou na sala, mandando todo mundo calar a boca e se sentar.

As aulas e o intervalo passaram bem rápido... Ao menos para mim, que dormi na maior parte das aulas...

Nossa mano, tenho que parar de fazer isso.

Mas não dá, é automático!

Falo pra mim mesma, “não vou dormir”, mas olho para o professor e pronto, décimo quinto sono!

De qualquer jeito, hora do almoço chegou.

Fui no refeitório. Nossa, que lugar estranho.

— Nunca vim aqui — falei para Lucas enquanto nós entravamos na fila. Ele estranhou.

— Como assim?

— Sei lá, nunca comprei lanche aqui, nunca comi aqui, é um lugar estranho.

— A gente almoça aqui tipo, toda segunda e toda quarta, sem contar de quando ficamos direto para as atividades do clube.

—... ficamos? — perguntei olhando para cima e pegando minha bandeja e meu prato, começando a colocara a comida.

— Ficamos — concluiu, fazendo o mesmo que eu. — De qualquer jeito, que horas a Nick e o Pedro chegam?

— Acho que lá pelas quatro — respondi. Pesamos nossos pratos e fomos procurar uma mesa para sentar. Olhei para a direita e vi meus amigos, a Gabi e a Isa (que tinham acabado de voltar), o Thiago, a Lia, o Matheus e o João. Dei um sorriso e comecei a andar para a mesa deles, mas senti Lucas segurar minha cintura.

— Onde você vai? — perguntou.

— Com os meus amigos? — perguntei com ironia.

— Não, você vai com os meus amigos — ele afirmou. Me soltei dele e revirei os olhos.

— Você quer dizer aquelas pessoas estranhas, falsas e que eu não gosto? Não, obrigada — continuei seguindo para a minha mesa, deixando ele sem reação.

Então essas merdas acontecem quando não tem um Pedro falando na cabeça dele? Nossa, que bom que eles chegam daqui algumas horas, o Lucas tá muito babacão!

— Ah, não é bem assim, eles não são tão falsos...

— Viu? Até você concorda que eles não são bons, vem, vamos para a mesa de quem realmente gosta de você — sorri para ele e voltei a andar, agora com ele do meu lado. — Oi meu povo! — gritei, colocando minha bandeja ao lado de Lia e vendo Lucas sentar do meu lado. Na minha frente estava João, na frente do Lucas o Matheus, na frente da Lia a Isa e na frente do Thiago a Gabi.

— Mudando de assunto, você ta tão buniiita — Matheus cantarolou, olhando pra mim.

— Eu sou sempre linda — falei jogando os cabelos para trás e rindo. — Mas nós temos muito que conversar senhor Matheus — sorri maliciosa para ele e apontei para João com os olhos. O moreno revirou os olhos.

— Eu me odeio por ter te contado isso — ele falou.

— Mas eu adoray saber disso — sorri, começando a comer minha batata frita e me lembrando de uma certa piada interna que a muito tempo não utilizava. — Ei, Lucas — o chamei, segurando o riso.

— Que foi? — perguntou ao levantar os olhos de seu celular.

— Essa batata ta muito boa...

— Hum...

— Sabe como ficaria melhor? — me segurei muito, começando a ficar vermelha.

— Como? — perguntou desinteressado.

— Se fossem comidas no banheiro... — ele deixou o celular cair e me encarou, enquanto eu quase caía da cadeira de tanto rir.

— VOCÊ AINDA LEMBRA DISSO?! — ele gritou, se levantado e derrubando a própria cadeira por ser desajeitado, o que me fez rir mais.

— Como eu poderia esquecer?!?! — eu ri mais, ele voou segurando no meu pescoço, fazendo um falso estrangulamento.

— SUA ANÃZINHA DEMONIACA, NÃO REVELE MEU PASSADO CONSTRANGEDOR!

— Mas isso aconteceu a uns três meses — respondi já chorando de rir.

— PASSADO CONSTRANGEDOR!! — ele gritou, me pegando como um saco de batatas e saindo do refeitório enquanto eu batia em suas costas e chorava de rir, tentando recuperar o fôlego.

Pude ver as pessoas nos olhando como se fossemos dois retardados enquanto ele descia as escadas até o ginásio. — Por que o ginásio?

— Nem eu sei — ele falou, me soltando e se sentando encostado na parede pintada de azul. Fiquei o encarando e comecei a rir novamente. — Para de rir do meu erro!

— Nunca — exclamei rindo mais, fazendo ele ficar vermelho e revirar os olhos. — Awnti, você fica muito fofo com vergonha.

— Cale-se — ele se irritou e me puxou para seu colo, deitando a cabeça dele nas minhas costas.

— Por que você me coloca no seu colo? — perguntei segurando em sua mão.

— É que você é pequena e fofinha — ele falou, mordendo minha bochecha.

— Isso dói! — falei, me soltando dos dentes dele e limpando sua baba no meu ombro.

— O amor dói — ele riu.

— Não se fizer do jeito certo — falei, me virando para ele, ficando cara a cara. — Tipo assim...

Encostei meus lábios nos dele, começando a abrir a boca e a colocar lá dentro.

Nem pedi passagem, só enfiei minha língua lá mesmo, ele que se foda-se...

Se reclamar pego na bunda também, porra.

Mas acho que ele gostou, já que puxou minha cintura para mais perto do corpo dele e começou a corresponder ao beijo.

Nossa, aquilo tava muito bom!

— Nana, você ta com a mão na minha bunda? — ele perguntou rindo.

— Ehh... foi mais forte que eu — sorri e voltei a beijá-lo. Senti sua mão subir pela minha coxa, chegando no meu shots de academia e passando a mão por dentro dele. Me separei de seus lábios por um instante. — Ei!

— Desculpa — ele riu. — Foi mais forte que eu.

Ai meu Deus, ele tá sorrindo, enquanto fala, enquanto me beija.

SENHOR, ASSIM QUE NAUM AGUENTO! QUE MENINO LINDO!

Acho que se não estivéssemos na escola eu transava com ele agora mesmo...

O QUE? FALEI NADA NÃO! Shhhh...

Consegui sentir que ele também estava ficando excitado e...

Bem...

Ai apareceu o Leo...

Bem...

— O que vocês têm na cabeça?! — Leo perguntou, enquanto nos levava para a diretoria. Eu estava em seu lado direito e Lucas no seu esquerdo. — Sabem que não pode fazer essas merdas no colégio! Assim eu não posso defender vocês!

— Desculpa... — murmurei.

— Não pode deixar essa passar? — Lucas perguntou com um sorriso amarelo.

— Olha, eu já vou amenizar para vocês, certo? Vou dizer que vocês estavam se beijando na área da escola, mas eu realmente não posso deixar essa em branco...

— Mas... — ele murmurou.

— Você estava com a mão por baixo da saia dela! E dentro do shorts! — o inspetor levantou a voz. — E você! — fudeu, sobrou pra mim. — Você estava com a mão na bunda dele! Vocês têm MUITA sorte de eu ter pego vocês. Se fosse a Fátima, ou a Carol, nossa, vocês já eram...

— Certo Leo... — murmurei com vergonha de meus atos.

EU SOU UMA PERVERTIDA ANONIMA!

Bem, cheguei na diretoria e, bem, me imagina tentando explicar que eu moro só com a minha irmã, e ela me pergunta se minha irmã era maior de idade, e, bem...

— Ela é sete minutos mais nova que eu — declaro, com um sorriso no rosto.

Se ela gostou da resposta?

É claro...

Que não.

Punição? Uma semana limpando as salas do colégio após os clubes e limpar a piscina do clube de natação no sábado de manhã.

Se eu vou usar a Nick de escrava?

Ah seu vou!

Se eu vou pegar gostoso o Lucas nessa noite na festa lá em casa?

Ah seu vou!

Que? Falei NA-DA.

Bem, agora é só acabar as aulas de hoje e esperar a Nick chegar. Enquanto isso, vou chamar o povo pra ir em casa hoje a noite...

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Notas finais
TORÇAM PARA O PRÓXIMO SAIR O QUÃO ANTES KISSUS DE PAÇOCA, KISSUS DE PANDA, AE KRAIU FLWWS