Quase Normais
28 Realmente, não tenho mais nada a declarar...
Notas iniciais
Diário da Nick
É melão, tuti fruti, eu já não entendo mais nada...
~~
Estava chegando na escola com a Nana, graças ao Pedro eu já estava bem melhor do que ontem, ele me ajudou bastante, devo muito a ele no momento.
Nós entramos mó na inocência na escola, já vendo Pedro e Lucas. O gigante mexia em seu celular e o Pedro tava conversando com uma loira muito bonita que eu já tinha visto em algum lugar...
Mano, qual era o nome dela mesmo? Ela senta atrás do Matheus... Acho que começava com B... Beatriz... Bea... Bia...
— Certo, passa seu telefone então, Bianca — Pedro falou, pegando o celular no bolso de trás.
Isso, Bianca!
— Bom dia! — Nana gritou, pulando e empurrando o Lucas com toda a força no braço direito. — Quem está pronto para escolher os esportes?! Eu estou pronta pra jogar em todos! — ela gritou. — Ah, oi Bia, oi Pedro!
Minha irmã conhece ela? — Oi Nana! — ela falou.
— Oi... — Pedro murmurou, passeando seu olhar pelo pátio até chegar em mim. — Oi Nick, se sente melhor?
— Ah, sim, graças a você — respondi sorrindo torto. Vi o moreno dar o celular para a loira colocar seu número, e ela logo devolveu a ele.
— Aqui, qualquer coisa é só ligar. Depois nós resolvemos o assunto da roupa e tal — ela falou sorrindo. Ela me lembra muito alguém!
— Okay, valeu — Pedro respondeu sorrindo,
Sem querer ser ciumenta nem nada, mas desde quando eles são tão próximos? Eu faltei por um dia ou um mês?
— Eles são o casal escolhido pro desfile — Nana falou.
— Pare de usar nossa telepatia — respondi dando a língua.
— Nem precisei usar pra saber que está com ciúmes — ela sorriu maliciosa e eu revirei os olhos.
Comecei a andar pelos corredores do primeiro andar, e acabei sentindo meu celular vibrar. Peguei ele da minha bolsa e vi a mensagem no Whatsapp, era de um numero desconhecido.
[Achei que você deveria saber]
Estava escrito, e, logo depois, tinha o botão para aceitar a mensagem. Dei de ombros e a aceitei, me direcionando pro banheiro pra saber do que se tratava aquela zoeirinha. Eram três fotos.
Na primeira, eu estava em cima de uma bancada, sem camiseta, segurando uma garrafa de vodka e abraçada no Henrique, dando um selinho nele. Me avermelhei, eu não lembrava disso.
Passei para a outra imagem, vendo Matheus e João. O moreno estava sentado na bancada com as pernas passadas ao redor do loiro, e eles estavam em uma boa pegação. Aquilo era interessante.
Na última imagem eu estava abraçada ao Pedro, quase caindo no chão, e me beijando com ele usando a língua.
PORRA, EU NÃO LEMBRO DE NADA DISSO!
— Vai, conta, conta, conta, como ele é?! — uma garota falou, pulando de pé em pé e segurando as mãos da outra. Ao lado delas, vi a morena de cabelos cacheados do lual mexendo em seu celular com a capinha do Troye Sivan.
Ou, esse cantor é incrível, preciso falar com ela um dia desses.
— Ai, ele era tão perfeito! — a outra falou, olhando para o nada. — Era loiro arruivado, com olhos verdes e sardas pelo nariz, ele era tão alto, ahh... — ela suspirou.
— Sabe em qual sala ele está? — a primeira perguntou.
— Soube que ele vai ficar no segundo, provavelmente no 2-B, já que é a sala do segundo com menos alunos.
— A sala das gêmeas? — a morena, finalmente, perguntou.
— Nessa mesma! — a primeira falou. — Ah, ele era tão lindo, imagina se eu trombar com ele, e ele vai falar comigo, precisamos seguir ele no intervalo!
— Sim, sim, sim! — a que tinha feito a primeira pergunta falou.
Nossa, que confuso...
— Gente — a morena começou, levantando seus olhos de seu celular e as encarando. — Sabem que ele não vai querer vocês, né?
BANG, bem no coração!
— Deixa a gente ser iludida! — elas falaram juntas. Eu ri, desbloqueei meu celular e segui pra minha sala, respondendo para a pessoa.
[Por que acha que eu deveria saber?]
Achei que a resposta demoraria, mas até que foi bem rápida.
[Algum dia eu te explico]
Legal essa tensão, mas e minha curiosidade, como fica? Revirei os olhos e continuei meu caminho.
Quando cheguei na sala, minha máfia estava nos lugares clássicos lá no fundão, cheguei e joguei minha bolsa na minha carteira. — Falae seus putos — declarei, chegando do lado do Henrique.
— Oi Nick — Rique falou, me puxando e me abraçando.
— O que foi isso? — perguntei.
— Eu quero um abraço da Nick também! — Carlos falou. Me soltei do Henrique, passei meu olhar de um pro outro, dei de ombros e abracei o moreno. O abraço dele é muito bom, meu Deus!
Ele me soltou e pareci a que faltava uma parte de mim, olhei pra ele com um sorrisinho — Você abraça bem... Me da outro? — pedi. Ele deu de ombros e me abraços, enquanto eu meio que aconchegava meu rosto no ombro dele.
Meu Deus, parecia que eu tava sendo abraçado pelo deus dos abraços, velho, o pior é que não tem como explicar, é simplesmente muuuuito booom!
— Nana! — gritei, fazendo ela parar de conversar com André e me olhar.
— Que foi, praga? — ela perguntou.
— Vem cá, da um abraço no Carlos! — ele me olhou com medo. — Que foi? É só um abraço da Nana, ela não vai te matar.
— Nick, eu acho melhor não... — ele falou, franzindo as sobrancelhas. Escutei uma risada atrás de mim.
— Ele tem medo da Nana — Henrique falou.
— Não diga como se você não tivesse medo também!
— Me chamaram? — Nana perguntou, chegando atrás do Carlos e fazendo ele gritar como uma menininha. Comecei a rir muito, me soltando dele.
— É que tipo, o que será que acontece quando os dois melhores abraços do mundo se fundem? — me perguntei, juntando os dois e fazendo eles se abraçarem.
— Nossa Carlos, seu abraço é muito bom! — Nana falou, afundando mais sua cara na camisa dele.
— O seu também! — o outro falou, abraçando ela mais forte. — Ei, que cheiro de melão...
— É o meu cabelo! — ela falou, pegando uma mecha e cheirando. — Sente o cheiro, é muito bom.
Ele hesitou um pouco, mas fez o mesmo que a Nana. — Meu Deus, isso aqui é muito bom!
— Né?? — falei, indo ao lado deles e cheirando o cabelo da Nana. — Isso é muito bom, cara.
— Mano, vocês tão fumando o cabelo da anã? — Henrique perguntou, se aproximando.
— Me chamou de que? — Nana perguntou, lhe lançando um olhar mortal.
— É-é n-nada... Te chamei de... Melãozinho — é muito tarde pra um facepalm? — Mas, bem, por que vocês tão fumando o cabelo dela?
— Cheira! — Nana falou, pegando uma mecha e dando pra ele.
Ele cheirou com uma cara meio suspeita. — Caralho, o que é que tem aqui? Cocaína? Maconha? — perguntou, cheirando mais.
— Não, amigo — minha irmã falou. — Tem melão.
O Thiago chegou na gente, com as sobrancelhas franzidas. — Não vou nem perguntar — o loiro falou, pegando uma mecha e cheirando também. — Isso é muito bom!
A gente ficou lá, cheirando o cabelo da minha irmã, o que é super normal, mas logo chegou o Lucas. — O que vocês...?
— Eu troquei meu shampoo! Agora cheira à melão! — ela falou, começando a cantarolar. — Eu sou um melão, melão~~
— Você trocou... o cheiro... de morango? — ele perguntou, perplexo. — Como você se sentiria se eu trocasse o meu de baunilha?!
— Mas meu cheiro não era tão viciante que nem o seu — ela falou. — Mas agora é! — deu uma fungada no próprio cabelo.
— Ta, ta bom, vamo logo senta, vai — ele falou, pegando ela pela cintura e levando nossa droga embora.
— Meu melãozinho — falei, triste.
O professor de química entrou na sala, cantando: — Paran, paparan para paran, paparanparanpara. Na diagonal! Vai, Paran...
Esse professor é estranho.
Todos foram se sentando nos seus lugares.
Na aula mesmo, eu só fiquei olhando pra cara do professor e pensando em um universo paralelo em que aquelas fotos façam sentido. Também olhei para Thiago, que ficava cheirando o cabelo da minha irmã (maldito sortudo), e pro Pedro que trocava bilhetes com o Matheus e com a Bianca.
É oficial, estou com ciúmes, vai, podem me trucidar agora!
Por que caralhos eles tinham que ser o casal? Ela é bonita de mais, não tem como concorrer!
Primeiro a Alessandra, com cabelos cacheados e olhos azuis, e agora uma garota que é, provavelmente, a filha de uma modelo!
E por que a Bia? Eles nem tem nada em comum!
Certo, os dois são italianos e eles até que ficariam fofinhos juntos, mas ainda não é motivo, por que uma menina tão bonita? Ou por que não foi alguém que eu já tenha confiança?
Podia ser a Lia, olha, que linda. Ou a Gabi, até mesmo a Nana, mas não, tinha que ser uma pessoa que eu nunca conversei na vida!
Ah, eu desisto de viver, que mundo injusto!
A aula de química acabou e começou a de matemática, que a conselheira, a Ana Flávia, usou pra escolher quem participaria de cada esporte.
No início, eu ia participar só do xadrez, mas minha irmã me indicou como titular em vôlei e em basquete. E também, ela era titular em tudo.
Menos xadrez.
Ela odeia xadrez.
Não que ela seja ruim, mas, ela odeia xadrez.
Como o xadrez era misto, colocaram eu e Pedro como titulares. Ele também ficou como goleiro de handball e titular de vôlei, enquanto o Lucas ficou, assim como a Nana, titular em tudo menos xadrez.
Ah sim, a queimada era mista, e nesse ficamos eu, o Henrique, o Lucas, a Nana, o João e a Bianca como titulares. Eu sou boa segurando, Nana é boa como distração e isca, Lucas é bom tacando, Henrique é bom tacando também, João segura bem e Bianca sabe desviar e tacar.
O que posso dizer é que, vamos com certeza ganhar todos os mistos e femininos, quer dizer, eles têm um exercito.
E, bem, nós temos o Hulk... Quer dizer Nana... Da na mesma.
— De acordo com a diretora — Ana Flávia falou. — Quem vai jogar pode vir com qualquer roupa que seja boa pro esporte. A abertura dos jogos vai ser no primeiro dia de aula depois das férias. Pedro e Bianca, como escolhido, serão o casal. Nick e André por serem presidenta e vice da sala vão carregar a bandeira, e as filas vão ser organizadas em altura.
— Merda — Nana falou alto sem querer, fazendo todos rirem.
A professora limpou a garganta e depois continuou. — Semana que vem vocês tiraram as medidas de crescimento corporal e quem tiver ideias para o designe da camiseta já pode ir trazendo.
Certo, daí se passou o primeiro intervalo, e o segundo e quando eu percebi, ops, já estávamos na hora do almoço.
Ou, essa tática da Nana pra pular as aulas é muito boa, devia fazer isso mais vezes.
De toda forma, eu peguei o que queria comer e fui com o povão pra me sentar, mas ai eu percebi, QUE NÃO TINHA LUGAR PRA MIM!
Mano, tavam o Lucas, a Nana, o Pedro, a Bianca, o Murilo, a Isa, a Gabi, a Lia e adivinhem? A mesa era só pra oito!
Revirei os olhos e segui para alguma outra mesa, que, no caso, era uma pra seis que estavam o Rique, o Thiago, o Carlos e o Matheus. Sentei ao lado do Matheus, na frente do Henrique, diagonal com os outros dois. — Ué, não vai sentar com seus amigos? — Carlos perguntou.
— Vocês também são meus amigos — falei, começando a comer minha lasanha. Eu amo lasanha!
— Não tinha lugar pra você, né? — Rique perguntou, me fazendo abaixar a cabeça em derrota.
— Não... — Murmurei. — De qualquer jeito, ei, Matheus, cadê o João?
— Quem? — ele perguntou meio perdido.
— O João, sabe? O loirinho alto que ta sempre com você, com pinta de bad-boy mas com coração de mocinha — os outros três riram.
— Ele deve estar se pegando com alguma puta por aí. Provavelmente comendo a arrombada da Katy no banheiro do ginásio — ele murmurou.
— Ué, mas não foi lá que a Nana e o Lucas foram pegos? — perguntei.
— Pegos? Como assim? — Thiago perguntou, levantando o olhar pra mim.
— Eh... Nada não — falei, pegando mais um pedaço.
— O Leo pegou a Nana e o Lucas se comendo na arquibancada na segunda-feira — Matheus falou. Certo, ele está definitivamente de mal humor.
— Matheus, o que aconteceu? — perguntei. Ele me olhou meio surpreso, mas logo voltou o olhar para o prato de comida intocado.
— Nada, só... Acordei com o pé esquerdo hoje — ele falou. — Tanto faz, eu não estou com fome, acho que vou ler alguma coisa em outro lugar. Falou, gente — ele disse, levantando da mesa e se direcionando para fora do refeitório, no caminho oposto da biblioteca.
— Ele não está bem — murmurei pra mim mesma. — Ele estava assim ontem também? — perguntei para Thiago, que, dali, era o mais próximo dele.
— Ele estava meio assim, mas não era nada muito diferente do normal. Sei lá, não sou bom com relações humanas — ele falou enquanto comia sua batata frita.
Olhei para o prato dele, pensativa. Ele tinha pego as coisas que mais gostava de comer e não tinha engolido nada. O que estava acontecendo?
Acabei de comer rapidão e fui dar uma volta e procurar por ele, mas fui parada no corredor por Logan.
— Ei, você recebeu as três fotos? — ele perguntou animado.
— S-sim! Foi você quem me enviou??
— Não, foi a Beta.
— Quem?
— Espera quinze segundos — ele falou, olhando para o seu relógio de pulso que estava ali provavelmente para esconder a tatuagem. A garota de pele morena e cabelos cacheados bonitos passou correndinho do lado dele, mas ele segurou em seu braço e a puxou para perto de nós. — Essa é a Beta.
— Logan, me solta, tenho mais o que fazer — ela falou irritada.
— Beta, a Nick — ele disse. Ela se corrigiu e olhou pra mim com um aceno de mão.
— Oi Nicole, prazer, eu sou a Roberta — ela sorriu. — Posso ir agora?
— Não acha melhor explicar o lance das fotos?
— Certo — ela revirou os olhos. — Eu tiro foto do que acho interessante e envio para quem acredito que merece saber. Tipo, eu sempre envio pro Logan e pra Becky, que sabem que se eles mandarem para alguém eu castro eles e também envio para alguém que pode ter contribuído pra foto. Tipo, tenho meus motivos pra enviar essas três fotos pra você, então considere-se especial! Posso ir agora?
Logan soltou o braço dela e logo ela foi correndo para outro lugar.
Ela parece ser legal.
— Posso ir também? — perguntei rindo.
— Todo mundo me odeia — ele murmurou. — Vá, mulher, vá voando pra longe daqui, brabuleta nojenta — comecei a rir mais e mostrei a língua.
— Sabe que te amo — falei saindo.
Andei pela escola por mais alguns minutos, só com os fones de ouvido no máximo enquanto esperava o tempo passar. O sinal tocou e eu fui pro contra turno, que acabou sem eu nem perceber, e então fui pro clube de desenho.
Eu, o Biel e a Lia ficamos zoando algumas pessoas brincando de gartic no papel.
Mano, eu shippo eles, sei lá. Acho que eles nem se vêm assim, mas cara, eu apoiaria algo como, sei lá, um amor platônico (ou proibido) entre melhores amigos, talvez algo como uma paixão repentina, sei lá, só espero que eles fiquem juntos e,
...PELOS PODERES DA PORTADORA DO DIÁRIO...
Eles vão ficar!
Sei lá, tenho um negócio na minha cabeça que, se eu escrevesse em um diário, minha vida ficaria mais interessante. Seria como aqueles protagonistas que, repentinamente, possuem o mundo cheio como ele nunca foi.
O pior, parece estar funcionando!
Ou é só o drama adolescente tomando conta das pessoas...
Ah, foda-se, prefiro acreditar que eu sou uma protagonista de um slice of life!
Se bem que, se alguém aqui fosse ser uma protagonista, creio que seria a Nana, ou talvez a Isa... Ou talvez o Pedro...
Daí você deve estar se perguntando, mas porque o Pedro? Simples, ele é uma menininha.
Acho melhor ele nunca encontrar esse diário...
De toda forma, o horário no clube de desenho acabou e eu fui indo para a direção que eu trabalho. Novamente, só com meus fones de ouvido.
Quando estava chegando no trabalho, senti meu pulso ser segurado, já preparando para bater na cara do filho da puta com a minha bolsa da escola, quando eu vi que era o Pedro. Os lábios dele se mexiam, mas eu estava de fones, então não escutava nada do que ele tava falando. Depois que ele se acalmou, tirei os fones e olhei para a cara dele.
— Que foi? — perguntei, finalmente. Ele bateu com a palma da mão na própria cara.
— Eu perguntei por que você está me evitando! — ele falou com raiva, ainda segurando minha mão.
— Eu não estou te evitando — respondi, apertando a alça da minha bolsa.
— Agora conte uma que eu acredite — ele respondeu.
— Eu realmente não estou, só estou afim de ficar sozinha hoje...
— Nick, sempre que você queria ficar sozinha você procurava uma única pessoa pra ficar com você, e geralmente era eu. Então, me diz, por que hoje o dia inteiro você ficou com o Henrique e com a trupe dele?
— Trupe...? — murmurei pra mim mesma. — Você quer dizer a minha máfia?
— Isso não vem ao caso, mas você ficou longe de mim o dia todo!
— Você estava sempre conversando com a Bianca, então por que não posso ficar com o Henrique?
— Por que a Bianca não dá em cima de mim o tempo todo que nem o Henrique faz com você!
— E se ele realmente der em cima de mim? O que você vai fazer quanto a isso? Não temos nada de qualquer jeito! — o silencio permaneceu minimamente. Na verdade, acho que aquilo foi só um pause que minha cabeça criou para eu refletir no que eu tinha dito. Sei que fui rude, mas não foi de propósito.
— Se ele der em cima de você, eu, eu não sei! Você pode fazer o que quiser, e é disso que eu tenho medo!
— Olha aqui... Espera, você o que? — mal terminei de falar, mas Pedro logo me puxou e me deu um beijo.
Um beijo com gosto de chiclete tuti fruti...
Ele afastou meus ombros e me encarou por um segundo, ficando cada vez mais vermelho. Ele cobriu os lábios com a mão, soltou meu pulso e saiu correndo para casa.
O que foi isso?
~~
E... Eu realmente não tenho mais nada à declarar, só... Eu sei lá, corta logo isso.
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